2nd South
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*Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

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*Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster em Sex Mar 02, 2018 10:33 pm

3ª Luta - 3ª Fase

Lilith Yagami X Pedro Maia

Local da luta: Stone Hall ( Salão de Pedra)



Descrição do Local: Este salão de pedra aparenta ser um salão para jantares. O ambiente se localiza ao lado da guarnição do castelo.
Pinturas adornam a parede norte onde a parede sul dá a visão para a ala sul dos jardins. Área restrita a visitação. O lugar parece haver sinais de uma luta passada. Horário da luta: 16: 45. Câmeras giratórias presas ás paredes de transmissão remota fixadas ás paredes.


Regra para o Combate: Real Bout Rules ( 3 rounds + defensivo)

Ordem de Iniciativa: Lilith começa a luta.

Boa sorte e boa luta!
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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

Mensagem  Lιℓιтн Ƴαgαмι em Sab Mar 03, 2018 7:21 pm




Após os dias de pausa...

Era quase a hora da luta.

Lilith aguardava pacientemente alguém chamá-la. Virou quase que um ritual esperar que alguém a chamasse ali, a levasse para um cenário e finalmente seu oponente chegasse para começar a troca de socos. A Siren suspirou. Tudo isso era um circo. As lutas não passavam de uma fachada. Tinha a leve impressão de que no final, não haveria vencedor nenhum e que tudo não parecia uma história mal contada.

Havia mais a ser revelado e quando houvesse apenas dois lutadores no final, nada aconteceria como o planejato. A Siren se tivesse dinheiro consigo, sairia apostando com quem quisesse que apareceria algo para estragar a brincadeira. O livro que alguns deles queriam parecia ser apenas uma atração, era como ver uma promoção de loja, onde se colocava um item que todo mundo queria em promoção e o estampasse na vitrine. O que incomodava Lilith era o que estava por de trás de tudo isso, fora o comportamento dos integrantes do castelo. Será que ninguém mais percebia que havia algo de errado naquele lugar?

Assim que ouviu aquela típica voz do lado de fora, ela se levantou e abriu a porta, deu dois passos para fora do quarto e então fechou a porta atrás de si. Lilith encarou bem a figura feminina que sorria para ela, dessa vez não mandaram nenhum jovem ou um velho para atende-la, mas sim uma menina, pena que não era nenhuma daquelas pessoas que cuidaram de si a alguns dias. A Firehawk não falou com ela, apenas balançou a cabeça como se concordasse com alguma coisa e seguiu sem pestanejar.

Lilith foi deixada em frente a uma porta, a jovenzinha que a deixou ali apenas a desejou boa sorte. A Siren deu uma olhada nela assim que está lhe deu as costas, cabelo bem curto, olhos semiabertos e acinzentados, tinha movimentos lentos e uma respiração compassada, lembrava muito os outros que pareciam correr contra o tempo dentro daquele Castelo. A ruiva se perguntou sobre o que aconteceu com aquele rapaz que a atendeu em sua primeira luta, qual foi o destino dele?

— Mais uma luta, mais uma pessoa, e mais um show. — Ela disse baixo, passando pela porta e adentrando o que lhe pareceu um hall desinteressada. Por um momento, ela pensou que foi parar em um cenário do Game of Thrones. — Oh,fuck.



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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

Mensagem  ★|☆ ~ Pedro Maia ~ ☆|★ em Dom Mar 04, 2018 2:45 pm




A luta mais importante para Super Geek!!

Rumo as semifinais, perder não fará parte!



Move List: Link.


A luta contra Laura Matsuda foi importante para mim. Para meu crescimento como lutador. Para meu desenvolvimento como jogador. Para meu prosseguimento dentro do torneio. Arrisco-me. Uso a mesma técnica que utilizei contra o Tenente Clark Still. Chute martelo. Nele, quebrei os óculos, tirei o boné, fiz cambalear. Nela, não funcionou. Laura se esquivou, ainda que sem intenção. Atingi o chão. Doeu um pouco. Recompus. Fiquei em postura de luta. Não sabia quando aquilo iria acabar. De qualquer modo, falo: Eu agradeço o combate, senhorita Laura. Até que para uma mulher a senhora conseguiu dar algum trabalho Ela ouviu. Ela se levantou. Ela sorriu. Ela respondeu. Sua inveja e egoísmo chegam a ser patéticos, sabia? O quê? Minha inveja? Egoismo? Inveja de quem? Egoismo do quê? Não sei do que ela está falando. Olhe para quem eu sou e fiz no decorrer da minha vida e depois olha para quem você é e fez na sua. Depois pronuncie esses comentários ridículos, na tentativa pífia de se sentir superior as pessoas.

O quê? Não, eu não fiz isso... Eu fiz? Não!! Eu apenas estava a provocando. Apenas estava lhe mostrando a realidade. Eu não sou egoísta. Eu não sou invejoso. Não sou... Sou? Não importa. Não posso ficar com esses pensamentos na cabeça. Preciso tirar uma dúvida com ela. Será que Laura realmente poupou energia, pois sabe que o castelo suga os impactos dos danos? Pergunto. Ei, Laura, você também sentiu, não é? Eu ouvi dizer que o castelo absorve os danos dos ataques, é como se ele fosse um "ser vivo" e está se alimentando das lutas... Você está sabendo de algo assim? Eu não sei o porquê você esta aqui, mas eu não deixarei que me vença!! Ela responde. Não sei. Só penso que um castelo não pode possuir vida própria. Com certeza o que está acontecendo é a tentava estupefata de alguém querendo controlar algo que não deve ser controlado. E não cabe a eu impedir essa pessoa de falhar, ela deve falhar.

Laura sai do local junto ao namorado. Olho ao redor. Penso ter visto ou sentido a presença de alguém. Não vejo nada. Saio do local. Um funcionário me leva novamente para o quarto. Abro a porta. Entro. Fecho a porta. Tiro o casaco suado do Flash. Jogo no chão. Vou ao banheiro. Tiro toda minha roupa. Entre no box. Abro o chuveiro. Tomo um banho. Saio. Seco-me. Volto para o quarto. Estou nu. Abro o armário. Abro a segunda gaveta. Pego uma cueca. Coloco. Visto apenas uma cueca boxer roxa com caveiras cinzas em seu tecido. Deito na cama. Olho para o teto. Não há nada para fazer. Meu corpo doe um pouco. Preciso me recuperar para a próxima luta. Não sei quando será, mas é importante me cuidar. 20h00. Olho para a televisão. Pego o controle na mesinha ao lado da cama. Ligo a TV. Passa qualquer coisa ali. Não estou prestando atenção. Minha mente está voltada na minha mãe. No livro. No torneio. Quando percebo, durmo.

Acordo. Já é de manhã. Pego o controle. Desligo a TV. Espreguiço-me. Levanto. Tomo outro banho. Seco-me. Visto uma cueca branca. Calça jeans surrada. Uma blusa preta com 151 Pokémon formando uma Pokébola. Penteio o cabelo para o lado direito. Não curto. Reviro. Gostei dele bagunçado. Saio. Ando pelo parque. Faço amizade com algumas pessoas que me viram lutando. Recebo dicas. Recebo críticas. Usarei cada uma para melhorar. Vou a alguns brinquedos. Nessiah não apareceu em meus sonhos. Preciso de novas informações. Não tenho muito tempo. Vou ao orelhão. Ligo para João. Peço para que venha me ver. Ele concorda. Maria também virá. Ambos não virão hoje. Têm escola. Estão sem grana. Pedirão aos pais. Olho para o céu. Vejo os pássaros. Sorrio. Volto para o castelo. Abro a porta do meu quarto. Entro. Fecho a porta. Alguém bate. Abro. É uma jovem de afeições orientais. Suas vestes são tradicionais. Talvez da China, não sei. Ela não está sozinha. Outros dois competidores do torneio estão com ela.

~ Venha comigo.

Não entendo nada. Ela começa a ir embora. Observo-a pela porta. Olho para os dois lados do corredor. Não vejo ninguém além deles. Coço a nuca. Resolvo segui-la. Fecho a porta. Acelero o passo. Fico junto dos outros. Pelo visto fui o último a ser "convocado". Somos parados por guardas. Ela fala com eles. Conseguimos passar. Não sei aonde estamos indo. Saímos do castelo. Entramos em um carro. Talvez esta seja a primeira vez que eu saio desde quando entrei nele. Sorrio. Já não me lembrava mais como era a cidade lá fora. Seu cheiro. Seu visual. As pessoas. O trânsito. Os prédios. Tudo. É incrível. Não nasci ou moro em Second. Sou de Southtown. Porém nasci no Kansas. Enfim, sair do castelo e ver "o mundo" era como me sentir em casa novamente. Entende? O carro para. Descemos. Estamos em um armazém. Parece abandonado. Próximo aos limites da cidade. O cheiro é horrível. Descemos escadas. Estou com muito medo. Não demonstro. Maldita cueca branca. Acho que vou me borrar todo. Entramos em um porão. O cheiro era bom. O lugar é limpo. Irônico, não?

Sinto-me em um palácio árabe. Tem tapetes para quase todos os lados. Olho ao redor. Surpreendo-me. Nessiah está aqui também. A oriental se transforma. Ou melhor, se revela. É uma zumbi, fantasma, vampiro, qualquer bruxaria das trevas. Dou um grito. Escondo-me atrás de um tapete. Olho para a mulher novamente. Por favor, sentem-se. Eu devo algumas explicações para vocês. Ouço a voz do mago. Vou cauteloso até o sofá. Sento. Permaneço desconfiado. No que foi que eu me meti? Merda... Nessiah faz um gesto estranho. Canecas surgem. Assusto-me novamente. A caneca está vazia. Será preenchida com aquilo que quisermos. QUE BRUXARIA É ESSA?? Penso em cerveja gelada. Ela aparece. Dou boas gargalhadas. Bebo. Ele começa a falar. Atrás de si, o tapete mostra as imagens do que era dito. Isso é incrível.

~ Vou começar sobre mim. Eu sou um mago dos tempos da babilônia antiga. Eu era um aprendiz na época em que o mundo invejava os Jardins Suspensos e a construção da famosa Torre de Babel... O rei da época era um homem conhecido por ser um conquistador militar e tanto, além de muita ambição. A época parecia próspera, mas tinha um lado obscuro que não demorou muito para eu descobrir. Quando tive experiência o bastante, fui invocado pelos dois magos-chefes do rei para o subterrâneo do castelo. Foi lá que eu vi o Livro pela primeira vez...

~ Ah não, aula de história da Idade Média de novo? Odeio essa porra
- Digo baixinho enquanto Nessiah continua falando.

~ O segredo da invulnerabilidade de nosso rei me foi revelado naquela época... - Nessiah abaixava a cabeça. a expressão de sua boca demonstrava terror. O segredo do rei era sangue de anjo... Assusto-me ao ouvir aquilo. Então anjos realmente existem? É possível que alguém cometa amanha crueldade com um ser divino? A imagem que surgia no tapete era horrível. Um anjo preso, sendo ferido e tendo seu sangue bebido pelo rei. Sinto ódio. Sinto nojo. Uma mistura de mil sensações. Aquilo é imperdoável. Foi cruel demais!! Eu fiquei horrorizado. E ainda tenho visões com aquilo sempre que fecho os olhos, pois naquela noite, a anjo olhou para mim assim que o rei deu as costas a ela. Os meus professores não viram o gesto pois estavam conversando com o rei. Olhar que ela me fez...Nunca esquecerei. O ódio era tão palpável quando a carne de meu corpo. A Anjo ainda olhou para o livro logo em seguida. Não demorou para eu ficar insistindo em não guardar o livro junto a ela. e na noite de lua cheia em seguida, o reino enfrentou a sua noite mais sombria...

As imagens no tapete eram surpreendentes e assustadoras. Era como se estivéssemos lá dentro. Vivendo aquele momento. Pelo menos era assim que eu me sentia. Não sei os outros. Fiquei curioso em alguns momentos. Nessiah contava que a anjo era a responsável por deixar o reino em chamas e matar o rei. O mago, naquela época aprendiz, a aprisionou no Livro de Hermaeus, desmaiando logo em seguida. Bom, essa é a minha história. Agora sobre o castelo... - A imagem se transforma e volta a mostrar o castelo - Este castelo surgiu na época da Idade das Trevas no mesmo dia em que um cavaleiro fora executado. O nome desse cavaleiro era Vlad Tepes de Wallachia. Ele pertencia a Ordem do Dragão e matou mais de cem mil pessoas que variavam entre inimigos políticos à qualquer um que ele considerasse "inútil para a humanidade". Na hora que ele foi morto, ele fez um pacto com o Rei do Inferno e voltou a vida como o supremo vampiro após beber o sangue infernal.

Nesta hora vê-se um cavaleiro de armadura negra, estilo gótico, beber o sangue que escoava de um coração em chamas na tapeçaria. - O castelo então nasceu, assim como seu dono renasceu, agora com o nome de Drácula. - Fico de boca aberta. Confesso que não acreditei em muita coisa. Sem dúvida o castelo em que vocês estão lutando é o mesmo dele. Mas é uma cópia, um registro que o livro fez em 1999. Foi a data em que Vlad Tepes fora destruído e sua alma, selada. Com a tapeçaria, eu posso olhar os arredores do castelo, mas não seu interior. Esse artefato só mostra as lembranças de uma pessoa ou o que a luz das estrelas toca. Logo, não posso localizar o livro daqui. O castelo vem absorvendo a energia resultante de seus ferimentos. Em parte é culpa pela rápida recuperação de vocês, mas com isso, ele está ganhando força e pode ser questão de tempo para que ele tenha energia o suficiente para criar um "recipiente" para a alma de seu mestre. Fico com medo. Olho pros outros competidores. Não consigo falar nada. Meu medo é maior.

Não sei se Nessiah notou meu medo. Mas ele olhou para os três. Olhou para a zumbi e deu alguma explicação que fugia da história do castelo. Ah. Eu fiz um acordo com a nossa amiga morta-viva. Ela não fala ao Valeth e os outros que eu estou aqui e eu deixo-a livre da maldição que a impede de andar sob a luz do sol. E como ela jurou pela honra de guerreira dela, fica tudo bem mais simples. Saber disso não me deixa, necessariamente, mais tranquilo. Bem...voltando ao assunto. O Livro de Hermaeus foi criado por Hermaeus. Ele é um ser de outro plano que possui uma sede insaciável por conhecimento. O livro registra tudo que ele achar digno para suas páginas e também pode servir de prisão para seres que sejam selados dentro dele. A senhorita Yaling foi selada dentro do livro e ficou lá até ser solta por Valeth, que também estava dentro do livro. Assistindo as lutas de vocês, identifiquei outros que escaparam do livro.

~ O QUÊ!? Tem monstros espalhados pelo castelo??? Mamãe, o que estou fazendo aqui? T____T


Quase saio correndo dali. Mas eu não sei voltar. Não conheço essa cidade direito. Nessiah tem poderes. Ele poderia me perder para sempre ali ou até mesmo no livro, igual fez com a anjo. Não tenho escolha. Fico ali. Calado. Sentado. Borrando-me de medo. Nessiah então flutua e se aproxima do tapete. Ele enfim nos mostra cada um dos inimigos que devemos enfrentar. Um mais assustador do que o outro. Mas o que mais me interessa é o penúltimo e o último. Eu quase não o reconheci de primeira, mas esse é Euro, o espírito dos ventos do leste. Ele consegue controlar o tempo ao seu redor. Eu percebi anomalias temporais dias atrás e confirmo que foi obra dele. Pelo o que a senhorita Yaling me falou, ele é responsável pela primeira barreira para se chegar ao livro, e uma vez que ele não sai de dentro dos limites da barreira, pouco posso fazer contra ele. Como ele é um espírito do vento, sua velocidade é tão absurda, que parece teleportação. Ele pode até mesmo fingir que está sendo golpeado para apenas resurgir em outro ponto do lugar como se nada tivesse acontecido.

Se eu conseguir derrotar esse palhaço gordo, conseguirei chegar a Valeth e, por fim, ao livro. Preciso derrotar apenas estes dois inimigos. Mamãe conta com isso. Eu conto com isso. Pelo bem da minha família. Nessiah desce e diz que escolheu nós três para essa missão, pois lutamos por quem amamos e essa é a arma mais poderosa. Minha cabeça fica cheia de dúvidas. Muitas interrogações. Nessiah dá tempo de perguntarmos. Eu não consigo. É muita informação. Preciso refletir tudo primeiro. Preciso entender o que está acontecendo. Depois sim eu pergunto. Prefiro refletir. Olho para os outros. Se eles perguntarem algo, eu anoto as respostas. A mulher nos leva de volta para o castelo após algum tempo. Fico no meu quarto pensando em tudo o que houve ali.

Enquanto isso, João e Maria estão em casa. Maria entra no quarto do irmão e o questiona sobre o castelo. Uma conversa então começa.

~ João, você não notou nada de errado nesse castelo, não?

~ Como assim?

~ Não sei, essa foi a primeira vez que eu entrei lá e senti uma aura pesada, malígna, assustadora... Você, não?

~ Hum... Acho que não...

~ Ah, qual é? Não é possível que só eu seja sensível a essas energias que ficam no ar, João!! Você sabe lutar, você aprendeu a controlar seu chi, seus poderes. Diz a verdade vai, o que está acontecendo lá?

~ Eu não sei, ué!! Pedro disse que tem um livro e que é capaz de mudar a história, reescrevendo-a, mas para isso é preciso pegar o livro que está em algum canto do castelo.

~ Ble... Tem algo há mais nisso ai, você não vê? Por exemplo, aqueles guardas lá, eles são estranhos, me senti mal quando passei por eles...

~ É, pode ser

~ Pode ser o quê, João? É!! Não é possível que eu seja a inteligência (mente) e você os músculos (força)... Fala sério, você sabe que nós dois não somos "normais", sabe que conseguimos sentir e fazer coisas que outras pessoas não sabem ou compreendem!!

~ OK,, mas o que você quer que eu faça?

~ Acho que devemos alertar o Pedro e fazê=lo sair daquele castelo o quanto antes.

~ Pedro não vai sair, Maria. Ele quer o livro, quer salvar a mãe dele, apesar do comportamento torto...

~ João, ele nem deveria estar lá pra começo de conversa e você sabe disso!! Pedro tem 16 anos igual a gente, cara!! Eu acho que devemos avisar os tios do Pedro, assim eles irão lá e tirarão o garoto do castelo, nem que seja com ajuda da polícia!!

~ Calma, garota... Primeiro vamos pensar direito e falar com Pedro. Se formos até os tios dele e contarmos onde Pedro está, os mesmos ficarão ainda mais preocupados e dirão que o Pedro não se importa de verdade com a saúde da própria mãe, você não vê?

~ É, talvez você tenha razão... Precisamos pensar e torcer para os tios não verem televisão, pois as lutas estão sendo transmitidas ao vivo...

~ Hum, falando nisso, será que o Pedro venceu a Laura? Deixa eu ver aqui na internet...

Nos dois dias seguintes, treino. Tento dominar meu chi. Penso em estratégias. Penso em possíveis golpes. Penso em esquivas. Penso em mil coisas. Pratico algumas. Umas dão certo, outras são um desastre. Alguém bate na porta. É hora de lutar. Droga, João e Maria estão vindo para cá. Eu não estarei aqui para recebê-los quando chegarem. Não tenho escolha. Apenas acompanho o funcionário que me leva. Ele para. Eu entro sozinho. O lugar é lindo. Vejo Lilith Yagami. Cumprimento-a com um singelo "Boa tarde". Corro para as pinturas. Admiro. Vou até a janela. Vejo o jardim. É alto demais ali. Meu sorriso vai de orelha a orelha. Estou encantado. Toco minhas mãos na janela. Olho de soslaio para Lilith. Digo.

~ Aqui é lindo, não é? Esse castelo é fantástico, não acha? Mas é uma pena que você não poderá mais continuar aqui dentro depois que eu a derrotar... Fazer o quê, né? O destino quis assim rsrs - Sorrio de forma debochada. Viro-me de frente para ela. Assumo postura de luta. Espero por Lilith. Pelo ataque de Lilith.


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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

Mensagem  Lιℓιтн Ƴαgαмι em Qui Mar 08, 2018 5:09 pm




Lilith continuou do mesmo jeito que estava, ela apenas levou as mãos ao bolso da calça preta e ficou olhando o teto sem interesse ao cenário a sua volta. Sua audição era a sua segunda visão e ela tentava ouvir alguma coisa interessante que talvez pudesse estar ocorrendo naquelas bandas. A Siren estalou a língua em sinal de tédio enquanto esperava o rapaz analisar o cenário, ou seja lá o que ele estivesse fazendo.

A Yagami bateu as pontas da sola das botinas no chão enquanto ele pronunciava as palavras dele, Lilith se virou para encará-lo e revirou os olhos. A situação que se encontrava dentro do Castelo lhe obrigava a continuar dentro do programa do torneio, as aparências mantidas pelos falsos donos deviam ser mantidas da mesma forma pela dupla de irmãos e a Siren imaginava que ela não era a única figura interessada ali a manter-se coberta.

— Dá para pular a conversa fiada?

Na última pronuncia de sua pergunta, a Siren já estava posicionada em frente a Pedro, pronta para iniciar aquele embate entre os dois, não muito interessada ao ar de deboche do garoto Maia. Não demoraria muito para ele descobrir durante aquela luta, que Lilith não era o tipo de oponente que ligava para lábia. A garota ao invés de falar, deixaria que o Shaolin do Norte, a arte marcial que usava em poucas ocasiões, continuasse a falar por si, como vinha fazendo nos últimos dias enquanto dava continuidade as suas ações investigativas.

Lilith começa seu primeiro movimento básico da seguinte forma: ela ao avançar sobre o seu oponente, vira o corpo desferindo um potente chute contra este com a sua perna esquerda, seguindo o mesmo ritmo, a Siren ao girar sobre o próprio corpo, dará um salto, realizando o mesmo chute novamente, em uma altura mais considerável (Tornado Kick).

Em continuidade a esta primeira movimentação, Lilith tentará manter o máximo possível de seu passo próximo ao rapaz (isso se sua primeira movimentação desse certo, e ela não tivesse sido interrompida por ele, ou contra atacada), caso fosse isso possível, ela simularia uma possível “bicuda” no mesmo com o seu pé direito, porém, ao invés de fazer isso, a ruiva se quer chegar a encostar o pé no de Pedro ou em qualquer parte do corpo dele, ao invés disso, ela o “desliza no chão” em um movimento similar a uma meia lua, subindo a perna assim que seu pé passar entre o seu e o de Pedro, completando essa circunferência sobre o seu corpo, com o intuito de acertar a cabeça de Maia, encerrando assim a sua segunda movimentação básica. (Hook Kick).


APÓS O FIM DA LUTA ENTRE OS IRMÃOS.

Desespero não era uma coisa que ela normalmente sentia, só que assim que viu aquelas lágrimas de sangue escorrerem pela pele pálida de seu irmão caçula, ela se alarmou. O rapaz parecia não ouvir o que ela dizia, pois não entendeu quando ela pediu para ele cobrir sua feição.

A Siren quis encostar as mãos no rosto dele, mas o sangue de Yue além de quente, fazia estragos como ácido, por conta disso, a Firehawk então bateu no peitoral dele, chamando a atenção do Scion. Por um momento o rapaz pareceu ainda não entender, mas a ruiva assim que notou alguma “luz” de raciocínio nele, arrancou sua camisa com a ajuda do mesmo e cobriu sua face. As câmeras não conseguiam pegar o que acontecia por conta de ela estar sobre ele. Assim que este entendeu que algo acontecia, se cobriu, e Lilith rapidamente saiu de cima do moreno e o ajudou a se levantar.

— Deixe-me ajudar. — Um dos homens velhos decidiu se aproximar, mas Lilith com um gesto de sua mão esquerda o dispensou, seguida de uma fala:

— Não precisamos de ajuda. Nós vamos voltar.

— Se algo estiver acontecendo Senhorita, ele deve ser atendido imediatamente.

Dessa vez foi o “garçom” que a acompanhou e ficou fitando a traseira da garota anteriormente.

— Eu já disse, não precisamos de n... — Ela foi interrompida quando um dos drones explodiu. Os olhos da Siren se arregalaram minimamente, ela tinha que tirá-lo da li. — Olha, isso não é nada demais, só vou levar ele para o quarto, até mais. — Ela apertou o passo, empurrou o mais alto, o drone não explodiu por explodir, ela sabia disso, aquilo era obra dele, a telecinésia começou a ficar desenfreada, então Lilth decidiu tomar as precauções necessárias e iniciou a principal delas: tirar ele de lá antes que alguém começasse a se machucar desnecessariamente.

Levar o grandalhão para o quarto não era uma coisa muito fácil. Yue tinha um corpo grande e para piorar, seus movimentos pareciam parados. A ruivinha não dava a mínima pelo fato dela estar andando de calcinha pelos corredores do Castelo, Lilith apenas focou-se em dar continuidade em seus passos até o quarto do mais alto, onde ela abriu a porta o mais rápido possível e o levou a cama. Ela ia conversando com ele de forma mansa por todo caminho, fazendo perguntas bobas como se quisesse o manter acordado. Assim que conseguiu o repousar na cama, levou a mão a testa do mesmo após retirar a camisa dele e olhar o estrago que ele fez nela, estava fervendo, podia jura que ele pegaria fogo ali mesmo.

A Siren analisou ele por um breve momento, então passou a mão pela própria nuca. O que faria? O que possivelmente ela poderia fazer para ajudá-lo? Ela estendeu a mão até a corrente onde estava presa a cruz de ferro dele, onde ele mantinha próximo de si o objeto que um dia foi dos avós e da mãe, e que lhe foi entregue para amenizar os seus enfermos.

Lilith levou o polegar a parte externa onde havia o nome de Henry e Amélia Hawkins, e bem abaixo, por uma marcação azulada feita através de um encanto de Coroline, realizada tempos atrás quando o corpo de seu irmão se recusava a funcionar, estava o nome dele. A Siren estava no dia em que ela os levou para um lugar fora daquela realidade em que viviam, esteve presente quando a mãe pronunciou palavras que lhe soavam como uma eternidade esquecida.

Lilith foi a única presente, somente a eles foi permitida a entrada ao Etéreo. A Siren vira quando a mãe não só trazia aquele encanto junto a um canto atemporal, mas fazia daquela alma dividida uma novamente. Se naquele tempo ela não tinha palavras para o que viu, até hoje ela não conseguia descrever exatamente o que presenciou, só podia ficar ali com ele e esperar para ver o que acontecia. Afinal de contas, a Éther era certeira, quase cinco meses foi o que ela havia lhe dito, um chute no escuro foi o que ela disse, e a Siren fez uma conta arriscada, pensou que a mãe tinha até se enganado, só que a marcação com o nome de quem ele já foi e quem ele era não a deixou errar.

— É verdade.... Finalmente.  — Lilith suspirou, ela ficou focada com as coisas que ocorreu nos últimos dias, que se quer manteve-se atenta a isso. Sentiu-se envergonhada por isso. No dia em questão em que Dean os levou para o lugar, Siwäng e ela tiveram uma conversa, talvez a mais longa que eles já tiveram... Uma conversa que a Siren não iria esquecer. Lilith suspirou, ficou ao lado dele, abraçou suas pernas e fechou os olhos. — Bobão...

Ela deixou os sonhos virem, mas tudo o que sonhou foi apenas o momento em que os dois se sentaram a varanda da Rakuen, onde conversaram sobre os dias onde faziam nada a não ser pegar jogos de tabuleiro e se distraírem juntos enquanto nada acontecia, só que as perguntas que ele lhe fazia eram tão misteriosas que Lilith não se deu conta do que significavam até ele dizer que ela não tinha interesse em ter nada além do que ela já tinha, o que o deixava tranquilo dela ser uma boa companhia. Era claro que ela não entendeu, e provavelmente continuaria não entendendo.

Várias vezes durante a noite a Siren acordou, o quarto ficou mais escuro que o normal, depois várias coisas estranhas ocorreram, criaturas esquisitas andaram por ele e a maioria que passou ali ela reconheceu, todos eles eram “amigos” do seu “irmãozinho”, alguns até mesmo lhe trouxeram calças e mudas de roupas novas, inclusive para ele. Essas criaturas eram Obscuros, seres que nasciam do subconsciente dele e outros que já existiam sabe-se lá a quanto tempo e que o serviu há muito tempo atrás, e que eram fiéis a ele. Por sorte (ou azar, pois os pequenos, os Mortifiliais gostavam de pregar peças nos outros), gostavam dela, se não gostavam, fingiam muito bem.

Pelo menos Lilith teve companhia noturna. Estar com eles era melhor do que estar com ninguém, e por mais que alguns fizessem jus as palavras Terror e Horror por suas aparências, o papo que podia ter com eles era “deveras interessante”, um deles trouxe até um dominó, que ela não soube de onde tiraram, mas serviu para distrair. De vez em quando a Siren lançava alguns olhares para o Scion que tinha um sono pesado e resmungava alguma coisa, e todos eles sempre lhe diziam a mesma: Calma aí mocinha, coisas assim é dessa forma, bom, cada um cada um, mas o Boss é gente fina, pra quem passou por coisa pior, isso aí é fichinha. Ela quis saber o que foi o pior, entretanto, o passado é uma coisa que deveria ficar quieto no seu canto, então aproveitou os jogos, que ocorreu até que a convergência de Yue tivesse acabado.

Quando a escuridão que emanava do rapaz desapareceu e os raios de sol iluminaram o quarto, Lilith ficou apreensiva para saber o que ou quem iria se levantar daquela cama. Não só ela estava ali, mais os doze pequeninos Mortifiliais também faziam presença, bem, não exatamente os doze, tinha onze já que um estava dormindo no chão e a única coisa dele que marcava presença eram as suas botinhas rasgadas encima da cama. A ansiedade que ela sentia durante as pausas dos jogos em saber o que viria quando ele despertasse se dissipou assim que este se mexeu, a ruiva se aproximou um pouco mais dele, quase tocando a testa na do irmão, e esta teve uma surpresa que tirou todo um peso de seus ombros.


O PRIMEIRO DIA - CONVERSA FORA.

“Você ouviu tudo?”

Ás gostas de água caiam pelo corpo da Siren enquanto ela apoiava os braços pelas bordas da banheira, seus olhos se fechavam lentamente enquanto sentia o frio da água bater de frente ao calor que transcorria por dentro de seu corpo. Ela ouviu cada palavra que Nessiah contou para o irmão mais novo. Os dois estavam “linkados” mentalmente. A Siren jogou a perna direita por cima da esquerda, enquanto dobrava os braços emburrada.  Yue não só lhe dividiu toda a conversa como o percurso que ele teve até a “criança mágica”.

Além das revelações do mago, a ruiva ainda tinha o que o rapaz lhe mostrava da descoberta do subsolo que o deixou irritado e até conturbado durante as lutas dos dois: pessoas presas as camas, em suportes de vida, e ela não sabia se todos aqueles que ele viu eram os mesmos que sumiram por perto do Castelo ou se os agentes daquele lugar andaram fazendo mais vítimas. Isso só deixou a Siren mais ressentida com tudo aquilo que acontecia, e cada vez mais amargurada em pensamentos sínicos sobre todo aquele evento que se instaurou na cidade.

— Hum.... — Lilith levou a mão esquerda ao seu rosto, passando os dedos por ele e pressionando-os pela pele enquanto os descia até o queixo. Eram informações importante e isso passou a deixar ela bem preocupada, as coisas eram mais sérias do que ela imaginava.

A ruiva levantou-se, a água escorreu pelo seu corpo, a sensação fria era gostosa, ela não tinha muita vontade de ficar de roupa naquele momento, mas sabendo da sorte que possuía, levou as mãos até onde deixou a toalha apoiada e secou-se, envolvendo o corpo com ela e foi para o quarto, onde o novo conjunto de roupa lhe foi entregue pelos Mortifiliais. Os pequenos podiam ser pestes, no entanto, eram muito prestativos.

Encima de sua cama havia um top amarelo, muito similar ao que usava, uma calça preta que ela daria um jeito de usar com aquelas botas que largaram para si ali, Lilith suspirou, deu de ombros e então começou a se vestir, e enquanto colocava as suas novas roupas íntimas, ela sentia um cheiro já muito familiar.

— Entra. — Ela disse para Cassandra, antes que essa pudesse lhe perguntar se podia ou não entrar no quarto.

A Siren não deixava as janelas abertas desde a última visita da mulher de aparência cigana com esperança de que talvez, ela pudesse aparecer mais cedo do que o normal para uma conversa. Após vestir a calcinha de tom bege, a ruiva olhou para Cassandra e levou as mãos a cintura enquanto está se recostava na parede. A mulher viera mais uma vez de uma passagem alta, e a Siren não entendia como ela não se incomodava.

— Como é que você passa por essas coisas?

— Essas passagens secretas podem apenas ser abertas por pessoas da minha família. Um poder que está em nosso sangue, já que somos uma família que serve o dono do Castelo há séculos. Há passagens como essa em todos os lugares do Castelo, exceto nas partes mais superiores.

— E essas passagens? Como consegue vê-las?

— Em minha visão, eu vejo as passagens secretas "ondularem" nas paredes, como se fosse uma parede de água. Mas agora eu vou direto ao ponto da conversa.

Lilith deu ombros com aquela explicação, pegou a calça nova e começou a vesti-la, enquanto cobria a perna esquerda, a Siren pensava se Cassandra não teria algum conhecimento em relação ao Castelo como a pequena figura que levou Yue para fora do mesmo, então decidiu começar a conversar com a mulher.

— Poderia me dizer, quem é esse tal dono desse Castelo?

— O lorde do Castelo é o Conde Vlad Tepes de Wallachia. — Bem, ela não demorou para responder-lhe nada.

— .... Woooa... Isso é... Pera, o Tepes? O EMPALADOR? Mas isso não era mito não?

— Sempre se há um pouco de mito, e há o que é verdade.

— Hum... Ele tá por aqui?

—...Não...Se ele estivesse aqui, Valeth não conseguiria dominar o Castelo facilmente.

— Hmmm.... Entendo... Só que eu queria tirar uma dúvida de uma vez por todas sobre o Castelo, ele é ... Tipo. O Castelo é definitivamente vivo certo?

— Sei que não é de muito interesse, mas vou explicar o que sei sobre o Castelo. A construção em si é uma criação daquele que deu poder ao lorde dele. Este Castelo, a cada geração, muda todo o seu interior, mesmo mantendo a aparência externa igual a geração anterior. Nenhum mapa de cem anos atrás iria ser igual, mas há uma coisa em comum: todas sessões do Castelo aparentam ficar organizadas nas mesmas partes do Castelo, como por exemplo o sistema de catacumbas não é o mesmo da geração do século XVIII. O Castelo acumula poder devido a qualquer consequência de lutas. O principal foco de poder sempre está na parte superior do casetlo, onde não há passagens secretas. Eu tentei adentrar, mas está intensamente protegida por guardas armadurados e barreiras que Valeth pôs.

— Eu estou repetindo sobre isso, por que algo aconteceu. Eu tive uma experiência bem bizarra naquela ponte que vai a lugar nenhum com um chafariz bizarro, lá entre as torres do Castelo. —  Jogou a Siren, finalmente vestindo seu novo top e começando a calçar suas botas. — Tudo começou a ficar cheio de sangue, tinha várias vozes e vieram atrás de mim. Sei lá o que era, mas foi esquisito. — A Siren sentou-se na cama, juntando as mãos entrelaçando os dedos e olhou para os próprios pés pensativa. — Sabe o que é isso, ou ele está só sacaneando comigo?

Cassandra a olha, franzindo as sobrancelhas, surpresa.

— Você "acidentalmente" achou esse lugar? Ele deveria estar trancado!

— Eu... Bem, não fui eu exatamente que achei, eu não estou só. Alguém mais está comigo. Ele achou, eu só segui os passos, mas ele não foi até lá. Eu consegui ir, caso não tenha percebido eu não sou feita de cristal acontece que eu fui lá. A fonte ensanguentou, aquelas coisas presas nela ficaram esquisitas, o sangue fluiu e correu atrás de mim, eu tive a maior brisa e olha moça, eu não sou drogada, nunca fumei um beck na minha vida, então eu quero uma resposta. Que diabos é isso?

— É uma parte do Castelo que nem o Conde ousava ir com frequência. Toda pessoa que morre aqui dentro, tem sua alma enviada para aquele lugar e acrescentada mais carne e sangue as paredes. É um lugar bem amaldiçoado. Aposto que Valeth deixou o lugar aberto para pegar os curiosos, pois pessoas de mente mais fraca facilmente ficariam malucas lá... Mas ainda bem que ele selou o guardião de lá. Eu mesmo não tenho coragem de soltá-lo. Se for possível, quero quebrar a barreira usando o poder dos outros guardiões.

— Eu não sei o que é, mas agradeço que tenha sido eu a ir ali. Se fosse a pessoa que achou, não ia dar certo para nenhum dos lados. — Nisso Lilith levou a mão ao queixo imaginando apenas o que aconteceria se no lugar dela, Yue ou Siwäng tivesse encontrado o lugar. — Então aquele canto tem que ficar selado? Tá certo, não ando mais lá. Outra pergunta, Aranhas enormes. Isso é comum aqui?

— Só se a Aracne do Castelo tiver sido ressuscitada. Ela é a guardiã da cripta dos jardins. Se ela foi ressuscitada, seria uma boa desfazer o selo dela. O poder dela seria muito útil para quebrar a barreira.

— Não sei pra que ela serve, mas tem uns filhotes por aí. BEM... Achamos as pessoas... As que disse que estava lá em baixo... Por isso... Deixa eu te falar sobre algo... Essa pessoa... Conversa com alguém... Um tal de Nessiah. Conhece?
Cassandra parecia um pouco surpresa.

— Você é a segunda pessoa que me pergunta sobre ele. Eu não sei quem é, mas por ser perguntada sobre ele, eu acho que ele deva ser uma pessoa interessante.

— Ele é um nanico que tá muito interessado nesse livro que tão oferecendo como recompensa do torneio.

— Se ele quer o livro coisa boa não deve ser, pois já ouvi os asseclas do Valeth falando que o livro é uma prisão horrorosa.

—.... Nós já temos a desconfiança de que ele não é uma pessoa que se preze... Enfim... Eu pensei que soubesse algo dele... Ou já tivesse ouvido falar dele... Bem! — A Siren bateu as mãos. — O que veio dizer aqui em geral já que eu a interrompi com coisas nonsense? - Nada, nenhuma pergunta, por mais idiota que pudesse ser, deveria ser levada como irrelevante. A mulher que vinha observando a garota, começou a falar aquilo que vinha lhe dizer desde o princípio.

— Valeth está usando a força do Castelo para um "projeto pessoal" dele, pelo o que eu ouvi dos aseclas dele. Algo sobre usar um livro místico de grande poder. Como dever de minha família, não posso fazer isso sozinha. Eu preciso liberar os guardiões do Castelo dos selos que Valeth fez ao prêndê-los. O único problema é que se eu tocar tais selos, vou ser trancafiada junto aos guardiões. O motivo é justamente o mesmo do poder que tenho para passar pelas passagens secretas: meu sangue. — Cassandra faz uma pausa para respirar um pouco. — Por causa dele eu não posso fazer isso sem ajuda. Atualmente, quatro guardiões já foram soltos. Um deles estava preso na biblioteca, uma estava presa nas masmorras, um ou uma estava presa no saguão artístico, mas foi solto pelo próprio Valeth, o que achei estranho não ter visto este ainda apesar de saber quem é ou dele não ter feito nada contra Valeth. A última teve o selo rompido de alguma forma, pois a encontrei no anfiteatro do Castelo em um momento em que ele estava vazio. Ela me explicou que se soltou devido a uma energia "pecaminosa" muito forte.

— Esse deve ser o maldito livro que o Nessiah está atrás! — Uma torrencial de memórias invadiu a mente da Siren, a conversa que o mago teve com o irmão e mais duas pessoas, Lilith se levantou, bateu um punho contra o outro abruptamente. — Valeth vai usar o livro! Só que se ele conhece tão bem ele, então deve ser amigo íntimo dessa peça, e se isso for verdade, ele precisa de gente pra isso, por isso participantes! Posso estar errada, mas esse torneio é pilantragem. Tudo isso é palhaçada!

— Eu vou tentar espionar mais um pouco os asseclas dele atrás de informações. Se eu conseguir algo, lhe contarei

— Vai me ser de grande ajuda. — Nisso a Siren se tocou de algo que jamais perguntara. — Você sabe o que são esses asseclas?

— Sobre o que sei sobre os aseclas do Valeth, não muita coisa. Apenas sei que a garotinha loira é uma necromante. Que o homem na armadura sempre está ao lado dela, protegendo-a. Há um homem estranho que usa uma máscara de ferro cobrindo o nariz e boca que anda sempre perto de Valeth. Este homem... eu...eu não sei explicar direito. Algo sobre ele me faz ficar muito apreensiva. Esse homem já me deu a impressão de me ver quando eu estava observando-o das passagens secretas. Ele mantém-se calado. Eu nunca senti tal sensação antes, exceto quanto na presença do lorde do Castelo. Eu sei que não é o lorde, mas ele é diferente... me dá medo, um muito palpável medo.

— Então eu acho que a hora de brincar de Playground acabou, não é mesmo?

— Sim.



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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

Mensagem  ★|☆ ~ Pedro Maia ~ ☆|★ em Dom Mar 11, 2018 10:14 pm




Round 1 Movimento 2

O castelo não é o que parece ser, precisamos entrar!



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Começou. Lilith avança. Ela golpe-a. Defendo-me. Por sorte ou por experiência, percebo a hora do ataque. Minha reação é involuntária. Quando vi já fiz. Levo meu braço direito em direção do meu corpo. Protejo-me do primeiro chute. Ela não está satisfeita. Ela salta. Ela gira. Ela chuta. Arregalo os olhos. Ela é rápida. Meus reflexos estão melhores. Mas não o suficientes ainda. Porém tenho treinado muito. As lutas do torneio me ajudam. infelizmente não sou tão bom assim. Não ainda. Não esperava pelo segundo chute. Levo. Vou para trás. Ameaço cair. Vejo Lilith tentar um ponta pé. Engano. Era mentira. Ela tinha outra intenção escondida. Preciso me recurar. Tempo pouco tempo. É tudo de imediato. Não necessariamente pensado. Fixo o pé canhoto no chão. Coloco-o como apoio. Firmo-me. Giro em torno de mim mesmo. Penso em contra-atacar qualquer ação que a oponente pense em fazer. Chuto Lilith. Lilith me chuta. Não sabia que ela o faria. O golpe que seria contra meu rosto não funciona. O motivo é simples. Nossas pernas se chocam. Os golpes se anulam, por consequência.

Olho para ela. Tenho determinação. Não irei perder. O livro de Hermaeus será meu. Mudarei a história da minha família. Não posso perder nessa luta. Nem nas próximas. Não gasto tempo. Após o impacto, ataco. Avanço para cima da oponente - que provavelmente está muito próxima após o choque dos chutes. Fecho os punhos. Minha intenção é acertá-la inicialmente no rosto. Eu não deixaria de pôr força nos punhos. Ela precisa entender que essa luta é para valer. Não uma brincadeira. Meu ataque seria composto por um direto de direita. Cruzado de esquerda. Cruzado de direita. O combo marcial não se limitaria ai. Após tentar acertar a adversária em seu rosto, tento socá-la na boca do estômago. Se desse certo, penso que Lilith inclinaria o corpo para frente. Se desse certo, eu tentaria flexionar as minhas pernas e saltar de modo que eu conseguisse dar uma forte joelhada no queixo e no nariz da garoa, fazendo-a cair para trás. Talvez com o nariz quebrado após ser, supostamente, acertado pelo meu joelho direito.

~ Ora vamos, Lilith Yagami... Eu não estou aqui para brincadeira, se veio brincar de bonecas em um castelo de faz de conta que vá para a Disney!! Lute como uma verdadeira competidora deste torneio e mostre pelo menos o mínimo do seu valor como lutadora e não apenas pagadora de calcinha!!

Tal discurso de Pedro era apenas para provocar a adversária e fazê-la lutar. A luta precisava de dinamismo. Não mecanismo. O garoto sorriria de forma debochada caso a adversária estivesse no chão, ou ao menos levado a joelhada na cara. Enquanto isso, João e Maria chegam ao parque. Os irmãos são barrados na entrada do castelo. Essa é a primeira vez que eu não estou para liberar a entrada de ambos. Maria catuca João sobre o guarda de armadura. Ninguém fala nada. Os dois se desculpam. Eles se afastam. João olha para Maria. Ele a pergunta:

~ Você se lembra da confussão que teve há alguns dias com os torcedores de uma torcida organizada bem aqui no castelo?

~ Acho que sim, mas e dai? O que isso tem a ver?

~ Acho que cse conseguirmos simular uma confusão, nós também conseguiremos entrar sem sermos vistos!

~ Você está louco, garoto? Óbvio que vão nos ver, tem câmeras lá dentro, esqueceu? Sem contar que podemos encontrar um desses homens latas no meio do corredor... Melhor pensar em outra coisa, João  Rolling Eyes

~ Sim, há câmeras e guardas, mas se alguém nos parar a gente diz que não tinha ninguém no portão quando a gente entrou e não sabíamos que não era permitido, pronto  lol!

~ Você é louco mesmo, garoto, mas eu topo. E como faremos a tal confusão?

~ Eu ainda não sei, precisamos pensar...


Os irmãos caminhavam pelo parque. Eles param na moça do algodão doce. João compra para ambos. Azul para ele. Rosa para ela. Os irmãos continuam andando.


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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

Mensagem  Lιℓιтн Ƴαgαмι em Sex Mar 16, 2018 12:52 am




Três vezes, duas vezes, uma vez. Uma contagem repetitiva, desnecessária se for feita múltiplas vezes, mas crucial se for feita ao menos uma vez. Poderia ser um sistema falho, se assim fosse a forma que ela contasse o chute ou sua correria, porém, a garota calculista o fazia uma vez em cada movimento, seja ele uma volta, erguer uma perna, ou a palma de uma mão, até chegar onde ela queria, seu último ato que ele respondera como se fosse quase que involuntariamente. O Seu Hook Kick foi anulado durante a sua meia lua no ar, o que fez com que a perna da Siren fosse lançada para o lado, forçando Lilith leva-la ao lado do corpo, até encostar o pé no chão, mantendo-se ainda em pé por conta de todo o apoio ter ficado sobre a perna oposta em seu movimento fracassado.

A Siren continuou equilibrada daquela forma, claro que em um momento ela ainda teria que se livrar daquela posição, o que poderia lhe calhar futuramente, já que seu estilo dependia muito do uso de suas pernas, mas não menosprezaria suas mãos, elas não ficavam atrás de ninguém quando estava empenhada em quebrar alguns dentes, só que o futuro que Lilith visionava, não estava muito distante, não. Pedro assim como ela, parecia se recuperar rápido, e o que ele fez a seguir, parecia ter feito um rojão explodir na mente da Yagami. ÓTIMO! Ela exclamou mentalmente para si mesma em uma animação mais que infantil.

Quando Pedro avançou contra si a Siren exibiu para ele apenas um sorriso fechado, onde a curva superior de seu lábio direito ficou mais do que visível em um contentamento próprio. Talvez fosse um sorriso de ironia de seus pensamentos, mas o direto de direita do Maia serviria para vir a colocá-la de volta nos eixos. Ele viria com o seu punho direito e Lilith faria o mesmo, mas ao invés de repetir o movimento do soco, ela viria com a palma aberta, pronta para receber o soco que pressionou o seu antebraço para trás, entretanto, este movimento de Lilith não constituía em uma defesa prolongada, ele apenas continha parcialmente a investida.

Enquanto a direita recebia, a esquerda já vinha batendo contra o lado esquerdo do rapaz, envolvendo-o firmemente com os dedos. (Se ele evitar o início dessa ação, toda a continuação descritiva dessa movimentação daqui para frente é anulada). A mão que recebeu o impacto parcialmente desliza par o lado, juntando-se a outra pelo lado correspondente prendendo o rapaz, o firmando da mesma forma que a outra, e eis que o problema começa: a força que a ruiva impunha, não é a mesma que ela aparenta ter. Lilith não só afasta o corpo para trás dobrando a perna principal de apoio para isso, como faz o mesmo com Pedro, torcendo o seu braço, o virando e o pressionando em sua direção, mais inclinando para si, até finalmente usar da mesma força só colocando um pouco mais de sua animosidade para lançar o rapaz de cara ao chão soltando-o e deixando o garoto se arrastar ao solo.


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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

Mensagem  ★|☆ ~ Pedro Maia ~ ☆|★ em Sab Mar 24, 2018 9:33 pm




Round 2 Movimento 2

O conflito comigo mesmo



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Avanço. Golpeio. Bloqueio. Contra-ataque. Caio. Bato meu rosto no chão. Desmaio. Lilith é forte. Lilith parece ter vencido. Tudo escurece. Vejo-me em um infinito mundo negro. Não há sequer uma luz. Não consigo ver um palmo a minha frente. Estou com medo. Morri? Nunca senti nada assim. Nunca vim para um lugar assim. Ouço passos. Uma pequena luz surge do além. A luz se torna cada vez mais e mais forte. Os passos estão mais e mais próximos. Da luz surge Pedro Maia. Sim. Eu surjo. Estou diante de mim mesmo. Não entendo. O que está acontecendo? Descubro que na verdade estou diante da minha subconsciência. Ela me questiona sobre os meus objetivos dentro do torneio. O que eu de fato quero com o livro. Oras, é voltar para o momento em que eu era feliz. Onde mamãe não tinha essa doença. Quando papai ainda morava conosco. O momento em que eu era feliz. Não quero ver mamãe doente em uma cama. Não quero ver mamãe com o corpo atrofiado pela ELA. Eu quero mudar a história da minha família. Será? Minha subconsciência me questiona. É para este tempo que queremos voltar?

Tudo muda. Estou em casa. Estou no Kansas. Tenho seis anos de idade. Corro pelo quintal. Moramos na roça. Estou descalço. Pés sujos de lama. Mamãe está na cozinha fazendo a comida. Papai chega. Ele sai da caminhonete. Ele vem até mim. Ele bagunça meus cabelos loiros. Ele entra em casa. Entro também. Mamãe briga comigo. Estou todo sujo. Sujei a casa. Papai olha a comida ainda por fazer. Ele me manda tomar banho. Eu vou. Eles brigam. Escuto. Papai a xinga de incompetente. Imprestável. O que deve ter feito todo esse tempo para a comida não estar pronta no momento em que ele chegou em casa. Mamãe leva um tapa. Ele quase cai sobre as panelas. Papai vai para o quarto.

Pisco. Abro o olho. Estou em Southtown. Tenho doze anos. Estou feliz. Estou jogando meu Nintendo Wii. The Legend Of Zelda: Twilight Princess. Ataco uma galinha. Ouço o barulho das chaves. Papai chegou. Mamãe estava varrendo a casa. Corro para a sala. Vejo papai beijar mamãe nos lábios. Isso me deixa tão feliz. Ele se senta no sofá. Parece cansado. Mamãe pede para que ele levante os pés. Papai fica emburrado, mas levanta. Ela varre ali. Ele tosse. Ela acaba de varrer e sai. Papai liga a TV. Ele me vê. Ele sorri e me chama para perto de si. Corro. Pulo no sofá. Abraço papai. Assistimos alguma programação aleatória. Mamãe traz cerveja para ele beber. Afasto-me um pouquinho. Papai pergunta como foi o meu dia. Conto. Ele ri. Mamãe me manda desligar o vídeo game se eu for ficar na sala.

~ Deixa o garoto... Vá você desligar aquela merda, deixa eu e meu filhão aqui vendo esse filme doido...

~ Nhaaa... Melhor não, papai, eu vou lá, pode deixar
 Sad

Saio. Papai nota que fiquei triste. Ele questiona minha mãe. Ela diz que estou passando muito tempo jogando, eu deveria estudar mais. Papai concorda. Ele vai até meu quarto. Ele senta na minha cama. Pergunta do dever de casa. Fico aflito. Não fiz. Ele briga comigo, mas de forma amigável. Ele se propõe a fazer comigo. Amo meu pai. Melhor homem do mundo. Ele parece tão cansado, mas ainda assim quer fazer o dever comigo. Mamãe aparece. Ela cruza os braços. Ela olha para mim. Ela sai dali. Tudo fica escuro. Estou dormindo. Acordo. Ouço gritos. Papai chegou bêbado em casa. Mamãe briga com ele. Papai a espanca. Assusto-me como nunca. Ele a joga no chão. Ele a agride. Corro até papai. O empurro. O tiro de cima de minha amada mãe. Ele volta a si. Ele se assusta com o que fez. Ele sai de casa. Mamãe me culpa por sua saída. Apanho em resposta. Toda a dor e raiva, ela desconta em mim. Não vejo o motivo. Apenas apanho. Corro chorando para o meu quarto. Tranco a porta. Tudo fica escuro. Volto a me ver. Questiono-me.

~ Mas o que é isso? Você é um truque do Nessiah?

~ Não, definitivamente não. Eu sou a subconsciência. Você está fazendo errado, Pedro. Precisamos agir de outra forma... O nosso real objetivo não é só voltar no tempo e reviver os momentos em que eramos felizes, precisamos rescrever a história da nossa família de outra forma, pois caso contrário tudo voltará a acontecer e de nada terá adiantado participar deste torneio e conseguido pôr as mãos no livro de Hesmaeus!!

~ O que isso quer dizer? O que você quer dizer? Eu não entendo...

~ É hora de acordar, em breve você saberá o que devemos fazer!!


Seis. Sete. Oito. Abro os olhos. Nove. Começo a me erguer. Apoio-me em uma cadeira. A contagem é paralisada. Ergo-me. Balanço o rosto. Volto ao normal. Olho para a minha adversária. Sorrio. Digo-a que a mesma é forte, mas não o suficiente para me tirar da jogada. Seguro a cadeira com força. Jogo-a contra o rosto de Lilith. Corro na direção dela. Tento chutar-lhe na perna esquerda. Na altura do joelho. Quero desestabilizá-la. Imagino que Lilith se proteja da cadeira e não veja meu segundo golpe. Se desse certo e Lilith levasse o chute, tentarei dar-lhe um cruzado de canhota. Outro de direita. Um gancho no nariz usando o punho esquerdo e, por fim, um soco forte com a mão direita no estômago da adversária para a lançar longe, ou somente para trás. A sequência de socos e chutes fariam parte do meu combo marcial de cinco hits. Independente do acerto ou erro, ficarei em postura de combate. Estarei preparado para qualquer ataque dela.

~ Vamos, Lilith!! Não vou deixar que me vença, então é melhor se esforçar mais do que isso!! - Direi como se o meu desmaio de agora pouco não tivesse sido nada demais. Enquanto isso João e Maria chegam a uma conclusão. Eles já sabem o que fazer para conseguir adentrar o castelo. Eles precisam achar duas crianças arteiras e que topem participar do plano. Os irmãos andam pelo parque a procura dos dois pequeninos.


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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

Mensagem  Lιℓιтн Ƴαgαмι em Qua Mar 28, 2018 12:34 am




A Yagami ficou perplexa, deu certo, sua ação anterior deu certo, e o pior de tudo é que além de ter dado certo, ela jurava que tinha algo de errado. O garoto Maia estava caído no chão, travado aos seus pés, de cara no chão e parecia imóvel, apagado, completamente em outro mundo. Lilith segurou o riso, levando as mãos a boca, será que havia a possibilidade de o garoto ter desmaiado? Só de imaginar ela estava rindo, mas tentava abafar o riso. Por garanti ela levava o pé direito até a nádega direita dele e balançava bem devagar, nada, o guri não se mechai para nada. Ai meu pai, matei o rapaz! Ela pensou da forma mais instantânea que já lhe ocorreu na vida.

Ela deu as costas ao menino. Isso nunca lhe aconteceu. Jamais ocorreu de fazer tal ato e resultar em um desmaio de outrem. Pior ainda, se realmente matou o garoto... Tinha que sair do Castelo? Tá. E o MEU TRABALHO?! Lilith ficou apreensiva. O que poderia fazer? O que deveria ser feito nesse momento? A Siren ali perdida em seus devaneios e preocupações, se perdeu no tempo e voltou ao ouvir a voz do Maia. Estava imaginando coisas? Talvez sim, talvez não, virou-se abruptamente, e tomou uma cadeirada no rosto. Esta caiu no chão, Lilith piscou, sentiu um ardor em seu nariz por conta da perna direita superior ter batido nele, um pouquinho mais de força e ele estaria quebrado. A Firehawk o viu se aproximar, mas ainda estava atordoa pela cadeirada, então acabou levando o chute na perna esquerda, o que a fez se desequilibrar um pouco. Seu punho esquerdo e direito encontraram a sua face, mas o último serviu para despertar Lilith de seu estupor.

A Siren em um gesto bruto, usou o antebraço esquerdo para tentar afastar o gancho esquerdo de Pedro, o que faria o mesmo perder a direção de seu próprio punho, fazendo este passar apenas do lado de sua cabeça. A mão livre viria com o punho cerrado em direção a boca do estômago do rapaz, onde ela iniciaria com um soco forte e aprofundado, caso conseguisse acertar, Pedro se curvaria pela dor e com isso, Lilith usaria o mesmo punho para fazer um ataque similar no centro das costas do rapaz, forçando-o ao chão, se o resultado fosse positivo, ela o faria uma segunda vez.


Segundo dia – Um pedido inusitado.

— Tem certeza que está bem?

Era a vigésima vez que ele ouvia aquela pergunta e o rapaz tinha a vontade de tirar o tênis que usava e jogá-lo na testa da mais velha, só não o fazia por que sabia o quanto ela se preocupava consigo. Yue ainda não saíra de seu quarto, mas ganhou um prato que a Siren fez e trouxe consigo ao ficar invisível por meio de Phasewalk, e comia como se não tivesse se alimentado a dias. Lilith que arrastou consigo uma cadeira para se sentar de frente dele, observava algumas mudanças no rapaz: primeira era o vermelho de seus olhos que estavam sumindo lentamente de suas írises, segundo era suas madeixas negras que pareciam ter crescido um pouco mais, só que podia ser impressão da Siren, já que o mais novo era uma pessoa relaxada. Antigamente ele cortava, só que de um bom tempo para cá, ele decidiu não fazer mais nada.

— Eu tô bem. — Ele ressaltou pela vigésima vez, depois de mastigar a carne que estava picada em seu prato. Havia muita comida ali, uma quantidade que ele normalmente não comeria. Nem a carne mesmo ele ingeriria, afim de evitar demônios internos, só que a fome que sentia era tanta, que o Scion não se importou de estar comendo, tampouco ligou do sangue que escorria pelo canto de sua boca, só apreciava o sabor, algo que a Siren muito estranhou. Só que quem tinha fome, não via o que havia em seu prato, pegava o que lhe davam e nada reclamavam do que comiam.

— Bom, por que eu preciso da tua ajuda.

Ele que estava comendo, largou o garfo e nem engoliu o que estava na boca. O moreno encarou ela como se esperasse uma bomba vindo em sua direção, e por uma fração de segundo ele só torceu para que ela o cobrasse por um novo conjunto de calças e nada mais do que isso.

— Antes da gente lutar, eu encontrei duas pessoas que não estavam como aquelas no subsolo... Elas estavam bem Yue, mas pareciam estar se portando como todo o resto, com receio de acabarem como os outros. Acho que podíamos começar a tirar eles daqui... Só que eu não tenho força para isso, mas você tem... Quero que os tire daqui... Você pode fazer isso, não pode...? Já estava lá embaixo, eu posso te mostrar como chegar lá onde esses dois estão, e eu não ando nas sombras... E do jeito que ando cansada, meu Phasewalk não anda muito bom, preciso de mais um dia para me repor melhor, e qualquer variação sobre isso, não está me sendo uma boa ideia.

O Scion olhou-a, estudou a ruiva para ter certeza que não estava sendo tapeado. Que sua irmã mais velha não estava sendo possuída pelo bicho preguiça, mas ele notou ao olhar naqueles olhos de boneca que ela não estava brincando. Lil se encolheu na cadeira, estava com a cabeça levemente inclinada para baixo, olhou-o profundamente, como se pedisse por uma ajuda aos prantos, mas em um silencio assustador a ele, o olhar charmoso se tornou uma suplica e de repente, aquela franja estava se fazendo de uma curva apenas para dar uma suavidade irresistível a sua face de impossível negação. Yue engoliu á seco o que estava a boca, e quando já viu, estava concordando com a pequena Sereia. De cabeça baixa ele ficou derrotado, enquanto ela comemorava.



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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

Mensagem  ★|☆ ~ Pedro Maia ~ ☆|★ em Dom Abr 08, 2018 11:15 pm




Round 3 Movimento 2

O clímax - A hora decisiva desta luta, quem se sairá vencedor?



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O pior acontece. Já fazem alguns dias que meus tios ouvem falar do torneio. A preocupação com mamãe é tanta que mal dão atenção. Mas depois da vitória contra Laura tudo mudou. Meu tio vê. Ele me vê entrando no salão onde ainda iniciarei a luta contra Lilith Yagami. Ele se surpreende. Ele cai para trás. Não literalmente. Seu mundo acaba. Demorou. Sim, demorou, mas finalmente a verdade veio a tona. Ele corre pelo hospital. Não é permitido. Ele corre mesmo assim. Ele entra no quarto de mamãe. Ela está acordada. Esses dias foram bons para ela. E ruins também... Mamãe não consegue mais falar. Sequer emite som. Agora sua única forma de comunicação é através do olhar. O ELA chegou a um nível avançado. Os médicos não a dão muito tempo de vida. Meu tio chama sua esposa para o corredor. Eles conversam. Mamãe não entende o que está acontecendo. Ela sente minha falta. Apesar de tudo o que vivemos, sou o filho dela.

~ Eu não acredito, Thiago!! Aquele filho da puta está em um torneio de artes marciais? EM SECOND SOUTHTOWN!? Ele é sem noção, não é? Puta que pariu, Thiago!! Puta que pariu!!

~ Eu irei atrás dele, vou buscá-lo e trazê-lo de volta nem que seja a força...

~ E para quê? Até parece que aquele viadinho agora é útil... Sua irmã está pior do que nunca, Thiago, você não vê? Esse idiota não se importa com a mãe... Ele nunca se importou, vivia na rua, voltava para casa todo roxo... Era o quê? Um rebelde sem causa querendo chamar atenção, Thiago!! E não duvido nada que ele esteja fazendo isso só para realmente chamar a porra da atenção, e eu pergunto: para quê? O QUE ELE GANHA COM ISSO!!?? Evil or Very Mad

~ Para de gritar, nós estamos em um hospital... Minha irmã pode acabar ouvindo também... Sad

~ Que se foda... Então você realmente irá a Second? É isso, Thiago? Eu vou ficar aqui presa a sua irmã enquanto você viaja por ai atrás do filha da puta do seu sobrinho, Thiago, é isso?

~ Pare de falar assim dele... Pedro errou, ele está errado, eu sei, mas não quero que fale assim dele... E sim, eu irei até lá e peço que você fique aqui com a minha irmã e me mantenha informado de tudo, por favor...

~ Tsc... E quando você viaja?

~ Hoje mesmo, irei passar em casa só para pegar algumas roupas e tomar um banho...

~ Roupas? Pretende ficar "dias" por um acaso, Thiago? Achei que iria só pegá-lo e voltar, mas pelo visto o tiozinho preocupado também tentará curtir a noite por Second... Twisted Evil

~ Ah, não me venha com essa... Estou sem paciência para ciúmes a essa altura do campeonato... Eu estou indo, volto em alguns dias...
(Resultado só na próxima fase ou no tópico de enredo)

João e Maria, enquanto isso, esbarram em dois garotos que corriam pelo parque. Maria quase caía no chão. João a segurava em seus braços.

~ Ei, vocês dois!! Olhem para frente, vejam por onde andam, infelizes!! ~ Reclamava o irmão.

Os meninos o olhavam. Se entre olhavam. Eles davam de ombros. Ambos baixos. Brancos. Camisa amarela com listras horizontais. O primeiro com listras azuis, boné vermelho e uma mochila nas costas. O segundo, era loiro, tinha um grande topete, e as listras de sua camisa eram vermelhas. Maria acalmava João. Ela se abaixava um pouco para ficar na altura dos dois meninos desconhecidos. Maria perguntava seus nomes. O de listras vermelhas falava na frente.

~ O meu nome é Lucas e o seu?

~ Eu sou Maria e aquele é o meu irmão, João!!

~ Igual João e Maria? Aqueles das bruxas?
~ Perguntava o de listras azuis.

~ É, tipo isso sim, rapizinho
~ respondia Maria para aquele baixinho que ainda não havia se identificado ~ Qual é o seu nome?

~ O meu nome é Ness!!
~ Ele dizia com orgulho e peito estufado.

~ Ass? Você disse que o seu nome é Ass? Question ~ Comentava Maria, fazendo Lucas e João caírem na gargalhada.

~ Não sua... O meu nome é Ness!! N-E-S-S!! Mad

~ Ah sim, desculpa... Eu entendi errado...

~ Ei, vocês dois estão sozinhos aqui no parque? Que tal ganharem dez pratas trolando aqueles caras lá do castelo?
~ João pergunta aos garotos em meio ao pedido de desculpas de sua irmã.

~ O que está fazendo, João?

~ Ah qual é, Maria, a gente estava os procurando mesmo... E então, vocês topam?

~ Dez pratas? Muito pouco!! Não topamos...
~ Dizia Lucas após se entre olhar com Ness.

~ Ok, vocês podem levar mais do que dez pratas, que tal quinhentas? Mas olha, vocês vão se divertir trolando os guardas do castelo, imagina que sensacional, hã? Quem vocês conhecem que já fez isso antes? Quem? Ouviu na TV alguma notícia do gênero? Então, topam?

A dupla era dura de convencer, mas topavam. Maria olhava para João e cruzava os braços. Eles não tinham aquela grana. Não tinham como pagar aqueles dois moleques. Além de ser muito dinheiro para dar a duas crianças. Os garotos saíam correndo dali. João e Maria não faziam ideia do que aqueles moleques fariam. Ness e Lucas paravam a alguns metros da entrada principal do castelo. O garoto loiro arrumava seu topete enquanto o outro ajeitava o boné vermelho, ambos então concentravam certa energia em seus punhos. João e Maria se espantavam com o que aquelas crianças conseguiam fazer. Lucas soltava um raio azul de seus punhos que ia em direção aos cavaleiros na entrada principal. Bem treinados e atentos, os guardas ali presentes rapidamente notavam o golpe se aproximar. Um deles se preparava para anular a técnica com sua espada. O golpe era cortado em dois. Contudo, o sucesso em sua anulação era falho. O cavaleiro ficou congelado ao entrar em contato direto com a técnica.

Ness aproveitou-se disso para lançar uma esfera elétrica contra o mesmo guarda, destruindo-o em pedaços. Todos ali se assustaram. O cavaleiro não era humano. Não tinha nada lá dentro. Os garotos gritavam. Os irmãos também. affraid Os guardas corriam na direção dos pequenos. Ness lançava um poder no chão. Um dos cavaleiros não conseguia evitar. Ele pisava ali. Uma enorme labareda surgia do chão. Mesmo em chamas o cavaleiro continuava a correr. Sua perna direita ficava para trás. O cavaleiro caía no chão. Sua armadura se despedaçava. Todos se assustavam. Ele era outro não humano. O elmo rolava até Lucas. Lucas e Ness se animavam. Eles estavam prontos para "Smash" cada guarda. O loiro retirava uma cobra do bolso e envolvia o elmo. Lucas jogava o elmo contra outro guarda. O guarda cortava o elmo em dois com um machado. João pegava Maria pelo braço. Eles se aproveitariam da confusão para entrar no castelo. Eles entravam. Agora lá dentro os irmãos teriam que se virar sozinhos. Podendo correr o risco de serem capturados (Resultado só na próxima fase ou no tópico de enredo). Enquanto isso, Ness retirava um bastão de baseball da mochila. As duas crianças encaravam os cavaleiros como se não houvesse ameaça.

Na luta, estou no chão. Desmaiado. Lilith põe seu pé sobre minha nádega. Ela me sacode de leve. Não reajo. A contagem regressiva começa. Lilith se afasta. Ela dá as costas. Estou caído. Em meu interior, converso comigo mesmo. Vou ao passado. Vejo momentos bons e ruins da minha vida. Não, eu não quero apenas voltar no tempo. Eu não quero só ver minha mãe bem. Eu quero que nada de ruim jamais tenha acontecido a gente. Eu preciso do livro. Eu preciso do livro de Hermaeus para reescrever a história da minha família. Mamãe não terá, nunca terá ELA. Essa doença maldita. Papai nunca terá saído de casa. Eles se amarão. Não haverá brigas. Eu serei feliz. Não haverá bullying na escola. Não haverá nada do que houve. Tudo será diferente. Eu assumirei as consequências de tudo. Nessiah me alertou sobre elas. Eu sei que são grandes. Eu vou assumi-las.

Acordo. A contagem é paralisada. Ergo-me. Seguro na cadeira. Minha determinação voltou. Lilith, sinto muito, não posso permitir que me vença. Não quando estou tão perto de realizar o que quero. Jogo a cadeira na minha oponente e corro em sua direção. É hora de acabar com essa batalha de uma vez por todas e ir para a semifinal do torneio. Eu preciso ganhar o torneio. Preciso derrotar todos os envolvidos na organização. Preciso chegar até o livro!! Sorte ou não, a cadeira funciona. Lilith leva o golpe. A cadeira cai no chão. Animo-me. Começo uma sequência violenta de chutes, socos e o que consigo acertar. É incrível. Vencerei? Está tudo funcionando. Lilith está recebendo todos os meus golpes.

~ AAAAAAHHHH!! ISSO ACABA AGORAAAAAA!!!! Mad

Penso em gritar em meio a empolgação dos meus acertos. Todavia, surpreendo-me. Lilith reage. Parece que o que acabou foi o meu combo marcial e não a luta. O clímax chegou. A luta chegou em seu auge. Agora é a vez da ruiva atacar. Meu gancho é posto de lado. Passa próximo a seu rosto. Quando dou por mim, sinto uma forte dor na barriga. Lilith acertou-me com um soco no estômago. Algo parecido com o que eu pretendia finalizar. Ela conseguiu quebrá-lo no meio. Lilith era uma adversária e tanto. Aprendi muito com ela. Venho aprendendo muito dentro desse torneio. Fico refém de seus golpes. Contraio-me para frente. Não por querer, mas por reflexo após levar o golpe. Cuspo saliva. Cuspo um pouco de sangue.

Lilith retorna com seu punho. A ruiva me golpeia nas costas. Caio no chão. Grito. Lilith ataca com um terceiro golpe após eu estar caído. Lilith acerta minhas costas. Uma vasta dor me consome. Percorre minhas costas. Percorre minha coluna. Meu corpo inteiro dói. Contorço-me de dor. Giro no chão. Grito. Choro. Levo as mãos as costas e barriga. Mordo meus lábios para conter a dor. Fecho os olhos com força. Quero conter a dor. Gemo. Contorço-me no chão. Arrasto-me para perto da janela. Quero me afastar da ruiva. Preciso sair dali. Lilith me venceu. Ela está na próxima fase. Podem acabar a luta. Acabou para mim. Desculpa, mamãe. Desculpa, gente. Eu não tenho mais condições. Continuo me arrastando até a janela em meio a dor. Uma mão. Outra depois. Dobro e estico com dificuldade as pernas. Arrasto-me.

~ Então irá desistir? ~ ouço alguém dizer em minha mente. A voz é tão familiar. Claro que é. É a minha voz. Sou eu mesmo. Novamente me conecto a minha subconsciência. Não tenho mais forças para continuar. Lilith é muito forte. Muito mais do que eu. Não. Ela não é. Ela não é mais forte do que a nossa determinação. Ela não é mais forte do que o objetivo que temos. E JAMAIS SERÁ MAIS FORTE DO QUE O AMOR POR NOSSA MÃE!! O que eu estou dizendo? Quem é Lilith Yagami para ser superior a tudo que estamos lutando aqui? Você tem razão. Eu tenho razão. Já não sei mais se estou falando comigo mesmo. Ou se é a minha subconsciência ainda falando comigo. Talvez seja apenas eu mesmo. Não sei se há diferença.  Ou se talvez seja apenas tanta pressão sobre mim que estou me colocando e cobrando que estou enlouquecendo aos poucos. Não. Não importa. Eu não desistirei. Eu não desisto. Não posso. Não posso perder o foco da luta. Eu não posso perder esta luta.

Encosto-me na parede da janela. Apoio minhas costas ali. Olho para minha adversária. Minha expressão é nitidamente de dor. Não importa, o meu foco é aqui. É nesta luta. Não na dor. Eu preciso vencer!! Eu preciso elevar o meu poder ao máximo. Ele precisa superar o de Lilith. Preciso fazer por mamãe... Por mamãe... ~ Mamãe... ~ Digo baixinho enquanto vou me arrastando na parede e me erguendo ~ Mamãe... ~ digo um pouco mais alto enquanto apoio meu punho destro na janela. Já estou quase de pé e com a determinação de cisne. Sinto minha coluna doer. Tombo. Apoio minhas mãos no chão antes de cair. Eu não posso perder. Preciso de força para vencer. Eu tenho que vencer. Perder não vai acontecer!! Não vai acontecer!!! Tiro forças de onde não sei. Única coisa que sei é que eu preciso chegar até o livro de Hermaeus. Preciso salvar a minha família. Preciso reescrever a minha história. Preciso fazer isso por mamãe... Por mamãe... ~ MAMÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃEEEEEEE!!!!! ~ Grito.


Elevo meu poder ao máximo que consigo até o momento. Uma grande aura aqua começa a sair do meu corpo. Levanto sem nem perceber. Explodo meu poder até o limite que possuo nesta peleja. Meu grito pode ser ouvido do lado de fora. O nível de poder em meu corpo cresce. O poder é tamanho que explode a janela ao meu lado. Os cacos de vidro e pedaços da janela voam para o jardim. Meus olhos brilham em um intenso azul esverdeado. Não tenho controle total do meu chi. Não ainda. Mas aprendi muito sobre ele quando comparado ao começo do torneio. AAAAAAAAAAAHHHHHH!!!!! ~ Meu poder não para de crescer. O chão abaixo de mim se racha. A energia chi que há em mim parece circular meu corpo. Um imenso brilho aqua me toma. Ora branco. Ora azul esverdeado. Algo muito bonito e assustador de se olhar. "Ativo meu Instinto Superior" contra minha adversária. Eu não posso perder. EU PRECISO PASSAR PARA A PRÓXIMA FASE!!! ~ POR MAMÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃEEEEEEE!!!!! ~ Ativo meu POWERFUL AQUA SHINE.

Olho para minhas mãos. Dos dois lados. Palmas e costas. Não entendo inicialmente o que está acontecendo. Sinto-me tão poderoso. Não posso deixar esse poder escapar. Olho para Lilith. Corro até Lilith. Agora meu poder e resistência estão duas vezes maiores. A dor de outrora se tornou pequena, mas ainda existente. O fluxo de energia em mim parece não ter fim. Avanço. Tento golpear minha adversária com um novo combo marcial. Ao que tudo indica meu golpe será frontal. A luta inteira praticamente foi assim. Correr e atacar o rosto de Lilith. Em linha horizontal. Seja com meus punhos. Seja com objetos do cenário. A adversária poderia agora saber como eu me comporto em batalha. Meu estilo de luta desajeitado e improvisado. Mas não. Desta vez será diferente. EU TENHO QUE VENCER!! Lilith não saberá o que farei. Não será a mesmice de antes.

Em meio a corrida, preparo meu punho. Tudo dá a entender que darei um soco de direita no rosto da oponente. No meio do caminho, pulo. O salto em direção a Lilith diminui a distância de forma considerável. Uso um soco aéreo de direita. Tento acertar sua cabeça de cima para baixo. Caso acerte, meu combo marcial se iniciará a partir deste ponto. O objetivo era fazer a ruiva abaixar a cabeça. Caso consiga, toco no chão, tento desferir um soco em diagonal para a esquerda, de baixo para cima. Tentarei usar novamente meu punho destro. O mesmo seria o responsável por fazer o soco em diagonal para esquerda, fazendo o rosto de Lilith assumir tal lado, caso desse certo. Com a canhota, tento acertar as costelas destras da ruiva. Soco de fora para dentro. Caso acerte o terceiro hit, Lilith provavelmente se contorceria. Caso acontecesse, tentarei um gancho de direita em seu queixo para fazê-la sair do chão com a minha força dobrada (graças ao Super Move).

Se tudo desse certo, tentarei finalizar minhas ações com um chute no diafragma de Lilith assim que esta, supostamente, não estiver mais no chão, a uma altura máxima de 10cm de distância para o mesmo. O chute, caso acertasse, possivelmente complicaria sua respiração. A força duplicada (graças ao Super Move) deveria ser suficiente para fazer a adversária voar para trás, bater na porta onde entramos e passar pela mesma, abrindo-a de dentro para fora e de forma abrupta. O total de hits do meu combo marcial seria igual a cinco. Se tudo desse certo e Lilith voasse longe, eu voltaria ao normal. Caso nada desse certo, eu também voltaria ao normal.

Meu poder some de mim. Sinto efeitos que não sei explicar. O mundo parece pesado. A gravidade parece me puxar mais do que nunca. A atmosfera parece diferente. Eu automaticamente caio. Minha respiração se torna pesada e quase nula. Uma enorme falta de ar me toma. Meu corpo sua como nunca. Sinto uma grande dor pelo corpo. Dor esta de todos os impactos/danos recebidos no decorrer da luta. Tudo isso é efeito colateral do Super Ataque nível 1, POWERFUL AQUA SHINE. Mas isso não quer dizer que estou derrotado. Não quer dizer que não posso mais lutar. Quem sabe uma pausa de cinco minutinhos só para eu pegar um ar? Uma água? Ou uma ambulância para me socorrer e levar para a emergência? Estou sem ar... Estou com dores... Estou caído no chão, independentemente se meus golpes funcionaram ou não. O fim do meu poder fez isso comigo. Preciso de ajuda...


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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

Mensagem  Lιℓιтн Ƴαgαмι em Sex Abr 13, 2018 7:18 pm




Ele gritou, um grito que passou pelos seus ouvidos como uma música para ser apreciada. Um berro após o outro, tinha algo mais magnifico? Algo queimou dentro de si, um desejo intenso de continuar fazendo aquilo, de permanecer acertando-o até ter certeza de ter transformado aqueles ossos em um conjunto de ossinhos. As írises tomaram aquele ar dourado inconfundível, que pouquíssimos Éthers, seres da espécie de sua mãe possuíam. O ardor que lhe subiu era de fácil compreensão, ela estava gostando do que acontecia, ela estava apreciando o embate e isso fazia aflorar na Siren o instinto que existia dentro de si.


Lilith estava prestes a dar mais um soco quando ele girou, ficando no seu campo de visão. A Firehawk travou o ato assim que ele gritou. O menino Maia a tirou do seu transe cheio de ecstasy com seu choro. A tonalidade dourada abandonou suas orbes, mas o desejo ainda estava ali, quase se transformando na mesma paixão que sentia quando estava em outros mundos. A ruiva se afastou, as mãos erguidas a altura dos seios como se não quisesse as perder de vista. O garoto se arrastava para longe de si, a Siren não o impediu mesmo tendo a oportunidade.


Pedro sofria, seu olhar para consigo era de dor, e a menina se sentiu incomodada com isso. Lilith nunca fez alguém inocente sofrer de tal forma, das poucas vezes que causou um dano a alguém na vida, ou foi para se defender, ou simplesmente era um bandido de algum lugar de Pandora, e aquele grupo cujo o ato a traumatizaria pelo resto da vida. A Siren engoliu a seco, ela não tinha a mesma facilidade que Yue tinha para judiar de alguém, mas foi tão libertador aquele sentimento, ela sentiu que podia ser ela mesma, naquele simples momento, quando tudo lhe veio como um rio de calmaria, foi como se ela tivesse voltado a ser a Lilith a Firehawk. A confiança no seu ato, a certeza que iria funcionar, era como se tivesse visto milhares de estrelas clareando seu caminho.


Mas lá estava ele de pé, pronto para um ato final. Uma aura intensa emanava dele, uma hora pura, outra de um tom aqua bonito. A explosão repentina alarmou a Siren que não esperava por nada disso. Pedro parecia ser um oponente tão medíocre. O garoto não parecia ter uma base, estava mais parecendo menino que brigava em pátio de escola, e, no entanto, agora estava emanando força demais para fazer um leve estrago a sua volta. A mais nova das filhas de Dean se preparou, o guri iria vir com tudo, e aquela aura o transformava num farol, mas o que realmente deu uma guinada em tudo, foi o MAMÃE berrado por ele.


Naquele singelo momento, Lilith sentiu o corpo ir de encontro ao chão, seu equilíbrio parecia ter dado um tchauzinho, assim a fazendo capotar. A Siren rapidamente se recuperou, e o viu se olhar. Tá, aquilo era esquisito, o garoto não tinha nenhuma noção do que era, estava estampado na cara dele que “isso tudo é novo”, e por isso, Lilith previu que qualquer ação futura fosse ser perigosa. Seria como a primeira vez que usou a Oyakän, um lampejo de raiva, uma ação em mente, bastante determinação e voilà! Lá estava aquele dom sobrenatural, fazendo um estrago sem dimensão, abrindo um buraco bem no chão de seu quarto, e garantindo assim o seu primeiro puxão de orelha e sermão na vida.


O garoto correu em sua direção, estava mais rápido, parecia estar pronto para lhe vir com mais um soco, Lilith cruzou os braços em frente ao corpo, preparando-se, o que ele faria? O que ele iria fazer agora? Seria assim que terminaria a luta?  O garoto que despertou seu poder oculto finalizaria ela ali mesmo de forma desesperada? Lilith não se daria nem o trabalho de revidar, se quer iria se defender propriamente, o que passou em sua cabeça foi a mesma lembrança de ter usado a Oyakän nos primeiros meses: a exaustão. Descobrir coisas novas sempre a levava ao chão, talvez com o garoto Maia não fosse diferente. Eis que ao se recordar disso, ela tomou uma decisão: deixaria que o próprio corpo dele se encarregasse da sobrecarga. Ele pareceu se aproximar mais, ela suspirou, Pedro saltou e Lilith vazou.


Vazou? Como?! Peraí, eu explico como, só um segundinho.


Quando o viu se aproximando em sua direção, a Siren preparou a sua tão conhecida habilidade, está qual usava para salvar a sua retaguarda fofa quando necessário, isso quando não usava tal habilidade para um ato ofensivo, caso esse que não é este. Quanto mais Pedro avançasse contra Lilith, mais atenta e apreensiva ela continuaria e isso servia de combustível para usar o Phasewalk. No momento do salto do garoto, o fato dele sumir do campo de visão, fez com que Lilith sumisse entre “dimensões”.


O Phasewalk inicial, é uma habilidade especial da ruiva, onde ela se tornava invisível e intangível, mas neste estado, Lilith era muito mais rápida do que podia ser considerada normalmente por aqueles que já a conheciam. Uma vez dentro dele, a Siren se jogou para o seu lado direito, o corpo rolando ao menos uma vez. Ela pode sentir algo passando por si, e foi aonde ao se repor que notou, que o ataque dele estava pressuposto para ser ali, onde estava previamente. Se a ruiva não se arriscasse com sua própria habilidade, talvez aquilo a atingisse em cheio, pois notou que a distância entre dois se tornou muito menor com o salto dele. Se o Super do garoto Maia não lhe garantisse só uma melhor resistência e o dobro de força, sem dúvida Lilith estaria na pior, talvez jamais conseguiria entrar em tal estado.


A Siren virou o corpo a sua esquerda, ficando de frente a ele, e deu um salto para trás e continuaria a se afastar por alguns passos largos, enquanto o novo poder desperto dele daria cabo de seu próprio ato, mas como não havia finalidade de ficar nesse estado por todo esse tempo, Lilith saia da fase, liberando uma pequena onda de energia, que simbolizava o seu retorno a um estado mais solido, esta se quer encostaria no garoto pela distância entre eles, não chegaria nem perturbar o cenário pelos míseros segundos que permaneceu no estado, pois não adquirira força o suficiente para isso.


— E morreu. — Disse por fim a Yagami assim que o viu cair no chão a sua frente, após ter tomado uma boa distância entre os dois. Lilith levou as mãos a cabeça, coçando-a confusa. Sua audição era boa, podia ouvir a respiração descompassada dele, e isso a fez ficar um pouco incomodada. Era responsável pelo possível sofrimento dele e isso a fez se sentir... Culpada. — Oh Damn...


A menina foi na direção dele, se abaixou perto do garoto, virou seu corpo de barriga para cima, tocou seu rosto olhando-o bem. Não havia feito estragos tão grandes assim. Se quer passou pela cabeça dela que isso podia ser efeito do poderio que ele liberou contra ela naquele round final. Lilith olhou para os lados, ninguém parecia estar próximo. Engolindo a seco, ela pensou no que fazer. Não podia deixar ele ali, jogado a míngua, e se morresse mesmo? A culpa seria sua, e mais uma morte ela não carregaria consigo. A Siren apoiou cada mão ao lado da cabeça dele, o chão abaixo dele ia mudando, uma passagem feita de uma variação das habilidades dela foi feita, ele cairia, mas não em um chão duro, mas no mesmo lugar em que ela repousou no Castelo dias atrás. E logo em seguida ela saltaria para dentro da passagem, está se fechando atrás de si, enquanto ela caia ao lado dele, e logo ia chamando alguém para atendê-lo.




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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith Yagami VS Pedro Maia

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