2nd South
Este fórum contém material para adultos,
destinado a indivíduos maiores de 18 anos.

Se você não atingiu ainda 18 anos,
se este tipo de material ofende você,
ou se você está acessando a internet de algum país
ou local onde este tipo de material é proibido por
lei, NÃO PROSSIGA!!!

Os autores e patrocinadores deste fórum não se
responsabilizam pelas conseqüências da decisão do
visitante de ultrapassar este ponto.

Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf vs Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko

Página 2 de 3 Anterior  1, 2, 3  Seguinte

Ir em baixo

Re: Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf vs Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko

Mensagem  Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf em Qua Ago 01, 2018 9:35 pm



Round 2 Move 1
ㅤㅤㅤVéspera da viagem à Las Vegas

ㅤㅤㅤTerry pegou o envelope que Mary havia jogado sobre a mesa e, com disfarçada curiosidade, abriu, demonstrando certa surpresa. Havia um monte de papéis ali com símbolos, padrões do governo que daria para fazer uma camisa de futebol cheia de patrocinadores, ou um daqueles painéis que ficam ao fundo com símbolos de empresas quando um esportista dá entrevista. O caso é que o louro começou a folhear e ver algumas fotografias de Lilith Skyamiko retiradas de algum canto onde ela não pudesse identificar. O vagabundo balançava a cabeça, lia alguma coisa e fingia entender. Muitos termos técnicos e codificados que não significavam nada para ele.
ㅤㅤㅤ— Tá! — disse Terry — E aí?
ㅤㅤㅤ— Então você não entendeu nada, né? — retrucou a loura.
ㅤㅤㅤ— Só não entendo o porquê de tanta preocupação.
ㅤㅤㅤMary deu de ombros e esticou a mão para recuperar a papelada, quando Terry parou numa foto onde havia outra mulher. A loura que dividia a mesa contigo franziu a sobrancelha ante o interesse do amigo, que perguntou:
ㅤㅤㅤ— Quem é essa gostosa da foto aqui?
ㅤㅤㅤA agente Ryan balançou a cabeça em negativo, mesmo assim pedindo para ver quem era. Explicou que deveria ser uma das mulheres que trabalhava para a organização em que Lilith fazia parte em sua vida na Rússia, mas que não tinha relevância quanto ao assunto que ambos estavam tratando naquele momento em si.
ㅤㅤㅤ— Você não está entendendo onde quero chegar…
ㅤㅤㅤ— É claro que estou, Mary! Você está preocupada comigo. Como sempre esteve… E eu admiro isso. Mas você está pouco se fodendo para Lilith e sinceramente… Eu tenho um filho pra criar.
ㅤㅤㅤMary balançou mais uma vez a cabeça em sinal negativo, percebendo que o louro não estava conseguindo captar a mensagem. Ela deu um longo gole na cerveja até voltar a falar.
ㅤㅤㅤ— Você mudou completamente por causa desse casamento. Admiro isso. Sério! Mas sua prudência foi para o ralo com os dias de calmaria no meio do mato. O mundo não parou simplesmente porque você decidiu aquietar o rabo dentro do National Park, Terry.
ㅤㅤㅤ— E daí?
ㅤㅤㅤ— E daí que você sequer imagina que foi por intervenção do seu amigo Keith Wayne que isso foi possível. Através de uma belíssima entrevista cara a cara com um juiz ao maior estilo daquele arruaceiro de quinta categoria.
ㅤㅤㅤ— Hmmm… De onde você tirou isso?
ㅤㅤㅤ— Ué? Não é você quem sabe de tudo o que se passa nas ruas? É disso que estou falando. Perdeu a sua essência e ainda acha que vai se omitir do governo americano com um nome atrelado numa residência fixa. O maior defeito da sua mulher é a prepotência. Algo que a convivência parece que está passando para ti também.
ㅤㅤㅤTerry ficou pensativo por um momento, pegou a caneca de cerveja e deu uma bebericada, fazendo um bochecho antes de engolir. Mary continuou.
ㅤㅤㅤ— Seu filho não solta poderes, não sabe se defender sozinho, não vai atacar invasores. Seus hábitos só se sustentam enquanto você está fora de alcance, fora da vista. E antes que essa sua cabecinha de camarão continue manobrando ideias de que eu esteja com raiva do seu relacionamento com a russa lá, lembre-se de que eu não vim propor o fim do seu casamento, vim dizer pra você pegar sua família e voltar pra estrada. Esqueceu que eu sou a madrinha dessa loucura toda? A sua mulher parece ter esquecido e a insegurança dela quanto a mim é tão grande, que tapa os ouvidos para tudo o que eu digo. Abre o olho, Bogard! Ela não é a Mulher Maravilha, tampouco você é o Super Homem!
ㅤㅤㅤA loura levou novamente a caneca aos lábios, dando uma talagada na cerveja que fez com que acabasse o conteúdo. Ela bateu o fundo da caneca contra a mesa enquanto Terry, do outro lado da mesa, sorvia calmamente a cerveja até acabar. O velho Lobo retrucava.
ㅤㅤㅤ— Pois é, Mary! Eu até gostaria de voltar a essa vida de estrada, mas com um moleque pequeno fica meio louco fazer isso tudo. Além do mais, tudo isso aí pode ser pura neurose, pode estar vendo coisas onde não tem. Então eu não acho tanta necessidade assim essa preocupação…
ㅤㅤㅤPassos atrás de Terry começaram a soar até se tornarem audíveis o suficiente para ele se virar para trás. Kevin Rian, da Polícia de Second Southtown, aparecia equilibrando três canecas nas mãos. O louro parrudão, com um sorriso estranho nos lábios de um lado a outro, repousava as canecas na mesa para poder puxar uma cadeira pra si. O policial disse assim que se sentou:
ㅤㅤㅤ— Pois pode acreditar que não tem neurose nenhuma nisso, Bogard!
ㅤㅤㅤ— Agora virou filme de Hollywood… — retrucou Terry.

ㅤㅤㅤDe volta à ponte de treliças…

ㅤㅤㅤEra como os irmãos Bogard sempre diziam: tinha que dar tudo de si num combate, sem piedade do oponente. Quando uma terceira pessoa testemunhava uma luta entre aqueles irmãos ficava espantada, pois Terry e Andy lutavam como se tivessem enfrentando o diabo. Essa decisão insana servia justamente para prepará-los para o pior, não tendo piedade do adversário. Provocações e maneiras escusas eram utilizadas justamente para desestabilizar o oponente. Terry nunca foi muito firme nisso, a ponto de tentar salvar o maior algoz de sua vida e dar criação ao filho deste. Andy já levava as coisas um pouco mais ao radical.
ㅤㅤㅤMas Lilith havia caído na provocação, havia entrado na onda do velho Bogard e foi assim que o combate se iniciou. Ela tentou tirar a atenção de Terry que executava uma finta naquele momento. Os golpes “assinaturas” do vagabundo eram bastante conhecidos e por isso seria burrice não usar isso a seu favor. Era o que sempre fazia. Àqueles que conheciam seu repertório clássico poderia vibrar ou lamentar por determinado golpe que seria anunciado, entretanto, naquele momento, o sem-vergonha havia apenas simulado o intento do golpe.
ㅤㅤㅤO movimento rápido subsequente fora uma cotovelada com o sucesso esperado após um giro rápido com um trabalho de pernas invejável. A finta demonstrou ter valia ante o bloqueio efetuado por Lilith, ainda que a cotovelada não tenha sido dirigida em direção à sua cabeça, mas sim ao baço, no flanco esquerdo da lutadora. A intenção de não ser retaliado em linha reta e conseguir um retardo na resposta da sua oponente foi atingida, o que foi mostrado no segundo golpe aplicado pelo vagabundo da estrada: o Shovel Hook vazou a guarda da ruiva gostosa que, ainda buscando se equilibrar naquele vagão plataforma, recebeu a explosão do impacto.
ㅤㅤㅤNo entanto, o que se seguiu foi uma recuperação de Lilith. O segundo soco – mencionado por ela – não existiu por parte do louro, que havia aplicado um Uppercut – mencionado como um terceiro soco por ela – contra o rosto. De mais a mais, tampouco o Low Kick, o chute baixo, serviu para evitar o rolamento da devassa infernal, que se recuperava então no combate.
ㅤㅤㅤSó que o fator surpresa que ela tanto buscava acabou indo por água abaixo. Primeiro porque o tombo, seguido de um rolamento como aquele – primeiro caindo de lado e depois passando pra trás do adversário – seria muito estranho não ter sido acompanhado visualmente por Terry e segundo porque, ao se equilibrar em sua postura sobre o vagão em movimento, Lilith fez questão de disparar as seguintes palavras:
ㅤㅤㅤ— Quando você decidir conversar comigo e nós tivermos uma conclusão de como temos que viver nossa vida, aí eu irei fazer o que você fala. — mesmo se você falar tudo isso com a velocidade de um locutor de corrida de cavalos, ainda dará tempo de seu adversário se precaver no combate.
ㅤㅤㅤTerry sorriu, ainda que de costas. Lilith não havia sacado que o louro tinha largos anos no ringue e não viraria para um oponente dando a cara a tapa. Seria amadorismo demais de um lutador com anos de experiência em porradas mundo afora. Apenas virava o seu torso mudando a base através do giro da bola do pé destro dentro da Postura Angular, uma postura que trabalha bem chutes angulares como chutes circulares, chutes giratórios e chutes machado. Também ajuda a acessar as principais técnicas de punhos e mãos. Limita a área-alvo que está disponível para o seu oponente, tornando-a ideal para lutas de médio e longo alcance. Os pés estão quase na mesma linha norte e a perna de trás está posicionada diretamente abaixo do tronco. A distribuição de peso é de 30% na perna da frente e 70% na perna de trás. O corpo está ligeiramente virado para um lado, expondo mais do ombro frontal do que o ombro traseiro. A mão frontal se mostra abaixada e oferece um tipo diferente de proteção para o corpo. O queixo fica escondido atrás do ombro frontal. Esta postura ajuda em combates de longo alcance e tem a vantagem adicional de disponibilidade dos punhos para combates de curta distância. Essa postura também pode oferecer melhor proteção contra bons chutadores, desde que o queixo seja mantido protegido com o ombro da frente. Permite também ataques explosivos com os chutes devido à maior distribuição de peso. A única diferença é que Terry tinha os punhos e pés trocados, com os destros à frente e os canhotos sendo traseiros por conta da rotação sobre o pé destro, jogando o peso do corpo sobre a perna esquerda dessa vez para retornar ao combate sem maiores problemas.
ㅤㅤㅤEmbora Lilith fosse uma adversária bastante rápida, seu jab acabou sendo facilmente inutilizado pelo marido, que entrou na Postura Frontal para revidar o golpe com o dorso da mão destra, já fazendo um pêndulo com o tronco para sair do chute alto e entregar mais um Upper contra o tronco da devassa ruiva. Essa postura é popular quando se quer usar principalmente as mãos ou chutes frontais. Os pés se posicionam na largura dos ombros, onde geralmente o canhoto fica um pouco mais à frente que o destro, com o peso uniformemente distribuído entre as duas pernas. A perna da frente e a de trás estão uniformemente espaçadas e o pé traseiro estará apoiado na bola do pé. O punho dianteiro permeia à frente do rosto e o ombro respectivo se levanta para proteger o queixo. A mão traseira repousa ao lado do queixo e seus cotovelos ficam dobrados firmemente ao corpo. Além disso, os ombros se encolhem para adicionar mais proteção ao pescoço e evitar “chicotadas” na cabeça. Essa postura é perfeita para combates de curta distância quando você precisa golpear com socos.
ㅤㅤㅤComo já dito, Lilith era rápida e foi o suficiente para golpear o flanco do vagabundo com uma joelhada. Flanco, porque ele havia acabado de pendular, usar o Bob and Wave para evitar o chute alto de modo que se mostrasse pelo lado de fora da guarda da russa.
ㅤㅤㅤ— Ugh!
ㅤㅤㅤO corpo do louro se curvou à frente, com ele tratando logo de fixar seu queixo contra o peito, buscando trazer seus antebraços para a proteção do rosto. Contudo o tempo não foi suficiente e como o seu corpo estava muito debruçado sobre a adversária devido a joelhada, o upper varou do abdômen para o peito. Terry acabou cuspindo sobre a regata que Lilith, enquanto seu tronco era arqueado para trás.
ㅤㅤㅤ— Aaarrgh…
ㅤㅤㅤFoi nesse meio tempo que ele buscou recuperação, estendendo sua mão canhota naquela fração de segundos que compreendia a extensão do punho destro de Lilith na aplicação do upper e a inclinação do seu tronco para trás. Terry “perseguiu os peitos” da russa, sendo mais realista, procurou agarrar a regata da demônio, tentando trazê-la até si, ao passo que lançava uma cotovelada horizontal, buscando atingi-la no rosto, pretendendo causar-lhe atordoamento… SOK!…
ㅤㅤㅤ— Tô dentro!
ㅤㅤㅤEra o que ele dizia caso o agarramento desse certo, pois seria o passo para o equilíbrio dentro do combate, com sua bola do pé direito fazendo o apoio mais atrás sobre aquele piso inconstante do vagão plataforma enquanto a cotovelada seria desferida. Da rotação do tronco que se fazia para a aplicação deste golpe, outra no instante seria feita, trazendo de volta o tronco e o mesmo braço já estendido para desferir um Backfist, buscando o outro lado do queixo da ruiva com as costas de seu punho fechado, enquanto sua mão esquerda largaria a regata dela por conta da porrada dada, afastando a ruiva obliquamente à direita do louro. POW!…
ㅤㅤㅤ— HEAH!…
ㅤㅤㅤO Lobo Faminto seguia nas tentativas. Lembra do apoio que o pé direito fez mais atrás, mantendo o equilíbrio do corpo? Pois é! Se o Backfist desse certo, seria esse pé que forneceria a base para que o pé oposto – o canhoto – mostrasse a sola do Desert Boots enquanto o corpo de sua adversária tetuda poderia estar se afastando desorientadamente devido ao golpe anterior que havia buscado o queixo. A bola do pé seria o ponto de impacto deste Front Kick que buscaria como alvo a região baixo abdominal, pretendendo envergá-la pra frente. WHAM!…
ㅤㅤㅤ— HUGH!…
ㅤㅤㅤO vagão continuava se mantendo instável, era óbvio, o trem estava em movimento. Todavia, aquele vagabundo de mais de quarenta verões passou sua vida assim, saindo na porrada em todo tipo de terreno, como já mencionado para não ser chato o suficiente nessa narrativa. Então continuando… Tão logo o corpo da sua querida esposa devassa pudesse estar inclinado, ele levaria agora a perna traseira – a destra – em direção à cabeça da promíscua adversária – contando, é claro, que o corpo dela estivesse arqueado devido ao golpe anterior – com um Mid Roundhouse Kick, ou chute giratório médio, um chute rápido que geralmente é aplicado na linha da cintura. O ponto de impacto seria a parte baixa da canela do vagabundo, estalando como uma tacada de beisebol. KRAKK!…
ㅤㅤㅤ— HAH!…
ㅤㅤㅤO corpo da sua oponente poderia ser guinado ligeiramente para o lado esquerdo do campo de visão do Running Wild, isso, é claro, se ela tivesse firme no ringue, porque se não tivesse, já teria ido parar em algum canto do vagão ou até mesmo fora deste. A porrada comia solta e se não tivesse firmeza pra se manter de pé, o Lobo Selvagem não deixaria por menos, mesmo sendo sua esposa gostosa. Continuando… é… Então… Novamente, se tudo desse certo, o corpo de Lilith seria arrastado levemente à esquerda do campo de visão do vagabundo. Durante aquele tempo de que compreendia o pós impacto do golpe e o deslocamento do corpo dela, o mesmo pé destro voltaria para se mostrar com a bola da sola num High Front Kick, um chute dado de frente, com a potência originada na rotação ligeira da linha da cintura, entregando um poder devastador. O alvo seria o rosto da russa que, se recebesse o impacto, voaria longe naquele vagão, para além do padrão pintado no assoalho. BOOM!…
ㅤㅤㅤ— HEEAAAHH…
ㅤㅤㅤÉ claro que, por mais tediosa e abrangente que toda esta descrição de ataques possa ser, os golpes tiveram uma conexão direta, imediata, instantânea o suficiente para evitar uma retaliação súbita por parte de sua adversária.
ㅤㅤㅤO louro se encerraria em uma postura que oscilava em movimentos dentro da postura angular, em caso de sucesso de sua combinação de ataques, movendo ligeiramente os punhos, com o dianteiro oscilando entre a linha do fêmur e o peito e o traseiro entre o queixo e o peito, coincidindo ambos lado a lado quando o tronco debruçava ligeiramente à frente. As pernas semiflexionadas mantinham o peso do corpo na bola dos pés, que mantinham uma rotação suave constante por causa do balanço que o tronco proporcionava. Alguns fios louros do cabelo pendiam sobre o rosto – que tinha o queixo encerrado contra o peito – do vagabundo dificultando para a oponente a mira da visão que o Lobo tinha.
ㅤㅤㅤ— É assim que você vai defender Jack? Ou vai mostrar para o moleque que de fato você é uma demônio, liberando energia maldita por aí? — ele diria caso Lilith tivesse sido assolada pela investida e arremessada a certa distância — Get serious!
avatar
Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf
Vagabundo
Vagabundo

Aniversário : Quinze de Março.
Lugar de Origem : Southtown, Flórida
Mensagens : 144
Data de inscrição : 10/08/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Round 2 Move 2

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Seg Ago 06, 2018 8:51 pm


Round 2 Move 2




ㅤㅤㅤㅤ- Hahaha... – eu estou rindo.
ㅤㅤㅤㅤEstou com os cabelos sobre o rosto, tombada sobre a plataforma do trem, minhas costas está virada para a lateral e estou ao lado de um caixote. Ele ainda era rápido, sua experiência é muita. Meu marido descobriu um jeito de me contra atacar. O máximo que consegui fazer durante cada sequência dele, foi tentar amenizar os impactos diretos usando os braços, protegendo principalmente a cabeça.
ㅤㅤㅤㅤ- Hahahahaha...- não conseguia evitar as risadas, mesmo que fosse dolorido rir naquele momento. – Seu filho da puta! – as palavras saíram da minha boca num rompante.
ㅤㅤㅤㅤE eu comecei a falar, era necessário naquele momento um ganho de tempo. O trem em movimento, vários perigos além de só apanhar e ainda tinha que pensar como agir. Terry estava com vantagem e eu não tinha visto ainda um modo de contornar isso. O chute na minha cara foi o que fez ficar mais complicada a situação, abriu um corte sobre meu nariz no espaço entre meus olhos e aquilo estava doendo para caralho e o sangue atrapalhando eu ver claramente.
ㅤㅤㅤㅤ- Você sabe que eu tenho uma filha morta, não?  - continuo sentada sobre a plataforma e tiro a regata que estava usando. – Pois é! Eu tive que fazer uma escolha. – continuava sem aguardar uma resposta, era retórica mesmo a pergunta. Apertando a regata contra a ferida e fixando os olhos no dele, continuei. – Eu escolhi a existência da humanidade à minha filha. – fiz uma careta de dor e passei rapidamente o olho no arredor. – Eu a matei, eu corrigi o erro de tê-la. – falei colocando a mão livre (direita) sobre o caixote como se tivesse me apoiando para me levantar. – Ele não é um erro, ninguém tocará nele. – falo me referindo ao Jack e voltando a fixar os olhos nos de Terry.
ㅤㅤㅤㅤRetiro a peça de roupa do meu rosto e jogo no chão na direção dele, sem força, só para ela ficar ali no chão. Levo as duas mãos e pego o caixote arremessando em direção ao loiro, dessa fez com bastante força empregada.
ㅤㅤㅤㅤ- Não seja um filho da puta para usar nosso filho nessa luta. – falo iniciando minha sequência mais uma vez.

ㅤㅤㅤㅤ2nd South, anos atrás.

ㅤㅤㅤㅤE os planos arranjados foram saindo da minha mente e ganhando forma nas minhas ações. Hades me chamou para o Inferno antes do prazo estabelecido, foi nesse momento em que brigamos e eu consegui enfraquece-lo e aprisionar a alma dele dentro da minha foice. A arma era uma passagem para uma dimensão perdida da Umbra, um dos lugares já destruídos por Wyrn. Quando a mesma corta qualquer ser já enfraquecido que não tem mais controle de sua alma, essa é sugada para a outra dimensão.
ㅤㅤㅤㅤEle ficou fraco e preso. Eu fiquei completamente esgotada ao usar o que restava da minha energia infernal para voltar para a Terra, já que estava com tudo ajeitado para me integrar na sociedade daquela cidade.
ㅤㅤㅤㅤO torneio ocorreu como esperado, alguns fatos que ocorreram em paralelo me surpreenderam. O principal foi eu ter ficado em terceiro lugar. Mas serviu para eu pegar gosto com aquele tipo de combate. E pegar posto pelo campeão do torneio e deixei de lado minha promessa feita. E uma nova relação começou, sabia que não teria perfeição, nada no mundo era perfeito, mas esperava estar me envolvendo com um homem com bem mais maturidade que os anteriores que cruzaram pelo meu caminho.
ㅤㅤㅤㅤE foi aí que tudo ficou ainda mais complicado para mim e também para Terry Bogard.

ㅤㅤㅤㅤO trem expresso, dia da luta.

ㅤㅤㅤㅤAo mesmo tempo em que eu arremesso a caixa, eu faço um estepe com os pés (movimento para trocar de base, jogando a perna direita para ficar atrás e deixando a esquerda na frente.). Minha estratégia fora desenhada na minha cabeça no tempo gasto para tentar estancar o sangue que escorria no meu rosto até quando eu jogo minha camiseta para o chão.
ㅤㅤㅤㅤA caixa era uma distração, uma tentativa de provocar um desequilíbrio e/ou fazer o loiro não estar cem por cento focado em mim. E com o movimento das pernas eu começo a bater. Um chute alto de peito de pé, a intensão era acertar a cabeça de Terry, com a perna traseira (direita). A perna direita cairia à frente, o que faria a minha perna esquerda ficar a trás. Nesse momento eu jogaria um soco direto com minha mão esquerda (que estaria atrás nesse momento com a mudança de base) em direção também do rosto de Terry.  Emendando um “up” (um soco de baixo para cima) com minha mão direita. Em seguida emendando um chute baixo com minha perna traseira (esquerda), tentando que ele desequilibrasse.
ㅤㅤㅤㅤ- Pensei que você vencia lutas com técnicas de luta e não com joguinho sujo de palavras ofensivas. – falo com a voz ríspida dando dois passos para trás me afastando dele.


avatar
Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko
Administrador
Administrador

Aniversário : 30 de Outubro.
Lugar de Origem : Moscou, Rússia
Mensagens : 248
Data de inscrição : 10/08/2017

https://myalbum.com/album/R7bmZc1yVZWF

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf vs Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko

Mensagem  Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf em Sex Ago 10, 2018 9:18 am



Round 3 Move 1
ㅤㅤㅤVéspera da Viagem à Las Vegas

ㅤㅤㅤAli, naquela mesa numa área privativa do Pao Pao Cafe, estavam os três. Terry, Mary e Kevin. Este último vestia uma camisa polo bem larga, o suficiente para esconder sua pistola na cintura da calça. De cabelo curto e olhar grandão, bem vidrado, injetado, Kevin mostrava aquele sorrisão característico ao falar direto para Terry.
ㅤㅤㅤ— Oh, rapá! O bagulho é realmente mais doido do que você imagina.
ㅤㅤㅤO vagabundo americano, que estava já com o cotovelo sobre a mesa, deu de ombros e respondeu:
ㅤㅤㅤ— É? Como?
ㅤㅤㅤEnquanto Mary apenas ficava observando as expressões do seu velho amigo Bogard, o policial continuou:
ㅤㅤㅤ— A Polícia de Second South levantou dados de Lilith Skyamiko, procurando informações do que ela fazia antes, durante e agora enquanto finge parecer uma mera funcionária do museu da cidade. Depois dos acontecimentos nas duas cidades em que ela foi publicamente responsabilizada, não tem ninguém dando mole pra ela.
ㅤㅤㅤ— Hmmm… — fez Terry numa disfarçada preocupação.
ㅤㅤㅤ— Seu deboche ainda vai custar caro, Bogard! — retrucou Mary.
ㅤㅤㅤ— Não estou debochando, Mary! Hehe… Não viaja! — respondeu o Lobo.
ㅤㅤㅤ— Deixe eu continuar, por favor! — Kevin interrompeu e estendeu as canecas para os dois. — Eu conheço a Polícia, sei que eles vão começar a sufocar o quanto antes, vão pressionar e pressionar até vocês perderem o ar. Não há como você sair por aí espancando policiais e ficar impune… Sabe disso!
ㅤㅤㅤTerry deu uma bicada na cerveja enquanto Mary dava uma talagada. Kevin continuava.
ㅤㅤㅤ— O único jeito de mostrar que não há interesse algum em ferir 2nd South novamente é se mandando das imediações. Vocês moram aqui em South Town, mas Lilith trabalha lá. E isso, para eles, é sinal de que ela continua querendo arrumar ideia, sacou?
ㅤㅤㅤ— Hmmm… Saquei… — Terry dizia com um aceno positivo e lento de cabeça — Então a única maneira é sumindo do mapa, né? Desaparecendo para ninguém nos encontrar mais…
ㅤㅤㅤ— É o que eu estou falando, Bogard. — disse Mary — Mas não vai adiantar a bonitona pegar a estrada contigo com Smartphones, Notebooks e etc. Isso é como deixar um gato solto com um sininho pendurado no pescoço. Uma hora eles acham vocês.
ㅤㅤㅤ— Hmmm… — o velho Lobo encarava o colarinho da cerveja na caneca enquanto refletia sobre o assunto.
ㅤㅤㅤNão demorou e Bob Wilson reapareceu para pegar as canecas que estavam vazias. Os três que estavam sentados se emudeceram por completo e o gerente do Pao Pao acabou entendendo que aquele assunto não era para ele. Kevin voltou a falar tão logo Bob desaparecia.
ㅤㅤㅤ— Eu sei que você tem um filho pequeno, Terry! Eu sei que pode ser muito complicado criar uma criança vagando por aí sem rumo. Mas é muito mais seguro para vocês sairem da Florida. Os alertas sempre estarão ligados.
ㅤㅤㅤ— Sabemos que você é um porrador nato. Sabemos da capacidade destrutiva da sua mulher. Mas a vida de vocês não mais pertencem a vocês individualmente. Não vai ser capetice da Lilith ou seus Power Geysers que farão com que instituições transformem as vidas de vocês num inferno. Não seja infantil a esse ponto, Terry! — concluiu Mary.
ㅤㅤㅤO Lobo Solitário permanecia reflexivo. Naquele momento desejou inclusive fumar um cigarro. Entretanto a área era privativa, fechada e não era permitido fumar naquele local. Ele coçou a barba que estava por fazer, inclinando a cabeça enquanto avançava o queixo no ato, fazendo um bico com os lábios que mais parecia uma careta. Deu uma talagada na cerveja, passando a mira do olhar de Kevin para Mary.
ㅤㅤㅤ— Preciso dar uma mijada! Já venho! — o Lobo se levantou, virando mais uma vez a caneca para beber todo o conteúdo, batendo o fundo do objeto contra a mesa.
ㅤㅤㅤTerry deu as costas e foi ao banheiro do Pao Pao. Ao passar pelo balcão onde estava Bob, recebeu um olhar preocupado do gerente da casa, seguido de uma pergunta:
ㅤㅤㅤ— Tá tudo bem lá, cara?
ㅤㅤㅤ— That’s right, Bob! That’s right!
ㅤㅤㅤNo banheiro, ele procurou um mictório, abriu o zíper da calça, chamou o malandro pra fora e tratou de começar a mijar, encarando a louça do sanitário enquanto ria.

ㅤㅤㅤDe volta à ponte de treliças…

ㅤㅤㅤA sequência de porrada desferida pelo louro havia dado certo. Lilith foi pega pelo instinto marcial do marido e recebido aquele combo porrada por porrada. Não fosse ela preparada e dotada de uma resistência mais elevada do que o normal, fatalmente estaria desacordada.
ㅤㅤㅤMas não. Lá estava a ruiva no chão que, graças ao seu instinto básico de defesa na arte marcial, pôde evitar o pior.
ㅤㅤㅤEla começou a rir, chamou o marido de filho da puta e danou a falar um monte de coisas que o louro fazia questão de absorver, mas não revidar verbalmente. O vagabundo permaneceu quieto. Aquilo era uma luta e não uma discussão em família. Sabia que tudo poderia ser usado como uma ferramenta de auxílio no combate. Afinal, ele está nessa há muito tempo.
ㅤㅤㅤOs fios louros do cabelo do americano escondiam parcialmente seus olhos para a oponente, apenas uma fina linha abaixo do nariz denunciava um meio sorriso que só com muito esforço poderia ser notado. O Lobo viu a demônio se despir da regata que havia utilizado para amenizar o sangramento da testa por conta do High Front Kick recebido, mas não fixou os olhos na peça que havia sido atirada ao chão, Lilith precisaria de muito mais pra distrair aquele velho combatente dos ringues. Tampouco seus peitos de fora – se for considerar que não fora mencionado qualquer bandagem sobre os seios ou sutiã – distrairiam o vagabundo.
ㅤㅤㅤEla o xingou mais vezes, disse que não deveria meter o filho naquela luta e lançou a porra de um caixote que havia no vagão contra o marido. Um caixote de madeira que se espatifou ante a defesa que Terry fazia. O Running Wild mantinha a postura angular para manter seu tronco a uma distância confortável de seus oponentes, mas ao ter espatifado o caixote em sua defesa, isso deu tempo para que sua adversária, possivelmente em linha reta, se aproximasse – se for considerar o tempo em que o caixote foi lançado e a aproximação para um chute alto daquele – rápido o suficiente para lhe acertar um chute. As ripinhas do caixote voaram para todo canto, inclusive para fora do vagão, porém uma delas feriu o louro na quina da cabeça, que cerrou os dentes ao sentir o talho sob a cabeleira. Seus braços estavam protegidos pela jaqueta e seu rosto pelos punhos que faziam o bloqueio. Mas ali não era hora para lamentar, ainda que tenha dado alguns passos para trás por conta do ferimento.
ㅤㅤㅤ— Shit!
ㅤㅤㅤE então veio aquele chute, na altura da cabeça que acabou arremessando o americano para o lado. Seu pé frontal perdeu o piso e o tronco pesou sobre o dorso da perna traseira, levando a mesma junto com o peso do restante do corpo exatamente quando o vagão dava o “galope alto” sobre os trilhos. O vagabundo vou ao solo, sobre o assoalho de madeira.
ㅤㅤㅤ— Puta merda!
ㅤㅤㅤAntes de tocar o piso ilustrado pelo símbolo da estrela com a citação Running Wild, o dito cujo que levava a mesma alcunha escrita ali deixava seu ombro colidir com a madeira, apoiando seus antebraços logo em seguida para que pudesse fazer um rolamento de recuperação para trás. Era rápido, VAPT-VUPT para estar já de pé, firmando-se na postura angular já explicada anteriormente. A força de impacto do chute da demônio devassa deve ter sido incrementada devido ao avanço que fez logo após arremessar aquele bendito caixote de madeira. O restante da sequência de Skyamiko não pôde ser conectada, já que o vagabundo havia sido lançado com a força do primeiro golpe aplicado por ela.
ㅤㅤㅤTão logo de pé, o arruaceiro sem-vergonha não ia demorar um segundo, não falaria nada, apenas ergueria seus braços rapidamente, assumia uma postura ereta – apesar de suas pernas estarem ligeiramente semiflexionadas – e gritava a plenos pulmões:
ㅤㅤㅤ— BURN!
ㅤㅤㅤSe Lilith conhecesse as “assinaturas” do marido, saberia o que viria por aí. Após o grito, o avanço seria repentino, brusco, num rompante brutal onde um punho repleto de energia buscaria seu rosto ou peito como alvo. Pois é! Essa era a real intenção. A intenção de ela se precaver ou antever um golpe avassalador como o Burn Knuckle, porque na distância em que ambos estavam, o que Terry realmente fez foi avançar num Step Jab, fazendo com que a iniciativa do Burn Knuckle fosse apenas mais uma finta, uma dissimulação. Com aquele “dash” – um avanço repentino, o famoso “dois pra frente – dando carga ao Jab, o louro buscaria a região superior de sua oponente na intenção de ter o bloqueio dela exatamente ali. A finta com o Burn Knuckle não era para que Lilith se espantasse e se entregasse ao Step Jab, mas sim que ela se preparasse para se safar de um golpe que não aconteceria. O Step Jab seria entregue com o punho frontal, no momento, o punho canhoto. VUSH!…
ㅤㅤㅤ— Hugh!…
ㅤㅤㅤE era exatamente no freio que o Step Jab faria daquele avanço que o vagabundo veterano dos ringues entregaria um Upper do punho destro. Isso era possibilitado em sua movimentação porque a bola do pé canhoto travava o avanço de seu corpo durante o impacto do Step Jab, fazendo com que seu flanco destro trouxesse toda a força imprimida no movimento. Assim seu punho destro se apresentaria para aquele Upper, buscando não o queixo, mas a região do estômago da oponente, meio que flanqueando a guarda, contando com o bloqueio frontal feito no Step Jab. BAAAM!…
ㅤㅤㅤ— HEAAH!…
ㅤㅤㅤSe tudo desse certo, sua adversária seria assolada por aquele Upper violento e, antes que tentasse entender a situação, o punho canhoto do andarilho sem-vergonha já estaria em seu flanco destro, buscando a região situada entre os rins e o fígado, subindo em direção ao rosto obliquamente, planejando minar sua resistência. Com a devida rotação da cintura e o trabalho de pernas, um Upper do punho canhoto pretenderia ser o protagonista da já mencionada intenção. KAPOW!…
ㅤㅤㅤ— HAAH!…
ㅤㅤㅤViria então outro Upper do punho destro do vagabundo após uma ligeira rotação de quadris, um perfeito trabalho de pernas, tentando novamente o estômago, buscando aquelas mesmas costelas que protegiam a região, rodando a sequência de porradas para dificultar o bloqueio de sua oponente, tentando mantê-la atrapalhada na busca por evitar os golpes. BOOOM!…
ㅤㅤㅤ— HEAAH!…
ㅤㅤㅤE assim apareceria o “gran finale” daquela combinação de ataques proveniente das artes de brigas mortais. Ao entregar o último Upper, um movimento ousado para muitos era habitual para aquele coroa dos ringues. Um giro rápido com o corpo, apresentando um ponto de impacto improvável para o adversário, num momento em que uma postura, uma maneira, um artifício para um bloqueio poderia se  tornar mais desorganizado ainda. O giro citado era uma espécie de salto mortal curto, dando poder a uma machadada que viria de cima, como uma lâmina que cortasse em sentido horário – para quem estivesse vendo a luta lateralmente. A perna canhota desceria com ferocidade, procurando o topo da cabeça da ruiva promíscua. Uma manobra vinda do Karate onde em algumas escolas tinha o nome de “Do Mawashi Kaiten Geri”, noutras simplesmente “Kaiten Geri”. ZAAAP!…
ㅤㅤㅤ— HEEAAAH!…
ㅤㅤㅤ“Ah! Então ele finalizou com o Crack Shoot, uma de suas assinaturas de longa data?” Não! O movimento era o mesmo, o golpe era o mesmo. No entanto, o Crack Shoot tinha um poder de destruição e uma velocidade muito superior à manobra avançada apreendida nas escolas de Karate. Por que Terry então não utilizou o Crack Shoot em vez de uma “versão mais fraca do golpe” durante a execução do combo? Era simples! Para ele não era oportuno.
ㅤㅤㅤToda aquela combinação era intrincada em movimentos rápidos e que alternavam a guarda do oponente para que sua defesa e seu revide se tornasse problemático.
ㅤㅤㅤSe a conclusão do combo fosse obtida, Lilith estaria no chão à frente do marido que lhe encarava de cima para baixo, com o cenho cerrado, atento, onde na sua mente o seguinte pensamento lhe passava: “Entre na luta, diabinha!”. Contudo o arruaceiro não externava o sentimento, mantinha agora uma figura mais sisuda do que a anterior, fazendo um recuo rápido para se manter seguro – um backdash, aquele “dois pra trás” – enquanto não perdia a esposa da sua mira. Já naquela distância, foi então que percebeu algo pingando sobre a gola da sua jaqueta. Sem tirar o foco do combate, levou a mão frontal rapidamente ao local do ferimento e, quando recuperou a postura, percebeu a mancha vermelha no punho através da visão periférica. “Vai dar ruim!” Foi o que ele pensou antes de lançar à esposa:
ㅤㅤㅤ— Get serious or get lost, little devil!
avatar
Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf
Vagabundo
Vagabundo

Aniversário : Quinze de Março.
Lugar de Origem : Southtown, Flórida
Mensagens : 144
Data de inscrição : 10/08/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Round 3 Move 2

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Dom Ago 12, 2018 9:48 am


Round 3 Move 2




ㅤㅤㅤㅤ2nd South, período de dois anos atrás até dias atuais.

ㅤㅤㅤㅤTerry e eu nos casamos. Tudo que eu acreditava era que poderia ter uma vida normal. Ingenuidade minha, você diz. Talvez, mas não é o que a maioria deseja? Uma vida sem muitos problemas e que possam fazer o que gostam e assim dizer que está definitivamente feliz? Pena que nem tudo é o que desejamos e a vida não é um sonho com tudo caminhando como planejamos ou queremos. Há fatores e alguns deles mudam bruscamente você.
ㅤㅤㅤㅤNossa lua de mel foi interrompida por meu “irmão” um dos grandes lordes mais promissores em arrumar picuinha com Hades. E parece que viu oportunidade, onde não tinha, em tomar o Reino para ele. Isso culminou num pandemônio no meu lugar de paz, na Terra, em especifico em Second e Southtown. Vide Legend Of Universe para os detalhes do corrido. O fim disso mudou o meu marido, não para os outros, mas para mim. Ele parecia não querer viver comigo na casa que eu consegui comprar, afinal a dele foi destruída junto com outros imóveis da cidade. Com a volta do Grande Lorde para o seu buraco, Terry ficou fora por um tempo, não sabia onde ele estava e nem o que fazia, menos ainda se ele estava ferido após tudo que aconteceu. E aquilo deve ter sido seu castigo para mim, por ter inventado um torneio no meio daquele caos todo.
ㅤㅤㅤㅤÉ impossível ser perfeita, não importa que ser você se denomina ser, não tem perfeição em nada. E a pior coisa que tem é você vê que não importa o que você faça para se redimir por um erro com alguém, ele nunca vai esquecer e sempre que surgir mais um problema ele vai te lembrar do seu erro feito e sempre no momento que você pensa ter conseguido superar tudo aquilo. E é aí que tudo desmorona mais uma vez. E o que eu mais penso e tenho medo de saber é se havia verdade no que ele me falara lá atrás. Não importa se ele lembra, mas sim se naquele momento ele estava sendo verdadeiro ou só inventando mais um papo para usar e falando da boca para fora.
ㅤㅤㅤㅤE isso foi vindo à tona no decorrer do tempo. Chamei-o para uma viagem enquanto estava de férias do meu trabalho. E lá estava meu erro de novo sendo citado e apontado. E como eu deveria ser na estrada, a desconfiança de como eu poderia agir estava ali, sabia que estava. Afinal qual foi meu erro naquilo tudo? Pelo quê ele está me culpando?
ㅤㅤㅤㅤFicar gravida me deu medo e eu também fiquei feliz por estar. A reação dele a novidade era o que me dava medo. Mas ele pareceu também estar feliz com a notícia e isso trouxe um pouco de calmaria, não sem problemas. Sempre tínhamos problemas, manter uma casa não era fácil, ter uma rotina de trabalho não era um mar de rosas e o ambiente de serviço não é o que se pensa, torna-se exaustivo tudo isso. Fazer coisas que não gostamos na vida é normal, ninguém vive uma longa vida em plenitude total e num mar de rosas. É uma utopia que nem a fantasia sobrevive disso.
ㅤㅤㅤㅤOs erros que cometi no passado, lá no período da invasão do meu irmão. Essa sombra continuou a me perseguir após o nascimento do meu filho. Blue Mary, amiga de Terry. Cismou que eu deveria fazer as coisas como ela achasse melhor, que eu não era capaz de resolver problemas que poderia aparecer na minha porta, que eu iria virar um monstro demoníaco e destruir as cidades de novo. As visitas dela na minha casa era para me lembrar disso e ainda falar que tudo isso era ameaça para meu filho e que eu não seria capaz de fazer nada por ele se os problemas começassem acontecer. Instituições estavam atrás de mim e só ela poderia dar um jeito nisso, mas só se eu fizesse coisas para ela e fosse embora da minha casa. E eu não posso ficar irritada com a atitude dela. Isso me tornava teimosa e sem humildade, segundo palavras da loira. Na última visitada dela eu fui dormir, estava exausta e a discussão não estava indo a canto nenhum.
ㅤㅤㅤㅤEu estava terminando de me vestir e tinha acabado de por o Jack na cama quando ele acordou e veio falar comigo.
ㅤㅤㅤㅤ- Sky, Mary deixou dinheiro para levar o Jack no médico, disse que estava com febre ontem. – ele foi para o banheiro mijar. – E ela falou para você passar lá na casa dela, quer ver algo contigo.
ㅤㅤㅤㅤTorci o nariz para ele e fui para o andar de baixo terminar de ajeitar minhas coisas para sair. Ele veio atrás após sair do banheiro para tomar café e fumar.
ㅤㅤㅤㅤ- Você pode usar o dinheiro que ela deixou para beber ou comprar seus cigarros, não vou usar para nada. – comecei a falar e me virei para encara-lo. – Sim, o Jack estava com febre ontem e eu dei remédio para ele e a febre sumiu. Agora não sei cuidar do meu filho também? – ele pareceu atordoado com o que falei, não sei dizer o que aquela expressão significava. - Não sou tão incompetente como sua amiga pensa, eu sei me virar quando problemas estão na minha porta. – olho para ele por alguns segundos pegando folego. – Ela veio aqui ontem ameaçar nosso filho e a nós dois, essa parte ela deixou de te contar? Falado que se eu não aceitar um acordo com ela, não sei qual organização vai ficar me caçando e que nenhum canto do mundo vai ser suficiente para me esconder. Que eu vou perder meu filho e você por isso. – exasperada acabei gesticulando enquanto falava. – Até quando vocês vão ficar me culpando pela merda dos outros? Não foi minha culpa o que aconteceram anos atrás. A não ser que você me culpa por querer viver aqui na Terra com você! Que me culpa por tentar ajudar as pessoas a ficarem vivas no meio daquela merda! Por tentar com um torneio fracassado desviar as pessoas das armadilhas criadas por eles! – sinto meu rosto quente e respiro fundo. Coloco na geladeira as mamadeiras com meu leite para o menino. – Eu não vou mais falar com ela, Terri. Ela pode me xingar do que quiser, mas não vou. Não creio que você pediu alguma ajuda dela, não me lembro de eu ter pedido. Então, tudo isso que ela está fazendo é perseguição e mais nada. – coloco a bolsa no ombro e caminho para a saída. – Meu objetivo na Terra não tem a ver com mortes de milhares de pessoas, você viu isso no dia que nos conhecemos. Então se você confiar em mim e quiser ficar ao meu lado. Acho que somos adultos e podemos resolver nossos problemas.
ㅤㅤㅤㅤAquilo tudo só mostrava que meu dia iria ser horrível. Sair de casa para trabalhar discutindo e não transando era sempre sinal de mau agouro para mim. Com mais uma forte e longa respiração comecei a caminhar para o trabalho como todos os dias fazia.

ㅤㅤㅤㅤDe volta ao trem expresso.

ㅤㅤㅤㅤEu sentia o suor escorrer pelo meu corpo e o sangue ressecar no meu rosto por causa do vento que batia ali naquela plataforma de trem. Os cabelos soltos não ajudavam muito, mais por estar suado ficava mais pesado e subia menos com o vento. Sentia os fios grudados em meus ombros e pescoço. Eu estava menos preparada para aquela luta do que imaginei, mas ainda estava com raiva e a adrenalina ajudava um pouco, não o suficiente. Sentia as dores dos golpes, não estava tão rápida como deveria estar e aquele corte se juntou com uma dor de cabeça significante.
ㅤㅤㅤㅤPensei que quando ele caiu não iria mais se levantar ou pelo menos iria desistir de lutar, mas ele já levantou revidando. Como assim ele estava usando aquele movimento? Faço a defesa, virando um pouco o quadril esperando o soco no ombro, por estar na defensiva protegendo meu rosto e cabeça com os braços, era essa a parte do corpo que ficaria exposta para receber o golpe. Eu tentava olhar o rosto dele, mas estava coberto pelo cabelo e eu senti o impacto do soco, mais forte que eu esperava, cambaleei.
ㅤㅤㅤㅤ- Chert! – xinguei conseguindo me firmar com as bolas dos pés e dobrando um pouco os joelhos.
ㅤㅤㅤㅤNão fui rápida suficiente para reagir só pude me defender dos outros três socos que vieram depois, não que fosse uma defesa absoluta, ainda sentia a dor do impacto de cada um. Meu corpo balançava junto com o vagão e eu tentei usar minha falta de equilíbrio para me afastar dele. Ajudou um pouco, mas o soco do fígado pegou em cheio e eu me curvei.
ㅤㅤㅤㅤ- Cof!
ㅤㅤㅤㅤA tosse, desequilíbrio e balanço do trem. Isso quase me fez cair mais uma vez. Dei dois passos para o lado ficando perto de algo verde. Não sabia o que era só vi a cor pela visão periférica. Meu corpo estava dolorido e a dor de cabeça incomodava. Quando ergui meus olhos para localizar meu marido, eu só vi um borrão vindo de cima para baixo. Cruzei os braços sobre a cabeça e o impacto me levou com tudo para o chão, me virei um pouco, safando meu rosto de bater contra a plataforma e aquilo doeu.
ㅤㅤㅤㅤ- Aaah!
ㅤㅤㅤㅤO gemido dessa vez não estava ligado a prazer nenhum, só a dor que eu sentia. Eu sabia que poderia não dar certo ataques diretos contra ele. Mas os que não eram diretos não estavam funcionando também. E pelos vários treinos que fizemos juntos, dele me explicando a arte e toda a movimentação. Tem coisas que não podemos evitar e aquela situação não poderia ser evitada. Mesmo estafada eu puxei o ar para meus pulmões, ignoro a dor, mesmo que fazendo uma careta com o processo e por estar abaixada após o chute que havia recebido. Pego impulso para encurtar nossa distância e tento mais uma vez acerta-lo, dessa vez com um dos meus ataques especial.
A base se forma após meu impulso, minhas pernas me lançam para frente e para cima ao mesmo tempo, e nisso vejo a oportunidade de aplicar uma joelhada que carregaria ele comigo para cima. Com o impacto do joelho contra o rosto dele poderia vir a ficar atordoado. Caso fosse bem sucedido ele estaria erguido do chão junto comigo, num intervalo bem pequeno de tempo eu já estaria desferindo uma cotovelada potente contra a nuca dele para arremessa-lo de volta para o chão. Essa movimentação era conhecida como ‘when i rise’. Vinha muito a calhar para o momento, parecia até irônico.
ㅤㅤㅤㅤMas não pararia aí, caso bem sucedido, no mesmo instante que ele caísse contra o solo e seu corpo provavelmente estaria quicando sobre a plataforma, eu iria emendar uma forte canelada (enquanto o pé esquerdo me dava apoio eu chutaria com a direita) em chamas contra ele o fazendo ser arremessado para o lado do vagão de toras de madeira se fosse atingido.
ㅤㅤㅤㅤ- Esse é o “The Secret” – eu falo enquanto executo o movimento.
ㅤㅤㅤㅤO meu corpo estava cansado, não ia dá para ficar ali por muito mais tempo, percebendo pela visão periférica não faltava muito para chegarmos à cidade. E eu ainda por cima estava só de sutiã, toda suada e suja de poeira e sangue. Meus peitos doíam, por todo aquele balanço e estar cheio de leite. Dei dois passos para trás me afastando dele, passos incertos.
ㅤㅤㅤㅤ- A zombaria vai ser ainda mais irritante hoje no serviço. – murmuro para mim mesma, lembrando-me do meu chefe detestável.


avatar
Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko
Administrador
Administrador

Aniversário : 30 de Outubro.
Lugar de Origem : Moscou, Rússia
Mensagens : 248
Data de inscrição : 10/08/2017

https://myalbum.com/album/R7bmZc1yVZWF

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf vs Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko

Mensagem  Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf em Qua Ago 15, 2018 11:24 am



Round 4 Move 1
ㅤㅤㅤVéspera da Viagem à Las Vegas

ㅤㅤㅤO vagabundo voltava do banheiro batendo as mãos contra as coxas e se sentou jogadão na cadeira, recebendo os olhares inquisidores dos dois amigos “canas”. Dando de ombros, Terry levou a mão destra logo em seguida aos cabelos, jogando-os para trás, de modo que alguns fios rebeldes voltaram-lhe sobre o rosto.
ㅤㅤㅤ— E aí? Tem mais o quê?
ㅤㅤㅤKevin fez um mareio com a cabeça e disse:
ㅤㅤㅤ— Olha, cara! Eu não quero ficar no seu encalço. É chato pra caralho!
ㅤㅤㅤ— Basta não ficar, ué! — disse o louro vagabundo, movendo os ombros numa expressão despreocupada.
ㅤㅤㅤ— Sabe que não é assim que as coisas funcionam, né?! — retrucou o policial. — A papelada estará sempre lá, as cobranças se intensificam e logo será um caso Extraoficial. Aí você já sabe na mão de quem vai parar, né?
ㅤㅤㅤ— Na mão do caolho? — perguntou Terry sorrindo. — Aí o punho resolve! — e cerrou o punho esquerdo, deixando aquele sorriso safado.
ㅤㅤㅤ— Antes fosse assim, Lobo! — a loura voltou a interromper.
ㅤㅤㅤKevin balançou a cabeça, se expressando negativamente e traçando um sorriso cansativo nos lábios.
ㅤㅤㅤ— Parece que você não quer ter paz, cara! Não é o cara que conheci. — concluiu o policial.
ㅤㅤㅤ— Sabe! Essa coisa toda é um porre! — começou Terry. — A gente podia tá aqui falando de coisa nenhuma, bebendo sem compromisso, relembrando coisas boas. Mas olha o que ‘tamo’ fazendo?
ㅤㅤㅤBob Wilson voltou com mais canecas cheias de cerveja, mostrando a habilidade de anos em equilibrá-las. Levou as canecas vazias e fez um aceno aos três. Mary voltou a falar após dar uma primeira “bicada” em sua nova caneca.
ㅤㅤㅤ— Pois é, Terry! Não estamos reunidos aqui falando disso à toa. Estamos preocupados contigo.
ㅤㅤㅤ— Eu entendo a preocupação de vocês! Mas acho que já estou velho o suficiente pra isso, não? — retrucou Bogard.
ㅤㅤㅤ— Velho e sem noção… — voltou a loura.
ㅤㅤㅤ— Pois é, Bogard! — continuou Kevin. — Assim que esse caso se tornar Extraoficial, eles vão começar a cercar vocês… E eu não digo de montar um monte de soldadinhos em volta do seu quintal… Eles vão começar pelas ligações de Lilith no exterior. E por mais “overpower” que qualquer um possa parecer, Heidern não é burro. Ele sabe que nem tudo é na base do braço, não é à toa que ele tem Jones e Still como subordinados.
ㅤㅤㅤ— Hehehe… — Terry sorriu.
ㅤㅤㅤ— Ele quebra na ideia! — concluiu o policial Rian.
ㅤㅤㅤMary aproveitou o gancho.
ㅤㅤㅤ— E logo começa a pipocar jornais falando de pessoas presas no exterior por algum motivo besta, que não tem ligação com ninguém dessa cidade. Dentro em pouco, o caso se torna interessante para South Town, 2nd South, Flórida. As associações são feitas até chegar onde? No bendito National Park.
ㅤㅤㅤ— Hmmm… — e Terry dava um gole na cerveja.
ㅤㅤㅤ— Já sabendo da pressão feita sobre o juiz para vocês continuarem morando lá, a coisa toda pode ser facilmente arquitetada para que as “mãos da Justiça” estejam sobre vocês! Tão fácil como uma isca de minhoca. — disse Kevin com uma inclinação de cabeça.
ㅤㅤㅤ— Imprensa, Justiça e logo a aprovação da população. O Legend Of Universe só seria a cereja do bolo. Apontar entidades que não se pode ver ou tocar como responsável por tragédia é mais difícil do que pegar um bode expiatório qualquer e acusá-lo como “causador das perdas”. — Foi a vez de Mary fazer o contracanto.
ㅤㅤㅤTerry balançou lentamente a cabeça em um aceno positivo.
ㅤㅤㅤ— Então você já sabe o que fazer, Bogard! — terminou Kevin.

ㅤㅤㅤDe volta à ponte de treliças.

ㅤㅤㅤO trem de carga 388 com destino ao Centro de 2nd South mostrava que a ponte de treliças estava chegando ao seu final. Logo os trilhos beijariam a terra firme e mais além, a última Estação daquele Ramal esperava as cargas daqueles vagões. No entanto, não era hora nem lugar para o louro pensar em como se safar daquele vagão sem que as autoridades o vissem, pois o combate continuava rolando e uma luta, sempre é o melhor lugar para que seus sentimentos sejam mostrados.
ㅤㅤㅤÉ difícil explicar nessas linhas a estranha habilidade de Terry em ler os sentimentos de seus adversários através da trocação, da retribuição de socos e pontapés, técnicas especiais e afins. Sem se alongar muito, fora algo que ele acabou adquirindo devido aos combates que tivera contra seu maior algoz, Geese Howard, o homem que assassinou seu pai adotivo Jeff Bogard.
ㅤㅤㅤNessa luta sobre o vagão plataforma do trem 388, Terry percebia uma certa confusão sentimental por parte de sua oponente. Lilith parecia não conseguir entrar na luta da forma como o marido achava necessário. Embora o vagabundo estivesse se divertindo na peleja, via como fundamental aquele combate entre ambos, afinal, nunca se sabe quem você poderá se bater por aí.
ㅤㅤㅤEnfim, a última trocação por parte do Lobo não foi efetiva como imaginava. Os golpes que pareciam ter-se encaixado não surtiam o efeito desejado, tampouco as consequências advindas dos mesmos. Terry se surpreendia pela resistência da mulher, mesmo sabendo que não era uma qualquer… Essa porra tá rimando demais.
ㅤㅤㅤA devassa russa então voltou ao combate. Sem fintas ou qualquer artimanha, buscou o contato direto, com uma de suas técnicas especiais. Mas a base do vagabundo estava muito bem postada e um ataque daqueles não teria porque ter êxito assim sem mais nem menos. O Running Wild sentiu o coice do golpe ao receber a joelhada contra seu bloqueio, manobrando ligeiramente o pé traseiro para se desviar da queda que aquela técnica da ruiva finalizava.
ㅤㅤㅤNo entanto, preparado para retaliar a mulher demônio, Terry foi surpreendido por outra técnica utilizada por ela. Um Super Ataque – afirmando por ter visto na move list da adversária – apareceu logo após a russa tocar o solo e, de um giro, veio uma canelada flamejante. VLAAAPT!…
ㅤㅤㅤ— HWAAH…
ㅤㅤㅤDefender uma canelada é sustentável, é possível. Defender uma canelada proveniente de um Super Ataque é algo já improvável. Defender uma canelada flamejante advinda de um Super Ataque, numa distância curta e sem tempo de apreciação seria mentira demais. Terry teve seu corpo arremessado, girando em direção à borda do vagão plataforma. Quicando contra o assoalho.. PLOFT… PLOFT… PLOFT… Teve o azar de sobressaltar a borda, tendo agarrado a mesma no susto, ficando com seu corpo pendurado para o lado de fora, sentindo o vento açoitar o ferimento que tinha na cabeça.
ㅤㅤㅤ— Holy fuckin’ shit.
ㅤㅤㅤNo quique que o corpo dava contra o lado externo do vagão… PLOFT… ele se impulsionou com as pernas doloridas sobre a plataforma de ferro que sustentava o gradeado do lado externo… PFISH, o mesmo que corria à visão daqueles que combatiam no ringue improvisado. O Lobo caiu de qualquer jeito para o lado de dentro do vagão, suspirando pela deusa da sorte mais uma vez olhar por seu fiel.
ㅤㅤㅤTerry não sabia se aquele fogo utilizado por Lilith no Super Ataque era proveniente do atrito devido à velocidade do golpe ou se vinha da magia que a mulher detinha, não deu tempo de leitura. No piso de madeira, o louro espalmou as mãos e a fechou num movimento quase que automático, quando sentiu que, na sua mão canhota, se fechava algo cilíndrico.
ㅤㅤㅤ— Hmmm…
ㅤㅤㅤEra uma corda, não uma piroca, felizmente. E instantaneamente logo lhe veio a ideia macabra. Seu cabelo acabou secando com o sangue de uma forma bizarra na quina da cabeça, parecendo uma crista de galo torta ou um chumaço de cabelo colado, devido ao vento constante naquele trem e os fios que açoitavam a região. Suas pernas, principalmente a canhota, latejava e ele já sabia o porquê, mas a luta tava valendo e não era hora de saltar daquele vagão em movimento.
ㅤㅤㅤNesse momento é bom rever algumas coisas sobre a luta, sobretudo sobre a posição em que Terry se encontrava. Devido ao fato de ele ter se reposicionado antes de receber o Super Ataque, Bogard estava de costas para o plano de fundo, exatamente no “lado sul” do vagão, lado mais esquerdo, entre o segundo vagão e o padrão desenhado no assoalho daquele em que o combate acontecia. Ao ser vitimado pelo Super Ataque de sua oponente, o vagabundo foi arremessado ao fundo e não a um dos lados – contra o segundo vagão ou contra a locomotiva no lado oposto, por exemplo – daquele campo de batalha. Com isso, o seu retorno se deu exatamente no lado interno, sobre a corda enrolada e próximo à borda oeste do vagão – levando sempre em consideração o movimento da locomotiva para as terminologias “lados sul, norte, borda oeste e etc”. Desta feita, continuemos a contar o que provavelmente o Steel Wölf arquitetou.
ㅤㅤㅤComo já dito, ele sabia como ninguém lutar sobre um terreno instável. Terry era um cara acostumado a tampar na porrada sobre balsas, vagões, plataformas de construção civil, em movimento ou não. Sua experiência de anos lhe dava uma leitura do ambiente de combate que lutador nenhum no mundo possuía e aquele TA-LANK TA-LANK… TA-LANK TA-LANK… TA-LANK TA-LANK… do vagão em movimento sobre os trilhos martelava a cabeça do vagabundo porrador, como um nadador que escuta mentalmente os ponteiros de um cronômetro analógico em busca do melhor tempo. E esse TA-LANK TA-LANK era nada menos do que o balanço lateral que o vagão fazia. Era exatamente isso que se tornava insuportável para um lutador desacostumado se manter num combate contra um homem habituado àquela situação. O que o sem-vergonha fez?
ㅤㅤㅤ— OLHA A COBRA!…
ㅤㅤㅤSe levantou arremessando a corda, que mais parecia uma daquelas cobras – procure no Youtube, porra! – que saltam de árvores, porém a vantagem de ser mais comprida do que as víboras. Totalmente desalinhada, a corda se governava em direção à oponente como uma arapuca, ao passo que o Running Wild já avançava contra sua oponente. E então vem o lance do TA-LANK TA-LANK.
ㅤㅤㅤA corda não foi atirada a esmo, mas respeitando o tempo em que ele, Bogard, estivesse aplicado sua carreira para se lançar num Step – passo de combate, dash –, buscando fustigar a ruiva libertina. No momento em que a corda pudesse atrapalhá-la, o galope daquela área do vagão onde ela estaria – contando com o recuo em passos incertos narrado pela oponente após o Super Ataque – estaria descendente. Assim Terry poderia se lançar num Stomp Kick com a perna canhota – aquele chute, solada, na região da cintura – sem se preocupar por um miraculoso rolamento ofensivo, caso Lilith fizesse a proeza de se desvencilhar da corda “envenenada” desta maneira. Veja bem! Não foi o lance de ele esperar o resultado do lançamento da corda pra se lançar contra sua oponente. A parada foi ele percorrer o trajeto logo após o lançamento da corda, buscando atingir a ruiva tão logo a corda já estivesse fazendo seu trabalho em todo aquele intento. KA-POW!…
ㅤㅤㅤ— É mentira… — ele sussurrava durante o possível impacto.
ㅤㅤㅤDaí, no caso de sucesso, viria um chute da perna traseira, a destra, girando o flanco para buscar a cabeça da oponente com a parte baixa da sua canela. O chute era médio e só buscaria a cabeça da oponente, se o intento anterior tivesse êxito, já que faria com que Lilith tivesse seu corpo arqueado pra frente. O Mid Roundhouse Kick poderia fazer com que o tronco da ruiva se torcesse ligeiramente para seu lado direito – o esquerdo na visão do vagabundo – devido ao peso que a cabeça faria. CHUNNNK!…
ㅤㅤㅤ— HEAAH!
ㅤㅤㅤE o Running Wild terminaria seu intento com um poderoso movimento oriundo das observações em que fizera ao longo das porradarias mundo afora, aliado ao seu amplo conhecimento de Wushu (vulgarmente difundido como Kung Fu). Um ataque que, naquelas circunstâncias, poderia ser inclusive perigoso à adversária. Terry se lançaria num golpe de ombro, disparando numa carga precisa contra a oponente. Um golpe que até ante um bloqueio é complicado retaliar. Muitas vezes encarado apenas como um “movimento de comando”, o Power Charge buscava flagelar seu adversário no centro de equilíbrio, impossibilitando o mesmo de ter um revide adequado. A grave de ombro deveria pegar Lilith desguarnecida e, caso tivesse sucesso, lançaria a ruiva contra a borda do vagão que se encontrava às suas costas – a mesma que se vê em primeiro plano na imagem do cenário – dado o ângulo em que a luta se encontrava então. KA-BOOOM!…
ㅤㅤㅤ— CHARGING!…
ㅤㅤㅤÉ chato, mas é importante ressaltar mais uma vez sobre a conexão de ataques feita durante a execução, onde os golpes não foram aplicados esperando uma resposta positiva ou negativa. Terry partia contra seus adversários como se suas combinações fossem Katas – conjuntos de movimentos de ataques e defesas, presente nas mais diversas artes marciais japonesas – previamente estudados e praticados. De fato, era o que aquele louro treinava de sempre em sempre, variações e combinações de vários ataques para se aclimatar a qualquer adversário que lhe viesse a frente.
ㅤㅤㅤTerry passou rapidamente o antebraço canhoto sobre a testa antes de voltar à sua postura de combate, disparando verbalmente à sua oponente:
ㅤㅤㅤ— Good going!
avatar
Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf
Vagabundo
Vagabundo

Aniversário : Quinze de Março.
Lugar de Origem : Southtown, Flórida
Mensagens : 144
Data de inscrição : 10/08/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Round 4 Move 2

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Dom Ago 19, 2018 2:12 pm


Round 4 Move 2




ㅤㅤㅤㅤHoras atrás, National Park.

ㅤㅤㅤㅤEstou sentada na cama, travesseiros apoiando minhas costas e com meu filho nos braços, amamentando-o. Parece que tudo até ali começava a desmoronar aos poucos, por alguma razão sentia que o chamado de Noah não era para por o papo em dia. Enquanto Jack sugava o leite do meu seio direito eu o olhava, os olhos estavam fechados e a respiração forte. Ele tinha adormecido.
ㅤㅤㅤㅤPassei suavemente os dedos pelos poucos fios loiros do cabelo dele e levantei para coloca-lo em seu quarto. A sensação de estar perdendo as coisas só aumentava dentro de mim, mas como sou uma pessoa crescida, sei que não tem como ganhar todas as batalhas que vivemos na vida.
ㅤㅤㅤㅤDesço e deixo instruções para Candy que voltaria no dia seguinte, tentaria chegar bem cedo para amamentar Jack antes de ir ao trabalho, mas caso isso não acontecesse ela poderia usar uma das mamadeiras do dia e aumentar a quantidade de comida no almoço para ele.
ㅤㅤㅤㅤTodos já escolheram seu bode expiatório para culpar. E o alvo estava nas minhas costas e tudo que eu precisava fazer era se afastar da minha família para receber o disparo. Mas se era para eu ganhar alvo, por causa de armações eu levaria alguns dos culpados comigo. Primeiro iria descobrir o que Noah quer e depois começar a ver o que estava realmente acontecendo ao redor.

ㅤㅤㅤㅤDe volta ao trem expresso.

ㅤㅤㅤㅤ- Cof... cof... – puxei a respiração novamente e a tosse estava de volta.
ㅤㅤㅤㅤComo defender-se quando não consegue mais nem ficar em pé num vagão em movimento? Ele pelo visto sabe que ninguém pode, não naquele pé da luta, não após estar fadigada e mal conseguindo manter-se em pé.
ㅤㅤㅤㅤOs movimentos com chamas são todos provenientes da minha energia infernal, foi fogo do inferno que se materializou ali naquela última canelada. Do pouco que mantenho em meu corpo, para me manter viva. Os machucados não estavam mais sendo curados. O sangue voltou a correr pelo meu rosto do corte que havia sido feito entre minhas sobrancelhas. O impacto das minhas costas contra aquelas tábuas que montavam a borda daquela plataforma fez aumentar o dano daquele encontrão que não consegui amenizar.
ㅤㅤㅤㅤMas eu precisava ficar em pé, o fim da linha estava chegando e nada daquilo tinha acabado. Talvez algo bom aconteça no fim disso, pode ser que você ainda se pergunte o porquê de eu ainda esperar algo bom. Seria o final se não pensasse dessa forma.
ㅤㅤㅤㅤ- Acho que você tem a resposta sobre a proteção do nosso filho, não é? – falei ao me levantar apoiando-me na borda da plataforma de onde eu estava.
ㅤㅤㅤㅤPercebi que minha voz está mais fraca, também está mais difícil respirar. Caminho para o meio da plataforma, ainda a três passos de distância de Terry, não era uma boa ideia ficar na beirada quando mal conseguia manter o equilíbrio. E eu precisava de uma distração maior para poder ataca-lo dessa vez.
ㅤㅤㅤㅤ- I ‘no good’.
ㅤㅤㅤㅤMurmurei desaparecendo do ponto que estava à frente de Terry e reaparecendo atrás do mesmo, nesse instante aplicaria uma rasteira e se desse certo, enquanto o mesmo ainda estivesse caindo aplicaria um chute frontal na altura do abdomen para empurra-lo para longe.
ㅤㅤㅤㅤEra difícil uma movimentação naquele momento, tudo que eu poderia fazer era algo simples para que aquilo não se prolongasse ainda mais, na verdade foram movimentos que minha fadiga permitia que fossem feitos e minha visão já estava ficando dupla, uma tonteira proveniente da perda se sangue e a falta de alimentação.
ㅤㅤㅤㅤ- Eu deixaria de existir para ele ficar seguro. Por que duvida de mim? – falei com a voz alterada pela respiração mais pesada que saía junto da minha boca.



_________________
avatar
Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko
Administrador
Administrador

Aniversário : 30 de Outubro.
Lugar de Origem : Moscou, Rússia
Mensagens : 248
Data de inscrição : 10/08/2017

https://myalbum.com/album/R7bmZc1yVZWF

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf vs Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko

Mensagem  Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf em Sab Ago 25, 2018 9:31 am



Round 5 Move 1
ㅤㅤㅤVéspera da Viagem à Las Vegas

ㅤㅤㅤ— Uhum… — disse Terry, dando uma bicada na cerveja. — É claro que eu já sei o que fazer… Hehe…
ㅤㅤㅤUm sorriso se desenhou nos lábios do louro de cabelos – em detrimento do outro à mesa – compridos, causando um certo espanto dos outros dois.
ㅤㅤㅤ— Hã? — fez Mary, enquanto entortava as sobrancelhas.
ㅤㅤㅤ— O que você quer dizer com isso, Bogard? — Kevin perguntou.
ㅤㅤㅤAquele curto espaço de tempo serviu para o vagabundo dar uma longa talagada na cerveja, encerrando o conteúdo e batendo com o fundo do copo contra a mesa. POC!…
ㅤㅤㅤ— O que eu quero dizer? É simples, ué? — o lobo ainda tinha aquele sorriso safado nos lábios, fazendo com que Mary e Kevin se endireitassem em suas cadeiras na expectativa de sair algo produtivo dali. — Eu já sabia disso tudo!
ㅤㅤㅤ— O QUÊ?! — fez a detetive particular e o policial em uníssono, com a primeira concluindo — Vá se foder, Terry!
ㅤㅤㅤO sem-vergonha começava a rir enquanto o policial balançava negativamente a cabeça, percebendo que, ao tentarem ajudar, acabaram perdendo tempo. Mas o louro malandrão tratou de explicar…
ㅤㅤㅤ— É óbvio que eu sabia, porra! Vocês parecem que não me conhecem… Hahahaha… Kevin — e ele apontou para o policial — No final do primeiro Maximum Mayhem, você se perdeu de Marky, quem o encontrou? E Mary… Como você acha que eu sabia sobre Yamazaki estar no quintal de manobras naquela arruaça dos irmãos Jin? Vocês estão ficando doidos agora? Tão querendo fazer cover da magrela sem graça e do caolho?
ㅤㅤㅤ— O quê? — perguntou Mary sem entender a referência.
ㅤㅤㅤ— É!… — continuou o vagabundo. — Porque eles possuem a extraordinária habilidade de subestimar os outros.
ㅤㅤㅤ— Ele está falando daquela japonesa, dona de uma empresa e do cabeça dos mercenários. — Kevin disse para Mary.
ㅤㅤㅤ— Você é louco, Bogard! — a loura voltou para o lobo, meneando a cabeça negativamente.
ㅤㅤㅤTerry já ia se levantando, quando Bob Wilson voltou com mais canecas. Olhou para o gerente do Pao Pao com uma cômica expressão de estranheza e disse:
ㅤㅤㅤ— Quem vai pagar essa merda aí, hein? — e se virou para os outros dois — Vocês não estão achando que eu tenho grana pra rateio, né? Vocês sabem que eu não tenho grana.
ㅤㅤㅤ— Relaxa, Bogard! — Mary falou enquanto fazia um abano com a mão — Tá tudo certo!
ㅤㅤㅤTerry voltou a se sentar imediatamente, já pegando uma das canecas enquanto concluía.
ㅤㅤㅤ— Ah… Bom!
ㅤㅤㅤKevin terminava sua atual caneca antes de pegar a que acabara de chegar com Bob, sendo acompanhado por Mary no mesmo movimento. Assim, o gerente que fazia aquele atendimento exclusivo pegava as três canecas vazias e se mandava para que os presentes na mesa pudessem retornar à conversa particular. O policial indagou:
ㅤㅤㅤ— Como é que você sabe de tudo?
ㅤㅤㅤ— Então… — disse o louro, dando uma rápida sacudida de cabeça para retirar os fios louros que bloqueavam sua visão, continuando com aquele jeito pausado e ritmado de falar — Eu ando em tudo quanto é canto, cara!… Converso com tudo quanto é tipo de gente… Você não poderia esperar que eu fizesse como alguns por aí que sabem de muito sem vínculo algum, né?… Ando essa cidade de ponta a ponta. Percorro a outra também… Então as coisas chegam pra mim, sacou? Não é o caso de sentar num balcão de bar e escutar o que está sendo dito. Isso é tudo papo furado… Ninguém vai ficar trocando ideia por aí assim de parada que precisa ser dichavada… Conheço as ruas, conheço a galera e não é à base de ouvido fofoqueiro e torturas que você vai saber das coisas. Nunca saberá da real situação dessa forma. Nunca!
ㅤㅤㅤA detetive particular e o policial ficaram quietos, remoendo o que havia sido dito por Bogard. Foi a vez de Mary desenhar um sorriso nos lábios e dizer:
ㅤㅤㅤ— Você ligou os pontos… Hehehe… Muito esperto, Bogard! Muito esperto! Mas e aí? Decidiu fazer o que então? — e ela inclinava a cabeça, com o queixo em direção ao colo, onde seu sorriso acabava deixando sua expressão um tanto macabra.

ㅤㅤㅤDe volta à ponte de treliças.

ㅤㅤㅤA locomotiva apontava para terra firme quando o vagabundo assolou sua esposa com aquela última combinação de ataques. Apesar de Terry estar com aquela frequente pontada na cabeça que lhe proporcionava um constante estorvo, ele parecia inteiro no combate. Lutar para Terry significava viver, era sua única forma de conhecer aquele que lhe fronteava. Aquele cara era o único no mundo a conhecer os sentimentos, os anseios, medos e desejos do outro através da trocação.
ㅤㅤㅤE toda confusão que o malandro via na esposa foi perceptível durante aquela luta que, para ele, já estava na hora de acabar. Para Terry, tudo já havia sido mostrado e não havia mais motivos de continuar ali sobre o vagão plataforma do trem de carga 388. Tão logo estariam apontando ao quintal de manobras e arrumariam problemas para sair daquele vagão.
ㅤㅤㅤMas Lilith parecia querer mais e, apesar de não ter resposta por parte do marido que lhe encarava, o indagou com algo e começou a sua ação.
ㅤㅤㅤ— O quê? — o louro lançou a pergunta mais para si do que para ela ao sentir a porrada.
ㅤㅤㅤEle apenas sentiu faltar o piso e seu corpo tombar de lado. O golpe da russa varreu a sua base, recebendo a pancada no tornozelo enquanto seu corpo ia ao solo. A ruiva tinha ainda a intenção de lhe golpear contra o abdômen, mas como? Se ela havia reaparecido às suas costas e lhe aplicado uma rasteira, jamais o golpe seguinte deveria atingir a região abdominal do vagabundo, sim suas costas.
ㅤㅤㅤNo entanto, a escolha do ataque finalizador do intento dela talvez não tenha sido o melhor. Simplesmente porque o tempo de aplicação entre um Low Spinning Sweep Kick (não se sabe se foi reverso ou normal) e um Front Kick é maior do que o tempo da queda do alvo ante ao primeiro ataque.
ㅤㅤㅤEntão, quando Terry tombou de lado, já o fez levando as mãos ao solo para rodopiar seu corpo, estendendo a perna direita, buscando varrer a perna de apoio da ruiva, enquanto a mesma estivesse aplicando ou encerrando a execução do Front Kick. Seu pé riscaria o piso de tábuas, enquanto o impacto de sua canela contra a base da adversária deveria fazê-la subir mediante a brutalidade do ataque, onde o vagabundo estaria já em seu encalço com uma estranha habilidade inumana de rodopiar seu corpo de ponta à cabeça enquanto ganha altitude. Técnica fruto do seu Método de Briga Mortal. Cotovelo, punho, joelho e pé. Eram os pontos de impacto daquele ataque. O braço canhoto flexionado para mostrar o cotovelo enquanto o membro oposto ficava estendido com o punho cerrado. A perna canhota flexionada para mostrar o joelho enquanto a oposta permanecia estendida para manter o pé firme. Terry se tornava um triturador, rodopiando seu corpo, procurando arrasar a sua oponente com aquela sequência de porradas que parecia interminável. Esse era o seu temido Rising Tackle (versão do Fatal Fury: Wild Ambition) VRAAAP!… POW!… POW!… POW!… POW!…
ㅤㅤㅤ— BINGO!
ㅤㅤㅤSe o intento fosse triunfante, o louro tocaria o piso do vagão em segurança ao passo que sua oponente estaria sendo lançada longe, batendo de cara ao chão. Um sorriso no rosto do louro apareceu, ele levou a mão canhota à cintura, deixando seu corpo ereto e sua perna esquerda semiflexionada. Assim, apontava com sua mão destra com o polegar e o indicador esticados, em formato de um revólver, à mulher, tão logo ambos tocassem o solo, dizendo:
ㅤㅤㅤ— Stand up!
ㅤㅤㅤ
avatar
Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf
Vagabundo
Vagabundo

Aniversário : Quinze de Março.
Lugar de Origem : Southtown, Flórida
Mensagens : 144
Data de inscrição : 10/08/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Round 5 Move 2

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Qua Ago 29, 2018 1:36 pm


Round 5 Move 2




ㅤㅤㅤㅤHoras antes da luta, algum lugar próximo de 2nd.

ㅤㅤㅤㅤMinha cabeça parecia que iria implodir com o que estava acontecendo. Não era um bom momento para meu ‘querido irmão’ aparecer. Eu puxei a única cadeira que havia no ambiente e sentei. Parecia que não conseguiria mais respirar, uma angustia surgiu dentro de mim, tudo estava se apertando e provocando uma dor excruciante.
ㅤㅤㅤㅤ- Noah, não sei o que fazer, mas agora não é um bom momento para ele aparecer. O que eu não preciso agora é de outro incidente como o de anos atrás.
ㅤㅤㅤㅤ- Eu posso manter ele preso por um tempo, ruiva, mas não posso garantir muito tempo. Ele vai se recuperar e vai ter um momento que o poder dele irá superar o meu, vai feder muito, vou te cobrar por isso. – o mestiço falou olhando para a criatura encolhida dentro da sala com a parede de vidro e na última frase ele olhou para mim com uma sobrancelha erguida.
ㅤㅤㅤㅤ- Ótimo, um tempo, tudo que eu preciso. Leve-o para outro lugar também, caso for possível até mude de continente! – falo levantando e indo me juntar a ele com o olhar fixo em Hades.
ㅤㅤㅤㅤ- Eu vou indo então, preparar o transporte vai demorar, onde é sua casa na Rússia, Moscou?
ㅤㅤㅤㅤ- Sim, mas acho que foi vendida para levantar grana para eu pagar os estragos das cidades aqui.
ㅤㅤㅤㅤ- Você foi é se meter em encrencas. – Noah abanou a cabeça negativamente. – Não sei o que te deu ruiva, está desfazendo-se de tudo para ficar com esse cara e viver com ele numa casa de taboas no fim do mundo americano. – erguendo as mãos ao notar meu olhar o fuzilando, o torturador parou de falar.  – Não está mais aqui quem falou.
ㅤㅤㅤㅤEu o ajudei com os preparativos e quando percebi o horário me mandei para tentar ir para casa antes do horário para o trabalho. Suspiro ao notar uma sensação crescente dentro de mim, medo. E tudo amontou ao mesmo tempo na minha mente, veio assolando meu sossego com tudo. E ainda para ser a cereja do bolo, Terry havia viajado e eu não sabia quando ele voltaria, já que não acreditei na mensagem que uma mulher resolveu deixar como recado para mim no museu.

ㅤㅤㅤㅤNo trem expresso.

ㅤㅤㅤㅤPor que eu estava com medo? Era isso que estava me deixando naquela situação? Medo do que sou e do meu poder? O julgamento constante sobre meus erros e a culpa sendo constantemente sendo jogada em minha cara a cada movimento que faço. Talvez isso tenha levado a esse medo excessivo de mim mesma. Do que eu poderia fazer.
ㅤㅤㅤㅤEle estava caindo após meu movimento, mas o chute que pensei que teria sucesso, o que o faria ir para longe de mim, não deu. Chutei o ar. Não era atoa que ele tinha sua fama e alguns torneios ganhos acumulado ao longo dos anos. Ele parecia estar ainda no começo da luta, sem dificuldades para fazer os movimentos.
ㅤㅤㅤㅤO chute dele veio mais rápido do que eu esperava. Minha cabeça doendo estava me incomodando, juntando com as dores distribuídas no meu corpo eu retesei todo meu corpo e me encolhi. É a defesa instintiva quando você sabe que vai apanhar e não quer sentir tanta dor.
ㅤㅤㅤㅤ- Aaaahhh! – grito saiu involuntário.
ㅤㅤㅤㅤQuando meu corpo tocou o chão eu me coloquei de pé, se eu demorasse ou parasse de me mexer eu iria apagar. Parecia que tinham três Terry Bogard na minha frente naquele momento, eu dei um chute giratório. Não era minha intenção acerta-lo, só queria produzir a fumaça, energia infernal usada para essa distração. Essa fumaça era uma defesa para projéteis e também um ataque por provocar dano no oponente. Smoke and Mirrors, mas não era minha intenção ali, a intenção era ocultação dos meus movimentos e também distração para o que eu faria a seguir.
ㅤㅤㅤㅤNo momento que completo o giro, a fumaça se forma, eu começo minha investida. Salto para a lateral da borda do trem, no mesmo espaço de tempo que ele passa sobre uma divisa dos trilhos. O que talvez ajudasse a ocultar o barulho do meu pé batendo ali e eu pegando o impulso. Com a perna direita esticada e a esquerda retraída, miro um chute na altura da cabeça de Terry. A intenção era pega-lo desprevenido, então o possível acerto do chute seria a lateral da cabeça. Se o movimento desse certo, logo que meus pés tocassem o solo, eu completaria o meu movimento com uma sequência de três chutes giratórios, onde o último acertaria a cabeça com o calcanhar o que arremessaria meu marido para o chão.
ㅤㅤㅤㅤ- “I want it” – murmuro com a respiração ofegante e tentando manter o equilíbrio sobre a plataforma.
ㅤㅤㅤㅤO trem parecia já diminuir sua velocidade para fazer sua parada, era encrenca ficar ali, ao mesmo tempo que eu sabia que não iria conseguir me mexer por algum tempo.


avatar
Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko
Administrador
Administrador

Aniversário : 30 de Outubro.
Lugar de Origem : Moscou, Rússia
Mensagens : 248
Data de inscrição : 10/08/2017

https://myalbum.com/album/R7bmZc1yVZWF

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf vs Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko

Mensagem  Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf em Dom Set 02, 2018 11:49 pm



Response Round
ㅤㅤㅤVéspera da Viagem à Las Vegas

ㅤㅤㅤ— As coisas nem sempre são do jeito que queremos. Mas sobre a decisão de desaparecer da vista, sempre foi a mais certa. Eu só precisava de um tempo para ver as coisas por um outro ângulo, Mary. Então pode ficar tranquila, quando eu precisar da sua ajuda, você saberá de antemão.
ㅤㅤㅤTerry acabava de dizer essas palavras e já ia se levantando quando Kevin se pronunciou:
ㅤㅤㅤ— Cara! Espero que faça isso o quanto antes. Por mais que você ame a sua esposa, sabe mais do que ninguém que ela faz parte do grupo de “seres” potencialmente perigosos para esta cidade e para o resto do mundo. South Town e 2nd South se infestaram destes de uns anos para cá e a solução não é apenas apontar o trabuco e mandar bala…
ㅤㅤㅤ— Também não seria a decisão certa. — interveio Mary. — Lilith não apresentou perigo direto para qualquer um. Foram as decisões atrapalhadas dela em algumas situações que acabaram por levar ao que aconteceu. Há outros seres que nos são queridos, há híbridos por aí com os ditos “Super Poderes”. Eu não vou me meter a reunir uma Liga da Justiça e sabe por quê, Bogard?
ㅤㅤㅤ— Hum?! — fez Terry.
ㅤㅤㅤ— Porque a culpa dessa galerinha estar por aí é exclusivamente de duas pessoas. — concluiu Mary.
ㅤㅤㅤ— E quem são essas pessoas? — voltou Terry com uma pergunta enquanto Kevin mirou a loura em curiosidade.
ㅤㅤㅤ— Você e Iori. — finalizou a detetive com um sorriso nos lábios.
ㅤㅤㅤTerry franziu as sobrancelhas num espanto cômico, voltando a indagar:
ㅤㅤㅤ— O quê? Tá maluca? O que eu tenho a ver com isso?
ㅤㅤㅤ— Basta ver todas as situações em que vocês dois se meteram. Tudo o que vocês dois fizeram nos últimos dez… doze anos… Se hoje South Town, 2nd South e o mundo estão vivendo tudo isso… é por causa exclusivamente das situações em que vocês dois se meteram. Então vocês dois devem “segurar a marimba”.
ㅤㅤㅤ— Hmmm… — Terry desviou o olhar, como se buscasse os acontecimentos em sua memória.
ㅤㅤㅤO vagabundo catou sua mochila, cumprimentou Kevin e Mary e disse:
ㅤㅤㅤ— Olha! Tem um monte de gente que pode e quer bater de frente com essa galera aí. Eu gosto pra caralho de sair na porrada e, sinceramente, é até uma forma dos lutadores tomarem vergonha na cara e aperfeiçoar suas habilidades. Se um dia nós cairmos para alguém que vier e detonar tudo, paciência! Pelo menos caímos em combate.
ㅤㅤㅤ— Você só pode ser retardado, Bogard! — disse Mary.
ㅤㅤㅤ— Escuto muito isso, sabia? Hehe! — retrucou o louro de cabelos mais compridos do que o outro. — A conversa foi muito boa… Mas eu preciso ir… See ya!
ㅤㅤㅤTerry deixou Mary e Kevin ali conjeturando sobre a conversa. Partiu para iniciar a viagem que o deixaria um bom tempo fora de casa, onde veria que, além da necessidade de se estar na estrada, rolava aquele velho sentimento de se desprender do seu lugar de origem.

ㅤㅤㅤDe volta à ponte de treliças.

ㅤㅤㅤA trama que o louro protagonizou na última investida havia dado certo. Sua adversária não pôde ser párea para o Rising Tackle, que mais uma vez brilhou num certame sob a ação do Lobo de Aço. Terry estava firme no combate, esperando pela ação que, para ele, poderia ser a última daquela peleja.
ㅤㅤㅤ— Hmmm…
ㅤㅤㅤAtento, o vagabundo pôde observar aquela fumaça que se fez e logo em seguida o rastro da sua oponente, pendendo para uma das laterais – não dando certeza pelo fato de não ter sido narrado – do vagão, um rastro justamente visualizado por conta da movimentação ofensiva e oblíqua que ela precisaria fazer para poder concluir sua investida.
ㅤㅤㅤMas aquilo tudo era muito rápido e não daria tempo para fazer uma peripécia muito bem pensada, ainda mais pelo fato do desgaste proporcionado por aquele combate sobre uma plataforma instável, mesmo com o costume do Lobo já citado.
ㅤㅤㅤPorém o sem-vergonha evitou os contatos. Como? Com retrocessos em cambalhotas na direção a uma das laterais do vagão, justamente a oposta a qual sua adversária vinha de encontro. Daí surgiu o inusitado: na última cambalhota, ele acabou pulando a amurada do vagão, saindo do campo de batalha de maneira perigosa.
ㅤㅤㅤ— ‘Me fodi!
ㅤㅤㅤA deusa da sorte estava com o seu fiel uma vez mais, ainda que o punisse um pouco. O trem já havia vencido a ponte de treliças e com isso, Terry foi rolando o terreno de maneira atabalhoada, ganhando escoriações com aquele movimento perigoso. Tão logo conseguiu se estabilizar, com a cara ralada e suja, sentado sobre o solo, prontificou-se em gritar já sem quaisquer esperanças de que a ruiva pudesse escutar.
ㅤㅤㅤ— NÃO ESQUEÇA DE PEGAR MINHA MOCHILA!
avatar
Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf
Vagabundo
Vagabundo

Aniversário : Quinze de Março.
Lugar de Origem : Southtown, Flórida
Mensagens : 144
Data de inscrição : 10/08/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf vs Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko

Mensagem  Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ em Sab Set 08, 2018 1:28 am



Seguindo as regras da comunidade, esse julgamento será feito através dos critérios presentes no S.A.I (Sistema de Avaliação Interpretativa), levando em conta a regra escolhida pelos combatentes. Gramática não será levada em consideração e NADA do que está aqui será mudado, este julgamento jamais deverá ser visto como uma verdade absoluta, pois todos somos passivos de erros e acertos.


Devo agradecer a Skyamiko por ter me convidado para julgar este embate. Também agradeço a banda Blind Guardian, e pela sua magnífica música Mirror Mirror, que se não fosse por ela, eu jamais teria terminado esse julgo! Como a luta anterior a qual eu fui encarregada de fazer o julgamento, eu me vejo novamente em um combate entre um Personagem Original e um Personagem já Existente, de um Universo bem conhecido aí para quem jogou muito ou joga ainda Fighting Games. Eu adoraria usar as mesmas palavras introdutórias do meu julgamento anterior ou fazer algo mais entusiástico do que as que foram ditas, mas até eu me encontrei um pouco pasmada durante esse embate.

 

Para dizer a palavra correta, em um ponto analítico que me é exigido para essa tarefa, me encontro mais surpresa do que pasma.


Desde o início eu venho acompanhando esta luta e venho testando várias maneiras de escrever esse julgo, baseando-me da forma que fiz os anteriores, mas devido ao rumo que este embate tomou, acabei tendo que descobrir uma nova forma de julgar por assim dizer. Nunca em todo o meu tempo em Second, e olha que não sou um veterano, tenho míseros quatro anos, jamais vi tanta disposição de um único jogador tomar a frente de um embate e o outro se tornar um “saco de pancada”. Todos nós sabemos que em uma luta, não se trata de quem se bate bem, ou quem apanha mais, existe toda uma gama que nós aprendemos enquanto vamos jogando, uma manha que vamos pegando a cada jogada, nem sempre lembramos de tudo, tem sempre algo que esquecemos naquele entusiasmo.  E vendo isso em uma luta de veteranos, vejam bem, pessoas que estão aqui há muito, acompanhando vindas e idas, foi o que me fez repensar nos meus próximos passos, pois não me sobrou muito a analisar, já que a luta foi apresentada mais por um único jogador, do que pelos dois. Quando chegarmos um pouco mais baixo, vocês vão entender melhor o que eu estou falando.


Como se eu estivesse jogando um arcade game, eu sempre me refiro aos jogadores como Player 1 e Player 2 e respectivamente vou falando de seus personagens.



Bom Player 1, seu enredo é bem fluido, sua escrita não é ruim de se ler, tem momentos que chega a ser até boa de se dar continuidade, de todo modo não é enjoativa. É bom ver que sempre se preocupa em mostrar a vida do seu personagem, ao menos em seu prólogo, houve uma retomada de eventos bem interessante, quem nada sabia sobre o seu Terry Bogard, pode se encontrar sossegado, com a intro feita, não ficamos à mercê do adivinho, um comprometimento bom de um Player para o seu oponente e futuros leitores que se deparam com a luta e decidem dar uma chance ao que está acontecendo aqui, e principalmente quando queremos apresentar mais do que só o momento da luta. A forma com a qual você dá a continuidade aos eventos também é admirável, principalmente as ações das personagens, a descrição das ações cotidianas tornam a cena do momento realista, e são esses detalhes que dão aquele toque gostoso no imaginário da gente de poder fazer parte do momento da personagem, e não palavras que formam ações vazias onde se soa mais um “imagine da forma que você quiser”. A história do Terry é intrigante, você soube contar bem em cada postagem, conseguiu me deixar bem curiosa e até ansiosa para saber o que estava para vir a seguir, mas o mais interessante é o fato de que você jamais se perdeu da sua história. O seu objetivo continuou o mesmo do início ao fim.


A Player 2 se utilizou de vários Flashbacks para contar a história de sua vida. Apresentar a história da sua personagem. Não é um método ruim, não ficou enjoativo de se ver, pelo menos Lilith nesse aspecto não ficou em branco. Apesar de ter faltado alguns elementos chaves de um personagem original, pela falta de biografia de um, e isso abrange um todo, no requisito história, passado, e os que se envolveram na vida dela, o narrador não esqueceu-se de apresentar algumas passagens importantes da vida da personagem, no entanto, devo frisar que o enredo principal, aquele que se destaca a luta parece que ficou de lado. O elemento chave, o mais importante que você tinha para se destacar na luta, você deixou de lado, retornando ele apenas nos momentos finais do embate, que poderia ter sido muito bem, uma bela premissa de enredo junto ao seu adversário, mas você acabou se  focando no romantismo que não teve lugar no embate, nem um momento para se desenvolver, perdendo espaço, ficando desfalcado e mal trabalhado, o que faz com que seus flashbacks tenha mais valia do que toda uma história do momento, já que ela não é recíproca e nem o momento oportuno ao “novelismo”. O pouco que você fez do “Hoje” da personagem, parecia ser muito mais instigante a leitura e enredo.



Os rounds dessa luta, foi o que mais chamaram a atenção em tudo. Quando lutamos, sempre esperamos testemunhar uma trocação empolgante, independente dela ser surreal ou não, no intendo da luta, é sempre aqui nesses tópicos, onde vemos os jogadores esbanjar em muito a sua criatividade, em todas as lutas é realmente esperado uma ação e um retorno, e é nesse retorno que geralmente a gente trabalha a análise de rounds. É encima do avanço do round 1 e na defesa emprega no Round 2, no inicio antes do contra-ataque ou o início de um ataque depois de um recebimento que nós costumamos analisar todo o esquema de uma luta, mas aqui nessa luta, não temos isso.


A todo tempo, o único jogador que realmente decidiu se prestar a jogar realmente, pareceu que foi o Player 1, que resolver demonstrar sua personagem em um campo de batalha, e mesmo que tenha atravessados linhas que não suas para narrar, ainda assim, carregou a luta nas costas, pois seu adversário me parece que, ou decidiu levar suas narrativas todas em conta como palavras certeiras, ou esqueceu de reagir por si só.


Fica difícil acreditar que a personagem Skyamiko sendo um demônio, que pelo que me é recordado existe há tanto tempo, se não me engano, no mesmo tempo que esta existência terrestre, não tenha carregado uma vivência em sua vida tão longa, seja no inferno ou na terra, que não pudesse ter sido usada em luta.  Em uma arena de luta não trazemos só o conhecimento marcial para o campo de batalha, existem vários exemplos de que uma experiência de um dia a dia pode ser aplicada, e isso seria muito melhor do que simplesmente receber pancadas.


Mas como manda o figurino, vamos por partes.


Player 1. Você usa bem a sua narrativa para descrever os golpes do seu personagem. Eu gosto, é de mais gosto meu acompanhar diretamente a leitura de golpes descritivos do que ver imagens deles ou até mesmo gifs misturadas aos textos, o que pode causar muitas vezes uma confusão extra para quem lê do lado de fora, já que podem acabar não encontrando toda essa descrição na ilustração o que causa o famoso bug do “eu juro que não enxerguei nada disso aqui”. Como um lutador você é ótimo, cada Round seu demonstra que você Player, é um dos casos que me atrevo a pensar que deva ter uma paixão pelo seu jogo ou pela sua personagem, pois cada denominação de sua ação, demonstra que você se deu o trabalho e foi ao fundo não só resgatar nomes, mas compreender como são feitos e as consequências de cada um deles. Isso é ótimo, na verdade é excelente.


Entretanto. Apesar de você apresentar uma certa maestria no jogo, você também fez umas proezas que contradizem o seu “naipe” elogiado anteriormente.


Eu sei que é irritante, eu sei que é muito incomodo que as pessoas invertam, que elas não acabem prestando atenção nas coisas que nós fazemos, no entanto, temos que ter certa noção de como fazer certos apontamentos em nossas textualizações, mesmo que eles sejam sutis, não intencionais (acreditando que seja isso), tornando-se acabamentos que podem soar invasivos por serem coisas que não cabem de certa forma a você por fazê-lo por um simples motivo: uma vez lida não dá em absolutamente nada. Leia-o mais de uma vez, e terá um único caminho apontado. Certas pessoas podem fazer vista grossa a isso, mas outras, por exemplo, como eu agora, neste momento lhe dizendo isso, podem resolver levar isso a outros patamares por ver essa ação repetidamente.


Por que não interessa muito para quem está analisando se você está apenas visando deixar sua narrativa mais completa, no final só tem dois resultados, e dependendo da interpretação de cada um, você pode se dar muito mal por isso.


Apesar de você sempre manter a coerência e o tempo de seus ataques e as defesas, principalmente deixar bem evidente dos motivos de por que certas coisas não dão certo do seu char não conseguir empregar uma defesa muito bem elaborada em detrimento de “x” e “y”, no entanto, devemos sempre ter uma escolha melhor de palavras quando vamos fazer uma movimentação do nosso personagem. Não importa o quanto de estima você tenha por ele, o quanto preze pela sua personagem, não existe golpe, ataque, ações de um repertório que pode ser extenso, que devam ser descritos como difíceis, impossíveis, ou improváveis de serem repelidos, independente das circunstâncias a qual você esteja lutando. Isso vale para a sua luta ou qualquer outra que venha a ter futuramente. Você não sabe de toda a capacidade do seu oponente, não tem como nem prever um repertório de contra-ataque, nem fazer uma simples linha de raciocínio de possibilidades da capacidade do Player do outro lado.


Não importa a gama de conhecimento que você tenha, os inúmeros e incontáveis textos que nós lemos para tornar determinado personagem rico, as coisas não vão ser “cruas e limpas” por que nós queremos, ou acreditamos que seja e vamos datar assim para ser, isso não existe, não em um jogo assim. Mas o motivo principal para chamar atenção nisso aqui, é uma observação muito importante, você não sabe se a pessoa que está lendo do outro lado é influenciável. Deveria levar isto em consideração visando este duelo que teve.


E por último, a coisa mais abrangente e que realmente é importante ter dentro dos seus rounds uma parada brusca, e urgente. Perca a mania de correção de ações de outrem dentro de seu round. Às vezes é necessária uma retomada para dar uma continuada nas suas próprias ações? Sim, é sim, mas limite-se muito nela, principalmente em deixar evidente a incoerência e a falta de tempo aplicada de seu oponente. Isso são coisas que acabam ficando muito evidente na nossa leitura, na verdade, na leitura de qualquer um, não tem como deixar de não ver, uma vez que é postado, mas acabam defasando o seu texto (experiência própria), e te tornam um intruso e apontador desnecessário.


Fora isso eu não fiz muita questão em detrimento de vinda e ida da trocação, pois como eu havia dito, suas jogadas foram ótimas, a sua análise de round não há o que falar, são mais questões narrativas dentro dos seus rounds, que eu achei que eu deveria te mostrar e que devem ser de mais valia futuramente.  Se eu procurasse algo para dizer de suas ações dentro do requisito embate, eu estaria inventando história.


Player 2.  Sua narrativa para uma luta não é de toda ruim. Sua forma de investir, não chega a deixar a tanto desejar, no entanto elas passam em determinados momentos a serem sim um tanto cruas, chegam em determinados rounds a exigir um pouco mais de atenção, seja esse ligamento a sua lista de movimento, ou uma atenção a mais na sua textualização durante a sua narrativa. Para falar a verdade, eu não sou muito fã de primeira pessoa, esse tipo de narrativa exige detalhes, trabalho constante com o eu do personagem e principalmente mais detalhes, o que constitui ações + o sentimentalismo presente uma vez que estamos presos a visão da personagem.


No entanto, a sua narrativo durante o embate faltou algo crucial, informações sobre a sua personagem original. Informações básicos que tornariam Lilith propensa a aguentar tanto baque até o final da luta e se manter ainda firme por ela.


Dizer que seu personagem é um demônio não é o suficiente, seu oponente dizer que você não é uma qualquer, ou tentar falar outras coisas também não é o suficiente. Nós estamos dentro do mundo fake. Existem diversos tipos de demônio. Não cabe a mim e nem a ninguém adivinhar que tipo você é, quais atributos básicos você tem e que são naturais seus e que não precisam ser tabelados ex: cicrano tem regeneração um pouco mais avançada, mas em seus prós, ele continua sentindo determinada dor, sofre um retardo disso ou aquilo. Você tem um personagem original. É sua obrigação fazer isso.


Qualquer pessoa nesse mundo, que cria o seu próprio OC, a partir do momento que o coloca encima de uma mesa, ou passa a redigir ele, sabe que no mínimo, o básico do seu personagem, mesmo dentro de uma luta, deve ser apresentado. Nenhum juiz ou leitor vai sair correndo atrás de você para perguntar nada, sabe por que? É obrigação do narrador apresentar a sua personagem, não nossa perguntar sobre como é ele.


Coloque isso sempre na sua cabeça, não existe bio sobre os nossos chars, não existe wikias sobre as nossas histórias ou universos, então a gente se toca e faz a coisa propriamente dita. Você não é obrigada a dar toda uma info, mas ao menos, o mínimo, se apresenta.


De todos os meus julgamentos, a sua análise de round foi o que me deixou a mais chocada. Eu nunca vi uma luta, onde um personagem estivesse tão propenso a receber pancadas. Em todo meu tempo em Second, o que nesse ano, fazem quatro anos, é a primeira luta, onde eu vi um Player deixar seu personagem sem ter nenhuma reação de contra-ataque em meio a um avanço de seu oponente. E você nem tentou. Essa é a pior parte. A impressão que eu tive é: você bate, eu bato e está bom, como se fosse um joguinho mesmo, mas pera lá, aqui dentro, neste jogo, é como o mundo real. Ninguém bate, cai, volta e espera a sua vez de retrucar não. Você está interpretando a personagem em tempo real, vida real, qual parte disso não ficou claro? As lutas aqui não é um árcade game. Esquece.


No entanto, além disso, entre os dois veteranos de Second, você é a que tem mais coisas a se apontar dentro de uma luta, seja numa narração durante a trocação ou no embate propriamente dito, então vamos começar.


Player 2 no seu primeiro round a sua ação descritiva para as ações em relação ao primeiro round do seu oponente não são muito bem redigidas. Se você teve uma defesa “malformada” em relação a cotovelada, e ainda tomou o soco no estômago, vulgo Shovel Hook, como ainda teve tempo de tomá-la novamente a seguir? Não me fez sentido algum. Terry tem três ações: Cotovelada, Shovel Hook e Uppercut. Eu não consegui entender claramente está ação, pois seu oponente deixou bem claro, que o Shovel Hook é “o soco de curto alcance, que está entre um gancho e um uppercut”, e não deixou escrito que era um soco de curto alcance que seria emendado com um uppercut, e depois daria outro Uppercut em seu adversário. Logo, um dano imaginário e um soco fora de ordem, não me é válido.


No seu segundo round você decidiu que iria levar todos os danos, e não são danos levianos, a quantidade de ataques empregadas, a sequência recebida, e só pelo fato de você ter se deixado toma-los, sem uma tentativa defensiva, ou uma medida de contragolpe, me fez perguntar o intuito dessa luta, pois rir, levantar-se e dizer que está rindo, seria a última coisa a se fazer, principalmente que “amenizar os impactos diretos usando os braços”, onde se tem um agarramento, e um chute aplicado na linha da cintura, se exige mais do seu retorno, por que você não foi atingida só na altura do seu rosto.


Como no round anterior, no seu terceiro você decidiu que saco de pancada deveria ser a sua função nessa luta. Lilith não demonstra um balanceamento de uma personagem que aguenta receber tanto tranco e depois tem disposição para lutar. Ela se demonstra ser desregulada. Em um momento ela tenta o seu melhor para se defender e falha durante as defesas, recebendo os danos dos maridos, se machucando durante elas, ficando cansada e machucada, mas na hora de lutar, sua disposição não coincide muito bem com os danos levados. A somatória dos combos recebidos do segundo e este round, seriam o suficiente para não deixar que ela continuasse, e mesmo assim, há ainda a falta de apresentação da personagem por parte do Player.


Essa premissa segue nos rounds a seguir, onde no início você continuar a receber danos, apresentar fadiga, mas estranhamente começa a se usar habilidades, estando CANSADA, estando exausta, não podendo se manter em pé encima de um vagão.  Pelo estado físico de LIlith, ela não deveria ter capacitação nenhuma para aplicar um Ataque Especial que exigiria uma movimentação brusca por parte da personagem como o I want it, o que quebra totalmente a coerência da sua narração, mas quem dera fosse apenas isso. Bem no final você resolveu apresentar algumas habilidades, bem justamente com a personagem defasada. Isso me fez me perguntar, se Skyamiko realmente estivesse assim tão danificada, ou uma visão não tão bem apresentada. É uma dúvida que talvez fique par outras lutas, pois mesmo dentro de uma regra como a Classic Rules, um personagem que esteja faltando estamina não vai conseguir fazer algumas proezas, ainda mais quando ele enfatiza isso em vários rounds e mais de uma vez.



É, chegamos ao fim! Finalmente, chegamos ao fim dessa jornada. Como eu disse a princípio eu fiquei pasmada, pois não é uma luta de duas pessoas novas, estamos acompanhando uma luta de dois veteranos da cidade mais porradeira que existe no fake, e, no entanto, o que teve aqui não foi uma luta. É muita bondade, qualquer um de nós dizer, que isso aqui foi uma luta. Gostem os participantes ou não, eu não definiria este suposto embate, como uma luta de verdade.


O que eu vi aqui foi um desrespeito com um jogador. Isso não me incomoda só como um juiz, mas me incomoda também como um outro Player presente. Todo mundo dá dez minutos do seu tempo todo dia para o escrever um pouquinho, seja o seu melhor possível, e NÃO É POSSÍVEL, que você não tenha a mesma disposição para tentar o mesmo, ou fazer da melhor forma que puder. Ninguém entra na luta satisfeita em ver o seu personagem dar uma surra no outro. Ninguém fica contente, em ver reações exageradas de constantes acertos, como se quisesse ouvir “PORRA EU SOU FODA!” e o outro um inútil. Você também não ganha nada apanhando, nem mostrando constantes danos, ou se alavancando com uma força do além que surgiu do nada, sem uma fundação nenhuma.


Por ser o único coerente, e acima de tudo manter-se equilibrado em todos os aspectos desde o início ao fim dessa “peleja”, eu declaro Terry Bogard, o vencedor dessa história.


Segue a baixo o cartão de pontos de vocês.

 



avatar
Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ
Árbitro
Árbitro

Aniversário : 30 de Julho.
Lugar de Origem : Akeshiva. Outro Universo.
Mensagens : 26
Data de inscrição : 29/11/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf vs Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 3 Anterior  1, 2, 3  Seguinte

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum