2nd South
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EnDiamond VS Thε Mαdnεss Ω Λlιсє

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EnDiamond VS Thε Mαdnεss Ω Λlιсє

Mensagem  Thε Mαdnεss Ω Λlιсє em Ter Maio 22, 2018 4:00 pm



EnDiamond vs Thε Mαdnεss Ω Λlιсє


Cenário:

★ Live House "Old Line" ★

Juiz: Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ

Regra do Combate: Classic Rules, Turbo.

5 Rounds e 1 defensivo com 5 dias de prazo para postagem.

EnDiamond Keepler inicia o combate!

_________________
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Thε Mαdnεss Ω Λlιсє
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O Exilado

Mensagem  【D.K】 Kєєρlєя Eиdєαvσυr em Ter Maio 22, 2018 7:57 pm





PRÓLOGO




Templo das Relíquias, Naipes
794 anos atrás..
.

“Você não poderá ter filhos…”
“... Tampouco ensinar o que sabe para outrem…”
“... Será para sempre...”
“... O último Mago de Naipes.”
“... Essa é nossa sentença final!”

Foram quatro vozes, que dentro de si próprias haviam outras vozes: Crianças, mulheres, idosos, homens. Um coral, distintos juízes direcionando a sentença para o rapaz que estava ajoelhado diante das 4 Relíquias-Deuses entre o escorrer de lágrimas de seu rosto e a poça de seu próprio sangue, a qual se formava sob seus joelhos no chão. Uma aflição asfixiante em meio aos soluços e a dor emocional, tão mais brutal que os ferimentos desenhados em sua carne. Ele apenas agonizava, apenas rugia contra a injustiça que sofria.


Agora...
2º Southtown

Quanto tempo havia chegado naquele mundo? Na verdade, o termo “chegar” remete a ideia de que alguém vai à um determinado ponto por vontade própria. Não era o caso, a pergunta deve ser devidamente reformulada: A quanto tempo estava perdido ali?

Apesar de ser um acontecimento previsível, ainda era espantoso que tinha conseguido falhar em voltar para casa. Bem, vocês não sabem, então deixe-me explicar: Keepler consegue viajar de um mundo à outro. É seu passatempo, seu hobby para ocupar a sua longevidade com um conteúdo qualquer. Conhecer novas culturas, novas paisagens e novos desafios. Banal, não? Para alguém próximo de alcançar um milênio de vida, sim. É uma das maneiras de entreter sua mente. Sempre fez isso de maneira despreocupada e divertida, como se dissesse “Vou ali na esquina e volto”. Muito simples e acessível, sem maiores problemas. Acreditou tanto nisso, na impossibilidade de algo dar tão errado, que tornou-se relaxado e caíu no próprio deslize.

Vivia um relacionamento de mais de 500 anos com uma mulher, com mesma característica de longevidade, Mabelle. A dama já estava acostumada com as suas viagens, idas e vindas repentinas; entretanto, Endeavour sempre voltava, como o prometido, como o esperado. O erro? Dessa vez ele foi para um lugar onde o tempo passava diferente na terra. Isso significava que, para o mago se passavam apenas alguns meses no mundo desconhecido, para sua amada… Anos. E o pior veio na tentativa de retorno: Keepler fora atacado durante a travessia de volta para a terra por um vulto desconhecido, fazendo-o cair na Terra de novo. Seria ótimo se fosse o local onde viveu mais de meio século, mas não era o mesmo mundo, não a mesma terra… Muito possivelmente uma versão alternativa desse lugar, onde não haviam registros da mulher a qual era dona de seu  coração eterno, pelo menos não no presente. Belle estava morta, pelo menos à décadas… Impossível! Os olhos vivos  dela fitando os dele, o toque gélido de sua pele feminina, seu hálito agridoce e tão perto… A forma como o coração do rapaz se descompassava ante sua presença, como um carro a desmontar-se inteiro enquanto acelerava a todo vapor. Tudo isso não era uma fantasia da mente dele.

Por semanas entrou em um estado de incredulidade e pânico em busca de um motivo lógico que pusesse os pingos nos ‘is’. Fosse vendo vídeos na internet ou devorando livros das bibliotecas universitárias, a fonte não importava, precisava de uma revelação. E veio uma: Sua terra existia, ainda existia, apenas ele quem tinha ido para um outro lugar. Por um instante, pode suspirar aliviado e confortado, por breves segundos. Logo em seguida despertou para uma nova questão - houve apenas uma troca de problemas, o novo resumia-se a: Como retornaria para a Terra de sua esposa?

Nos últimos meses essa fora a obsessão dele: A busca para voltar ao mundo “verdadeiro”. Endeavour quase se tornou um mendigo desesperado se não fosse por Maska, sua primeira e única amiga naquele mundo, uma descendente de índios, mãe de duas crianças adoráveis, que morava em uma cabana em Sarah Forest, trabalhando como uma espécie de Guarda Florestal. Keepler tem recebido auxílio dela desde então, porém era algo temporário: Ele não pretendia morar naquele mundo.
Enquanto estudava incansavelmente uma forma de voltar para A Terra, tendo que morar num pequeno apartamento na cidade, conseguiu até um emprego passageiro no bar de um conhecido da índia para que pudesse se manter o tempo que ficasse. Todavia isso não era sinônimo de conforto, tampouco de desistência e acomodação, pelo contrário: Cada minuto passado era um novo nível de ansiedade e inquietação para ele, porque sua mente estava em outro mundo, assim como seu coração.

Seg Mar 12, 09:45  a.m
2nd Southtown

“Como deve estar o dia lá? Chuvoso ou ensolarado?..” Ele perguntava para si mesmo, olhando a paisagem, sentado numa poltrona da hamburgueria, bem ao lado da vitrine (Cenário - com cores mais escuras, bancos em cor marrom e paredes em cor de creme). As manhãs dele começavam assim, tomava café sempre no mesmo lugar, pela tarde fazia suas pesquisas e estudos até às 18h, quando começava seu expediente no bar até 04h da manhã; ele retornava para casa, dormia umas poucas horas, muito mal dormidas por sinal, e a coisa se repetia. Looping fodido e inquietante. O dia hoje? Estava ameno, sem muito sol, sem muita nuvem; e ele só conseguia reparar essas coisas quando a melancolia lhe abatia com mais força, estava visivelmente depressivo, sua expressão facial carecia de ânimo, sua pele parecia menos corada e as olheiras denunciavam seus problemas.


[Garçonete]: Aqui está, senhor! Um café bem forte e dois pães torrados com manteiga e orégano!


Endeavour apenas acenou com a cabeça em forma de agradecimento, olhando o vapor da bebida rodopiar no ar e tomar conta de suas narinas em meio a uma respiração profunda, ambas as mãos seguravam o copo de vidro com café usando a ponta dos dedos, enquanto ele bebericava de maneira quase ritualística. As íris lilases dançavam no cenário em seu entorno, procurando algo interessante o suficiente para distraí-lo. Quando o plantão de notícias urgentes tomou conta da programação da  televisão, roubando a atenção dos presentes, com imagens ao vivo de uma rua próxima dali, onde havia uma confusão tremenda nas avenidas, talvez um acidente grave.


[Repórter]: UM ACIDENTE CAÓTICO ENVOLVENDO VÁRIOS VEÍCULOS ACONTECEM EM POUCOS INSTANTES NA INTERSEÇÃO ENTRE A  5TH AVE $ 2ND ST... - Era uma voz sensasionalista e irritante, embora as cenas filmadas atrás do homem de terno e topete loiro  mostrassem um verdadeiro pandemônio.- … UMA CONFUSÃO ENTRE MOTORISTAS ESTÁ INSTIGANDO A MULTIDÃO QUE... - O Camera-Man desviou o foco para algo acontecendo ao fundo, assim com certos sons sequenciais também atrairam o repórter, que se mostrou estupefato com duas moças se degladiando no meio da rua com golpes agressivos, fazendo o agente da emissora ir a loucura - SANGUE DE CRISTO TEM PODER! MAS QUE LOUCURA ESTÁ ACONTECENDO HOJE EM 2ND SOUTHTOWN, AO VIVO DIANTE DAS NOSSAS C MERAS, CARO TELESPECTADOR! FLAGRAMOS EM PRIMEIRA LINHA NOVOS LUTADORES DE RUA EM PLENO COMBATE! IMAGENS EEEEXXXXXXCLUSIVAS! -


O engraçado era que não era um acontecimento incomum. Pelos jornais impressos e reportagens locais havia uma grande atividade  de lutas de ruas, onde muitas chegaram a ter efeitos desastrosos. Podia-se subentender que a população estava acostumada, de alguma forma, com tais eventualidades na cidade, entretanto o repórter fazia todo o possível para aumentar a tensão e a dramaticidade da coisa. Keepler já havia ignorado a existência do homem, bem mais interessado na luta, até que uma figura o fez perder a cor e arregalar os olhos. Ficou paralisado, seu mundo foi tomado por uma escuridão intensa, como se entrasse em uma sala preta onde só existia a TV com as imagens do embate e o rapaz. É aquele estado mental de choque, onde você é roubado de si próprio ao ver seu pior pesadelo ou pior medo, quando a própria alma foge do corpo por alguns segundos e volta como um tiro de canhão para dentro do corpo. Um gelo desceu da cabeça à ponta dos dedos dos pés, causando um arrepio dolorido e, subitamente, um calor volta do nada ao ponto de aquecer as orelhas. Isso se resume em pavor e pânico. O rapaz nem ouviu o estouro, tampouco sentiu o liquido quente escorrer pela mão junto com o próprio sangue: Apertou tão forte o copo de vidro, que ele trincou e se partiu dentro de sua palma esquerda, provocando alguns cortes superficiais. Nem o incômodo de ter algo quase em ponto de ebulição lambendo-lhe os machucados foi o suficiente para tirá-lo daquele estado.

Uma das lutadoras parecia ser a cópia fidedigna de uma pessoa do passado de End, apenas variando na cor dos olhos. O mago tentou ao máximo absorver todas as informações da filmagem, mesmo com um câmera man tão atrapalhado ou apenas era a maneira como elas se moviam que era assustadoramente veloz para ser acompanhada por pessoas normais, mas Keepler não era normal e poucas coisas escapavam de sua percepção.  Notava a forma como ela se movia, a “dureza” em combate, a maneira como a arma mudou na mão dela (De faca para marreta e vice-versa), o enxame de borboletas surgindo do nada; mas principalmente pelas roupas dela, as quais no mesmo instante em que ela mudou de arma, suas roupas piscara em um fenomeno de oscilação ( Royal Suit¹), antes de voltar a forma original. Essa ultima parte não deixava dúvida alguma. TUDO só fazia ele pensar em uma coisa: Ela era de Naipes.
Algo rodou no seu estômago vazio, e ele voltou a si quando notou que a reportagem fora encerrada com a intervenção dos guardas em tentar resolver o tumulto, e a mão machucada o chamou para realidade de novo. As pessoas encaravam-no com estranhamento notável, e ele apenas pediu desculpas e pediu mais um copo de café, já deixando tudo pago com um valor a mais pela bagunça acompanhado de uma gorjeta.  Comeu de maneira automática, porque seus pensamentos estavam em outro plano.


“É impossível!? Ela não pode estar viva.”
“Por que?..”
“ As Relíquias-Deuses  disseram que…”
“ O que está, de fato, acontecendo?”
“Será… Será que eu quebrei alguma regra?”
“NÃO! Eu fui privado de tudo… Segui o que foi imposto de maneira impiedosa sem questionar!”
“O que fizeram com Naipes?”
“Ela está me caçando?”
“Ou eu tenho que caçá-la?”
“Ela é uma ponta solta que não deveria existir?”
“Ou sou eu a ponta solta?”


Seg Mar 16, 19:43  a.m
Live House “Old Line”

Só podia chamar tudo aquilo de um pesadelo. Seu foco fora tirado de sua busca para voltar para casa pela investigação sobre o paradeiro da desconhecida, o que lhe tomou os últimos 4 dias. Pediu ajuda à Maska, ela tinha alguns amigos na polícia, talvez algum deles soubesse quem trabalhou naquele dia na rua onde houve a luta; ele próprio chegou a frequentar as redondezas de onde teve a pauladaria, afim de achar qualquer coisa, mínima que fosse, sobre a garota.

Dessa vez, andava em passos apressados e olhos inquietos procurando-a pela noite  barulhenta. Se havia uma coisa que os Diamond tinham era uma determinação imbatível, ele reviraria a cidade de cabeça para baixo, se necessário, para encontrá-la.

Sua roupa (IMG) era confortável o suficiente e até certo ponto discreta, os cabelos castanhos estavam bagunçados pelo seu descuido e agitação, não era nenhum viciado em drogas, mas seu comportamento indicava evidente necessidade. Necessidade de achar a pessoa que parecia existir sob uma perspectiva proíbida. Ele não estava no seu ponto mais racional e tranquilo, o que normalmente ele tentaria resolver em diálogo estava sendo dominado pelas larvas carniceiras de seu passado, limitando seu ponto de vista à apenas uma questão: ”Não deveria haver outra pessoa de Naipes com poderes circulando por aí. Esse é meu fardo, minha sina. Mas se existe outra pessoa de lá… Qual a importância dos meus sacrifícios? Eu… Eu preciso tirar a prova.”

Se encontrou com ela no estacionamento do clube noturno, não fora algo planejado, tampouco previsto. O mesmo choque do dia na cafeteria o abateu, as certezas pareciam cruelmente mais firmes, ao ponto dele hesitar e dar um passo para trás incrédulo com tamanha similaridade com aquela pessoa específica. “Ela e minha… M… Elas são tão iguais! Não pode ser!” . Seu lado mais fragilizado tomou conta da expressão por segundos, não havia como não se emocionar. Até que retomasse a postura, como se água se derramasse sobre uma tela fresca, fazendo o rosto dele tomar um semblant sério e compenetrado gradativamente. O pior era a questão que viria a seguir: Testá-la. Palavras podem ser facilmente distorcidas, e apenas em situações extremas é que os verdadeiros sentimentos são colocados para fora. Se ela era quem ele pensava, tinha que pressioná-la a mostrar a verdade sem enrolação.

Desde que a garota e Endeavour ficaram frente à frente, o mesmo se interpôs no caminho dela sem falar uma palavra, não a deixaria passar. Enquanto encarava as íris de esmeralda da jovem, o mesmo tirava do bolso suas cartas mágicas, embaralhando-as lentamente, fazendo faíscas azuis saírem do atrito delas (visto que elas são feitas com um metal especial)

[Keepler]: Há muito o que preciso conversar com você, mas não tenho tempo para isso… Sua expressão sobre o que verá a seguir me servirá de resposta, garota.  Apenas certifique-se de estar pronta se for o que eu espero…

Apesar da tensão visível, a voz dele ao mesmo tempo que era séria possuía uma eloquência serena, talvez gélida, um tom controlado e harmonioso. Logo após sua fala, ele manteve todo o seu foco no rosto da morena, enquanto as cartas começaram a escapar de seus dedos e flutuar, cada uma delas mostrando seus números e seus símbolos para ela, formando uma espécie de mural de exposição, como se perguntasse: Você nos conhece?



OBS¹: Eu tomei a liberdade de inspiração usar como base para o prólogo a luta de Katarina & Alice para dar uma ideia de continuação ou sequência histórica. O único fato que acrescentei à cena foi a presença do repórter. Além disso, uma alteração que fiz, que muito provavelmente é irrelevante para o cenário passado, mas que é extremamente importante para o enredo que eu trago é sobre as Roupas de Alice "mudarem" durante milésimos de segundos no embate, quando ela substituiu a faca pela marreta. Isto porque ele fará papel significativo para um Link entre o Background do meu char com o momento atual e a história da Alice. Caso haja problema nessa questão, considerar apenas os outros pontos (características físicas e forma de lutar) que ele reparou.
OBS²: Eu baseei o horário da luta das meninas pela data e hora que o prólogo da Katarina foi postado. Já o meu prólogo, eu tentei ser fidedigno à imagem/gif do cenário escolhido para a luta.







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Re: EnDiamond VS Thε Mαdnεss Ω Λlιсє

Mensagem  Thε Mαdnεss Ω Λlιсє em Qua Maio 23, 2018 4:53 pm



ㅤㅤ── Humph... não estou interessada!

ㅤㅤMeu dia começou como outro qualquer. Estou terminando de me arrumar quando uma miniatura de um coelho branco apareceu na cômoda do quarto.

ㅤㅤ── Mas você precisa ir! É o desaniversário da Rainha Vermelha!

ㅤㅤAh... A rainha vermelha. A governante do reino de cartas do meu País das Maravilhas. Aquela quem começou um reinado sombrio e aterrorizante no meu país, começando por ela toda a distorção do meu mundo que antes foi um lugar lindo, feliz e cheio de criaturas fofas e peculiares. As coisas como são hoje é tudo por culpa dela. A transformação horrenda que ocorrera no Chapeleiro, na Duquesa, no Carpinteiro... O trem sombrio, as ruínas mortais e o Doll Maker. Tudo começou por causa dela... A mulher que destruiu a minha mente e quase me destruiu em duas dimensões, ou devo dizer, nos dois lados da mesma moeda?

ㅤㅤ── Não sou bem-vinda nas terras da Rainha. Você sabe disso!

ㅤㅤTento esquivar minha atenção para outros afazeres de menor importância. Mas a pequena criaturinha não ia embora por nada. Ele continuou e continuou insistindo, empurrando a mesma desculpa de que eu devo ir no desaniversário da Rainha. Mas o que é o desaniversário? Ah, é uma coisa que os seres daquele mundo inventaram. O dia depois do aniversário de uma pessoa tem uma importância muito grande, senão, ainda maior que a data do aniversário em si. Quem inventou isso foi o próprio chapeleiro louco, que ao meu ponto de vista, foi uma forma simples e boba de querer fazer mais e mais festas do chá abaixo dos jardins de rosas.

ㅤㅤEsse costume besta acabou pegando no reino da rainha quando seu rei tentou amenizar o comportamento agressivo de sua esposa com uma festa de desaniversário. Mas quem disse que isso não acabou terminando comigo pintando as rosas de ‘vermelho’?

ㅤㅤ── Você precisa....

ㅤㅤ── EU NÃO QUERO! ── Golpeei a mesa com toda força, quase esmagando o coelho de cartola e relógio de bolso numa das mãos.

ㅤㅤSomos inimigas. Não nos damos bem. Qual o sentido de ir numa festa de uma pessoa que não gosta de você? Na realidade... bem... acho que existe um motivo ainda maior do que isso. A rainha é tão parecida com uma garota... uma garota do meu passado.


Hospital Psiquiátrico Ruthledge


ㅤㅤAlguns anos atrás, depois que enfrentei meu irmão Setsuna nos campanários do orfanato de Philantrophy Belfry, eu tive um surto que acabou me internando em um hospital psiquiátrico de Ruthledge, em Londres. Eu estava com meu pai em viagem nesse dia e acabei tendo um surto de raiva incontrolável. Eu precisei ser contida à força e quem foi capaz de fazer isso foi meu pai. Nunca pensei que eu fosse dar tanto trabalho para ele como dei naquele tempo. Eu me senti tão mal que fiquei em estado de choque e paralisei por vários dias. Eu fiquei em um estado quase morto mas vivo. Eu fiquei em transe, falando coisas desconexas com a realidade, fazendo desenhos incompreensíveis para os adultos, fiquei sob observação, tomando medicamentos controlados... Eles pensavam que eu estava recebendo um tratamento que me faria sentir bem, um que me curaria dessa tal de esquizofrenia catatônica. Bem... Aos meus olhos... eu estava sendo torturada!

ㅤㅤEra como se eu estivesse presa dentro de uma grande prisão. O pai ficou comigo esse tempo todo... mas quando ele saia para tratar de seus negócios ele me deixava na companhia de Amy ou Becca. Mas nem sempre elas podiam ficar comigo. Sozinha as coisas funcionavam de outro jeito aqui dentro. Era como se fossemos divididas em classes dependendo do quão normal nós erámos consideradas aos olhos desses ‘humanos’.

ㅤㅤOs bons meninos e meninas recebiam melhor tratamento deles, recompensados com palavras gentis e falsos elogios, algumas vezes recebendo até um afago em seus cabelos. Os meninos e meninas más eram sempre punidos, tratados como cães de rua. Eu era uma delas... Mas eles não eram loucos de encostaram uma mão em mim por causa do meu pai. Não sei se devo considerar isso como sorte ou coisa parecida... mas me doía muito ficar vendo os outros sendo injustiçados por não serem aceitos como eles são.

ㅤㅤAqui nós somos os loucos, assassinos e alucinados e consequentemente nós somos tratados igual os monstros que eles nos faziam acreditarmos sermos.

ㅤㅤMas eu simpatizei com uma pessoa naquele lugar... Reddy Vogue. Ela se tornou minha colega de quarto naquele ano. Ela tinha 14 anos e era uma órfã de pai e mãe. Rumores diziam que após a morte da mãe, o pai dela a maltratava e a espancava, culpando-a pela grande perda que tiveram. Depois de tantos abusos, a garota tomou a atitude de matar seu pai com uma tesoura. Eu, pessoalmente, não gosto de rumores e para ser honesta, eu não me importei se eram ou não verdadeiros. Eles nos botaram no mesmo quarto, acho que queriam nos fazer conversar. Talvez pensassem que esse tipo de terapia nos fariam bem.

O mais irônico é que não trocamos uma palavra sequer...

ㅤㅤNós comíamos juntas e sentadas na minha cama. Nós desenhamos bastante, mas sem dizer uma palavra uma a outra. Apenas umas trocas de olhares era o bastante para nós. Mas um dia... eu voltei do banheiro e a peguei chorando na cama. Ela sempre me pareceu uma menina muito forte para os traumas que vivenciou. Essa foi a primeira vez que a vi naquele estado... com seus olhos fundos de tanto chorar, o rosto todo corado, seus cabelos desgreanhados... O que será que eles fizeram com ela? O quanto ela estava sofrendo? O quão doloroso estava esse sofrimento na vida dela? O que eu poderia fazer para ajudá-la?

ㅤㅤ── O... o que? ── Eu fui surpreendida com um abraço dela.

ㅤㅤ── Alice... waah ── E ela se pôs a chorar.

ㅤㅤEu a abracei o mais forte que podia. Eu queria que ela se sentisse protegida pelos meus braços, por mais finos que eles pudessem ser. Tentei o melhor que eu pude para reconfortar ela... também sei o quão doloroso é ser solitária. Principalmente quando tratada como uma estranha, uma doente. Nos comunicamos pela primeira vez... e só então eu pude perceber uma coisa que me assustou bastante... ela era... a personificação real da Rainha de Copas!

ㅤㅤO mesmo olhar. A mesma fisionomia de rosto. As mãos geladas. Os cabelos curtinhos, os olhos pequenos e enegrecidos por olheiras profundas. Essa menina atormentada é a menina que se tornou a rainha do meu País, foi ela quem construiu aquele reino vermelho e repleto de soldados cartas.

ㅤㅤFiquei sem entender o que estava acontecendo. Na minha cabeça, nada daquilo fazia sentido. Comecei a pensar que estava vendo uma ilusão na minha frente. Que essa garota era apenas uma peça sendo pregada pela minha crise, pelos meus surtos. Mas ela era tão real quanto as criaturas que aparecem para conversar comigo... as criaturas que só eu consigo ver, tocar, falar e entender.

ㅤㅤEstar diante Reddy acabou fazendo que minha mente entrasse de uma vez por todas em colapso. Eu desmaiei, aos braços dela. A última coisa que eu me lembro de ter visto foi a expressão de medo dela ao me balançar e gritar pelo meu nome. Depois... eu não sei o que aconteceu.

ㅤㅤFui recobrar minha consciência dias depois, com o papai e a Becca ao meu lado. Eles disseram que eu fiquei apagada e em observação por quase a semana inteira.

ㅤㅤ── Papai... ── Eu olhei para o redor do quarto. Eu não via mais a Reddy.

ㅤㅤ── Onde está a menina que dormia na cama ao lado? ── Eu apontei para a cama em questão. Ela estava vazia e arrumada.

ㅤㅤMinha irmã mais velha fez uma expressão triste. Meu pai manteve-se neutro com a pergunta.

ㅤㅤ── Ela morreu tem alguns dias. ── Papai sempre foi um homem muito direto com as suas palavras. Sei que é o jeito dele, que ele não curtia muita enrolação. Mas saber de notícias ruins assim... sem nenhum preparo emocional... doeu.

ㅤㅤ── Ela foi encontrada caída por cima de você, Alice. ── Minha irmã Rebecca, mais conhecida pelo nome de Candy Cane, contou tudo o que aconteceu com ela.

ㅤㅤAo que parece, Reddy Vogue entrou em estado de choque quando eu travei nos braços dela. O choque que eu tive ao perceber que ela era a personificação da rainha me fez travar e desmaiar. Ela tentou de tudo quanto é jeito me reanimar. Seu estado de depressão estava tão avançado que ela pensou ter me perdido para sempre por um momento e isso foi o bastante para ela atentar contra sua própria vida. Ela morreu por cima de mim, me abraçando, me cobrindo com o sangue dela. Aquilo mexeu comigo...

ㅤㅤ
2ND South Town
Atualmente


ㅤㅤ── A rainha se parece muito com alguém que eu perdi, algum tempo atrás...

ㅤㅤVoltei para a realidade.

ㅤㅤEu contei ao coelho branco o motivo de não querer ir. Além da inimizade que existe entre nós duas, não quero olhar para o rosto dela e me lembrar da Reddy chorando e me abraçando. Seria uma tortura para mim vê-la naquela figura cruel e mesquinha que era a rainha de Copas!

ㅤㅤEu terminei de me arrumar e peguei minha câmera fotográfica. Eu havia vindo com o papai para Second South Town para bater umas fotografias de Barbaroi Falls, Philantrophy Belfry e dos animais de Sarah Forest. Ele perguntou se queria minha companhia nesse dia, mas eu preferi dar uma volta sozinha pela cidade. Eu garanti a ele que se desse algum problema, eu ligaria para ele ir ao meu encontro o mais rápido possível. Eu estava bem naquele dia. Há algumas semanas que não surto e estou bem de saúde. Não tenho treinado adequadamente nos últimos tempos para poder me recuperar melhor dos últimos acontecimentos que me envolvi na cidade.

ㅤㅤEu estava passando pela 5ª avenida com a 2ª rua quando me deparei com um acidente de carro... eu não esperava que naquele momento eu fosse ter que enfrentar alguém que nunca conheci em vida...


Pós Luta contra Katarina
Sarah Forest.


ㅤㅤMeu rosto dói. Estou com dores de cabeça. Me sentei abaixo de uma árvore com uma bola de ferro gigantesca amarrada em um dos galhos. Olhei para os céus e só vejo feixes da luz do sol passando por entre as inúmeras folhas das tantas arvores que compunham toda aquela região florestal. Eu perdi todo o ânimo para a fotografia. Fiquei quietinha e apenas observando os animais brincando uns com os outros naquela calmaria toda. Os destroços de vários troncos de árvores e alguns equipamentos de treinamento abandonados indicavam que o local que escolhi para repousar foi usado como um playground de treinamento por algum lutador muito habilidoso. Havia até mesmo uma cabana de madeira abanada ao tempo ali.

ㅤㅤFiquei presa aos meus pensamentos... a luta que acabei de ter me deixou pensativa sobre minhas condições. Sobre o meu passado. Sobre o que sou. Minha oponente conseguiu evitar boa parte de minhas técnicas e ainda me causou muito dano. Não consigo aceitar isso. Como ela pode ter previsto minhas habilidades com tanta naturalidade? Como ela pode ter escapado de minhas técnicas, até então, um segredo para maioria dos meus inimigos deste mundo e com tanta facilidade? Era a inexperiência?

ㅤㅤPor mais que eu tentasse esquivar dessas perguntas, elas sempre encontraram uma maneira de se enfurnarem na minha cabecinha e me torturar com uma busca incessante por respostas. Esses últimos anos, essa doença, a Reddy, o Suna, Mamãe... por tempo demais eu deixei que meus medos, minha tristeza, meus demônios se apossassem de mim que, quando mais precisei dos meus 100% em combate... eu quase tombei para uma desconhecida!

ㅤㅤQue ódio! Estou enfurecida com isso! Muito triste por não ter ensinado de fato uma boa lição para aquela mal educada! Mas... em partes, ela tinha razão. Eu não sou habilidosa o bastante para lutar contra oponentes que figuraram por anos e anos em ringues clandestinos. Mas isso não quer dizer que eu não posso ser perigosa e implacável para eles também. Eu me levantei. Pelo horário, já deveria ter almoçado e voltado para o apartamento onde o papai estava me esperando. Eu peguei meu telefone e deixei uma mensagem para ele.

ㅤㅤ── “Eu vou explorar mais um pouco. Chego antes do anoitecer.” ── Enviei.

ㅤㅤOlhei para o gramado em meus pés. Sorri.

ㅤㅤ── Eu estou indo, País das Maravilhas... eu estou indo... ── E magicamente... o chão começou a se rachar, formando um imenso buraco aos meus pés. Eu caí em uma imensidão aterrorizante.

ㅤㅤEu rodopiei e girei. Passei por vários móveis aleatórios, engrenagens de relógios, brinquedos, fotografias, quadros, eu vi tantas coisas passando por mim, cabeças de bonecas, lápis de cores, dados, criaturas sombrias, rostos desfigurados.... até finalmente atravessar o véu que separa o meu plano da minha realidade.

ㅤㅤEu entrei no País das Maravilhas! Eu me transformei na Alice do País das Maravilhas!


O País das Maravilhas
As Terras da Rainha


ㅤㅤFoi como uma explosão de luzes! O País das Maravilhas decidiu o que eu vou vestir para a festa de Desaniversário da Rainha Vermelha! Quando corri pelos castelos sendo perseguidas pelos soldados-cartas e pelo carrasco e sua gigantesca foice, eu usei um conjunto em vermelho do meu vestido original, com destaques para as cores brancas, pretas e douradas, com os símbolos de Copas e Ouros das cartas de baralho. Ele também escolheu as armas que eu vou usar em caso de um confronto repentino: Hobby Horse, Vorpal Cleaver, OctoGrinder e Playing Cards.

ㅤㅤEu nunca chego no reino da Rainha de uma forma normal. É sempre caindo dos céus, recebida por um escorregador em formato de cartas de baralho vermelhas.

ㅤㅤ── Isso precisa mudaaaaaaaaaarrrr

ㅤㅤEu quase que escorreguei para fora do escorregador. Eu assumi uma velocidade muito rápida naqueles escorregadores de cartas, colidindo a mim mesma contra vários casulos de lesmas coloridas que haviam pelo caminho, quebrando-as e revelando dentes para todos os lados. Sim... Dos cascos saíram dentes e as lesmas viraram borboletas. A paisagem era linda e uma pena não ter minha câmera fotográfica em mãos também. Era um vasto céu azul, limpo, sem nuvens, com um sol brilhante ao fundo e um campo verdejante que parecia cobrir toda uma imensidão. Eu passava por várias estruturas feitas de cartas de baralhos e que voavam pelos céus como fortalezas intocáveis pelo tempo e nem mesmo pelas leis da física! Castelos de cartas, pirâmides de cartas, até mesmo soldados e montarias feitas de cartas de baralho caminhando por um piso invisível que somente meu Shrink Sense poderia ver. Eu fui descendo em um loop que parecia eterno, o corredor dava voltas e mais voltas, se separava em duas vias que davam para o mesmo destino. Eu tive que controlar minhas escorregadas, indo para a direita e outra hora para a esquerda, conduzindo o meu corpo para que não escapasse entre esses abismos aleatórios...

ㅤㅤAté que eu cheguei numa rampa e rampei. Já ramparam em um escorregador? Isso não acontece na vida de todo mundo, mas eu fiz... e rodei como um boneco daqueles de posto de gasolina, arremessada pelos ares e com meu vestido esvoançando para todos os lados...

ㅤㅤ── Maldição!

ㅤㅤEu estava para cair quando um tubo de vapor formou-se abaixo de mim em alguns metros e emitiu uma onda de ar quente tão poderosa que me empurrou para o alto e assim me mantive, flutuando por causa do meu vestido mágico.

ㅤㅤ── Bem... Isso ajuda!

ㅤㅤEu estava muito alto ainda.

ㅤㅤEu só precisava alcançar uma plataforma flutuante, pisar em um cogumelo vermelho que ele me catapultaria para o outro quadrante do reina da Rainha... E foi o que eu fiz... Com meus pulos mágicos no ar, com minhas borboletas me ajudando, eu planei até essa plataforma e fui lançada mais alto ainda... Então... eu cheguei aonde o sol não toca no reino da rainha...

ㅤㅤ── Isso não tem cara de ser uma festa. É uma armadilha!

ㅤㅤEu pousei na entrada do castelo. Várias crateras e abismos. Não havia ninguém por perto. Só cadáveres. Alguns ambulantes e outros jogados no chão, apodrecidos. Seus cheiros me incomodavam. Eu passava longe deles.

ㅤㅤ── Coelho! Cadê você? ── Eu procurei pelo meu amiguinho que vivia sempre atrasado para a hora do chá. Eu andei por um lado e para o outro até que ouvi uma risada sarcástica vinda do alto de uma coluna de pedra destruída pelo tempo.

ㅤㅤ── Heh Heh Heh. Veio festejar com a rainha, Alice? ── A primeira coisa que apareceu foi o seu sorriso repleto de dentes pontudos e afiados. Dentes amarelados e com um pouco de sangue. Depois foram seus olhões dourados e brilhantes. E como um camaleão saindo de sua camuflagem, a figura de um felino gigante e esquelético se formou à minha frente.

ㅤㅤ── Cheshire! Você também veio!

ㅤㅤ── Você não deveria dar ouvidos ao coelho. ── Alertou-me.

ㅤㅤ── E não dei. Na realidade eu vim por outros motivos. ── Era ruim ter que ficar com a cabeça erguida. Mas o gato não ia descer dali facilmente.

ㅤㅤ── A Rainha não comemora mais essas besteiras. Ela se isolou desde o seu último encontro com ela. Parece que você veio a evitando e isso de alguma forma acabou fazendo-a deixar de comandar este reino com sua lei severa. ── O gato continuava sorrindo. O seu tom de voz era sempre calmo e com um extremo ar de arrogância, as vezes puxando o r quando tentava falar, parecendo estar ronronando.

ㅤㅤ── Se o coelho veio até a mim, foi porque a Rainha o mandou, certo? Então ela quer me ver e deve ter pedido para ele usar essa desculpa!

ㅤㅤ── Acha que ela é confiável?

ㅤㅤ── Não. Nenhum pouco, E me estranha mais ainda ver que ela não preparou nenhuma recepção.

ㅤㅤNão havia nada do que era o reino dela antes. Não havia mais os labirintos de rosas vermelhas e brancas. Não haviam mais os súditos, nem os soldados cartas... bom, eles ainda existiam, mas seus rostos que eram compostos por faces humanas agora são... apenas crânios sem vidas que rosnam e tentam comer a carne dos outros... eles viraram zumbis por alguma razão desconhecida.

ㅤㅤO rei não estava mais vivo. Eu lembro de ter destruído ele quando ele se tornou uma peça de tabuleiro de xadrez e infelizmente ele bloqueava o meu caminho. Ele dizia entender meus motivos e não ficaria no meu caminho. Era uma pena para esse reino um homem bondoso como ele ter de morrer para abrir caminho para mim parar a mulher dele. A mulher dele que tinha o rosto dela... O rosto de Reddy.

ㅤㅤCaminhei e saltei por algumas das crateras. O gato me acompanhou mudando de um plano para o outro, sempre com suas enigmáticas frases. Eu nunca confiei nesse gato, por mais que ele fosse o único ser deste reino que me acompanha e conversa comigo. Quando estou aqui, eu sinto que ele é algo próximo de um álter ego meu, dando voz às dúvidas e medos que eu sou incapaz de expressar. Eu sei que gatos não são conhecidos pelo seu altruísmo, mas esse aqui é uma exceção à regra.

ㅤㅤ── A escadaria abaixo levará até ela. ── Nós paramos em uma entrada subterrânea.

ㅤㅤ── Eu me lembro. ── Já atravessei essas paredes e muros da rainha vez passada, depois de comer o bolo “Eat Me” e ficar gigante.

ㅤㅤOlhei para o gato uma última vez.

ㅤㅤ── Não vem comigo?

ㅤㅤ── Não! ── Ele fez uma expressão receosa. ── Na vez passada, minha visita custou a minha cabeça.

ㅤㅤ── É... eu me lembro. Pensei que tinha perdido até você... ── Nosso primeiro encontro. Quando estávamos perto de chegar no trono da rainha e ela usou seus tentáculos para decapitar o Cheshire.

ㅤㅤEu me lembro de todos que morreram naquela vez. O Griffo não merecia um destino tão cruel como aquele.

ㅤㅤ── Você sabe o que te aguarda lá embaixo. Lembre-se... Ela é a face do mal em um coração de trevas.


ㅤㅤ── Espere por mim, fora dos muros. A coisa pode ficar feia.

ㅤㅤEu desci as escadas. O gato ficou me olhando até que eu desaparecesse. Sei que ele fez o mesmo.

ㅤㅤEra escuro. O piso era pegajoso. Nojento. Mas era o caminho que levava até ela. Eu posso ver e ouvir os movimentos dos tentáculos dela. Posso ver os corações em azul brilhando nas paredes que parecem feitas de carne humana. Vou o mais fundo que posso dentro daquela masmorra até que finalmente encontro-a sentada em seu trono, com a coroa em sua cabeça e um cetro dourado em sua mão esquerda.

ㅤㅤ── Você! ── A voz dela ecoou em um timbre assustador.

ㅤㅤ── Eu vim. ── E ironicamente me posei para ela, em uma reverência. ── Feliz ‘desaniversário’, rainha!

ㅤㅤEla não disse nada.

ㅤㅤTivemos uma breve troca de olhares. Ainda não acredito que é ela.

ㅤㅤ── Por anos eu pensei que você usasse o meu rosto quando criança... ── Eu me aproximei em passos apressados, mas evitei chegar muito perto.

ㅤㅤ── Por quê? Por que usa o rosto de Reddy? Eu estava destinada a conhece-la naquele hospital?

ㅤㅤA rainha arqueou uma de suas sobrancelhas.

ㅤㅤ── Não cabe a mim responder suas dúvidas, garota. Mas não posso negar o quão interessante foi este inesperado reencontro.

ㅤㅤNão gosto de ouvir ela falando desse jeito tão detestável. Posso sentir que estou ficando com raiva, raiva de estar diante uma pessoa que sofreu tanto sendo a personificação de todo o mal que existe no meu reino.

ㅤㅤ── Rainha maldita! Já não bastava as incontáveis mortes que você causou naquele tempo? Eu agradeço o suporte que me deu contra o Doll Maker, mas... você não mudou nada! Antes o seu reino era belo e deslumbrante... Te anima essa imensidão de morte e devastação?

ㅤㅤ── Alice, Alice... os anos passam mas você não cresce, não é mesmo? Este reino está arruinado. Assim como todo o país das maravilhas. Enquanto você continuar uma vida cheia de problemas, nada aqui irá mudar. Talvez... o dano seja permanente e você não tenha aceitado ainda.

ㅤㅤ── Não! Eu não aceito que o meu mundo, o mundo que sempre escolhi vir quando quis fugir dos meus problemas e da minha realidade... esteja tão pior quanto o mundo qual pertenço.

ㅤㅤ── Talvez essa seja o problema... Você foge dos seus medos, dos seus erros, dos problemas... que de alguma forma, tudo isso que você tenta evitar acabou passando para o lado de cá. Por fora você pode aparentar uma menina forte que luta contra uma doença terrível... mas por dentro, você está tão apavorada quanto uma garotinha de cinco anos com medo de minotauros em Oxford.

ㅤㅤ── CALADA! ── Eu bati o pé no chão com força. E fechei os punhos com muita força.

ㅤㅤ── Não sou a culpada pela destruição do reino de copas. Sim, eu possuo uma parcela de culpa por boa parte de minha tirania... mas você também não ajudou quando precisou. Mas não é este o motivo que pedi para que viesse. Na próxima escolherei um mensageiro que seja mais convincente...

ㅤㅤEla finalmente revelou os seus motivos. Mas continuou sendo a mesma criatura perversa. Posso sentir um perigo iminente. Olho por cima dos ombros e vejo vários dos tentáculos dela se aproximando de mim. Ela estava tentando me despistar com a sua conversa. Tentaria ela me dar o troco por tudo que lhe causei, de uma forma tão covarde assim?

ㅤㅤ── Existe um homem no mundo daqueles que você vive. Um homem que sabe demais sobre você e sobre o nosso universo.

ㅤㅤA fala dela tirou minha atenção do perigo atrás de mim.

ㅤㅤ── O que você disse? Um homem?

ㅤㅤ── Nesta mesma cidade que você visita... reside um sujeito com poderes que vão além da compreensão... um poder que se assemelha aos meus e aos seus, de certa forma. Ele usa o poder que existe por trás das cartas. Suponho que ele tenha sido o último sobrevivente de um grupo de magos do passado que foram extintos por alguma razão misteriosa. Um homem que sabe quem sou e que sabe o que é esse reino...

ㅤㅤNão entendo nada do que ela está falando.

ㅤㅤ── Quem é esse homem? Como ele sabe do País das Maravilhas? Não deveria este ser um mundo só meu?

ㅤㅤEla fez um sinal de negação com sua mão gigante e esquelética.


ㅤㅤ── Todas são as Alices de suas próprias histórias... até o dia de sua morte! ── Ela abriu um sorriso assustadoramente grande, mostrando toda a sua arcada dentária pontudas e afiadas.

ㅤㅤ── Isso não faz sentido...

ㅤㅤOs tentáculos da rainha me cercam pelas costas e envolvem todo o meu corpo. Eu tento me soltar deles, mas é inútil. Ela começa a me apertar como se quisesse quebrar todos os meus ossos e só então, ela para e me aproxima ainda mais de seu trono.

ㅤㅤFico frente a frente com o rosto dela... Eu não consigo mais olhar para a rainha sem pensar na garota que eu conheci. Eu não posso acreditar qu essa criatura, essa coisa maligna se tornou a minha amiga na outra realidade. EU não posso acreditar que ela se matou por pensar que eu tinha morrido... ela me marcou com o seu sangue... ela... se tornou uma parte importante de mim e do meu reino agora.

ㅤㅤ── Eu quero que você MATE essa homem!

ㅤㅤ── Eu não trabalho para você, rainha! E eu não voltei aqui procurando por uma luta!

ㅤㅤ── É melhor rever teus conceitos, garota. Você pode escolher deixar este mundo no segredo ou permitir que outros invadam e tomem este reino para eles mesmos.

ㅤㅤEu não sei do que ela estava falando. Quem viria? Quem sabia do País das Maravilhas? Por mais que eu fizesse essas perguntas, ela se recusava a me dar todos os detalhes.

ㅤㅤ── Volte para o mundo que pertence... Vá naquele lugar onde vocês festejaram da última vez... Ele estará lá, te esperando. Você saberá quem é e ele também saberá quem você é. Mate-o! Arranque sua CABEÇA e traga-a para MIM!

ㅤㅤ── Eu não vou matar ninguém sob suas ordens! Eu sou orgulhosa demais para trabalhar para tipos como você!

ㅤㅤEu cuspi na cara dela. Não foi uma boa ação, acredito. A rainha respirou fundo. Eu posso ver uma veia saltada em sua testa.

ㅤㅤ── VERME! ── Ela moveu o tentáculo e me bateu contra as paredes do seu salão. ── NUNCA MAIS REPITA ISSO, FEDELHA! NUNCA MAIS!

ㅤㅤEla me lançou de um lado e para o outro, me esmurrando nas paredes como se eu fosse um brinquedo e só então, me soltando no chão. Eu não consegui processar direito as dores que sentia. Custou para que eu me levantasse, cuspi sangue no chão. Estou tonta. Ela ainda estava forte... talvez mais forte do que foi nas duas últimas vezes. Mas não tinha como... ela não era mais a força dominante que existe aqui... como poderia estar tão forte assim? Se ela quisesse, ela poderia ter botado um fim em mim mesmo ali e tomado controle de tudo... mas ela me poupou, o que me deu motivos suficientes para acreditar que ela estava mesmo preocupada com esse tal homem que dizia me conhecer e saber dos meus poderes.

ㅤㅤ── Old Line, Alice. Daqui alguns dias.

ㅤㅤ── Espero que você esteja certa sobre isso...

ㅤㅤ── Ah, eu estou. Se as coisas complicarem para você... Você terá a minha benção para usar a Rage Box.

ㅤㅤ── Eu prefiro morrer do que ceder o meu corpo ao seu poder vil e obscuro!

ㅤㅤ── Você uma vez rejeitou minhas tentativas de controlar nossas vidas, com força! E depois permitiu que outros tivessem sucesso no meu papel! OU aceita a minha ajuda nesta empreitada ou eu mesma farei que sucumba na sua própria histeria! ── Ela deu risada. ── Agora suma da minha frente! Você já empesteou todo o meu trono com esse seu odor de humana imunda! DESAPAREÇA!

ㅤㅤE com a força de mil tufões, ela me lançou para fora do castelo como se eu não fosse nada. E da mesma forma que eu atravessei as paredes das masmorras da rainha, eu também fui atirada para fora do País das Maravilhas e voltei ao mundo real como se tomasse um murro na face.

ㅤㅤEu abri os olhos e me encontro ainda em Sarah Forest. Os animaiszinhos dali me rodeavam como se eu fosse a branca de neve adormecida após ter comido a maçã da bruxa. Eu cocei meus olhos e bocejei. Então, quando estive prestes a ir embora, ouço o chamado do gato sorridente pela última vez.

ㅤㅤ── São poucos os que encontram o caminho e a maioria deles não reconhecem quando o fazem. ── Eu parei e olhei para o topo de uma das árvores. Ali ele estava. ── É duro, mas os delírios também podem morrer. Apenas os selvagens consideram a resistência da dor como uma medida de valor. Esquecer a dor é conveniente, lembrar-se dela é agonizante. Mas recuperar a verdade vale o sofrimento. E o nosso País das Maravilhas, embora danificado, está seguro em sua memória... ── Ele desapareceu, mas não antes de concluir sua sentença. ── ... por enquanto.

ㅤㅤ── Daqui a alguns dias, no Old Line... alguém vai aparecer para me testar... eu não posso fracassar. Eu vou vencê-lo e descobrir a verdade por trás disso tudo!

ㅤㅤPor hora eu estarei agindo de acordo com a Rainha de Copas. Se realmente este misterioso ser for alguém perigoso para o meu País, eu vou destruí-lo sem hesitar.

ㅤㅤQuando o dia chegou, eu disse ao meu pai que daria uma volta a noite. Ele não fez muitas perguntas. Eu prometi que voltaria antes das 22 horas. Certifiquei de que não fosse seguida e rumei para a casa de shows da cidade. Quando pisei no estacionamento do Old Line, minhas roupas mudaram novamente para o visual de realeza. Olhei para minhas mãos cobertas por luvas que simulavam as torres de um tabuleiro de xadrez. Minhas roupas mudaram também para aquele vermelho de antes, com os naipes de Ouros e Copas enfeitando o vestido. Eu arrumei o meu colar de Omega no pescoço. Dei alguns passos a mais e fui parada por um homem que colocou-se no meu caminho, não me deixando passar.

ㅤㅤEle não disse uma palavra sequer, apenas me olhava com espanto como se tentasse acreditar no que estava vendo. Eu não tive a mesma reação que a dele. Para mim ele era um cara qualquer que estava se metendo com quem ele não tinha ideia do que era capaz de fazer. Com um olhar de desprezo e de poucos amigos, eu empunhei a minha Vorpal Blade para ele e os desenhos de rosas e espinhos talhados na lâmina começavam a brilhar em um misto de cores azuis claras com vermelho sangue.

ㅤㅤEle finalmente falou comigo, depois de tirar um deck de cartas de baralhos e todas elas começarem a flutuar sobre ele, como se quisessem me dize alguma coisa.

ㅤㅤ── Ouros, Valetes, Espadas, Copas, Paus, Às, Reis e Damas. Já entendi que você é de Naipes.


ㅤㅤEmpunhei a faca, assumindo minha postura de combate.

ㅤㅤ── O que você está esperando? Deixe-me ver sua verdadeira essência!


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Round I - Mov. I

Mensagem  【D.K】 Kєєρlєя Eиdєαvσυr em Qui Maio 24, 2018 9:06 pm




Keep Your Eyes Open!




As roupas dela estavam idênticas ao que tinha visto de relance na filmagem na TV, era pior ainda vê-la tão de perto e, de certa forma. Sua magreza era desconcertante, de maneira exótica, assim como os redondos e vivos olhos verdes possuídos por uma expressão agressiva… Ou psicótica? Ela tinha quase a estatura dele, deveria ficar com o rosto pouco acima da altura do peitoral, ou queixo, do homem. Alice e aquela pessoa pareciam até gêmeas. O coração dele doía, sendo esmagado por lembranças cruéis, assim como o espírito dele gritava em silêncio dentro de si. Nunca imaginara reviver tal sensação, tal agonia, e o pior era saber do que viria a seguir, ferir a imagem da mulher que idolatrava, feri-la novamente, de algum jeito. A garota empunhou uma lâmina interessante, e sua maneira de olhá-lo era a pior possível, até que disse - Ouros, Valetes, Espadas, Copas, Paus, Às, Reis e Damas. Já entendi que você é de Naipes! - Seu receio se concretizou, e não restava mais dúvidas. A expressão de surpresa mal durou segundos. O corpo dele relaxou, em uma respiração claramente controlada, estava excluindo os pensamentos secundários para focar em um único ato, o qual deveria executar com maestria impecável: Lutar.

A jovem proferiu - O que você está esperando? Deixe-me ver sua verdadeira essência!- E ele voltou totalmente para a realidade. Tinha visto o suficiente para dar início à uma investida ao estilo Diamond. Já havia um tempo desde que entrara em um embate sério contra alguém, talvez estivesse um pouco enferrujado; suas aventuras vez ou outra lhe proporcionavam desafios difíceis o suficiente para fazerem ele partir para uma luta. Contudo, dessa vez, não havia uma regra ou uma restrição moral para ele sobre como lutar, o exilado simplesmente faria as coisas do jeito mais perigoso que era capaz.

Os olhos de Keepler se mantinham em um tom azul fluorescente quando as cartas formaram como um mural para garota, assim que viu a reação dela, o rapaz não precisou fazer nenhum gesto mirabolante ou qualquer coisa similar, as cartas se aproximaram dele novamente (todas as 52), com movimentos graciosos e lentos, parecendo uma cena cinematográfica porque voavam de maneira similar a de um passarinho leal ao seu dono, cada uma fazendo um movimento bem particular até que se reorganizaram novamente (Telecinese - T.B) se dividindo em dois montes de 26 cartas, cada um flutuando em lados opostos rente a cintura do Mago, acompanhando os movimentos dele com perfeita sintonia. O que parecia? Que ele tinha dois revólveres, um em cada coldre das pernas. Esse posicionamento das cartas era apenas para que ficassem ao alcance fácil dos dedos.

A tensão atual era semelhante a de um duelo de "saque-rápido", estilo Far West. Quem sacasse primeiro teria uma boa chance contra o outro. Endeavour estava a pelo menos 5 metros de distância de Alice, as íris azuladas em um brilho intenso direcionadas a garota, completamente vidrado nas feições e gestos dela, tentando ler seu corpo da melhor maneira.

“Tem que me testar garoto, como vai lutar com algo que não conhece? Ou melhor… Como se luta sem se conhecer?” - Havia uma lembrança curiosa, essa voz estava distante, pelo tempo e pelo espaço; Assim como as imagens do passado pareciam uma névoa bem translucida e colorida, com formas mal definidas e sugestivas.





Séculos atrás,
Numa clareira qualquer, à noite.

Algo como um saco de osso rolou na terra com cascalho em um arrastar forçado. Uma nuvem de poeira cobriu parcialmente uma parte do espaço. Uma tosse fraca e seca, alguns passos esmigalhavam as pedrinhas o chão.

[????]: Você vai fazer as mesmas coisas e esse será sempre o mesmo resultado! Daqui a pouco não terá ossos nem pra ficar de pé, é melhor pensar rápido.

A voz feminina era precedida por uma presença encapuzada, com uma vestimenta militar (IMG - Ao invés de tons vermelhos, tons em Indigo, sem a espada). O rosto dela não dava para ser visto pela sombra do capuz, mas seus cabelos negros de mechas azuis ainda podiam ser vistos escapando pelas bordas e caindo sobre parte do busto. Deveria ter 1,89m, era alta demais e sem excessos em seu corpo, mas havia uma rigidez em seu caminhar, parecia tão bruta quanto um ogro. Enquanto uma mão estava na cintura, a outra abria e fechava um pouco, após aparentemente ter socado algo e ter sangue escorrendo entre os dedos, líquido que não pertencia a ela.

A poeira baixou e alguém se levantou com debilidade, devia ser um garoto, pelo menos 13 anos, cabelos curtos e desgrenhados, a pele não dava para saber bem a tonalidade por estar suja de terra e com raladuras em muitas partes, visivelmente fatigado, a criança apenas tremia ao passo que lutava contra o próprio corpo para ficar de pé, encarando a mulher à sua frente

[Criança]: E-Eu já fiz de tudo… É impossível te acertar.

[????]: Claro que é, você insiste em repetir a mesma coisa toda hora, ou quando muda é algo tão infantil que consigo ler em seus olhos e em seu corpo o que vai fazer…

O menino pareceu assustado mesmo com o que ela dizia, podia tal coisa ser real? Ser “lido”? Pensava em algo para falar, enquanto a boca se mantinha aberta esperando a frase ser formulada quando o vulto da mulher que estava a alguns metros dele se moveu tão rápido que apareceu novamente na frente do garoto em segundos, desferindo uma joelhada na barriga dele com a perna esquerda, fazendo um som oco ecoar pela clareira, enquanto a mão direita o segurava pelo cabelo, jogando-o para trás e fazendo o mesmo bater de costas numa árvore e ficar recostado nela.

[????]: Você sempre vem pela direita ou por baixo quando está em boa forma, o seu primeiro passo sempre se inicia com uma propulsão da perna esquerda e passadas longas. Apesar de ser bom com ambas as mãos, a sua mão esquerda é a mais forte. Gosta de atacar nos flancos, nunca de frente diretamente. - Ela se afastou lentamente, cuspindo no chão e indo para perto da fogueira que tinham feito para acampar e assar a janta, pegando um pernil, de mãos nuas, e mordendo um pedaço suculento sem modos. - Depois que lhe atingi na costela, você tem evitado de tudo deixar esse lado exposto, logo, falhando em proteger outras partes. Propositalmente, eu fodi seu joelho também, assim você não pode usar de sua velocidade, que é seu ponto forte. Entende, Keepler? A meses você é um livro aberto para mim, um péssimo livro… Está demorando muito para perceber as nuanças de um combate. Não é apenas atacar, machucar e vencer. É uma atividade mais complexa e, diante sua falta de perspicácia, que eu como sua inimiga nesse contexto de agora, vou matar você, porque é tolo! -

Tempestas não era uma mestra maternal, pelo contrário, ela até se divertia em massacrar o moleque daquela forma, entretanto nem mesmo isso significava que ela fazia tudo por fazer: Até um espirro dela tinha um motivo. A mulher comia e ria com escárnio, até que End, em meio a uma mescla de rancor e frustração, passou os olhos no lugar onde estavam e, por coincidência ou um pico de concentração com adrenalina, percebeu algo numa árvore atrás da mestra. Não esperou mais um segundo e chutou uma pedrinha em direção ao rosto dela, mas a amazona desviou daquela investida ínfima.

[Tempestas]: : É isso que tem de inovador? Patéti...

Algo caíu no chão, mais pesado que a pedrinha, como se uma caixa de madeira tivesse despencado e virado pedaços. Todavia, qual árvore dá caixa como fruto? Nenhuma. Apenas um zumbido agressivo começou a se tornar mais e mais audível e Tempestas estreitou os olhos para o menino, virando a cabeça para trás lentamente, para ver o enxame de vespas vindo como uma nuvem de fúria em direção à ela. Keep havia lido ela, pela primeira vez: Sabia que a mestra não ia parar a pedra, por que? Estava comendo. Então só evitaria o “ataque “medíocre” dele, esse que ia lhe custar caro, provavelmente.
(...)



Agora, contra Alice…

Momento I: Ação 1 & 2

Como um pistoleiro ágil, a mão esquerda dele pegou duas cartas no montante ao lado (Trevor Nº 2, Queen of Spades), e lançou contra a sua oponente como se fossem adagas em sequência, dois movimentos, com um gesto da direita para esquerda, a mão saindo de perto da orelha e se projetando para frente do corpo lançando a Queen of Spades , depois erguendo a mão até o alto e voltando em um movimento rápido para baixo lançando a Trevor Nº, fazendo ambas as cartas seguirem em linha reta em direção ao tórax da garota. Apesar do formato, eram capazes de causar cortes e até transpassar um corpo. Havia uma questão além: Seu movimento era previsível e também pouco criativo, ainda que a velocidade das cartas fosse bem atípica, tinham trajetória passível de ser antecipada, e parecia insuficiente para surpreendê-la, ou ser algo incapaz de ser evitado. Qual motivo? Porque era exatamente isso que ele queria mostrar. O objetivo de lançar aquelas cartas não era ferir ou acertar Alice (Seria um lucro se conseguisse tal façanha), a ideia era que elas fossem facilmente deflagradas ou evitadas para que ficassem em uma posição estratégica, fosse em algum ponto nos flancos da oponente ou atrás dela.¹
Logo que as cartas escaparam dos dedos dele, o mago deu um salto para trás, a fim de aumentar a distância entre eles de 5 metros para 10 metros.

Momento II: Ação 3 & 4

Enquanto fazia o movimento de recuo para aumentar a distância entre os dois, mais precisamente no meio do trajeto, lançou outra carta (Spades Nº2) com a mão direita, em um simples movimento de baixo para cima, na diagonal, fazendo o objeto  girar rapidamente no sentido horário e seguir um trajeto direcionado ao chão, à 2 metros de distância de Alice, num ângulo de aproximadamente 45° do lado direito dela. A carta bateu no chão fazendo sair faíscas azuis e ecoar um som metálico, ao mesmo tempo, Endeavour estalou os dedos da mão propositalmente², enquanto a carta, em um piscar de olhos (literalmente), se tornou dois bastões de madeira de 1 m de comprimento [Spades - Cartas Numerais (T.E): Invocação Armas Brancas] um indo em direção ao rosto e o outro rumo a parte de trás costelas de Alice. As armas giravam como duas hélices de um helicóptero, certamente com uma força ameaçadora. Esse golpe foi calculado e elaborado, como uma jogada de bilhar:Para atingir uma bola específica, você precisa acertar ângulos e posições para obter um resultado certeiro, pura física. Aguardou até a carta chegar próximo do alvo para só então ativar a invocação dela para virar uma arma branca, escolheu um momento crítico pelo seguinte: Keepler aprendeu que quando algo vem em sua direção, você analisa o tamanho, formato e velocidade de aproximação e planeja um movimento de contra-medida, agora… Se faltando pouco para você efetuar sua manobra defensiva ou evasiva, esse projétil ou corpo mudasse de forma? Tempestas queria criatividade por parte dele, ele aprendeu.
Para acertar o angulo mn que a carta ricocheteou, Keep usou a influência da (Telecinese - T.B) para dar aquela “segurança” de que tudo iria seguir conforme seu plano. Esse sim foi um ataque com o intuito de, não só machucá-la, como também testar seu comportamento em batalha, ler a sua adversária. Tinha aprendido a fazer isso, com muito custo.

Poucos sabiam, mas ele era o Knave (Valete) dos Diamond. Um posto equivalente a de um General militar. Apesar de sua aparência simples, a mente Endeavour era a de um cavaleiro destemido e persistente; somando isso como sua experiência, o mago só o tornava ainda mais imprevisível. Um homem com quase um milênio de vida que passeava pelos mundos, vagando e enfrentando certas situações até inimagináveis para humanos comuns e, o pior: Ainda estava vivo e “em perfeito estado”. Supor que ele é um tipo de “lenda” chega a não soar estranho.

Assim ,ficou parado ainda de frente para a morena, com um instinto de predador ligado, o qual não perdia nenhum lance de sua presa. Pernas levemente flexionadas, preparadas para movimentos repentinos e  bruscos, com a mão direita quase coçando o deck do mesmo lado, e a mão canhota (que estava enfaixada e com algumas nódoas de sangue na palma),  ficava a frente do peito, punho aberto e cotovelo apontado para baixo, braço também levemente flexionado em uma postura defensiva. Hora de saber o que a “fantasma” tinha a oferecer à ele.





CONSIDERAÇÕES

1- Foram executados 1 ataque efetivo e 2 simulações de ataque : O lançamento das cartas Queen of Spades & Trevor Nº uma após a outra (2 Simulação de Ataque) - Como Ataques Básicos; Lançamento da carta Spades Nº 2, que se tornou 2 bastões, (1 Ataque Efetivo) - Como Técnica Especial.

OBS¹: Nesse round, as cartas Queen of Spades & Trevor Nº2 foram utilizadas para simular um Ataque Básico, como foi dito no turno. O objetivo de lançá-las é para deixá-las próximas do alvo de maneira “discreta”, se deflagradas ou evitadas. Como elas foram tocadas diretamente por Keepler, estão ativas, ou seja aptas a executarem suas Técnicas Especiais ou Super Técnicas a qualquer momento dentro dos próximos 3 rounds. E como descrito na extensão, elas podem ser ativadas na hora do toque ou a qualquer momento após o toque, segundo a vontade de Endeavour.

2 - O estalar de dedos também foi para fingir que a carta (Spades Nº 2) ou qualquer outra carta precisaria de algum gesto visível para mudar de forma, enquanto que na verdade elas só precisam ser diretamente tocadas pelo rapaz pelo menos uma vez. Isso também está na extensão. Sendo um ato pensado pelo char.

3 - O encadeamento lógico de jogar as primeiras cartas (Queen of Spades & Trevor Nº2) foi com a intenção de parecer que elas eram apenas armas de arremesso, para que na terceira carta lançada (Spades Nº 2) fosse mais imprevisível. Isso foi feito intencionalmente por Keepler, um movimento articulado, como descrito no turno.

4 - Momento I = Ação 1 (Jogar primeira carta), Ação 2 (Jogar a segunda); Momento II - Ação 3 (Jogar a terceira carta durante o salto) e ação 4 (Usar a T.E da terceira carta em direção à Alice).

5 - A sequência das ações não durou mais de 4s.


RESUMO

Endeavour lançou duas cartas Queen of Spades & Trevor Nº2, simulando um ataque contra Alice para que elas pudessem ser posicionadas estrategicamente no cenário, e em seguida fez um movimento de recuo, saltando para trás para aumentar a distância entre eles e, no meio desse movimento, lançou uma terceira carta, Spades Nº 2. Dessa vez era um ataque de verdade, visando acertá-la com os bastões que surgiriam após utilizar a Técnica Especial - Invocação de Armas brancas. Aproveitando do tamanho da arma e do curta distância em pouco espaço de tempo para tentar atingir o rosto e a região posterior da costela dela.



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Re: EnDiamond VS Thε Mαdnεss Ω Λlιсє

Mensagem  Thε Mαdnεss Ω Λlιсє em Seg Maio 28, 2018 7:08 pm




ㅤㅤReddy Vogue, melhor dizendo, a Rainha Vermelha me disse que esse homem era um dos possíveis únicos sobreviventes de um grupo de magos que foram extintos por uma misteriosa razão e que usava os poderes por detrás das cartas. Quando ele me mostrou aquele mural de baralhos, pude perceber que ele era um dos grupos de Naipes. E pela reação dele diante minha resposta, tudo indica que acabei acertando em cheio... embora eu ainda não faça ideia do que ele deseja comigo, muito menos quem ele é.

ㅤㅤSinceramente, eu não me interesso em saber sobre esse cara. Se ele fosse um perigo para o meu País das Maravilhas, eu precisava garantir de que ele não ousasse mais ficar no meu caminho. Não estou interessada em matar ninguém, mas se for necessário, minha faca fará todo o trabalho sem hesitar.

ㅤㅤDessa vez eu não pretendo deixar que meus inimigos tenham vantagens sobre mim. Desconhecidos principalmente. Eu pretendo acabar com esse achismo idiota de que alguns tem das minhas habilidades, mostrando o quão devastadoras elas podem ser. Sei que nessas lutas de rua, pessoas costumam ser curiosas o bastante para se reunirem em locais de confronto e torcerem para quem estivesse dentro da trocação. Mas dessa vez, eu garantirei que todos tenham medo o suficiente para deixarem o local as pressas, mas não agora.

ㅤㅤSe meu oponente é um mago e usa cartas de baralho, logo eu presumo que ele será bem estratégico em cada um dos seus movimentos. Meu pai enfrentou um mago uma vez, chamado Jace Beleren e ele disse que este homem, um andarilho entre os planos, costumava utilizar certas artimanhas que favorecerem o posicionamento dele pela arena e que ele era péssimo no combate mano a mano. Contudo, como sou uma lutadora que faz porte do uso de armas e essa cidade é cheia dos medrosos com medo de terem seus rostinhos lindos arruinados, eu preciso ser bem desgraçada durante os meus movimentos. Tenho que deixar fluir o sangue maldito dos Yagami, aquele que aumenta a nossa adrenalina no combate e nos faz mover e atacar sem pensar no bem estar dos nossos adversários! Sendo assim... Que comece a LOUCURA de Alice!

ㅤㅤO homem começou lançando duas cartas na minha direção. Eu não sei o que elas são e nem o que são capazes de fazer, porém, não tenho nenhum interesse de descobrir também. Estou adepta a combater fogo com fogo. Independente do que as cartas dele podem fazer, eu vou usar as minhas cartas contra as deles também! Playing Cards, o baralho mágico da rainha de copas, todas as cartas de naipes vermelhas possuíam uma propriedade interessante. Eram projéteis que interceptavam o alvo. Elas eram guiadas até meu oponente e causavam cortes profundos, em alguns casos, podendo até mesmo causar mutilações. Nesse deck de cartas eu possuo 52 baralhos que podem serem utilizados de várias maneiras. Uma delas seria arremessando carta por carta com rapidez na direção do oponente. Outra era jogar dez cartas, cinco de cada mão para cima do meu oponente. E o que eu vou fazer é exatamente isso, mas ao invés de dez, serão apenas cinco. Duas serão para colidir e destruir (se possível) as duas cartas que esse sujeito atirou na minha direção e as outras três serão guiadas magicamente até o meu inimigo, que nesse momento estava executando o seu recuo para trás. Sim. Se ele se mover, as cartas irão atrás dele também. São mágicas e muito úteis, embora seu dano não seja grande coisa. Como dizia o Gato Sorridente: “As 52 cartas juntas tem um humor juvenil. Mas quando o baralho, rasga e corta, não há mais risos!

ㅤㅤ── Eu também sei jogar cartas! Hihi!

ㅤㅤNão querendo esperar pelo sucesso do meu contra-ataque, a faca na minha mão some como um passe de magica e um cajado de madeira com uma estranha pedra azulada na sua ponta surge, esse é o Ice Wand, trazendo consigo um brilho azul intenso e uma mudança climática insana. Com os poderes que me foram confiados, eu utilizo deste cajado para criar de início uma poderosa barreira de gelo à minha frente. Este Super Move (sim, assustados em verem um super move logo no round 1? Bite me!), Ice Wall (Nível 1) me protegeria de qualquer outro ataque lançado a distância. (estou levando em consideração que Alice não tenha visto o momento II dele.) Essa barreira de gelo tem a mesma finalidade do meu Guarda-Chuva mágico, mas sem a finalidade de repelir ataques e com menor duração. Mas qual o propósito disso? Não só impedir que outros ataques chegassem na minha posição como também ocultasse a minha posição diante os olhos do meu inimigo. Cheshire uma vez disse: “Um frio seco incapacita um inimigo mais do que feridas profundas, mas o inverno não dura para sempre”.

ㅤㅤE claro, há um terceiro motivo para essa investida: A minha arma mais poderosa, o Hobby Horse!


ㅤㅤO cavalinho de pau de brinquedo que serve como uma poderosa marreta capaz de derrubar paredes e abrir buracos no chão. Da mesma forma que a faca desapareceu, o cajado de gelo Ice Wand deu lugar para minha marreta de cavalinho, onde fiz questão de carregar um golpe com força e atingir uma potente porrada contra essa parede de gelo, destruindo-a e ao mesmo tempo fazer que vários estilhaços de pedras de gelo fossem arremessadas na direção do meu adversário, para todos os lados, atingindo os carros que estivessem no caminho e qualquer outra coisa ou pessoa também. Hallow uma vez disse que “Essa é uma arma que pode repelir e derrubar até o mais pesado dos inimigos!

ㅤㅤ── Será que você dá conta de todos os meus brinquedos, senhor?

ㅤㅤExiste uma razão para tudo isso. Como sou capaz de fazer essas coisas que outros chegaram a chamar de “efeitos especiais”? Enquanto alguns vermes diziam que e eu era uma drogada ou uma retardada mental, existe uma coisa que mentes inferiores e perdidas no tempo em um mundo de condenados jamais conseguiriam compreender. Se a Rainha estava certa sobre meu oponente conhecer o País das Maravilhas, a origem dos meus poderes e dos poderes dela, logo, ele entenderá que eu domino o tanto o mundo material quanto o psicológico. O que me dá a capacidade de tornar real aquilo que os outros não podem crer, que me permite mover livremente entre os dois reinos, do ilusório e fictício para o real e distorcido. Posso manipular estes mundos conforme a minha vontade, posso adentrar mentes das pessoas e desvendar seus mistérios, seus medos e traumas.  E é com base nisso que eu venho usar novamente a minha técnica de Dash/Teleporte: Butterfly Teleport.

ㅤㅤ── Riddle me this: Meu corpo existe, mas não existe. E não existe, no entanto existe. Será que você será capaz de me encontrar sem saber por onde meu corpo andar?

ㅤㅤA ideia é executar isso imediatamente após quebrar as paredes de gelo. Meu corpo deixará de existir e se transformará em um punhado de borboletas azuis e esse punhado se dividirá entre os dois lados do estacionamento. No lado onde estão o os carros, esse punhado de borboletas ‘quicará’ em cima dos capôs dos carros e ativará o sistema de alarme da maioria deles, causando uma verdadeira poluição sonora que visa ocultar meus sons enquanto estou invisível naquele momento. Enquanto o outro punhado de borboletas voarão como um enxame de abelhas, de forma sincronizada e em espiral e as duas partes, quando atravessarem todo o campo e se localizarem na posição onde estaria meu adversário (independente do que ele fizer para evitar minhas investidas anteriores) as borboletas se unirão para formar um redemoinho delas em volta dele, dificultando a visão dele.

ㅤㅤ── Onde será que eu estou? Na sua frente? Atrás? Em cima ou embaixo? Hihihi...

ㅤㅤSerá que minha voz estava ecoando na mente dele? Ou ela estava sendo escutada por todos os lados, como se eu fosse uma legião de Alices? Na realidade, eu estava manipulando o ambiente ao meu favor. E enquanto ele procura pela verdadeira Alice nesse enxame de borboletas, que rodam em volta dele em forma de um redemoinho, eu estou logo acima dele, no ar, carregando minha metralhadora personalizada para devasta-lo numa sequencia de projéteis de fogo.

ㅤㅤO Pepper Grinder, que tecnicamente é um moedor de pimenta personalizado com uma manivela em sua parte traseira e com um design de um porco demoníaco, serve para disparar rajadas de bolas de fogo continuas enquanto eu rodar o mecanismo de disparo dela pela manivela, essa só parando de atirar quando aquecer o mecanismo da arma, o que travaria a manivela automaticamente. E foi o que eu fiz. Eu metralhei ele ali de cima para finalizar a minha investida e cada um desses projéteis de fogo causaram explosões controladas na área que foram miradas e disparadas. Como diz o Hollow Yves: “Uma arma de fogo rápida capaz de infligir os espirros mais violentos!

ㅤㅤ── Isso é apenas uma pequena parcela dos meus verdadeiros poderes! Eu não pretendo me conter com você, senhor mago! É melhor começar a me levar a sério ou sofrerá as consequências!

ㅤㅤEu me mantive no ar, planando graças a habilidade do meu vestidinho mágico e com a ajuda das borboletas esverdeadas e transparentes que criavam uma espécie de espiral de vento abaixo dos meus pés, o que me permitiu essa facilidade para ataca-lo do alto com minha Pepper Grinder. Se toda minha investida der certo, eu aterrissarei alguns passos de distancia do meu inimigo. Eu não tenho medo de ficar frente a frente com ninguém, então, pra que recuar?


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ALICE MADNESS MOVELIST
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Round II - Mov. I

Mensagem  【D.K】 Kєєρlєя Eиdєαvσυr em Qua Maio 30, 2018 10:40 pm




Diamond's Payback!



Você está no ar agora… Sem chão, sorrindo talvez. A verdade é que: Está vulnerável. Excesso de confiança? Possivelmente! Tudo ocorreu como planejado… A parede e os estilhaços de gelo, o enxame de borboletas, o barulho, até mesmo atirar de cima com o Pepper Grinder. Entretanto, não foi por seu esforço que tudo foi bem executado, foi porque Keepler brincou com seu jogo, está exatamente onde ele quer que esteja quando… Quando você sucumbir. Se o ataque conseguiu surpreendê-la, provavelmente machucá-la, foi exclusivamente por subestimá-lo de alguma forma. Todo esse show feito para atacá-lo teria um custo muito alto, porque? Por não ter usado o seu melhor enquanto quando pôde.

Após emergir sutilmente detrás dos Carros 4 e 5 e fazer uma varredura rápida no local com os olhos, a atenção de Endeavouratenção foi chamada pelas luzes das explosões dos tiros de Alice contra a posição que ele estava antes. Ele a encarava, escondido como se as iris azuis dissessem “Onde está mirando, senhorita?”. Havia um julgamento cruel na expressão do mago, como se no momento da luta, o rapaz fosse capaz de chegar a certos extremos sem dificuldade alguma. Os cabelos castanhos e bagunçados como o de costume se agitavam pela força do vento contra o corpo, assim como a roupa. Saíra escondido das sombras, furtivo e sorrateiro como um crocodilo querendo enxergar fora da água, dando a impressão de que estava se “descolando” de uma poça de piche, ainda que aquilo não impedisse a movimentação do homem. Ele pegou uma carta com a mão direita para começar o estrago- Seu contra ataque.

Instantes antes
Momento 1: Ação 1 & 2

“Ela é sagaz, entretanto… Há algo instável nela…” Keepler percebeu isso quando ela combateu as cartas dele usando as dela, ainda usando um artifício de superioridade numérica, seguido de "escárnio" em palavras. Demonstração de força? Tentativa de afrontá-lo? Isso só reforçou as primeiras análises dele para montar a seguinte avaliação: A garota confiava no que fazia, a forma a qual ela empunhava a faca e, agora, como lançou as cartas, demonstrava parcialmente a experiência dela com luta, assim como os olhos dela não vacilavam e pareciam extremamente focados e determinados quanto os dele. Mas internamente? - Eu também sei jogar cartas! Hihi! - A voz dela e a forma de falar, até de rir, davam a entender além do embate físico, ela também lutava psicologicamente com o adversário, de maneira bem expressiva. O próprio Endeavour sussurrava ou provocava alguém quando lutava com um amigo ou algo assim, mas Alice não era nada disso, fosse por prazer ou intencional, não era o tipo de coisa que realmente tiraria ele do foco, pelo contrário, o pensamento dele era entrar na “brincadeira”, dançar a música dela, mas usando os próprios passos de maneira sutil. Como faria isso? Gestos e movimentos encenados¹.

[Keepler]: !!!

Expressou preocupação, fingindo é claro, algum tipo de surpresa. A carta de Queen of Spades ao ser atingida não quebrou, apenas rodopiou no ar como uma moeda e foi projetada para entre os Carros 3 e 2. Ela aguentou o impacto, assim como a carta Trevor nº 2, visto que o metal o qual as cartas são feitas é especial e não mundano, tal colisão não seria suficiente nem para arranhá-las, quanto mais destruí-las ou danificá-las com severidade. Essa segunda carta veio em direção a Keepler quando ele estendeu a mão direita, como se fosse um comando para retornar a ele. Enquanto isso, as 3 cartas restantes de Alice vieram como setas raivosas em direção à ele². Apesar das feições dele parecerem de completa surpresa, fazia parte da performance, dando a entender que não seria capaz de reagir à tempo de evadir do contra-ataque, quando na verdade tudo estava dentro dos cálculos dele.

O moreno esperou as cartas chegarem a poucos centímetros do próprio corpo para movimentar-se minimamente, em um ponto crítico: Quem visse de fora, pelas manchas de sangue na roupa e gotejar do líquido em algumas partes, poderiam entender que foram ferimentos graves provocados pelo acerto perfeito das cartas da garota, mas ele moveu os locais que seriam atingindo milésimos antes do contato (Hipercinese - T.E), para diminuir o dano. Um corte na lateral da panturrilha, outro no bíceps direito e um corte no ombro esquerdo. Keepler deslocou-se de maneira praticamente imperceptível, para não deixar suspeitas de que permitiu-se ser atingido, além do mais, imaginou que vermelho do sangue manchando as roupas, principalmente a camisa branca, poderia despertar entusiamo e animação na oponente, que pela análise dele poderia dar margem à falhas ou afobação por parte dela.

A sensação de dor era sincera e ele não fez cerimônia, fechando um dos olhos enquanto sentia os músculos reclamarem pelo incômodo dos machucados. Resmungou e simulou fraquejar quando veio a segunda investida dela. Entretanto, não estavam mais sozinhos.


Na varanda do Live House “Old Line”...

Parecia mais uma noite normal ali na casa de festas, o vai e vir de pessoas, risadas, bebidas e música em alto volume. Ao público mais exigente, ficar na varanda fumando um cigarro e receber um atendimento especial era bem melhor que enfrente a multidão da pista de dança e a sensação de ter os ouvidos estuprados por um som violento; haviam mais casais e grupos de amigos ali fora, pois quanto se está animado, a cidade não parece tão caótica e acinzentada. Um homem de terno azul escuro galanteava uma dama, segurando um copo de uísque, levando-o para perto dos lábios. Os cabelos lambidos por vaca estavam brilhosos e arrumados, denunciando a vaidade dele, o típico cara que se acha irresistível. Ele fingia ouvir a garota, estava apenas interessado nos beijos dela e em todo o corpo escondido, muito mal escondido, pelo vestido cor de vinho, quando ele percebeu a movimentação no estacionamento atrás da companheira, notando o mago e a garota iniciando o duelo.

[Homem]: OW, o que está acontecendo ali? - Exclamou, esperando ver algo mais acontecer, apenas visualizando Keepler lançar as cartas contra Alice e saltar para trás, ao passo que ela contra atacou. Isso fez o curioso levantar e se aproximar da borda da sacada para ver melhor (Embora não conseguisse acompanhar o ataque direito).

A mulher que o fazia companhia, a princípio, ficou bem chateada pelo desvio de interesse tão repentino dele, mas ela viu de relance as cartas girando no ar antes e cair, fazendo ela entender que havia algo errado e ir olhar também.

[Homem]: Pessoal! Parece que temos uma briga no estacionamento... - Algumas pessoas não ligaram, outras começaram a se aglomerar para ver, e foi exatamente segundos depois dele falar sobre a luta, que Alice ergueu uma parede de gelo “do nada”, fazendo um som de estalos secos ecoar no ar (sons quando o gelo é mexido ou algo do tipo), fazendo o pessoal se assustar e exclamar um “Oh!” quase ensaiado de espanto entre uns gritinhos e palavrões.


[Jovem]: Cacete! Tá rolando de novo aquelas lutas?

[Mulher]: Eu aposto na garota! - Não era a que acompanhava o Homem, e sim uma nova senhorita que veio do fundo fumando um cigarette com certo charme, olhando os machucados aparentes de Endeavour.

Foi assim que a plateia começou a gritar, torcer e tentar a fazer mais dinheiro sobre o embate que acontecia, juntando cada vez mais pessoas que eram instigadas por amigos, por curiosidade ou qualquer outra coisa, deixando a pista de dança vazia e a varanda cada vez mais apertada.


Quando a barreira de gelo levantou…

O surgimento da barreira impediu a segunda investida de Keepler, o que não fora um problema para ele, visto que a ideia era saber como ela se defenderia de seu ataque, por consequência os bastões foram ricocheteados para outro canto, perto do Carro 6. Contudo o repentino som de coisas se quebrando e a rajada estilhaços de gelo voando em sua direção causou um arrepio de alerta que subiu pelas costas. - Será que você dá conta de todos os meus brinquedos, senhor? - Algumas pessoas da “platéia” foram atingidas, começando uma gritaria e agitação de fuga, embora ainda houvessem teimosos e curiosos insistindo em ficar ali; carros tiveram lataria amassada  vidros trincados. A ação, para quem via de fora, durou poucos segundos. “O que aconteceu?” Perguntariam os demais. “Não vi nada!”. Keepler viu, e não só viu como reagiu em tempo hábil.


Para ele que possuía atributos acima da média (Hipercinese - T.E), era como ver um filme em câmera lenta. Foi capaz de contar os estilhaços que vinham em direção a ele, quais ofereciam risco real. Enquanto isso, instantes depois do mural ter sido quebrado, percebeu uma segunda movimentação no plano de fundo. Embora não visse mais a silhueta da oponente, haviam outras coisas por trás do gelo: Olhou para a direita com o canto dos olhos, visualizando a primeira nuvem de borboletas “quicando” sobre os carros; Outro movimento à esquerda chamou a atenção dele e o mesmo detectou o segundo grupo dos mesmos insetos se projetando em uma espiral em direção à ele. Mas onde estava Alice? Ela não estava em seu campo de visão, e o tempo estava correndo, cada fração de milésimo perdido significa ter mais urgência em reagir. Keepler fechou os olhos e os abriu logo em seguida, com uma determinação nova no olhar, havia algo por trás daquilo.


[Karsh]: O que você vê de diferente? - Disse o homem de cabelos brancos e olhos vermelhos, usando o manto da familia Diamond (Vermelho com um losango branco nas costas), debruçado sobre a sacada de um dos corredores do palácio, repousado sobre o muro ao lado de Keepler.

[Keepler]: Daqui? Vejo parte da cidade aqui de cima, estamos em uma localização… - começou a detalhar de maneira exaustiva cada coisa que via, com o máximo de detalhes possível: O céu, o relevo, a cidade, cores e tudo o quanto fosse possível, até que tentou descrever o que as pessoas faziam e se mostrou uma tarefa três vezes mais complicada. Parecia ter seus 20 e poucos anos, com um manto similar, cabelos curtos na altura dos ombros. Parecia que ia estourar, quando o homem interferiu, fazendo um sinal para End se calar.

[Karsh]: Acabou de pifar seu cérebro… Acha que não consigo ver isso? Qualquer um percebe pelo menos metade dos detalhes que foram ditos por ti. Não se ache por ter uma percepção aguçada, pois acabou de cometer uma falha grotesca. Eu perguntei o que vê de diferente?

Isso fez Keepler se surpreender e emburrar-se, olhando novamente para o cenário com os olhos quase fechados, demorando um pouco, enquanto o homem o olhava.

[Karsh]: Hm! Então o Grande Keepler não notou o óbvio? Hoje é uma quarta-feira, geralmente a cidade fica bem deserta, mas… Se perceber bem, existe um movimento muito atípico de carroças, mais do que de pessoas circulando. Por que? Hoje é um dia festivo para os comerciantes.. Todos nós ja vimos essa paisagem praticamente todos os dias ao passar no corredor principal, até você mesmo quando está de bobeira fica aqui, ou acha que não sei? - Disse erguendo a sobrancelha esquerda brevemente - Agora me diga, você sabe para onde cada pessoa está indo?

[Keepler]: Eu acho que… Bem, é muito complicado acompanhar cada uma. São muitas!

[Karsh]: Mas o que você pode afirmar sobre elas?

[Keepler]: Elas estão se movendo, dentro das ruas da Capital.


[Karsh]: Perfeito! Não importa para onde vão, você sabe exatamente o que elas estão fazendo, de um modo geral, e onde estão fazendo isso. É o óbvio. Contudo, na primeira pergunta que te fiz, você ficou preso ao mínimo, aos detalhes mais “desnecessários”. Isso te fez perder tempo, te fez mergulhar em uma série de análises sem volta cada vez mais profundas. Sua capacidade de detalhar é incrível, Keepler, mas como um general e lutador, você nem sempre tem o luxo de pensar ou analisar demais.

O homem deu as costas para a paisagem, caminhando em direção às portas com vitrais do corredor, repousando a mão nas costas enquanto prosseguia.

[Karsh]: Em uma luta, existem padrões, pontos fixos que sempre vão acontecer: Atacar, defender, esquivar e mais outros. Quando não puder especificar ou definir o movimento do oponente, volte para o conceito geral, ou melhor dizendo, às medidas gerais. Quando perguntei sobre o que tinha de diferente na cidade, era para instigá-lo a selecionar o que é relevante em primeiro plano e o que deve ficar em segundo plano. Cada coisa que parece estar normal, vai para segundo plano, e o que parece estranho ou anormal tem que ser considerado com mais atenção. Meu ensinamento é: Filtrar as informações que aparecem para você a depender do contexto, e haverá sempre uma hierarquia de relevância nas coisas. Se alguém vai te atacar, o que com certeza vai acontecer, execute o melhor movimento para defender tudo que for possível. Amplie sua medida protetiva para minimizar as chances de dano contra você. - Abriu a porta e chamou Keep para seguí-lo para dentro - E numa luta certamente seu corpo será o ponto final e destino do ataque. Isso é uma máxima, não é? Não importa a direção ou o conteúdo da investida, o ponto fixo é você. E para contrapor? Tudo que não for lhe ajudar naquele instante, deve ser deixado em um ponto separado, mas jamais esquecido ou ignorado, e ai você foca no essencial.

Ambos se olharam com um sorriso amistoso no rosto, o mais alto passando a mão sobre a cabeleira bagunçada do rapaz, enquanto caminhavam e seguiam pelo corredor, até que aquela memória se tornou poeira ao vento.




O abrir de olhos de Endeavour vinham com uma certeza do que fazer. Onde estava Alice? Ela não estava no mesmo lugar de antes, esse era o ponto diferente da coisa toda. O óbvio! Ao invés de prender-se ao somente ao fato de que ela não estava mais ali, preferiu pensar que ela estava em todo lugar possível, assim pôde criar uma medida para se defender dos estilhaços de gelo e das borboletas que vinham a seguir, e de alguma forma tentar se proteger de algum ataque de direção desconhecida. Era a melhor medida geral que podia executar. Já dava para sentir a rajada gélida tocando o corpo, visto que o deslocar do ar fora mais rápido que os pedaços de gelo. O dedo da mão esquerda se mexeu, e duas cartas do deck ao lado da perna se sobressaíram. Os esquifes de água fundida iam perfurá-lo inteiro logo. "Mais rápido, Keepler!" Teria pensado demais? a ponta dos dedos se uniram e pegaram a Diamond nº 3 & King of Trevor ativando automaticamente ambas cartas ao contato³. Assim, cruzou os braços afrente do corpo, encenenando um gesto desesperado para se defender, uma ação simulada para os olhos de Alice, onde quer que ela estivesse, ja que havia um artifício mais seguro ativo para proteger-se.

Momento 2: Ação 3, 4 & 5

Assim que tocada, a carta de Diamond nº 3 invocou uma pirâmide triangular translúcida no entorno de Keepler instantaneamente, fechando uma proteção que barrou por muito pouco as pedras de gelo que se esmigalharam, formando uma névoa branca e gélida a qual envolveu a estrutura, livrando-o ileso dessa investida. Isso em poucos instantes antes aos das borboletas começarem a circular o rapaz, separados por poucos centímetros pela película mágica criada pela carta dos Diamond. Ele conseguiu se proteger de ambas artimanhas da morena, mas ainda não sabia onde Alice estava, tampouco iria perder tempo em uma busca desesperada sobre seu paradeiro.

“Eu não sei onde ela está, mas ela pode me ver. Vamos igualar as coisas”. Os olhos do mago não perderam tempo procurando o que não queria ser achado. O Trevor Nº2 (T.E - Armadilha) tinha voltado para a mão direita dele quando ele solicitou, e a carta se transformou em duas bombas de fumaça negra bem densa, que se espalharam por dentro do prisma o qual ele estava confinado tão rápido quanto jogar um litro de água de uma só vez num copo de 100ml, impossibilitando de se ver o que acontecia ali dentro daquele espaço.

Os alarmes? A gritaria? Não eram o foco para Endeavour, estavam em segundo plano, quase que deslocadas para um ponto distante da mente dele, ainda que o tímpano ficasse fisicamente estressado. Até a voz da Alice, aparentemente em todo lugar, fora parcialmente reprimida por ele; pelo fato de que estava no ambiente e de alguma forma parecia ecoar em sua mente, mas não por não lhe trazer nenhuma informação importante, preferiu guardá-la em outro canto, onde não lhe perturbasse tanto os sentidos. - Onde será que eu estou? Na sua frente? Atrás? Em cima ou embaixo? Hihihi… -

Enquanto ela falava muito, o homem estava no mais completo silêncio, porque? Isso era a concentração, foco. Falar, provocar ou algo do tipo para ele, naquele contexto, não era algo necessário. Tentar dialogar ou trocar provocações com Alice dava mais chances à ela, por entrar no que parecia ser o estilo de luta da garota tagarela. End preferia parecer desesperado ou ocupado demais para que a adversária se enchesse com a sensação de uma possível superioridade ou de que estava conseguindo suprimi-lo totalmente. O que seria um engano terrível.

Em um jogo de movimento somado a ilusão de ótica, ao passo que a fumaça negra subia dentro da pirâmide, Keepler mergulhou de vez na própria sombra usando a carta King of Trevor (S.T Lv.02 - Umbracinese), onde uma das propriedades era usar essas projeções como portais para chegar em outros locais, através das próprias sombras. Esse movimento foi para dar a entender que ele ainda estava dentro daquela estrutura, encolhido talvez, enquanto Alice se preparava para atirar de cima com a Pepper Grinder. Embora ele não soubesse onde ela estava ou o que ela planejava fazer. O mago apenas não queria ficar preso ou encurralado pelas borboletas dela, nem à mercê de um inimigo que não via na mesma posição.

Agora…
Momento 3: Ação 6 & 7

Keepler emergiu entre os carros 4 e 5 sorrateiro, sendo atraído pelos clarões das explosões controladas de Alice, ele pôde ver, por trás dos vidros de um dos carros onde ela estava: Pairava sobre o local onde invocou o prisma, atirando contra o solo de cima para baixo. Uma ideia veio rápido na mente dele, assim como a execução do contra-ataque. Ele não perdeu tempo: Sacou a Carta Spades Nº 1O, transformando-a em 10 agulhas negras e foscas, de 10cm de comprimento, fazendo-as voar como setas de maneira dissipadas  e furtiva pelo ar, utilizando da fumaça negra que saía dos restos do prisma, assim como da poeira levantada pelas explosões e, principalmente, disfarçadas pela noite. O assobio das agulhas cortando o ar em uma velocidade grotesca? Com todos aqueles alarmes e gritaria em volta, daria para se ouvir direito? A garota fez tanta questão de afetar Endeavour, que criou uma ponte para o mesmo também utilizar daquele recurso. Dividiu o ataque massivo em volta da oponente da seguinte forma: Uma agulha para cada joelho, uma para cada mão, uma para cada rim, uma para cada pulmão pela lateral da costela, uma para o meio das costas e por fim uma para parar entre os olhos dela, mas essa última não iria atacá-la no rosto, era apenas para lhe fazer provar um pouco de “pânico”, caso fosse uma investida bem executada.

Como último ataque, o mesmo voltou para o meio do estacionamento fitando-a, usando ainda o poder de Umbracinese concedido pela carta King of Trevor, para  moldar 5  sombras aleatórias em volta da garota e usá-las como chicotes para alvejá-la ainda no ar.



No passado, na clareira...

[Tempestas]: … Oh!

Foi a única exclamação da mulher ao ver o enxame de vespas vir em sua direção com tanta fúria. O que parecia expressar surpresa, logo virou um sorriso de escárnio, uma por uma vespa foi incinerada por uma chama azul que vinha de dentro delas próprias, haviam tantas que a cena parecia uma nuvem de pólvora sendo acesa. Temp arrancou mais um pedaço do pernil, mastigando até o osso como se fosse parte da carne. Keepler ofegava parado a encarando, não incrédulo, mas com raiva.

[Tempestas]: Foi um tiro de sorte? Achou que eu não tinha visto essa “casa de vespa”?... No demais, parece que captou o princípio. A arena que você luta  nem sempre é a mesma de um Coliseu: Um espaço plano, com chão de areia e rasteiro. - Terminou de comer e jogou o osso no peito do garoto, enquanto esfregava as mãos na roupa, encarando-o, dessa vez, parecia mais séria do que escrota, sobre o que diria a seguir - Olhe essa clareira Você tem árvores para escalar, se esconder, se pendurar ou até derrubá-la num inimigo, como também derrubar para fazer de distração. A luz e a escuridão também servem para enganar e confundir. Os sons da florestas… Entenda, garoto, pensar que lutar se restringe apenas ao movimento do seu corpo, atingir ou evitar o inimigo apenas com ele é egocentrismo demais. Se numa guerra, o terreno determina vantagem ou desvantagem, porque em uma luta 1x1 pela vida isso também não seria relevante?

A mesma abriu a mão e uma esfera de fogo indigo começou a crescer  em cima da palma, ficando do tamanho de uma melancia se formou, girando devagar; Keepler encarava a mulher com receio, porque ela poderia de fato matá-lo por ser “fraco”. Era aquele típico momento o qual não se sabia se ela estava encenando ou falando a verdade. Ela ja quebrou os braços e pernas dele, ja o fez desmaiar asfixiado e tantas outras formas bem brutais de técnica de ensino.

[Tempestas]: Agora morra…

A bola de fogo o atingiu no tórax, engolindo todo o corpo dele em uma labareda intensa, com uma espécie de poeira brilhante. Quando ele se deu conta de que os ferimentos ardiam e pouco a pouco começavam a se fechar, até as contusões eram sanadas. End olhou para si próprio, meio perdido no que tinha acontecido e porque ele não estava morrendo carbonizado.

[Keepler]: Porque?!

[Tempestas]: Eu ja matei aquele garoto fraco, agora é uma nova luta. Como num jogo de tabuleiro. Agora, Aplique o que eu disse. Não haverá um terceiro “jogo”.


No presente...

Porque as Reliquias faziam aquilo? Trazer alguém do seu mundo para cá, para que lutassem um com o outro? Lutar até a morte? Se livrar dele e depois dela? Havia uma crueldade sem tamanho. Tinham escondido a garota como um “seguro” talvez, uma contra medida contra o ultimo mago de Naipes ainda vivo. Um medo repentino coçou a cabeça de Keepler, que parou no meio do estacionamento encarando-a: “Se aquela mulher tivesse uma filha… Seria igualzinha à essa garota, certamente.”. Ele só conheceu o lado mais doce e carinhoso de tal mulher, mas olhando para si proprio, havia algo em Alice similar à ele quando mais novo. O medo apertou mais dentro do âmago dele. O risco da sua oponente ser mais próxima era real. Só o fato dela existir foi contra todas as expectativas dele, o mais concreto de seus pesadelos… Ou de seus sonhos? Não era mais o único vivo de Naipes. Novamente, ele a olhava com uma análise angustiada, comparando ela com a imagem… A imagem da Joker vermelha, ou melhor dizendo sua...





CONSIDERAÇÕES

OBS¹: Keepler é velho, tem seus 821 anos, não é um lutador principiante. Ele teve tempo de testar, rever e inovar suas táticas e estratégias de combate. Muita coisa ele consegue “antecipar” ou visualizar porque se encaixa em certos padrões de luta (Certas reações, comportamentos de um oponente, metodologia de combate e estratégias em geral e etc.). Nesse caso em especial, ele esta agindo com dissimulação, já fez isso antes e consegue fingir comportamentos e encená-los com naturalidade, tanto em contextos normais quanto em situação de estresse. Assim como todos os atos do char são calculados com frieza.

OBS²: Como Alice não especificou onde as cartas queriam alvejar Keepler, eu tomei a liberdade para assumir os pontos.
OBS³: Keepler usou A carta Diamond Nº 3 e a King of Trevor ao mesmo tempo, mas o efeito da segunda carta só foi usado junto com a Trevor Nº 2.
OBS⁴: A fumaça negra não afeta Keepler, o intuito dela não é intoxicar, é de esconder e camuflar.
OBS⁵: Ele não sabia que Alice estava sobre ele preparando o Pepper Grinder, a evasão dele pelas sombras foi para “dar o troco” sobre sair da visão do inimigo, assim como escapar da posição de estar “encurralado” pelas borboletas e dentro da própria pirâmide. Ele só viu essa investida dela depois que saiu escondido entre os carros 4 e 5.


1 - Foram executadas 1 defesa geral, 1 Evasão Especial e 2 ataques efetivos: O uso da Diamond 2º para Defender dos pedaços de gelo e das borboletas (Defesa Especial Geral); Utilizar das sombras manipuladas pela King of Trevor como portais para se mover para outro lugar (1 Evasão Especial); Uso da Spades Nº 10 para atacar Alice com agulhas negras (1 Ataque Especial) e Uso da habilidade da carta King of Trevor para atacar Alice com chicotes de sombra (1 Ataque Especial).

P.S: Com exceção do pouso final de Alice, as outras ações foram consideradas.

2 - Momento I = Ação 1 (Puxar a carta Trevor nº2 de volta), Ação 2 (Receber dano controlado das cartas de Alice); Momento II - Ação 3 (Usar a carta Diamond nº3 para se defender do gelo e das borboletas); ação 4 (usar carta King of Trevor para ativar a umbracinese); Ação 5 (Usar a carta Nº2 de Trevor para levantar a fumaça negra enquanto mergulha nas sombras).
Momento III - Ação 6 (Contra-Atacar com agulhas) & Ação 7 (Atacar com os chicotes de sombra).

3 - A sequência das ações não durou mais de 10s.

4 - Os dois ataques finais foram enquanto ela estava no ar quando usava o Pepper Grinder.

RESUMO

As cartas de Endeavour que foram atingidas são resistentes o suficiente para suportar à colisão (São feitas de um material especial) e apenas a carta Queen of Spades será deflagrada para outro canto do cenário (Atrás do Carro 6). A carta de Trevor nº 2 retornará para Keepler. Ele será atingido de maneira calculada pelas 3 cartas de Alice, até que ela faça a barreira de Gelo e jogue estilhaços nele, combinando com o enxame de borboletas. Assim. Keepler utilizará à carta nº 3 de Diamond & King of Trevor Simultaneamente, mais a carta  Trevor Nº 2, ativada anteriormente.

A primeira carta se transformará num prisma em forma de pirâmide triangular em volta dele para proteger dos estilhaços de gelo e do enxame de borboletas. A carta Trevor nº 2 explode em duas bombas de fumaça negra dentro da pirâmide para ocultar Keepler dentro dela, onde ele usará a habilidade da carta King of Trevor, Umbracinese, para poder mergulhar na própria sombra sem ser visto e sair entre os carros 4 e 5 escondido, aproveitando dos alarmes ativados pela garota para ocultar a própria movimentação e o contra-ataque.

Após localizar a Alice, posicionada em cima da pirâmide usando o Pepper grinder, ainda pairando no ar, o mesmo usará a carta de nº 10 de Spades para invocar 10 agulhas negras em tom fosco de 10cm de comprimento, camuflando elas entre a fumaça negra e a noite, fazendo elas irem contra Alice: Uma agulha em cada joelho, uma em cada mão, uma no meio das costas - “ponto cego”), uma agulha em cada rim e uma em cada pulmão entre as costelas e a última vai parar entre os olhos dela para ser vista propositalmente. Existindo tanto barulho em volta mais a fumaça escura que vai sair da pirâmide quebrada após os tiros destruidores da garota, ele ainda utilizará das sombras para chicoteá-la ainda no ar de maneira furtiva.





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Re: EnDiamond VS Thε Mαdnεss Ω Λlιсє

Mensagem  Thε Mαdnεss Ω Λlιсє em Sab Jun 02, 2018 9:20 pm




ㅤㅤ── Por que não está usando os meus poderes? ── Ecoou uma voz dentro da minha cabeça.

ㅤㅤEssa voz pertencia a Rainha de Copas, a Reddy Vogue. Ela estava vendo tudo como uma espectadora, falando coisas e mais coisas como se fosse um verdadeiro incômodo dentro da minha mente. Talvez, ela seja o catalisador de toda a minha raiva e descontrole. Talvez ela seja um encosto na minha vida. Ou é a culpa que eu tenho por não ter ajudado e nem salvado uma pobre alma que tinha a mesma face dessa bendita rainha.

ㅤㅤFiz o máximo que pude para esquecer desse incômodo, pois eu tinha uma luta para encarar e um oponente que estava escondendo sua verdadeira face por meio de toda aquela investida furiosa que utilizei ao meu favor. Sempre fui assim. Sempre quis que as pessoas começassem logo a lutar a sério. Eu odiava que ficassem guardando suas forças para o final, não me emocionava em nada numa luta. Talvez eu tenha herdado esse espirito de combate do meu pai, que é um exímio lutador de artes marciais mundialmente conhecido pelos seus feitos no torneio de artes marciais mistas, o King of Fighters. Mesmo que eu tenha herdado uma parte da aparência de minha mãe, meus sentimentos por um combate e por violência falavam mais alto do que qualquer outra coisa. Eles acusam que toda essa minha agressividade é por causa da minha doença, mas eu não sei se é realmente isso que causa todo o meu estresse e meu descontrole...

ㅤㅤDias atrás, quando enfrentei a Katarina, lembrei-me de um conselho do meu pai sobre as lutas: “Sinta o inimigo. Não o veja. Sinta a presença do inimigo e as pequenas mudanças no ar ao seu redor.” E foi essa lição que me fez prestar bastante atenção em meu adversário, quando o encurralei entre minhas borboletas e meus disparos do Pepper Grinder. Ele estava ali! E depois... não estava mais!

ㅤㅤ── Mas... Como? ── Eu precisava em um curto espaço de tempo tentar localizar o meu inimigo. E para isso eu teria de executar o maior número possíveis de habilidades em um espaço tão curto de tempo.

ㅤㅤOs disparos do Pepper Grinder causaram explosões controladas com as pequenas esferas de fogo que ela lançava dos três canos que o moedor de pimenta personalizado tinha. Era normal que as explosões dessas esferas de fogo criassem alguma fumaça, podia até mesmo ocultá-lo entre elas, mas não tanta como apareceu ali embaixo. Tinha algo estranho.

ㅤㅤA presença dele eu sentia através do meu treinamento de QiGong com o papai, lá no Japão. Era comum as pessoas normais pensarem que nossos poderes eram magia ou bruxaria. Bem, no meu caso e no caso dele era sim magia, mas isso tudo vem de uma origem maior do que todos nós. Era pura. A maior forma de todas! A mais poderosa e que está ao nosso redor, as forças que mantém o mundo no seu devido lugar, o próprio fluxo da vida de todas as criaturas! Os mais loucos chegaram a dizer uma vez que quem domina essa energia era capaz de partir montanhas ao meio, mover os mares, escurecer os céus... e se tornar imortal. Transformar a energia vital, gerar o chi... e fazer acontecer o milagre.

ㅤㅤQuando a presença do chi dele desapareceu por um milésimo de segundo e reapareceu em outro lugar, eu só tive tempo para me preparar para o pior. Ele vai me atacar! Mas como? Por onde? Quando? Aí que vem as outras ações que eu deveria executar num espaço tão curto de tempo. Eu vim treinando uma maneira de ativar meu Shrink Sense de uma forma diferente de seu uso normal. Ativar e desativar, mas tão rápido ao ponto do meu corpo não surtir nenhum efeito estranho e tão pouco meu inimigo perceber isso. O Shrink Sense tinha uma capacidade de diminuir o meu corpo ao tamanho de uma formiguinha se eu quisesse e ao mesmo tempo me dar uma visão além do alcance, como se eu pudesse enxergar as coisas que um olho comum não fosse capaz. Além de coisas difíceis de se enxergar, eu poderia também revelar o passado de objetos, ver mensagens ocultas escritas por outras pessoas, decifrar enigmas e caminhos de uma forma surpreendente.

ㅤㅤCom esse Shrink Sense eu pude ver que ele havia me deixado uma armadilha. Nessa altura a manivela do Pepper Grinder já havia travado e a arma superaquecido. E dentro daquela misteriosa fumaça dele, eu pude ver várias agulhas se formando e vindo na minha direção. Mas não por muito tempo. Se eu fosse tentar invocar o guarda-chuva, eu seria alvejada por aquelas coisas sem tempo de preparar para repelir as benditas. Eu só podia fazer uma coisa: Sacrificar algumas borboletas mágicas minhas no processo.

ㅤㅤEu as comandei e elas vieram, deixando de formar aquele tufão e se unindo umas as outras dentro da fumaça, voando na minha direção para me proteger das agulhas dele. Eu vi, eu senti um aperto no coração ao ouvir o choro delas se sacrificando por mim. De vê-las sendo empaladas por essas agulhas finas e darem seus últimos farfalhar de asas antes de caírem e se apagarem, como se nunca tivessem existido. Havia ainda um punhado de borboletas vindo na minha direção, colidindo contra o meu corpo e me cobrindo por inteira com suas asas azuis e brilhantes, soltando seu pólen para todos os lados no instante que vários chicotes sombrios surgiram sabe-se lá de onde, golpeando-as, açoitando-as como se fossem criaturas do mal, destruindo-as, massacrando minhas borboletas. Eu juro... os sacrifícios delas não serão em vão!

ㅤㅤNo meio desse massacre, um pontinho azul brilhou no ar e afastou-se daquela zona de destruição. Esse pontinho azul era eu, no meu Shrink Sense ativado em sua totalidade, em queda livre, indo de cabeça ao chão, pegando velocidade no ar. Antes de chegar ao chão, eu voltei ao meu tamanho normal e meu grito pode seu ouvido junto com o relinchar de um cavalo. Em minhas mãos, o Hobby Horse havia de manifestado mais uma vez, e com a velocidade do meu corpo em queda livre, eu preparei minha aterrissagem para ser uma marretada violenta contra o chão, tão poderosa que causou um abalo no mesmo, um tremor tão violento que silenciou todos os carros do estacionamento, derrubou as pessoas curiosas que ainda insistiam em ficar para ver a luta, atrapalhou o transito atrás do Old Line, fez os postes de energia piscarem e quase falharem em proporcionar as luzes ali de fora por conta disso. E esse tremor faria até mesmo meu inimigo sentir seus efeitos enquanto ele se espalhava por uma área que cobria toda a casa de shows.

ㅤㅤ── Então pode se mover de um lado para o outro em tão pouco tempo? Pois bem... vamos igualar um pouco as coisas!

ㅤㅤEu dei um impulso para frente após o impacto da marreta e saltei. Neste salto, eu pude ouvir novamente a voz da rainha ecoando dentro da minha cabeça.

ㅤㅤ── Use! Use os meus poderes!

ㅤㅤE eu ignorava o máximo possível as ordens dela.

ㅤㅤ── Não se atreva usar os poderes do Grasshopper! Prefere mesmo se equiparar a um inseto do que usar os poderes de uma rainha?

ㅤㅤSim. Ela leu a minha mente. Nesse impulso que dei para frente, meu corpo sofreu uma rápida metamorfose. Os pigmentos de minha pele mudaram drasticamente do branco para o verde claro. Meus olhos ficaram vermelhos e grandões, antenas surgiram na minha cabeça e asas de gafanhoto emergiram das minhas costas, rasgando meu vestido de realeza quando nasciam (mas a roupa de arruma sozinha depois). E dentro desse impulso, minhas asas recém-criadas começaram a bater rapidamente e me permitir a habilidade de voo além de um boost de velocidade para saltos e locomoção. Esse é o efeito do chá de Grasshopper que tomei há muito tempo atrás. Este era uma das minhas várias formas de combate, o Supermove Grasshopper Alice (Nível 1).

ㅤㅤEnquanto voo para cima do meu inimigo, eu invoco duas facas nas minhas mãos. A primeira é a Vorpal Blade, minha arma principal, que muitos acreditam ser apenas uma faca de cozinha comum quando na realidade ela é uma arma mágica e extremamente perigosa! E a segunda é a Vorpal Cleaver, um cutelo daqueles muito comuns usados pelos açougueiros e que é uma versão mais violenta, comumente usada pela minha versão histérica. Com as duas adagas, uma em cada mão, tenho a opção de lançar as duas contra ele, sendo essa a técnica Vorpal Blow. Joguei primeiro a Vorpal Blade na direção dele, reta e a Cleaver eu arremessei-a como forma de bumerangue. Não havia importância caso eu errasse ele, afinal, ao meu comando, as duas facas viriam de volta para a minha mão. Enquanto uma faca faz o contorno no ar com a intenção de pegá-lo pelas costas e a outra, que foi arremessada na direção onde ele estava (caso ele não tenha saído da posição dos carros 4 e 5 depois do mini terremoto) provavelmente atravessaria a lâmina no pescoço dele se ele não fosse rápido o bastante para se esquivar. Minha real intenção aqui era ver como ele se comportaria com o arremesso das facas, observando bem suas atitudes.

ㅤㅤFeito isso, eu parei no ar e pisei no chão. Saltei para trás, pisando em cima do carro 6, tomando maior distância dele. Se ele esquivasse das facas e tentasse pegar nelas, ele sofreria um choque. As armas só podiam ser tocadas por mim. Eu puxaria elas de volta como se fosse telecinese. Outra coisa que eu pretendia fazer nessa distância, ainda dentro do tempo da transformação de Grasshopper é aproveitar meus olhões de inseto para mapear todas possibilidades de armadilhas para deixar no cenário. Com a velocidade de voo que sou capaz de atingir nessa forma, qualquer coisa que ele lançar contra mim seria facilmente de se evitar. A única maneira de combate que ele teria contra mim assim seria vindo no mano a mano, algo que eu duvido bastante que ele faça. Sendo ele um mago e dos bem astutos, ele com certeza usaria algumas de suas cartas para criar alguma situação de distração e é contra isso que eu devo estar preparada.

ㅤㅤ── É sério. Eu detesto ver você assim, Alice. Em forma de inseto! ── A voz continuou insistindo.

ㅤㅤEu saltei do carro 6 e vim voando em zigue-zague entre todos esses carros. O que será que eu estava fazendo? O que será que eu quero com isso? Bom, a melhor surpresa é aquela quando acontece sem você perceber, não é mesmo?

ㅤㅤ── Olha aquilo! ── Disse uma das mulheres.

ㅤㅤ── Ela virou um inseto! O que está havendo? ── Disse um homem.

ㅤㅤ── Isso é vodoo! É bruxaria! ── Sem querer, eu acabei iniciando um pequeno pânico entre as pessoas do Old Line.

ㅤㅤ── Porra! Meu carro tá ali! ── Outro comentou em meio ao pânico. E agora? Sera que ele seria capaz de recuperar o seu carro, seja ele qual for?

ㅤㅤEu encerrei minha brincadeira parando no meio do estacionamento. Estou sorrindo para ele, com as duas armas ainda na mão. Um sorriso meigo. Um sorriso de uma menina-gafanhota olhuda com cara de psicopata.


ㅤㅤ── Qual será sua próxima jogada, mago? ── Provoquei.


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Round III - Movimento I

Mensagem  【D.K】 Kєєρlєя Eиdєαvσυr em Qua Jun 06, 2018 2:41 pm



Ventos do Passado!




Dessa vez esperava acertá-la em cheio, não tinha como calcular todas as possibilidades de uma evasão da oponente, entretanto ele aproveitava ao máximo as informações disponíveis. A menos que se possa dançar no céu por vontade própria. Estar no ar geralmente não é o melhor posicionamento e foi baseado nisso e no curto espaço de reação, que Keepler atacou imediatamente: O que o homem viu não foi uma Alice atirando no chão, ele viu uma “oponente parada”. O engraçado foi o decorrer das coisas…

Viver muitos anos na terra, que pertencia a sua amada, proporcionou muitas aventuras ao Mago, não apenas aventuras de desbravar lugares novos, mas também de um novo caminho pelo mundo do conhecimento. Apesar de serem universos distintos, haviam muitas similaridades entre aqui e Naipes, por exemplo…




Meados do Séc. XIX

[Mabelle]: Está se escondendo, mocinho? - Disse uma mulher em um vestido vitoriano, tomado pelo vermelho e decorado com detalhes em tecido preto (Vestes). Chamá-la de bela ainda era insuficiente para definí-la aos seus olhos, talvez por serem os olhos dele, apaixonados pela musa ao seu lado. Os cabelos negros como um véu, a pele em uma palidez curiosa, mas principalmente pelos olhos… Grandes esmeraldas brilhantes. A moça caminhava em passos calmos e com as mãos unidas, fazendo a roupa farfalhar a cada movimento ao “varrer” o assoalho do laboratório dele.

Endeavour por sua vez estava compenetrado na leitura que fazia, DIFICILMENTE, isso precisa ser enfatizado, algo externo conseguia lhe roubar a atenção em meio aos seus estudos. Contudo, ela era capaz de fazer isso fácil. Assim que a melodia da voz lhe acariciou os ouvidos, as frases que decodificava foram jogadas longe dentro de sua cabeça, e os olhos lilases foram diretamente aos dela.

[Keepler]: Escondendo? Como assim? - Enquanto ela estreitou o olhar, lendo a face dele para saber se era uma tiração de sarro ou realmente inocência, o rapaz parecia pego de surpresa pela afirmação. Os anos juntos não mudaram em quase nada a forma do casal interagir, mas End sempre dava um jeito de ser atípico. Belle o conhecia o suficiente para saber quando ele brincava, quando fingia, quando estava feliz ou triste, conhecia-o tão bem que não parecia uma outra pessoa e sim parte do seu próprio corpo. O homem estava sentado numa poltrona e ela se ajeitou no braço do móvel, levando a ponta dos dedos da mão esquerda para cabeleira bagunçada do mago, enquanto a outra mão buscava o livro com educação para ler a capa, a dama exclamou uma surpresa delicada o fitando mais curiosa.

[Mabelle]: É por isso que está a dias aqui embaixo? Está pensando em fazer guerra contra quem? - Ela poderia rir daquilo, mas o sorriso no canto dos lábios dela tinha um charme melhor, só enfatizava que ela divertia-se  em provocá-lo um poucoo.

[Keepler]: Dias?! Me… Me perdoe, eu… - Desconsertado, pareceu uma criança após quebrar um vaso dentro da casa. Entretanto ela o interrompeu com um beijo delicado na cabeleira. e mais alguns afagos.

[Mabelle]: Não tem jeito, quando você enfia a cara nos livros, some. Já fazem dias sim, Mon cher. Dois, para ser exata. Estava esperando que sentisse minha falta, mas parece que seu plano de causar confusão é mais atraente do que minha companhia… - Havia uma maldade divertida nas palavras dela.

[Keepler]: Não vi o tempo passar… E, não estou querendo confusão nenhuma! - Empurrou Mabelle de leve com o ombro, mas antes que parecesse uma expulsão ou tentativa de derrubá-a, envolveu o braço na cintura da amada, a trazendo para seu colo com carinho, a fazendo se recostar em seu ombro, enquanto virava a capa para eles dois verem. - Esbarrei nesse livro em sua biblioteca. “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu… Achei o nome do autor engraçado, mas… Ao ler… Percebi que… - Houve uma pausa considerável dele, fazendo a animação de antes se perder brevemente e o olhar parecer se distanciar devagar de onde estava, como um barco escapando do porto lentamente. Em consequência, as feições da mulher tornaram-se preocupadas -... Ele fala de muitas coisas que aprendi em Naipes como general, ao ponto de ser assustador tamanha semelhança... - A voz vacilou e o mesmo desviou o olhar para o lado por um tempo, porque não tinha jeito, aquele assunto perfurava-lhe o peito como uma estaca, e doía forte, não importava o quão ele já tivesse vivido ou o quanto parecesse distante de sua terra. Era sua eterna mágoa.

Mabelle não estava isenta de sentir o incômodo. Keepler era parte de si, e vê-lo ficar assim a afligia também. A dama raspou as unhas de leve na barba dele, a barba que não gostava muito, mas ainda assim tinha um cuidado ao tocar, fazendo o mago voltar a olhá-la. E para ambos, o cruzar dos olhos bastava, sempre bastou. Isso não era fugir de um assunto, ou evitar conflitos, sequer podia ser comparado a falta de comunicação entre eles; funcionava de maneira completamente oposta: Bastava ficarem assim, e tudo que precisavam ouvir e falar um para o outro era consumado, tudo o que precisava ser sentido se materializava naquele gesto. O carinho dos lábios deles tornava-se inevitável. Breve, mas pleno. Endeavour a abraçou um pouco mais forte e suspirou, enquanto ficavam com a testas encostadas uma na outra. Villenueve ainda brincava com os dedos no contorno da mandíbula dele quando a voz dele escorregou pelo ar de maneira caldosa e serena.

[Keepler]: …Um dos ensinamentos do livro, em resumo, é assim: “Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutará cem batalhas sem perder; para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou derrota serão iguais; aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio será derrotado em todas as batalhas.” - Ela fez um “Hm”, quase como um ronronar de um felino, talvez tentando entender porque citar um trecho do livro após um toque tão delicado, enquanto que o rapaz não conseguia esconder o sorriso de quem fará uma piada muito ruim -... Não sei se é minha amiga ou minha inimiga, me conhece tão bem que não duvido que use isso para conseguir as coisas que quer!

Ao invés de se sentir ofendida ou chateada, o os lábios dela voltaram ao desenho de malícia.

[Mabelle]: Eu ja lhe disse uma vez, tudo que eu quero eu consigo, mesmo que eu precise manipular você para isso.

Foi a vez dele se surpreender, de alguma forma, enquanto sua amada mantinha a postura de quem adorava aquilo, ainda que não falasse sério. Mas fingir que falava a verdade ou vê-lo ficar perdido a entretia de um jeito juvenil e romântico. No final das contas, rendia risos, carinhos e se completavam dessa maneira, dia após dia.



Mabelle fazia falta… Tanta falta que seria mais fácil viver sem respirar do que acompanhar o passar dos dias sem ela ao lado. Essa era a primeira aflição do homem. Naquele instante, sabia o quão incompleto estava, um vazio inquestionável. Ambos eram as metades iguais de um mesmo pássaro, onde ficar sem uma asa, significava não voar, não viver.




Momento II - Ação 1, 2 & 3

Endeavour se conhecia bem demais, bem o suficiente para saber onde era hábil e onde era debilitado e, se Alice era de Naipes como lhe fora apresentado, ele conhecia bem o suficiente as artimanhas que poderiam vir dela. Isso, todavia, não o isentava de ter surpresas. A oponente usou as borboletas para escapar da investida repentina, assim como dos chicotes de sombra. A atenção dele foi mais atraída pelo pontinho azul que brilhava em queda livre. O homem espreitou os olhos, atento a qualquer nova “brincadeira” da garota.

Ela mudou de forma? Encolheu ou o que? Questionou para si mesmo, até vê-la reaparecer em um rugido de fúria, empunhando aquela marreta em forma de cabeça de cavalo. O estrondo da pancada no chão o fez arregalar os olhos e sentir um desequilíbrio desconcertante, forçando-o a abaixar-se para manter-se firme, e usar uma mão para proteger os olhos da poeira que fora deslocada com a pressão da força. Teria os carros saído alguns centímetros do chão, tinha certeza disso. Todo o caos causado pelo golpe dela o fizera entrar em um estado de temor, fazendo o coração dele descompassar como o pistão de um carro numa corrida de alta velocidade. A verdade que a jovem carregava em si própria estava muito além do que ela mesma poderia imaginar.

O gesto de mover os braços e se levantar, fizeram Keepler se relembrar fisicamente dos cortes que recebera das cartas de Alice, e sem questionar, deixou um dos olhos se fechar em reação ao incômodo da dor. O suor salgado passando na carne, a sujeira que estava no ar e caía em cima. A vontade de querer coçar e passar a mão nos ferimentos existia, como uma pulguinha atrás da orelha, ainda assim isso não era o suficiente para tirar-lhe o foco. Mas o tempo dessa reação foi suficiente para a adversária mostrar seus dotes. Numa forma corporal completamente estranha para o mago, a moça podia voar agora, rápido demais, e o atacava com duas lâminas, uma vindo pela frente como uma seta e a outra fazendo um percurso mais elaborado¹. A preocupação dele, por sua vez, estava focada na forma esverdeada da oponente,  tendo a certeza de que agora ela podia voar (diferente de quando atirava com a Pepper Grinder) e que poderia ser ainda mais desagradável de ir contra, só aumentando a taxa de imprevisibilidade dela.

As cartas se desfizeram de seus baralhos e se tornaram um enxame em volta de Keepler, voando aleatoriamente, com sua inteligência artificial ativa em prol da proteção do homem. Diferente das borboletas de Alice, eram mais rápidas e ágeis como abelhas, porque não dependiam do bater de asas.  Uma sequência de cinco cartas quaisquer em alta velocidade foi o suficiente para desviar a Vorpal Blade de sua trajetória. A segunda, ele só pode ver sua parábola desenhada no ar, mas nem se deu o trabalho de desviar seu foco da garota, a mesma tinha feito o favor de tirar o som dos alarmes do lugar e restava apenas o burburinho de pessoas assustadas. Ele conseguia ouvir o assobio da arma dividindo o ar em dois enquanto vinha pelas costas e, novamente, outras cartas fazia um movimento defensivo para repelir aquele ataque pela retaguarda, juntando-se atrás dele e fazendo uma parede de cartas bem concisa.

Porque End evitava se mover tanto sob o olhar da garota? Ele sabia: Era tão analisado quanto analisava Alice, e essa similaridade dos dois era assustadora de se perceber.

No segundo ataque dele com as cartas, ele usou dois bastões para acertá-la, mas… Normalmente? Ele usava duas cimitarras e, o movimento que ela acabou de fazer com o cutelo e a faca, foi exatamente o mesmo que ele geralmente fazia ao usar essas armas. As roupas dela, a forma de ter reconhecido-o como outro de Naipes, a forma de lutar. Tudo só confirmava o quanto a jovem era mesmo uma conterrânea de Naipes.

Havia uma mescla de frustração por não ter obtido o resultado esperado e, em contra-partida, um orgulho queimava-lhe no peito em vê-la lutar com tanto afinco. Ver uma outra guerreira de Naipes que fazia jus ao legado. Endeavour sentia com todo seu ser que combatia com uma igual, em muitos sentidos. Mesmo olhando-a como adversária, provava um gosto de rivalidade e até mesmo de emoção pelas memórias de quando treinava como um soldado de um Diamond, como era lutar com uma pessoa...  De mesma origem....
Os olhos azuis como neon fitaram a mão esquerda que estava gotejando sangue do ferimento passado, e Alice veria os dedos dele tremendo, quase todo braço vibrava em um espasmo frenético, mas nada pertubador. As cartas voltaram a se organizar como um deck, e a garota pôde notar nitidamente o vapor do suspiro dele escapar pela boca e rodopiar no ar. Não havia mais dureza na expressão de Keepler, havia uma esperança diferente. E o homem estava quase engasgado com algo na garganta, ao ponto que os olhos ficaram marejados. Fitou a jovem diretamente nas novas orbes vermelhas. A sensação que o consumia era: Eu não sou mais o único.

Talvez… Fosse melhor frear aquele embate, simplesmente…Recomeçar. As únicas coisas que o impediam disso, primeiro, era saber os motivos os quais ela estava ali ou se havia influência das Reliquias-Deuses. Foram elas que conduziram ele por uma trilha cega, onde os Diamonds foram massacrados e ele sobreviveu com sorte e, em seguida, tomado pela vingança, foi ele quem se lavou com sangue de pessoas inocentes. Elas sabiam de tudo e quiseram fazer desse jeito, como uma peça de teatro, um entretenimento; Segundo, precisava voltar para a sua amada, na outra terra. Perecer ali estava totalmente fora de questão.

Metade de Keepler imaginou que, se a jovem o encontrasse e se apresentasse formalmente, como uma nobre de Naipes, pois não havia chance dela ser menos que isso, ele a teria a abraçado com toda a força de seus braços, ou até mesmo teria desabado em lágrimas e deixado o corpo ceder, depois a fuzilaria de perguntas; talvez risse ou ficasse nostálgico e empolgado em contar o que viveu. Em um outro plano, em uma realidade abstrata, havia um Endeavour sangrando estendendo a mão para uma desconhecida por redenção. Seria ela, a salvação de sua eternidade inglória perante seus antecessores?

Quantas dezenas de anos amargurado por saudade da terra natal e por tudo que fizera?
Se sentindo uma gota de óleo no oceano. Exilado por capricho de entidades mesquinhas e ditatoriais.

Querendo ou não Alice lhe trouxe uma avalanche de dúvidas, sensações, medos e anseios. Se Mabelle pudesse ser mãe, Alice carregava exatamente os traços da maternos e costumes culturais do pai. Infelizmente isso era impossível, antes mesmo do que a amada passou, as Relíquias tiraram o direito de Keepler em ter filhos.  Um sonho intocável e doloroso. Entretanto… Havia outro mais real, mais palpável: Não era só com sua amada que Alice parecia - a cor dos olhos eram iguais ao de Karsh, Pai de End, quando usava magia, ela tinha cabelos longos e sedosos iguais ao… Ao da mãe de Endeavour. A Dama de Vermelho. Não a rainha que Alice conhecia (Nem ele conhecia essa rainha), a mãe do homem era aquela representada pelo Coringa Vermelho, era uma das pessoas que faziam o intermédio entre as casas e as Relíquias Deuses.

Alice tinha muitos traços e características para ser semelhante a uma irmã de Keepler. E ele temia por isso, visto que agora lutavam um contra o outro. Ele não sabia quais coisas as relíquias ou quem quer que fosse disseram dito à ela sobre o seu exílio. Teria ela outra razão para aparecer ali se não caçá-lo? Preciptou-se em partir pra briga primeiro, pela confusão de emoções, antes de tirar a limpo a história através do diálogo? A garota também não tentou se explicar… Isso poderia tê-lo feito repensar. No momento tudo só enfatizou para o pior cenário. Até que ela o chamou de mago. Os terráqueos é quem se referiam a ele dessa forma. Não fora dito a garota quem ele era? Isso o fez cerrar o punho inconscientemente, dessa vez ela o acertou no orgulho.

[Keepler]: Mago? É assim que as Reliquías-Deuses se referem a mim agora? Como se eu fosse um apátrida ou forasteiro depois de tudo que fui conduzido a ser feito por elas?! Pelo menos foi dito a você quem eu sou e o que fizeram comigo? -

Sentiu-se ofendido de verdade agora. Qualquer outro poderia chamá-lo assim, mas ela era uma do seu povo, deveria ter noção das tradições, da história. Uma das coisas que Endeavour mantinha firme era a sua honra enquanto membro dos Diamond, ainda mais por ser o último, mesmo após a ruína. Era leal, o estandarte vivo de sua família. Se a ordem fosse para ele ficar parado diante de um portão a vida toda, pelo bem dos Diamond, ele morreria em pé ali e seu corpo não iria ao chão.

Momento II - Ação 4 & 5

A mente de um cavaleiro retornou e ele pôs a mão esquerda para trás e, discretamente, passou a mão em duas cartas, a Nº 4 de Spades e a Trevor Nº 6 e as deixou cair, fazendo-as entrar nas sombras dele por trás do calcanhar (King of Trevor - ST Lv.03)², até então fora da visão de Alice, visto que seguia o eixo da perna dele. Lá, na outra dimensão, a carta virou 4 cimitarra, mas apenas uma das lâminas retornou para mão dele, tentando dar a entender que apenas uma arma tinha sido invocada. As outras três? Bem, a carta de Queen of Spades já havia sido pega por ele (Round 1)³, mas só precisava ser ativada. Através da Telecinese (T.E), ele a fez mergulhar nas sombras do que estavam entre o carro 3 e 2 e ir para a outra dimensão para onde havia enviado as outras. Lá a Queen of Spades (S.T Lv01) se tornou 3 clones de Keepler, cada um empunhando uma das lâminas, esperando apenas o comando para atacar. a Trevor Nº 6 (T.E) se dividiu em 3 cartas  que grudaram cada uma no corpo dos clones por dentro da blusa. Assim que fossem atingidos por um golpe ou Endeavour quisesse, eles iriam soltar um campo de descarga elétrica para desestabilizar o sistema nervoso da oponente, tentando paralisá-la.

Enquanto que na superfície, Keepler encarava a “esquisitinha”, empunhando a espada com a mão direita a mantendo com a ponta virada para cima, levemente inclinada para esquerda, posicionada a frente do corpo. A mão machucada por sua vez ficava sobre o fio cego da espada, com a palma aberta, como se quisesse “acariciar” o metal. Aproveitou aquele intervalo para se apresentar, antes de demonstrar o quão poderia ser implacável. Com uma eloquência firme e segura de um militar, proferiu.

[Keepler]: Sou Keepler Endeavour, 4º Knave (General/Valete) dos Diamond; Filho de Karsh Alexander Endeavour, 1º Knave dos Diamond e da A Dama de Vermelho, Intercessora das Relíquias e das Casas, a Red Joker  (Coringa Vermelho). Sou último sobrevivente da linhagem de magos Pós Cem anos de Guerra Civíl.  O Guardião do Legado, nomeado assim pelas próprias Relíquias-Deuses: Ace of Diamond, Ace of Spades, Ace of Trevor & Ace of Scarletheart.

A postura dele se tornou ofensiva, de um jeito agressivo como se fosse correr em direção a garota.

[Keepler]: Depois de séculos acreditando que Naipes sucumbiu, que sou o último, você aparece. Ao mesmo tempo que meu peito inflama feliz, ele chora sangue… Porque vejo... Uma igual depois de tanto tempo… Depois de aceitar que não existe mais fagulha do mundo que vivi; mas se as relíquias te mandaram para me matar, você deve ser tão implacável quanto eu, e não posso fraquejar…

Deu um passo para frente e mergulhou na própria sombra de uma só vez e,  ao passo que expandiu a própria sombra de Alice em sua simulação de investida direta, tornando-a um círculo com 2m de raio, fazendo as 3 cópias saltarem de dentro dela para fora, em um movimento de baixo para cima, a pelo menos 1 metro do alvo, simultaneamente ao instante em que o original desapareceu no chão: A Cópia 1 surgiu na frente dela assim que o Endeavour verdadeiro mergulhou na sombra dele, para dar a entender que eram a mesma pessoa, tentando perfurá-la na barriga com a cimitarra, segurando a arma com as duas mãos. A Cópia 2 saltou pelas costas tentando cortar as asas da mesma também para lhe prejudicar a movimentação no ar e sua agilidade, em um golpe em forma de meia lua; e a Cópia 3 desferiu um movimento perfurante contra ambas as pernas da garota, para lhe debilitar o movimento, o homem se projetando apenas até a altura da cintura para fora da sombra ficando na altura das coxas dela.

Momento III: Ação 6

Ainda na outra dimensão, Keepler conseguia ver o que as cópias viam pelo elo mental entre eles. Eram seis olhos observando o movimento que ela iria fazer. Se não conseguisse ferí-la com o ataque dos clones iria apenas ativar as armadilhas nos corpos das cópias para eletrocutá-la ali mesmo com uma descarga poderosa⁵[/b]. A ideia era pressioná-la ao máximo para forçar uma brecha e efetuar pelo menos um ataque definitivo. Após o ataque dos clones, funcionando ou não a armadilha eletrica, Endeavour (O original) irá emergir de dentro do círculo de sombra  a qual as cópias vieram, flanqueando-a pelo lado esquerdo, tentando golpeá-la 4 vezes com a cimitarra empunhada por ele, desferindo dois cortes que formarão um “X”, e mais dois golpes que formarão uma “✛”; Golpes forte o suficiente para fazê-la sangrar o suficiente para inibir o ritmo da mesma caso pegassem, mas nada que oferecesse um risco mortal. Executando isso antes de saltar para trás e esperar de prontidão pelo contra golpe dela, saindo do perímetro da sombra expandida de Alice.

Qual intuito da investida? Acabar com aquilo o mais rápido possível, sem causar mais danos à ela ou usar mais dos poderes, porque a tendência da agressividade deles era aumentar e queria ficar vivo, queria que ela vivesse… Para poderem desfazer aquele nó e emaranhado de confusões.




Templo das Relíquias, Naipes
794 anos atrás...


Aos poucos outras coisas surgiam no salão, após o cenário astral uma bancada, feita de blocos de pedra perfeitamente lapidados, com uma cor que beirava uma pérola azul e adornada com entalhes arcaicos, apareceu de forma fantasmagórica, algo longe das capacidades humanas convencionais; Deveria ter seus seis metros de altura, com a parte da frente com uma leve inclinação de 85° como um declive, seu formato era de um “C”, com as extremidades direcionadas para porta. Tal estrutura possuía quatro espaços divididos igualmente, provavelmente marcando os lugares equivalentes de cada uma das 4 Relíquias Deuses. Fechando um formato de círculo com a primeira bancada e um pouco mais afastada dessa. Outra mesa com doze lugares definidos, sua modelagem e detalhes eram idênticos a maior, entretanto sua pigmentação era alva; Os lugares eram demarcados por quatro símbolos diferentes, referentes as quatro famílias nobres de Naipes. O King geralmente e tratava de questões diplomáticas, compartilhando o topo da hierarquia com a Queen, a qual sentava ao seu lado esquerdo na mesa e literalmente governava a estrutura da família e toda sua riqueza, apesar da diferença de afazeres, ambos tinham poder absoluto de forma igual; Os Jacks/Knaves geralmente haviam mais de um com esse título, em sua maioria eram generais e auxiliavam na organização e ordem de sua casa, um entretanto era considerado o Marechal e seguia para o conselho juntamente com os outros dois líderes, sentado à direita do King.  As famílias nobres eram: Trevor, Spades, Scarletheart e Diamonds.

Além deles, dois ídolos faziam intermédio entre os líderes e “Os Quatro”, considerados os guardiões do equilíbrio: O Espectro do Vazio e a Essência Ígnea, ambos representados por Cavaleiro Negro (Black Joker) e Dama  Vermelha (Red Joker); Mas naquele momento só haviam as divindades e um homem no salão. Muitas vozes surgiram no ar, uma legião de pessoas falando em coro, cada entidade tinha um tom mais grave ou mais agudo, oscilando entre o feminino e o masculino, o velho e o jovem. A primeira relíquia a se manifestar foi a Ás de Diamond.

[Ace of Diamond]: Os magos de Naipes estavam fadados a sucumbir, não importaria muito o que fariam...- Com a voz de uma moça jovem e serena se destacando das demais vozes de fundo.

[Ace of Trevor]: ...Depois de 100 anos derramando sangue, corrompendo a magia para fins egoístas, o que achava que iria acontecer, Diamond? - A voz de um garotinho daqueles travessos ou de voz dissimulada, mas não menos imponente.

[Ace of Scarletheart]: Tolos vaidosos! Lhes demos a graça do universo: a Magia, mas para que? Criaturas imundas! - A voz de um velho rabugento e autoritário parecia rugir como um leão.

[Ace of Spades]: Esperamos tantos milênios, por uma reviravolta, talvez um equilíbrio. E só recebemos ingratidão. Não gostamos do que vimos e então tomamos de volta! - Uma mulher idosa, com ar filosófico e reflexivo. Um tom controlado e equilibrado, mas frio.

Keepler estava ajoelhado no chão de quadrados brancos e pretos como um tabuleiro, envolvido por paredes e um teto que se perdiam numa imensidão de astros igual à o espaço sideral. Era o templo das Relíquias. O homem jazia ajoelhado, cheio de cortes pelo corpo, uma espada negra cravada no peito em cima do coração, sendo forçado a se apoiar na ponta da arma, do outro lado, devido ao próprio peso, enquanto agonizava… Fisicamente e mentalmente. A poça do próprio sangue estava em volta dele, refletindo o semblante do homem, com a cabeça em uma luta ferrenha para se manter erguida e ver as entidades ali presentes.

[Ace of Diamond]: Sua mãe… a Dama Vermelha. Ela foi proibida de ter viver como humano normal, existia apenas para cumprir seu dever como Juíza, junto com o Cavaleiro Negro (Black Joker). Mas ela se apaixonou por um Diamond, o Karsh Alexander Endeavour. Fugiu de sua obrigação. Embora soubessemos de tudo, deixamos. Todavia, não foi de graça. Você nem deveria existir, Keepler…

[Ace of Trevor]: Ela era a essência ígnea, a dona do tempo e os 7 guardiões eram os pilares de sua força e da sua vida: Terra, fogo, água, ar, natureza, luz e trevas. O preço por uma vida foi que ela adoeceu, após dar à luz a você… Um mal sem cura. Se ela continuasse enferma, pouco a pouco, os guardiões iriam se corromper pelo elo entre eles, a natureza em volta iria sucumbir. Rios secariam, vulcões cuspiriam lava, a terra se racharia e todo tipo de catástrofe, mas…

[Ace of Spades]: ...Se os guardiões fossem mortos, a natureza não sofreria os efeitos da enfermidade dela, mas custaria-lhe a vida. Por isso ela mentiu pra você, dizendo que os guardiões na verdade eram a causa de sua doença. Dessa forma, ela preservou o mundo.

[Ace of Scarletheart]: Diferente dela, seu tio, o Cavaleiro Negro, representava o espaço, o Arauto da humanidade, quem cuidava dos homens. Mas como vocês cultuaram a guerra, a morte, e uma série de coisas malévolas, e ele se perdeu em amargura e sofrimento. Tudo de negativo e ruim, era enviado para ele, sentido por ele. Fazendo-o se tornar o Espectro do Vazio. Porque cada pessoa que chorava, cada criança abandonada, cada ferida e morte… Ele quem estendia a mão para tomar para si e tentar manter os homens sob controle. Poupamos ele da tarefa de dar um fim aos magos de Naipes, e…

[Ace of Diamond]: ... Escolhemos você para a tarefa, porque como eu disse… Não deveria existir. Seu tio foi contra, contra tudo isso. Entretanto, nossa palavra é absoluta, e estava decidido isso, meu rapaz.

[Ace of Trevor]: Seus infortúnios… Foram uma boa diversão. Embora soubessemos dos resultados, assistimos sem interferir. Primeiro sua mãe morreu pela sua tarefa…Os Trevors, anos depois, junto com os Scarletheart, cansaram da hegemonia dos Diamond, planejaram derrubar sua família. Spades não concordou em ajudar, na verdade foram coagidos a não interferir, embora eles articulassem em segredo uma defesa para vocês. Mas não foi a tempo… Os Diamond foram dizimados e você, por sorte ou azar… Sobreviveu.

[Ace of Spades]: Então as duas casas conspiradoras armaram para que parecesse os Spades responsáveis pelo ataque, e você tomado pela sua fúria e desejo de vingança, já tinha parte da força de sua mãe, sangue do seu sangue., não foi difícil trucidar esse clã, a família de sua primeira amada, incluindo ela dentro dos abates… Trágico, você fora enganado como um rato atrás de queijo, levado diretamente para a armadilha.

[Ace of Diamond]: Depois descobriu os verdadeiros responsáveis… Articulou um segundo plano e agiu friamente nas sombras. Fez as duas famílias começarem um conflito contra si mesmas e então se vingou de ambas de uma vez só. Já não havia mais magos em Naipes, nosso desejo foi executado com sucesso. Só faltava uma pessoa… O Cavaleiro Negro. Iriamos poupá-lo e mandar você para o esquecimento, mas ele foi oposto a isso. Por vê-lo  sofrer tanto por tanto tempo, mais do que você provou, nós ouvimos a proposta dele. Para tirar sua dor, ele se responsabilizou por toda essa matança como um verdadeiro tirano e vilão. Desde o começo ele sabia o que iríamos fazer e se comportou assim. Mas não poderíamos poupar os dois, então escolheu morrer pelas suas mãos…Foi uma tragédia e tanto para você. Ainda assim, graças a isso, a magia não vai ser mais usada para guerras nem nada do tipo em Naipes. Em algum tempo ela estará totalmente purificada. Haverão apenas pessoas comuns, sem derramamento de sangue por ambição, sem  violar as outras vidas deste mundo. Sabemos que, em termos humanos, fizemos algo terrível com você, por causa disso lhe daremos, como uma compensação, a guarda de todo o legado da magia de Naipes. Todas as cartas que representam  as casas estarão sobre sua posse, incluindo uma parcela de nosso poder e dos Juizes, seu tio e sua mãe. Você também será imortal… Entretanto...



“Você não poderá ter filhos…”
“... Tampouco ensinar o que sabe para outrem…”
“... Será para sempre...”
“... O último Mago de Naipes.”
“... Essa é nossa sentença final!”




CONSIDERAÇÕES

OBS¹: Keepler tinha ído para o meio do estacionamento pouco antes de usar os chicotes de sombras. (Quatro últimas linhas antes do flash back da clareira no round anterior). Então considerei que o ataque da oponente foi desferido exatamente como ela descreveu, mas ao invés dele estar entre os carros, está no meio do cenário.
OBS²:OBS²: Como descrito na Move-List, as cartas nominais tem efeito limitado de 3 Turnos, esse é o segundo Turno de uso das habilidades da carta King of Trevor.
OBS³:A condição para uso dos poderes das cartas é ele tocá-las primeiro para depois ativar as habilidades delas. Ele tocou a Queen of Spades no primeiro round, mas não utilizou a técnica dela. Agora é que ele vai ativá-la.  
OBS⁴: Dentro das sombras existe uma outra dimensão, como descrito na carta King of Trevor, lá a Spades Nº 4 (T.E) virou cinco cimitarras e a carta Queen of Spades virou 3 clones (S.T - Lv.01 : Gêmeos). Cada clone com uma carta armadilha em si de tempestade elétrica com a Trevor Nº 6 (T.E).
OBS⁵:[/b] Como não não pus na extensão sobre o efeito das cartas armadilhas quando colocadas em clones ou outros corpos animados, acho correto considerar que as cópias ficaram inutilizadas após o choque.
P.S:[/b] Não teve esquema ilustrado nesse round, peço desculpas!

1 - Foram executadas 1 ataque combinado, 1 ataque especial, 1 combo 2 defesas: Cópias atacando junto ao mesmo tempo (1 Ataque combinado - 3 golpes básicos); As Descargas Elétricas (1 Ataque Especial), Sequencia de 4 cortes (1 Combo); As cartas protegendo o corpo de Keepler contra Vorpal Blow (2 Defesas Básicas, uma contra cada lâmina).
2 - Momento I = Ação 1 (Proteger-se do golpe no chão), Ação 2 (Proteger-se da Vorpal Blade desviando-a usando golpes com as cartas) & Ação 3 (Proteger-se da Vorpal Cleaver com a barreira de cartas); Momento II - Ação 4 (Usar o poder ativo da King of Trevor - Umbracinese S.T Lv03 para ocultar as cartas Spades Nº 4 e a Queen of Spades e Trevor Nº6, invocando as cópias na outra dimensão, às armando com cimitarras e dando-lhes cartas armadilha, onde em seguida as cópias saíram e atacaram Alice simultaneamente); Ação 5 (Ativar as armadilhas elétricas que estão nas cópias à distância caso Alice não seja atingida por nenhum ataque das cópias).
Momento III - Ação 6 (Keepler retorna ao plano real pelo flanco da garota, fazendo uma sequência de 4 ataques básicos com a cimitarra para tentar cortá-la).
3 -  Fonte da citação referente ao livro Art of War: Tópico 3, aqui..
4 -  O Momento I - Durou entorno de 10s até começar a fala de Keepler; Momento II  - Durou entorno de 8s após a fala de Keepler; Momento III - Durou em torno de 5s, logo em seguida a ativação das armadilhas.


RESUMO

Keepler ficou surpreso com a evasão de Alice das agulhas e a súbita reação de fúria dela, tendo que se manter firme para não cair após ela bater a Hobby Horse no chão. A transformação dela também o deixou alarmado, assim como sua nova movimentação, na qual ele usou as cartas dele como um enxame de abelhas para se proteger das duas lâminas dela. Em seguida, usou a manipulação das sombras, ainda ativa, para invocar quatro cimitarras, três clones e três cartas como armadilhas elétricas: Os clones emergiram tentado ferir a oponente em 3 lugares diferentes, com a premissa de que, se não fossem suficientes, Keepler usaria as cartas armadilha para tentar paralisar Alice com as descargas elétricas e, logo após, iria ele próprio tentar golpeá-la com uma sequência de cortes.
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Re: EnDiamond VS Thε Mαdnεss Ω Λlιсє

Mensagem  Thε Mαdnεss Ω Λlιсє em Qui Jun 07, 2018 7:11 pm




ㅤㅤAs pessoas que frequentam o Old Line pareciam sempre respeitar o espaço oferecido pelas faixas de estacionamento para o estacionar de veículos. Diferente de outros lugares que algumas pessoas ‘comiam’ essas faixas, aqui se vê um mínimo de respeito pelo espaço do próximo, permitindo que os passageiros pudessem abrir as portas com mais tranquilidade e transitarem entre os vãos que ficam entre os veículos estacionados. Mas o que isso tem de tão importante para mim? Quando voei por entre os carros, eu passei justamente por entre o espaço que os separavam um do outro, plantando surpresinhas por debaixo deles para que se ocultassem e se revelassem somente quando fosse chegada a hora. E logo após isso, eu parei minha movimentação ali, no centro do estacionamento, sorrindo, encarando-o, provocando-o.

ㅤㅤ── Qual será sua próxima jogada, mago? ── E quem poderia imaginar que a minha provocação fosse fazê-lo falar daquele tanto?

ㅤㅤMas o que aconteceu antes? Minhas investidas tiveram uma parcela de sucesso e outras de fracasso. Quando saltei para um dos carros mais afastados e mapeei todo o ambiente que nos servia de arena para o combate, eu pude notar que meu inimigo estava parcialmente ferido. Até então eu não tinha noção alguma de que ele havia sofrido dano das minhas cartas, lançadas na primeira rodada desse combate. Mas não esperei muita coisa desse ferimento, afinal de contas, o dano das 52 Pickup Cards não eram tão graves, a não ser que ele fosse acertado por uma sequência direta desses baralhos cortantes. Mas o que tudo indica é que este dano superficial foi o bastante para se tornar um incômodo, mesmo que pequeno, na vida do meu adversário. Sangrar, mesmo que de leve, não era algo bom. Ainda mais se a ferida não for tratada, com a ardência do corte incomodando a cada movimento realizado, etc. Mas se ele estava ali, de pé e me enfrentando é porque não lhe fazia tanto mal assim, penso eu.

ㅤㅤO arremesso da Vorpal Blade e Vorpal Cleaver atingiram o objetivo proposto que era fazê-lo se mover. Eu não esperava que elas fossem acertá-lo mesmo, mas mostrou-me que ele tinha mais desses baralhos que protegiam o corpo dele a todo custo de qualquer coisa que lhe fosse atirada contra o mesmo. As duas facas foram repelidas pelos baralhos dele, que são muito diferentes dos meus e dos baralhos comuns e também o movimentaram como se fossem um enxame de abelhas para sair do curso delas. Pois bem, eu retornei as minhas belezinhas de volta para as minhas mãos. Por alguma razão, apenas com o estender da minha mão e com um leve mexer dos dedos, as armas vinham até minha posição como se houvesse alguma atração por meio de magnetismo. Ou seria telecinese? Não sei. Nunca parei para decifrar essa parte dos meus poderes ainda, na realidade nunca me pareceu algo tão importante assim... mas que era útil? Ah, e como era!

ㅤㅤ── Relíquias-Deuses? ── Eu não tinha ideia do que ele estava falando.

ㅤㅤ── “Não é nada que te interessa!” ── A voz dentro da minha cabeça ecoou com certa urgência.

ㅤㅤ── “O que fizeram com este senhor?” ── Perguntei para a voz.

ㅤㅤ── “Pobre alma. Ainda remoí o passado terrível de sua raça extinta. Ignore as lamentações dele! Ele está tentando tirar sua concentração!” ── O conselho dela me pareceu bastante convincente.

ㅤㅤEu fiquei atenta aos meus arredores. Olhei em minha volta. O ar havia parado. Estava estranho. Muito estranho. Ele permaneceu diante a mim e invocou do poder de suas cartas uma Cimitarra, empunhando-a e apresentando-se para mim como Keepler Endeavour, o quarto Knave dos Diamond; filho de Karsh Alexander Endeavour e da Dama de Vermelho. Essa última em questão me fez arquear uma das minhas sobrancelhas. Na minha cabeça, a voz fez questão de responder imediatamente.

ㅤㅤ── “Não confunda as coisas! Eu sou da casa de Copas! A dama que ele se refere é outra pessoa!” ── Insistiu.

ㅤㅤ── “Menos mal.” ── Respondi mentalmente. Seria muito estranho se este homem fosse o filho da Rainha Vermelha.

ㅤㅤA apresentação dele continuou. Eu ouvi cada palavra do que ele tinha a me dizer. Diferente de muitos outros lutadores que possuem egos elevados, eu gosto de saber mais a respeito de quem estou enfrentando. Afinal, todos nós contamos histórias dos combates que vivemos e o que está acontecendo aqui hoje virará história para contar para a futura geração. Talvez eu ganhe mais irmãos no futuro? Talvez eu conte essas histórias para os meus filhos? Ou quem sabe eu até escreva um livro sobre tais acontecimentos? As coisas que ele falava naquele instante era como uma enxurrada de respostas para muitas das minhas dúvidas, essas que foram negadas pela rainha quando me incentivara a ir em busca deste homem e assassiná-lo. Eu não tive escolha a não ser fazer a mesma coisa para ele.

ㅤㅤ── Meu nome é Alice Yagami, dominadora do mundo material e psicológico! Filha do atual líder e patriarca do quase extinto clã Yagami, Iori; filha da Tsuki-Hime do clã Hyuuga, Hinata! Embora eu tenha uma noção de onde o senhor é e a que mundo pertence, são poucas as informações que tive a seu respeito! E antes que faça perguntas que eu não saiba responder, eu não tenho a mínima ideia de como posso fazer parte do grupo de Naipes! A única coisa que sei mesmo é que a pessoa que pediu pela sua morte me falou que você pode ser uma ameaça, tanto para mim quanto para ela e para o ‘meu mundo’. ── Eu me apresentei formalmente, em respeito a ele, como uma forma de reconhecimento por todo o trabalho que ele vem tendo para me enfrentar. Acho que este são um dos valores que se devem ser respeitados em uma luta, onde você reconhece o outro pelos seus feitos em combate.

ㅤㅤ── “Você está mesmo caindo no truque desse insolente?” ── Protestou a voz na minha cabeça.

ㅤㅤEu levei as duas mãos para as costas, estava inquieta, logo estava balançando o meu corpo para frente e para trás. Sempre que ia para frente, mantinha meu corpo sobre as pontas de meus pés, e quando o balançava para trás, me apoiava em meus calcanhares, e assim eu continuava neste tamborilamento.

ㅤㅤ── Pelo visto você sabe muito a respeito dos meus poderes, de onde eles podem terem vindo e de como sou capaz de fazer tais coisas desafiando todas as leis da gravidade e física juntas. Talvez, o meu ‘mundo’ não seja apenas uma ilusão da minha cabeça como foi imposta por outros adultos! Talvez eu nem seja doente como eles alegam dizer! ── Sei que nesse momento ele estava tramando alguma coisa e foi aproveitando do momento que estou com as mãos atrás das costas que fiz um simples gesto com uma das mãos – um estalar de dedos. Mas o fiz durante a minha fala para abafar o máximo possível do seu som.

ㅤㅤO Keepler parecia determinado ir até o final dessa luta e eu também. Embora as apresentações estejam feitas, eu não vou perder a oportunidade de superá-lo em combate e mostrar do que sou feita! Matar ele ou não, isso seria um julgamento para fazer somente mais tarde. Ele alega ter visto em mim um motivo para continuar sorrindo e vivendo. Posso imaginar o quão pesado deve ser a sensação de ser o último de sua família. Por muitos e muitos anos o meu pai também foi um homem solitário e triste, correndo risco de toda o legado do clã acabar com a morte dele. Em questão de sofrimento, acho que eles dois estão até que bem pareados, no entanto, esse homem que ficou irritado por ser chamado de mago parece ter um pouco mais de cabeça no lugar do que meu pai tinha, pelas as histórias que eu escuto da Chizuru-san.

ㅤㅤA pausa para os diálogos se encerrou ali. Eu vi o momento que ele mergulhou nas sombras que nasceram abaixo dos meus pés, mas não vi o momento que ele me cercou com aquela escuridão. Quando menos esperei, três deles surgiram para me atacar de cada lado. Um pela frente, um pelas costas e outro pelas pernas, este último somente com a metade do corpo emergindo das sombras do chão para me atingir as pernas. Todos os três empunhando a mesma Cimitarra que ele materializou e empunhou contra mim.

ㅤㅤFechei os meus olhos vermelhos. Engoli seco. Eu não tinha para onde fugir... eu tinha tudo para sofrer os danos mais letais possíveis nessa luta e ficar incapacitada de lutar. Só que eu havia me preparado para isso. Infelizmente, o que me atacou pelas costas conseguiu amputar as minhas asas de gafanhoto. Embora elas sejam apenas parte de uma transformação, eu não pude resistir a dor e o corte delas das minhas costas deixariam uma cicatriz. E foi somente isso. O que me salvou dos outros dois e ainda por cima derrubou o responsável pela destruição das minhas asas? Demônios! Sim.

ㅤㅤMinutos atrás eu havia voado por entre os vãos dos carros e deixei três dados, um de cada posicionado em baixo de três carros do estacionamento. E foi com o estalar de dedos que fiz mais cedo que libertei essas mini criaturas infernais de dentro dos dados negros, que atacariam qualquer inimigo que estivesse no meu caminho. Esse era o Demon Dices (nível 1). O Keepler da minha frente foi derrubado por um mini demônio que saltou na cabeça dele, com seu tridente espetando as costas dele. O que atacaria as minhas pernas acabou empalando o mini demônio, que por coincidência me empurrou um pouco para o lado, mas sem antes ele cuspir ácido na cara do outro que estava só pela metade nas sombras. E o que atacou minhas costas foi derrubado ao chão, ambos se debatendo, como se um tentasse alvejar o outro. E no fim, os três Keeplers emitiram uma explosão elétrica que matou os mini demônios.

ㅤㅤ── Então ele esperava por isso? ── Aos poucos, eu fui voltando ao meu estado normal. A pele esverdeada voltou aos seus pigmentos normais. Com as asas amputadas não haveriam motivos para continuar mantendo a forma de Grasshopper. Como não existia mais as asas nas minhas costas, o rasgo que ocorreu na roupa por causa do crescimento delas foi costurado em um passe de mágica. O país das Maravilhas ainda tinha bastante influência na tomada de decisão das minhas roupas, permitindo que elas continuassem sempre perfeitas, independente dos danos que eu tomasse. Porém, o corte que eu recebi de um dos clones dele acabou permanecendo no meu corpo e sangrava um pouco. O vestido ficou manchado com o vermelho do meu sangue, mas que parecia inexistente por conta de sua cor. Ainda estou com as duas facas em mãos, mas guardei a Cleaver para empunhar somente a Vorpal. Ela seria mais que o suficiente!

ㅤㅤ── Onde está você, senhor Keepler? ── Olhei de um lado para o outro, cima para baixo. Atenta ao mínimo barulho que fazia pelos arredores. O trânsito continuava, mesmo após o tremor da colisão do meu Hobby Horse minutos atrás. As pessoas ali atrás assistiam quietas, como se um pio pudesse arruinar todo o show que desenrolava ali dentro do estacionamento. Eu dei um passo para o lado e outro para trás.

ㅤㅤEle finalmente apareceu!

ㅤㅤ── Aí está você!

ㅤㅤMe flanqueando pela esquerda, atacando-me com sua arma em duas sequências. A primeira, cujo o movimento de corte realizado por ele formava um X, foi interceptado por mim que atacou a Cimitarra dele usando a Vorpal Blade para colidir uma lâmina na outra. Esse contato emitia faíscas pequenas. A medida que ele me golpeava, ele dava um passo para frente e eu, que repelia os ataques na mesma velocidade e posição diferente, acabava recuando para trás.

ㅤㅤ── Hahahaha! Que divertido! Você é muito divertido, senhor Keepler! ── Eu realmente acabei me divertindo com esse momento. Não era todo dia que se tem um oponente que também lute usando armas brancas pra proporcionar um momento desses, onde ambos digladiávamos com nossas armas brancas para ver quem seria o vencedor, quem acabaria empalando o corpo um do outro e se consagrar o vitorioso deste duelo mortal. A minha feição mudou-se completamente para uma mais sádica, com um sorriso de ponta a ponta, olhões arregalados, típico uma face de uma garota psicopata.

ㅤㅤA segunda sequencia dele, que formava uma cruz também foi repelida pela colisão de nossas armas. Mas eu não deixei que ele escapasse. Não antes de nos encararmos frente a frente, com nossas armas disputando uma contra a outra.

ㅤㅤ── Você chegaria ao ponto de me matar? ── Sorri. ── Vamos! Responda! ── Eu fazia essas perguntas com a intenção de descobrir... se ele era mesmo um real problema para o meu mundo ou se só incomodava mesmo aquela maldita Rainha.

ㅤㅤEnfim, ele saltou para trás. Acho que posso finalmente encerrar a minha defensiva e partir para a ofensiva. Eu havia escondido mais uma coisa atrás de outros carros. Foi só eu abrir um sorriso para ele que vários sons de relógios comeram a tocar em volta do cenário.

ㅤㅤTIC-TAC-TIC-TAC-TIC-TAC-TIC-TAC!

ㅤㅤ── “Oh não! Eu estou atrasada para a festa do chá do chapeleiro maluco!” ── Falei, mudando um pouco o meu tom de voz, para algo mais infantil e menos aterrorizante.

ㅤㅤNa minha mão esquerda surgiu um relógio de bolso. Na minha mão esquerda um espelho de mão.

ㅤㅤ── “Essa não! Eu vou perder a festa de desaniversário do Carpinteiro! Todos vão comer bolo, tomar chá com biscoitos!” ── Eu mudei a minha expressão para algo mais triste, cabisbaixa.

ㅤㅤFechei os olhos. E então os abri novamente, encarando Endeavour com um olhar sádico e mortal.

ㅤㅤ── DANEM-SE! HAHAHAH! ── E apertei o botão do relógio de bolso ao mesmo tempo que eu olhava para o espelho e ele refletia uma versão horrenda de mim mesma. Uma versão pálida como se estivesse morta, os olhos faltavam e deles marejavam lágrimas de sangue por todo o meu rosto. Eu ri. E olhei para ele enquanto o espelho me cobria com um forte brilho mágico, tornando-me invisível.

ㅤㅤEnquanto o meu corpo desaparecia, os sons de tic e tac dos vários relógios cessaram. Na realidade eles eram várias bombas relógio de coelho que eu havia posicionado embaixo de todos os carros e um do lado da única moto que havia no estacionamento. E na hora que eu apertei o botão do relógio, cessando seus contadores, os olhos dos coelhos se abriram e ficaram vermelhos e todas explodiram. Cada explosão fez com que todos os vidros dos carros explodissem em vários estilhaços que foram arremessados para todos os lados. Um deles, inclusive, acabou atingindo o meu rostinho, abrindo um pequeno corte e foi ao exato momento que eu comecei a desaparecer.

ㅤㅤFoi usada uma combinação do “The Looking Glass” e “The Clockwork Bomb” para efetuar essa evasiva onde eu fico invisível ao mesmo tempo que meu inimigo tem que lidar com os vários estilhaços. Como eu sei que ele é bastante astuto, ele se livrará dessas coisas. Mas e quanto a mim? Invisível, silenciosa. Como ele vai me detectar? Será observando os cacos de vidro do chão? Seria uma forma de me achar. Seria pela gota do sangue que escorreu da minha face e pingou no chão? Ou pelo cheiro? Pelo chi? Eu não sei. Mas só sei de uma coisa: GRANADAS!

ㅤㅤO som de um bule pode ser ouvido por todos os lados. Como se ele estivesse superaquecido e pronto para a água dele ser derramado nas xicaras de chá! Mas... Não foi bem isso que aconteceu. Como se viessem de outra dimensão, três granadas de chá foram lançadas do nada na direção do homem com a Cimitarra. E elas explodiriam assim que entrassem em contato com qualquer coisa. Essas granadas de chá são capsulas pequenas e acinzentadas que explodem e derramam chá quente, superaquecido sobre os inimigos, causando-lhes queimaduras terríveis de terceiro grau. Se ele fosse usar suas cartas para repelirem, então seria bom que ele pensasse em algo para proteger ele todo, pois o chá se esparramaria para todos os lados e são três dessas granadas, podendo dar um banho fácil no homem se ele não fosse esperto o bastante para lidar com elas. Essas granadas de chá são provenientes de outra arma minha: Tea Granade! Se tratava de um grande bule de chá com o poder de carregar granadas de chá para disparar contra inimigos. Funcionava igual um lança granadas e tinha um poder destruidor!

ㅤㅤSe essas granadas não fossem um sucesso, outro ataque seria usado para compensar o erro. Enquanto estou me movendo invisível, raios serão disparados contra as costas de Endeavour. Esses raios são provenientes de outra arma minha, também dona de um poder devastador! O cajado do Olho de Jaberuco! Ou Jabberwock’s Eye Staff. Um cajado de madeira que com uma estranha pedra chamada Olho de Jaberuco, capaz de emanar poderes elétricos que podem atravessar o corpo do oponente com extrema facilidade, além de também conjurar algo ainda mais devastador. Mas por enquanto, estou apenas me divertindo! Se os raios atingirem Endeavour, eu tenho minhas dúvidas se ele será eletrocutado até a morte ou se sofrerá uma grande descarga que o deixaria atordoado. Mas contando que seja a segunda tentativa (afinal, eu não sei que ele é de fato imortal), se ele fosse paralisado pela onda de choque desse cajado, eu assumiria que ele não teria chances sequer de usar suas cartas e tão pouco a sua arma. E é nesse momento que eu venho encerrar a minha investida, o momento que a invisibilidade acabaria e eu estaria de frente para ele, olhando em seus olhos.

ㅤㅤLike a Zombie Video Game? Sim. Igual um jogo de zumbis! Esse agarrão tem como propósito imobilizar minha vítima segurando-a por um dos braços e empalando a minha faca na costela dela, atravessando toda a lâmina em seu peito; e no caso de Endiamond, eu estaria atingindo-o numa região que não lhe custaria a vida, por enquanto. Seria esse o meu ataque final se de alguma forma eu conseguir imobilizar ele com as granadas ou com a eletricidade. E o resultado disso tudo seria um lindo sorriso manchado com um rosto sujo de sangue, um olhar penetrante de uma dócil garotinha que está completamente tomada por uma loucura difícil de ser curada. Como diria o coelho branco: “LET THE MADNESS BEGIN!” Eu sussurraria para o homem a seguinte canção...

ㅤㅤ── The Sandman’s coming in his train of cars, with moonbeam Windows and with wheels of stars. So hush you little ones and have no fear, the man in the moon... He is the engineer.

ㅤㅤAo fim disso, eu tiraria a faca do peito dele e o empurraria ao chão com um chute desferido ao peito dele.


_________________
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Round IV - Mov. I

Mensagem  【D.K】 Kєєρlєя Eиdєαvσυr em Sab Jun 09, 2018 10:53 am



Black Diamond





Quieta demais… Teria ela bolado travessuras para ele? Uma parte da dor acometida às cópias foi sentida por End quando nocauteadas pelos “amiguinhos” da oponente, fazia parte do elo com as cartas. Quando a jovem havia espalhado pequenos demônios por aí para atacar assim? Lembrou-se da movimentação estranha dela enquanto na forma de inseto, fora muito astuta e perspicaz, uma investida admirável. De um jeito engraçado, eles pensaram igual: Ele com os clones, ela com os demoniozinhos. O único receio disso tudo é que conforme a luta prosseguia, o mesmo se sentia empurrado à alcançar uma linha que poucos tiveram a capacidade de forçá-lo a cruzar, e não era o tipo de postura que Keep gostava de assumir. Trazia memórias de um momento em que fora tomado pelo pior de si mesmo, sem hesitar.

A investida prosseguiu, até que colidiram lâminas e ficaram próximos um do outro. A cimitarra e a faca dela trincavam uma na outra, fazendo um rangido metálico enquanto faíscas escapavam pela força que aplicavam um contra o outro. Dançavam uma luta mortal, a medida que ele avançava com os golpes e ela recuava. O rosto da oponente, por sua vez, era doentio de um jeito psicótico ─ Você chegaria ao ponto de me matar? ─ Perguntou como se estivesse entorpecida ou excitada pela emoção da luta. Para uma garota com aquele corpo esguio e pálido, quase como uma boneca de porcelana, Alice era extremamente resistente e forte, fazendo um duelo de forças enquanto se encaravam. As expressões amenas de Endeavour foram tomadas pelo mais completo ar fleumático, uma ausência de sentimentos cada vez mais latente, como se um vazio estivesse sendo aberto dentro dele para alcançar o ponto que tanto temia, sendo uma reação oposta a agitação da adversária, mas tão perigosa quanto. A vibração dela parecia tão deturpada e assassina ao ponto dos cabelos da nuca do homem se eriçarem em alerta, não podia mais se segurar daquele jeito, lutou de maneira digna e sem subestimar a opositora, todavia nesse ritmo poderia ser sobreposto pela vontade dela, visto que a garota não estava poupando esforços, desde a primeira investida, queria espremê-lo até ver sua pior face emergir?

Tinha conseguido.

Foi quando ouviu o Tic-Tac estridente em todo o local,  e pior: não parecia ser um único objeto e sim vários, em locais diferentes, em frequências diferentes, a ideia era única: Bombas Relógio. Não tinha como ser outra coisa naquele contexto, e ele conhecia bem esse artifício de guerra.



Ano de 1940, França
Segunda Guerra Mundial.

Após o início da invasão rápida dos alemães, com a Blitzkrieg, o exército francês e a população foi forçada a evacuarem suas cidades às pressas em um estado de alerta total, ao passo que o inimigo só precisava de dias para avançar pelo território. Mabelle era francesa e compartilhava de sua residência com Keepler em Paris, as más notícias vieram rápido, todavía ela não iria, tampouco queria sair dali. Tinha suas obrigações enquanto Príncipe de Paris diante da sociedade a qual era integrante (Camarilla), mas não apenas isso. Sua amada tinha uma forte ligação com a cidade, um apego imenso, a qual fazia ela residir ali desde sempre. Keepler entendia os riscos em torno deles, mas era o único que a entendia também; Não estar ao lado dela seria o mesmo que negar continuar vivendo, então faria o possível para que permanecessem firmes diante do perigo iminente.

Em meio à atmosfera de medo e ansiedade, Endeavour ajudava orfanatos e asilos à evacuarem durante o dia, alternando com um serviço voluntário em hospitais para civis e deportados da do front. Conseguiu evitar o alistamento com ajuda de uns contatos e amigos que fizera ao longo dos anos, e se achava mais útil como auxiliar de enfermagem. Curioso pelas ramificações do saber, não chegava a ser formado na área de medicina, mas possuía conhecimentos suficientes para prestar assistência.
Sabia os males de guerras assim, não foi a primeira que presenciou, tampouco seria a ultima. Ia  vinha nas alas hospitalares carregando panos limpos, bacias de água quente, as vezes material cirúrgico, porque tudo estava uma completa zona. E foi em uma dessas viagens que reencontrou um amigo boêmio que tinha se alistado e servia como soldado, o Julian. O rapaz havia perdido uma perna e um braço e metade do rosto estava queimado. Assim que o reconheceu, Keepler foi até o mesmo lhe prestar o atendimento necessário. Dias depois, quando o conhecido tinha ficado com seu estado estável, reapareceu para conversar.

[Keepler]: Quando acho que vou me livrar de você, eis que me aparece aqui para me dar trabalho como sempre… - Mesmo em tom amigável, havia um pesar na voz do mago, talvez por ser tão triste ver um amigo assim.

Julian sempre foi extrovertido e animado, tanto quanto Keep, pareciam duas crianças quando conversavam ou saíam pela cidade para beber algo. O rapaz tinha cabelos loiros na altura dos ombros e fios lisos, olhos cor de mel e pele levemente bronzeada pelos dias que sofreu debaixo do sol no campo de batalha. O enfermo tinha o rosto parcialmente enfaixado, só conseguia ver com um dos olhos, e assim que ouviu a voz conhecida, o olhou e tentou, de um jeito fraco, sorrir.

[Julian]: Ora, ora… Parece que o desocupado achou algo pra fazer. Deve ser por isso que não me sinto bem, fui atendido por um desastrado... - Falou até demais para quem estava muito debilitado, chegando a tossir no final do discurso, onde End o ajudou, oferecendo um copo d’água.

Se entre olharam, ouve um sorriso amigável e depois a tensão prevísivel. A pergunta que coçava na língua do mago era inevitável.

[Keepler]: O que aconteceu?..

[Julian]: Uma operação de sabotagem mal-sucedida… - As expressões do moreno que ouvia o relato não mudaram, imaginando que o outro daria prosseguimento a trágica narrativa. -... Tinhamos, eu e meu esquadrão, a missão de explodir as pontes das cidades vizinhas e tornar certos pontos inacessíveis para reter o avanço dos Nazi por mais alguns dias até que evacuasse a região toda. O comandante disse que eles demorariam em torno de 4 dias para chegar aos pontos marcados no mapa e tínhamos um prazo apertado para ir aos locais, destruir as construções selecionadas e sair de lá o mais rápido possível para não sermos pegos. - Pausou um pouco para respirar, pedindo ajuda para se ajeitar no leito do hospital, no quarto onde estava internado com outros militares. - Não demoraram 3 dias, Keepler… Os desgraçados chegaram em 2 dias e meio, não tínhamos conseguido implodir metade dos objetivos. O que era pra ser uma missão relâmpago, virou um combate suicida… Tentavam explodir tudo pelo caminho o mais depressa possível, enquanto trocavamos fogo com os alemães. Ja haviam acabado os detonadores remotos… Aqueles usados em minas, sabe? Então tivemos que improvisar bombas-relógio para detonar os prédios sem estarmos dentro e…

[Keepler]: Como assim, bomba-relógio? - Perguntou curioso, porque a unica coisa que imaginava era uma bomba que fazia algo com o tempo. O amigo não sabia das habilidades mágicas dele.

[Julian]: É um dispositivo explosivo, onde colocamos um temporizado programado ou um relógio com alarme, dai acertamos em quantos minutos queremos que ele exploda e ai ele fica fazendo um “tic-tac” angustiante em contagem regressiva. Assim, podemos “plantar” ele em um lugar, sair do raio de explosão e esperar acontecer o KABUM no tempo cronometrado… O problema foi que o cabo que foi comigo plantar uma das bombas ficou nervoso demais, e ao invés de programar o detonador para 1 minuto ele pôs um tempo muito menor. E quando armado e acionado, não tem como voltar atrás. Estávamos a alguns metros do local de detonação quando foi tudo pelos ares. Não me lembro de mais nada depois disso...

O amigo ja devia ter se dado conta da situação física naquele instante, relembrá-lo daquilo era completamente desnecessário, uma ênfase cruel. O moreno suspirou pesado, passando a mão na nuca com certo nervoso, enquanto se recostava  na parede ao lado da cama, levando a mão aos bolsos da calça que usava, vestido de branco como qualquer outro funcionário do hospital.

[Keepler]: ... O que acontecerá com París, Julian? -

[Julian]: ... O pior, meu amigo! A verdade é que estamos sendo trucidados… Eu… Eu aconselho que siga o toque de recolher o mais depressa possível. Saia daqui! Pegue o que for essencial, vá com sua esposa para outro país, até para América se achar necessário. Só não fique...

Um ataque alemão à cidade oferecia risco à Mabelle e seus interesses, pensar nela primeiro sempre foi algo normal para End, até porque, o que seria o amar se não zelar pelo outro antes de si próprio? Pensava em como poderia ajudá-la a manter-se ali durante todo aquele inferno. Keepler assentiu positivamente com a cabeça, embora não fosse de fato fazer o que lhe era pedido, não tinha como. Isso o consumia em pensamentos e em angústia.

A chegada dos alemães na cidade aconteceu cerca de um mês depois disso… Eles já haviam passado pela WWI juntos, mas essa parecia muito mais cruel e desumana que as outras. Foram anos difíceis,  superaram juntos as adversidades e passariam por esse novo desafio também. Isso significava não apenas ajudar os outros ficando num hospital, dessa vez, implicava em participar da guerra, escolher um lado, aquele que trouxesse conforto e paz para sua amada.

E durante o período de batalha, independente do caos tecnológico em sua volta, a paixão pelo conhecimento levava Endeavour à se enfiar no laboratório que tinha na mansão Villenueve e em sua Taverna e fazer experimentos variados: criar engenhocas e outras maluquices de cientista, na maioria das vezes sempre eram criações inofensivas ou apenas testes para saciar a curiosidade e matar o tempo. Dessa vez, precisava estudar o que o inimigo possuía em mãos, assim como o que seus aliados tinham para seu auxílio. Conhecer armas, equipamentos e outras coisas foi fundamental para End conseguir se virar contra armas de fogo e explosivos, isso incluía em saber como funcionavam também as bombas, que eram mais comuns em ataques surpresas e devastadores, fossem por tanques, por aviões ou mesmo armamento dos soldados. As. bombas relógio estavam inclusas.



Old Line, agora…
Momento II - Ação 1 & 2

O sorriso da menina de cabelos negros fez os músculos dele se enrijecerem em alerta. Ela deveria ter explodido tudo naquela hora, de verdade, teria feito um estrago desgraçado. O pouco tempinho das falas dela foram suficientes para Endeavour reagir devidamente:

Na primeira fala, havia uma enxurrada de informações que podiam ser uma charada ou um devaneio de sua oponente. Estava preocupado com as ações dela, assim como sentir-se encurralado novamente por uma porção de não se sabe lá quantas bombas. Havia provado disso instantes atrás com o prisma mágico que ergueu antes para se proteger das pedras de gelo e das borboletas dela. Uma segunda dose da mesma coisa? Nada disso, parecia ser muito mais agressivo, julgou então que a mesma defesa não funcionaria, a não ser que fingisse a mesma defesa.
Alice demonstrou ser uma oponente à altura para que ele recorresse à tal estratégia, faria ela provar uma das frases preferidas do mago: A defesa é o melhor ataque.

Ela falou uma segunda vez, e ele ja levou a mão esquerda para duas cartas Ás of Diamond (S.T - Lv. 01: Construtor) & Jack of Diamond (T.E - Velocidade Amplificada), ativando suas propriedades imediatamente, enquanto fitava a garota perder-se em si mesma naquela psicose frenética. Viu o relógio na mão esquerda dela e depois a imagem da mesma no espelho, com uma aparência cadavérica a qual causou repulsa nele, devido à sua aversão aos mortos, no sentido de que considerava algo “perturbador” ou inquietante para ele a possibilidade de vida após a morte com características não-humanas ou deformidades contrárias às condições normais de se permanecer vivo (Estar sem olhos, cabeça aberta, coisas grotescas). ─ DANEM-SE! HAHAHAH! ─, A última fala, a forma de olhar e o sorriso dela denunciaram o ataque iminente. As explosões.

O atentado pirocinético da jovem instaurou o império do caos na Old Line, a plateia não via mais um uma luta, estava vendo um ataque terrorista agora. Fumaça, fogo, destroços de vidro e metal. A parede da Live House ficou parcialmente danificada e marcada com fogo, as luzes em volta perdiam a função devido a claridade das chamas, soltando faíscas para o céu. As vitrines do térreo e do andar de cima viraram cacos, acertando as pessoas e assustando-as com o barulho, já intenso. Outros carros do outro lado da rua apitaram seus alarmes, os que passavam frearam com o incidente repentino e agora havia acidente na pista. Haviam pessoas feridas? Certamente. O ataque desmedido de Al (Alice) se mostrou inconsequente a níveis desproporcionais, ela ultrapassou a própria linha, era vez de Keepler.

Endeavour, em seu instante de reação logo que ela começou a rir, só teve tempo de agir. Do solo surgiram placas de diamante mágico (Ace formando um cone em volta dele, tão translúcido e polido que nem parecia estar ali. Não achava possível Alice saber de qual material era feita aquela estrutura, ainda porque era muito similar à barreira usada antes com a carta Diamond nº 3 (Round 2), mas sua resistência era inigualável, ainda que houvesse um propósito mais perverso para utilizar o Ás.

O general conhecia intimamente cada carta de seu baralho, as diversas formas de usá-las, não apenas as óbvias. Faziam parte da extensão seu corpo, seu conhecimento enquanto mago e guerreiro. De todas, o (Ace) Ás of Diamond era o mais destrutivo e perigoso nas mãos dele, devido a criatividade latente do rapaz. Alice parecia mais uma mulher lutando do que a garota que seu corpo demonstrava, em contrapartida, End teve uma infância incrível, e seu lado criança ainda vivia latente em suas manias, trejeitos e pensamentos; nas lutas, pegava emprestado essa criatividade espontânea para seu melhor. A imaginação pode ser uma arma extremamente poderosa. A oponente bebida dessa fonte também de alguma forma.

A pergunta era, onde estava a doidinha? Ela ficou invisível bem na frente dele, o que podia fazer em meio aquele caos?

Com os estilhaços mais perigosos lançados das explosões colidiram com as placas de diamante foram chicoteados para outros lugares, mas por comando de End, as mesmas estruturas viraram pó assim que receberam o impacto, fazendo uma nuvem de pó brilhante se expandir em volta dele, mas não por causa da pancada, isso foi idealizado pelo mago propositalmente, para dar a entender que eram películas frágeis, e também por outros dois motivos. Ainda assim ele fora acertado por outros pedaços de asfalto e pequenas peças de carro, fazendo alguns cortes em seu corpo, marcando-o com linhas vermelhas, mas pela expressão dele, era irrelevante. Endeavour tinha uma tendência em se não se preocupar com a própria integridade física em combate em certos casos, podia se permitir às vezes até receber um ataque grotesco, apenas para ter uma melhor chance de contra golpe.

Agora havia fumaça e pó brilhante no ar. Parte da poeira permanecia suspenso, parado, como se boiasse dentro de uma solução líquida qualquer, enquanto o resto seguia o fluxo do ar em um campo de 10 metros de raio, partindo de onde ele estava. Eram diamantes do tamanho de um grão de areia e serviam como um radar. Devido a ligação entre a mente de Keepler e a inteligência artificial das cartas, ele tinha como saber o tudo sobre cada uma. Nesse caso, ele sentia, quase como formigamentos pelo seu corpo, cada partícula do pó de diamante proveniente do efeito da carta Ás of Diamond no ar, sabia onde estavam e poderia controlá-las à seu bel prazer, mesmo que exigisse uma concentração ferrenha do mesmo.¹ ²

Momento II - Ação 3 & 4

E foi graças a isso que pôde perceber, além do barulho do bule em vapor, a movimentação das granadas de chá desferindo uma parábola em direção à ele. Desse jeito, levantou novas paredes de diamante em torno de si para se proteger dos projéteis que vinham em sua direção; Mas não apenas isso, a movimentação de algo atrás de si, furtivamente. Pela maneira como as partículas eram deslocadas ao passar do desconhecido por elas, um comportamento similar a andar por uma nuvem de poeira e fuligem, dava para saber que poderia ser a garota pelo formato do corpo que se locomovia. Por isso não destruiu a segunda camada de placas diamantinas após o impacto das Tea Granadas, o que poupou o mesmo de levar uma sequência de raios que colidiram contra a barreira de proteção (ainda da defesa contra os bules).

Quando a pressão exercida pelos raios parou de forçar as placas de diamante, elas se tornaram pó também, impregnando ainda mais o ar como uma cortina, parecendo uma chuva de purpurina, brilhante por causa dos focos de fogo em volta do estacionamento, isso não somente para aumentar a area de rastreio, quanto tornar maior a chance dela respirar as particulas de diamante no ar.

Momento III - Ação 5, 6 & 7

Fingia não saber onde a donzela estava, olhando para os lados, mas com atenção na movimentação dela, até que a mesma ficou visível diante de si. A mesma o segurou pela mão e o puxou para tentar transpassá-lo com sua faca, mas ele enrijeceu o corpo o suficiente para ela não ser capaz de desequilibrá-lo, e bloqueou a facada segurando-a pelo pulso. Os olhos vermelhos de Alice entravam em paradigma com os olhos azuis incandescentes de Keepler, dando um ar ainda mais gélido as feições dele, ao ponto de parecer um orgulho vaidoso ou até mesmo parecer que o rapaz se achava superior, mas não era nada disso. Ele apenas tinha deixando de lado os limites criados sobre atacar de forma desumana ou cruel um oponente.

Com a velocidade amplificada (Jack of Diamond - T.E), End movimentou-se rapidamente, indo para as costas de Alice em um piscar de olhos³. Ainda com a cimitarra na mão direita, tentou transpassar a garota, para que a ponta da espada saísse pela barriga, depois retomaria uma sequência repetitiva e previsível de golpes com a lâmina, para que ela bloqueasse ou esquivasse. Com qual intuito? Garantir que ela ofegaria, respiraria mais e mais… Respiraria mais e mais daquele pó de diamante mágico que pairava em volta deles e da arena.

[Keepler]: Está respirando, Senhorita Alice?

Momento IV - Ação 8

Se ela estava respirando normalmente desde a primeira suspensão de partículas, podia sentir uma coceirinha no nariz ou até começar a tossir. A princípio, uma reação pouco suspeita devido a quantidade de fumaça em volta deles, mas… Keepler não fez poeira de Diamante à toa, não somente para rastrear o paradeiro da menina, mas também para atacá-la de dentro para fora. Se nada impediu a mesma, até aquele momento, de inalar o diamante na atmosfera, a investida dele poderia ser bem sucedida. Faria o pó rodopiar dentro dela e causar várias fissuras pequenas na parte interna do pulmão dela, de maneira que respirar iria ser doloroso e custoso, tendo como consequencia tosse com sangue, uma chance deprovocar uma crise asmática. Tudo isso para tirar-lhe o fôlego e a resistência. Além disso, queria demonstrar do que era capaz de fazer.

[Keepler]: Não é sobre querer te matar. Eu simplesmente posso fazer isso, se necessário. Porque quando se trata de lutar como um Diamond até esse ponto, iremos até o fim para cumprir nossa palavra ou seu objetivo... - Não parecia haver tantos séculos desde a morte de sua família, pela altivez a qual falava, eram eternos dentro de seu coração e de sua mente.

Enquanto olhava a cena, Keepler refletiu um pouco sobre às informações desconcertantes que ela lhe dera antes. Estava incrédulo quanto ao que foi dito. Nenhum daqueles nomes lhe era conhecido, tampouco existentes em Naipes quando ainda era uma sociedade de magos. Tanta coisa havia mudado assim? Agora sabia que não tinham laços em comum, a não ser conhecer a magia daquele mundo e sua existência. Entretanto, alguém queria a morte dele, quem? Depois de tanto tempo… E pelo visto não eram as Relíquias. Isso só o deixou ainda mais incomodado com aquele cenário, e a tendência era um instinto de caçar o caçador começar a crescer dentro dele. Alice, agora sabia seu nome, disse acerca do quanto Keepler conhecia sobre seus poderes, também deixou escapar algo talvez intimo quanto aos outros dizerem ser algum tipo de doença ou ilusão da jovem aquele universo (Naipes/País das Maravilhas). A resposta dele veio direta e firme.

[Keepler]: Nunca deixem impor sobre você o que acham que é real ou não é. Apenas a senhorita sabe o que vê, o que sente e o que te aflige. Se você não tiver firmeza sobre suas convicções, quem terá? Ainda assim, se te conforta, Naipes é um mundo real… Mesmo muito distante, existe.

Ao passo que falava, as próprias cartas iam fazendo vários círculos em volta dele.

[Keepler]: A propósito, quem disse que sou um risco para Naipes? É onde está minha origem… Perdi tanto para que ela permanecesse em eterna harmonia. Melhor… Quem é essa pessoa que quer minha cabeça? - Havia um racor notável na voz dele, um interesse seriamente perversso nisso.




CONSIDERAÇÕES

OBS¹: Como na Extensão, Keepler pode manipular as cartas tanto em seu estado normal quanto nas suas formas transformadas à seu bel prazer. Isso incluir que sendo um bloco ou uma pedra ou um pó de diamante criado pelo Ás of Diamond, podendo ser moldado como quiser. Somado a Telecinese (T.B) que ele tem sobre os poderes e as cartas.

OBS²: Um exepmplo do que ele está fazendo é igual à manipulação de Gaara (Naruto) sobre areia ou como Kuchiki Byakuya com a Senbonzakura Kagueyoshi na forma Shinkai(Bleach).

OBS³: Aproximadamente 0,01s - Porque ele se move à 150m/s quando a carta Jack of Diamonds está ativa. Ele se moveu apenas para as costas da oponente, um percurso de no máximo, de 1,5m; visto que ela estava em contato direto com o mesmo.

OBS⁴: A sequência de ataques após a tentativa de transpassá-la não são ataques com intuito de ferir ou acertá-la, apenas para exigir um esforço da garota, para fazê-la respirar e ofegar mais o pó de diamante.

1 - Foram executadas 3 Defesas Especais combinado, 1 Ataque básico 1  Combo  Simulado, 1 Ataque Especial: Defesas Especiais - 1 contra as explosões,  1 contra Tea Granade & Jabberwock’s Eye Staff ao mesmo tempo,  1 Bloqueio da Facada da Alice sob efeito da carta Jack of Diamond); Combo Simulado - 1 sequência de ataques básicos previsiveis sem o intuito de causar dano à Alice, apenas para estimular a respiração dela; Ataque Especial - Tentar causar dano aos pulmões de Alice no caso de inalação do pó de diamante) .

2 - Momento I = Ação 1 (Ativar a carta Ás of Diamond e Jack of Diamonds ao mesmo tempo, levantando a Primeira Barreira de Diamante - Contra as Explosões),  Ação 2 (Transformar a barreira em pó e Rastrear a Alice com ele); Momento II - Ação 3 (Levantar 2º Barreira de Diamante - Contra  Tea Granade & Jabberwock’s Eye Staff, Ação 4 (Transformar a barreira em Pó para impregnar ainda mais a arena e tornar mais efetiva a inalação dela pela garota); Momento III - Ação 5 (Defender a facada de Alice sob efeito da carta Jack of Diamond); Ação 6 (Transpassar a Alice pelas costas com a cimitarra), Ação 7 (Investida de ataques básicos para instigar a oponente a ofegar e respirar mais a poeira). Momento IV - Ação 8 ( Manipular o pó de diamante que possivelmente foi inalado pela Alice, para danificar seus pulmões).

3 - Toda a movimentação não ultrapassou mais de 15s.


RESUMO

Mesmo após o breve diálogo, ainda havia o estímulo de lutar. A investida de Jeepler com as cópias foi quase totalmente fracassada e, de alguma forma, isso despertou o lado psicopata da garota, que se mostrava equiparada a ele na luta corpo a corpo, forçando-o a entrar num campo nefasto de si próprio, tão perigoso quanto a jovem. Tão astuta quanto ele, a oponente em meio à sua excitação no combate, revelou as bombas que tinha plantado no estacionamento, mas que, por não serem detonadas na hora que começaram a fazer o “tic-tac”, deram tempo de reação ao mago.  Usando o poder da Ás of Diamond, Endeavour conseguiu erguer barreiras com placas de diamante mágico, que protegeram ele da explosão e dos dois ataques seguintes de Alice (As granadas e os raios), contudo ele transformou essas mesmas placas em pó, que se espalhou pelo cenário, não apenas para rastrear a garota, como também ataca-la de maneira cirúrgica, ao passo que ao inalar as partículas, ele poderia ferí-la internamente nos pulmões. Como tinha usado a carta Jack of Diamond, para ficar mais veloz, quando a garota reapareceu tentando transpassá-lo pela costela, Keepler tentou evadir do ataque, indo para as costas da jovem em um movimento veloz, tentando espetá-la pelas costas, golpeando-a em seguida com golpes simulados, apenas para forçá-la a respirar mais a poeira em volta, até que depois, se tivesse sucesso, poderia danificar os pulmões dela com as partículas de diamante. Voltando a um estado onde poderia lhe fazer novos questionamentos.
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【D.K】 Kєєρlєя Eиdєαvσυr
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