2nd South
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ℰŧℯяทลℓ ℭℎįℓԃ ~ HISAKO vs Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ

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Re: ℰŧℯяทลℓ ℭℎįℓԃ ~ HISAKO vs Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ

Mensagem  ℰŧℯяทลℓ ℭℎįℓԃ ~ HISAKO em Seg Jul 16, 2018 12:43 pm



ROUND 4 - MOVIMENTO 1

Obs: Mudança para a narrativa em 3ª pessoa concedida pelo juiz.

ㅤㅤㅤUma morte era tudo o que Shin Hisako precisava. Embora não fosse sua intenção causar dor e o sofrimento na vida daquele pobre animal, o sacrifício permitiria ela moldar o ambiente com sua malévola presença. Mesmo sendo uma guardiã escolhida pelos Ichoriens, sua natureza sombria não havia sido totalmente erradicada, não depois de longos quinhentos anos! É comum dos espíritos de vingança desfrutarem do rancor e da angustia da morte para causarem o mal alheio, seja no local que habitam ou assombram. Com Hisako não seria diferente.

ㅤㅤㅤEla não tem interesse de saber se sua oponente a teme ou não, mas sabe que todo ser vivo possui medo de alguma coisa e isso era o bastante para ela. Poderia a criatura de outro mundo ser corajosa o bastante, mas nada descartaria a possibilidade de algo ruim ou incômodo vir a lhe atormentar. Esses medos, potenciais ou não, começariam a se alastrar no subconsciente da Ether. O Ichorien saberia dos efeitos, já o fantasma, como dito, tinha outros princípios em mente. Vencer a luta! Seja por quais meios fossem necessários.

ㅤㅤㅤEra questão de tempo para que toda a zona de Slam “Free” Field começasse a sucumbir aos poderes sombrios da Shin Hisako. Até mesmo aquele desafortunado ser humano, que apareceu do nada para contemplar o duelo de forças sobrenaturais, cairia na armadilha de uma maldição plantada no local. A regra era clara: Todos que estivessem ali seriam afetados, independente de quem fosse.

ㅤㅤㅤEnquanto isso não se tornava o fator principal da investida do fantasma, a luta prosseguiu. Além de trocar sua posição com a esfera espiritual combinada ao seu Teleporte chamado Ascenção, o fantasma acreditou que seria bem-sucedida ao tentar empalar sua Katana nas costas daquele monstro e atravessar seu peito com a lâmina brilhante e ardente. Mas nem tudo era um mar de rosas, não é mesmo? As coisas que cresceram das costas dela e assumiram o papel de asas tinham consciência própria e funcionavam como olhos em um ponto que deveria ser cego para a Ether. Quantas surpresas essa coisa era capaz de proporcionar? Hisako rosnou de raiva.

ㅤㅤㅤO momento que executou a versão mais poderosa de seu Fatiador Espiritual, o fantasma acreditava que tinha tudo para ser um ataque decisivo capaz de incapacitar a oponente com os vários cortes dourados vindos de todos os lados. A investida tinha tudo para ser decisiva se não fosse pela investida que a outra, ou melhor, as coisas que ela tinha nas costas estavam preparando.

ㅤㅤㅤ“Cuidado!”

ㅤㅤㅤA voz do Ichorien ecoou como um alerta na mente do fantasma. Reagindo com rapidez, virou-se já montando sua guarda quando o inevitável aconteceu. Um estouro tão poderoso de energia percorreu sua localização. A aura negra que cobria o corpo da criatura etérea lançou o fantasma com facilidade para trás, arremessando o corpo desta contra a parede que havia abaixo dos trilhos que percorriam o lado de cima da zona mais perigosa e temida de Second South Town. O impacto foi doloroso, mas não tanto ao ponto de ferir gravemente o cadáver ambulante. A energia que se espalhou criou um feixe luminoso tão intenso que a cegou momentaneamente.

ㅤㅤㅤO que quer que tenha ficado no raio de explosão daquela energia da Hellysian, acabou sendo pulverizado com a força de seu impacto. Por muito pouco, Hisako não teve seu corpo desmanchado por essa explosão. Se não fosse o alerta do guardião que reside dentro da espada astral de seu pai, talvez ela não percebesse a tempo o que a inimiga estava planejando. Os segundos que se passam são suficientes para o espirito recobrar sua consciência. Embora o corpo esteja dolorido, ainda queimava a única centelha de vida que queimava dentro deste corpo espectral e decomposto. Ela fincou a espada no chão e usou-a como apoio para levantar-se, voltando a ficar em pé, mas arrastando os pés como se faltassem forças para andar normalmente. Uma breve olhada em volta foi o bastante para perceber que por muito pouco, toda a estrutura de trem acima de sua cabeça não veio abaixo e graças as pilastras estranhas que a mesma conjurou.

ㅤㅤㅤ── Matar essa coisa parece mais sensato do que entende-la!

ㅤㅤㅤ“Não deixe que os desejos da matrona influencie seu julgamento!”

ㅤㅤㅤ── Já passamos dos limites aqui!

ㅤㅤㅤ“Seja breve, criança.”

ㅤㅤㅤHisako ouviu sua oponente falando com os seres vivos que a protegiam. Impossível não se admirar com tal fato, uma vez que passou esse tempo todo sendo ignorada pela mesma. Um sorriso brotou nos lábios enegrecidos do fantasma, que elevava sua voz rouca e ecoante em um tom provocativo.

ㅤㅤㅤ── Oh, então você fala? ── Seus passos cessaram em alguns metros distantes da criatura.

ㅤㅤㅤNão esperava por uma resposta. O espirito havia entendido que esta não diria um pio sobre seus motivos neste mundo, mesmo se sua vida estivesse em risco. De toda forma, nada daquilo tinha importância mais. Haviam regras que os deuses de todos os planos estipularam para as criaturas que povoam estes reinos e uma delas não era tirar o direito de permanência de determinado individuo se este gerasse alguma vida no plano que reside. O que tornava as coisas bem duvidosas em cima a Hellysian era o porquê só agora ela veio a ser ‘sentida’ pelos deuses do Yomi e do Plano Astral? E porque se escondeu durante todo esse tempo?

ㅤㅤㅤShin precisava encerrar o combate, mas sem abandonar a sua tarefa. Notou que o espirito de luta da criatura era tão grandioso como o seu, logo, seria a única maneira dela poder se convencer de que ela era boa coisa ou não através do resultado final deste embate. Talvez não tivesse sido uma boa decisão trazer uma luta dessas para uma cidade bastante povoada, mas era tarde para lamentações. Ou Hisako libertava todo seu potencial e faça frente à força opressora de sua adversária, ou seria esmagada pelo crescente potencial demonstrado pela criatura, logo, tão alertado pelo seu companheiro astral.

ㅤㅤㅤ── Vamos acabar com isso!

ㅤㅤㅤHisako, segurando firmemente a empunhadeira de sua Katana, deixou-a posicionada na horizontal e frente ao seu rosto, de maneira que ela pudesse ver o reflexo de seus olhos dourados sobre a lâmina brilhante. Passou a palma da mão livre sobre a Katana, alisando o aço cortante da arma, potencializando a arma com sua energia dourada e fazendo-a emanar um calor mais poderoso do que antes. Logo após, ambas as mãos voltariam a segurar pela empunhadeira no momento que esta optou por arrastar a ponta da espada no chão, abrindo um risco dourado sobre o piso que se transformou em um portal para o mundo dos mortos, conjurando várias mãos infernais.

ㅤㅤㅤEste era o começo da sua investida fantasmagórica. A morte do animal mais cedo já havia se alastrado por todo o ambiente. As almas daqueles que morreram nesse mesmo local poderiam ser vistos como vultos percorrendo pelos cantos e recantos da escuridão. Vozes ecoariam como sussurros inaudíveis e o conteúdo de sua mensagem seriam indecifráveis para aqueles que passassem pelo local. A oponente talvez pudesse entende-las com mais facilidade, por ser algo que está além da compreensão até mesmo de Hisako, mas de mesma forma, as manifestações presentes em Slam “Free” Field se fariam mais poderosas com a execução do seu Super Ataque “Descida Eterna”.


ㅤㅤㅤAs mãos infernais que saiam pelo portal aberto no chão se arrastariam por todo o cenário enquanto fosse a vontade de Hisako. Elas eram lentas, mas eram úteis e sempre pegavam os oponentes desprevenidos. Suas formas de locomoção possuíam duas variações. A primeira era a mais visível, onde as mãos praticamente se arrastavam pelo solo, como se tentassem cegamente agarrar a primeira coisa que estivessem ao seu alcance. A segunda era mais discreta, mais sorrateira, sendo somente uma sombra negra se movendo lentamente pelo piso até cobrir as pernas do oponente – onde seria o momento de elas aparecerem e agarrarem ele com todas as forças.

ㅤㅤㅤO que essas mãos fariam? Da mesma forma como essas mãos infernais costumavam agir na vila dos Sussurros, sua função seriam a mesma aqui: Eles puxariam o inimigo pelos pés, arrastariam todo o corpo deste para o outro mundo. Fariam a criatura sentir na pele como é estar morto por breves segundos, tendo o corpo arranhado pelas afiadas unhas dos cadáveres que tentam incansavelmente atravessar aquele portal. Havia outras formas de danos? Sim. Estes mesmos mortos que puxariam as pernas dela podiam causar danos mais graves nas suas vítimas, mas o principal mesmo seria o portal se fechando e explodindo, cuspindo a vítima para fora no processo. O dano psicológico era o fator principal dessa técnica.

ㅤㅤㅤA intenção de Hisako era clara. O chão não era mais seguro e se ela não olhasse onde estivesse pisando, estaria em apuros. E mesmo que ela encontre uma forma de despistar a técnica e fazer as mãos seguirem para outro rumo, o fantasma poderia usar o “Ressurgimento” para plantá-las novamente na direção correta e tornar a vida da Hellysian um verdadeiro inferno.

ㅤㅤㅤFeito isso, Hisako desapareceu mais uma vez. Outra Esfera espiritual foi plantada no alto do cenário e usada como meio de locomoção para ela com o seu Teleporte, o Ascenção. Hisako apareceria no alto, em queda livre, com empunhando a katana em mãos para mais um golpe arriscado, como se pedisse para tomar um antiaéreo na cara. O motivo? Distração. Mas não só um ataque suicida. Enquanto ela se movia, sua aura dourada distorcia sua figura mais e mais vezes. O poder transbordante de Shin Hisako, combinada a maldição plantada na arena, estava fazendo com que várias das encarnações sombrias ali presentes servissem de Esferas Espirituais para o fantasma. Sendo assim... ela estava colhendo as almas das vítimas de Slam “Free” Field para usá-las ao seu favor. E isso só significava uma coisa: Hisako usaria seu teletransporte várias e várias vezes nessa investida, seus ataques sendo um sucesso ou não.


ㅤㅤㅤO primeiro ataque vindo de cima seria o mesmo que acabou amputando o braço dela mais cedo, mas desta vez com a intenção de tentar partir a Hellysian ao meio. Se fracassasse, Hisako desapareceria no mesmo instante e outro espirito daquele lugar seria o ponto de ressurgimento para ela, que executará outro golpe. Para não perder o foco do ataque, Hisako concentraria todas essas almas perdidas e esquecidas no tempo ao redor de Dean e ficaria trocando de posições para todos os lados, em uma tentativa de golpeá-la várias e várias vezes, enquanto as mãos infernais se aproximavam de sua posição. Se ela tentasse ir para o ar, usando as asas para voar, Shin apareceria por lá também, com chutes aéreos ou golpes pesados de espada que pudessem trazê-la de volta ao chão.






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ℰŧℯяทลℓ ℭℎįℓԃ ~ HISAKO
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Re: ℰŧℯяทลℓ ℭℎįℓԃ ~ HISAKO vs Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ

Mensagem  Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ em Sex Jul 27, 2018 1:43 am




ROUND 4 - MOVE 2



Dentro da execução do Endless.


Fazia muito tempo que Dean não sentia esse calor a envolvendo, na verdade fazia muito tempo que ela não os via assim, se movendo tão bem. Seria a alegria de tê-la de volta? De finalmente, depois de 48 anos em uma névoa constante, ela ter finalmente se recordado deles? Poderia ser. Depois de tê-los chamado de nomes errados (isso doeu em Rakras, já que ele ficou com um nome afeminado, bastava ela lhe chamar de Gomorrah que este ficava irritado), estavam finalmente sendo levados pelo nome certo, mas precisamente, ela falava com eles livremente, como outrora faziam. No dia que os fragmentos começaram a surgir, quando um último golpe duro lhe foi dado nessa vida, destroçando o resto de bom que lhe existia, a batida foi tão dura, que se tornar igualável a sua última grande batalha que a lançou a esta realidade. Relembrar do que se esqueceu pela dor jamais será algo bonito, mas lhe deram novamente a sua Ária.  E das noites de febre intensa e dores de cabeça incessantes, ela devagar tomava seu lugar de direito encima daquela identidade humana. Essa vida que ela vivia, e que eles não gostavam, mas que por algum motivo, ela preferia. Será que era a família que ela tinha? Era difícil de decifrar.


Quando seu corpo foi envolvido, ela enfincou a Ekard no chão e suspirou já imaginando o que iria ocorrer ali. Até mesmo levou a mão direita ao rosto, a passando por todo ele, estreitando os olhos enquanto balançava a cabeça. Ela podia sentir olhos ansiosos sobre si, era Cepehart, não precisava nem o olhar para este, para saber que era ele. Só pela movimentação das penas ela sabia que era ele, o ser tinha o constante hábito de sempre olhar suas expressões, ver se havia algum desconforto em sua face, e isso era uma coisa muito difícil de se ver, Dean normalmente, mesmo em uma situação bem ruim, conseguia quebrar a sua feição, precisava de algo muito impactante para quebrar a sua postura, um evento que mexesse muito consigo.


Só que Coroline estava começando a se incomodar. Ela sentia uma urgência dentro de si, algo lhe rasgando por dentro lentamente. A Ekard se agitava no chão, e sob o olhar vigilante das asas, ela podia ouvir somente o estrago que o Endless fazia contra a sua oponente e o cenário. Era estranho como ali dentro o tempo parecia tão ínfimo comparado com lá fora, tudo parecia tão devagar, ou seria só sua percepção que estava diferente? Já fazia mais de um ano que as coisas mudaram para si, não tinha mais como ficar se comparando relativamente com habitantes terrenos, nem o limitador lhe ajudava tanto, seus olhos já rasgavam a falsa realidade implementada naquele Véu, e como era bom, sentir-se ela mesma novamente.


Dean segurou na bainha de sua espada, então suspirou levemente enquanto a energia se dissipava. O incomodo começava de sua espinha e a fazia estremecer levemente, a fazendo pender a sobrancelha levemente. A morena de madeixas longas e onduladas e tinha a impressão que pequenas patinhas, várias delas subiam por suas pernas e andavam em círculos enquanto as subiam rapidamente. Olhou pra baixo, não havia nada, era apenas uma impressão, e Dean saia do que a impressão: baratas. Estava em uma zona, onde baratas não deveriam ser incomuns de ser achadas, mas essa sensação de desprazer não conseguia ser maior que o que lhe abatia por dentro. O inseto podia a fazer dar passos para trás, e até dar voltas em círculos só para não tocar em sua natureza pouco higiênica a qual ela tinha nojo. Isso era uma boa coisa para distrair, mas, do que Dean tinha medo? O que a fazia dobrar as pernas? Perder as estribeiras? Evitar a todo custo de nunca acontecer?


Todo Ether quando nascia, nascia com sua natureza em duas partes: seu instinto, o seu predadorismo que os seguiam desde os primórdios, vindo de seus ancestrais antes destes permanentemente assumirem corpos e selarem o alcanço de seus descentes a sua “eteriedade”, os obrigando ao merecimento para isso. Esse instinto, era o Berseker. Enquanto a segunda parte, que representava o resto de sua natureza, guardada e adormecida com todo o potencial de sua existência, aguardando o momento em que a ordem fosse alcançada, e não eram todos que conseguiam, por mais forte que fossem, chegar a um ponto onde a Hellysiän estava, não era para todos, levavam-se anos, muito anos para conseguir, quase uma vida inteira, e quando atingiam, o instinto era maior, o desejo de batalha por alguém que os aguentasse era muito mais intenso, para estes como ela que no passado foram moldados por constantes batalhas, seu foco sempre foi e continuaria sendo, achar alguém que aguentasse a verdadeira potência do seu eu.



Após o levantamento das pilastras.


Ver o que foi feito pelos seus Patronos, fez com que Dean tomasse uma ação rápida, usando a Aura Negra, ela alastrou essa habilidade e moldou-a para substituir as partes quebradas evitando problemas para as duas lutadoras e acidentes inconvenientes pois estavam abaixo da linha de trem. Os dois seres que pareciam ter opiniões divergentes ao que ocorria, voltaram sua atenção para Hisako, quando esta se manifestou.


— Matar essa coisa parece mais sensato do que entendê-la!


Cepehart e Raskras eram duas criaturas com diferentes. Não eram únicas em aparências, talvez existissem outros seres por aí que se assemelhassem ao que eles foram um dia, o fato era, que como eles usavam aquelas asas como corpos, elas adquiriam uma forma. A ala esquerda, em meio aquelas penas, tinham a estrutura de um tronco de um homem, as duas na verdade possuíam, mas enquanto um tinha uma aparência mais tranquila o outro era mais perturbado, cuja a presença era pesada de se suportar. As feições dele eram sombrias, as penas que se invertiam para a formação de uma feição não revelavam tração, mais parecia uma máscara que se contorceu para a criatura morta. Ele então ergueu um dos braços que lhe foi constituído e lhe mostrou o dedo médio, depois a chamou para o “pau”, movendo o mesmo dedo para gente e para trás em sinal de afronta.


— Já passamos do limite aqui!


Cepehart concordou, estava batendo nos ombros do outro enquanto Dean retirava a Ekard do chão, parecia que o Ichorien não era o único responsável em colocar alguém na linha ali naquele cenário, Cepehart que era a voz da razão, acalmava o vermelho-alaranjado, que recuou em sua postura.


— Eu coloquei você para fora, só para não me perturbar, não vai ficar aqui me azucrinando, vai? — Ela os repreendeu, e os dois concordaram. — Recolham-se e se mantenham atentos a sua volta. Ekard! —  Ao falar firme, a espada emitiu um som inumano, inscrições rúnicas de seu mundo banhando as lâminas enegrecidas, em um tom azul, quase esbranquiçado por conta dessas inscrições. Quando estiver pronta. As longas asas se recolheram, e em seus lugares, haviam duas marcas, como pequenas engrenagens que se encaixavam uma nas outras, cada uma de um lado na pele da Éther, elas viravam, uma dentro da outra, contento inscrições muito similares as de Ekard, porém eram mais “viscosas” visualmente apesar de pequenas e mudarem constantemente.


Em sua cultura, a Flare que tinham todo o seu funcionamento envolto de rituais ou de ações simbólicas, possuía uma única e pequena frase, muito levada a sério aos praticantes de suas artes: palavras são poder! E com elas, Dean não só reprimia os Patronos sem se machucar, caso eles emergissem novamente, como podia manipular em conjunto a força de sua espada. A criatura a sua frente não parecia ter entendido, que não seria a ela que Dean responderia alguma coisa. Aliás, a única criatura a quem a Éther deveria dar respostas, ela já respondera há muito tempo atrás, após restaurar esse mundo que ela destruiu ao se chocar contra ele em seus primórdios e o reconstruir com o que lhe sobrou de força depois de sua longa batalha. Por um instante Coroline pensou em quem poderia ser a criatura que estava por trás dos atos do ser putrefo a sua frente, e por que ela não estava ali no lugar dela a pareando.


— Vamos acabar com isso!


E Dean não poderia concordar com outra coisa.


Se já não bastasse ter que se incomodar com as sensações que tinha, a criatura resolveu lhe pregar mais uma coisa. A Descida Eterna chamou a atenção de Dean, assim que Hisako abriu uma fenda no chão. Não bastou um minuto se quer para a Hellysiän começar a ser bombardeada por vozes agoniantes e outras revoltadas. — Esse lugar me lembra o cemitério dos Titãs, um tormento sem fim. Pensou Dean de seu passado distante, quantas pessoas poderiam ter encontrado seu fim nesse lugar? Ela não podia contar só com as histórias locais, Second era como qualquer outra cidade do mundo, montada encima de terras que já foram de alguém, e sempre que uma cidade se erguia, alguém caia.


Coroline coçou a garganta e se preparou soltando a espada que permaneceu em pé sozinha após a sua liberação. Infelizmente isso não era um Super, se quer um ataque especial e sim, uma deixa da dependência da Éther ter que segurá-la constantemente. Uma vez liberada e em sintonia, ela podia continuar a alguns centímetros do chão sem Dean, emitindo aquela aura cálida de suas inscrições. Ela podia pensar em algo para reagir contra ela, mas estranhou a forma que aquelas coisas se moveram, seria inútil uma ação. Por que? Primeiro: não dava tempo, mesmo que usasse a Aura Negra e a transformasse na Serpent, seu chicote pessoal e desse um jeito de ocorrer uma simbiose com os pilares e se erguesse para escapar das mãos, isso exigiria uma concentração que ela não tinha no momento. Segundo: aquelas vozes estavam a desfocando. Terceiro motivo: ela sentia novamente o tamborilar dentro de si, ele vinha cada batida como um tranco e pior, era como ouvir uma risada seca em seu ouvido de seu medo se manifestando.


Aquelas mãos agarraram as suas pernas com firmeza, várias surgiam ao seu lado e as suas costas, a arrastavam para baixo, arranhando sua pele alva e a afundando na escuridão. Seu corpo pareceu lhe falhar, teve a impressão de ter pesos extras sobre ele e este peso dobrava a cada minuto que seus arranhões aumentavam. Ela sentiu como se dentes tivessem se aprofundando em sua pele e furando-a, machucando sua carne. O ar lhe faltou, sua respiração falhava, sua mente parecia se esbranquiçar à medida que permanecia ali. Estava morrendo? Iria morrer? No fundo ela riu, pois já passou por aquela sensação de várias formas. Já chegou a ficar sentada com a Morte e com o Eterno e depois fazer a sua volta incontáveis vezes, seja por que algo aconteceu com seu corpo ou por que não quis mais ficar no plano físico. A sensação de morte para um imortal era só uma falácia, e dela Coroline já estava cheia.


A Éther sentiu algo estranho, uma sensação ardente dentro de si. Por uma singularidade, como se em uma fração de segundo um arranhão mal dado tivesse a feito abrir os olhos, entretanto, a sua frente estava ela mesma, como se estivesse fora de seu corpo, um mero Avatar para se sair andando. Uma representação corpórea do que não podia ser visualizado sem um preço a ser pago fora de seu desejo em questão. A entidade estendeu-lhe a mão, mas esta se escura assim como todo o resto do seu corpo, até virar um espaço morto, um universo sem vida, um vazio tenebroso. Seu corpo se movia a sua frente como uma miragem, parecia uma sombra que teimava em se manifestar, pedaços seus se moviam e se formavam enquanto olhos brancos e leitosos sem brilho, sem vida encaravam firmemente a verdadeira ( img.ilst 1 ). Aquilo era uma ilusão momentânea ou estava vendo mesmo o que achava que estava vendo? Tinha que ser. Depois de tantas quebras sem concertos, enfermidades, que era impossível que seu Yin não estivesse pintado a sua frente, mesmo que se fosse um simples aviso, de que se não tomasse providencias, ela perderia as rédeas.  Seu corpo foi puxado para cima, e a medida que seus olhos se arregalaram em surpresa com o que via, ela também sentia em suas costas o frio da noite. Assim que foi cuspida para fora, seu corpo caiu de costas, mas a única coisa que ficou ali naquele segundo foi a o sorriso na “cópia de seu rosto” ( img.ilst 2 ).


Mas Hisako não havia parado ali, não é? Não! Ela havia preparado algo mais! Estava usando as almas abandonadas do lugar para se teleportar de um canto para o outro. Não bastava a ter deixado com uma experiência de embrulhar o estômago, a assombração ainda estava brincando de Son Goku. Com os olhos fechados, ela pode só sentir o que estava a sua volta, e se quer se moveu. Motivo? Ekard anteriormente estava se mantendo sozinha, Dean não se movera um ponto se quer, as mãos que lhe arrastaram no chão em seu momento de infortúnio próprio a jogaram exatamente no mesmo ponto, a espada simplesmente pendeu para cima de si e tudo o que a Éther precisou fazer, foi segurá-la e deixar que o Ichorien e a Ekard se encontrassem. As rúnicas de sua espada emanaram uma força própria e em um baque ensurdecedor, uma onda de energia se dissipou em apenas o choque das duas, agora as quatro entidades dentro do campo de batalha lutavam entre si, apesar de sua própria espada estar apenas a assegurando no momento.


Coroline se levantou não vendo mais Hisako em seu campo de visão, seu lado esquerdo se movimentou um pouco sem ser de sua vontade, trocou a mão que empunhava a grande lâmina e virou o pulso, segurando-a de cabeça para baixo e deixando outro choque ocorrer. Depois ela agradeceria Rakras, mas não podia contar com muita ajuda, seu lado direito foi cortado arrancando um ranger de dentes, e a criatura aparecia e sumia da sua frente. Uma tática que ela não deveria encarar como suja, mas que a morena de madeixas onduladas detestava. Era vantajosa? Sim! Seria o mesmo que de repente ela decidisse usar o Phélion, uma arte antiga do Flare e abrisse um rombo naquele mundo e mandasse a fantasma para o espaço, deixando fora de órbita ao fazer a separação de informações que moldavam aquele mundo. Sempre era vantajoso para quem detinha as artes, mas era um porre para os outros que estavam do outro lado. Dean pressionou a empunhadura, e as lâminas da espada se separaram, cansada de tomar laminadas no corpo, ela resolveu parar de bancar a abatida.


Cada ferimento que se abria se fechava, as antigas sensações e as dores poderiam estar ali, fixadas, no entanto isso era o de menos, já estava acostumada as dificuldades. Adaptabilidade era a única habilidade que Dean considera real sobre si, se não fosse por ela, jamais sobreviveria as questões que tinha que passar, viveria se lamentando ou travaria ao chão eternamente sem saber o que fazer, como prosseguir. Era claro que depois daquele embate, ela voltaria para casa e teria que repousar, provavelmente dormiria a noite inteira, se desligaria por longas horas, entretanto, naquele momento, nenhum outro terreno jamais pediu que ela voltasse a seus primórdios. E isso era um sinal de perigo para qualquer um que estivesse a sua volta.


A Hawkins pegou a Ekard, a sua base e virou bruscamente de cima para baixo causando mais um desfecho estrondoso, com sua mão livre, ela segurava a outra lâmina da espada se defendendo. Hisako estava usando almas para se movimentar de um lado ao outro, seu teletransporte era feito justamente daquilo que Dean tão bem conhecia e a Éther estava sintonizada. Não havia um limitador para aliviar a pressão de ter que enxergar aquelas almas dispersas, no início do combate, ela deixou bem claro para a Onryō com o que estava lidando, com o que iria lutar, só que teria ela entendido quando viu além desse Avatar? Sim, este corpo feite de carne e osso?! Seu choque contra a Gaia não foi revelado?! Seu despertar acidental nas mãos dos humanos e as consequências disso não foram passadas para ela?! A guardiã Astral foi lançada a sua frente como um objeto de teste sem ninguém ao menos lhe avisar com que diabos estava lidando. Ela tinha um vislumbre, mas não a totalidade da encrenca.


E se soubesse de sua história? A respeitaria? A deixaria em paz? Se tivesse uma ideia de sua posição, simplesmente faria o favor de a deixar quieta em seu canto, mas se visse em sua totalidade, tudo que podia fazer, de bem ou de mal, Hisako a olharia como o Marston? Cometeria os mesmos erros dos humanos sem ela nunca ter feito nada para machucá-los por vontade própria? Dean nunca matou por matar, jamais machucou por gostar, nem revidou por se mostrar. Foi necessário, pois ninguém nunca pensou duas vezes em tornar alvo quem vivia a sua volta. E o pior era que ela sempre foi objeto de curiosidade, fonte de desejos estagnados. Faria ela os mesmos passos que os outros, até tirar a mulher do sério e fazê-la aparecer pessoalmente para resolver as coisas a sua maneira? Dean nunca foi apta a resolver as coisas com pura violência a não ser que estivesse no limite, e ultimamente ela andava no limite. De 2016 para cá, a mulher havia atingido o seu ápice, todo o seu ser estourou como um vulcão em erupção e a lava que ela derramava era continua. Seres como Hisako e esses humanos que apareciam do nada para lhe atazanar a vida, ela se apresentava justamente como eles a queriam o ver e a enxergavam assim por querer: um monstro.


A criatura continuou sua defesa aguçada, ela deixava aquelas lâminas perto de si para continuar suas ações, seu corpo se movia de força até graciosa, mesmo que sua roupa acabasse manchada pelo seu próprio sangue. Desde criança ela cresceu em meio ao campo de batalha. Tirada do seio da mãe junto ao irmão por nada mais que visionários amedrontados. Ela cresceu lutando. Não havia momento da história da sua vida, em que não acabasse no chão e não tivesse que levantar novamente e enfrentar o que quer que estivesse a sua frente. Acompanhada ou sozinha, no final eram as suas pernas que aguentavam o peso de seu corpo, suas mãos que carregavam os seus fardos, as investidas de punhos livros e o peso de cada arma empunhada. Por incontáveis eons ela veio lutando com uma fúria e determinação revigorante, com uma pequena esperança que nunca falhava em se apagar de que haveria algo no fim de tudo, que ainda a motivava a lutar. Mesmo sem chão, por todos esses anos neste mundo, sua antiga paixão por aventuras ainda a seguia, e restaurava, mesmo que de forma solene, seu gosto por uma luta perigosa, que lhe trouxesse ecstasy, excitação.

 

Ela apoiou a base da Ekard sobre seu ombro assim que seu último ferimento se fechou. E agora? O que ela faria? Apelaria ao que naquele cenário? Qual seria o próximo truque? Seja qual for ela não esperaria para ver. Passou o braço direito sobre o rosto, soltando um riso baixo, um pouco ensandecido. Quando tempo não se movia desse jeito? Talvez anos? Ela tinha seus treinos, fazia suas corridas, não sonegava as suas ginásticas, sempre havia horários reservados no dia para que se mantasse em forma, e quem diria! Um desafio para colocar o seu corpão em movimento constante. Isso deixou Dean animada, tanto que ela se espreguiçou causando estalos altos, uma cena que não durou nada mais que míseros segundos.


Dean já estava no encalço da entidade. Estava usando um poder? Uma habilidade secreta? Não, isso era o seu condicionamento físico. A Éther era rápida, fora de seu limitador seu corpo se ajustava a seu natural. Fazia quanto tempo que estavam lutando, se atracando? Talvez não tanto tempo, mas Dean já recebera ao menos mais de um ferimento para fazer com que seu organismo começasse a trabalhar e isso era vantajoso para si. Não quer dizer que ela estava apanhando de graça para ter alguma vantagem, no fim das contas, uma hora ela acabaria exibindo o que era um Éther que passou sua vida focada nesse mundo obscuro: uma criatura cuja o foco em batalha só podia ser quebrado por algo maior do que o próprio evento em que ele estava fixado. Os seus quase cinquenta anos e os ensinamentos de Mori nesta terra, só serviram para tornar a sua estrutura já moldada para embates com seres de potencias equivalentes a suas ou mais grandiosas em uma máquina. Derrubar um Éther bem treinado já era uma tarefa difícil, pois viviam tempo suficiente para treinar seus corpos e moldar seus espíritos. Se conheciam do externo ao interno, isso quando se focaram uma vida inteira nessa jornada. Dean já foi como eles, sempre esteve aposto para o que fosse necessário, e jamais seu corpo esqueceu o quanto ela podia voar sem suas asas.


Como usava só a base da Ekard, esta estava muito leve para ela. Parecia uma faca de cozinha na sua mão. Seu primeiro ato veio de cima para baixo, em uma ação rápida o suficiente para cortar o ar, a lâmina se passasse por Hisako, iria direto ao encontro do chão quebrando-o. Se cortar ou não, a ação seguinte é certa. A Éther solta a espada e a chuta com o pé direto, com a intenção de fazê-la ir direto a garota morta. A guria não iria desfalecer, nem iria cambalear, se quer teria tempo para uma reação muito descente, talvez movesse aquela espada, se isso acontecesse, o choque faria outro baque forte ocorrer, pois a presença de Ekard era tão forte quanto de Dean. Não era a toda que era relíquia dos Éthers, não era uma arma fundada para ser segurada por qualquer um. As ações da morena de olhos dourados se tornavam cada vez mais rápidas e brutais, só o chute parecia ser digno de uma prensada forte o suficiente para fazer aquele corpinho passar por uma parede!


Se a batida funcionasse, o baque atordoaria a fantasma e isso deixaria espaço para a próxima investida de Dean, que lhe aplicaria um chute na altura das costelas do lado esquerdo, com a finalidade de não só quebrar a costela da mesma, mas envergar o seu corpo para este lado, pois Dean giraria sobre o mesmo e com a mesma perna, aplicaria do lado direito uma ação similar, mas na batata da perna, arrastando este chute com força bruta de um Éther, estraçalhando os ossos e rompendo os nervos, afundando aqueles pés no solo, e realizando uma segunda ação, para arrancar aquela área de vez. Se bem realizado, Hisako penderia, mesmo que fosse uma morta, seu corpo precisava de base, assim como o seu próprio, enquanto ativo, necessitava das pernas para ficar firme. Se caísse, Coroline que já teria tomado sua arma branca durante o fim do giro, começaria a perfurar aquele corpo várias vezes, de forma continua, girando a lâmina, moendo-a.




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Re: ℰŧℯяทลℓ ℭℎįℓԃ ~ HISAKO vs Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ

Mensagem  ℰŧℯяทลℓ ℭℎįℓԃ ~ HISAKO em Sex Ago 10, 2018 10:01 pm



ROUND 5 - MOVIMENTO 1

ㅤㅤㅤA maldição que Shin Hisako causou com morte daquele animal de rua foi suficiente para que sua investida anterior surtisse o efeito que ela tanto desejava. A energia ruim que se alastrou por todo o ambiente era suficiente para que revelasse à guardiã astral as almas perdidas que ali perambulam desde o início da má fama do local. Aquelas almas que ali estavam perambulavam sem um descanso merecido. Alguns, quando morrem injustamente ou sem cumprir com algumas metas de vida, ficam presos ao plano de existência. Se não existe um ceifador por perto para leva-los para o além, o morto perambula sem descanso pelo lugar de sua morte, sem nenhum meio de contatar o sobrenatural e muito menos o plano terreno. Hisako, quando se tornou Shin, não precisou mais carregar a alma das diversas vítimas que encontrava e fazia pelo mundo para agradar mais a matrona dos mortos. Com o dever voltado para a proteção dos portais que dividem os planos de existência de possíveis invasões e o seu antigo lar arruinado – mesmo que não fosse mais atrelada de corpo e espírito ao local de sua morte – o fantasma preferiu usar a localização de cada um desses espíritos perdidos combinando suas essências com a dela, permitindo que todos se tornassem uma parte da Onryö. Mas como isso era possível? Se Shin Hisako conseguia conjurar espíritos em formas de esferas espirituais para diversas ocasiões, desde ataque para locomoção, ela fez o mesmo com espíritos inteiros, aproveitando que sua maldição tomou toda a região onde ocorria o combate. Essa vantagem monstruosa garantiu que sua “Eternal Descent” – ou Descida Eterna (como escrito na postagem anterior) pudesse agarrar as pernas da sua oponente e mostra-la como era o gostinho de ser arrastada pelos mortos para um limbo de sofrimento e dores eternas.

ㅤㅤㅤAssistir a Hellysiän ser puxada pelas pernas acabou por fazer Hisako sorrir de satisfação. Seriam danos múltiplos que aquele monstro de outro plano sofreria por ter entrado temporariamente no Yömi (como é chamado o mundo dos mortos no Japão). Foi apenas um segundo para Hisako vê-la novamente, sendo cuspida daquele portal negro e este se desfazendo por completo, encerrando sua função. Mas quanto tempo será que foi para a pessoa ali dentro? O 1 segundo era o mesmo que quase uma eternidade nas mãos de seres que já se foram e que desejam desesperadamente voltarem a viver, loucos para extrair qualquer centelha de vida que houvesse na Hellysiän. A Katana Astral de Tatsunari não comentava nada. O guardião apenas concordava com as tomadas de decisões da mulher fantasma que o carrega, pois eles tinham um dever a cumprir ali e não poderia deixar-se abalar com os métodos que a mesma utilizava para poder concluir com sua missão. E foi a partir daí que começou o show de teleportes para todos os lados.

ㅤㅤㅤEram sequencias e mais sequencias de golpes que foram atingindo a Hellysiän, que já havia se recuperado depois de uma experiência que muitos considerariam bem traumática. Shin Hisako sabia que somente aquilo não era o bastante para derrubar totalmente a criatura, no entanto, ela se mover de tal maneira era uma garantira de poder golpear todos os cantos do corpo dela, principalmente onde ela falhava em defender. E foi o que aconteceu. Alguns golpes foram defendidos pela espada que ela conjurou mais cedo, outros ela sofreu e tentou rebater, mas sem sucesso na maioria destes. No entanto, Hisako não poderia ser felizarda até que terminasse de usar cada uma das almas daqueles que foram vítimas do Freeman e de vários outros assassinos que perambularam por Slam “Free” Field. E o que aconteceu foi justamente uma defesa que deixou o fantasma atordoado.

ㅤㅤㅤ── Nani? ── Ela arregalou os olhos dourados.

ㅤㅤㅤA colisão das duas armas, a Ekard de Dean com a Katana Astral de Hisako, causou um impacto que lhe causou um trauma imperceptível. Como se sofresse uma colisão invisível com uma força desconhecida. Foi só o tintilar das espadas que aconteceu ali, as faíscas que as duas lâminas produziam enquanto duelavam entre si, a outra cheia das runas indecifráveis brilhando em forte tom enquanto a da Hisako vivia envolta na sua costumeira aura dourada e brilhante. Mas Hisako sentiu sua força falhar com ela e isto lhe custou muito.

ㅤㅤㅤ── Gaaaah!! ── Um chute, e que chute! Hisako entortou para o lado quando a Ether lhe lançou um potente chute contra uma das costelas. Sua armadura de Samurai, o busto de proteção que ela usava, rompeu-se, deixando somente com a vestimenta de seda preta e detalhes em dourados que ela vestia. Mas não foi só isso. Os ossos da costela dela se quebraram, perfuraram os órgãos apodrecidos dela há anos, fazendo que ela sentisse aquela dor horrível novamente, como já era acostumada a sentir toda vez que se ‘estalava’ toda.

ㅤㅤㅤ── Kisamaaaaa. Guuuuuh! ── Outro chute agora na perna. Na mesma potência, fazendo Hisako sentir o osso da sua perna esfarelar com o impacto, perdendo sua postura e caindo de joelhos. Os nervos se romperam, ela não tinha mais como manter-se em pé.

ㅤㅤㅤPor fim, Hisako foi ao chão.

ㅤㅤㅤEla gritava. E a Ether estava usando sua espada para perfurar o corpo dela no chão. Atravessando a lâmina da Ekard por toda ela, girando, querendo moer o corpo usado pelo fantasma. Hisako cuspia sangue apodrecido e coagulado. Uma bile negra e gosmenta escapava de seus lábios cinzentos e sujava o chão e os pés da Ether. As forças começavam a lhe faltar novamente.

ㅤㅤㅤ── “O que está fazendo, criança?” ── O Ichorien voltou a manifestar-se.

ㅤㅤㅤ── “Eu... eu...” ── Hisako não sabia como responder.

ㅤㅤㅤAquela situação gerou um flashback. 500 anos atrás. Chiharu enfrentava um dos generais da casa dos Toyotomi, no exato local de sua morte, no mesmo altar que ela foi enterrada. Com a Naginata quebrada em mãos, a faixa vermelha que seu pai usava amarrada na ponta da lâmina, a garota japonesa avançava furiosa para cima daquele maldito e lhe arrancava uma das mãos, fazendo o sangue deste esguichar sem parar. Além dos praguejos de dor e incômodo do outro, Chiharu foi além. Golpeou o homem com um chute contra o peito e partiu para ataca-lo com a arma de longo alcance. E foi onde vários outros samurais renegados saíram sabe-se lá de onde para atacar ela, em um momento oportuno, onde a mesma acabou não conseguindo revidar.

ㅤㅤㅤFoi daí que surgiram as marcas que Hisako possui no corpo. As pernas e braços cheia de cicatrizes, a barriga, o busto, o quadril, o meio de nariz, a sobrancelha de seu olho esquerdo. Ela foi ao chão naquele momento, toda ensanguentada, lutando desesperadamente contra vários golpes de espada, todos eles sem sincronia alguma, com se quisessem fatiá-la, moê-la ao chão. E ela resistiu. Com a fúria que lhe tomava o peito e lhe fazia perder completamente a razão e sanidade, um grito horrendo escapou de sua garganta no instante que ela se levantava como uma titã, num único golpe de Naginata, derrubando todos aqueles que tentavam alvejá-la. E com a mesma fúria que desencadeou em seu coração ao ver sua tão amada e querida família morta como porcos em abate, ela eliminou cada um daqueles sobre o juramento de que ninguém sairia com vida dali. E logo após feito isso, no momento que ela saborearia sua vitória, mesmo que sem forças para continuar mais andando, o momento que ela enfim alcançaria a sua vingança contra aquele ataque covarde... foi onde ela teve uma espada ainda maior do que a usada pelos outros samurais, uma Katana completamente diferente, forjada para apenas uma pessoa só usar, essa mesma arma atravessar o seu peito e lhe entrega-la de braços abertos ao encontro da morte.

ㅤㅤㅤEssa lembrança desencadeou um poder oculto no corpo da Hisako. Uma força tremenda acabou mudando a aura dourada dela para uma aura púrpura. Os olhos dela voltaram a serem tomados por uma profunda escuridão enquanto suas orbes mudaram de dourado para o branco. Os cabelos curtinhos dela cresceram rapidamente, estranhamente e se esticaram para todos os lados, fazendo que a flor do paraíso que ela usava em seus cabelos caísse ao chão, ainda cheia de vida e brilhando em toda sua beleza divina.

ㅤㅤㅤOs cabelos desgrenhados da Onryö assemelhavam-se com chicotes vivos. Eles se dividiram como um cabelo de uma medusa e avançam contra os calcanhares da Hellysiän enquanto outros visavam enlaçar os braços que a outra usava para segurar a arma, prendendo-os, evitando de continuarem a golpear a pobre fantasma ao chão. Se fosse um sucesso, Hisako lentamente se ergueria, de alguma forma recuperando-se dos danos sofridos anteriormente enquanto envolta por essa aura monstruosa. Um poder vil e corruptível emanando sobre ela. Ela usaria os cabelos longos e desgrenhados como uma forma de ataque básico, movendo a oponente presa a si (só se der certo, pessoinhas) para batê-la contra o que havia restado do ferro velho do carro que foi partido ao meio mais cedo e por fim soltá-la nessa colisão, regredindo a um tamanho normal e considerável de cabelo comprido. Se não desse certo e por alguma razão a Ether se livrasse dos cabelos, o fantasma recuaria com uma corrida estranha, parecendo uma aranha no chão, tomando uma distância considerável da oponente.

ㅤㅤㅤArrastando a espada ao chão, que ainda emana o brilho dourado, Hisako observaria sua oponente apenas com um de seus olhos enquanto o restante de sua face estaria oculta por aquela cabeleira toda.

ㅤㅤㅤ── “Shin Hisako! O que está acontecendo com você! Recupere a razão! Você é melhor do que isso!” ── A espada suplicava.

ㅤㅤㅤ── “Ódio. Ódio. Ódio!” ── Era as palavras que ecoam na mente da Onryö.

ㅤㅤㅤ── “Você superou essa vida! Você se tornou algo melhor! Algo para proteger e não para destruir!” ── A espada continuava.

ㅤㅤㅤ── “Morte aos corruptores. Morte aos corruptores. Morte aos corruptores.” ── As palavras que Chiharu disse momentos antes de morrer.

ㅤㅤㅤ── “Shin Hisako! Você não pode deixar que essa lembrança ruim, a origem de seu rancor eterno, esse ódio fulminante crescente lhe retorne para o que você já foi um dia! Pense no seu pai! ACORDE CHIHARU!”

ㅤㅤㅤO fantasma parou de andar.

ㅤㅤㅤ── “Que vergonha... a aura do Shadow Lord Gargos flui sobre mim.” ── Respondeu ela para a espada.

ㅤㅤㅤ── “Graças! Você voltou a si!”

ㅤㅤㅤShin Hisako agachou-se para pegar a flor e coloca-la de volta aonde ela costumava ficar. Ela segurou o cabelo comprido e o cortou usando a própria espada, com a mesma perfeição de antes, retornando ao seu visual apropriado para uma guerreira samurai astral. Ao abrir seus olhos, eles estavam normais. Brilhavam em dourado novamente e sua aura maldita fora consumada pelo poder da luz dos Ichoriens.

ㅤㅤㅤ── Eu não sei o que aconteceu... mas de alguma forma, estou bem...

ㅤㅤㅤ── “Certamente, foi a energia que explodiu do corpo do Shadow Lord que lhe restaurou o corpo. Mas não totalmente.” ── O Ichorien a lembrava de quando Gargos foi derrotado. A criatura explodiu e centelhas de energia purpura procuravam por novos corpos para possuírem, pegando todos os lutadores que participaram da batalha naquele tempo, inclusive a Hisako, bem antes de se tornar Shin.

ㅤㅤㅤAquelas energias não lhe causaram nenhum efeito colateral por muitos anos e hoje, aconteceu delas se manifestarem ao momento que o fantasma recordou do momento mais detestável de sua vida. E que por ironia do destino, acabou acontecendo justamente quando sua oponente repetia o mesmo feito que os porcos imundos que assassinaram seus pais e muitos outros inocentes na antiga vila.

ㅤㅤㅤ── Minha paciência com essa mulher passou dos limites!

ㅤㅤㅤ── “Você não pensou que encontraria alguém a altura, certo?”

ㅤㅤㅤ── Tsc... cala a boca, Ichorien!

ㅤㅤㅤEra o momento decisivo. Hisako não prolongaria mais essa brincadeira sem sentido com a outra criatura lá. Sendo assim, ela partiria para o desfecho do combate, tentando evitar que sua raiva lhe tomasse novamente como segundos atrás.

ㅤㅤㅤEla estalou os dedos e mais uma Esfera Espiritual surgiu acima da cabeça da Ether. Mais um Teleporte? A oponente certamente estaria pensando nisso e provavelmente de saco cheio dessa investida da outra. Mas ela se engana. A Esfera Espiritual podia mudar o comportamento de qualquer ataque de Shin Hisako e nesse caso, o fantasma usaria um super ataque nessa longa distância entre as duas para viajar até onde está o oponente.


ㅤㅤㅤO Shin On Ryo Zan Aéreo Sombrio! Foi algo instantâneo. Num segundo a aura dourada de Hisako tomou todo o corpo da fantasma, distorcendo-se em várias figuras horrendas dela mesma enquanto preparava um salto rápido e longo na direção da inimiga. Enquanto pula na frente da Ether, ela gira o corpo no ar e desse com um ataque cortante para baixo, envolto de uma carga de energia púrpura que potencializaria um dano dela em cinco danos consecutivos, como se fosse uma serra pronta para mutilar a oponente. A distância percorrida por ela nesse golpe só é possível por causa da Esfera Espiritual, que acabou se desmanchando e desaparecendo no instante que Hisako saltou, como se servisse de um guia para o fantasma poder ir mais além do que deveria nos golpes comuns. O golpe também tem uma propriedade de recapturar, onde ela mudaria o ímpeto do ar e pegaria um oponente saltando ou quicando, fazendo-o voltar com os pés no chão, mas atordoado. Mas isso só será possível se a oponente saltar, o que Hisako não espera mas nem @#$%&@#!


ㅤㅤㅤFuncionando ou não, a investida não para. Usando parte dos poderes sobrenaturais que possuí, a Onryö agora levitará e golpeará sua adversária cinco vezes enquanto se move para frente, sem precisar depender. No entanto, ela não encerraria a investida aí e no quinto e ultimo golpe realizado enquanto levitando, Hisako pisará no chão para dar aproximá-la com outro golpe de Katana e encerrará sua investida com o Despertar das Almas Sombrio. Este é o DP dela. O que é DP? O Dragon Punch que todo lutador que se preze deve ter ou se não é massacrado pela falta de um. O antiaéreo. Neste super ataque, Shin Hisako irá saltar e usar a Katana em um ataque do baixo para o alto, adicionando a aura dourada do Ichorien para causar um dano explosivo de luz, atingindo-a 5 vezes novamente, sendo o último acerto tão poderoso e “lançador”, possibilitando a Hisako catapultar a oponente para uma altura estupidamente alta, para que o dano seja ainda maior durante a queda. O golpe é tão poderoso que ela usou como um finalizador da sua sequência, sendo uma ótima estratégia para causar um dano ainda maior.

ㅤㅤㅤAssim que aterrissar, Hisako cairá de joelhos. As forças que lhe restaram são mínimas para continuar mantendo sua existência naquele plano, mas não mais suficiente para continuar lutando. Ela fincará a espada no asfalto da rua e a usará como um apoio para poder ficar em pé. Mesmo seu corpo tendo se recuperado momentaneamente depois daqueles dois chutes que quase lhe quebraram ao meio, o corpo ainda estava debilitado e somente um descanso prolongada no outro lado da vida ajudaria a ficar em seu 100%.

ㅤㅤㅤ── Chega! Estou vendo que não conseguirei cumprir com o meu objetivo! ── O fantasma de Chiharu lamenta.

ㅤㅤㅤ── “Não seja tola, criança. Você fez o melhor que pode. Talvez seja melhor manter ela neste plano”. ── O guardião tentou ser a voz da razão para o espirito.

ㅤㅤㅤ── Ainda não sabemos quais são as intenções dela... eu não posso simplesmente.... tsc!






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ℰŧℯяทลℓ ℭℎįℓԃ ~ HISAKO
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Re: ℰŧℯяทลℓ ℭℎįℓԃ ~ HISAKO vs Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ

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