2nd South
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☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

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☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

Mensagem  ♥ ßƚʉҽ ❽ ɱαᴦγ ♫ em Seg Abr 16, 2018 8:26 am

Final do Outono...
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Re: ☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

Mensagem  ༒ ℭassy em Qua Maio 09, 2018 2:18 pm

Depois de algum tempo analisando as informações enviadas por Cassy, Penélope sai de sua mesa e vai até o aparelho de telefone, esse tendo todas as configurações para não ser rastreado ou incapaz de ter escutas. O número estava na memoria e a discagem foi rápida.

- Você falou na noite passada que não via o porquê de permanecer mais na cidade, que nada das atividades da organização de mercenários tinha ligação com coisas de relevância mundial ou que afetaria de alguma forma a Europa. Mas percebo que você está cansada ou desleixada nas suas coisas, Cassy. Analise novamente o material que nos enviou. Principalmente o jornal de data recente. Após isso, ligue os pontos. Será fácil entender o motivo de você estar aí de olho nesse grupo.

Cassy percebeu que sua supervisora estava totalmente sem noção de tempo, com certeza deveria ter perdido o rumo analisando o material enviado pela agente. Já que ela além de acordar a morena, não se importou em nem lhe cumprimentar, só despejou um monte de ordens e desligou.

A croata espreguiçou-se na cama e deixou o aparelho desligado sobre o colchão. Passou a mão no rosto e virou de lado. Ao abrir os olhos percebeu que não estava sozinha, ela teve um flash de como tivera sido sua noite e boa parte daquela madrugada que ainda não havia acabado. Sorriu e levantou, seu caminho era o banheiro.

Em poucos minutos ela estava andando pelo pequeno apartamento, nua e com seu Tablet em mãos. Estava na cozinha colocando uma capsula de café na cafeteira e uma xícara para aparar o líquido enquanto lia novamente seu relatório – de maneira dinâmica e tentando chegar logo aos anexos -, foi dentro de poucos segundos que conseguiu chegar ao primeiro anexo, parando para reparar na primeira página do jornal. Cada chamada de matéria tinha uma única ligação, lutadores, foi aí que a mulher teve um estalo de intuição.

- O que tem por trás desse torneio, afinal?

Ela iria dar seu jeito de descobrir. E ainda teve uma leve impressão de que aquele grupo de mercenários estaria metido de alguma forma dentro daquele torneio. Mas o que eles ganhariam com isso afinal? Tanto lutando, quanto indo até final caso viesse acontecer ou era tudo uma distração para outras coisas serem maquinadas por debaixo dos panos?

Cassy sentou-se na cadeira da pequena mesa que havia na cozinha e ficou lendo atentamente a cada matéria do jornal. Pretendendo sair quando amanhece para comprar mais alguns do dia, para saber como estava indo tudo aquilo. Enquanto bolava uma estratégia para investigar essa competição que estaria acontecendo na cidade.
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Re: ☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

Mensagem  Kyo Kusanagi em Qui Maio 10, 2018 2:04 pm






ㅤㅤㅤ Ser herdeiro do tesouro sagrado não é uma regalia, é uma maldição. Ter um auto controle que muitas vezes você não quer deve ser constante. Proteger seus entes queridos de ameaças é uma ilusão, porque você acaba sendo a maior ameaça para eles e desde que eu tive que ter consciência disso, minha vida se tornou uma porcaria.
ㅤㅤㅤ Eu havia voltado pensativo para o Japão. Estava com Yuki no quarto da minha residência após uma noite juntos. Ela é minha namorada, sempre vi um desejo de casamento nos olhos dela, infelizmente meu maior medo era ser a tragédia na vida daquela menina. Peguei um lápis e anotei alguns versos de uma poesia que me veio na mente. Não vale a pena recitar no momento. Naquela hora me deu vontade de jogar uma partida de Hockey.
ㅤㅤㅤ — Kuso (Merda)!
ㅤㅤㅤ Minha mãe Shizuka olhou pra mim assim que levantei e fui fazer a refeição matinal. Ela sabia que algo me incomodava. Pra variar, meu pai Saisyu não estava em casa. Tinha sempre aquele comportamento de pai doidão e só minha mãe o colocava nos eixos. Enquanto Yuki permanecia adormecida no quarto, minha mãe chegou pra mim e disse:
ㅤㅤㅤ — Meu filho! Eu sei o que está te incomodando. Você precisa de um tempo só. Precisa ver qual é o sentido da vida pra você.
ㅤㅤㅤ Aquelas palavras me pegaram como um soco de Yagami na boca do estômago. O sentido da vida. Terminei minha refeição, peguei minha moto, Kawasaki ZII e fui para as ruas.
ㅤㅤㅤ Pilotei pelas ruas de Osaka sem compromisso algum. Vento na cara, completamente distraído, as memórias das batalhas contra Goenitz e os momentos finais contra Orochi. Tudo aquilo vinha em minha mente. De repente, a visão de Chizuru e Iori apareceram como se me estivessem impondo alguma coisa ou me mostrando. Freei a moto antes de atropelar um homem moribundo.
ㅤㅤㅤ — O que você está fazendo, Kyo?
ㅤㅤㅤ Para minha surpresa era meu pai.
ㅤㅤㅤ — Pai?! O que você está fazendo a essa hora na rua?
ㅤㅤㅤ — Não é porque você derrotou Orochi que eu tenho de dar satisfações da minha vida… Eu sou seu pai, não seu filho.
ㅤㅤㅤ Sempre daquele jeito maluco. Tá certo. Ele sabia curtir a vida, mesmo com toda a vida segurando as obrigações dos Kusanagi. Ele ainda se virou pra mim mais uma vez.
ㅤㅤㅤ — Preciso que você faça um pequeno treino com Shingo. Sem chamas, apenas os movimentos marciais.
ㅤㅤㅤ Shingo era um antigo aluno da escola em que não consegui me formar. Excelente aluno que me idolatrava por eu ser Kyo Kusanagi, grandes coisas. Meu pai estava administrando os treinos dentro das artes Kusanagi, e mesmo sabendo que nunca teria as chamas, Shingo permaneceu fiel ao treinamento contínuo.
ㅤㅤㅤ O resultado daquele treino não poderia ser outro, Shingo me destruiu. Estava sempre treinando, se aperfeiçoando e eu não fui fã de ficar suando feito um porco com treinamentos. Prefiro o conforto das chamas Kusanagi.
ㅤㅤㅤ — Você tá mole, Kyo!
ㅤㅤㅤ Meu pai foi severo. Eu dei de ombros, me levantei e fui embora. Não estava a fim de ficar escutando besteiras.
ㅤㅤㅤ Lá pelo meio do dia eu estava comendo um peixe grelhado na rua quando senti alguém tocando meu ombro.
ㅤㅤㅤ — Vai participar do King Of Fighters que foi anunciado?
ㅤㅤㅤ — Hum?
ㅤㅤㅤ Era Goro Daimon que passava por um acaso por ali. Eu perguntei que história era aquela, até que ele me explicou que o torneio seria solo e disputado nos Estados Unidos, na cidade de Second Southtown.
ㅤㅤㅤ — Conheço esta cidade. Já estive por lá. Mas não recebi nenhum convite de torneio.
ㅤㅤㅤ — Os torneios ortodoxos não haviam convite, aquele que se mostrava digno que se prestasse a entrar no torneio.
ㅤㅤㅤ — Então você está se rebaixando, Daimon?
ㅤㅤㅤ — Nada disso! Eu não posso ingressar neste torneio. Não posso partir para o outro lado do mundo e deixar meu filho assim sem mais nem menos. Ele precisa de mim. Ele é mais importante pra mim do que qualquer torneio de artes marciais.
ㅤㅤㅤ — Huuummm… E Beni? Tem notícias dele?
ㅤㅤㅤ — Da última vez, fiquei sabendo que ele estava nos Estados Unidos divulgando uma marca de roupas.
ㅤㅤㅤ — Ele vai entrar no torneio?
ㅤㅤㅤ — Não faço a menor ideia. Você não depende de nós para ingressar em torneios, Kyo. Não foi isso que aconteceu na seletiva do Japão para o KOF 94.
ㅤㅤㅤ Fiquei pensativo e voltei pra casa. Yuki estava ajudando minha mãe com algumas coisas quando eu disse:
ㅤㅤㅤ — Vou viajar!
ㅤㅤㅤ Ela imediatamente me perguntou:
ㅤㅤㅤ — Pra onde?
ㅤㅤㅤ — Para os Estados Unidos…
ㅤㅤㅤ Yuki se apertou. Percebeu que a minha intenção não era levá-la. Percebeu que eu precisava daquele momento sozinho. Minha mãe a abraçou e fez um sinal positivo pra mim com a cabeça. Assim eu parti para os Estados Unidos. Para me inscrever no King Of Fighters Maximum Mayhem.


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Re: ☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

Mensagem  Ɓ·Ĵĕŋēŧ☠ŁƘ em Qui Maio 10, 2018 4:27 pm






ㅤㅤㅤ Estávamos em águas neozelandesas. Meu grupo de piratas chamado Lilien Knights atacaria mais um navio cargueiro a diesel (Bléeergh). Eu sabia que aquela carga era preciosa o suficiente para revender na costa oeste africana, era minha intuição. Meus homens não sobreviveriam sem mim. Isso era fato. Não entendiam de como funcionavam as negociações e me respeitavam fosse pela força, fosse pelo meu conhecimento. Ainda lembro de quando havia recrutado Lao após uma surra na costa de South Town.
ㅤㅤㅤ A tensão tomava conta deles enquanto meu sorriso já anunciava mais uma vitória no mar. Observando o periscópio, esperava exatamente o momento certo para lançar os mísseis.
ㅤㅤㅤ — Agora!
ㅤㅤㅤ Em pouco tempo o navio a diesel estava com problemas. Conduzi o submarino à superfície e logo enviei os rapazes para saquear o navio. Para meu desapontamento, só havia drogas e armas naquele navio. Havia atacado o navio errado.
ㅤㅤㅤ — Mais que azar desgraçado.
ㅤㅤㅤ Um de meus homens me perguntou o que fazer com aquela carga.
ㅤㅤㅤ — Vamos vender no mercado negro do Oriente Médio.
ㅤㅤㅤ Rumamos para o Oriente Médio. Eu venderia em Omã porque tinha bons contatos por lá. Não perderia muito tempo e ainda poderia fazer alguns espólios na região.
ㅤㅤㅤ Passamos algum tempo em Omã, onde pude curtir um pouco a terra, jogar tênis e andar a cavalo, principalmente. Já estava com saudades. Depois voltamos ao mar com destino ao norte do Atlântico.
ㅤㅤㅤ Felizmente havia comido bastante bife de carne vermelha. Amo, adoro. Mandei que ligassem o som com "Super Eurobeat" de Franz Tornado and The Tri-Star Girls e fomos para o norte do Atlântico na tranquilidade de 1000 metros de profundidade. Fui dormir na hora de costume, antes de o dia amanhecer.
ㅤㅤㅤ Quando acordei, era no meio da tarde. Um dos meus homens me alertou para o fato de não termos tanto combustível. Eu ainda não tinha feito minhas unhas e já estava ficando irritada.
ㅤㅤㅤ — Se virem! Roubem!
ㅤㅤㅤ Voltei ao meu alojamento para pintar minhas unhas quando senti uma trepidação no submarino. Estávamos sendo atacados.
ㅤㅤㅤ — Mas que porra é essa? O que está acontecendo?
ㅤㅤㅤ Lao veio diretamente a mim, informar mais detalhes. Comecei a dar ordens. Eram submarinos britânicos. A puta da Rainha queria a minha cabecinha linda.
ㅤㅤㅤ — Vou mostrar a essa vaca velha que não se pode borrar as minhas unhas.
ㅤㅤㅤ Conseguimos derrubar o submarino britânico, graças à nossa potente arma de destruição. Resgatamos os tripulantes inimigos. Eles não tinham porquê pagar por um ato imbecil de seus chefes. Até que tinha alguns bonitinhos, mas os que salvavam dali eram gays. Que pena (Aff!)!
ㅤㅤㅤ Eu já estava muito tempo no mar sem um homem entre as minhas pernas e meu brinquedo é valioso demais pra qualquer estar ali. Pensava nisso enquanto olhava para uma foto daquele que foi o meu primeiro amor, aquele maravilhoso americano que há tempos não encontrava, Terry Bogard (Huuummm).
ㅤㅤㅤ Havíamos conseguido o combustível através daquele submarino real, mas junto com isso, um de meus homens havia carregado um jornal que anunciava o torneio King Of Fighters Maximum Mayhem, o mesmo que eu havia participado alguns anos atrás. Devia ser 6:32pm, quando rumamos para os Estados Unidos. Meu relógio biológico não erra e dessa vez eu pegaria a fortuna daquele torneio.




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Re: ☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

Mensagem  Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Qui Maio 10, 2018 8:29 pm


INTRODUÇÃO
THE KING OF FIGHTERS - MAXIMUM MAYHEM!

ㅤㅤNossa chegada se deu por volta das 00:45 no aeroporto de South Town. A princípio, nossa vinda para este canto do mundo novamente se deu por conta dos treinamentos de Alice, que havia repousado por alguns meses depois que seu estado de saúde agravou-se novamente. Embora eu odeie estar aqui, tenho de tirar o chapéu sobre este ser o melhor lugar para ela poder desenvolver melhor suas técnicas de combate e sair um pouco da sua zona de conforto. Pegamos um táxi que nos levou até a outra cidade, a 2ND South Town, para nos hospedarmos no Hotel Victoria que ficava de frente para os Cassinos mais popular da Cidade, o Oriental Woo.

ㅤㅤ── Vamos! Não me faça perder mais tempo! ── Resmunguei.

ㅤㅤA garota vinha logo atrás puxando sua mala de rodinhas.

ㅤㅤ── Vá com calma, papai! ── Ela tentava me seguir o mais rápido que podia.

ㅤㅤEu sempre pego a suíte mais cara e em um dos últimos andares daquele prédio, para ter uma visão mais completa da cidade. Sem falar também que haviam quartos separados onde a menina poderia ficar mais à vontade. Não estou acompanhado das outras filhas e nem de minha namorada. Dessa vez eu vim apenas com Alice para cuidar dela e prepara-la também para os combates. Depois que ela retornou com o rosto todo inchado por ter enfrentado uma tal de Katarina aí, foi mais que suficiente para ver que ela ainda não estava preparada.

ㅤㅤ── Quando chegarmos ao quarto, tome um banho. Eu pedirei o jantar. Você comerá e irá dormir. Sairemos amanhã cedo para treinar em Barbaroi Falls.

ㅤㅤ── Sim senhor, papai.

ㅤㅤE foi assim o restante da noite. Fiz o pedido do jantar discando para a recepção do hotel e tratei de relaxar no meu quarto enquanto a menina jantava sentada de frente para a televisão. Estou deitado na cama e olhando para o teto. Essa é praticamente a vida que vim levando agora....

ㅤㅤSer um Yagami nunca foi fácil. Mas um Yagami pai e que está tentando o máximo possível não seguir os costumes de seus antecessores, é mais difícil ainda. Em pouco tempo eu havia retomado minha vida de músico depois de ter cantado alguns dos meus sucessos nessa mesma cidade, no Old Line. Recebi ligações de vários estúdios musicais que insistiram para relançar meus maiores sucessos ao mercado mais uma vez. O dueto que fiz com Rebecca acabou gerando bons frutos para a banda Killer Bambies, que até onde fiquei sabendo, receberam contrato para escreverem músicas para jogos eletrônicos. Queria ter de ficar de fora disso, mas Rebecca insistiu para que eu fizesse parte desse tipo de criação – e eu não entendo PORCARIA NENHUMA de jogos eletrônicos. Muito menos vejo uma possibilidade de escrever música alguma para essas coisas de adolescentes. Também há o bar de Jazz & Blues que inaugurei em Tóquio, o Cool Jam, que se tornou um sucesso absoluto entre vários públicos. Ayumi, a garota que trabalha para mim, cuida da gerência do local e tem pulso firme para lidar com o trabalho e por fim há a produção de vinho nos vinhedos que comprei na Itália, aproveitando-me de uma antiga receita de família e que tem rendido um bom lucro para mim, o que orgulhou bastante Chizuru nesses últimos tempos.  Mas esse não é o tipo de vida que eu quero carregar para todo o sempre... não... eu fui desde moleque moldado para lutar e não posso deixar que outros estejam um passo à frente de mim.

ㅤㅤOs últimos eventos nos torneios King of Fighters só mostraram a mim que não posso de forma alguma ficar para trás. Ainda me irrita lembrar do tempo que perdi minhas chamas para aquela bicha francesa. Depois foi aquela criatura que veio de outros tempo, um aglomerado de almas presas dentro de um corpo estranho que viajava entre as dimensões, procurando por algo que ainda não tínhamos certeza do que se trata. São essas merdas que me fazem ficar o tempo todo focado nos treinos. E se não for eu quem irá resolver estes problemas do mundo, pelo menos, preciso garantir que as minhas herdeiras o façam no futuro.

ㅤㅤA noite foi tranquila. As oito da manhã eu já estava preparado para levar Alice ao treinamento quando a menina me abordou com um jornal em mãos. Ela parecia um pouco perdida, pois me falava coisas sobre uma investigação do passado e que eu não dava mais a mínima.

ㅤㅤ── Papai... você ajudou umas pessoas a ... desvendar o mistério por trás do assassinato das meninas de Philantrophy Belfry, não é?

ㅤㅤEu bebi um gole do café que estava na mesa enquanto olhava para a garota.

ㅤㅤ── Sim. E daí?

ㅤㅤ── Você pegou o homem que matou aquelas meninas? ── Ela insistiu.

ㅤㅤ── Não. O desgraçado fugiu. E ninguém mais se preocupou com isso depois. ── Bebi outro gole do café.

ㅤㅤAlice olhou para o jornal. Ela parecia confusa com as coisas que estava lendo ali. Mais um pouco e ela voltou-se para mim.

ㅤㅤ── Você não quer participar desse novo KOF, papai?

ㅤㅤA princípio, eu nem estava sabendo que havia o anuncio de mais um torneio.

ㅤㅤ── Outro torneio?

ㅤㅤ── Sim. O Maximum Mayhem. Outra edição desse, aqui em 2ND.  ── Ela mostrou a primeira página do exemplo que tinha em mãos, apontando o dedo indicador sobre a logo em destaque no canto superior direito da página.

ㅤㅤ── Não vejo motivos para entrar nesse torneio.

ㅤㅤ── Nem mesmo para caçar o homem que matou aquelas meninas?

ㅤㅤO comentário de Alice me chamou a atenção.

ㅤㅤ── Do que você está falando, menina?

ㅤㅤE ela me mostrou novamente o que estava no jornal.

ㅤㅤ── Um homem matou essas meninas. Eu acho que é o mesmo homem que matou as amigas da Hotaru aquela vez!

ㅤㅤMeneei a cabeça negativamente.

ㅤㅤ── Não temos nada a ver com isso. Isso é problema dessa gente.

ㅤㅤEla insistiu.

ㅤㅤ── Essas meninas tinham família. Os pais delas devem estarem tristes... você deixaria que esse homem fizesse mal a mim? Na Carol? Na Becca?

ㅤㅤEu dei uma risada. Sim. Eu entendi qual era a da Alice.

ㅤㅤ── Vamos papai! Entre no torneio! Mate esse homem pra mim! ── Sim. Minha filha estava me pedindo para matar um assassino em série.

ㅤㅤCom certeza isso era o tipo de coisa que não se escuta todos os dias dos próprios filhos. Mas entre nós, os Yagami, era comum ouvir esse tipo de pedido. Alice não tinha condições de sair e fazer as coisas que fazia antes. Ela deixou de ser a menina que era depois que foi diagnosticada com esquizofrenia catatônica. Por conta disso, eu tenho dado muito mais atenção a ela e tomado mais cuidado com os treinos e por onde acabo a levando. Mas sempre tratei esse problema dela como algo que ela mesma pudesse superar e nunca pensar ser um fardo para mim ou para qualquer um que estivesse com ela. Sempre procurei dar a ela a liberdade que ela precisasse para fazer o que quisesse e o que gostasse, mesmo sabendo que uma hora ou outra ela poderia acabar entrando em um estado de fúria incontrolável, o que passamos a chamar de histeria.

ㅤㅤOs treinos que tenho em mente para ela seria para desenvolver melhor os estranhos poderes que ela possui, assim como uma forma de tirar a cabecinha hiperativa dela de pensamentos negativos como esse e da tal ‘realidade’ que somente ela consegue ver.

ㅤㅤEla me encarava com aqueles olhões verdes. Estava séria e não parecia mais uma criança falando.

ㅤㅤ── Quem garante que esse cara vai estar nessa porcaria de torneio?

ㅤㅤ── Não é comum o torneio ser a causa de todas as ocorrências dentro da cidade, papai?

ㅤㅤFui pego de surpresa com a resposta dela.

ㅤㅤ── Mais uma vez, Alice... o que garante que o assassino vai estar envolvido nesse torneio?

ㅤㅤ── Se ele não estiver, não será viagem perdida papai. Pelo menos o senhor estará batendo nas pessoas que ficarem no seu caminho! Você gosta de bater nos outros apenas por diversão, não gosta?

ㅤㅤ── Isso é incitar violência gratuita, menina. E eu não gosto disso.

ㅤㅤA guria insistia. Não deixava de me encarar.

ㅤㅤ── Por favor papai!

ㅤㅤE ficou nisso por mais uns dez minutos, não importasse o quanto eu me esforçasse para ignorar a pestinha.

ㅤㅤ── JÁ DISSE QUE NÃO! Eu não vou perder o meu tempo caçando um babaca metido a assassino em série. ── Bati com os punhos na mesa, derrubando as xicaras de café que estavam postas ali, sujando tudo pelo caminho.

ㅤㅤEla fechou a cara.

ㅤㅤ── Você tem que levar justiça para essas meninas, papai. Por mim, pela Hotaru e pelas famílias delas.

ㅤㅤ── Eu não sou nenhuma espécie de justiceiro. E porque você se importa tanto com essa gente, Alice?

ㅤㅤ── Hotaru é minha amiga. Ela ficou triste quando as meninas do orfanato morreram. Se ela ficou triste, eu fico triste também. E essas duas meninas que foram mortas na rua ao lado da gente, elas também precisam de justiça!

ㅤㅤ── Grrrr... Escuta aqui... você calaria essa boca se eu participasse pelo menos do torneio?

ㅤㅤ── ... Acho que sim...

ㅤㅤ── Que assim seja! Mas lembre-se... eu não vou ficar caçando ninguém nessa cidade. SE acontecer, e SOMENTE SE... esse babaca aparecer no meu caminho, aí sim eu dou um jeito de acabar com a raça do miserável. De brinde, trago a cabeça dele amputada para você acrescentar na sua coleção de crânios. Feito?

ㅤㅤ── Ok... Não é exatamente o que eu queria que você fizesse... mas já é um começo. ── A menina não estava contente. Embora eu tenha concordado de entrar nessa competição somente para me livrar desse incômodo, ainda suspeito de que Alice irá se meter aonde não deveria.

ㅤㅤO mundo já não era mais o mesmo... a garotinha insistindo na ideia de caçar um otário qualquer com a desculpa de fazê-lo pagar pelos seus crimes. Quem ela pensa que eu sou? Kim Kaphwan? Dane-se as meninas que morreram! Dane-se as pessoas que se sentem incomodadas com isso! Agora era tarde demais para voltar atrás com a minha palavra e terei de me inscrever nessa competição somente para me livrar dos incômodos da pestinha, mas... quem sabe eu não acabe descobrindo algo mais por trás de tudo isso? Por ser um torneio focado nos extremos das duas cidades, é capaz de que eu veja rostos conhecidos aqui. A base dos Ikari provavelmente enfiará algum dos soldadinhos de chumbo deles para me atormentarem com aquela desculpa de que eu sou o maior perigo para a humanidade. O lobo de aço com certeza deve fazer alguma ponta nessa brincadeira irritante e provavelmente buscará pela revanche do torneio de verão. E quanto aos demais lutadores que rondam essa cidade? Hum... Bom... será um exercício interessante. Faz tempo que não entro numa competição e a última vez que o fiz, acabei saindo vitorioso do torneio. Quem sabe eu não consiga repetir o mesmo feito de antes e coloque todos os vermes miseráveis em seus devidos lugares? Hehehehe...

ㅤㅤ── Eu vou lhe dizer uma coisa, Alice... é melhor me escutar com bastante atenção! ── Virei-me para a menina uma última vez, antes de levantar da mesa. ── Enquanto eu estiver lutando, você deverá permanecer AQUI dentro! Desobedeça e você se verá comigo, entendeu?

ㅤㅤEla acenou que sim somente com a cabeça. Mas eu tenho certeza de que ela vai me desrespeitar. É assim com todas as minhas filhas. Sempre procuram um meio de me tirar do sério.

ㅤㅤConheço muito bem as capacidades de todos os meus filhos... mas Alice não é mais a mesma de antes. Isso é o suficiente para me deixar com um pé atrás em toda essa história. Ninguém veio para ficar de olho nela, para cuidar dela caso a mesma surtasse ou acabasse desmaiando. Eu teria de contar com a sorte dessa vez.

ㅤㅤNaquele mesmo dia, eu a levei para o Barbaroi Falls e treinamos o dia inteiro. Quando voltamos, eu tratei de fazer a minha inscrição nessa porcaria de torneio, pois diferente dos torneios mundiais, este não tinha a mania de entregar convites para os lutadores. Só me restava aguardar e ver como isso irá desenrolar... por enquanto, eu manterei o silêncio de minha participação e ocultarei a minha presença com a de Alice até o início do torneio.






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Re: ☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

Mensagem  ❖ Yuriko Yagami ❝Ômega❞ em Qui Maio 10, 2018 9:47 pm















Deep Web.



ㅤㅤㅤYuriko está com fones de ouvido, música tocava no volume máximo, a garota japonesa estava concentrada na tela a sua frente. Seus dedos não paravam de mexer-se sobre o teclado. Ela estava fazendo uma pesquisa aprofundada através da deepnet enquanto mantinha contato com os seus companheiros da Hacker Republic.
ㅤㅤㅤA única que barrava a ex-Shogun do exercito do sol nascente na criação de vírus invasor sem deixar rastros, era a fundadora daquela organização de hackers, pessoa que Yuriko nutria um profundo respeito. O que levava a morena de pele alva para horas a fio dentro da undernet era seu mais novo trabalho.
ㅤㅤㅤEla trabalhava em segredo para as empresas da namorada de seu pai, Chizuru Kagura, sim a garota era filha de Iori Yagami. Contudo nem mesmo ele tinha conhecimento de como ela estava ganhando a vida. Já que a vida da japonesa havia mudado de forma bastante benéfica para ela.
ㅤㅤㅤApós anos sendo mantida como cobaia de laboratório para os japoneses, sofrendo inúmeras torturas, ela conseguira livrar-se deles. Não por completo, contudo de um modo que pudesse respirar um pouco o ar do mundo fora do laboratório. E isso inclui várias aventuras que começaram a fazer parte da história de Yuriko. Incluindo o dia que conheceu o homem com quem mantem relacionamento nos dias de hoje.
ㅤㅤㅤA japonesa não consegue formular uma explicação racional, com isso ela sempre se deixa levar por suas emoções quando está com seu namorado, Keith Wayne.  E isso tem sido melhor que todos os anos anteriores de sua vida. E talvez esse seja um motivo por seu pai não estar com ela debaixo de suas asas e também ela não ter ficado no Japão.
ㅤㅤㅤMesmo com diversas viagens a Yagami mantém sua residência junto de Keith, em um Iate que fica ancorado em Blue Wave em 2nd South. Era onde ela estava localizada naquele momento, numa pequena cabine, com diversas aparelhagens de última geração e seus fones de ouvido impedindo que qualquer barulho lhe incomoda-se e disperse sua atenção.
ㅤㅤㅤA música estava programada para repetir ao seu término, isso mantinha a japonesa concentrada nos textos que surgiam em sua frente. Ao abrir uma das pastas do computador que acabara de invadir, era de um hacker industrial, ela deparou com uma grande surpresa. Um esquema grande que poderia dar vantagens para a sua chefa.
ㅤㅤㅤMas um nome ali naquele meio chamou atenção da japonesa, Mayhem, ela fica inquieta, pois já ouvira ou lera antes aquele nome em algum lugar. E não demorou muito descobrir de onde conhecia aquele nome.
ㅤㅤㅤ- Um torneio de luta! – ela levantou as pressas jogando o fone sobre o teclado.
ㅤㅤㅤParecia que o lugar estava sofrendo uma infestação de insetos dado a forma com que a japonesa se ergueu e ficou olhando para a tela do computador a sua frente.
ㅤㅤㅤOs olhos de Yuriko buscaram por seu blackphone, mas não encontraram. Provavelmente estaria do lado de fora. Ela digitou o código da porta para poder sair e fechou a mesma atrás de si em seguida. Ela procurou no quarto e não encontrou o aparelho, restou ir ver na cozinha ou com Keith, caso estivesse por ali.
ㅤㅤㅤAo entrar na cozinha encontrou os dois. Seu namorado e o aparelho de celular. Keith estava com um jornal na mão, o que chamou atenção da garota foi ver de relance a mesma logomarca que vira timbrada nos documentos que estava lendo. Pelou o aparelho na mesa e desbloqueou o mesmo para poder fazer a ligação que desejava.
ㅤㅤㅤKeith levantou os olhos para ela e sorriu.
ㅤㅤㅤ- Resolveu sair da toca, pequena?
ㅤㅤㅤ- Sim, preciso fazer uma ligação, o que é essa logo na primeira página? – ela pergunta indo para o lado dele enquanto discava o número do blackphone de Chizuru.
ㅤㅤㅤ- Isso? É o KOF, novamente estão organizando um torneio nessa cidade, dessa vez não vou me meter. Tem muita coisa em cima de mim com relação aos negócios.
ㅤㅤㅤ- Será que se eu fizer inscrição vão me aceitar como lutadora? – ela pergunta de forma séria para ele.
ㅤㅤㅤ- HAHAHAHA. Não vejo por que não aceitarem, pequena. Mesmo que seja interessante ver você lutando, por que vai fazer isso? – a risada fez com que ele mantivesse o sorriso enquanto falava com ela e acendia mais um cigarro, deixando de lado o jornal.
ㅤㅤㅤ- Hum... Vai me ajudar no meu trabalho. – Yuriko estava ligando os pontos em sua mente, que respondia ele de forma automática. – Vou terminar a ligação e conversamos. – ela acrescenta e sai da cozinha para a área do lado de fora na popa do Iate.
ㅤㅤㅤA conversa com Chizuru rendeu bons minutos terminando com as duas em comum acordo da participação de Yuriko no torneio e a experiência da sacerdotisa ajudou a garota decidir-se de uma vez por todas. Com certeza ela teria mais acesso dentro do torneio do que do lado de fora. Andando pelas áreas das lutas seria mais fácil achar algum aparelho eletrônico de responsabilidade dos responsáveis do torneio, do que como uma mera expectadora.
ㅤㅤㅤMais tarde naquele dia, Yuriko Yagami concluiu sua inscrição no torneio que estava novamente sendo realizado em Second South.







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Re: ☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

Mensagem  • Haohmaru • em Sab Maio 12, 2018 8:12 pm







HAOHMARU, O NOVO DESAFIANTE
.


. . . . . . . . .  - HAHAHAHA. Mas esse tal de whisky é realmente muito bom! - Comentava o figurão de roupas tradicionais japonesas enquanto jogava um dado com uma mão e virava a bebida com a outra.

Aquele homem aparentemente embriagado se divertindo nos jogos do Oriental Cassino “Woo” era ninguém menos que Haohmaru, o homem que no passado salvou o mundo com sua lamina mais vezes do que alguém poderia contar. Por fora talvez aparentasse apenas ser um bêbado maluco viciado em jogos enquanto enchia cara, mas por dentro ele sentia o peso de estar longe de tudo, cada gole daquela bebida alcoólica lhe trazia imagens de seu tempo, suas lutas, seus amigos, seu amor, Oshizo, bem como de tantas outras coisas que não poderiam ser substituídas por coisas futeis, nem mesmo pelas belas garçonetes que se aproximavam para oferecer mais bebidas, enquanto Haohmaru, por sorte no jogo, ganhava uma relativa grana com o jogar de seus danos.

A presença de Haohmaru nos tempos modernos se tratava de algo complicado, durante seu confronto com Yuga, o Destruidor, a final foi diferente do que os livros de histórias dizem, quando estava prestes a derrotar o demônio, um portal criado pelo próprio Yuga sugou o samurai que despertou em nas imediações do Cassino “Woo”. Após um breve embate com Iron Ox, restou ao solitário e amargurado samurai viver nas imediações, dormindo no hotel Victoria pelo dia e jogando pela noite. Talvez ele fosse apenas um dos números sobre o aumento de jogos na cidade, não importa quem você ja tenha sido, no final você é apenas um numero.

Após beber toda aquela garrafa de whisky ele bateu o funda da garrafa sobre o mesa, se não fosse reforçada por vidro certamente teria quebrado. Uma das atendentes se aproximou.

. . . . . . . . .  - Ficamos felizes em saber que, mesmo depois de toda a onde de manifestações contra o cassino, tenhamos clientes tão fiéis como o senhor. Deseja mais whisky? Acho que essa deve ser a terceira garrafa que o senhor toma, aposto que esta com muita sede. - Ela comentou com um sorriso.

. . . . . . . . .  - Me traga a bebida mais forte que você tiver... - Seu comentario foi proferido de forma seca, carregado de angustia por tudo.

Em uma das telas de dentro de estabelecimento brilhou, chamando a atenção de praticamente todos que ali estavam, logo após surgiu o logo do torneio: The King of Fighter – Maximun Mayhem. Apenas isso, logo em seguida voltou a passar números de bingos e outras coisas desnecessárias, Haohmaru não entendia porque a animação daquelas pessoas, todas passaram a bater palmas, a casa até ofereceu uma rodada de bebidas grátis, estavam contentes.

. . . . . . . . .  - Ei, careca, por que diabos essa felicidade toda? - Questionou o samurai ao rapaz que estava a seu lado.

. . . . . . . . .  - De que era você veio, cara? Isso é um torneio, as pessoas mais fortes do mundo disputam isso, é um show para nós. - Comentou o rapaz de cabeça raspada.

Por um segundo, um sorriso surgiu nos labios de Haohmaru, sua mão foi ao queixo, algo não havia mudado, as pessoas ainda duelavam, talvez esse fosse o remédio para seu espirito. Um samurai precisa lutar.

. . . . . . . . .  - Moça. - O samurai se direcionou a atendente, anteriormente citada. - Esquece o que pedi antes, encha essa minha botija com sakê... Algumas coisas não mudam nunca...

Com seu desejo de agir revigorado, Haohmaru partiria logo em seguida, munido de sua espada Fugodoku, para se inscrever naquele torneio.
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Re: ☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

Mensagem  Łauraணatsuda❝єlєтяicGiяl❞ em Sab Maio 12, 2018 8:52 pm



єlєтяic
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ㅤㅤㅤㅤㅤLaura Matsuda está tendo uma vida completamente nova. Então faremos a retrospectiva de tudo que ela havia vivido até sua chegada a Second Southtown. Talvez para alguns possam ser pontos repetidos, mas saibam que o que não tem na vida da brasileira são dias iguais. Mesmo ela fazendo exatamente a mesma coisa, ela estará fazendo de um modo diferente.
ㅤㅤㅤㅤㅤHoje a brasileira está treinando em Sound Beach, praia que ela agora mora junto de seu namorado. Mesmo não sendo vencedora dos torneios realizados na cidade vizinha, a morena era reconhecida as ruas por algumas pessoas que haviam a visto participando das lutas. Alguns eram muito gratos por ela ter ajudado na tragédia que assolou a cidade anos atrás e sempre quando essas pessoas a viam pela rua cumprimentavam.
ㅤㅤㅤㅤㅤSeu trabalho tem sido o de segurança do Cassino Woo. Ela não tinha gosto por nenhum dos seus chefes, mas tinha que ganhar grana de algum jeito. Mesmo ela morando na casa de DK e ele tendo dinheiro para sustentar tudo, ela não deixaria de querer ter seu dinheiro. E ela se sentia um pouco independe podendo ter um trabalho para ocupar a mente, como o trabalho era sempre à noite, ela tira boa parte do seu dia para treinar.
ㅤㅤㅤㅤㅤO importante de ressaltar sobre o trabalho que Laura mantém é que ela tornou-se chefe de segurança do Cassino. E alguns dias ela ficava mais atolada de trabalho que outros. As pessoas perderam bastante a vergonha nos dias atuais, não se intimidavam somente com câmeras de segurança. Prova disso era o tanto de pequenos crimes que rolavam dentro do cassino, um ambiente lotado de vigilância de câmeras. Um em particular incomodou Laura. Mas ela é segurança do local e não policial. Com isso ela ficou fora das investigações após passar o material pedido para os investigadores, imagens das câmeras que dava para o prédio que havia acontecido o crime. Mas estava muito incomodo e conveniente demais aquilo tudo. Na cabeça da brasileira ela tinha certeza que era uma armação muito da descarada, mas polícia sempre ia para o óbvio. Pensar nunca foi o forte mesmo dos fardados.
ㅤㅤㅤㅤㅤMesmo sem se meter em investigações, a cabeça da morena lutadora ficou completamente ocupada em pensar no ocorrido. Primeiro que ela tinha que evitar que aquilo ocorresse dentro do Cassino. Segundo ela estava incomodado com quem ela havia vira vagando pelas redondezas nas gravações das câmeras de seguranças externas. E foi com esses pensamentos que ela foi embora naquela manhã.
ㅤㅤㅤㅤㅤSua rotina era comprar algo para o café da manhã e também os dois jornais que circulavam por Second. Após isso ela vai para a estação de trem mais próxima da região e pega o trem para a ilha de Southtown onde ficava Sound Beach.  Mesmo os ensinamentos de seu avô sempre martelar na cabeça de Laura, principalmente os princípios do Jiu-Jitsu Matsuda. Ela não estava conseguindo relaxar aquele dia e nem mudar o foco de seus pensamentos. E todo seu caminho até em casa foi disperso.
ㅤㅤㅤㅤㅤMesmo chegando exausta em casa, Laura continuou ativa. Preparou o café para o namorado e para ela. Fora do comum, ela colocou tudo numa bandeja e levou para o quarto, onde com certeza ele estaria dormindo. Ela não sabia a hora que ele havia deitado, ele era mais noturno que ela em alguns dias. Ele também havia diminuído as idas para a Califórnia, mas ainda tinha algumas viagens que ele não podia evitar. Ela colocou a bandeja com o café do lado vazio da cama e contornou a cama para chama-lo.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Bom dia, nego. Acorda um pouco para tomar café comigo, hum? – ela chama com a voz baixa dando selinhos no rosto e lábios dele.
ㅤㅤㅤㅤㅤEnquanto ele despertava ela foi para o banheiro, ela sabia que ele não acordaria na primeira chamada. Laura prendeu o cabelo e foi passar uma água no corpo, fria, para tentar relaxar um pouco. Voltou nua para o quarto e sentou na cama, inclinando novamente sobre o namorado e chamando ele novamente.
ㅤㅤㅤㅤㅤEla pegou o jornal que também estava na bandeja e começou a ler enquanto comia um pão com omelete.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Bom dia, morena. Você trouxe tudo para cá para eu acordar extasiado com o cheiro do café? – ele falou sonolento e passando o braço pela cintura dela.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Tem uns dias que não comemos juntos no café, queria sua companhia hoje. – ela respondeu ainda com os olhos no jornal e passando a mão livre sobre os cabelos de Duck. – Acho que vou entrar nesse torneio, o que acha? – ela fala deixando de lado o jornal e pegando a xícara de café.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Quê? Vai ter outro torneio nessa cidade?
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Não. É em Second.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Hahaha. Mas você ama lutar, não vejo por que de não participar. O último torneio que você entrou não deu em nada, então vá em frente morena. – ele falava beijando o seio de Laura e sentando-se ao lado dela para também começar a comer.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- O que me preocupa é ter de ficar sem ir ao trabalho durante esse período. Por que tenho de intensificar o treino. Tem muitos problemas ocorrendo ao redor do Cassino. Tem uma pressão muito grande e a segurança está mais que rigorosa. Até em colocar catraca de identificação estão pensando. Mas isso iria diminuir a frequência, tem gente que não gosta de ter uma folha de ponto mostrando quando entrou ou saiu de dentro do Cassino. A hipótese de diminuição da clientela os fez pararem esse projeto por enquanto.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Hum... – Duck murmurou de boca cheia.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Mas preciso tirar esse estresse da minha vida, estou preocupada e começando a ficar paranoica com isso tudo. Vou lutar, vai ser bom para mim. E também as pessoas tem que saber do que os Matsuda são capazes. – ela fala piscando para ele.
ㅤㅤㅤㅤㅤOs dois terminaram o café da manhã, a bandeja foi para o chão e ambos continuaram na cama juntos. Laura teve seu descanso da noite de trabalho e Duck continuou o seu sono que havia sido interrompido pela namorada. Antes de ir para o trabalho, Laura fez a inscrição para o torneio e fez o caminho até o Cassino tentando achar um ponto importante para falar ao seu chefe e explicar que ela estava entrando no torneio e iria precisar se ausentar do serviço. Uma conversa bem longa e difícil já que todo um caos de segurança estava acontecendo por ali.

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Re: ☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

Mensagem  Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf em Dom Maio 13, 2018 6:02 pm




Running Wild in the streets again


ㅤㅤㅤㅤ Era madrugada quando aqueles três homens trabalhavam na colocação de outdoors a nordeste de 2nd South. Um vento desgraçado que vinha do Golfo acabava pegando os homens que se viravam para terminar rápido aquele bendito serviço e voltarem para suas casas.
ㅤㅤㅤㅤ — Amanhã a gente coloca o resto. — disse um.
ㅤㅤㅤㅤ — Podes crer! — disse o outro.
ㅤㅤㅤㅤ O que estava pendurado na escada, ainda com o rolo de cola na mão não disse nada, apenas um sinal de “Ok” com a mão ociosa. Quando ele desceu, guardando as ferramentas utilizadas para o serviço, se juntou aos outros dois para ver o resultado de mais um trabalho naquela madrugada.
ㅤㅤㅤㅤ — Até que ficou bonito, né? — disse o primeiro, um negro magrinho que puxava a carteira de cigarros do bolso para fumar, estendendo para os demais.
ㅤㅤㅤㅤ — É… — disse o segundo, um branco gordinho de idade mais avançada que pegava a carteira de cigarros e repassava para o terceiro — Parece que ele pegou rápido o jeito do serviço, hum?
ㅤㅤㅤㅤ O terceiro homem pegou um cigarro pra si e devolveu a carteira de cigarros ao primeiro. Esperou que os outros dois acendessem seus cigarros com o isqueiro que o negro magrinho tinha para poder só então acender o seu. Levou a mão aos cabelos louros que lhe batiam nos ombros, jogando-os para trás, ainda que alguns fios lhe voltassem a fronte, dando uma longa tragada no cigarro, baforando logo em seguida. Os três observavam a propaganda do torneio King Of Fighters – Maximum Mayhem que haviam colocado no outdoor.
ㅤㅤㅤㅤ — Vam’bora? — disse o negro após terminar o cigarro e jogar a guimba no chão.
ㅤㅤㅤㅤ — Espere eu terminar a porra do cigarro, cara! — o gordinho o repreendeu. — Você não fuma, você come o cigarro.
ㅤㅤㅤㅤ O terceiro homem, o louro de 1,82m de altura, ria do que os dois falavam. Dava outra tragada e se dirigia aos companheiros de trabalho.
ㅤㅤㅤㅤ — Amanhã vocês me esperam no mesmo lugar?
ㅤㅤㅤㅤ — Claro! — respondia o negro. — Lá na estrada, antes da ponte. Lá pelas onze e pouca a gente tá passando.
ㅤㅤㅤㅤ — Alright! — respondeu o louro.
ㅤㅤㅤㅤ Terminaram seus cigarros, entraram no Ford E-150 branco, um furgão que estava à beira da estrada e partiram de volta para South Town, com o gordinho no volante. No caminho de volta, o negro magrinho não parava de falar.
ㅤㅤㅤㅤ — Aí, Terry! — se dirigia ao louro. — Eu não entendo como você luta pra caralho, ganha torneios por aí e não tem dinheiro.
ㅤㅤㅤㅤ — Hehehehe… Isso é ilusão, cara! A maioria desses torneios acontecem uma vez ou outra. Eu não ganho todos os torneios. — retrucou o louro.
ㅤㅤㅤㅤ — Porra! Mas com os que ganhou já dava pra fazer um nome bonito por aí, cara! — o negro insistia.
ㅤㅤㅤㅤ — É verdade! — disse o gordinho enquanto dirigia.
ㅤㅤㅤㅤ A.C. era como chamavam o negro. E ele continuou perturbando a viagem de volta.
ㅤㅤㅤㅤ — Cara. Lá no cruzamento da 5th Ave com a 2nd St tem a porra de um outdoor com a sua cara e você não ganha porra nenhuma com isso?
ㅤㅤㅤㅤ — Não ganho, A.C.! O que acontece… — Terry tentava explicar. — … É que quanto você se inscreve na maioria desses torneios, tem uma cláusula que os permite usar a sua imagem para fins de propaganda… Sabe como são essas coisas, né?
ㅤㅤㅤㅤ — Puta que pariu! — disse o gordinho de nome David. — Que roubada, cara!
ㅤㅤㅤㅤ — Além do mais, a grana que eu ganhava em torneios eu doava… — continuou o louro.
ㅤㅤㅤㅤ — Como assim? — A.C. cortava — Você é pirado, cara! Piradinho! Doava dinheiro pra quem?
ㅤㅤㅤㅤ — Pra instituições de caridade que abrigavam órfãos. — Terry voltava a responder.
ㅤㅤㅤㅤ — Por quê? Você é maluco? Podia estar cheio de mulheres gostosas à sua volta. Cheio de pepecas se derramando sobre você… — insistia A.C.
ㅤㅤㅤㅤ — É verdade! — David apoiava.
ㅤㅤㅤㅤ — Eu fui um desses garotos, cara! — respondia Terry. — Mas também nunca precisei de dinheiro pra comer boceta!
ㅤㅤㅤㅤ — Mas tá na merdinha hoje! HAHAHAHAHAHA… — zoava A.C.
ㅤㅤㅤㅤ — Pelo menos ele tem uma mulher gostosa… Que mulher, hein Terry? HAHAHAHA… — David continuava a zoação.
ㅤㅤㅤㅤ A.C e David continuaram atazanando a viagem de volta. Zoavam Terry de todas as maneiras. Ao menos, David pagava o serviço direitinho e era isso que importava para aquele americano de 47 anos. Eles deixavam Terry na beira da estrada e ele tinha que fazer o resto a pé para casa, pegando aquela trilha do National Park adentro. Toda vez que tinha serviço com aqueles dois, ele chegava em casa faltando mais ou menos 1h para o dia amanhecer. Lilith já estava de pé.
ㅤㅤㅤㅤ Era a atual vida do salvador de South Town. O homem que no passado havia retirado South Town das garras de Geese Howard, que havia derrotado Wolfgang Krauser e que evitara a destruição do mundo por parte de um deus invocado graças às peripécias de um jovem, hoje vivia casado com uma demônio, numa residência dentro do National Park e com um filho de oito meses chamado Jack. Já havia passado algum tempo do torneio Legend Of Universe e as sequelas sofridas pelas cidades pareciam terem sido sanadas.
ㅤㅤㅤㅤ Antes de entrar em casa, Terry chegou a tirar as botas, mas ao ver duas lesmas rondando a varanda, decidiu recolocar o calçado e pisar nas mesmas como se tivesse querendo apagar um incêndio, tamanha era a cara nervosa que ele fazia. Isso acabou chamando a atenção de Lilith, que foi ver o que estava acontecendo.
ㅤㅤㅤㅤ — O que você tá fazendo aí? Tá maluco? Vai acabar acordando o Jack! — disse a ruiva.
ㅤㅤㅤㅤ — Só tô matando um bicho aqui, só isso… só isso… — ele respondeu, tirando as botas pra entrar, mas fazendo questão de levar as mesmas pra dentro. Terry chegava a fechar os olhos, fazendo uma careta, ao imaginar colocando as botas e sentir as lesmas por seu dedo. — Holy shit!
— O quê? — indagou a mulher.
ㅤㅤㅤㅤ — Nada não!
ㅤㅤㅤㅤ Lilith e Terry se conheceram por um acaso em Blue Wave Harbour, em 2nd South, num dia em que o louro estava indo ao Old Line. Por algum motivo ele acabou dando umas voltas pela orla e acabou encontrando aquela mulher que vestia um traje semitransparente. “Desenrolou” com ela e o resto é uma longa história que culminou com um casamento bancado por Iori “Destroyer” Yagami. Esse mesmo… O pai das 457 meninas espalhadas pelo mundo.
ㅤㅤㅤㅤ Lilith trabalhava de dia no museu de 2nd South, ao passo que Terry trabalhava nas madrugadas, fazendo bico de carregador na expedição do porto, colocador de outdoors e tudo o mais que aparecesse. Tirava o tempo em que a criança estava acordada para fazer seus treinos marciais, sempre colocando Jack preso no sidecar da moto e à vista. Quando a criança dormia, ele aproveitava para descansar porque sabia que ia encarar mais uma madrugada de trabalho.
ㅤㅤㅤㅤ Esses trabalhos não rendiam muita coisa comparado ao salário que Lilith ganhava no museu, porém ao menos não desfalcava a renda da casa. Aquela era uma vida nova para Terry, acostumado à estrada e aos inúmeros motéis que lhe serviam como residência. Viver numa residência fixa era algo às vezes divertido, às vezes perigoso para aquele louro.
ㅤㅤㅤㅤ Toda vez que Terry ficava com Jack era parada dura. O moleque não dava trégua. Chorava quando o louro bebia, chorava quando ele fumava, chorava quando o louro sentava pra assistir TV. O moleque só se aquietava quando Terry partia para o treino do Kenka Sappou (Arte de Combate Mortal), a arte marcial aprendida na época em que seu pai, Jeff Bogard, ainda era vivo. Tal arte trazia as técnicas do Hakkyokuseiken junto com movimentos precisos de combate, transformando o praticamente numa arma mortal. Jack ria a toa com os efeitos visuais provocados por Terry naquela clareira. Era a única coisa que deixava o garoto sem reclamar na ausência da mãe.
ㅤㅤㅤㅤ Certa vez, ao chegar do trabalho e ver aquilo, Lilith repreendeu o marido, alegando que além de perigoso, não queria transformar o garoto numa arma de guerra.
ㅤㅤㅤㅤ — Eu sei, Sky! Mas é a única coisa que não faz o moleque reclamar e ainda por cima mantenho meu treinamento.
ㅤㅤㅤㅤ — Se acontecer alguma coisa com o Jack, eu arranco seu saco, Lyubov’!
ㅤㅤㅤㅤ — Hmmm… bem romântica!
ㅤㅤㅤㅤ Naquele dia, após o treino, Lilith havia ajeitado as coisas da casa, como janta, banho na criança e tudo o mais que envolvia o universo daquela demônio que havia acabado se transformando numa super mulher. Porque trabalhar, cuidar de criança e bancar a casa não era tarefa fácil. Não era com um estalo que tudo poderia ser resolvido. Jack não foi o tipo de criança parida e já se vendo com 16, 18 anos num estalo de dedos graças a alguma anomalia ou gene super dimensionado. E era exatamente isso que fazia daquela russa do além uma mulher digna de aplausos. Então, como dizia, ela já havia ajeitado tudo e estava com o moleque no colo, dando um dos seios para saciar a fome daquele garoto. Terry estava sentado no batente da janela, fumando, o que acabou fazendo com que Lilith fizesse uma careta.
ㅤㅤㅤㅤ — Apague a merda desse cigarro e vá lá desligar o fogo aceso. A comida vai acabar queimando.
ㅤㅤㅤㅤ O louro apagou o cigarro no lado externo da casa, deixando uma marca preta junto às demais na tinta da parede da casa. Na volta da cozinha, Terry encarava aquela cena de Lilith dando leite para Jack e a ruiva ergueu uma sobrancelha interrogativa pra ele.
ㅤㅤㅤㅤ — Lyubov’! Você ficava encarando os peitos das outras mães dando leite para seus filhos, né?
ㅤㅤㅤㅤ — O-o q-quê? D-de onde você tirou essa ideia?
ㅤㅤㅤㅤ — Toda vez que eu vou amamentar Jack você fica manjando meus peitos.
ㅤㅤㅤㅤ — Iiiih… Get serious! Acho que amanhã vai chover!
ㅤㅤㅤㅤ — Oh mania desgraçada de mudar de assunto…

ㅤㅤㅤㅤ Havia outra coisa além dos efeitos dos golpes de Terry que deixava Jack sorrindo na ausência da mãe. Era o “chuá” da rede que ficava no aro da cesta de basquete. Terry tinha uma tabela improvisada do lado de fora da casa, onde ele praticava seus arremessos. O quique da bola deixava o moleque apreensivo e, se a bola não entrasse na cesta, fazendo o som do “chuá” característico, Jack começava a fazer birra, chorando e esbravejando.
ㅤㅤㅤㅤ — Puta que pariu! Não tem treino de arremesso mais exaustivo do que esse… — disse ㅤㅤㅤㅤ Terry após um arremesso mal sucedido.
ㅤㅤㅤㅤ Em mais uma madrugada de trabalho, Terry, A.C. e David estavam em Free Field, a “Terra de Marlboro” de 2nd South. Precisavam colocar um outdoor de uma marca de lingerie famosa com vistas para o viaduto que ficava a linha férrea. Enquanto Terry fixava as partes do outdoor, A.C. não parava de falar.
ㅤㅤㅤㅤ — Porra! Essa mulher aí é gostosa pra caralho, né?
ㅤㅤㅤㅤ — Pois é! — afirmava David. — Sabe quem é ela?
ㅤㅤㅤㅤ — É Tina Armstrong! Puta que pariu! — continuava A.C. — Olhem esses peitos.
ㅤㅤㅤㅤ — 1,75m de altura. 95 de busto, 60 de cintura e 89 de quadril. — Terry interrompia os dois.
ㅤㅤㅤㅤ — Como você sabe disso, rapá? — perguntou A.C. — Já comeu?
ㅤㅤㅤㅤ — Não! Mas dá pra saber só vendo. — retrucava Bogard.
ㅤㅤㅤㅤ — PORRA… VOCÊ É MUITO KAOZEIRO, CARA! — gritava A.C.
ㅤㅤㅤㅤ “POW… POW… POW...”
ㅤㅤㅤㅤ — Essa porra é tiro, cara! É tiro! — alertava A.C.
ㅤㅤㅤㅤ — Puta que pariu! Vamo’ sair dessa porra! Eu sabia que isso ia dar merda! Sai daí, Terry! Tá maluco? — David tentava falar em volume moderado, fazendo concha com as mãos na frente da boca.
ㅤㅤㅤㅤ — Take it easy, man! Deixe eu terminar o trabalho! — Terry tentava acalmar os companheiros de trabalho.
ㅤㅤㅤㅤ — Take it easy é o caralho, vagabundo! Vamo’ sair daqui! — A.C. começava a correr na direção do Ford E-150 branco. David tentava alcançar o companheiro, deixando Terry pra trás. O louro acabou terminando o serviço e desceu da escada saltando, no momento em que um tiro atingiu o olho da modelo no outdoor. Terry não deixou a escada pra trás, desarmando-a rápido para levar ao furgão. Seis homens armados apareceram. Um deles se dirigiu ao louro apontando uma submetralhadora MP-5.
ㅤㅤㅤㅤ — COÉ, OTÁRIO! LARGA A ESCADA AÍ E MANDA SEUS PARCEIRO’ SAIR DO CARRO.
ㅤㅤㅤㅤ — Cara! A gente só quer trabalhar…
ㅤㅤㅤㅤ — NINGUÉM TE PERGUNTOU NADA. LARGA ESSA PORRA AÍ!
ㅤㅤㅤㅤ — Cara! Não vai querer dificultar as coisas. Não sou nenhum justiceiro, não sou cana… só quero continuar meu trabalho, cara! Deixe a gente em paz. — terminou Terry dando as costas e levando a escada na direção das portas traseiras do Ford. Um dos bandidos deu uma sequência de tiros para o alto.
ㅤㅤㅤㅤ — PORRA! JÁ FALEI PRA LARGAR ESSA PORRA AÍ, OTÁRIO!
ㅤㅤㅤㅤ — Se você me chamar de otário mais uma vez, eu vou acabar com a sua raça… — disse Terry se virando lentamente para os caras.
ㅤㅤㅤㅤ — IIIIH… A LÁ… — o meliante virava para os outros, zombando da cara do louro. — ESSE OTÁRIO TÁ PENSANDO QUE É SUPER HOMEM… HAHAHAHAHAHAH…
ㅤㅤㅤㅤ A gargalhada dos demais foi o eco daquele que instigava. Mas tão logo escutavam o som da escada batendo contra o solo e aquele que parecia ser o líder do bando tinha seu rosto desfigurado, a submetralhadora voava e o espanto coletivo dos demais durou pouco mais de dois segundos, tempo suficiente para tentarem alvejar Terry com tiros. Mas a velocidade do louro em desarmar os meliantes enquanto os nocauteava com apenas um golpe era demasiada, por vezes se protegendo dos tiros com o próprio corpo dos meliantes que desarmara.
ㅤㅤㅤㅤ A.C e David ficavam espantados com o que viam. Não conseguiam articular uma palavra sequer. Ao terminar com os caras, aquele que instigara primeiro disse algumas palavras. Terry se aproximou do cara, que disse o seguinte:
ㅤㅤㅤㅤ — O que… é… você…?
ㅤㅤㅤㅤ — Me? Hehe… I’m Running Wild! — e desferiu um soco contra a fonte do bandido. A potência do golpe fazia com que um dos olhos do meliante saltasse da face. Ele morria ali mesmo.
ㅤㅤㅤㅤ — VAM’BORA, TERRY! A POLÍCIA VAI APARECER E VAMO’ ACABAR NOS FODENDO COM ISSO… — gritava A.C.
ㅤㅤㅤㅤ Terry saiu correndo, guardou a escada no furgão e entrou, fechando as portas enquanto David pilotava feito um doido. Enquanto faziam o percurso de saída da ilha em direção ao continente, A.C. aloprava, falando sem parar.
ㅤㅤㅤㅤ — CARALHO! VOCÊ FEZ… POOW… E DEPOIS… BAAM… QUE PORRA ESSA, CARA? É IGUAL AO O ÚLTIMO DRAGÃO, O GRANDE DRAGÃO BRANCO…
ㅤㅤㅤㅤ — Menos, cara! Não curto muito essa parada de Dragão! Hehe… — respondia Terry coçando o dorso da mão sem as luvas que costumava usar no passado.
ㅤㅤㅤㅤ — CARA! VOCÊ PODIA DAR AULAS DE LUTA… JÁ PENSOU NISSO? TIPO… DEFESA PESSOAL… — continuava A.C. enquanto David só confirmava.
ㅤㅤㅤㅤ — Que nada, cara! Eu aprendi a lutar por aí, não tenho formação profissional nenhuma… — Terry respondia mais uma vez.
ㅤㅤㅤㅤ — PORRA, CARA! VOCÊ TÁ MALUCO…? — A.C. continuava.
ㅤㅤㅤㅤ — Mas nisso aí o Terry tá certo, A.C.! — David cortava o companheiro de trabalho. — Se ele entra numa dessas aí, com a moda que está de caçar os caras que saem na porrada sem registro, ele ia entrar numa roubada.
ㅤㅤㅤㅤ — Tá vendo? — Terry sinalizava para A.C.
ㅤㅤㅤㅤ O furgão partiu, com Terry se esgueirando sobre o banco do carona para mexer no rádio do carro, colocando “Be Quick Or Be Dead” da banda inglesa Iron Maiden.
ㅤㅤㅤㅤ Quando o louro chegou em casa, Lilith já estava se arrumando para ir ao trabalho, deu três beijinhos no marido e disse:
ㅤㅤㅤㅤ — Você demorou pra chegar hoje…
ㅤㅤㅤㅤ — Pois é! Tivemos problemas lá em Free Field com alguns bandidos atirando…
ㅤㅤㅤㅤ — O quê? Mais tarde a gente conversa, se não vou me atrasar… Ah! Pinte a parede do lado de fora que você vem queimando com guimbas de cigarros, ok?
ㅤㅤㅤㅤ — Alright!

ㅤㅤㅤㅤ Naquele dia, Jack estava brincando na terra com um macaco de pelúcia que se parecia muito com Ukee, após o pai ter pintado a dita parede pedida. Este estava sentado na amurada da varanda, fumando e bebendo um copo de uísque, conversando com o moleque como se ele entendesse alguma coisa.
ㅤㅤㅤㅤ — É foda, moleque! Você pode não estar entendendo porra nenhuma do que tô falando… Mas tenho uma saudade do caralho da estrada…
ㅤㅤㅤㅤ O moleque jogava o macaco de pelúcia para o alto, rindo e dando literalmente o foda-se para o que Terry falava.
ㅤㅤㅤㅤ — …Sair na porrada por aí, dormir em motéis… Só que hoje isso é praticamente impossível…
ㅤㅤㅤㅤ Daí o moleque pegou alguma coisa com a mão. Terry firmou os olhos e saiu da amurada da varanda.
ㅤㅤㅤㅤ — No que você tá mexendo aí moleque?
ㅤㅤㅤㅤ Jack estava apertando uma lesma na mão e quando o louro viu…
ㅤㅤㅤㅤ — PUTA QUE PARIU, MOLEQUE! FAZ ISSO COMIGO NÃO…
ㅤㅤㅤㅤ O louro não sabia o que fazer. Jack estava segurando a porra de uma lesma, apertando aquilo como se fosse um brinquedo. O desespero do louro só aumentou quando o garoto começou a levar a lesma em direção à boca.
ㅤㅤㅤㅤ — QUE MERDAAAA… AAAARGGGH…
ㅤㅤㅤㅤ Bogard disparou um golpe de ar em direção ao solo, bem próximo de onde o garoto estava. A criança foi ao ar, largando a lesma que voava em outra direção.
ㅤㅤㅤㅤ — Puta que pariu… Sky vai me matar…
ㅤㅤㅤㅤ O vagabundo se impulsionou, saltando e agarrando a criança no ar. Após ser agarrado, Jack começou a chorar, querendo levar a mão à boca.
ㅤㅤㅤㅤ — Negativo, moleque…
ㅤㅤㅤㅤ O Lobo levou o moleque pra dentro, encheu a banheirinha com água morna e meteu sabão no moleque.
ㅤㅤㅤㅤ — Você tá maluco, moleque! Logo com lesmas?
ㅤㅤㅤㅤ A noite caiu e com ela o trabalho doméstico feito por Lilith já estava em andamento. No rádio da casa, a música “You’re Running Wild” da dupla country The Louvin Brothers tocava. Jack estava no colo de Terry, puxando o cabelo do pai de forma insistente. O louro segurava um copo de uísque na mão canhota, deitado no sofá, cochilando. Jack enfiava o dedo no nariz do pai, depois na boca, até levar sua atenção ao copo que estava seguro na mão do louro. Lilith rapidamente saiu de onde estava e retirou o copo da mão de Terry.
ㅤㅤㅤㅤ — Acorde! Eu não casei com esse homem!
ㅤㅤㅤㅤ — Ahn?! O quê? — disse Terry ao sair do torpor do sono, erguendo o tronco e segurando a criança contra o peito.
ㅤㅤㅤㅤ Lilith subiu os degraus que levavam ao segundo pavimento da casa, retornando logo em seguida para dizer:
ㅤㅤㅤㅤ — Eu sei que essa vida aqui no National Park provavelmente não é a que você imaginava. Mas é o que temos hoje. Sei que você gostaria de estar por aí saindo no braço como sempre foi a sua vida, de cidade em cidade, deixando o pôr do sol te levar. Mas não é porque nós temos um filho que você precisa deixar de ser você. As redes de arrasto estão do mesmo jeito há meses, você não vai à pesca há tempos. O controle do seu vídeo game velho não tem marca de dedos, só vivo tirando poeira. Tirando a parte de você viver pra cima e pra baixo de calças jeans, o resto você praticamente deixou de lado, inclusive as luvas… — e ela lançou as luvas que Jeff Bogard havia dado ao filho tantos anos atrás. O par bateu desajeitadamente sobre o rosto de Terry, caindo de modo que Jack pegasse uma e começasse a morder a borda. — Eu te inscrevi no King Of Fighters – Maximum Mayhem. — terminou Lilith mostrando o comprovante de inscrição.
ㅤㅤㅤㅤ — Get serious! — respondeu Terry.





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Re: ☆ MARKS OF DESTINY ☆ - STORY MODE

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster em Dom Maio 13, 2018 11:04 pm

 
Quartel General da 3YE...é um bom lugar de trabalho, se você curte ficar a vinte metros abaixo da superfície. As zonas da base eram conectadas via trilhos. Se quisesse ir ao setor de robótica, teria que ir ao sul da cidade. O pequeno trem da 3YE compartilhava da rede de metrô e ferrovia da cidade e transportava materiais e funcionários. Todo o projeto fora meticulosamente feito, em maioria disfarçada de reformas no metrô. Onde os trilhos da 3YE se conectavam, havia um espesso portão de segmentos, que abria e fechava apenas quando o trem da 3YE passava e era bem guardada pela rede de sensores... Gaster, o general da organização, havia pegado o pequeno trem para parar na superfície, próximo ao centro da cidade. Ele andava acompanhado de sua secretária, Sophia Courall ( uma pequena mulher elegante de 1,57m de altura. Ela não tem vergonha nenhuma de sua estatura e passava um ar de “baixinha elegantemente invocada de óculos”) e outros dois homens, que serviam como segurança quando Gaster saía da base.

 Gaster ao sair do trem em seus trajes de trabalho, ele dava um ar de vilão de programa de herói, do tipo que com certeza seria capaz de derrotar até mesmo a mais preparada equipe. Ele sempre andava armado com uma lembrança de quando trabalhou nas trincheiras da Primeira Grande Guerra ( ele havia lutado do lado dos germânicos, apesar de terem perdido a guerra, Gaster estava mais lá para pesquisar a respeito da infame “Febre das trincheiras”, doença comum dos ambientes em que as batalhas ocorreram) . Ele abria um pouco de seu sobretudo e olhava dentro, vendo a Frommon Stop no coldre. A pistola de sete tiros era pequena, mas havia sendo sua companheira desde aquela época. Ele se endireita e põe-se a andar junto aos seus acompanhantes até um pequeno café em uma rua paralela a principal avenida da cidade.

 A pequena cafeteria tinha decoração britânica. Krizalid, o comandante da 3YE, gostava de ir para lá no seu horário de folga, tomar chá ou café. Gaster sentava-se em uma das mesas, com sua secretária e seguranças sentando-se ao seu redor. Apesar de ter hierarquia militar superior aos seus subordinados, Gaster  os tratava como iguais, assim como Krizalid. Isso gerava respeito quanto ao clima da organização. Sophia pegava o jornal do dia e entregava a Gaster, que agora estava vendo suas anotações. O general da 3YE lê as manchetes e para quando encontra algo tão interessante quanto o torneio que iria ser realizado: O assassinato de suas jovens. Ele foleava  até encontrar a página que falava sobre a morte das jovens. Ele lia por alguns momentos e não encontrava muita coisa falando sobre a causa mortis das garotas. Ele então poe o jornal sobre a mesa e se levanta de súbito:

- Senhorita Sophia...Vamos até o necrotério da cidade. Imediatamente. Se essas jovens foram encontradas ontem, ainda há algum tipo de informação que a polícia pode obter com a minha ajuda. Senhores, vocês podem tirar o dia de folga. Eu sou capaz de me defender e defender a minha secretária.

- Tem certeza disso, general ?- Perguntava Sophie, se levantando e entregando a conta paga ao garçom.

 - Sim. Eu soube que ocorreram muitos assassinatos anos atrás. Eu podia ter ajudado a resolvê-los com minhas técnicas de autópsia, mas ainda eu estava com problemas legais para poder andar pela cidade. Agora não perderemos tempo. Vamos ao necrotério.

 Gaster então entrava em contato com um dos médicos que trabalhavam no necrotério via celular enquanto o mesmo pegava um taxi para lá. E explicava a situação para o mesmo. O médico em questão, era neto de um homem que lutou na Primeira Grande Guerra e conhecia Gaster pelos relatos do seu avô. Por sua vez, esse médico sempre ligava para Gaster a respeito de algo estranho. O general vez ou outra agia como um consultor sobre assuntos médicos.

 Agora que Gaster chegava ao necrotério, ele acompanhava a autópsia junto a esse médico, para tentar encontrar uma pista sobre o assassino...
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General 3YE W.D. Gaster
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