2nd South
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*Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

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*Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster em Sex Mar 02, 2018 10:25 pm

2ª luta - 3ª fase

Clark Still X Yue Yagami

Local da Luta: Hall of Memories ( Salão das Memórias)



Descrição do Local: Um enorme salão abobadado na ala leste do castelo. Em seu teto é possível ver uma pintura de anjos com um sem rosto ao cetro-topo. O salão possui várias lanças de cristal azul luminescente que dão a sensação de choque ao toque. Escadaria de acesso ao centro da área de combate exatamente abaixo da maior abóboda. Área fora dos limites para visitantes. Danos colaterais esperados. Horário da luta: 14: 30 . Câmeras giratórias prontas fixadas nas colunas e teto.

Regra para o Combate: Real Bout Rules ( 3 rounds + defensivo)

Ordem de Iniciativa: Clark Still começa a luta

Boa sorte e boa luta!
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Re: *Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Seg Mar 05, 2018 11:22 pm



Capela Alquímica (Circus Memory), Second Southtown, Flórida, EUA.
17:02 da tarde.

- Parece que a luta acabou - Dizia a bela mulher de cabelos loiros que observava o confronto de Painwheel e Clark Still.

- Hum... Que sem graça, eu esperava por mais... - Comentava a jovem sentada no ombro do cavaleiro sem voz.

- Bem, não importa, já é hora de irmos... - Responde a loira.

- Hey, vocês ai... Já basta!! Esta luta está terminada e o resultado é... EMPATE!! - Dizia a garota em cima do cavaleiro e segurando um cachorrinho de pelúcia. Logo após o anúncio da mesma, o trio desaparecia igual surgiu, teletranspotando-se dali.

Foi por pouco. Quase o Tenente Clark Still perdeu sua vaga dentro do torneio juntamente com sua vida. Certamente Painwheel irá longe nesta competição, contudo não o suficiente para atrapalhar os objetivos do Ikari Warriors. O militar se arrastava no chão, deixando rastro de sangue pelo lugar até que finalmente tocava seus óculos escuros. Você está bem? Clark não esperava tal pergunta vinda da oponente, entretanto o mesmo a respondia seca e honestamente. Ficarei bem quando eu colocar os meus óculos... O mercenário se levantava com dificuldade, sentindo os cortes em sua barriga o rasgarem ainda mais. Painwheel estava parada a sua frente, encarando-o. O militar não conseguia ver a expressão da garota por causa de sua máscara, apesar de tais expressões realmente não fazerem a menor diferença para ele. Clark caminha em direção a antiga oponente, cambaleando um pouco devido a dor. O militar a questiona quanto ao trio que estava assistindo o confronto e declarou o resultado daquela peleja antes que ambos os lutadores caíssem, possivelmente, mortos.

- Havia três indivíduos lá no alto, próximo da capsula verde, você percebeu?

Painwheel olhava para a direção em que Clark havia dito e comentava em cima. Sim... Eu os notei assim que a luta terminou. O trio saía dali, deixando os lutadores sozinhos. Clark então aproveitava para conseguir algumas informações com a menina, pois isso talvez o ajudasse no futuro.

- O que você sabe/descobriu sobre o castelo?

- Que existem monstros à solta. Você deve ter se esbarrado com alguns, suponho

Carol olhava para a criatura caída no chão, a mesma que outrora estava dentro da cápsula vermelha e que fora mutilada pela pequena após Clark lançar a antiga adversária ali. O Ikari observa a cena, confirmava com a cabeça que havia esbarrado com uma criatura dessas dentro do castelo e, logo em seguida, comentava:

- Não sei o que são as criaturas nas cápsulas, tampouco quem lutou aqui antes de nós, mas suponho que haja certa ligação...

- O que quer dizer com isso?

- Quero dizer que outros, antes de nós, já estiveram aqui e, provavelmente, foram selados e transformados em tais criaturas. Não sei, há múltiplas hipóteses sobre isso, você sabe de algo? Por exemplo, o cavaleiro, o que sabe sobre ele e os demais?

- Ele é estranho. O pouco tempo que tive para dar uma boa olhada nele me passou uma sensação muito estranha. Era como se não fosse... Humano... - Clark sente a barriga repuxar e o sangue escorrer enquanto Carol dizia aquelas coisas. Sua pressão parece cair. O Ikari tenta se manter de pé, porém ele não está nada bem, o loiro terá que fazer aquilo que não queria, não tão cedo...

- Aquela menina parece controlá-lo. - Comenta o Ikari com sua voz já fraca e notavelmente cheia de dor.

- Seriam eles criaturas vindas do livro de Hermaeus? - Comenta Painwheel

Clark finalmente conseguiu algo. Parece que Carol sabia sobre o livro, talvez ela também tivesse alguma informação sobre o livro, Cassandra, e quem sabe até mesmo sobre o castelo. O Ikari cambaleava para trás e cuspia sangue no chão, sacando de imediato uma cápsula vermelha (escrito A, B, B, A na mesma) do bolso do coldre da perna direita. O mercenário comia aquilo e dava dois passos para trás, levando a mão destra a barriga. Clark estava se esforçando demais naquela conversa. Ele esperava um pouco antes de se pronunciar novamente. O militar respirava de forma pesada, mas tomava forças para continuar seu interrogatório.

- Então você já sabe, entendo... Cassandra a colocou neste torneio para pegar o livro então, certo?

- Estou aqui para destruir o livro. Não para entregar a ninguém... Não conheço essa Cassandra, mas vim até aqui enviada por outro mago, Nessiah.

Para a surpresa de Clark sua adversária dizia não conhecer Cassandra, revelando a existência de outro mago, onde este também estava atrás do Livro de Hermaeus, restava agora saber quem era esse tal Nessiah e o que ele de fato queria com o livro.

- Estou te contando isso por achar que você possa ser uma pessoa decente e queira tanto quanto eu botar um fim em toda essa luta desnecessária! Se for o contrário, eu vou me certificar de corrigir meu erro nocauteando-o e tirando-o do torneio, entendeu?

Clark mantinha-se inexpressivo diante do comentário da garota. O militar já se sentia um pouco melhor graças aquela cápsula que continha a nanotecnologia roubada de Yuriko Yagami pela Major Miu Yagami. As feridas do mercenário começavam a se curar e fechar, o fôlego e a energia do Ikari também pareciam voltar, permitindo-o continuar de pé e manter aquela conversa até onde pudesse. Então há outro mago querendo o livro, interessante... Conte-me mais sobre esse mago...

- Apenas se você me contar sobre essa tal de Cassandra. O que me diz?

-Cassandra é uma feiticeira que quer selar os guardiões dentro do livro. Aparentemente eles estão livres em algum lugar do castelo. - Era tudo o que ele dizia. Painwheel poderia ou não acreditar nas palavras do Ikari tal qual ele não poderia ter total certeza nas dela sobre Nessiah, sendo algo novo a ser investigado pelo Tenente. Não havia como Painwheel saber se o loiro falava ou não a verdade para ela, as expressões eram nulas, secas e talvez um pouco de confiança pudesse ser sentida por parte dele, por ser um militar (mercenário), e pessoas costumam, normalmente, confiar em quem usa farda ou possui algum cargo militar.

- Nessiah é um garoto. Ele deve ser mais ou menos dessa altura... Ele fala engraçado, cheio de enigmas e gírias estranhas. Ele lembra o Yoda do Star Wars falando... Só lembra. Ele espera que eu lhe devolva o livro, mas não tenho certeza de que ele quer apenas trancafiar esses monstros... algo me diz que ele quer esse livro para um objetivo ainda maior...

Como dito, não se podia levar tudo a sério. O Tenente pegava apenas as informações necessárias sobre o mago e criaria um perfil sobre o mesmo que logo mais seria investigado. Assim como suspeito que a sua guia mágica esteja também planejando algo pelas suas costas, só esperando o momento certo para te trair e tirar vantagem dos seus feitos até o momento - Dizia Carol, para deixar o militar com mais um pé atrás em relação a Cassandra. Still não dizia nada, pois pensava ter sentido a presença da mulher ali naquele cenário. O militar já estava totalmente recuperado agora depois de usar a nanotecnologia para se recuperar dos danos do confronto contra Painwheel.

- Quando e como você conheceu o Nessiah?

- Foi dentro de um sonho. Ele apareceu e me informou do castelo, livro, torneio...

- Como faz para manter contato com ele? Qual é a frequência?

- Ele aparece em sonhos. Alguma coisa o impede de entrar aqui.

- Você não respondeu a frequência com que fala com Nessiah...

- Você também não falou muito a respeito da Cassandra. Nem a frequência que ela aparece. - Carol respira fundo e continua a falar - Ele fala melhor comigo nos meus sonhos, ou quando deixa uma cópia minúscula, do tamanho de uma mosca vagando perto de mim.

- Entendo... Contudo, diga-me, o que faz os poderes dele não chegarem até aqui? Ou os poderes não cunfionam dentro do castelo ainda que ele (Nessiah) estivesse aqui dentro? Se souber, poderia me explicar melhor sobre isso?

- Ele me disse ser uma barreira, uma espécie de mágia que impede seres imortais de se aproximarem do castelo.

- Enendo, Nessiah é parecido com Cassandra... A mesma também entrou em contato comigo através de sonhos e se comunica apenas quando esta acha conveniente para ela... - O Ikari parava a própria fala para olhar para o alto. Ele sentia a presença da feiticeira ali, ou achava que pudesse ser ela. Clark olhava para Carol e dizia:Mas diferente de Nessiah, os poderes de Cassandra funcionam além dos muros do castelo...

- Talvez os dois sejam aliados? Ou rivais? Me é estranho saber que temos dois magos trabalhando de forma semelhantes dentro do castelo. Hum...

- Como e onde posso encontrar Nessiah? - Perguntava o Ikari antes de finalizar aquela conversa.

- Não sei te responder.

Clark pensou em comentar algo, contudo, ele apenas olhava para a pequena e dizia - Certo, preciso ir agora... Até! - quebrando seu lado sério e frio. Não adiantaria insistir mais no assunto, pois aparentemente Nessiah se comunicava com os participantes da mesma forma que Cassandra, diferenciando-se do fato do mago supostamente não conseguir adentrar o castelo.


Base Ikari, Second Southtown, Flórida, EUA.
21H02 da noite.


Heidern estava nervoso. Ele desistia de procurar pelo Coronel Ralf Jones e voltava para sua sala, onde logo encontrava com a Major Miu Yagami. A filha de Destroyer carregaa em suas mãos o relatório mais atualizado referente aos desaparecidos aos arredores de Sarah Forest pouco tempo antes do surgimento do castelo e qual a relação isso poderia ter com os cavaleiros que faziam a segurança do local. Miu também acrescentou em seu relatório tudo o que fora trazido do campo para a base através da agente infiltrada que, por azar, acabou estragando tudo. De acordo com as novas informações, as armaduras são capazes de manter-se de pé ainda que vazias ou com seu usuário inconsciente. Uma vez aprisionado lá dentro, para ser retirado talvez somente morto. Aquelas e outras notícias faziam com que Heidern confirmasse sua suspeita sob o torneio. Para a sorte dos Ikari Warriors aparentemente nem todos os agentes foram descobertos, pelo menos por hora. Heidern pedia para o Majr Marco Rossi se unir a Miu na investigação enquanto Eri Kasamoko e Tarma seriam responsáveis por ajudar o Soldado Setsuna em tudo o que lhe fosse necessário.


Salão das Memórias (Circus Memory), Second Southtown, Flórida, EUA.
14H27 da noite.


Clark aproveitou aquele intervalo entre as lutas para investigar um pouco mais o castelo e saber quem era de fato o mago Nessiah. O militar visitou por diversas vezes a biblioteca para achar respostas nos livros mais antigos, sabendo, no entanto, que tais informações por vezes poderiam ser conflitantes. No meio desses três dias passados, Clark recebera a visita de Cassandra logo após sair do banho, conversando com a mesma ainda completamente nu e molhado. O militar não esperava pela aparição da cigana que pedia permissão para adentrar o quarto do loiro. A passagem secreta utilizada pela mulher desta vez se encontrava no teto do quarto, fazendo-a saltar e cair de joelhos próximo ao mercenário, que estava de pé.

Still rapidamente tratava de fechar as cortinas para evitar que a vissem lá dentro, deixando o ambiente levemente escuro. Os dois conversavam sobre o castelo, as passagens secretas e Valeth enquanto o Ikari se secava. De toda aquela conversa algumas coisas não saíam da cabeça do Tenente, como: "O castelo acumula poder devido a qualquer consequência de lutas. O principal foco de poder sempre está na parte superior do castelo, onde não há passagens secretas." e "Valeth está usando a força do castelo para um "projeto pessoal" dele, pelo o que eu ouvi dos asseclas dele. Algo sobre usar um livro místico de grande poder. Como dever de minha família, não posso fazer isso sozinha. Eu preciso liberar os guardiões do castelo dos selos que Valeth fez ao prendê-los. O único problema é que se eu tocar tais selos serei trancafiada junto aos guardiões.". Quando questionada sobre os seguidores do organizador do torneio, ela respondia:

- Sobre o que sei sobre os asseclas do Valeth, não muita coisa. Apenas sei que a garotinha loira é uma necromante. Que o homem na armadura sempre está ao lado dela, protegendo-a. Há um homem estranho que usa uma máscara de ferro cobrindo o nariz e boca que anda sempre perto de Valeth. Este homem... eu...eu não sei explicar direito. Algo sobre ele me faz ficar muito apreensiva. Esse homem já me deu a impressão de me ver quando eu estava observando-o das passagens secretas. Ele mantém-se calado. Eu nunca senti tal sensação

Still tentava recordar se vira tal figura perto de Valeth todas as poucas vezes em que o Ikari esteve próximo ao mesmo, porém de imediato nada vinha em sua mente. Seria preciso refletir um pouco mais sobre o assunto e ver o que poderia ser absorvido sobre o mesmo tal qual sobre os demais seguidores do organizador do torneio. O militar aproveitava que Cassandra estava comentando sobre algumas figuras importantes dentro do enredo do torneio para a questionar quanto a Nessiah e o que ela fazia na luta do mercenário contra Carol Yagami. Vale ressaltar que todo e qualquer comportamento de Cassandra seria analisado em dobro a partir dali.

- Eu pude sentir sua presença durante minha luta contra Painwheel, o que você fazia lá? - Ele dizia de forma seca e séria.

- Eu gosto de assistir as lutas. Faz tempo que eu não via uma uma boa luta. Este castelo costumava ter bons combates. - Já de pé e um pouco ruborizada, Cassandra tentava evitar olhar para o militar que permanecia nu em sua frente ao mesmo tempo em que parecia querer olhar.

- Quem é e o que você sabe sobre o mago Nessiah? - Clark cortava o assunto anterior de forma brusca, trocando para outro de forma que conseguisse pegar a mulher de surpresa e em sua expressão/reação mais sincera e natural.

- Quem? - Cassandra olhava para Clark de imediato. Por ser uma ação natural, talvez ela sequer tenha notado o momento em que erguia as sobrancelhas por menos de três segundos, suas pupilas aumentavam e seus olhos arregalavam, contudo, o mercenário sim notava e anotava cada detalhe. Ela estava surpresa com a pergunta e certamente sabia de quem se tratava.



- Sei que sabe de quem eu estou falando, Cassandra, diga-me... Nessiah é um rival ou aliado? - O Ikari mantinha seu olhar fixo na mulher enquanto enrolava a toalha ao redor da cintura.

- Eu não faço a menor ideia de quem seja esse tal de Nessiah, mas parece ser alguém interessante. - Respondia Cassandra de forma evasiva ao mesmo tempo em que levava sua mão destra a nuca, coçando-a sem perceber. Tal ação é tão natural quanto a anterior (ergues as sobrancelhas e aumento das pupilas), independente de quem for, quando se está mentindo ou querendo esconder algo a mão tende ir à nuca. Talvez Painwheel tenha razão, talvez Cassandra não seja confiável.

- Existem outros lutadores que estão aqui em prol de Nessiah, você sabia disso? - Clark insiste. A mulher novamente parece surpresa, afastando levemente os lábios e encarando o Ikari nos olhos por pouco tempo, mas logo abaixando seu olhar e o mirando para a direita como se pensasse em alguma resposta.

- Se há lutadores em prol dele, vai ser complicado. - O tom usado parecia mais reflexivo do que de fato uma resposta para Clark, era como se Cassandra visse um obstáculo de último hora em seu plano, deixando Still intrigado quanto as reais intenções da cigana. O militar resolvia testá-la mais uma vez.

- O que você fará caso o livro caia nas mãos dele?

- O livro parece ser poderoso pra ser guardado pelo Valeth. O livro seria bastante perigoso nas mãos de outros. - A resposta de Cassandra era novamente vaga, mas sua expressão agora conseguia ser falsa, preocupada, determinada e misteriosa ao mesmo tempo. O militar mantinha-se inexpressivo o tempo todo, deixando um silêncio mortal reinar o quarto por dez segundos até que Clark se movia e pegava roupas novas para vestir. Cassandra o observava se vestir, sumindo dali sem o Ikari perceber.

O tempo passa, no dia seguinte Clark é abordado por um homem que o leva até a sua próxima luta. Ironicamente o nome do lugar deve ser o mesmo para onde as memórias do Coronel Ralf Jones costumam ir, talvez se ele estivesse aqui, ele acharia tudo o que vive esquecendo. Clark chega no local alguns minutos antes do horário, mas ele não se importa. O militar aproveita para entender e estudar bem o cenário, buscando informações em seus desenhos e detalhes para quem sabe voltar ali mais tarde. O loiro ainda não sabia quem seria seu próximo adversário, mas tinha a certeza de que talvez pudesse conseguir mais informações sobre Cassandra ou Nessiah naquela sala, talvez até com seu novo oponente.

FIM.

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Re: *Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

Mensagem  Yυє Yαgαʍi em Dom Mar 11, 2018 2:04 am




Flutuando....

Ele sentia como seu corpo estivesse flutuando, pairando enquanto pequenos flocos de um componente gélido encontravam-se com seu corpo, eles reduziam o fogo de sua pele e das veias que habitavam nele. Por um longo tempo, a sensação parecia entorna-lo, mas sempre que a calmaria chegava em um ponto confortável, ele sentia a seda fina e ardente juntá-lo, e era aí que o Scion sempre retornava.

Yue ia e voltava dos braços de Saiwalō sempre que retornava de uma viagem do seu subconsciente, a memória era vívida enquanto a tecelã costurava os pedaços de sua alma fragmentada. Seu medo profundo de Aranha que o fazia pular da cama e até apagar quando viu um filhote na área do Castelo tinha fonte: Uma criatura sem tamanho para ser descrito, com muitos braços para um homem contar, olhas que não lhe escapavam nada, e uma voz calma e límpida de invejar.

Quando o último dia do encanto pronunciado pela Éther se instaurou, Saiwalō com o seu timbre os chamou. O soar de seus gigantes sinos trepidaram pelos ouvidos do garoto enquanto ele andou por todo aquele corredor até seu quarto com sua irmã atrás de si o empurrando. Nem Notre-Dame com sua canção, perturbaria aqueles presentes como Saiwalō e sua ordenação.

Segundos após aquela luta entre irmãos, foram horas longas para aqueles dois, mas ele pouco comentava sobre o que aconteceu naquele seu mais profundo estado de sono. A sensação das areias vermelhas entre os dedos de seus pés permaneciam intactas. A criatura o olhava fervorosamente enquanto moldava o que era vários pedaços em um novamente. E como antes de tudo o que lhe ocorreu, nessa jornada confusa de meses, em uma mistura de identidade, o aconchego e o calor dos braços de quem amava ainda estava com ele.

Em sua mão direita ele girava de uma ponta a outra da mão a cruz de ferro que lhe foi dada. O rapaz inspirou fundo e então voltava a pendurá-la em seu pescoço. Sentado em sua cama ele balançava as suas pernas com pressa, agitado com tudo o que lhe vinha. Ele se lembrava do velho, e agora ele era o novo. Muita confusão nesses dias, por isso ficou em seu quarto sem ter nenhuma movimentação além de tentar focar-se em sua katana, afastando a cama ao ergue-la com sua telecinésia ou usando seus próprios dons sombrios para isso, afim de evitar barulhos ou quebras que chamassem atenção. O local presente era espaçoso, para toda aquela parafernália presente do século em questão, uma pequena estalagem não servia para um quarto luxuoso de um Castelo.  

Ele levou as mãos grandes ao rosto ocultando os olhos aguados. O pequeno autônomo aproveitava o balanço encima da coxa esquerda dele olhava com certa expressão de desânimo. Em suas mãozinhas ele segurava um lenço de tom creme todo bordado que achara dentro de um dos potes de cerâmica encima de uma das cômodas que tinha candelabros com velas já derretidas. Iz estendia para ele, até onde a miúdes de seus bracinhos podiam oferecer aquele conforto. Toda criatura podia derramar uma lágrima, até mesmo um monstro. E Yue Yagami, era um monstro, e ele não negaria isto, agora que sabia.

Aqueles olhos dourados fixavam-se diretamente nos seus em suas lembranças, ela acariciaria o seu rosto, lhe dando o mesmo sorriso de compreensão. — Não é sua culpa, ninguém sabia. — Ele não sabia de nada, ele estava dormindo, mas mesmo assim, estava ali, não estava? — Não se preocupe com isso, vamos dar um jeito de te ajudar a controlar ele e tudo isso está? — Dean sorria de novo, lhe trazia conforto. O abraçava, conversava, até mesmo aquela Besta dentro de si ela amolecia. — Tem que ter alguma coisa que se possa ser feita. Eu vou achar algo, você vai ver. Apenas fique quieto e veja. — Apreensão, mas ela não desistiu. — EU NÃO VOU DESISTIR DE VOCÊ OU dele, vocês são OS MEUS FILHOS.

Yue afastou a mão canhota de seu rosto, pegou o lenço de Iz, o robozinho a quem vinha sempre pendurado em sua espada, gravando tudo o que podia, anotando em seu banco de memória cada informação que eles tinham e mandava para E.V.E a companheira de Lilith que antigamente pegava todas as informações através da câmera embutida na lanterna presa ao colete amarelo da Siren, este que ela não usaria em sua luta. A ruiva esquecera em seu quarto, junto com o seu top vermelho na troca de roupas, daria um jeito de devolver a ela mais tarde. O Scion passou a costa da mão pelo rosto, ele não sabia o quanto de força Coroline usou, nem o que foi necessário para ela chamar Saiwalō de sua pilastra na arte da criação, mas ele jurava que quando voltasse para casa, ele pediria perdão por cada coisa que Siwäng fizera... Oh Deus... Oh Deus...  Quanta coisa ele tinha que fazer. Mas agora, essa não é a hora para pensar sobre isso.

— Hora de ir Iz. — Ele havia recebido como uma outra vez, na forma de um convite cheio de enfeites com folheados de ouro, a data de sua próxima luta e a hora em que ela começaria. Tomou sua katana em mãos, se preparou para o ir ao local após o pequeno autônomo ir para o seu lugar. Ele afirmou as luvas vermelhas de dedos curtos. Suas antigas vestimentas se tornaram trapos por conta de seu sangue, que tinha um afeito, mais do que absurdo para quem não o conhecia.

O garoto moveu as pernas batendo o solo das botas de trekking vermelha no chão, a calça preta era muito mais confortável para ele, assim como a regata cinza. Enquanto estava em seu processo de restauração com Saiwalō, muitos dos pequenos Mortifiliais, criaturas que surgiam de seus dons sombrios como resultado de seu subconsciente e descontrole, fizeram-lhe companhia. Estavam ali o vigiando, e o pior de tudo: fazendo companhia para a irmã que não deixou o seu lado um minuto. Pelo menos dessa vez não fizeram nada. A última vez que algumas dessas pequenas criaturas de aparência pecaminosa e temperamento digno de um Gremlin, o fez quase arrancar os cabelos. E tudo o que ele fez para eles aparecerem foi um sonho e o estresse de tudo o que lhe acontecia no dia a dia, foi como reunir todas as coisas em uma bolsa de ar e a estourar.

Ele saiu do quarto com as mãos no bolso e para a sua surpresa, quem o aguardava era o mesmo velhinho que o levou da última vez. O mesmo pareceu aliviado em vê-lo, talvez por tê-lo visto um pouco mais de perto do que aquele que trouxera Lilith ao cenário de luta anterior.  O senhor talvez vira naqueles olhos heterocromáticos mais conforto no que nas orbes avermelhadas que espelhavam um perigo incomum. Eles se cumprimentaram. Yue o segui para o seu novo destino.

Ao ser deixado por ali, ele agradeceu ao mais velho, deu seus passos para o cenário, se postou em seu lugar naquele novo recinto, iria se apresentar a Clark, mas acabou por franzir o cenho. Rapidamente as lanças presentes no cenário, lhe caíram como luva na cabeça, eram parecidas, se não exatamente iguais a lança que havia lhe entregado o convite para toda aquela bagunça. O Scion deu uma última olhada ao seu arredor, então olhou para Clark, já se posicionando para o embate.


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Re: *Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Sab Mar 17, 2018 4:55 pm



Salão das Memórias (Circus Memory), Second Southtown, Flórida, EUA.
14H30 da tarde.


Clark observava seu oponente adentrar o campo de combate. O Ikari calculava a distância entre ele e Yue Yagami e quais as possibilidades de investidas que poderiam ser utilizadas mediante o cenário, a distância e as informações básicas que sabia sobre seu adversário. O olhar de Still era fixo e direto nos olhos do adversário. O mercenário não sabia se o oponente tinha alguma visão especial que o permita enxergar através dos óculos do militar, contudo, pela face voltada para o horizontal e sua expressão séria e fria seria fácil Yue saber que estava sendo encarado. O militar flexionava a perna canhota e esticava a destra para trás, começando uma corrida para quebrar os cinco metros e meio de diferença entre os lutadores. Apesar de correr em linha reta, a visão periférica do mercenário o permitia se atentar para qualquer possível investida ou fuga de seu oponente tal qual ação estranha vinda do próprio cenário.

O agente mercenário viria como um trator para cima do garoto como se fosse o atropelar ou, até mesmo esmagar, porém quando estivessem perto o suficiente, o loiro tentaria trocar os pés de posição e deslizar pelo lado esquerda de Yue de modo que Clark conseguisse passar pelo mesmo e ficasse por trás do filho de Coroline Dean Hawkins. Caso o Ikari conseguisse, o mesmo iria, imediatamente, tentar segurar o oponente pelas costas de modo que Clark tentasse pôr seus braços por debaixo das axilas do garoto, cruzasse os antebraços no tronco de Yue em formato de X, e apertasse a região da cintura com força suficiente para impedir Yue de sair.

O militar tentaria forçar o corpo do filho de Iori contra o seu e, ao mesmo tempo, jogar-se-ia para trás na possibilidade de fazer o adversário vir junto para então o soltar com brutalidade contra o chão, aplicando-lhe assim seu Throw Move, Gallanting German. A possível queda de Yue seria sobre a lança azulada do segundo plano do cenário (local onde ocorreria a luta em um jogo 2D). Caso desse certo, o Ikari finalizaria seu combo marcial com uma tentativa de segurar com força as duas pernas do garoto e, se conseguisse, puxar-lo-ia para si ao mesmo tempo em que giraria em meia lua no próprio eixo, jogando-o na diagonal para trás, assim fazendo-o, quem sabe, ultrapassar a mureta de aproximadamente 1,20m de altura e cair do alto daquele lugar direto para o andar (ou andares) de baixo, de modo a se machucar ainda mais.

Obviamente, Clark queria estudar primeiro seu adversário e tinha em mente que Yue não morreria na queda, caso caísse. Talvez sequer levasse de fato o combo marcial. O que o loiro queria e sabia de fato é que ao longo do combate o jovem Yagami revelaria seu poder e novas habilidades, o que ajudaria o militar a montar um relatório mais elaborado sobre o mesmo após estudá-lo, afinal já havia se passo muito tempo desde a luta de Yue Yagami contra o Coronel Ralf Jones, em Blue Wave Harbour, certamente as informações sobre o garoto deveriam ser atualizadas na base.


Base Ikari (alguns dias atrás), Second Southtown, Flórida, EUA.
21H30 da noite.


Heidern lia o relatório da Major Miu Yagami e, de acordo com o que a agente infiltrada contou, ao que tudo indicava o fluxo de tempo dentro do castelo é completamente diferente do real. Para a morena, sua missão durou aproximadamente dois dias, contudo, a mesma estava há uma semana lá dentro. Heidern acreditava que o Tenente Clark Still e demais competidores talvez também não percebessem a passagem temporal e isso fosse algo grave, deixando o General preocupado. Heidern retirava seu telefone do gancho e ligava para a sala onde se encontravam Eri e Tarma, solicitando-os que tentassem contato com o Soldado Setsuna Yagami e o informassem o que estava acontecendo, principalmente sobre as armaduras.

O filho de Iori deveria usar sua habilidade ocular para melhor investigação. Heidern entrava em contato com a Major Miu e a solicitava que viesse até sua sala acompanhada da agente infiltrada, o que não demorava muito para acontecer. Miu e a bela morena se sentavam ao lado da superior, ambas a direita de Heidern. Leona também estava no local quando as duas mercenárias chegaram. A filha adotiva, porém, encontrava-se de pé atrás do General. Ao fundo era possível ver um grande telão mostrando o castelo e parte da floresta de Sarah Forest em tempo real.

- Eu li o seu relatório, Major, e pelo que eu pude entender do relato da agente em questão, o fluxo temporal dentro do castelo parece ser diferente do nosso. Então, explique melhor...

- Quem está melhor habilitada para responder tal pergunta é a agente Summers.

- Pois bem, então, o que tem a me dizer?

- Olha, Hei, eu juro, cara, pra mim hoje era segunda. Eu fiquei chocada quando a Miu disse que já estamos quase que em Abril, sério!! Eu fiquei "Hã? Como assim, amiga, cê tá louca?", mas não, parece que é isso mesmo!! Enfim, whatever, só sei que o tempo passou e eu sofri calada.

"Hei" era o modo como a novata se dirigia ao Comandante, deixando-o incrédulo com o que ouvia. O modo de falar daquela mulher o fazia encostar suas costas na cadeira, olhando seriamente para Leona logo em seguida, vendo que esta também estava boquiaberta. O militar não dizia e nem precisava dizer absolutamente nada, pois sua expressão e reação era nítida. O pensamento de Heidern era claro: "QUE PORRA É ESSA QUE O RALF CONTRATOU? CADÊ ESSE FILHO DA PUTA PRA PRESTAR ESCLARECIMENTOS?".


- Darling, foi tipo assim, eu estava de boa lá infiltrada e tal, quando de repente um palhaço gordo me abordou e me deu um cachorrinho de bexiga, sabe? Aquelas bexigas que dá pra fazer bichinho, entendeu? Então foi dessa, era até laranja, eu super gostei. Mas o ruim é que eu bem acho que o palhaço me viu instalando uma câmera em um dos quadros do castelo... Não sei, espero que não, mas whatever, já foi. O importante é que eu instalei a câmera e tal, ai fui embora, só que antes de eu sair vocês não sabem o que o palhaço disseeee!!!

Heidern e os demais não sabiam como reagir diante de tal agente tagarela. Como Ralf a fez se calar? Isso é um mistério, mas ele não devia tê-la contratado, não mesmo. Aquela bela morena de seios fartos e corpo escultural como o da She-Hulk (por também ser alta demais) era assustadora. Heidern estava ficando puto, mas se controlava para ouvir até o final. Enquanto isso a Major apenas bufava de leve, pois já tinha ouvido aquela história toda.

- O palhaço disse: "Huhuhuhu aprontando, menininha? Gosta de vigiar a vida alheia para saber o que os outros andam fazendo, é? Que feio... Nha... Eu posso lhe ajudar a ver o futuro, quer?". Ai eu fiquei meio assim, meio desconfiada, olhei para ele, ele olhou para mim. Ai eu topei, ai ele me disse que eu estava alguns dias adiantada e agora eu já sabia de tudo o que aconteceu, mas fala sério, né? A gente estava no mesmo lugar, não mudou nada. Depois disso eu sai dali mandando o palhaço pra casa do caralho, ah desculpa o palavrão, mas eu mandei mesmo hahahaha... Whatever, dali eu fui para o quarto do Tenente Clark que nem me deu bola, cá entre nós, acho que ele é meio... Olha pra mim? Toda gostosa, gata, linda e ele nem me deu bola, sei não... Enfim, depois de sair do quarto do Tenente eu acabei sendo meio que descoberta e resolvi voltar para a base. Fim!!

Heidern nem acreditava que a história havia acabado ali. O militar abaixava o rosto e levava as duas mãos a testa, permanecendo em silêncio. Leona fazia um gesto para Miu e a Major saía da sala junto a recruta - que logo logo seria dispensada. A história contada pela agente se passava exatamente entre a luta de Clark contra Pedro e Painwheel, sendo seu fim momentos antes do Ikari sair do quarto para de fato ir enfrentar a filha adotiva de Iori Yagami, lembrando que Summers fora ao quarto de Still para maquiá-lo, pois na ocasião o torneio (sabe se lá o porquê) estava em tema de Halloween.

Após chegar a base, a agente demorou mais um dia para desenvolver e entregar (todo errado) seu relatório, além de criar coragem de encarar Heidern. No entanto, para a sorte (ou não) da azarada, a mesma encontrou a Major Miu Yagami no caminho para a sala do superior, preferindo assim falar com a mesma, pois fora a primeira pessoa que vira dentro da base antes de ir de fato para a sala do General, contando-a tudo o que sabia, sem pausas, sem tempo de respiração.

A filha de Destroyer inicialmente não entendia nada, pois sequer conhecia aquela mulher, mas com o desenvolver da história pôde perceber que a mesma falava do torneio de Valeth e isso sim poderia ser algo interessante. A de maior patente então preferia coletar todos os dados antes de ambas irem até a sala do Comandante, ao final, Miu achou melhor que Summers sequer fosse até Heidern e preferiu entregar apenas o relatório ao caolha, contudo, o militar quis saber mais detalhes e deu no que deu... Heidern olhava para Leona e a mesma apenas erguia levemente os ombros, dizendo em silêncio que infelizmente não podia fazer nada e que também não entendeu nada do que houve ali.


Base Ikari (dia da luta), Second Southtown, Flórida, EUA.
14H30 da tarde.


Algum tempo se passou e nesse meio tempo Setsuna sumiu. A Ikari o procurou de todas as formas até que o mesmo deu notícias. Após alguns dias de investigação e contato com a base, Setsuna já estava ciente dos últimos acontecimentos e também já havia passado tudo o que descobriu. Vale ressaltar ainda que nesse meio tempo, a recruta Summers foi dispensada de seus deveres.

O Capitão Tarma estava no comunicador com o Soldado Setsuna Yagami, informando-lhe que - mais cedo, 11h30 da manhã - a luta entre Painwheel e Laura Matsuda havia acabado e a irmã adotiva de Set estava classificada (supostamente) para as semifinais do torneio. O motivo de sua vitória, porém, era pela desistência de Laura em continuar lutando, retirando-se do torneio. Tarma aproveitava e também passava algumas instruções para o soldado quando algo fazia a transmissão falhar, voltando ao normal pouco tempo depois até que simplesmente sumia.

- Mas o quê é isso? Setsuna? SETSUNA!? Está me ouvindo, câmbio!?!? Droga...

Tarma imediatamente desligava e ficava desconfiado que alguém tentou invadir o sistema. O moreno saía dali e ia falar diretamente com o Major Marco Rossi sobre o evento. Contudo, a interferência era, na verdade, por que o filho de Hinata Hyuuga havia entrado em uma localidade onde o sinal era ruim e dali para frente a comunicação seria nula. Setsuna estaria sozinho agora.

FIM.

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Re: *Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

Mensagem  Yυє Yαgαʍi em Qui Mar 22, 2018 12:15 am




Yue estreitou os olhos, tornando o olhar afiado para o seu oponente. Ele mantinha a mão destra sobre a empunhadura avermelhada, passando os dedos pela mesma, acariciando-a, ele por enquanto, não quis retirá-la da bainha presa as suas costas através de tiras que as posicionavam ali. O rapaz sentia um olhar firme sobre si, e isso só fez sua aparente hostilidade facial se exaltar com o seu olhar afiado. O mercenário avançou contra Yue que se manteve na postura que adotou desde que começou a utilizar a espada. A forma que Clark se dispôs a ir contra si não alarmou o rapaz, que ao vê-lo mais próximo, apenas afirmou os dedos na empunhadura.

O Scion “deslizou” o corpo para frente, inclinando o mesmo para baixo assim que Clark se aproximou, desembainhando a espada no processo, levando a mão livre a empunhadura, Yue realizou um corte que viria de sua esquerda a direita, com a finalidade de tentar acabar com a corrida do loiro, onde o foco do Scion era acertar da cintura a perna destra do militar, no entanto, este era apenas o início. Assim que a katana passasse próximo do chão, Yue viraria o corpo, trazendo-a consigo enquanto girava sobre o próprio, caso acertasse Clark, isso poderia causar um corte quase profundo na boca do estômago do militar.


A três dias atrás - Parte 1. Quarto de Hóspede: Yue Yagami.

Quando ele abriu a boca para pronunciar algo, os que estavam dentro do quarto e que se aproximaram dele, se afastaram lentamente com exceção de Lilith que ficou olhando fixamente para o rosto do irmão. O foco da ruiva era tão grande, que ela se quer deu conta de que o quarto estava sendo tomada pela confusão interna dele. A passagem interna de Yue parecia estranhamente longínqua, enquanto a externa demorou apenas algumas horas. Sem dúvida, o que ele passava ali dentro, jamais teria nada do lado de fora que se igualasse na dor e na insanidade que lhe causavam, se da li ele ainda saísse um pouquinho estável, seria um bônus em troca de sua estabilidade espiritual, mas alguma vez, aquela alma já foi balanceada? Estava aí uma questão a ser pensada.

Do chão ao teto, rachaduras se formavam, a realidade a volta deles ia se tornando cada vez moldada de acordo com o desespero e a agonia que ele sentia enquanto se era remendado, o processo de Saiwalō era eficaz, só que não vinha acompanhada de um sedativo, a memória que ficaria a frente podia dar a impressão de um estupor tremendo, pelo choque do momento, entretanto, naquele misero instante, a história era outra, e os efeitos do lado externo não estavam sendo muito observados por Lilith. Tudo a volta ia se desmanchando, sendo substituindo por uma versão enegrecida, velha, putrefata de si mesma, carregada de sangue e mal cheiro e habitada por todas as coisas que se formavam dele, até se fundirem de uma luz avermelhada, tomando forma, e através de uma escuridão profunda, nascerem, assim como os Mortifiliais e coisas maiores que aquelas. As criaturas eram seus temores internos, seus horrores pessoais que ele não conseguia controlar, e Lil os apelidara de Obscuros.

A Siren foi avisada por um dos pequeninos que bateu com força em seu braço e assim que ela viu que ele estava afetando a realidade a volta dela, Lilith começou a se sentir nervosa, enquanto não aparecesse nada, estava tudo bem, só que assim que visse alguma criatura estranha a Firehawk iria abrir o berreiro, e até enfiar um tapa na cara do irmão para tirá-lo daquele sono profundo ela iria tê-lo que fazer se a coisa ficasse séria.

— Ô tia, o que a gente faz?

— Sei lá. — Ela comentou, então se afastou do irmão caçula, olhando para os lados. — Eu só vi isso duas vezes, e não foi uma experiência boa, não. Deve estar acontecendo algo muito tenso. — A menina disse, lançando um olhar desconfiado para ele, por baixo da franja grande. Um dos pequenos Mortifiliais, vestido de marinheiro, em um uniforme vermelho e preto, sentou-se do lado dela, este, tinha uma pele azul de tom escuro, tinha mais ossos que pele, olhos vidrados e bem focados nela. Assim como os outros onze agora espalhados pelo quarto todo, ele nem tinha direito um metro de altura. Este se auto denominava D, o pequenino deu alguns tapinhas no cotovelo dela, e apontou para a porta, ele estava indicando a ela que se algo desse errado, eles sairiam correndo pela porta, algo que Lilith concordou ao fazer um “joia” com o seu polegar esquerdo.

— Eu só espero que às coisas comecem a ficar boas... Só isso... — A Siren então passou a mão direita sobre o ombro esquerdo. O pequenino, moldado de ossos e alguns farrapinhos de carne azulada ficou olhando-a quietinho, enquanto via aqueles olhos marejados perderem um pouco de suas lágrimas.

— Nada vai acontecer... É só, sabe como um quebra-cabeças? É só como juntar as peças, então você pega tudo, monta bonitinho, e deixa ele tirar uma soneca e fica tudo numa boa sabe?

— Como você tem certeza?

— Bem, de onde eu vim?  — Ele sorriu para ela, mostrando dentinhos serrilhados como um tubarãozinho.

— Sob... É... Tá certo...

— Viu? Não é tão ruim assim.

A Firehawk bateu um pé contra o outro, assim como esfregava uma palma da mão na outra. A ruivinha ficou pensando nos poucos anos de vida que tinha e nas poucas aventuras que teve com suas habilidades e no que arrastou o irmão consigo, ela ficou navegando em memórias, na tarefa que tinham, nas coisas que precisavam fazer e em tudo o que iriam ainda realizar ali dentro. A garota então olhou para baixo, apenas para levar um susto. Um par de olhos grandes e brancos a encararam, sempre com um sorriso convidativo para se lançar em seus braços, eram aquelas orbes hipnotizantes que quase fizeram seu coração saltar por sua boca, e a Siren abriu foi mesma a boca em um berro que a fez ficar em pé na cama, enquanto ele se regurgitava em rir, uma risada fina e gostosa (ilustração). As mãos dele seguiam do chão e subiam pela colcha como sombra, igual as noites que ele a assombrava em seu curto tempo como criança, onde ela corria do quarto e se escondia com Yue ou dava um jeito de dormir com os pais com medo dele. Aquilo não tinha medo do fogo, não temia uma luz, zombava até de sua lanterna, ele estava sempre ali, olhando-a, sorrindo para ela, desde o dia em que o menino levara o tiro no olho, ela jurava por tudo o que acreditava em seu pouco tempo de existência que ele foi a primeira coisa que saiu da cabeça de Yue, seu primeiro pesadelo, e que se apegou a ela. Mas como se lutava com algo, que não desaparecia? Ficou pensativa, estava até pronta para sair no braço se fosse necessário, entretanto, isso não ocorreu.

Estranhamente ele parou. A ruiva pendeu as duas  sobrancelhas, ela se abaixou sobre a cama e ficou com as mãos pressionadas no  colchão, procurando por ele, e conseguiu encontrar apenas um segundo susto quando algo frio  bateu na batata de sua perna esquerda, fazendo-a se virar rapidamente. Yue  estava acordado, ou parcialmente desperto. Ele a encarava, quase como um bêbado  que passou três dias inteiros dentro de vários barris de cerveja e acordava de  uma bela ressaca. A Siren não entendia se ele estava olhando-a ou não, o garoto  parecia estar focado em algo, olhava pelo menos para o nada. Lilith se arriscou  a balançar a mão na frente dele, e descobriu que ele a acompanhava, devagar,  mas a acompanhava.

— Hmm.... Red?— Chamou incerta.

E Yue Yagami apenas ergueu a cabeça para encara-la “puto”, por ter acordado com um berro, sem ao menos ter notado que seus aposentos estava mais que esquisito por sua causa, e como notaria? Ao abrir os olhos, este estava se restaurante, como se o efeito durasse apenas enquanto estivesse preso em seus sonhos. Ele pegou o travesseiro mais próximo que tinha e usou para bater na ruivinha, como se ela tivesse interrompido algo muito importante em seus sonhos.



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Re: *Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Sab Mar 24, 2018 7:38 pm



Salão das Memórias (Circus Memory), Second Southtown, Flórida, EUA.
14H30 da tarde.


O Tenente avançava sabiamente contra o oponente, tendo em sua mente diferentes possibilidades de acerto, erro e contragolpe por parte de Yue, isso por que, diferente do Coronel Ralf Jones, Clark era calculista e trabalha em cima de probabilidades em tempo real. O Ikari Warriors sabia que seu adversário poderia usar sua espada a qualquer momento, principalmente, por este estar acariciando sua empunhadura. Yue deslizava o corpo para frente ao mesmo tempo em que o inclinava para baixo, contudo, para a "surpresa" do mercenário, seu adversário levava a mão canhota à espada e tentava golpear o militar enquanto este tentava passar por sua lateral de modo a cortar-lhe da cintura a perna destra.

Yue, no entanto, deveria levar em consideração que Clark estava justamente passando pelo lado esquerdo do garoto, lado esse que era o mesmo da tentativa de ataque, ou contra-ataque, do filho de Iori Yagami. Outro ponto a ser considerado é a experiência em combate do militar, fato que, provavelmente, Yue se esqueceu de levar em conta. A defesa do Tenente não precisaria então ser algo bem elaborado, mas sim óbvia, pois a situação por si só era óbvia. Clark estava trocando os pés para tentar passar pelo adversário e, graças a troca, o mesmo conseguia elevar seu braço canhoto até o antebraço de mesmo lado do inimigo, travando assim seu golpe (combo breaker) ao mesmo tempo em que o militar fixava o pé destro (de apoio) como uma raiz forte presa ao chão.

Neste processo, imediatamente Clark tentaria, novamente, passar por trás de Yue, contudo, sua intenção agora já não era mais usar o Gallating German, pois percebera que deveria agir de outra maneira contra o oponente, levando a luta para outro nível. Clark então optava de forma muito rápida em usar seu movimento especial e, também clássico, Super Argentine Backbreaker. No entanto haveria uma variação do golpe e tudo funcionaria da seguinte forma, isto é, levando-se em consideração que toda narração a seguir se passa em uma tentativa de contra-ataque por parte do militar mediante a brecha do oponente e suposto acerto por parte do Ikari.

Clark tentaria forçar o braço esquerdo do rapaz contra si mesmo (de modo a se enforcar e, quem sabe, segurar a katana com menos firmeza) enquanto o militar também tentaria ficar o mais próximo possível do oponente, levando seu braço direito ao encontro (em tentativa) a cintura de Yue, mas por trás para assim tentar o segurar ali. Vale ressaltar a grande envergadura do militar, o que lhe permiti fazê-lo sem problemas. Caso desse certo, Clark ficaria totalmente atrás do adversário e tentaria o erguer sobre suas costas, jogando-o imediatamente com violência para o alto, fazendo-o cair sobre suas costas novamente, isso claro se tudo desse certo e o Super Argentine Backbreaker funcionasse.

Supondo que sim, quando Yue caísse nas costas de Clark, o mesmo não lançaria o oponente imediatamente no chão, mas sim o lançaria sobre seu joelho/sua coxa destro(a) na tentativa de acerar a coluna do garoto, mais precisamente entre as vértebras 4 e 8 da coluna torácica. Caso desse certo, o dano provavelmente atrapalharia as próximas movimentações do filho de Coroline Dean Hawkins com a espada, se é que este ainda a seguraria após tal contra-ataque.



Caso desse certo, o Ikari Warriors se levantaria e se afastaria cinco passos para trás, voltando a manter-se em posição de combate. O mercenário já tinha algumas novas informações a acrescentar sobre o filho de Destroyer e uma delas era o uso de katana em combate. O quão mudado Yue estava? É verdade que o militar vira algumas lutas do menino através das gravações do própria torneio, todavia, ver uma luta e estar dentro dela são coisas totalmente diferentes e o loiro sabia muito bem disso. Clark ficaria mais e mais atento a cada nova ação por parte do garoto e, também, por parte do próprio cenário misterioso.


Base Ikari (dia da luta), Second Southtown, Flórida, EUA.
14H30 da tarde.


Enquanto Tarma procurava por Marco Rossi, Leona estava recrutando três novos soldados para a base, sendo dois dos recrutas duas mulheres gostosas. A filha adotiva de Heidern lhes aplicava algumas provas e testes, permitindo apenas a admissão do rapaz e uma das mulheres, a outra tinha sua mente apagada e era deixada alguns minutos depois na pier de Second. Os novos recrutas teriam uma missão, deveriam entrar no castelo como um casal e buscar novas informações para a base. Dentre os dados que deveriam ser coletados estavam: a passagem do tempo, a quantos dias as pessoas achavam que realmente estavam no castelo? Será que apenas aquele palhaço fazia o tempo pular? Os cavaleiros eram todos mudos? Os que falavam tinham consciência própria?

Os novatos não iriam sozinhos, obviamente, o Coronel Ralf Jones iria com eles. Onde Ralf esteve esse tempo todo? Hum... Só ele mesmo para dizer, será que dirá? Enquanto isso, Miu Yagami estava em uma sala monitorando cada acontecimento dentro do castelo, observando o momento em que seu irmão, Setsuna Yagami, parecia entrar em um local desconhecido. Fora naquele mesmo momento em que a comunicação com o garoto falhou. O que sera que há ali? Que local é esse? Miu mandava uma equipe infiltrada da Ikari ir até lá para auxiliar o Soldado.

FIM.



Última edição por ☆Ɽµηηιηɡ Ⱳιɭδ☆Steel Wölf☆ em Sab Mar 24, 2018 8:02 pm, editado 1 vez(es) (Razão : postagem editada por ter HTML errado e estar bugando o fórum.)
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Re: *Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

Mensagem  Yυє Yαgαʍi em Ter Mar 27, 2018 11:11 pm




O Scion não tinha como intuito inicial causar um dano consideravelmente grande em seu oponente, ele como sua irmã, gostava de ver como aqueles que estavam a sua frente reagiam com qualquer ação que fizessem contra eles, e Clark não parecia ter se espantado quando desembainhou a katana, um ponto positivo ao tenente aos olhos do rapaz, isso significava que, o que quer que Yue fosse fazer, ele não tinha que se preocupar com um oponente que talvez fosse ficar correndo a torto e a direito de alguns arranhões ou cortes. Isso já era o suficiente para lhe dar algum ânimo sobre aquela luta, e lhe deu algumas ideias futuras do que fazer em movimentos conjuntos. Entretanto, as ideias mais mirabolantes teriam que ficar para depois.

Quando sua segunda movimentação foi barrada, nenhuma mudança surgiu em sua feição, ele apenas encarou o militar. Imaginou que Clark talvez pudesse lhe dar alguma dor de cabeça. Um rápido pensamento passou pela sua cabeça! Pensou em talvez vasculhar a mente do tenente e verificar o que este pudesse lhe dar de feedback, todavia, isso ia contra o seu código de ética em um campo de batalha, o que o fez negar essa tomada de decisão. Isso o faria negar Uesugi como mestre a inda por cima, até mesmo os insanos Psychos que o instruía em suas cinesias, eles poderiam ser ofendidos com esse ato, bom, ao menos um deles. Em um campo de batalha, o Scion tinha que se garantir com suas habilidades, e não deveria se usar de trapaças mentais. Logo, com a mesma rapidez que esse raciocínio veio, Yue o descartou, e novamente se via ali, no mesmo barco om Clark.

O que ele faria?! Yue Yagami parecia em dúvida, mesmo que isso não estivesse transparecendo em seu rosto. Pela aproximação do Tenente, Yue chutava que talvez, o seu oponente fosse dependente de uma curta distância para ataques mais elaborados. Por que ele pensaria nisso? Por que o garoto já havia enfrentado um participante anteriormente, que tinha em seu arsenal alguns golpes que necessitavam uma certa aproximação, e só de ver o militar se aproximando, um “Red Alert!” gritou forte na cabeça do menino.

Só que o Scion não estava muito a fim de contato humano. Havia sim alguns momentos que ele gostava, mas Yue estava no início do descobrimento de si mesmo. Finalmente a sua identidade havia sido lhe devolvida e ele não estava a fim de ter muito contado com ninguém, especialmente com humanos, só quando julgava necessário, e para si, aquilo estava ficando desconfortável.

O Scion então firmou o braço, mantendo-o na mesma posição em que foi travada. Quando Clark tentou pressionar o seu braço esquerdo, forçá-lo contra si, o rapaz que não queria arriscar de modo algum uma surpresa, decidiu que o braço que empunhava a katana continuaria ali mesmo, fazendo força contra Clark, e seria ali que o tenente adquiria a sua primeira nova informação sobre o caçula de Coroline.O jovem Yagami estava naquela competição de força com o militar, Clark tentava forçar a espada contra si e Yue a mantinha onde estava, um equilíbrio era mantido pelo rapaz, que virava seu tronco em direção ao loiro enquanto algo inusitado poderia ocorrer a Clark.

Durante o atrito entre ele e o guri, o tenente sentiria o ar frio, e este passaria a percorrer entre os dois, assim que Yue começasse a se sentir incomodado com a sua aproximação. Esse era o efeito do Numb e uma característica única do filho de Dean. Em contraste as chamas características da família, ou até mesmo daquela torrente dourada dos Éthers, o garoto tinha um balanço próprio, o frio. E o Numb era uma habilidade conjunta a um movimento básico seja ele qual for, e ocorria sempre através do toque, independente dele ser feito pelo rapaz ou pelo oponente, bastasse um contato para que o Scion tivesse oportunidade de ele ocorrer. Quando houvesse o choque entre os corpos, o Yagami abaixava a temperatura presente na área em questão, congelando-a, deixando inutilizada por um pequeno período de tempo, pois ele não investia uma quantidade enorme de poder para ser um Super, assim como também, não era sacana o suficiente para congelar a região a ponto de torná-la quebradiça. Se Clark estivesse no efeito do Numb (isso se ele não conseguir evitar), a mão utilizada para segurar o braço esquerdo do rapaz ficara fria e dormente, o que é nada que um sintoma da queda de temperatura.

Ele abaixou a cabeça enquanto o ar entre os dois ficava frio, o militar ainda tentaria se aproximar? A ele ia, gente assim não desistia! Isso o fez se lembrar de uma coisa, ele lutou contra um uma vez, bem, ele não, o seu outra “eu” uma vez lutou, isso foi há muito tempo, ora, talvez não a tanto tempo assim, para ele parecia que nunca aconteceu, por que não foi exatamente com Yue que ocorreu, mas ele se lembrou do homem. Poderia aquele que estava a sua frente ter alguma coisa a ver com isso, um pequeno acerto de contas da ignorância do outro? Se bobear, eles nada tinham haver, aquele dia foi meramente coincidência que Siwäng cruzasse o caminho com Jones e todo aquele incidente ocorresse, não foi nada planejado, mas problemas nunca eram planejados, ou eram? Hmm...

Cansado de ser um bom menino e restringido até o osso, o raça nova decidiu mostrar ao grandalhão que se ele quisesse se aproximar, teria que partir para cima dele de outra forma, uma hora os dois iam ter que que sair no soco e nos chutes, e Yue começaria agora. Supondo que o Numb tenha tido algum sucesso, o Scion não tinha nenhuma intenção de dar uma chance ao Tenente de se recompor da queda de temperatura brusca na área afetada. Yue se moveria de forma animalesca, apesar de seu tamanho, ele conseguia entortar como um felino. Seus ossos pareciam ser feitos de uma leveza incerta, pois a forma que ele conseguia contorcer e se envergar era até duvidosa, mas lá estava ele, indo em direção ao Tenente, tão rápido como anteriormente. Com ambas as mãos ainda sobre a espada, o rapaz trazia a katana, na tentativa de abrir um corte abaixo do peitoral do militar, em uma linha horizontal, a ferida seria profunda, pois o garoto colocaria força em sua única ação básica, para torná-la rápida e precisa. Em caso de fracasso do Numb, Yue manteria distância do militar, que provavelmente já teria se afastado do rapaz, afim de evitar o congelamento da área e guardaria sua katana, ficando atento ao próximo movimento de seu adversário.


A três dias atrás - Parte 2. Quarto de hóspede: Yue Yagami, durante à tarde.

Ele voltava do quarto da irmã depois de tê-la deixado lá. Era incrível como Lilith algumas vezes parecia a mãe, dormia em qualquer lugar, virava o bicho preguiça de uma hora para outra, se bem que podia ser muito bem apenas o estresse. Quando Yue acordou aquela manhã, ele não notou nada de diferente no quarto, mas sentiu a tenção nela quando a menina se jogou encima dele, se Lilith estava o apertando para saber se era ele, isso o garoto só saberia outro dia, em outras palavras, só podia ter certeza de uma coisa: aconteceu de novo. Ele não conseguia relaxar. Sempre que relaxava era como se uma teia se desprendesse de seu cérebro e tudo o que imaginasse tomasse a pior forma possível e se agarrasse ao que existisse aqui, entretanto, ele estavam bem, os doze pequenos voltaram para onde vieram do escuro, mas não antes de comerem tudo o que foi deixado no seu quarto junto com a ruivinha, ao menos ele conseguiu pegar alguns hambúrgueres no quarto da Siren.

Para a sua pequena sorte, no momento que saia, um dos empregados estava passando para entregar a refeição a aqueles que não comparecerem ao salão, ele se ofereceu a entregar, e entregou? Que nada! Estava desfilando no corredor com a bandeja dela e devorando em quase três mordidas os lanches. Yue nunca se sentiu tão bem em toda a sua vida, jamais se sentiu tão leve. Nos seus curtos anos de vida, se lembrava de pouquíssimos momentos felizes e sempre uma sensação de fadiga. O mundo parecia sempre estar as suas costas e algo, sempre algo gélido estava sussurrando em seus ouvidos, algumas vezes ele entendia as palavras cheia de seriedade e entonação cruel, e outras vezes ele simplesmente não conseguia ouvir nada.

Ele estava sempre com uma face de paisagem, perdido entre fazer ou não fazer. Quando o choque o deixou dividido, o pequeno Yagami parecia ter vivido o seu próprio Ying e Yang. Enquanto Siwäng, a representação de seu passado era tudo o que lhe era de ruim, e um feixe do que ele podia ser de pior no futuro, Yue Yagami era o que era de bom, só que nunca esteve presente para nada, ficou ali dormente. O Scion nunca entendeu por que o outro jamais retomou os seus “tempos de glória”, provavelmente ele se viu envolvido pela família, talvez no fundo, mesmo que ele não admitisse, gostasse da vida que ele tinha ali, mesmo apesar de tudo o que já tivesse feito nos bastidores. O garoto podia jurar que ele se importava que algumas pessoas, mesmo que tivesse sido um pouquinho, ele se importou com alguém, mas e agora? O QUE SERIA DE SI?! Ele tinha que descobrir.

Ser tudo era melhor do que ser metade, isso era um fato incontestável. Dava vontade de sair correndo e imitar o Chaplin. O garoto estava ansioso em voltar para casa e saber tudo o que lhe estava acontecendo e principalmente o que aconteceu. Isso ficaria para depois é claro, tinha um trampo para ser terminado, agora ele tinha que se concentrar um pouco em sua condição, mas que estava ansioso e animado para se sentar na frente da mamãe e lhe fazer diversas perguntas, ele estava. Neste momento, se tivesse oportunidade já estaria voltando correndo para Osaka e se jogando na cama de casal dela, perguntando-lhe tudo o que tinha direito, tudo o que ela fez para que aquelas horas dessem certo, mas sabia que se entrasse por aqueles portões da grande propriedade da Rakuen, a Éther iria lhe dar uma surra. Tinha a impressão que sua mãe os assistia, e se estivesse certo, seu pescoço estava á prêmio pelo vexame que fez a mais velha pagar ao vivo. Isso o fez pensar seriamente em usar os corredores do Castelo como pista de corrida. Voltando agora ou não, ele tinha que garantir a sobrevivência futura de sua bunda.

Yue parou em frente de seu quarto, relutando em entrar e mais favorável em continuar comendo a refeição de Lilith. Este estava usando o pé direito para empurrar a porta quando sentiu uma aproximação. Ele não sabia se era de um vivo ou de um morto, mas sua espinha sofreu um arrepio tão grande, que a mão que segurava anteriormente o hambúrguer, foi fechada com força e este estendeu-a ao lado do corpo, usando-se do comprimento todo de seu braço para montar uma distância entre ele e esta pessoa, enquanto sua mão era envolvida por chamas azuladas e cálidas. Seu centro era hipnotizante, divergia entre o azul e parecia clarear, mas o que mais chamava atenção em sua coloração peculiar, eram os pequenos grãos de areia enegrecidos que dançavam por ela, eles iam e viam como Oyakän de Dean, e pareciam estar fundidas com as chamas azuladas do rapaz. Estas pareciam estar conciliadas da mesma forma que Lilith mantinha as chamas purpuras e a Oyakän em ordem, durante seus ataques mais poderosos. O garoto franziu o cenho a olhá-la de soslaio, era uma mulher com trajes chineses, e parecia ter uma paciência elevada pois apenas lhe dizia para acompanha-la. A principio ele não queria segui-la, mas havia algo nela que o fazia ter a vontade de querer persegui-la, era muito parecia com o impulso que o levava a seguir alguém pelo instinto, ele dissipou a chama e retomou a sua comilança.

Levando os dois hambúrgueres que faltava a boca de uma vez, o rapaz abriu a porta do quarto, jogou a bandeja encima da cama e a fechou. Levou as mãos ao bolso de sua calça preta e a seguia assobiando. Logo ele estava do lado de fora do Castelo, sem muito o que fazer ou dizer, três cavaleiros o aguardavam, e junto deles um loirinho que era mais baixo de si e uma menina de condições bem precárias, alguém que parecia ter lhe batido no liquidificador e depois a remontado de qualquer jeito como uma boneca de pano sem muito enchimento. Essa ele sabia quem era: Carol, sua irmã adotiva. A menor parecia ter o reconhecido e até acenou para si. O guri fez o mesmo, mas rapidamente, pois acabou se virando em direção oposta aonde ouvia sons alegres, estes provavelmente vinham de onde se tinha as barracas de jogos e guloseimas, o que tirou totalmente a sua atenção do que a “chinesinha” dizia. Para resumir o ocorrido, ele apenas acabou imitando o que os outros faziam, assim que os três guardas pessoais dela abriram caminho.

O jovem Yagami curtiu o pequeno passeio de carro, ele tamborilava os dedos nos joelhos enquanto repassava algumas de suas músicas preferidas em sua cabeça, sem deixar de olhar pela janela. Assim que chegaram ao destino, foi o primeiro a se mandar do carro, querendo esticar as pernas, só não acabou gostando muito do lugar em que estavam. Este ficou levemente desanimado, mas não acabou fazendo comentários, apenas seguiu a mulher que voltou os instruir. O local onde acabou parando até que era jeitoso, bem melhor que os cenários que se passaram enquanto a seguiu pelo armazém com cheirinho de coisa guardava á tempos, se bem que para ele parecia mais era mofo. A primeira coisa que o mesmo notou quando entrou no novo cenário, foi o anãozinho de seus sonhos. O Yagami então arregalou os olhos minimamente.

— Ué. — Então o pequenino existia, que bom que ele não era uma brisa de sua cabecinha.

E foi ali, depois que Nessiah pediu para ele e os outros se sentarem que muitas informações começaram a serem reveladas. Um monólogo inteiro ocorreu. Yue aprendeu “pacas”, com tudo o que Nessiah lhe disse. Primeiramente o pequenino agora sim, podia ser chamado pelo seu nome, logo ele não mais se referiria a ele com o “nanico do tapa olho dourado”, segundo, o mago era um barato O mais novo dos homens Yagami teve uma vista ilustre pela tapeçaria, e experimentou várias bebidas na caneca de vidro que foi sumonada do nada pelo mago, tomou suco de manga, cerveja! E outras coisas vieram à medida que sua bebida acaba e sua garganta tinha vontade de se deliciar! E enquanto bebia á vontade, seus ouvidos captavam cada palavra pronunciada por ele e enquanto Nessiah contava pedaço por pedaço de sua trágica história, e lhes dava mais informações sobre o Castelo e seus atuais residentes, Yue trazia sua irmã a conversa pela ligação inexplicável que a dupla de irmãos tinha. Com ela, ele fazia com que Lilith, que neste momento se banhava, ouvisse e visse através dos olhos do Scion, todas as cenas que a tapeçaria mostrava a eles, além de dar mais informações a Sereia. Os irmãos ficaram em um silêncio conjunto, Yue bebericava agora uma caneca de Pepsi, ele guardava mentalmente o “dossiê” de Nessiah chegar ao fim. Tudo parecia interessante, fascinante de certo modo, só que ele nunca pensou que alguém tão pequeno pudesse falar pra caralho.

O Scion aguardou, esperou que ninguém tivesse realmente nada a falar com o menor, ele se quer se levantou da almofada onde estava, só saiu dali quando os outros se retiraram do lugar, devagar Yue se removeu de seu assento fofinho e foi falar com o pequeno. Depois de ouvir sobre as origens milenares do mesmo, talvez Nessiah pudesse lhe ajudar. Lilith bufava do outro lado, isso fez com que ele encerrasse a ligação que existia entre os dois. Quando sua primeira luta terminou, alguns dias lhe foram dados de descanso, nesses dias Yue decidiu vasculhar o Castelo, ele acabou encontrando justamente onde Lilith lutou com Carol uma brecha para um lugar novo naquela estrutura gigantesca, de lá ele foi para no subterrâneo onde enfrentou cavaleiros estranhos, e o que descobriu ao passar por eles não foi muito bom.

Alguns dos desaparecidos passados pela 3YE para ele e Lilith estavam acamados, presos a suportes de vida que os mantinham intactos ainda, o problema era que o rapaz não sentiu nada vindo deles, estavam travados em suas camas, molengas sem movimentação própria, e com olhares fixos, mortos, aquilo o deixou tão aflito que o lembrou quase de sua própria morte, só que Yue pensou em removê-los de lá, levá-los diretamente daquela área para o centro médico onde poderiam ser tratados, entretanto... Quando pensou em agir, mais cavaleiros apareceram e ele seria obrigado a passar mais tempo lutando do que fazendo algo eficiente. Já existia no garoto a desconfiança que o Castelo absorvia sua energia de alguma forma, com Siwäng em seu comando, ele só podia esperar que vaca fosse para o brejo e ainda existiria a possibilidade de tudo der errado. Ele foi obrigado a deixar o cenário, mas não pode deixar de esquecer as feições sem vida, assim como as outras que não estavam no meio dos desaparecidos. A desconfiança que tinha do núcleo do Castelo só aumentava. Se Nessiah realmente era um mago dos tempos da Babilônia, talvez ele pudesse lhe ajudar em relação a essa questão.

— Nós podemos conversar? Em um lugar mais privado?

— Claro que sim. — O pequeno mago o chamava para um lugar mais fechado.

O Scion então se abaixava para falar com Nessiah.

— Como é que você sabe tanta coisa sobre esse Castelo?

— Eu já visitei uma das reencarnações do Castelo. Embora ele mude sempre quando retorna e este mundo. Foi em 1653, eu acho.

— Entendi... Obrigado por toda a explicação. — Yue estendeu a mão para o pequeno mago como forma de agradecimento, mas como a mãozinha dele era pequena, o rapaz só a apertaria com o dedo indicador e o polegar — Mas... Eu gostaria de saber, se pode me ajudar em uma coisa. Eu encontrei várias pessoas no subsolo desse Castelo, alguns desaparecidos e outros eu nunca vi serem dadas notícias. Eles estavam sido mantidos, mas acamados, imóveis, desprovidos de algo essencial.

— Imóveis? hmm...Há algumas possibilidades sobre o que está acontecendo. Removendo as possíveis impossibilidades existenciais do mundo atual, isso cai para três ou quatro.

— Dá para falar deles?

O pequenino concordou.

— A primeira possibilidade é petrificação muscular, é um estado similar a paralisia motora, mas causada por magia. A segunda é que a pessoa possa estar congelada de maneira temporal, é como se seu corpo fosse congelado e mantido vivo, o que também pode ser feito através de magia. A terceira pode ser por remoção da alma da pessoa...Almas tem um poder imenso e vários usos nas áreas necromânticas e alquímicas. Esse tipo de uso é abominável para a maioria dos magos. Já a última...Acho que pode ter sido por causa de um evento que ocorreu nesta cidade anos atrás.

— Hmmm... Eu não senti nada vindo deles... A última me parece mais plausível, se bem que pode ser um engano... Eu queria fazer a remoção deles, mas seria idiotice, não seria?

— Chamaria muita atenção para você. —  Dizia Nessiah. —  Se for esta última possibilidade, essas pessoas tinham o potencial de não ficarem sobre influência do artefato gigante conhecido como Olho de Nix. O artefato foi temporariamente destruído anos atrás sobre a cidade e os fragmentos de sua magia se espalharam pela cidade. Não duvido que as pessoas acamadas que encontrou podem ter absorvido esses fragmentos de magia e estão catatônicas por terem sido removidos.

— O que eu posso fazer para ajudar por enquanto?

— Por enquanto, por eles, nada, pois não temos como retirar eles facilmente sem chamar atenção.

— Eu tenho os meus próprios métodos, o que me preocupa não é a atenção, posso lidar com o que irá vir, mas o estado deles. Eu queria saber mais, vale apenas remove-los?

— Nenhuma técnica médica poderá recuperá-los...Se o Livro de Hermaeus estivesse disponível, poderíamos restaurá-las.

Yue passou as mãos no rosto, então as apoiou nos joelhos, mantendo a cabeça baixa. Ele a balançou de um lado ao outro pensativo, então se atreveu a pergunta mais sobre o livro:

— O que há de tão importante nesse livro?

— Além do que eu falei antes, o livro é um tomo arcano de grande poder. Há magias poderosas inscritas em suas páginas.

— Tem alguma visão do que o meu inimigo possa estar querendo com ele, além de um vislumbre de liberdade?

— Há muitas possibilidades. Se ele tentasse algo como quis tentar antes de ser preso no livro, alguma Valkíria já teria aparecido para investigar.

— O que esse cara já fez? E o que é uma Valkíria?

— Ele pode fazer muita coisa. Ele pode invocar seres ancestrais para pactos, libertar todos os que estão presos no livro, o que seria um desastre enorme e outras coisas... — Nessiah pareceu observar o garoto, então respondeu sua segunda pergunta conjunta. — Valkírias são as guerreiras sagradas que guiam os espíritos de guerreiros valorosos para o Valhalla, o paraíso mitológico nórdico, onde guerreiros lutam durante o dia e festejam a noite. Valeth uma vez tentou se tornar um ser acima dos deuses para poder ter uma Valkíria para si, pois se apaixonou por ela mesmo depois dela ter lutado com ele antes. Ele derrotou Odin e outros deuses de Asgard, quase rompendo a linha do tempo contínuo, mas foi derrotado e preso dentro do livro, já que ele conquistou poder o suficiente para garantir a imortalidade de sua alma.

— É... Ele arranjou muita coisa para a cabeça... —  O rapaz coçou a nuca, suspirando.

— - Sim...nunca entendi o que fez um mago tão talentoso acabar ficando tão ganancioso pelo poder.

—  Talvez seja melhor não saber.

Nessiah cruzava os braços, se erguendo no ar, até ficar “à altura dos olhos".

— Sim. Me preocupa o que ele pode fazer agora, por isso temos que esperar até o momento em que ele estiver mais vulnerável.

— Hum... O que acha que seriam os planos dele? Não é só esse Castelo, não é? Isso não vai ficar só nisso aqui. Vai se espalhar não vai?

— A minha suspeita é que ele esteja usando o castelo para juntar mágica o suficiente para remover o "lacre" do livro e poder usá-lo sem limitações.

— Esse livro por algum acaso, não teria vida própria, teria?

— Vida não é o termo certo. O livro é um artefato autoconsciente. O "lacre" que mencionei antes é justamente essa consciência que ele possui. Valeth não conseguiu usar todo o poder do livro até agora, apenas por isso.

— Mas se é autoconsciente, ele não poderia contra-atacar?

— Infelizmente o livro não é um combatente. Ele apenas se comporta de maneira de se auto preservar e abrir suas páginas para que algo seja feito através de magia.

— Mendokusai. — Ele praticamente praguejou. — Sobre todas essas coisas. Deixa eu te perguntar algo! Tudo o que é preso no livro, quando sai, ele permanece do jeito que entrou, ou fica diferente?

— E não...sair do livro sem ajuda era impossível até eu saber que Valeth havia escapado.

— Não cabeçudo! Essa não foi a minha pergunta! A pergunta foi, tudo o que é preso, se sair, volta a mesma coisa, que foi aprisionada, não é?

— Sim. Se você for preso no livro, sairá no mesmo estado que entrou, mas terá a consciência do tempo passando mesmo dentro do livro.

— Hmmmm... Então Valeth não pode ordernar eles... O que pode vai ser um Caos para todo mundo.... — Yue passou as mãos no rosto pesarosamente. — Mas que rolo eu fui me meter...

— Eu...peço desculpas por isso.

— Você quer se desculpar? Então me ajuda a ajudar aqueles que estão lá embaixo.

—  Vai ser extremamente difícil. Eu não posso atravessar a barreira e você pode acabar seriamente ferido, na pior das hipóteses, morto.

— Faça o que puder — O garoto então se levantou. — E eu faço o que puder lá dentro. Tem pessoas que ainda são conscientes, eu sei que tem. - O garoto então levou a mão ao queixo, e ele sorriu. - Não se preocupe com isso, nós dois temos as nossas próprias peculiaridades, eu só coloco a minha abaixo do tapete o máximo que eu posso, eu estou... Como é que dizem...? Me comportando, tenho alguém muito importante lá dentro, e enquanto ela estiver bem, eu estou bem. Se precisar da minha ajuda, eu te ajudo, mas quero saber se posso contar com você sobre eles, se sim, haverá pessoas para tratar delas assim que eu souber com precisão o real estado delas.

— Eu posso tentar cuidar delas. Sem saber o que foi feito a elas, vai ser difícil, mas não impossível.





Última edição por Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Sab Mar 31, 2018 8:40 pm, editado 1 vez(es) (Razão : edição feita para fechar a tag de fonte no html.)
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Yυє Yαgαʍi
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Re: *Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Sab Mar 31, 2018 2:45 pm



Base Ikari (dia da luta), Second Southtown, Flórida, EUA.
14H32 da tarde.


Tarma avistava o Major Marco Rossi cortando o corredor, chamando-o. O loiro parava e olhava para trás, percebendo assim que quem o chamava era seu grande companheiro, Tarma Roving. O Capitão prestava continência ao superior e o comunicava sobre o que aconteceu com a comunicação com o Soldado Setsuna, colocando sua suspeita sobre alguém ter conseguido invadir o sistema da Ikari Warrios na mesa. Rossi coçava o queixo e pedia para Roving o seguir até a sala de Miu Yagami, pois a mesma estava monitorando diretamente o castelo e poderia esclarecer melhor tudo isso, sem contar das habilidades tecnológicas da garota, onde certamente seria praticamente impossível alguém conseguir invadir o sistema sem que ela percebesse a tempo. Os dois Slug adentravam o local de monitoramento de Miu e a cumprimentavam com continência, perguntando-a se poderiam esclarecer algumas dúvidas logo em seguida. Miu acenava que sim e Tarma a contava sobre o ocorrido, Miu, por sua vez, o acalmava dizendo que ninguém havia invadido o sistema, mas sim Setsuna que acabara de adentrar um local desconhecido onde, provavelmente, a comunicação é ruim.

- O que acha que pode existir lá, Miu?

- Não sei, Major, contudo penso que Setsuna pode estar adentrando o local onde os desaparecidos estão sendo mantidos reféns...

- E por que acha isso? - Questiona Marco.

- Levarei esta informação ao General assim que obtiver 100% do que preciso, mas por hora acho que posso lhes mostrar, vejam isso... - Miu mostra no grande telão tudo o que ela explicava em palavras - Esta é Sarah Forest no final do ano passado... Aqui, Sarah Forest em janeiro, quando detectamos a presença e algo estranho na atmosfera local (vide inscrição para o torneio aqui) juntamente com o começo dos desaparecimentos das pessoas que se aproximavam da floresta. Agora observem como ficou essa mesma região no mês passado, pouco tempo antes do surgimento do castelo...

- É incrível!! - Exclamava Tarma.

- Como vocês podem observar, é praticamente possível avistar todo o castelo neste trecho, mesmo não existindo um castelo de fato nessa época... Tudo isso foi possível graças aos nossos monitoramentos de duas em duas horas durante as três últimas semanas antes do surgimento do "circo" e o anúncio do organizador do torneio na televisão...

- Entendo, mas o que isso tem a ver com o suposto "desaparecimento" do Soldado Setsuna? - Questiona Tarma.

- Você não conseguiu perceber? Deixa eu voltar alguns quadros aqui... Veja - Marco começa a falar antes que a Major Miu pensasse responder - Esta é a área onde as pessoas começaram a desaparecer; aqui houve um número maior de desaparecidos; já este ponto no mapa é o mesmo local onde Setsuna ficou quatro dias desaparecido e agora ele adentrou exatamente aqui...

- E o que tem ele adentrar ai? - Perguntava Tarma.

- O que tem? Este local onde o Soldado entrou e o sinal desapareceu é o mesmo que esse... - Marco voltava os mapas e apontava para o lugar em questão, onde, coincidentemente ou não, era o mesmo local onde as pessoas simplesmente sumiram meses atrás. Ou seja, o Soldado provavelmente estava adentrando o "cativeiro" e era preciso ter muito cuidado ali.

- Eu já mandei uma equipe até lá - Dizia Miu.

- Não é o suficiente!! Eu vim até aqui para lhe mostrar isso, Major (Miu) - Marco retirava um pen drive da jaqueta vermelha que usava e o inseria no computador da Yagami, abrindo um arquivo com fotos e vídeos do castelo, em sua área de visitação e circo. Nas imagens era mostrado o misterioso palhaço que fez Setsuna e a "She-Hulk" ficarem perdidos no tempo, contudo, as cores daquele mesmo palhaço eram diferentes das descritas pelos dois mercenários (apesar da garota já não ser mais uma Ikari, tudo o que fora dito por esta ainda estava valendo). As imagens eram comparadas e os pequenos vídeos pausados "frame a frame" e, em dado momento, o palhaço sumia de seu posto e logo surgia. Marco teorizava que era naquele instante que o palhaço saía de sua forma natural e ia de encontro aos "intrusos", assumindo sua forma "maligna".

- Você tem razão... Eu não percebi isso... O palhaço, ele desapareceu de quatro a cinco vezes... Isso pode significar que outras pessoas também foram manipuladas por ele... - Dizia Miu um tanto frustrada por não ter notado aquilo, mas também satisfeita em receber tal informação.

- Suponho que esse palhaço seja alguma chave que nos leve para o livro, ou, ao menos, para o verdadeiro organizador do torneio... - Marco comentava e olhava para os outros dois companheiros. O Major olhava para o grande monitor, que agora voltava a mostrar ao vivo o castelo.

- Esperem, volte ali, Major!! - Pedia Tarma para Marco que voltava a exibir o mapa. Vejam, se pegarmos os pontos onde o palhaço fica parado e os que ele encontrou com os mercenários temos esse traçado... - Tarma mostra no telão - E foi bem ali que o Soldado Setsuna também viu aquela sala com "funcionários" do castelo... Precisamos voltar naquele local, com certeza as linhas de energia vermelha que o soldado viu devem querer dizer alguma coisa...

- Você tem razão, Capitão... Preciso que veja com Eri se ela conseguiu se comunicar novamente com Setsuna enquanto eu e a Major tentaremos montar esse quebra-cabeça... - Dizia Marco para Roving que logo prestava continência e saía dali. Miu, nós conseguimos os registros desses minutos do que aconteceu no castelo enquanto não o olhávamos? - Miu afirmava que sim.

- De acordo com o que sabemos, as armaduras são capazes de manter-se de pé ainda que vazias ou com seu usuário inconsciente. Ao que tudo indica, alguns dos desaparecidos podem ter sido feitos de cobaias, ou algo do gênero, e sido transformado nesses cavaleiros. Isso significa, automaticamente, que será praticamente impossível conseguirmos resgatar/salvar todos os reféns. Teremos baixas, com quase 70% de certeza, pois uma vez aprisionado lá dentro, para ser retirado talvez somente morto... - Comentava a Yagami em meio ao silêncio que se formava. Marco a olhava e então ambos começavam a trocar informações, conforme ordens de Heidern.


Salão das Memórias (Circus Memory), Second Southtown, Flórida, EUA.
14H32 da tarde.


O Tenente tentava contra-atacar Yue Yagami com o seu Super Argentine Backbreaker, porém o garoto se demonstrava seguro de si e dono de uma grande resistência. O Scion começava um breve confronto de forças com o Ikari que logo desistia daquela estratégia para abordar outra, contudo, antes que pudesse de fato tentar fazer algo, Yue estava voltado para si. Como o garoto conseguia ser tão rápido? Na verdade aquilo era até esperado, pois o Coronel Ralf Jones já havia relatado sobre as habilidades daquele garoto e, dentre elas, sua rapidez. As expressões faciais do militar não se alteravam, ele permanecia sério e calado, mantendo-se apenas focado na luta em si quando, de repente, o ar atmosférico entre os dois competidores caiu, tornando-se extremamente frio. O Coronel também havia informado em seu relatório tal habilidade por parte do Yagami e, na visão de Clark, aquilo era tido como uma tentativa desesperadora de tentar inibir as movimentações do inimigo por não conseguir vencê-lo com os próprios punhos.

O militar gostava do que acontecia ali, ele não recuou, não era seu feitio, ele permaneceu encarando Yue, mesmo sentindo seu braço esquerdo adormecer e "congelar". O militar via seu oponente então se aproximar após segurar a katana com as duas mãos. O adversário atacaria sem piedade, finalmente a luta chegaria a seu clímax. O Tenente flexionaria os joelhos, inclinaria sutilmente o corpo e preparar-se-ia para usar seu Slide Dash, onde Clark deslizaria rapidamente pelo cenário a fim de evitar o dano inimigo e contra-golpear, contudo, a lâmina do Yagami era mais rápida e o acertava em seu peitoral (e não abaixo dele, pois Clark se inclinou), fazendo o militar ir para trás (vale ressaltar que NÃO houve o uso do Command Move, apenas sua intenção, ou seja, o ataque de Yue funcionou 100% apesar de atingir outro local).

Clark se abaixava e de seu peitoral escorria sangue para o chão. O militar tossia e cuspia sangue, levando a mão destra de encontro ao peitoral já que a canhota estava adormecida. O loiro calculava suas condições de combate, a distância entre ele e o adversário, o gasto de energia que seria necessário para atacar e nocautear o inimigo, bem como as N possibilidades de acerto e erro em sua próxima movimentação. O corte profundo em seu peitoral era grave, todavia, sequer poderia ser comparado aos cortes que sua última adversária o fez. A luta contra o jovem Yagami estava mais tranquila do que a peleja contra Painwheel. O mercenário não demorou em sua elaboração, ele sabia bem o que fazer e como fazer, afinal todas as tentativas de golpear o oponente com ataques de aproximação e agarrar (especialidade do militar) foram frustradas, sendo assim, seria preciso atacá-lo com "socos e chutes" para então finalizá-lo com um "grap".

Clark se recompunha, encarava o adversário e arrumava seus óculos Ray-Ban preto, escondendo novamente seus olhos azuis e a cicatriz entre eles, marca de uma brincadeira por parte de Ralf. O Tenente começava a correr em direção ao oponente e a cada nova passada ele podia sentir o corte em seu peito arder, como se rasgasse ainda mais por conta do esforço incômodo. Todavia, apesar da dor, o mercenário não a demonstrava, parecia até que sequer a sentia. Quando Clark estivesse próximo o suficiente para quebrar a distância entre os dois, o Ikari não pararia sua corrida, ele pegaria o impulso da mesma para iniciar seu Stylish Move - Nº 3 (clique aqui para conferir). Caso desse certo, o Ikari tentaria chutar o calcanhar do adversário com força (somado a velocidade de aproximadamente 10 km/h e o impacto causado) para logo em seguida chutar o local mais uma vez em uma tentativa de fazer o adversário cambalear e tender a cair. No entanto, caso desse certo, antes que Yue caísse, Clark tentaria lhe aplicar seu Slylish Move - Nº 2.

Caso desse certa a movimentação anterior, o militar tentaria golpear a face direita do garoto com um jap seguido por um direto com a destra contra o lado esquerdo da face de Yue, que provavelmente o faria "jogar" a cabeça para trás. O Tenente finalizaria o combo marcial com um chute na boca do estômago do garoto para lançá-lo longe, contudo, caso o chute fosse dado, Clark rangiria os dentes tamanho a dor que sentiria em seu peitoral, fazendo mais sangue escorrer mediante o rasgo que se abria ali. Caso o segundo comando (Stylish Move) desse certo, o militar agiria novamente, não permitindo seu adversário tocar no chão, sem se importar com as consequências para si. O Tenente tentaria emendar seu Slylish Move - Nº 2 com seu Mount Tackle - Rolling Cradle. A movimentação fazia parte da lista de movimento especial do mercenário e era uma de suas técnicas mais conhecidas desde a década de 90, onde o Ikari corria até o oponente e o derrubava no chão, podendo aplicar-lhe qualquer uma das quatro subdivisões do Mount Tackle, que neste caso fora optado pelo Rolling Cradle, constituindo um só movimento especial.


Caso o Mount Tackle desse certo, para o azar do Ikari e sorte do oponente, o mercenário perceberia que, após derrubar o adversário, ele não conseguiria o levantar e rolar cinco vezes com este para trás conforme o Rolling Cradle exige. De forma imediata então, Clark tentaria transformar seu Mount Tackle - Rolling Cradle em Mount Tackle - Clark Lift, onde o miliar apenas sairia de cima do adversário, levantando-se de modo a colocar-se do lado esquerdo (ou direito, mas nesse caso esquerdo) do oponente para tentar ergue-lo pela cintura, deixando-o de pernas para o ar e lançá-lo para o outro lado do cenário após girar com o mesmo. Se desse certo, Yue cairia para o lado onde antes estava o loiro (lado do player 1), arrastando-se pelo chão do cenário. Clark cairia no chão após, supostamente, lançar o adversário para o outro lado, contudo, tentaria rapidamente se reerguer, cambalearia para trás, mas mantendo-se firme logo em seguida. O Ikari assumiria sua postura de combate, ignorando o máximo que pudesse a dor e o sangramento em seu peito.

FIM.

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Re: *Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

Mensagem  Yυє Yαgαʍi em Seg Abr 09, 2018 7:01 pm




O vai e vem de braços, onde se media quem tinha mais força para fazer algo, acabou se encerrando pelo loiro, ele seguiu com o seu próprio ato, virou-se contra ele, e tentou realizar o Numb, pior que deu certo, e olha que ele estava aguardando para sair de perto do loiro mais rápido que o Diabo corria da cruz. Se tinha uma coisa que o Yagami detestava, era esses estilos de luta, onde o inimigo tinha a bendita mania de sair o agarrando por aí, nem em jogos ele gostava de personagens assim.


O bom de ter funcionado, era que lhe dava um pouco de vantagem para evitar esse tipo de surpresa por alguns minutos, já era algo, mas ele sabia que em algum momento o militar enxergaria uma brecha e ele estaria sendo jogado de um lado para o outro como um boneco de pano, uma visão nada agradável. Mas assim era a vida, se não, o que mais aconteceria? Aquela lanças se virariam e botariam os dois para correr? Talvez. Ou simplesmente nada aconteceria.


O Scion suspirou, ele moveu a espada para o seu lado direito, em um gesto rápido, quase gritante para um desavisado que pudesse estar ao seu lado, limpando-a do sangue do militar. Yue guardou a katana novamente em seu lugar, ele silenciosamente via o militar se abaixar, com certeza ele podia ter ido longe demais, mas... Seu pensamento ficou vago, o cheiro do sangue de Clark o atingiu e cheio, seu olfato estava todo impregnado por ele. O garoto sentiu sua garganta secar e isso o fez ir para trás, em dois passos largos enquanto o loiro se recompunha de seu último ato.


Ele sentiu uma enorme vontade de ir para cima do Tenente e querer cortá-lo ainda mais. A necessidade de se sentir saciado cresceu em Yue de tal forma, que uma mão estava sendo levada a sua garganta, enquanto a outra mantinha o punho fechado. O Scion nunca se sentiu tão faminto. Balançando a cabeça de um lado ao outro, ele tentava afastar o desejo que o consumia. Ele não queria só o sangue do capitão, estava ali o visualizando em pedaços, o devorando. O garoto engoliu a seco, a comida que comia o sustentava, mas esse estranho desejo o entorpecia.


— Arrrgh...


Ele bateu na própria cabeça umas três vezes, focou-se em qualquer coisa além do cheiro, se não era capaz de seu corpo se mover sozinho em direção do loiro. Isso é hora?! Yue se segurou, por uma questão de segundos, ele sentiu como se fosse ficar sem chão, mas aquela essência que o impregnava, ah aquilo ele não esqueceria tão cedo, não eram todas as pessoas que conseguiam esse feito nele, o rapazinho queria se mover, avançar contra o tenente, parar atrás dele com o Elude, porém, nada feito, já estava correndo em sua direção, mas havia certas coisas que Yue não estava acostumado, ou simplesmente jamais ocorrera consigo.


O loiro parecia um touro, e quando Yue pensou que este iria lhe dar um soco, ou até mesmo tentar um chute alto, eis que para a surpresa dele, isso aconteceu mais embaixo. A dor que o garoto sentiu com o chute no calcanhar foi uma das poucas vezes que ele se sentiu incomodado, bem incomodado. Era estranho para o garoto, muito esquisito, mas era por ser algo tão comum e impensável, que o deixava se perder naquela ação. Yue notou que pela primeira vez, algo tão besta podia ser eficiente, pois chegava a ser quase improvável de acontecer, e, no entanto, ele estava prestes a cair por conta disso.


O militar não queria perder tempo, antes mesmo que estivesse na metade de sua queda, lá vinha ele lhe bater, e isso veio da pior forma possível: com sangue. A mesma mão que ele passou sobre o peito ferido, era a mesma que agora ia de encontro a face do garoto, as coisas não estavam contribuindo bem a ninguém, nem mesmo a Clark. Yue sentiu a dor pelo seu rosto, mas logo uma em seu estômago faria parte do conjunto, e a finalização ainda não viera, sentiu as costas bater contra o chão. O garoto riu, uma risada baixa que dava calafrios por sua rouquidão e falta de uma real emoção.


Na ponta de seus dedos, “linhas avermelhadas” formavam-se e se envolviam sobre eles, essas pequenas “linhas” emanavam de si uma sensação mórbida. Cada “gotícula” da energia que a compunha, trazia nada mais que a intenção assassina que ele tinha, do desejo de ver o homem mais que rasgado, e o Talon servia para isso: cortar o inimigo de uma forma mais eficiente que uma lâmina, mas diferente de uma katana, o fio de corte da lâmina era o Scion. Ao levantar Clark podia ver as orbes heterocromáticas dele se tingirem de um vermelho vivo intenso, era como ver um pote pequeno de tinha vermelha se esparramar sobre uma tela branca e tingi-lo com sua tonalidade ludibriante.


Clark se levantou, a mão do garoto passou em frente a seu rosto, até depositar por um mísero tempo a frente, até ele dobrar aqueles dedos, transformá-los em garras e o mover até o Tenente, como se fosse cortá-lo pessoalmente. As linhas se expandiam, cresciam, não chegavam a ser tão compridas a ponto de garantir dividir o Tenente em pedaços. Ela passava pelo chão próximo cortando-o, e avançavam famintas para o loiro.


Aquilo iria dar certo? Ele ouviria o ranger dos dentes de novo? Poderia ele ser capaz de arrancar um grito daquele homem? Só humanos podiam fazer o som que ele queria ouvir naquele instante. Devagar o garoto se sentava, ele apoiava a mão sobre a perna direita que estaria já dobrada sobre a esquerda. Yue gargalharia enquanto se lembrava dos areais ardentes que seu corpo saíra antes de Saiwalō aparecer para fazer o seu trabalho. Olharia naqueles olhos por baixo daqueles óculos escuros enquanto se levantava.


Se o Talon desse certo, ele perfuraria a pele, podendo em um caso mais certeiro, afetar os ossos do tenente e até mesmo causar algo muito mais grave devida a aproximação. Uma vez feito com o Tenente já em pé, ficava em entretimento do garoto já esquecido de seus deveres imaginar, o que poderia ter ocorrido com ele caso tudo viesse a ser falho, já que o Talon prosseguiria pelo cenário, e da mesma forma que ele expandia ao ganhar força, seu tamanho ia se reduzindo, até não sobrar rastro nenhum dela. O Scion sorriu, nunca se sentiu tão bem quando naquele momento. Não tinha uma voz na sua cabeça, não havia um comentário, tudo o que lhe restava era um desejo, um preparo.



A dois dias atrás – Quarto de Hóspede: Yue Yagami.


Ele levou a mão a janela, estava com quase todo o corpo no escuro. Fazia algumas horas que ele não conversava com Lilith. Yue decidira por permanecer em seu quarto nos próximos dias, até que anunciassem um novo embate. O garoto tinha que ser mais ele mesmo do que um Scion, pois no momento que a Siren entrou no seu quarto com alimento e um olhar pidão, ele imaginou que seu sossego temporário iria para o espaço. E foi.


“Bom, por que eu preciso da tua ajuda”.


O garoto fechou a cortina. Ela parecia não querer lhe dar uma trégua.


“Elas estavam bem Yue, mas pareciam estar se portando como todo o resto, com receio de acabarem como os outros. Acho que podíamos começar a tirar eles daqui... Só que eu não tenho força para isso, mas você tem... Quero que os tire daqui... Você pode fazer isso, não pode...? Já estava lá embaixo, eu posso te mostrar como chegar lá onde esses dois estão, e eu não ando nas sombras... E do jeito que ando cansada, meu Phasewalk não anda muito bom, preciso de mais um dia para me repor melhor, e qualquer variação sobre isso, não está me sendo uma boa ideia”.


Ela fez aquela cara de novo, a que o tornava um derrotado aos seus desejos. Yue tinha uma certa maciez por ela, a ponto de ouvir até mesmo o que seria uma loucura, mas ele não pode prometer a ela que faria algo de imediato, ao invés disso, ele tomou suas memórias, refazendo os passos que ela fez até encontrar Solomon e Amélia, o homem próximo aos seus trinta e uma menina, o Scion franziu o cenho. Poderiam existir critérios em relação a uma captura? O Yagami mais novo cruzou os braços, talvez nem todo mundo fosse usado... Ou, tinha algum motivo por trás disso? Não quis saber, só começou a mover os seus “pauzinhos”.


Yue ficou quieto, mais do que normalmente ele já era. Da escuridão do quarto, só se podia ver a vermelhidão de suas írises que ficaram cada vez mais intensas, enquanto o quarto era coberto por um breu sem igual. O garoto estendeu a mão para o nada, e vagamente ela foi adentrando aquele escuro. Ele amava a escuridão, a abraçava melhor do que o dia, cada parte sua gostava do que via nela. O Scion sorriu, apenas o semblante de seus dentes visíveis, estes longos e pontiagudos. A criatura pegou o que havia ali, uma sombra, se assim podia ser chamada, e tirou o ser que parecia um Chiroptera que havia ali.


— Os vigie. — A voz calma do garoto, que sempre estava em um tom baixo e tranquilo, foi substituída por uma voz trovejante, grossa e cheia de malícia. Ela deixava sua entonação potente, tornando o menino em algo nem um pouco similar aos seus genitores, fosse pela distorção de seu rosto que demonstrava um desejo ardente de um caos, ou por sua voz, que não coincidia com o jeito que ele normalmente se portava. — Fique em suas sombras, seja os meus olhos. E se algo der errado... Bem, você não está mais nos meus pesadelos, então faça o que foi feito para fazer.


O ser concordou, curvou-se obedecendo a ordem, os longos chifres que se assemelham a orelhas de gato era a atração momentânea do mais alto, ele se moveu, sumindo com as sombras e o resto que tornou o quarto um lugar inabitável. Este ao se afastar, fez o garoto inspirar fundo e soltar o ar. A expressão aterrorizante que tomou-o sumiu, deixando apenas aquele garoto de volta no recinto, sozinho e oculto da luz do dia que ele não estava nem um pouco a fim de olhar, talvez fosse andar em um área aberta mais tarde.


— Menina, você sabe o que está me pedindo? — Ele resmungou, sentindo-se cansado.




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Re: *Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Sab Abr 14, 2018 6:40 pm



Salão das Memórias (Circus Memory), Second Southtown, Flórida, EUA.
14H32 da tarde.


O Tenente, com sacrifício, tentava aplicar seu Mount Tackle - Clark Lift contra Yue Yagami após a sequência bem sucedida de seu combo marcial, contudo ao tocar no chão com o filho de Coroline (após a queda provinda do Mount Tackle), o militar pôde ouvir a risada do rapaz, fazendo com que o mercenário ficasse atento a algum possível contra-golpe por parte do garoto. Aquela risada poderia, talvez, causar calafrios e até mesmo um medo insano a qualquer um que a ouvisse, exceto ao Tenente de personalidade fria e séria, cujo nem mesmo fora sentimentalmente afetado pela canção triste de uma das envolvidas na organização do torneio há algumas semanas quando essa apareceu na rua ao lado de outros integrantes (como visto aqui). A bela mulher de cabelos loiros também havia aparecido na luta anterior do Ikari junto a pequena garotinha (que anunciou o fim da luta) e o cavaleiro na qual estava sentada no ombro.

Também não era novidade para Still que os Yagamis riam ao sofrerem danos, pois Yue definitivamente não era o primeiro da família que o Tenente havia lutado e, por tal, Clark já tinha em mente o que estava por vir. O militar, entretanto, não parava sua movimentação. O mercenário se levantava após derrubar o rapaz e se posicionava do lado esquerdo do mesmo, notando neste processo a cor dos olhos do adversário se tornarem um rubro intenso. O Ikari cessou seu Clark Lift ao sentir uma sensação mórbida brotar de seu adversário, percebendo neste exato momento gotículas se formando em uma de suas mãos. Still imediatamente flexionava as pernas e se lançava para trás com um impulso (back dash), afastando-se por um metro e meio do oponente. O peitoral do Ikari gritava como se estivesse rasgando ainda mais. O loiro levava a mão destra ao peito e observava Yue agora de pé e com garras.

O loiro conhecia tal habilidade do garoto graças as informações passadas pelo Coronel Ralf Jones quando este lutou contra o jovem Yagami e o próprio a usara contra o Coronel (vide luta aqui). Clark se decepcionava com Yue por um lado, pois o mesmo parecia não ter evoluído tanto daquela época para os dias atuais, permanecendo com basicamente os mesmos golpes e estratégias. Sua única "novidade", talvez, fosse a katana em suas costas. Todas essas informações seriam posteriormente repassadas para a base, logicamente. Still voltava a se posicionar em postura de combate, esperando pela próxima ação de Yue agora que o mesmo está com garras. Milhares de possibilidades para evitar os ataques do garoto e como fazê-lo perder a mobilidade daquele braço vinha a mente do mercenário, contudo, nada se concretizava. A luta parecia estar apenas no começo, porém era dada como finalizada por alguém da organização que logo tratava de revelar o vencedor daquela peleja.


Base Ikari (dia da luta), Second Southtown, Flórida, EUA.
14H35 da tarde.


Miu Yagami continuava monitorando tudo o que acontecia no castelo junto ao Major Marco Rossi quando Tarma finalmente adentrava a sala onde Eri Kasamoto estava. A loira olhava para o superior e o informava sobre o resultado da luta do Tenente Clark Still contra o jovem Yue Yagami e sobre a recém partida do Coronel Ralf Jones ao castelo junto aos dois novos soldados da base. Tarma se sentava em sua cadeira de outrora e entrava em contato com o Coronel, informando-lhe tudo o que conseguiu de informação com Miu e Marco. Os Ikari Warriors sabiam que havia muito a ser descoberto sobre aquele castelo e seus organizadores, talvez conseguissem (ou não) recolher todas as informações antes da segunda fase do torneio, uma vez que a primeira fora dividida em três partes e entre cada parte foram gastos em média de três a quatro dias para descanso dos lutadores.

FIM.

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Re: *Memory Circus Tournament* Clark Still vs Yue Yagami

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