2nd South
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☆ Natal 2018 ☆ Ocultos de Second

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Re: ☆ Natal 2018 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  ☠ỈⱩᗩᖇỈ ᗰᙓᖇCᙓȠᗩᖇϓ☠ 〘ℒℋ〙 em Dom Dez 16, 2018 10:37 am


ㅤㅤㅤㅤLeona estava desde as quatro horas da manhã na academia, ninguém havia visto ela chegar na base, ela notou que o vigia estava cochilando em seu posto ao passar pelo portão de entrada. Quando ela estava para terminar sua sessão de musculação, a soldado começou a ouvir a movimentação de todos pela base despertando. Notando assim que já dera cinco da manhã.
ㅤㅤㅤㅤA soldado voltou a recolocar os fones no ouvido e foi para a esteira, ela pode notar a movimentação de algumas pessoas entrando na academia, mas não parou a corrida para olhar. Resolveu ignorar algumas continências de pessoas com a mesma patente que a sua. “Imbecis, vou parar de avisar e socar esses caras.” ela pensou irritada. Faziam de propósito por ela ser filha do general. Como se ela tivesse algum privilégio ali dentro e não tinha capacidade para as coisas que fazia.
ㅤㅤㅤㅤ“Se levantassem seus rabos da cama, fizessem o estudo que faço e parassem de morcegar estariam muito além de soldados, babacas.” ela saiu da academia pensando depois de correr quarenta minutos na esteira. A música em seus ouvidos estava alta, tanto que, ela não ouviu direito o comunicado que era passado no alto-falante.
ㅤㅤㅤㅤ– Tenente! - ela parou e prestou continência retirando ao mesmo tempo ao lado de um dos fones de ouvido da orelha para poder ouvi-lo.
ㅤㅤㅤㅤ– Descansar, soldado. - ele falou com a voz seca. - Vai participar da mais nova invenção de moda do Coronel?
ㅤㅤㅤㅤ– O que? - ela fala abaixando o braço e olhando intrigada.
ㅤㅤㅤㅤ– Ele acabou de anunciar. - ele fez um gesto com a cabeça indicando um alto-falante próximo.
ㅤㅤㅤㅤ– Não prestei atenção, Tenente. - ela fez uma cara de preocupação e desviou o olhar para o lado do fone que pendia sobre seu ombro.
ㅤㅤㅤㅤ– Convocou todos para comprarem presentes para as crianças do orfanato e quem quiser tem uma festa de natal com amigo oculto para participar.
ㅤㅤㅤㅤ– Ah! Isso! Fiquei sabendo, vou participar e acho que o general vai também. Pelo menos foi que ele me confirmou. - ela falou olhando intrigada para o lado do vestiário. - Tenente! - ela bateu novamente continência para despedir e seguir caminho.
ㅤㅤㅤㅤ– Dispensada soldado, nos vemos na festa! - ele também presta uma rápida continência e se afasta.
ㅤㅤㅤㅤLeona Heidern já sabia do evento e já havia inscrito seu nome no mesmo, mas achou bem espirituoso a atitude do Coronel convocar todos para dar presente as crianças do orfanato. A única coisa que intrigava a garota era quem ela havia tirado na brincadeira. Ela nunca entendeu a obsessão da Ikari com aquela família e tudo que o general falava era que deveriam presar pela segurança de ambos os lados, da população e da família vigiada. Isso a fazia sentir-se mais uma pessoa vigiada por ele, bem de baixo de sua vista uma portadora de Orochi. Era seu elo mais fraco, a desconfiança do general, do motivo dele ter adotado-a.
ㅤㅤㅤㅤAbandonando os pensamentos confusos e depressivos a garota de cabelo azul entrou no banho, nesse tempo de devaneios ela já havia chegado ao vestiário e retirado sua roupa.
ㅤㅤㅤㅤEla foi a última a chegar para a formação e treinamento da manhã. Mas não tão tarde para causar punição. Exatamente um minuto antes do treino começar.
ㅤㅤㅤㅤ– SENTIDO! MARCHEM! PERCURSO COM OBSTÁCULOS! MECHAM-SE! - a voz do comandante reverberava pelo local.
ㅤㅤㅤㅤAqueles exercícios eram mais mecânicos que intelectuais, Leona ainda devaneava quando tropeçou em um dos pneus que saltava e caiu de cara dentro do outro que tava a sua frente. O local de treino estava lamacento pelos períodos chuvosos, e isso a fez ficar suja também.
ㅤㅤㅤㅤ– AGORA NÃO É HORA PARA DORMIR SOLDADO! VAMOS! LEVANTA DAÍ!  - o comandante gritava bem próximo a orelha da garota.
ㅤㅤㅤㅤEla se xingou mentalmente por deixar-se cair daquele jeito e levantou continuando o exercício com mais atenção.
ㅤㅤㅤㅤNo fim do dia, Leona foi até a sala de seu pai, antes de ir para casa, afinal às vezes ele costumava ir embora num horário mais apropriado em vez de ficar em claro pela base trabalhando.
ㅤㅤㅤㅤ– Você vai para casa agora?  - ela pergunta após uma rápida continência e ouvir que poderia ficar à vontade.
ㅤㅤㅤㅤ– Agora, não. - ele responde apontando a cadeira para ela e voltando a vista para a papelada de sua mesa.
ㅤㅤㅤㅤ– Bom, eu vou indo, então. Amanhã você vai na festa do orfanato? - ela pergunta permanecendo em pé próxima a porta.
ㅤㅤㅤㅤ– Festa? - ele pergunta voltando a olhar para a garota.
ㅤㅤㅤㅤ– Sim! O evento de natal. - ela confirma.
ㅤㅤㅤㅤRelembrando do que se tratava Heidern balançava a cabeça positivamente voltando sua atenção para os papéis da mesa novamente.
ㅤㅤㅤㅤ– Talvez chegue após o início, mas irei sim. - ele a respondeu.
ㅤㅤㅤㅤ– Certo. Entendido. Vou indo agora. - ela faz continência e após o movimento dele, ela se retira.

ㅤㅤㅤㅤNa noite da festa, Leona Heidern, acabou esperando em casa, por tempo demais, para talvez poder ir com seu pai. Mas, ao notar que havia passado uma hora após a hora marcada para início da festa, decidiu-se e saiu de casa em sua moto.
ㅤㅤㅤㅤAo estacionar e saltar, a garota ajeitou o grosso sobretudo que usava por cima de sua roupa. Cobria todo seu corpo o impermeável, indo até os pés. Ela calçava uma bota de cano curto e saltos altos e grossos. Ao chegar na entrada, pediram seu casaco e a mesma tirou-o, ficando com seu presente e uma bolsa de mão em sua posse. Leona havia preso seu cabelo num alto rabo de cavalo e estava usando um vestido preto, alças finas, decote V nas costas e na frente, o tecido estava solto em seu corpo e tinha um pocado na coxa esquerda. No momento que ela caminhava era possível ver uma faixa preta em tal perna a mostra, que tratava-se de seu coldre de perna.



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Re: ☆ Natal 2018 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ 【✤】 em Dom Dez 16, 2018 10:50 pm


Noite de Natal

Dezembro chegou! Durante todo o ano, esse é o mês que mais amo, depois do mês do meu aniversário. É quando acontecem as festas de final de ano e a família toda se reúne em mesas fartas de comida, em casas decoradas e cheias de presentes! Esse ano não seria diferente! Mesmo depois de superar todos os traumas do passado, finalmente posso me sentar na minha cama e respirar aliviada por estar bem e longe de todos aqueles problemas. Posso agradecer a todos pela ajuda que me deram, me tirando daquela vida de monstro, me ajudando pouco a pouco a voltar ser uma pessoa comum.

Quando olho para o calendário, percebo que só falta uma semana para a festa de Natal e aqui em casa, ninguém parava de falar disso. Seria o meu primeiro Natal com a mamãe, Yue, Lilith, Alice e o papai, todos juntos dessa vez! Seria bom se todos se reunissem, mas é difícil. Não julgo os outros, e prefiro nem me meter nesses casos de família... desde que todos aceitem os meus presentes e minhas felicitações de natal e ano novo.

Maior parte dos meus contatos com Amy, Candy e Yuriko foram assim. Por mensagens no celular. Candy queria fazer um grupo para marcar passeios no cinema, parque, lanchonetes. Eu achava uma boa ideia, mas eles nunca aconteceram. As outras nunca deram apoio a ideia. Ah, como anda a minha vida aqui em casa? Está bem divertida!

Toda manhã é a mesma, praticamente. A mamãe voltou com as sexta-feira do pode tudo, onde nós comíamos qualquer porcaria fora do horário. Mas quando não era sexta, os cafés da manhã caprichados dela eram aqueles que te faziam acordar com um sorriso de alegria! Ela estava fazendo cheesecake todos os dias para mim comer. Lilith passou a gostar também e sempre tirava um pedaço maior que a cabeça dela para comer, quase deixando nada para mim. Ela vivia falando: “Você só é cabeçuda! O corpinho é pequeno, então, não precisa de tanto alimento!” Antes eu não tolerava essas brincadeiras, mas com o passar do tempo, passei a deixar rolarem. Algumas vezes, eu a provocava. Outras, devolvia na mesma moeda.

Alice se recuperou bem depois que veio morar com a gente. Acho que esse ambiente em família fez muito bem para ela. Ficou mais comunicativa, mais expressiva e também, se divertia bastante com a mamãe. Claro que Yue ficou com um pouco de ciúmes, mas depois que se passaram as primeiras semanas, os dois pareciam unha e carne. Cada um com sua esquisitice, não é?

E o papai? Já contei para vocês que ele teve um treco quando soube que eu tenho uma namorada? Ele me fez repetir essa palavra umas três vezes! Ele desejava estar ouvindo um O no final e não um A. É. Ele não curtiu muito saber que eu tenho outras preferências. Mas foi muito engraçado, sério mesmo! Ele ficou por horas sentado, de braços cruzados, olhando para os lados, não acreditando que esconderam isso dele por muito, mas muito tempo! E quando ele conheceu a Filia? Ficou tão em cima da coitada, querendo saber cada detalhe da vida dela que a mamãe acabou disparando: “Iorin virou a sogra da menina!”

Mas chega de falar dos outros.

Eu estava cuidando do meu jardim numa tarde de segunda-feira, regando algumas flores que a mamãe comprou para mim. Ela trouxe várias tulipas vermelhas e holandesas para enfeitar ainda mais o jardim, e essas eram as minhas favoritas. Eu adorava olhar pra elas, sentindo a luz suave das pétalas vermelhas, o leve orvalho de chuva, o espesso caule verde. Eu sempre as tratei com muito cuidado, assim como todo ser vivo muito frágil e delicado. Este sempre foi o meu hobby favorito.

Quando pequena, minha mãe biológica me apresentou ao jardim dela e me ensinou a plantar sementes, o quanto eu devo regá-las e como transferi-las para o solo. Eu perdi as contas de quantas flores eu já plantei em cada jardim que passei. O da minha casa lá em Maplecrest, depois o imenso jardim de Orchid Bay e agora, este aqui, da nossa casinha em 2nd. Mamãe e Filia já me incentivaram a abrir uma floricultura, depois que viram como eu enfeitei o novo jardim de casa. Haviam margaridas, rosas, narcisos, crisântemos, e claro, as minhas preferidas, as tulipas.

Disseram que fui a responsável por dar mais vida aqui em casa e segundo a mamãe, as plantas são uma forma de proteção para a casa também. Ela ficava muito feliz por eu ser tão dedicada ao jardim. E com isso, ganhei o apelido de Garden Girl dos meus irmãos, que tentavam de tudo para me sacanear. Mas como eu disse, eu não ligava mais para as brincadeiras.

E por falar na minha irmã, ela logo apareceu por lá quando eu havia terminado de regar as rosas.

Lilith: Ei, GG! Chegou uma carta pra você! —— GG era abreviação de Garden Girl, só pra constar.

Carol: Hm... uma carta? De quem será? —— Eu me virei, curiosa para saber de quem era.

Lilith: Eu também recebi uma desse mesmo remetente. É lá de Philantrophy Belfry.

Olhando com mais atenção, percebo de que se tratava de um convite para uma festa de natal, lá no orfanato.

Carol: Isso aqui é um convite para o amigo oculto desse ano! —— Fiquei surpresa, mas ao mesmo tempo, bem feliz.

Lilith: Eu não vou. —— Ela, como sempre, sendo uma estraga prazeres.

Carol: Mas porquê?

Lilith: Eu não conheço ninguém. Eu acho essas festas coisa pra jacu. Trocar presente com os outros? Pra que vou gastar meu rico dinheirinho com gente que nunca atravessou a rua pra me ver?

Carol: Mas seu dinheiro é de mesada. Não de trabalho. ‘-‘ —— Eu tentei quebrar a lógica dela, mas não surtiu muito efeito.

Lilith: Bem, eu to nem aí. Quero ficar em casa mesmo. Tenho certeza que você irá com o papai e a mamãe, então, a casa será só minha.

Carol: Esqueceu do Yue?

Lilith: Ele anda dormindo cedo, então, dá no mesmo!

Ela me mostrou que haviam mais cartas/convites para a tal festa. Uma para o papai, outra para a Alice, para a mamãe e Yue. Naquele momento, fiquei intrigada com a quantidade de convites e principalmente como sabiam que estávamos morando aqui agora. Esse pensamento sumiu da minha cabecinha por alguns minutos, depois que resolvi entrar e arrumar a bagunça que deixamos na sala mais cedo, depois de uma maratona de Annie das Estrelas que fiz com os meus irmãos. Só então reparei num jornal que estava em cima da mesinha, explicando o motivo de todos esses convites estarem chegando. Hotaru Futaba está organizando uma grande festa de natal depois do sucesso que foi a festa do último ano, só que dessa vez será no lar dos órfãos da cidade. Haverá a troca de presente entre os amigos, mas a entrada só é garantida quem levar pelo menos um presentinho para cada uma das criancinhas de lá. Eu achei a ideia tão fofinha que acabei me inspirando ainda mais para esse dia!

Carol: Acho que será bem divertido! E dessa vez, eu vou com uma roupa especial!

Eu tive algumas ideias, mas antes de sair fazendo tudo de qualquer jeito, precisei esperar a minha parceira de crimes número 1 naquela casa: A Mamãe Dean! Quando ela chegou e mostrei para ela o jornal e mais os convites, contei para ela que queria muito usar uma roupinha de papai noel. Quero ir para essa festa usando uma roupa temática, mesmo sabendo que já haveria um Papai Noel responsável pela distribuição dos presentes que os convidados irão levar. Eu não achava necessário usar a barba branca e nem uma barriguinha grande, só a roupinha tema de natal mesmo, com o gorro era o suficiente!

Querem saber porque estou agindo dessa forma? Bem... depois que eu me livrei das correntes que me prendiam ao Laboratório Zero, tentaram me levar para outra divisão. O Oito. Lá viviam outras ASG’s (Anti-Skullgirls), além de crianças órfãs, com necessidades especiais. Uma das ASG’s de lá era uma menina de poucos anos. Ela se chamava Patrícia e passou por uma situação semelhante a minha, senão, pior. Ela escolheu ser uma ASG por vontade própria. Eu não... Mas as crianças de lá, pelo o que eu soube, tem duas figuras a quem se inspirarem. Ben Birdland, agora um ASG chamado Big Band era o paizão da molecada. E quem assumia o papel de mãe era a assistente de enfermagem deles, uma mulher... que ficou totalmente desfigurada. Embora a aparência dela seja um tanto que tenebrosa, as crianças de lá a vinham como uma mãe e a tratavam como tal.

Embora eu tenha simpatizado com o trabalho deles para tentarem ajudar os necessitados, principalmente os órfãos, eu não quis mais saber de nenhuma instalação que parecesse um laboratório. Peguei trauma desses lugares. Eu preferi seguir minha vida, procurar um novo lar, uma nova família.

No final daquele mesmo dia, eu havia conseguido convencer a mamãe em me ajudar com a roupinha de natal. Ela ia adorar me ajudar com isso, principalmente por amar nos mimar com roupas coloridas e fofinhas.

A revelação e a compra dos presentes!


Quando eu fui procurar quem era o meu amigo oculto, eu fiquei completamente perdida. Não sei como vou presentear essa pessoa. E minha namorada, Filia, pediu ajuda para comprar um presente para o amigo dela também. Ela estava toda perdida, não conhecia ninguém da festa e queria que fossemos juntas. Combinamos da mamãe e o papai nos levar para a compra de presentes, todos juntos. Alice também veio, pois ela vai participar. Ela disse que já sabia o que dar de presente para o amigo dela, só precisava ter a sorte de achar em alguma das lojas. Já eu e Filia, bem, nos aventuramos sozinha por essas buscas.

Carol: O que você acha? —— Mostrei para a Filia o que estava pensando em levar.

Filia: Parece legal! Acho que seu amigo vai gostar! —— Ela esboçou um lindo sorriso.

Samson: É cafona! E gay, que nem vocês duas! —— E o Samson, o Theon na cabeça dela, veio junto, tornar nossa diversão em um verdadeiro inferno!

Filia: Samson, seja mais gentil com a Carol! —— Ela deu um sermão no parasita. E bom, ele acabou me deixando um pouco desanimada com aquele comentário.

Carol: Se isso é “gay”, provavelmente a pessoa não vai gostar.

Filia: Não dê ouvidos para ele, babe. É um presente bonito! —— Ela tentou elevar meus ânimos, mas fiquei pra baixo com aquilo mesmo.

Samson: Ouça a voz da sabedoria, magrelinha!

Filia: Samson, para!

E os dois começaram. Ele só parou quando Filia começou a puxar os tendrils como se estivesse puxando os próprios cabelos.

Esperei pelo dois terminarem de se entenderem enquanto olhava outros presentes e comparava. Acabei optando por permanecer o que eu havia escolhido mesmo, o que tornou a chatice do Samson ainda maior. Ignorando-o, peguei na mão de Filia e saímos da loja de mãos dadas, depois de pagar pelo presente. As ruas estavam bem movimentadas e fazia um pouco de frio naquele período de natal. Eu estava usando um cachecol vermelho no pescoço e um agasalho simples. Filia estava mais coberta do que eu naquele momento.

Carol: Parece que o papai e a mamãe vão demorar um pouco ainda. —— Eu parei de andar, depois de conferir as mensagens no meu celular. —— Vamos tomar um chocolate quente?

Dito e feito, comprei dois copos grandes de chocolate quente e procuramos nos sentar em um dos banquinhos que haviam ali por perto, olhando o movimento da cidade. Ficamos conversando sobre vários assuntos, aproveitando que tínhamos um tempo a sós para aproveitarmos juntas. Não me importo mais para o povo nos olhando, principalmente quando me estranhavam por causa das cicatrizes em forma de X que tenho no meu rosto. Só de estar com ela ali era mais que suficiente para tornar até os dias mais frios nos melhores. E passar o natal e fim de ano com ela? Oh, isso vai ser incrível!

Chegando à festa


Papai e mamãe nos levaram até o local da festa. Acho que é a primeira vez que venho visitar o orfanato nessa cidade. Alice me contou que lutou com o irmão dela ali em cima, onde badalam os sinos da instituição. É um lugar bastante grande e bonito e lá de cima tem uma vista perfeita de quase toda a cidade, sem falar as casas que ficavam mais baixas na mesma região. Prometi que iria com Filia lá em cima depois para apreciar a paisagem. O passeio todo foi bastante tranquilo e rendeu boas risadas.

Na recepção, Alice nos apresentou Hotaru. Depois que ela conversou com o papai e a mamãe, foi a nossa vez.

Hotaru: Olá! Boa noite! Vocês são amigas da Alice? —— Ela sorria o tempo todo e parecia não ter ficado incomodada com a personalidade implicante do nosso pai.

Carol: Sou irmã adotiva. Meu nome é Carol! —— Ela me olhou de cima a baixo.

Hotaru: Você está muito linda de mamãe noel! —— Fiquei acanhada quando ela me elogiou assim.

Carol: O-obrigada! —— Eu fiquei um pouco sem jeito, pois foi a primeira pessoa que não se incomodou de perguntar das minhas cicatrizes no corpo, ou das minhas veias brilhantes pelos bracinhos.

Hotaru: O que você trouxe de presente?

Carol: Ahn... eu trouxe agasalhos e ursinhos de pelúcia! —— Entreguei tudo para ela, que os separou em um cantinho especial.

Hotaru: Elas vão ficar muito felizes, Carol! Muito obrigada!

Ela olhou os presentes de Filia e Alice também e só então que nós entramos. Já havia algumas pessoas no salão de festa quando chegamos. Aproveitei e puxei a Filia para uma mesinha perto de onde estavam a mamãe e o papai.

Carol: Vamos nos sentar aqui! —— Apontei para a mesa, com seis cadeiras. —— Acho que ainda vai levar um tempinho para o pessoal chegar. Se quiser, podemos dar uma volta pelo orfanato!

Depois que nos acomodamos, fiquei aguardando por uma resposta da Filia. O que ela decidisse naquele momento, iria acompanha-la. É minha primeira vez aqui e tenho um pouco de curiosidade para saber como funcionam as coisas aqui. E também, entender porque acontecem lutas nesse orfanato. Não era algo extremo demais para essas criancinhas?

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Re: ☆ Natal 2018 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  Բɪΐɪą✵Tɧε✵Gσųŗɱąŋđ✵Gïŗℓ em Dom Dez 16, 2018 10:52 pm




Cansada...


Essa era a melhor palavra para definir Filia Medici nesse momento. A garota com o “demônio” em sua cabeça caminhava arrastando os pés pelo chão no andar onde ficava sua nova moradia. A garota da temível família Medici abria a porta com muito custo, estava com sono, exausta de andar para cima e para baixo fazendo trabalhos no Mcdonald's local. É estranho que uma garota de família com reputação tensa esteja se dando ao trabalho de viver dessa forma, mas saiba que Filia não se importava, mesmo que isso a fizesse tomar um ônibus para o trabalho e depois mais um para resolver sua matrícula numa escola pública.


Ano que vem ela recuperaria um pouco da sua vida perdida em Nova Meridian. A Medici não tinha muitos fragmentos de quem ou o que ela era, tivera que pegar informações colhidas ali e lá. Isso tudo tinha um motivo: Samson. O parasita que havia tomado metade de sua cabeça, um Theon para se falar á verdade, e que estava nesse momento, escondido abaixo de seu chapéu branco, resmungando que estava com fome, e que não sabia por que Filia tinha que ficar limpando o chão e banheiros, mas ela estava cansada de dizer que fazia parte do trabalho, mesmo sabendo que Samson que tinha inúmeros contatos, poderia dar uma “mãozinha” a ela, como vinham fazendo todos esses tempos sozinhos.


O apartamento onde Filia vivia agora, pertencia a mãe de sua namorada, Carol Yagami. Sim, Filia que havia vindo atrás de Carol por que sentia falta de sua amiga de infância, finalmente chutou a porta da incerteza e se jogou de cabeça em um relacionamento já escrito há muito tempo. Ela não deveria estar ali, mas por tanta insistência de Carol que não aceitou saber que ela vivia em uma cabaninha lá em Sarah Forest, acabou arranjando esse lugar para ela, mas não foi de graça. Um pequeno aluguel foi lhe posto nas costas e agora, ela cuidava do local, estranho não? Mas até que estava tendo alguma generosidade, pois jamais poderia pagar propriamente o lugar em que vivia agora.


Às vezes ela sentia falta da cabaninha. Samson era muito barulhento quando queria alguma coisa.


Samson: Kid, quando vamos comer?!


Filia: Só mais um pouco Samson, eu vim com muita comida hoje.


Na mão que deveria estar livre, Filia segurava uma sacola de papel com alguns lanches, batatas e refris de seu trabalho. Às vezes ela dava sorte de conseguir alguma coisa a mais, mas o que lhe vinha em mãos estava bom demais para a Medici. Sim. Muito bom.


Assim que adentrou, ela empurrou a porta com o pé esquerdo para fechá-la, se arrastou para a cozinha, colocando sua janta sobre uma mesa redonda de vidro, deixou junto dela sua bolsa e algumas cartas que havia pego na entrada do prédio, entre as caixas de correios, onde uma era destinada a ela. Filia não tinha nenhum conhecido para receber cartas, mas como um favor a família da casa, ela recebia as deles e as enviava por Carol.


A Medici estava cansada demais para olhar as cartas, mas isso não foi coisa que Samson, o seu Theon partilhou. Ele bisbilhotou as coisas na mesa enquanto Filia se espreguiçava de costas á mesa e tirou uma cartinha que era endereçada a Medici. Sem muito pudor ele usou um de seus tendrills para abri-la e ficou olhando com muito cuidado o que estava escrito. Primeiro a carta veio de um lugar que ele nunca ouviu falar e em segundo lugar, Samson nunca tagarelou para ninguém onde morava, então, como é que aquilo foi parar ali?


Samson: Kid, temos uma festa para ir.


Filia: O que?


Samson: Você recebeu um convite, olha aí. —— Então a criatura levou até em frente ao rosto dela a carta, esse papel Filia segurou com muito cuidado, pensou que talvez, alguma coisa de Nova Meridian estivesse a caçando, e então, passou a lê-lo.


Filia: Oh Samson! Parece que é uma festa de Natal no Orfanato! Acho que é aquele a algumas quadras daqui, não é? Penso que não é muito longe, deve ser o quê?


Samson: Quarteirões Filia, Quarteirões.


Filia: O que você acha? Aqui diz que outras pessoas receberam também!


Samson: Você disse que queria conhecer novas pessoas não?


E com esse pequeno convite, Filia sentiu que o peso de suas costas estavam se esvaindo. Teria alguma interação que ia além de sua nova namorada e de “Posso levar a sua bandeja?”.





COMPRANDO O PRESENTE.


Após um banho longo e um jantar cheio de comida nada saudável, Filia Medici, animada, entrou em contato com sua namorada, iria Carol ir também? TOMARA QUE SIM! Foi o que ela pensou, mais de uma vez e para a sorte desta ela iria mesmo. No outro dia acordou cedo, arrumou-se todinha, deixou Samson cheiroso e foi se encontrar com a namoradinha. O que Filia não imaginou que seria de certo, era que as duas fossem ter companhia, havia sido comentado por Carol que elas iriam com os pais dela, bom. Filia se sentiu desconfortável durante a ida do shopping.


Quando disse para Carol quem era o seu amigo oculto, Filia nunca pensou que teria muitas opções para presentear alguém, na verdade, ela não se lembrava de como era isso, passou por um momento em sua cabeça, se acabaria ganhando algum também.  Torceu para um sim!


A conversa das duas durante a escolha de presente de Carol, foi um pouco animada, até que o Theon resolveu prontamente a se manifestar por nada. Como sempre ele atingia um ponto muito irritadiço para o casal de meninas, comentários maldosos eram sempre dispersos por ele, e pior, conseguiam desanimar sua namorada. Depois de puxar seus Tendrills Filia baixou a lei.


Filia: Olha aqui Samson, hoje é pra ser um dia divertido! Se você arruinar qualquer coisa, eu juro que não te dou mais nada, sem sorvete, sem burguers, sem NADA.


Samson: Você não se atreveria!


Filia: Quer ver?! PAGA PRA VER SAMSON, PAGA! —— E ele deu dez dólares para ela. —— SAMSON!


Samson: Tá bom Kid, parei, mas eu quero meu sorvete.


Filia: HUMPH!


Isso não adiantou muito, apesar de ter dito que ele ficaria sem comida, o Theon achou outras formas para azucrinar o novo casal. Parecia ser uma criatura muito chata, mas é o que acontecia quando se ficava muito tempo na cabeça de alguém. Dividir suas memórias, seus fluxos, pior, ouvir e saber de tudo! Haviam coisas que ele não queria saber, mas tinha acesso total. Sua noites Tweetando como o TheHandsomeTheon foi para o brejo, Carol vira e meche estava lá com Filia e ele? Sufocado no travesseiro.


Então ele sem divertimento, decidiu que faria disso, o novo ato de satisfação dele! Qualquer saída que ele pudesse tirar uma casquinha, ele iria!


Filia: Sabe Samson, se você for realmente legal, eu faço algumas noites especiais só para nós dois, você lembra?


Samson: Está apenas me comprando, Kid.


Filia: Não! Estou falando sério, a gente pode tomar aquele banho loooongo que você adora, com aquele shampoo que você ama, depois podemos comer doces e besteira, ai iremos ver uns daqueles trash movies que você gosta, e você pode fazer seus tweets, o reparo do celular é amanhã, vamos poder pegar ele!


Samson: O que você quer?


Filia: Só quero que seja legal com a Carol... —Ela disse olhando a menina comparar seu presente com novos objetos da loja. — Eu sei que era só eu e você, mas pensa assim, agora vai ser nós três, e isso é legal Samson.


Samson: Bom como, Kid?


Filia: Pense na possibilidade, disso ser o que a gente procura, apenas pense um pouco...


Samson: Huh. Eu quero chocolate. — Essa era forma dele dizer que iria pensar sobre o assunto.


Filia: Está bem, vamos ver isso depois que vermos esses presentes, eu ainda preciso comprar o meu!


A medici demorou um pouquinho para encontrar o presente perfeito (ou o que ela acha que seria um bom presente), e que cabia no seu curto orçamento. Ela entrelaçou os dedinhos com os da namoradinha e aguardou para ser guiada.


Tudo para Filia era novidade, a menor loja a maior, parques, qualquer coisa dentro de Second era novo para a Medici e por conta disso, onde seus olhos vermelhos batesse, extremamente animada ela ficava!


Filia: Mesmo? Hmmm.... VAMOS! O que acham Samson?!


Samson: Eu ainda quero o meu chocolate.


Filia: Eu posso comprar um para você quando formos lá, deve ter algum quiosque por aqui.


E como havia dito que faria, Filia o fez enquanto Carol cuidava de suas bebidas quentes. O Theon resmungava alguma coisa baixinho que nem ela conseguia entender. Filia entendia que ele estava chateado, carrancudo e zangado, então não fez perguntas, de um bom chocolate para ele e se reuniu com sua namorada.


Ela estava toda animada e ansiosinha para ficar com Carol, era o primeiro Natal delas, e era a primeira vez em sua memória que Filia acabaria se reunindo com alguma família. Fazia muito tempo que era só ela e o Samson, mas isso é passado, seus momentos, estavam mudando para melhores!





O LUGAR DAS BRINCADEIRAS.


Ficar em um ambiente onde você não sabe se é inteiramente bem vindo acabava sendo um pouco desconfortável. O pai de Carol quando a conheceu, lhe fez um monte de perguntas! Uma enxurrada delas, cuja a maioria Filia não conseguiu responder, e ela podia jurar que sentiu um olhar desconfiado em cima de si. A mãe da pequena Yagami, não era um criatura que deixava transparecer muita coisa, mas ela sabia que seu conceito estava um pouco baixo. Logo no primeiro dia em que foi apresentada a casa de Dean, Filia deixou muitas memórias a serem recordadas por todos e só de lembrar seu rosto esquentava e ficava avermelhado.


Mas a noite estava boa, até aquele momento, nada tinha acontecido.


Ficou no aguardo com a Carol na recepção para saber o que tinha que fazer. A Medici na cartinha soube que tinha que trazer presente para os pequeninos do orfanato, então acabou comprando junto com Carol, presentes similares, pois não tinha ideia do que fazer em relação a isso. Praticamente, copiou a namorada com outra variedade que poderiam ser uteis para eles. Quando foi sua vez, Filia sorriu, estava em conjunto com Carol, ambas se vestiram como mamães Noel.


Hotaru: Olá! Seja bem-vinda! Você é nova por aqui?


Filia: Sou sim, me chamo Filia!


Hotaru: Você está linda, estão em conjunto de fantasia?


Filia: Aham, eu e minha namorada decidimos aproveitar a ocasião. — A Medici dava um sorrisão para ela, seu chapéu se ergueu um pouquinho e olhos amarelos encararam Hotaru, bem fundo, analisando a menina alegre da recepção.


Hotaru: Nossa! Que efeito legal!


Samson: O que ela me chamou?


Hotaru: E FALA!


Filia: Esse é Samson, ele é meu Parasita.


Samson: PARASITA?!


Filia: OOps, não, não, desculpa, ele é meu Theon. Hahahaha.


Hotaru: Que coisa estranha! Bom Filia, o que você trouxe?


Filia: Eu trouxe outros tipos de agasalhos e um bichinhos de pelúcia diferentes, eu não sabia muito bem o que trazer, então fiz esse conjunto. Desculpa.


Hotaru: Que isso, não se desculpe!


A garota com o “capeta” na cabeça andou atrás de Carol em passos rápidos e colados, como se tivesse medo de ficar mais um tempinho ali. Ela sentia sua cabeça borbulhar com o Theon, roxo de raiva. Samson tinha orgulho do que era, e achava desnecessário ser chamado de Parasita. Se ele quisesse, podia sair andando por aí e quem seria o parasita, iria ser a guria. A ex-loura e mafiosinha da escola.


Com as mãos juntas em frente ao corpo, Filia timidamente a seguia para uma mesa e ficou se perguntando se deveria sentar-se, mas antes que decidisse a pergunta de Carol lhe caiu de bom grado.


Filia: Va-vamos passear!



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... o que você fez?

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Qua Dez 19, 2018 1:22 pm








Então é natal...




ㅤㅤㅤㅤEm algum lugar dos EUA.

ㅤㅤㅤㅤ—Você demorou.
ㅤㅤㅤㅤ—Ele tinha que dormir.
ㅤㅤㅤㅤO casal cochichava e beijavam-se, ao mesmo tempo em que, a mulher se livrava das peças de roupa que usava. Ele já estava nu, já que teve de aguardar a criança dormir. O barulho da blusa puxando algum item que estava sobre uma mesinha encostada na parede fez a ruiva chamar atenção do loiro.
ㅤㅤㅤㅤ—Quero foder e gozar hoje, nada de acordar ele antes de terminarmos aqui. - apesar de ser um murmuro era num tom sério.
ㅤㅤㅤㅤ—Hum…
ㅤㅤㅤㅤEla estreitou os olhos e o encarou. Queria ter certeza que ele havia entendido o recado. Mas não demorou muito eles estavam no chão. Sim, a configuração do quarto, que possuía somente uma cama de solteiro, um criado-mudo e uma mesa com uma TV velha sobre, estava toda alterada. A cama estava colada em uma das paredes, assim como o restante da mobilia acomodava a outra parede vaga. O vão no chão do quarto estava uma coberta grossa estendida e o casal transava ali. O lugar não era um dos melhores, mas não tinha como ser outro, ela sabia disso e não podia deixar de dormir sob um ‘teto’, já que tinha uma criança de nove meses começando a querer andar e se arrastando para todo lado, de tira a colo.
ㅤㅤㅤㅤO barulho dos corpos se chocando não eram abafados, o calor colaborava para que o suor ficasse cada vez mais frequente.
ㅤㅤㅤㅤ—AH! Você sempre sabe como foder, não é? - a pergunta era retórica, mas Lilith podia ver o rosto dele.
ㅤㅤㅤㅤEla estava deitada de costas para a coberta, as pernas erguidas e apoiadas nos ombros do loiro, ela podia sentir todo o cacete do seu marido safado penetrando sua boceta. Uma de suas mãos estava forçando as pernas da mulher para baixo por trás dos joelhos, a outra revezava em dar tapas na bunda dela e esfregar o polegar sobre o clitóris da ruiva.
ㅤㅤㅤㅤ—Shh, safada. Sem barulhos a mais, lembra? - ele fala a encarando com um sorriso pervertido no canto dos lábios.
ㅤㅤㅤㅤO bebê, Jack, filho do casal, dormia na cama cercado por dois travesseiros para não cair da mesma.
ㅤㅤㅤㅤHavia algum tempo que Terry e Lilith, após várias discussões entre si e terceiros, haviam saído de Second Southtown, para viver pelas estradas, em viagem constante. O nome do lugar em que estavam, ela sempre tinha que perguntar para o americano, era algo que não ficava guardado em sua mente. A preocupação dela sempre é o bem estar do garoto, não deixar ele sujo e nem com fome, às vezes não parecia ser muito isso a preocupação dela, mas só quando ela não fazia sexo com o marido.
ㅤㅤㅤㅤA estádia deles em cada cidade era variável, quando não precisavam muito de grana, era só uma noite ou duas no máximo. Mas quando precisavam de dinheiro para as necessidades do garoto, os dois estacionavam na primeira cidade que eles conseguiam empregos, sempre em horários diferentes para um ou outro sempre estar tomando conta do filho.
ㅤㅤㅤㅤ—Dessa vez fodeu e gozou? - ele fala deitando-se ao lado dela.
ㅤㅤㅤㅤ—Sim, hahahahaha. - ela ri revirando os olhos.
ㅤㅤㅤㅤ—Seus mamilos estão machucados. - ele comenta roçando o polegar em um.
ㅤㅤㅤㅤ—Estão. Ele morde quando vai mamar. E ele já está com dentinhos. - ela tirou a mão dele de sobre o peito a colocando abaixo, incomodava mexer em seus seios, estavam doloridos.
ㅤㅤㅤㅤ—Hum…
ㅤㅤㅤㅤLilith detestava aquela expressão do marido, foi por isso que ela levantou para ir ao pequeno banheiro para jogar água no corpo. Ela não sabia o que significava aquilo, podia ser muitas coisas ou absolutamente nada. E não saber do que se tratava dava nos nervos da ruiva. Terry aguardava a mulher sair para poder também jogar água no corpo, o lugar do chuveiro não tinha espaço para mais de uma pessoa. E por ser robusto, o loiro ainda tinha dificuldade de ficar sem esbarrar nas paredes.
ㅤㅤㅤㅤ—Vamos demorar muito para voltar em Second, Terri? - ela pergunta secando-se e deixando a única toalha para ele usar depois.
ㅤㅤㅤㅤ—Sei não, Sky. Por quê? - ele responde de dentro do cubículo.
ㅤㅤㅤㅤ—O natal está quase aí, queria que Jack tivesse um natal num lugar melhor, talvez até tenha a festa de amigo oculto. - ela voltou para o quarto, mas ficou próxima a porta do banheiro.
ㅤㅤㅤㅤ—Ele não sabe nem o que é natal, Sky. - ele respondeu aparecendo no vão da porta passando a toalha no corpo.
ㅤㅤㅤㅤA demônio revirou os olhos e foi para cama onde estava o filho e deitou do lado vago próximo a parede, a criança ocupava o meio, sobrando assim o outro lado para Terry deitar.
ㅤㅤㅤㅤ—Vou tentar me informar, diabinha, mas teremos que sair daqui logo se quisermos chegar lá antes do Natal, vai demorar uns dias a viagem. - ele responde em voz baixa deitando na cama.
ㅤㅤㅤㅤA ruiva saiu cedo, não demorava mais sua arrumação e da criança, depois de certo tempo ela pegou a prática de fazer arrumação para viagens com mais agilidade. Lilith estava decidida em passar o Natal em 2nd, era onde estava boa parte de seus amigos e poderia proporcionar um ambiente natalino pra Jack. Deixou um bilhete para o marido, que ainda dormia. “Encontro você no caminho para Southtown. XOXO, sua diabinha.”
ㅤㅤㅤㅤA trilha da demônio para seu objetivo era clara, para quem a conhecia, claro. Ela foi até o emprego, pediu o recebimento dos dias que havia ido trabalhar e alegando que deveria voltar para sua casa para o natal não estaria mais ali no quadro de funcionários. A próxima parada da russa foi no orelhão já perto da área da estação de trem. Ela não compraria tickets é claro, mas tinha que comprar algo para Jack comer, além de só amentá-lo com seu leite. Contudo, deu o telefonema primeiro.
ㅤㅤㅤㅤ—Sou eu. - ela fala no momento que é atendida.
ㅤㅤㅤㅤDessa vez o papo ocorre em inglês mesmo.
ㅤㅤㅤㅤ—Mas Red, seus carregamentos são sempre grandes. - ela retruca e move tirando o menino do sol e ficando de costas para o astro, gerando uma sombra. - O que posso fazer é ir até seu carregamento, analisar e liberar. Não tem como eu acompanhar. - ela fala e aguarda.
ㅤㅤㅤㅤÀs vezes Reddington sempre gostava de contar histórias longas de mais, tipo uma parábola, para dar contexto ao seu ponto de vista.
ㅤㅤㅤㅤ—Entendi Red, mas eu vou comprar a comida do Jack, e… - o cara começa a fazer perguntas sobre a criança do outro lado. - Ele está muito bem, continuando. – ela respondia revirando os olhos. - Pegarei o próximo trem que vai sair para essa cidade que está seu carregamento, mas eu terei de voltar para o trilho, para poder pegar o próximo trem para Southtown. Que será provavelmente onde estará meu marido, não posso chegar depois dele na cidade. Então monta tudo próximo, será coisa de no máximo quarenta minutos.  - Lilith desligou o telefone e passou as mãos no cabelo.
ㅤㅤㅤㅤ—Vai ser uma correria, Jack! - ela murmurava com a criança indo até uma banca de comida.
O menino já procurava o peito dela, ele estava sentado naqueles ‘cangurus’ que as pessoas usam para carregar os bebês, este era feito somente de um tecido mole, a amarração que fazia a criança ficar acomodada em frente ao corpo da mãe.
ㅤㅤㅤㅤA russa pegou a comida e saiu, como se estivesse indo embora da estação, mas como tinha aprendido com Terry Bogard, ela entrou em um ponto cego e ficou no aguardo para saltar em um trem com vagões de carga indo na direção que ela queria. A Skyamiko não era muito precisa em acertar qual trem ia para onde, mas ela estava próxima da plataforma, dava ainda para ouvir o alto-falante.
ㅤㅤㅤㅤPara Lilith, Terry não tinha conhecimento dessas atividades dela, mas a ruiva já não ligava muito sobre isso. Ficar procurando problemas era sempre meio para encontra-los. Ela tinha que ganhar dinheiro a mais de alguma forma, aquele país era uma negação em politicas sociais, tudo saia do bolso da população, maioria dos serviços básicos era particular. Ela só queria ter um meio de poder auxiliar seu filho caso precisasse de médicos e claro, no estudo.
ㅤㅤㅤㅤO trem de carga passou mais devagar, como de costume dos trens ao passar pela área habitada. A demônio pegou impulso e saltou para dentro de um vagão aberto e vazio. Antes de ter de sair novamente, ela sentou-se para dar a comida para o filho, quando ela chegou ao seu destino a criança dormia em seu colo.
ㅤㅤㅤㅤ—Dembe! – a ruiva cumprimenta o negro que a estava esperando próximo a estação da cidade.
ㅤㅤㅤㅤ—Sra. Bogard. – ele responde puxando a aba da boina que usava para baixo em comprimento e aguardava ela entrar no carro para fechar a porta e partir.
ㅤㅤㅤㅤ—Está tudo organizado para eu poder liberar os itens? – a russa pergunta acomodando a cabeça do filho sobre seus seios.
ㅤㅤㅤㅤ—Coloquei tudo na ordem que você sempre costumou colocar para trabalhar. – ele responde fazendo a curva para sair da estrada de chão e entrar no asfalto.
ㅤㅤㅤㅤ—Ótimo. São quantas peças? – ela acompanha o caminho com os olhos.
ㅤㅤㅤㅤ—São dez quadros e oito artefatos antigos. – ele concluiu.
ㅤㅤㅤㅤEm menos de dez minutos eles chegaram ao galpão que tinha um avião bimotor e uma bancada grande com as peças citadas. Lilith entregou o filho no colo do africano e foi fazer seu trabalho. Parecia que o lugar era um laboratório de antropologia em funcionamento, tudo tinha ali para a russa utilizar e analisar cada um dos itens. Ela não ficou perdendo tempo, nem conversando coisas desnecessárias, só concluiu o serviço e deixou o relatório de cada peça pronto.
ㅤㅤㅤㅤ—Sr. Red mandou isso para você – informou Dembe após Lilith voltar para o carro. – E falou para avisar que o dinheiro acordado já foi transferido para sua conta.
ㅤㅤㅤㅤ—Obrigada Dembe. – ela sorri e voltando a atenção para o filho que acaba de acordar. – Vamos para casa e encontrar com o papai?
ㅤㅤㅤㅤA criança riu e bateu as mãos nos seios da mamãe balbuciando.
ㅤㅤㅤㅤ—mãmã...
ㅤㅤㅤㅤ—Hahahaha, você já está com fome? – ela sabia que não, mas o menino tinha uma fixação grande por peitos, não só os dela.
ㅤㅤㅤㅤ—Ele já está falando? – perguntou Dembe Zuma.
ㅤㅤㅤㅤ—Não, só essas palavras incompreensíveis. Agradeço a sempre grande atenção para com meu bem estar no trabalho, até mais. – a ruiva saiu do carro e foi para a área próxima do trilho que poderia saltar para dentro de outro trem de carga para Southtown.



ㅤㅤㅤㅤSouthtown, 23 de Dezembro.

ㅤㅤㅤㅤAnita estava com Jack no colo para ir com ele ao banheiro. Enquanto ela trocava as fraldas do garoto ele resolveu que não tinha terminado de cagar e acabou sujando o sofá todo da casa. Lilith chegou com as compras que havia ido fazer no momento do ocorrido.
ㅤㅤㅤㅤ—Que fedor está aqui! – ela fala alto fechando a porta.
ㅤㅤㅤㅤ—JACK CAGOU NO SOFA! – era a loira respondendo do andar de cima.
ㅤㅤㅤㅤ—Puta que pariu! – a russa exclama indo direto colocar as compras na cozinha sem vontade nenhuma de olhar para a sala.
ㅤㅤㅤㅤA mulher colocou as compras na mesa e foi para o lado de fora pegar um balde com o pano de chão para limpar tudo aquilo. Ao voltar para a sala, os irmãos já estava de volta, Jack tranquilo como se nada tivesse acontecendo. E Anita falando do ocorrido.
ㅤㅤㅤㅤ—Eu estava trocando ele, foi o tempo de eu jogar a fralda na lixeira e ele fazer mais, deveria ter esperado mais. Esse menino parece que é dois para cagar!
ㅤㅤㅤㅤLilith estava enrolando o pano na merda mole do sofá para tentar jogar tudo de vez no balde, mas só o grosso saiu, ficou a sujeira espalhada no acento ainda.
ㅤㅤㅤㅤ—Puxe, para vê se isso saí do sofá. – ela aponta para o acento. - Vou levar lá fora para passar água e deixar pegando sol, vai ser melhor que ficar arrastando merda com a mão aqui. – Anita puxava a peça e Lilith pegava enquanto continuava falando. - Esse aí é igual ao pai, você pensa que terminou no banheiro, mas passam quarenta minutos ele está lá sentado ainda.



ㅤㅤㅤㅤSecond, 24 de Dezembro.

ㅤㅤㅤㅤQuando fez as compras no dia anterior, Lilith ficou sabendo do evento no orfanato, como a prioridade era as coisas para o filho, ela deixou para o dia seguinte ir entender como poderia participar do evento. Ela foi diretamente ao orfanato.
ㅤㅤㅤㅤ—Oi Hotaru, como faço para Terri e eu vir no evento e participar do amigo oculto? – Lilith já falou diretamente ao ver a menina aparecer após abrir a porta.
ㅤㅤㅤㅤHotaru Futaba sabia quem era a ruiva, sempre ficava incomodada de ficar perto da mulher, a energia dela era estranha. Mas foi bem educada e tirou as dúvidas e inscreveu os dois para a brincadeira.
ㅤㅤㅤㅤ—Quase não poderia colocar os dois, faço o sorteio daqui a pouco. – a menina afirma. – Quando vierem amanhã, lembra-se de trazer algo para as crianças do orfanato também. – ela acrescenta.
ㅤㅤㅤㅤ—Claro. Obrigada Hotaru. – ela agradece se afastando.
ㅤㅤㅤㅤEra ainda de manhã, foi tempo suficiente para a russa ir comprar as coisas das crianças e ainda aproveitou para ir à quinta avenida tentar achar uma loja com um vestido do seu gosto num preço em conta. Algo bem difícil para se achar naquela área da cidade na época mais consumista do ano, tudo estava com o preço na estratosfera. Após sair da terceira loja, aborrecida, uma notificação em seu celular chama sua atenção. Eram dois e-mails para ver o nome da pessoa da brincadeira de natal. Um era para ela, outro era para Terry. Ela verificou o seu e deixou o outro para quando o marido aparecesse em casa para mostra-lo. Apesar da ruiva não estar pela estrada com aparelhos eletrônicos e sempre usar orelhão, ela possuí tais tecnologias, que ficaram em sua casa em Southtown durante sua ausência.
ㅤㅤㅤㅤA distração por uso do aparelho a faz esbarrar numa pessoa da calçada.
ㅤㅤㅤㅤ—Desculpa. – ela fala e para de andar fixando a vista no rosto da pessoa. – Mary?  - ela fala com dúvida.
ㅤㅤㅤㅤ—Não. E sem problemas pelo esbarrão, moça. – a mulher loira de olhos azuis responde.
ㅤㅤㅤㅤ—Você parece muito com a Mary desculpa a confusão. Meu nome é Lilith, prazer. – a ruiva sorri estendendo a mão para a outra.
ㅤㅤㅤㅤ—Lazuli o meu nome. Prazer. – a mulher retribuiu o cumprimento sem graça.
ㅤㅤㅤㅤ—Vou indo, tenho que comprar um presente de Natal! – a russa acena e se afasta em direção ao mercado coreano.



ㅤㅤㅤㅤNoite da festa.

ㅤㅤㅤㅤ—Não vai esperar o Terry, madrasky? – ela fala vendo a ruiva sair de casa arrumada.
ㅤㅤㅤㅤ—Vou não, ele está atrasado. Ele sabe o caminho e garanta que ele leve o Jack. Eu vim da puta que pariu até aqui com o menino grudado em mim. – ela falava saindo de casa e descendo os degraus da entrada. - Ele sabe das obrigações dele para com o garoto, então que ele também as cumpra. E você não vai mesmo à festa? – ela pergunta a loira que estava parada no vão da porta.
ㅤㅤㅤㅤ—Não sei. – ela respondeu dando de ombros.
ㅤㅤㅤㅤE foi com o mesmo gesto que a Skyamiko respondeu e seguiu para ir até o orfanato. O local não era na ilha, poderia dizer que era perto, mas não tão perto para ir andando e chegar lá com maquiagem e cabelos arrumados.
ㅤㅤㅤㅤNo momento que a ruiva saiu da trilha do nacional parque e entrou no asfalto um ônibus estava indo em direção a Second. Ela fez sinal e foi em direção ao ponto, que estava numa distância de cinquenta passos normais.
ㅤㅤㅤㅤ—Você passa no bairro do orfanato? – ela perguntou ao motorista após conseguir embarcar.
ㅤㅤㅤㅤ—Sim, mas primeiro eu rodo na ilha. – ele responde.
ㅤㅤㅤㅤ—Certo, vou assim mesmo. – a ruiva pagou a passagem e sentou em um banco vago logo mais a frente do ônibus.
ㅤㅤㅤㅤLilith estava chamando mais atenção que o normal, visto que ela tinha desengavetado um de seus vestidos transparentes. Era de látex e tinha o mesmo transparente alternando com o pedaço preto, que dera assim o nome ao vestido de zebra, já que os pedaços pretos do vestido eram no formato das listras do animal. Na frente seus seios estavam cobertos pela parte preta do vestido e as listras cobriam a boceta na frente. Contudo atrás, sua bunda ficava toda desenhada dentro de um grande pedaço transparente do látex, já que o fecho do vestido começava em cima da bunda até a nuca. Ela não ligou para os olhares no ônibus, quando perceberam que a ruiva estava sem calcinha. Lilith usava uma sandália preta de salto alto que iria incomodar se fosse feito o percurso todo até o local a pé.
ㅤㅤㅤㅤA viagem foi longa, tanto que quando a demônio chegou ao orfanato já havia chegado uma boa parte dos convidados. Ela entregou para Hotaru uma bolsa que estava com os presentes para as crianças e entrou com o item para seu amigo oculto no salão da festa.


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Re: ☆ Natal 2018 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  (☯)ℒendáriaℛainhaǤlutona. em Qui Dez 20, 2018 9:01 am



Hyuuga Hinata
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As férias da família Uzumaki estava chegando ao fim. Deveriam voltar para sua casa em breve, na vila de Konoha. Antes de ir, Hinata decidiu que participaria do evento do orfanato que viu notícias na TV e também nas ruas da cidade.
A rotinha não havia mudado, eles eram turistas que saiam para conhecer cantos novos, até passeio de trem fizeram para uma cidade vizinha que mostrava ser mais ensolarada e ótima para passar um tempo na praia.
Ela queria que toda família fosse, mas Naruto e Boruto não quiseram participar e provavelmente estavam tramando algo para fazer, mas Hinata não ficou insistindo no assunto. Suspirou e foi até sua filha para avisar que iria sair para comprar o presente, a menina queria ir junto.
- Compra mais giz de cera colorido pra mim mamãe?  - a menina pedia ao sair de casa ao lado da mulher.
- Já acabou o seu? Comprei semana passada uma caixa. – ela falou olhando pra baixo para ver o rosto da filha.
- É! Eu fiz um monte de desenho assim, ó! – ela abria os braços exageradamente para mensurar o que tinha feito. – Os passeios! As praias! Tudo! Eu desenhei. – ela falava seguindo a mãe.
Hinata sorriu e bateu a mão no topo da cabeça da menina. As duas caminharam tranquilas pela cidade, pelo menos não tiveram nenhum problema em comprar o que precisavam e retornar para casa.
Antes de começar as arrumações para irem a festa, Hinata delegou as atividades da casa para todos, tinham que arrumar as coisas para depois irem de volta para Konoha. E por ser uma distancia grande, não podiam deixar nada para trás.
- Boruto, organiza suas coisas e deixa sua mala pronta para sairmos amanhã cedo. – saindo do quarto do menino foi onde estava Naruto.
- Eu já ajeitei nossas roupas, você pega tudo que é nosso que compramos para levar e deixa perto da mala de roupas. – ela falou para ele e foi para seu banho.
Ela terminava de arrumar a filha, a única que iria com ela até a festa de natal, e foi se vestir com um vestido de cetim oriental florido e azul claro e tons escuros no detalhe das flores. A menina também estava com um vestido de cetim oriental florido, mas era rosa com branco.
- Pega o presente e vamos? – a Hyuuga fala para a criança estendendo uma das mãos para ela.
A mulher já havia chamado um carro público para leva-las até o local, quando saíram de casa o mesmo já estava aguardando. Hinata informou para onde iriam e tranquilamente elas fizeram o percurso até o orfanato da região. Ao chegarem ao seu destino, pagarem o motorista e caminharem para a entrada do lugar. Himawari soltou a mão da mãe e correu para dentro onde visualizou várias crianças. Ela estava sorrindo e chegou falando seu nome com uma reverencia e perguntando o nome de todos.
- Ela é bem carismática, não é mesmo? – falou Hotaru que recebia o presente da mão da mulher.
- Sim, espero que não tenha problemas eu ter trago ela. – comentou com a bochecha corada olhando para o chão e para o rosto da menina.
- Claro que não é problema! Divirta-se! – Hotaru respondeu sorrindo.





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Festa de Natal.

Mensagem  一 LAZULI 」 N18。 em Sab Dez 22, 2018 1:51 am




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"I'm sorry, but I did not come to fight, I came to win."
"E começa o fim de ano."



ㅤㅤㅤ

Cidade do Oeste,  Dia 23 de Dezembro.
13:00.

Mais um dia comum na vida da androide. Kuririn, seu marido, havia saído para trazer seu ganha-pão para casa enquanto a bela mulher loira ficou em casa cuidando do lar e da filha do casal, Marron e a mulher gostava daquele clima de quietude que ficava pelas manhãs. #18 e Marron ajudavam uma à outra durante os afazeres domésticos e até tomavam banho juntas, sempre se divertindo. Tanto ela quanto Kuririn se perguntavam como ela ficaria quando chegasse ao tamanho de Trunks e Goten. Ela seria forte? Não iria lutar? Passavam-se muitas coisas na cabeça da loira naquele momento e no meio de tantos pensamentos, a loira lembrou que deveria ir até a Corporação Cápsula para ajudar Bulma a comprar um enxoval para Bra, a segunda filha dela com Vegeta, o Principe dos Saiyajins.
Depois de muita dúvida por parte da mulher, ela decidiu que  Marron se vestiria usando um vestidinho preto que ia até panturrilhas, sapatinho e meias rosas para combinar enquanto a maior se encontrava apenas de lingerie branca, sentada na frente de seu armário na dúvida do que vestir para acompanhar a mulher mais inteligente do planeta.  Ao abrir seu guarda-roupa, se deparou com suas vestes antigas sendo elas uma blusa de manga longa preta cujas mangas eram brancas com finas listras pretas e por cima havia uma jaqueta jeans que estava cortada nos ombros, deixando as mangas longas ficarem expostas. Na parte inferior havia uma calça legging preta coberta por uma saia jeans da mesma tonalidade que a jaqueta sendo a saia de cós alto e ia até a metade das coxas. Toda essa vestimenta estava dobrada num lugar especial do armário que era todo da loira enquanto seu marido tinha o dele - muito menor que o da loira - no cômodo do casal.
Finalmente depois de tanto pensar em como iria para lá, a loira decidiu se vestir com o conjunto clássico mesmo que ela não gostasse muito dele pelo fato de trazer lembranças ruins como a luta contra Cell, por exemplo. Acompanhado do conjunto de peças estava um cinto de couro que firmava a saia - além de deixar o visual mais bonito - e um par de botas de couro cano longo com salto pequeno e uma fivela que passava do peito do pé até o calcanhar.

— Mamãe! Você está linda! — Era a voz de Marron ao ver a loira sair do quarto.
— Obrigada, filha! Vamos? Bulma está nos esperando. — A pequena ficou toda animada. #18 abaixou-se e pegou a filha no colo e depois de trancarem a casa e deixar a chave num lugar onde Kuririn sabia, as duas loiras foram voando para a Corporação Cápsula, que não era tão longe dali.
Ao chegar lá, a loira foi adentrando a empresa/casa onde a família Briefs residia e não demorou muito para que elas encontrassem Trunks, o filho de Bulma.
— Oi Número 18! Oi Marron! — As duas loiras cumprimentavam o rapazinho.
— A Bulma está? Ela me ligou pedindo que eu viesse para cá. —
— Está sim! Ela está na varanda! — O pequeno Saiyajin foi na frente apesar da loira saber o caminho da varanda e ao chegar no local, Bulma estava conversando com Vegeta.
— Mãe! A 18 chegou! — Vegeta e Bulma se viraram para a loira, que deixou sua filha no chão antes de ir conversar com a outra mulher de cabelos azuis. Vegeta cruzou os braços e foi andando em direção a saída da varanda. — Olá, Vegeta. — Disse a loira para o Saiyajin.
— Olá, #18. — Ele continuou a caminhar até a saída, com a típica cara de poucos amigos.
— Não liga pra ele, #18. A máquina de gravidade quebrou e ele está esperando que meu pai conserte... Ai...  Acho que vou pedir pro Goku vir treinar com ele pra que ele fique mais calmo. — Disse Bulma, suspirando forte como se estivesse em desaprovação.
— Esses Saiyajins não tem jeito. Posso deixar a Marron aqui enquanto nós vamos às compras? —
— Claro! Trunks por quê não leva a Marron para ver a Bra? Logo logo o Goten vai chegar e vocês três podem brincar juntos. — O pequeno concordou em euforia e pegou no braço da pequena loira, levando ela gentilmente até o quarto onde estava o bebê enquanto as duas mulheres desciam até a garagem para pegar o carro de Bulma e ir pro centro da Cidade do Oeste.


Depois de chegarem e Bulma comprar rios de dinheiro só de roupa, foi a vez da Androide faz compras e ela adorou um vestido preto com gola alta, que deixava os ombros á mostra. Bulma também adorou e decidiu que a loira deveria experimentar como ficaria em seu corpo. Depois de uns minutos no provador, a loira saiu usando o vestido que ficou bem justo em seu corpo, realçando bem suas curvas e atributos. Bulma adorou o vestido assim como a loira que voltou para o provador, colocou suas roupas que veio e foram em busca de um salto preto que combinasse até achar, o que levou um bom tempo.
Foi por volta de 18:30 que a loira chegou em casa com Marron. No caminho a loira comprou mais roupas para ela e sua filha e ao chegar em casa se depararam com um Kuririn preocupado sentado em um dos sofás da sala. — Ô meus amores! Onde vocês foram? — Marron desceu com pressa do colo da mãe para abraçar o pai e a maior colocou as bolsas de compras em cima da mesa.
— Saí para ajudar a Bulma e acabei comprando algumas coisinhas. —
— Mais roupas, 18? Mas você já tem um montão! —
— Claro! Você não quer que sua esposa e filha andem lindas? — Ela então tirou o vestido de dentro da bolsa para mostrar para o marido.
— Realmente esse vestido vai ficar lindo em você, 18. — Ambos sorriram enquanto a loira foi guardar suas novas aquisições mas ela estava com preguiça de fazer o jantar então pediu Pizza de 4 Queijos e Calabresa.
A pequena família tinha costume de dormir cedo por conta do trabalho do chefe da família mas naquela noite exclusivamente, Kuririn resolveu dormir mais tarde porque estaria de folga no dia anterior, já passava das 22:00. Marron dormia enquanto o casal assistia TV na sala e por ser menor, Kuririn sempre ficava com a cabeça no colo da loira. No meio de tantas programações inúteis que passavam naquele horário, uma chamou a atenção do casal: era o anuncio de um Amigo Oculto numa cidade chamada Second Southtown. A brincadeira tinha como intuito reunir itens para as crianças atendidas no orfanato da cidade e a loira decidiu que participaria doando algumas roupas que Marron não usava mais e Kuririn aprovou a ideia. Número 18 ainda deixou uma mensagem para Bulma e seu irmão gêmeo, Número 17, para que eles também pudessem colaborar com a boa causa além de que ela e Kuririn imaginaram que teria alguém cheio da grana e que poderia dar um emprego bom para ela.

Cidade do Oeste, 24 de Dezembro
6:00 da manhã.

No dia seguinte, a mulher acordou por volta de 6 horas da manhã. Ela queria chegar no orfanato o mais cedo possível. Ela se banhou e vestiu um top vermelho de gola alta que era exatamente igual ao vestido. Ele deixava parte das costas e os ombros à mostra. Na parte inferior era uma calça jeans num azul caneta e botas de couro cano longo. Kuririn ficou responsável por fazer o café dele e da filha do casal enquanto a loira se despedia dos dois enquanto saia do chão planando. Uma aura branca tomou conta do corpo da loira e quase que num piscar de olhos, ela desapareceu da vista da sua família, voando numa velocidade impressionante.
Não demorou muito para que ela chegasse na tal cidade Second Southtown. Era dia 24 de Dezembro, véspera de Natal e todo mundo saiu das suas casas para fazer compras de Natal. A loira, sem se importar com os olhares espantados das pessoas, pousou na calçada e foi andando para um lugar aleatório, pondo a mão direita na cintura enquanto a esquerda "prendia" o cabelo na orelha de mesmo lado. Ela ficava surpresa com a movimentação frenética naquele lugar e ficou andando distraída quando trombou com alguém na rua e seu corpo cambaleou para trás.
— Desculpa. — A voz era de uma mulher e tinha um sotaque diferente.
— Tudo bem. — A loira voltou a postura normal, novamente arrumando seu cabelo. Percebeu que se tratava de uma ruiva que tinha desenhos em um dos braços.  
— Mary? — "Mary? Como assim Mary?" Foi o que pensou a loira, ficando com cara de dúvida.
— Não. E sem problemas pelo esbarrão, moça. —
— Você parece muito com a Mary desculpa a confusão. — "Quem diabos é essa tal de Mary? Será que a Red Ribbon fez um clone meu?" Pensava a loira, ainda com cara de dúvida. — Meu nome é Lilith, prazer. — A ruiva estendeu sua mão para a loira que ficou meio sem graça. Ela não era acostumada a ter toda aquela hospitalidade.
— Lazuli o meu nome. Prazer. — Graças as pesquisas da Androide 21 nas bases da Red Ribbon, a #18 e seu irmão #17 sabiam seu real nome. Geralmente ela era chamada pelos seus amigos e familiares por 18 mas como ela não conhecia aquela mulher, preferiu dar seu nome de batismo.
— Vou indo, tenho que comprar um presente de Natal. — A ruiva se afastou e foi acenando na direção oposta da loira que retribuía o aceno com a face ruborizada. Quando a ruiva sumiu do seu campo de visão, a loira perguntou para os pedestres onde ficava o orfanato e eles disseram a direção e novamente, a loira voou para o local assustando as pessoas que viram a cena.
Ao chegar no orfanato, ela procurou a responsável pela organização e encontrou uma jovem de cabelos azuis chamada Hotaru Futaba. Ela explicou o que a mulher deveria fazer para assistir o amigo oculto já que a lista para a troca de presentes já estava fechada. Mesmo assim, a mulher ficou empolgada e voltou para o lado de fora, voando mais uma vez em super velocidade de volta para a Cidade do Oeste.

Second Southtown, 25 de Dezembro
Horário do Evento.

Quando a Androide 18 chegou ao orfanato, a festa parecia já estar próxima de começar. Ela veio voando mais uma vez e aterrissou na entrada do orfanato carregando um saco que deveria ter o tamanho de um elefante em um dos braços e tudo aquilo eram roupas e brinquedos doados pela Corporação Cápsula e os gêmeos 17 e 18. Quando ela deixou o saco no chão, criou-se um pequeno terremoto e o olhar de espanto da anfitriã era uma cena comum para a loira. — Sou Lazuli, meu nome está nessa lista. Essa é a minha contribuição, "Ladybug." — A loira comparou o cabelo da garota anfitriã com a personagem do desenho e saiu entrando sem dar a mínima para o que ela iria dizer.
A loira usava o vestido que ela comprou anteriormente em combinação com o salto e um colar de pérolas que ela possuía desde a época em que os Guerreiros Z confrontaram Cell. Sua maquiagem estava impecável como sempre e muito simples: seu batom era um rosa bem claro, sua cor favorita. Deixava seus lábios mais chamativos e belos e nos olhos um rímel para destacar seu olhar. Assim que ela chegou no salão onde seria realizada a festa, ela procurou o lugar mais calmo e se sentou, aguardando o começo da festa.









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一 LAZULI 」 N18。
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Re: ☆ Natal 2018 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  Duck King em Sab Dez 22, 2018 11:20 pm


ㅤㅤㅤㅤ YEEEEEEEEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAH...
ㅤㅤㅤㅤ Fazia um frio desgraçado naquela noite no Ritz de Las Vegas quando o Rei do Get Down acompanhava a luta da sua namorada num desses torneios malucos de Artes Marciais Mistas. Muitas celebridades estavam por ali, como Beyoncé e – o atual homem mais rico da música – Jay Z, Bruno Mars e até o Stallone… Bem… Acho que era o Stallone.
ㅤㅤㅤㅤ Uma luta muito competitiva, pois a morena brasileira não estava utilizando seus poderes elétricos, parecia que evitava aquilo porque sua adversária não apresentava poderes sobrenaturais. Laura lutava sorrindo e isso fazia com que o Rei do Get Down entreabrisse seus lábios, gostando do que estava vendo. Trajado com um longo sobretudo de pelúcia, o rapper negro de olhos claros encarava seu colega de profissão e lhe entregava um sorriso, apontando para o ringue em formato de octógono.
ㅤㅤㅤㅤ O resultado não poderia ser outro, a brasileira ganhou o cinturão da sua categoria, saltou sobre a amurada daquele ringue e dali para o colo do negão doido.
ㅤㅤㅤㅤ — EU FALEI QUE TU IA LEVAR ESSA, MORENA!!!

ㅤㅤㅤㅤ A festa de amigo secreto de 2nd South parecia já ter virado tradição. Tradição ou protocolo? Protocolo ou rotina? Não importa. O que importava era que mais uma vez Duck “Fuckin’” King estaria lá com a beldade brasileira, mais uma vez para abrilhantar aquele evento. Ele ficou sabendo da festa através de Laura. O negão não lembrava como ela ficara sabendo daquela doideira anual.
ㅤㅤㅤㅤ Dessa vez havia alguns protocolos a cumprir para a brincadeira. Duck não entendia o porquê daquilo e Laura deu de ombros, dizendo apenas que era até oportuno, ter que presentear toda aquela criançada.
ㅤㅤㅤㅤ — Então vamos comprar um monte de brinquedos para aquelas pestinhas! Bota uma roupa aí e vamos pra rua.
ㅤㅤㅤㅤ A morena olhou de cara feia para o namorado, já que ela estava vestida, porém trajada com um short bem curto e um top que, se levantasse o braço, provavelmente mostraria seus peitos. Duck gargalhou, zoando a brasileira. Ela sabia que ele cagava e andava para o fato de ela trajar aquelas mini roupas.
ㅤㅤㅤㅤ — Tô de sacanagem, morena! Não sei como não sente frio.
ㅤㅤㅤㅤ Estavam em Southtown para a festa de amigo secreto. Naquele vai e vem para comprar presentes, Duck se lembrou que não havia se inscrito em lugar algum para a brincadeira. Porém, mais uma vez a brasileira foi mais rápida e acabou entregando que havia inscrito os dois.
ㅤㅤㅤㅤ — Como? — indagou o rapper.

ㅤㅤㅤㅤ No dia da brincadeira, Duck bebia uma long neck de Bud, na cozinha daquele imenso apartamento de uma área abastada de Southtown.
ㅤㅤㅤㅤ — Vam’bora, morena! Vamos acabar nos atrasando.
ㅤㅤㅤㅤ Ele só ouvia aqueles “Péééééraaaa!”, “Caaaalmmaaaaaêêê!” convencionais. O Mestre do Get Down passou então a andar de um lado para o outro, mexendo num cordão pendurado em seu pescoço que mais parecia uma corrente de prender bicicletas. Bebeu mais uma, mais outra, olhou para um relógio que havia na parede da cozinha e deu um tapa sobre a própria testa, pronto para lançar mais uma vez aquela apressada na brasileira.
ㅤㅤㅤㅤ — VAM’B…
ㅤㅤㅤㅤ ... Quando Laura apareceu vestida.
ㅤㅤㅤㅤ — PUTA QUE PARIU! TÁ MUITO GOSTOSA, MORENA!!!

Continua na postagem da Laura…


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who run the world?

Mensagem  Łauraணatsuda❝єlєтяicGiяl❞ em Dom Dez 23, 2018 3:07 pm



єlєтяic
Łaura ணatsuda
Giяl


ㅤㅤㅤㅤㅤLas Vegas…
ㅤㅤㅤㅤㅤLaura não respondeu a fala do namorado simplesmente o beijou, um beijo de língua intenso, ela interrompeu o mesmo quando começou a ouvir a batida da música, deixou uma mordidela no lábio inferior do negro e sussurrou na orelha dele.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Aprecie o show, nego.





ㅤㅤㅤㅤㅤLaura voltou para o ringue, pegou o microfone que estava na mão do narrador da luta que ainda falava várias coisas e foi aí que o som da batida da música ficou ainda mais alto e as luzes diminuíram a intensidade, alguns até se apagaram. A do ringue foi a primeira a desligar. E a voz da brasileira encheu os ouvidos de todos na arena.
ㅤㅤㅤㅤㅤ“mesmo que você não veja, você me sente.
ㅤㅤㅤㅤㅤNosso poder está sempre presente.
ㅤㅤㅤㅤㅤEu sou uma mulher e o que eu penso, eu falo!
ㅤㅤㅤㅤㅤAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!”
ㅤㅤㅤㅤㅤA melodia da música estava em ascendência e no momento do grito uma pancada acompanhou, o microfone saiu da mão da brasileira e rolou pelo ringue. As luzes ficaram oscilando aumentando e diminuindo de intensidade. Outra voz, da outra lutadora que acabara de lutar contra a brasileira, encheu os ouvidos dos espectadores.
ㅤㅤㅤㅤㅤ“Os homens foram nos dando
ㅤㅤㅤㅤㅤa chance de dominar o mundo,
ㅤㅤㅤㅤㅤmas meninas,
ㅤㅤㅤㅤㅤnossa revolução já começou.
ㅤㅤㅤㅤㅤVamos construir uma nação
ㅤㅤㅤㅤㅤcom mulher por todo lado
ㅤㅤㅤㅤㅤno controle.”
ㅤㅤㅤㅤㅤE as pancadas da música ficaram mais intensas e mais rápidas. O microfone também saiu das mãos da garota e dessa vez estava desligado, o refrão da música explodiu nos alto-falantes, a luz do ringue acendeu no mesmo instante e ele estava cheio com as lutadoras que haviam lutado ali naquele dia, dançando.
ㅤㅤㅤㅤㅤEnquanto o refrão era cantado, todos os homens do lugar, principalmente os organizadores, juízes, árbitros e narradores. Que não sabiam o que acontecia, estavam espantados.
ㅤㅤㅤㅤㅤGirls, we run this motha (girls!)4x
ㅤㅤㅤㅤㅤWho run the world? Girls! (Girls!)4x

ㅤㅤㅤㅤㅤUm dos holofotes iluminou o teto do ringue abaixo do telão, e a cantora Beyoncé, descia por um cabo cantando.

ㅤㅤㅤㅤㅤSome of them men think they freak this like we do
ㅤㅤㅤㅤㅤBut, no, they don't
ㅤㅤㅤㅤㅤMake your check, come at they neck
ㅤㅤㅤㅤㅤDisrespect us? No, they won't

ㅤㅤㅤㅤㅤBoy, don't even try to touch this
ㅤㅤㅤㅤㅤBoy, this beat is crazy
ㅤㅤㅤㅤㅤThis is how they made me
ㅤㅤㅤㅤㅤHouston, Texas, baby

ㅤㅤㅤㅤㅤThis goes out to all my girls
ㅤㅤㅤㅤㅤThat's in the club rocking the latest
ㅤㅤㅤㅤㅤWho will buy it for themselves
ㅤㅤㅤㅤㅤAnd get more money later

ㅤㅤㅤㅤㅤI think I need a barber
ㅤㅤㅤㅤㅤNone of these niggas can fade me
ㅤㅤㅤㅤㅤI'm so good with this
ㅤㅤㅤㅤㅤI remind you, I'm so hood with this

ㅤㅤㅤㅤㅤBoy, I'm just playing
ㅤㅤㅤㅤㅤCome here, baby
ㅤㅤㅤㅤㅤHope you still like me
ㅤㅤㅤㅤㅤF-U, pay me!

ㅤㅤㅤㅤㅤMy persuasion
ㅤㅤㅤㅤㅤCan build a nation
ㅤㅤㅤㅤㅤEndless power
ㅤㅤㅤㅤㅤWith our love we can devour
ㅤㅤㅤㅤㅤYou'll do anything for me

ㅤㅤㅤㅤㅤNo decorrer da letra mais luzes acenderam e várias lutadoras, de todas as categorias do torneio, estavam envolta do ringue dançando a mesma coreografia de Laura e as lutadoras do ringue, que acompanhava as batidas da música. O refrão iniciou novamente e Beyoncé já ocupava o centro do ringue, as luzes apagaram todas da arena e acenderam quando o refrão acabou e a cantora voltou à letra da música.

ㅤㅤㅤㅤㅤIt's hot up in here
ㅤㅤㅤㅤㅤDJ don't be scared to run this, run this back
ㅤㅤㅤㅤㅤI'm repping for the girls who taking over the world
ㅤㅤㅤㅤㅤHelp me raise a glass for the college grads

ㅤㅤㅤㅤㅤ41' Rollie to let you know what time it is
ㅤㅤㅤㅤㅤCheck!
ㅤㅤㅤㅤㅤYou can't hold me (you can't hold me)
ㅤㅤㅤㅤㅤI work my nine to five, better cut my check!

ㅤㅤㅤㅤㅤThis goes out to all the women getting it in
ㅤㅤㅤㅤㅤGet on your grind
ㅤㅤㅤㅤㅤTo the other men that respect what I do
ㅤㅤㅤㅤㅤPlease, accept my shine

ㅤㅤㅤㅤㅤBoy, you know you love it
ㅤㅤㅤㅤㅤHow we're smart enough to make these millions
ㅤㅤㅤㅤㅤStrong enough to bear the children
ㅤㅤㅤㅤㅤThen get back to business

ㅤㅤㅤㅤㅤSee, you better not play me
ㅤㅤㅤㅤㅤOh, come here, baby
ㅤㅤㅤㅤㅤHope you still like me
ㅤㅤㅤㅤㅤF-U, pay me!

ㅤㅤㅤㅤㅤMy persuasion
ㅤㅤㅤㅤㅤCan build a nation
ㅤㅤㅤㅤㅤEndless power
ㅤㅤㅤㅤㅤWith our love we can devour
ㅤㅤㅤㅤㅤYou'll do anything for me

ㅤㅤㅤㅤㅤTodas as meninas dançavam e no decorrer da letra foram entrando mais mulheres pelas diversas entradas da arena, descendo as escadas que dividiam a arquibancada, faziam partes ali, todas as arbitras de luta, juízas, comentarias, jornalistas, organizadoras, narradoras e ainda mais das lutadoras convidadas de diversas partes para estar ali naquele dia e também mulheres fãs de luta.
ㅤㅤㅤㅤㅤAs luzes dessa vez não se apagaram, as batidas da música enxiam o lugar, as vozes das mulheres cantando novamente o refrão era ouvido por todos. E a conclusão da música foi feita em coro por todas elas.
ㅤㅤㅤㅤㅤWho are we? What we run? The world!
ㅤㅤㅤㅤㅤ(Who run this motha? Yeah!)
ㅤㅤㅤㅤㅤWho are we? What we run? The world!
ㅤㅤㅤㅤㅤ(Who run this motha? Yeah!)
ㅤㅤㅤㅤㅤWho are we? What do we run? We run the world!
ㅤㅤㅤㅤㅤ(Who run this motha? Yeah!)
ㅤㅤㅤㅤㅤWho are we? What we run? We run the world!
ㅤㅤㅤㅤㅤWho run the world?
ㅤㅤㅤㅤㅤGIRLS!

ㅤㅤㅤㅤㅤQuando a cantora e todas as mulheres gritaram “girls” juntas estouraram aqueles fogos que lançam faíscas pra cima dos quatro cantos do ringue. A explosão de palmas aconteceu em ondas, apesar de ter ainda pessoas perplexas sem saber o que tava acontecendo.
ㅤㅤㅤㅤㅤLaura voltou para os braços do negro americano e os dois saíram dali, ele com um sorriso enorme no rosto dando continuidade ao da brasileira e ela ainda levava consigo o cinturão que havia ganhado.

ㅤㅤㅤㅤㅤSouthtown

ㅤㅤㅤㅤㅤA sala do apartamento do Dj estava ornamentada com os prêmios de luta e música dele e também as premiações da lutadora haviam sido colocados ali, incluindo o recente cinturão trago pela brasileira de Las Vegas.
ㅤㅤㅤㅤㅤO casal havia chegado a pouco para o natal que aconteceria no orfanato da cidade. A brasileira mantinha contato com o pessoal do Woo e foi assim que ela ficou sabendo do evento organizado por Hotaru e ainda mesmo na estrada voltando para a cidade, Laura inscreveu o namorado e ela na brincadeira. E na véspera da festa ela resolvera explicar para Duck que cada um dos convidados além do presente do amigo oculto, deveriam levarem pelo menos mais um presente para uma das crianças que viviam no orfanato.
ㅤㅤㅤㅤㅤNo momento que ele concordava e falava que sairiam para comprar os presentes, a morena virou-se para pegar sua bolsa e o casaco que estavam no encosto de um dos sofás, mas o negro acrescentou uma fala que fez a lutadora olhar torto para ele. Que já começara a desfazer a palhaçada falando que era brincadeira, ela conhecia muito bem o namorado e sabia que ele estava fazendo piada com a cara dela.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Quando fizer isso de novo, quero ver se terá reflexo para defender o chute que vou te dar, nego. - ela falava jogando o casaco sobre o corpo. - Eu sinto frio, por isso inventaram o casaco e eu tenho um. - ela terminou falando e passando rebolando na frente dele para sair pela porta.
ㅤㅤㅤㅤㅤLaura não queria comprar aquelas porcarias de presentes tradicionais para as crianças, onde separavam que meninas tem que brincarem com isso e meninos com aquilo. E ela resmungava enquanto olhava as prateleiras da loja.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Certeza que já enfiaram essa separação de merda na cabeça das crianças lá. - sua atenção foi chamada por Duck, querendo saber como já estavam na brincadeira.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- Pessoal do Woo ainda fala comigo. Hotaru fez publicação até de um site gratuito na internet para lutadores ao redor do mundo ver e poder participar caso quisesse, fiz nossa inscrição enquanto estávamos voltando para casa. - ela falou dando de ombros e colocando o último item no carrinho.

ㅤㅤㅤㅤㅤOrfanato, Second, Natal.

ㅤㅤㅤㅤㅤUm dos hábitos odiosos do americano que fazia a brasileira sair de seu eixo. Ficar gritando ela, apressando, quando essa se arrumava para as festas. Ele tinha tempo de sobra, para tomar banho e se trocar antes dela, Laura tinha uma rotina de treinos diários rígida e ainda ela estava sempre preparando a comida dela e do americano. Uma alimentação mais na linha e compatível com os lutadores profissionais faziam para não saírem do peso da sua categoria. E naquele dia, antes de começar a se arrumar, ela tinha feito a refeição para os dias seguintes dela. E ainda feito um prato que o negro gostava de comer para o almoço.
ㅤㅤㅤㅤㅤEle tinha as tarefas dele, claro. Mas sempre terminava primeiro que Laura, fora que ele não fica passando maquiagem para sair. Depois do banho e se trocar, ele saiu do quarto e a brasileira ainda desfilava com o cabelo molhado, sem maquiagem e tinha acabado de vestir uma calcinha fio dental minúscula, única peça que usaria debaixo de seu vestido.
ㅤㅤㅤㅤㅤLaura finalizava sua maquiagem e abstraía os gritos de Duck. Ela sentou na cama, calçou sua sandália de salto dourada e levantou indo no cabide e pegando seu vestido dourado todo de paetês. Pegou no caminho, próximo a porta do quarto, sua bolsa de mão e a sacola com os presentes dos amigos ocultos de ambos. Os das crianças estava a cargo de Duck levar, como não estava ali, a morena deduzira que ele já havia levado para a porta de saída.
ㅤㅤㅤㅤㅤA exclamação do Dj ao ve-la a fez sorrir.
ㅤㅤㅤㅤㅤ- E você me apressando! - ela fala e tira a cerveja da mão do namorado. - Vamos indo! Você sabe que não pode beber muito que já está dormindo. - ela bronqueia com ele, coloca a garrafa no balcão da cozinha e volta para saírem do apartamento.
ㅤㅤㅤㅤㅤDuck e Laura foram de uber até o orfanato, o americano já havia pedido o carro durante a espera pela brasileira. A lutadora manteve os presentes que os dois trocariam na brincadeira consigo e os das crianças foram postos no porta-malas do carro.
ㅤㅤㅤㅤㅤO casal chegou em pouco tempo ao seu destino. Os presentes forem entregues para Hotaru e os dois entraram rindo no salão de festas do orfanato. A brasileira reconheceu os rostos de seus amigos, percebeu que alguns ainda não haviam chegado e que também tinha pessoas novas por ali.

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O Mago de Second

Mensagem  【D.K】 Kєєρlєя Eиdєαvσυr em Seg Dez 24, 2018 7:39 pm




Jingle Bells



Algumas horas atrás....

Um passo pro lado, outro passo pro outro lado. Uma giradinha tímida e um olhar um pouco desconfiado. A íris lilás do homem encarou a imagem na sua frente com dúvida desenhada no rosto. Seu visual parecia bom… Parecia? Nunca havia comemorado o natal, não sabia como se vestir nessa ocasião, ser companheiro de uma Vampira tinha suas “esquisitices e essa estava inclusa. Viu ao longo dos anos as pessoas contentes e alegres nas ruas tomadas por neve, até mesmo na guerra houve pausa para comemorar essa data, mas para o casal era um dia como outro qualquer. Quando convidados a celebrar, apenas recusavam educadamente. Passavam a noite ensaiando na sala de música, ou lendo um livro… Ou coisas de jovens namorados. Ainda que o mundo a sua volta abraçasse essa tradição, para ele não tinha um significado muito forte.

[Keepler]: Então, Mabelle… Diria que estou “apetitoso”? - Sorriu sozinho, triste. Ela nunca podia refletir-se no espelho, mas dessa vez ele teve a impressão de vê-la atrás de si, em seu vestido vitoriano vermelho, rindo com a mão repousada nos lábios pelo comentário dele. Olhou para trás em uma esperança vazia, porque a verdade já era sabida. Não a viu… E nem veria mais. Um suspiro fugiu dos lábios dele, enquanto o mesmo se apoiava na parede com a mão e recostava a testa no espelho.

[Keepler]: ... Você diria, mesmo… Mas não vai dizer mais, infelizmente.

Respirou fundo e pouco a pouco recuperou a postura. Haviam algumas sacolas perto da porta, não eram de lojas, parecia que ele tinha pego quaisquer umas e colocado algo dentro delas. Porque estava indo para Philanthropy Belfry comemorar algo que nunca tinha feito em todos esses séculos? Dean, Lilith e Yue.

Esteve muito ausente da casa de Dean após o embate nos últimos tempos, um momento onde ele estava digerindo tudo o que aconteceu. Uma vez não percebeu que tinha ficado duas semanas sem aparecer lá e, quando chegou no apartamento que morava havia uma porrada ligações de Lilith e Yue no telefone fixo, os recados na caixa postal questionavam que porque ele estava tão sumido e se estava tudo bem. Perceber que os deixou preocupados doeu no coração do homem, tinha que tomar uma atitude justa. Retornou a ligação para dar satisfação a eles. Foi ai que os meninos falaram dessa festa que os pais deles foram convidados e que o tio deveria aparecer, seria divertido. Conseguia negar algo aos garotos? Nunca. Por isso estava saindo do apartamento, lotado de sacolas na mão direita, as quais batiam em seus joelhos e dificultavam um andar seguro por parte dele, como se não bastasse ter que se apoiar em uma bengala no lado esquerdo, devido a um machucado na perna de mesmo lado.

Agora, Philanthropy Belfry...

Nevava muito em todas as noites de natal? Em todo séculos era assim. Após sair do táxi teve que lutar para não escorregar no passeio com seu andar manco, enquanto e uma fumaça azulada escapava de suas narinas e de sua boca cada vez que terminava de puxar o ar pelo cachimbo de madeira. As pessoa em volta sorriam, muito animadas e com um ar de felicidade; Todos coloridos como os pisca-pisca e as milhares de luzes que tornavam o lugar um diamante multicor. Ele? Parecia estar de luto, e de fato estava, mesmo sem perceber que havia se vestido para algo assim. A anfitriã, Hotaru Futaba, o recebeu com uma simpatia no rosto, mas estranheza no olhar.

[Hotaru]: Seja bem-vindo, senhor….

[Keepler]: Endeavour, Keepler Endeavour - Respondeu meio sem jeito, se curvando em reverência à pessoa, em um gesto medievo, mas cavalheiro.

[Hotaru]: Ah, sim!... Está acompanhado?


[Keepler]: Eu estou com a família da Senhorita Dean Hawkins... - O semblante da dona da festa parecia surpreso e ao mesmo tempo desconfiado. Embora toda a cidade tivesse sido convidada, o ar desconsertado de End fazia ele parecer um penetra incômodo.

[Hotaru]: A família da senhorita Hawkins e do Senhor Yagami já chegou, poderá se juntar a eles. Sinta-se a vontade e obrigado pela presença!

Yagami? Keepler não estava por dentro dos últimos acontecimentos. Com uma incógnita pairando em sua cabeça, aquele nome não era estranho, tinha ouvido falar daquilo em algum lugar. O som da bengala batendo no piso certamente destoava da música natalina e da barulheira de pessoas conversando. Realmente parecia que a cidade inteira estava se aglomerando ali dentro, o vai e vem de crianças correndo quase o derrubou, mas isso não o deixava chateado, os meninos que ele buscava eram maiores. Como o rapaz, Yue, conseguia superar o tamanho da própria mãe, servia de referencial para o mago achá-los ali. Reconheceu a amiga de costas, surpreso até pela maneira como estava vestida, nunca imaginou que iria vê-la em tais trajes mas o homem de cabelo cor de morango abraçado com ela era novidade. Aproximou-se em passos “apressados”, da maneira que podia e, em um tom receoso, a chamou.

[Keepler]: Dean…!?

Provavelmente ia receber uma bronca assim que ela o visse. Por que? Pelo sumiço repentino ou pelo comportamento estranho que ele estava tendo. Os olhos do homem eram iguais a de uma criança que sabia que tinha aprontado e aceitava o carão, mas antes mesmo dela começar a falar, o mesmo olhou para os lados e tentou atrasar a possível a cena.

[Keepler]: Onde estão os meninos? Eles… Pediram para eu vir, disseram que seria divertido. Trouxe umas coisas… Bem, a Lilith me mostrou um par de coturnos que ela queria muito, eu consegui comprar. E… Peguei um estojo de desenho pro Yue… Uma jaqueta para Carol… E... - Alguém o olhava atravessado, pelo menos sentia isso. Não havia se apresentado para o homem desconhecido, não tinha sido nem um pouco delicado. Segurando as sacolas debaixo do braço para poder tirar o cachimbo da boca, End recostou a mão direita no peito enquanto se curvava para o ruivo, em um sinal de reverência típico de um cavalheiro medieval. - Perdoe-me os modos, senhor. Me chamo Endeavour, Keepler Endeavour.

O encarou por alguns instantes, mordendo o bocal do cachimbo de madeira. Não havia uma aura amistosa no homem, que parecia pouco se importar com isso, o mago por sua vez, apesar de respeitoso, parecia querer aquela “expressão” não iria intimidá-lo. Até que um vulto passou no canto dos seus olhos. Uma pessoa conhecida, pequena, de cabelos negros. Sem perceber, virou-se para olhá-la por alguns instantes, sussurrando baixo.


[Keepler]: O que a pequena rainha está fazendo aqui? - De maneira inocente, virou-se para o casal, buscando alguma resposta. - Vocês conhecem aquela garotinha? Encontrei com ela uma vez por acaso… Uma… Uma ótima lutadora... -

Mal sabia ele que estava diante do pai dela e que provavelmente aquilo ia garantir uma história bem engraçada.







Última edição por 【D.K】 Kєєρlєя Eиdєαvσυr em Seg Dez 24, 2018 7:42 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Titulo do turno)
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Re: ☆ Natal 2018 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  Keith Wayne em Ter Dez 25, 2018 10:33 pm



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ㅤㅤㅤComo as coisas se acalmaram? Definitivamente eu não sei. De repente acordei e estava tudo normal. Olhei pela janela do iate e o sol lançava seus raios sobre a cama. Yuriko estava deitada, com seu corpo branco e nu ao meu lado. A marca avermelhada da minha mão estava estampada numa de suas nádegas. O som da sirene da polícia dava pra se ouvir ao longe naquela manhã de inverno. Era mais um dia em 2nd South.
ㅤㅤㅤEu levantei meio cambaleante, uma pequena dor de cabeça me fazia hesitar o caminho do banheiro. Rudraksha, a russa, uma das minhas meninas, estava debruçada sobre o vaso sanitário. Afastei-a dali e tirei o cacete da cueca para mijar.
ㅤㅤㅤ— Vá tomar um banho, porra! Você tem que maneirar na coca! Isso vai te matar e me dar problemas.
ㅤㅤㅤEla me olhou com uma cara entre o desprezo e o medo. Balancei o caralho, guardei na cueca e fui para a cozinha, passando por cima dos corpos das outras meninas que estavam deitadas por todos os cantos do iate. Eu realmente não me lembrava de porra nenhuma que havia acontecido na noite anterior. Será que eu havia comido todo mundo e não me lembrava por algum tipo de estupro mental feito pela Pequena? Olhei em volta em não vi nada quebrado, então era pouco provável. Sabia apenas que havia transado com Yuriko a noite inteira, pois meu caralho estava todo ensebado e a garota emanava um cheiro de sexo bem característico. As outras meninas eu realmente não fazia ideia do que havia acontecido. Realmente não me lembrava de porra nenhuma.
ㅤㅤㅤCheguei à cozinha, peguei uma garrafa de uísque, meu cigarro e liguei a TV. Passava uma programação de Natal. Ri mais pra mim do que pra qualquer outro. Desliguei a maldita TV e caminhei a estibordo até a proa. Sapphire estava lá olhando para a cidade, pensativa, com apenas um casaco de pele. Os cabelos azulados dela, seu corpo pouco curvilíneo e sua bundinha feita especificamente para aquele corpo dava uma visão bonita. Uma guerreira encarando sua arena de batalha ao longe. Eu poderia escrever uma poesia sobre aquilo, mas não sou um certo playboy japonês que copiou meus movimentos de batalha para ganhar fama em cima de outros heróis por aí. Com meu copo pela metade e um cigarro que já se consumia mais pelo vento na orla do que pelos meus tragos, cheguei até a garota.
ㅤㅤㅤ— Quem pensa não casa, garota!
ㅤㅤㅤ— Já desisti disso há tempos, Keith!
ㅤㅤㅤ— Hmmm…
ㅤㅤㅤAmbos debruçados no balaústre de proteção, ao lado da âncora. Dei uma talagada no copo e uma tragada no cigarro Marlboro de filtro amarelo. Sapphire fez sinal, pedindo o cigarro, entreguei pra ela e virei de costas, caminhando de volta ao convés.
ㅤㅤㅤ— Nós vamos trabalhar neste Natal? — ela perguntou, me fazendo estacar a caminhada.
ㅤㅤㅤ— Não! Estão por conta própria! Vou precisar de vocês apenas no Réveillon. Sabe com’é, né? — virei meio corpo para respondê-la. Ela fez um aceno positivo, lançando um sorriso triste.
ㅤㅤㅤ
ㅤㅤㅤYuriko havia insistido para participar daquela brincadeira no Natal. Ali havia muita gente que eu não conhecia, não era minha galera, não queriam saber da minha cara e sinceramente, nem eu da deles. Muita política para pouca putaria. A maioria não alimentava a indústria do sexo, tampouco das drogas. Eu não sabia qual era a intenção da Pequena, mas já que ela parecia gostar daquilo, por que não perder um pouquinho do meu tempo para um tanto de sociabilidade?
ㅤㅤㅤLiguei pra Brandon antes de partir ao Orfanato. Eu queria falar com meu pai. Meu velho estava realmente muito velho e eu ficava cada vez mais preocupado com ele. De jeito nenhum aquele sacana sairia de Chicago pra vir morar comigo, o que era uma pena. Então vez ou outra eu tinha que partir pra lá pra ver como andavam as coisas. Tava tudo Ok. Liguei para o velho em seguida para desejar Feliz Natal e dizer que o amava.
ㅤㅤㅤLiguei para Anny. Por mais que estivesse separado, ela sozinha em Nova Iorque me preocupava. Haviam muitos filhos da puta naquela cidade filha da puta. Perguntei sobre Chris, nosso filho, que estava cada vez mais impossível. Vez ou outra teríamos de sair na porrada pra acertar as coisas. De preferência, antes que eu ficasse muito velho pra isso. Desejei boas festas.
ㅤㅤㅤ— Está pronta, pequena? — perguntei já vestido com um blazer de costura à mão, calça de brim no vinco e sapatos de couro italiano.
ㅤㅤㅤPearl, outra de minhas garotas, uma branca com cabelos pintados em louro platinado, seria a motorista assim que saíssemos do iate. Nos ajudaria com os tais presentes para as crianças que a Pequena havia insistido em comprar.
ㅤㅤㅤAssim que terminei a bagana que fumava, Yuriko apareceu já apresentável.
ㅤㅤㅤ— Então vam’bora! — disse, piscando pra ela e passando o braço em torno de sua cintura.

Continua na postagem da Yuriko.


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Re: ☆ Natal 2018 ☆ Ocultos de Second

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