*Memory Circus Tournament* Lilith "The Firehawk" vs Yue "The Scion"

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*Memory Circus Tournament* Lilith "The Firehawk" vs Yue "The Scion"

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster em Qua Dez 27, 2017 9:59 am

3ª luta - 2ª fase (eliminatórias)

Lilith Yagami X Yue Yagami

Local da batalha: Halloween Garden



Descrição do local:
Uma área externa do castelo fora coberta por um tipo de "domo" esférico. Sua área interna fora remodelada com o tema de halloween. A luta será em uma parte central: uma praça com um imenso canteiro circular com rosas vermelhas plantadas ( sem espinhos). Dentro do domo dá a impresão de que a luta está sendo realizada em outro lugar. Um vento frio corre pelo local e é possível ouvir bandos de morcegos voando em certos intervalos de tempo.Horário da luta:
23:50. Área isolada para o combate. Danos colaterais são esperados. Transmissão feita por câmeras fixas em postes ao redor da área de combate.

Regras do combate: Real Bout Rules ( 3 rounds + defensivo)

Ordem de iniciativa sorteada : Lilith " The Firehawk" começa a luta


Última edição por Sra.Bogard,LilithSkyamiko em Sex Dez 29, 2017 9:59 am, editado 1 vez(es) (Razão : Inclusão dos links de perfils dos lutadores)
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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith "The Firehawk" vs Yue "The Scion"

Mensagem  Lilith Yagami, Firehawk em Qui Dez 28, 2017 8:41 pm




QUASE QUE EU ME FERRO!

Este foi o meu pensamento após ter pego um bilhete abandonado na frente do meu quarto. Mal havia voltado do salão após ter comido um pouco com Yue, e já havia um aviso no chão em frente ao quarto, onde dizia que eu tinha uma luta, que de acordo com os meus cálculos ocorreria em meia hora. Amassei o bilhete com força. Havíamos aproveitado a pausa de alguns dias que os anfitriões haviam nos dado para dar uma vasculhada por aí, nem preciso dizer que tudo nem foi flores, já que o tempo pareceu passar muito rápido para mim.

Poderia alguém estar movendo as engrenagens de aço do relógio do tempo para ele estar andando com tanta pressa assim? Eu não havia gostado, no entanto, após ter jantado, decidi permitir a mim mesma um bom descanso. Um cochilo me levaria a repor o que faltava, além do mais, me sentia impaciente com toda aquela informação que me foi dada. Meu irmãozinho havia ido ao quarto dele faz um tempo, eu fiz algo que não deveria, mas por meio de nossa conversa durante o almoço no dia seguinte a minha luta, repassei a ele as informações que eu tinha, o que nos levou nos próximos dias a fazer nossas investigações, ou ao menos tentar fazê-las.

Não dei detalhes sobre o informante, apenas disse a ele que havia alguém nos ajudando e para a minha surpresa, Yue assim como eu, parecia ter o seu próprio segredo e me contou uma história da qual, eu não acreditei muito, só que a seriedade de seus pensamentos, me levaram em uma direção contrário à minha crença sobre o assunto. Aborrecida eu adentrei meus aposentos, deitei-me em minha cama provisória, já que em alguns dias ela não seria mais minha. Fechei os olhos com força enquanto repassava as imagens mentais do que ele havia visto e colocava as minhas em ordem.

Tem algo de muito estranho neste castelo. Ninguém poderia dizer o contrário. Bem, poder, até poderiam, o problema estava em saber se todos nós estávamos vendo coisas estranhas, ou será que apenas nós dois somos forças de atração para bizarrices? Calei meus pensamentos assim que senti o sono se alastrar pelo meu corpo. Relaxei-o o quanto pude e logo fui envolvida pelo sonho que me assombrava nos últimos dias. Eu sempre via um mar de chamas coloridas, uma mais forte do que a outra, mais bela e entornada, um oceano de cores e potencias na forma de um monstro cuja o aspecto não o diferenciava de uma águia com proporções ilimitadas.

Esse é o meu instinto me chamando, clamando para que eu prestasse atenção aos meus arredores, minha herança Éther pulsava forte em meu ser e ele implorava para que eu abrisse os meus olhos e visse que havia coisas erradas, que não deixasse que a ilusão me tomasse, e eu como sempre, apesar de ter me acostumado com aquela representação deslumbrante, me recusava a ouvir em um todo as suas palavras, pois poderia ser apenas a Oyakän, chamando-me para ser domada por ela.

Minha luta com Carol foi apenas uma prova do que a mãe havia me dito, até mesmo as palavras de Avurk e Urikiha se tornavam repetidas em meu sonho. Ela estava furiosa, querendo loucamente terminar o que não pode em nossa última luta, estava sedenta por consumir o que não havia conseguido na primeira vez. Eu havia perdido o controle, a adrenalina tomou meu corpo, mesmo ela permitindo que eu me movesse e pudesse fazer algo a mais, não pude deixar de refrear a Oyakän que em meu aspecto miserento, rompeu-se de mim de uma forma, que parecia ter atingido um degrau acima do que era esperando na minha idade. Se eu não tivesse a puxado no último instante, não saberia se a minha irmã de criação ou o cenário estariam inteiros, o fato era que este elemento, ligado somente a mim, agiu por conta própria em um lampejo ensandecido.

Eu sabia que Oyakän assim como meus ancestrais por parte de mãe, se encaixavam perfeitamente no conceito humano de etéreo, mesmo que divergissem em alguns momentos. Como eu mesma havia experimentado na primeira vez que a usei, o elemento em si tinha uma vontade própria que era puramente espelhada em mim, uma versão mais intensa e violenta de uma forma que eu jamais conseguiria chegar. Ela existia como uma habilidade única dos Éthers, nascida somente com eles e raramente, apareciam em mestiços como eu. Forte e petulante, ela sairia a qualquer momento para se opor a quem estivesse a minha frente, bastava um único desejo fervoroso que viesse de minha alma ou mente, e lá estaria os traços dourados como grãos de areia infernais, pronta para mostrar que era tão magnânima, quanto um vulcão em erupção próximo a uma cidadela.

Inspirei fundo despertando, se quer havia dormido uns quinze minutos. Foquei minha atenção no teto, só que adiantou porcaria nenhuma. Sentei-me, suspirei, levantei por fim e saí andando até a porta, esta que bati assim que coloquei os pés no corredor. Não me surpreendi em ver alguém uniformizado vindo em minha direção. Haviam tantos empregados neste lugar e eu ainda mantenho minha curiosidade em saber, de onde todos eles vieram. Pouco tempo de aparição deste castelo para ter tantas pessoas.

Franzindo o cenho, eu fui em direção a esse senhor que vinha até a mim, ele pareceu cuidadosamente meticuloso ao ficar de frente comigo. Não trocamos palavras, quando ele decidiu abrir a boca para se pronunciar, eu concordei com um aceno positivo de minha cabeça, quis seguir em frente, não precisávamos nos comunicar, além do mais, eu preferia a companhia do rapaz que havia me levado em meu primeiro combate.

Fui levada por ele para um cenário um pouco diferente do meu anterior, de um mausoléu digno de uma cripta abandonada, coberta por velas até o teto, fui parar em um domo de vidro, cheio de flores e um cenário de fundo um pouco fora do contexto do que eu imaginei ao avistar as rosas pela primeira vez. Agora me atentando ao meu arredor, posso jurar que fui jogada em alguma decoração bizarra, fora de seu tempo creio eu, mas confesso que as abóboras e suas caretas, eram tão agradáveis quanto o “mordomo” com cara de peixe morto que me trouxe a este lugar.

Me separei do guia morto-vivo e acabei indo para o centro deste palco decorado. Torci o nariz com as rosas sem espinhos assim que tomei uma delas em minha mão direita, estreitei os olhos, uma flor que eu gostava ao mesmo tempo em que tenho ranço de sua significância. Joguei ela de volta a suas irmãs, mesmo sabendo que dentro de algumas horas suas pétalas poderiam jazer mortas e ser a única entre elas, que acabaria não tendo mais nenhuma importância. Levei minha mão esquerda a minha cintura e relaxei minha postura, aguardando desta forma pela pessoa que eu sairia no braço.

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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith "The Firehawk" vs Yue "The Scion"

Mensagem  Yue Yagami, Scion em Dom Dez 31, 2017 2:44 pm



PRÓLOGO

Terminando de levar o seu penúltimo croissant de calabresa com queijo a sua boca, comendo-o em uma única mordida, o rapaz de cabelos negros olhava desanimado para o chão no corredor. A medida que ele andava pelo lugar fracamente iluminado por tochas de chamas azuladas, fazia com que Yue apenas pensasse nas palavras dispersas de Lilith e sua preocupação com tudo o que podia ocorrer e lhe dar trabalho. Os irmãos aproveitaram a janta para conversar, reunir pontos e até matutar em conjunto, mas o que não se tornou surpresa, foi o recente e aparente fracasso deles em ajuntar alguns pontos.

Apesar de Siwäng lhe dizer que estava indo no caminho certo, e que talvez sua cabecinha não estivesse tão errada e nem a de Lilith, O Scion sentia-se cabisbaixo, pouca comida foi parar em seu estômago, mas decidiu carregar duas daquelas delícias consigo.

O rapaz sentou-se no meio de um corredor largo, ficou vagueando pelo Castelo e nem prestou atenção em seus passos, talvez estivesse na frente de seu quarto, se bem que havia mandado uma sombra com sua forma para lá, no intuito de ficar de olho em alguma mensagem útil que seus amigos do escuro pudessem lhe trazer.

Yue olhou para o teto pensativo, sua cabeça doeu de forma ardente o incomodando. Desde que saiu há um mês atrás com Lilith para um lugar estranho, junto com sua mãe, ele sentia-se incomodado com essas dores que vinham cutucando-o até a alma de preocupação, mas Siwäng sempre lhe dizia para não se preocupar, que não era necessário, que os dois uma hora seriam “um” só de novo, já que muita coisa aconteceu com eles.

Eram coisas que Yue não se lembrava, mas tinha algo a ver com o fato de que ele estava  “dividido” e por algum motivo, sua outra parte, que já viveu muito, tomou a decisão mais sensata para os dois, não antes, é claro, de deixar três coisas claras: primeiro ele iria ter que cuidar da menina Kazumi a quem teve uma amizade boa, , segundo, olhar a enfermeira, pessoa que o jovem Scion tinha uma estranha atração, e por último e o mais importante de todos, se um dia ele vir “A tal amaldiçoada que negou a vida que ele tinha direito”, dar uma surra nela. — Eu já havia feito isso, mas quero que vagabunda tome outra leva de tapas — Afirmou o outro no fim das condições.

O garoto não perguntou nada sobre o ocorrido, nem quis saber onde eles tinham ido parar, mas lembrava-se claramente de Coroline segurando algo para eles passarem e Lilith, indo atrás de uma pessoa ou objeto, alguém que podia “tornam as coisas certas”, no final, se não lhe falhava a memória, ele e Siwäng dormiram após uma longa conversa com a mãe, quando acordou estava bom de novo, e o outro calmo como ele nunca o sentiu depois de ter acordado para a vida que era sua. Desde lá ele vem sendo ensinado pelo seu outro eu, que só se manifestava para duas coisas: guia-lo para algo que ele não via, e ensinar o que sabia, assim como ajudar a mediar as memórias, pois este não sabia, como seria caso os dois se chocassem de uma vez só. Você pode esquecer de tudo, ou pode se lembrar de absolutamente tudo. E eu lhe aviso isso! MUITAS COISAS, NÃO SÃO AGRADAVEIS YAGAMI!

Está nervoso garoto? Muitas coisas para quem está vivo a tão pouco tempo.

Eu acho que eu sobrevivo...— Comentou Yue, olhando para o teto.

DIGA

Aquelas pessoas pareciam não ter alma....

De fato, bonecos, corpos vazios, alguém está brincando de Ventriloquista.

O que é isso?

Deixe para lá menino. Preste atenção, tem gente vindo aí.

Hu?

O rapaz olhou para a sua direita, o mesmo “garçom” que havia o levado para a sua primeira luta, voltava em sua direção, o olhar cansado. Este se arrumou um pouco, recolhendo a perna estendida, mas o senhor apenas balançou a cabeça e chamou-o.

O que foi? — O mais alto se levantou desengonçado, preservando seu salgado em mãos.

— Apenas que você tem mais uma luta, jovem senhor.

O Scion analisou a figura de pele amendoada e olhos escuros e profundos, não era comum ver algum deles assim, tão... Abatidos. Não disse nada, dois minutos após sua olhada e silêncio, ele apenas concordou, levou o último croissant a boca, devorando-o da mesma forma que o seu antecessor e seguiu o garçom.Yue não pode deixar de notar que haviam duas marcas pequenas na parte de trás de seu pescoço.

— Tem certeza que está bem?

O homem parou de andar, virou a cabeça lentamente para o rapaz em um sorriso tranquilo, calmo até, e mesmo assim, no maior contato visual com o Scion ele desviou o olhar, acenando que estava tudo bem. Seu olhar ficou perdido assim que voltou a andar, sem vida, e isso incomodou Yue que até o momento, sentiu um sopro de nada vindo dele, era estranho, as veias... Nem pareciam que existiam. Um pulso de um coração qualquer não era ouvido e nem sentido pelo Scion. Calma garoto, mas se eu fosse você... Por garantia... EU pegaria de volta a sua espada e o seu companheiro minúsculo.

Sem pestanejar, Yue estendeu a mão esquerda assim que se aprofundaram pelo andar misterioso, na parte escura a sua sombra estendia sua mão esquerda, trazendo com ela sua Katana e Iz pendurado nesta. O garoto apertou o olhar, sentindo-se vigiado, prendeu o suporte no corpo, passando a corda que era presa ao suporte da espada, colocando-a firmemente em suas costas. Assim que chegaram no domo, o moreno ficou em silêncio, deu cinco passos largos encarando a ruiva, os dois trocaram um rápido olhar entre si, então concordaram ao mesmo momento com um aceno de suas cabeças, afastaram-se e cada um ficou em sua posição inicial de ataque.

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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith "The Firehawk" vs Yue "The Scion"

Mensagem  Lilith Yagami, Firehawk em Sex Jan 05, 2018 12:17 am


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O PRIMEIRO DIA DE DESCANSO

Lilith olhou no fundo dos orbes antes avermelhadas do irmão, a cada dia que passava, desde o momento que ela se aventurou com ele em outro mundo, e acharam algo para ajudá-lo, o vermelho intenso e poderoso que habitava os olhos do rapaz, estava sendo lentamente ofuscado pela sua coloração natural: um olho dourado e o outro verde esmeralda, ambos puros e de tonalidade até espectral.

Era sinal de que seu irmãozinho logo, logo, estaria como nos velhos tempos, antes daquele incidente ocorrer. Siwäng havia concordado em uma reposição, ele não pestaneou, apenas afirmou que aproveitou algumas sensações das quais tinha curiosidade, mas que acima de tudo, havia encontrado a pessoa que almejava. Lilith não entendeu o que ele quis dizer, mas ficou feliz de vê-lo concordar finalmente com algo.

A ruiva levou a mão a face dele e bagunçou ela toda, ouvindo ele reclamar sobre isso, até que atacou os cabelos do moreno, fazendo-o se esquecer rapidamente da esquisitice que ele viu. Ele estava bem, não tinha nada de estranho, nada de esquisito iria acontecer, então não precisava se preocupar muito. Apesar de estar determinada em encontrar as pessoas desaparecidas, ela estava ali com um único propósito: olhar ele. Seu fator principal era vigiá-lo.

Você ainda sente aquelas dores de cabeça?

— Nope. — Ele levou ambas as mãos a o cabelo, tentando arrumar a bagunça que ela havia feito consigo. — Por que fez isso?

Eu só achei que deveria fazer, qual o problema?

— Eu acho que já sou meio zoado para você ficar fazendo isso comigo.

Você não está com fome não?

— Agora que você disse... Eu meio que tô com fome sim.

Ótimo, então vamos nessa.

Falando isso, a ruiva se levantou e puxou o irmão consigo. A Siren então levou-o para a sala onde ficaram inicialmente, lá a ruiva foi abordada por mais um empregado estranho daquele Castelo e este os levou para o salão, onde havia um participante se deliciando com a comida. Os irmãos se apossaram de algumas frutas e se sentaram um de frente ao outro, enquanto comia o cacho de uva que havia pego, Lilith tinha uma conversa mental com Yue, um link estranho e misterioso que aquela dupla de irmãos possuía.

Então, temos quatro dias para descansar... Estava pensando em dar uma olhada por aí.

Se nós dois fizermos isso ao mesmo tempo, nosso desaparecimento vai chamar atenção.

É verdade, mas pode ser que não, um Castelo desse tamanho e agente se perde de uma vez.

Mesmo assim Li, se nos pegarem por aí zanzando ao mesmo tempo, vai resultar em conversa à toa, isso pode chegar nos ouvidos de um dos anfitriões e levantar mais suspeitas do que a gente já pode levantar sozinho.

A ruiva levou uma uva Carménère a sua boca, mordendo a casca, rompendo-a com seus dentes esbranquiçados e sentindo o gosto de seu alimento. Ela processava a fala do irmão e não acreditava muito naquela posição dele. Lilith quando desejava, podia ser um fantasma, não só ficaria invisível aos olhos do lugar, mas daria um jeito de não ser pega por nenhum canto. Afinal de contas, Yue não era o único a ter habilidades peculiares.

A Siren parou de comer suas uvas o vendo atacar um pedaço de pão, Yue o mastigava como se fosse um chiclete, nervosamente ele o fazia, estava eriçado. Nunca até aquele momento, ela o viu assim, nervoso, estava sempre olhando de um lado ao outro, como se aguardasse a tal criatura que vira sair de qualquer um dos cantos o procurando.

Deus do céu, que inferno é essa sensação.

Você realmente deve ter visto algo ruim, hein.

Eu vou te mostrar o que eu vi, só um segundo.

O rapaz encarou-a bem nos olhos, estava se concentrando para não sair em disparada por aí por conta dessa memória que seria uma miséria para ela. Não demorou para o fluxo acontecer, naquele singelo momento, Lilith estava no corpo de Yue, olhando para a coisa estranha no teto. A Siren engoliu a seco com ele o fizera no instante que viu o aracnídeo de proporções surreais. Ela sentiu o pânico e entendeu por que ele apagou ao ver uma menor, até mesmo a Firehawk sentiu-se completamente desconfortável. Quando o fluxo se encerrou, a Yagami pendeu a sobrancelha esquerda.

Isso foi bizarro...

Não me diga. — A voz dele soou em completa ironia.

Você não é o único que vem tendo experiências estranhas, eu recebi uma visita muito esquisita esses dias.

O que quer dizer?

Bem, tem essa pessoa, que me apareceu nos sonhos e depois que eu acordei, não sei quem ela é, me disse um nome mas não me recordo direito — Mentiu. — mas, tipo assim, tem umas coisas estranhas que ela me disse, e acho que podemos dar uma olhada por aí encima do que ela falou.

Que coisa?

Bem— Ela fez uma pequena pausa, então começou a falar lentamente, para que ele não perdesse nada do diálogo. — Esse Castelo tem um tipo de magia... Algo que esse tal Valeth fez... Existem uns tais guardiões espalhados por aí, ela quer que eu a ajude com isso.

Você vai?!

Bom, eu não confirmei nada Yue, eu achei muito estranho, por que assim, esse Castelo não é deles, estão aprisionando essas criaturas por algum motivo, além disse, essa pessoa tá procurando alguém, e ela me deu informações sobre os desaparecidos.

O garoto se levantou, curvando o corpo sobre a mesa, após apoias as duas mãos na madeira polida.

Como assim?

Essa pessoa me disse que viu muitos as catacumbas e nas áreas cavernosas.

Catacumbas? Áreas cavernosas? Esse lugar é tão grande assim?

Por isso eu digo, que talvez possamos dar uma chance para essa dica...

A gente até pode dar uma olhada, o problema Lilith é que isso é muito estranho, não acha que essas coisas têm cheiro de falcatrua não?

Eu sei, mas olha só... Ela falou que se esses guardiões forem mortos, vai atrair o dono com facilidade... Ela não parece querer que isso aconteça.

Acho que isso vai muito mais além do que a gente imagina...

Então, o que você acha?

... Eu só acho, que nós dois não devemos sair no mesmo dia.

Como assim?

Amanhã eu vou ver se acho algum desses lugares... Você pode sair procurando pelas salas daqui..., mas não quero que saia além disso. Quando eu procurei você, um dos empregados disse que sua luta foi bem ruim, então eu sugiro que descanse.

Eu estou bem!

Lilith... EU sei que falta ainda um pouco de sangue nesse teu corpo. Eu senti que o castelo que alguma coisa estava absorvendo cada ataque meu, mesmo que seja só um soco.

Então você sentiu isso também?

Eu acho melhor nós dois começarmos a prestar mais atenção em nossos passos.


OS ROUNDS - PARTE 1

Lilith olhou para quem era o seu oponente, a ruiva ficou parada, na mesma posição que havia ficado a alguns sete minutos atrás, a ruiva não se deu ao trabalho de fazer um questionamento bem elaborado. Tranquilamente ela se arrumou, a medida que seu irmão se aproximava, a Siren podia sentir-se mais tranquila, estava ali alguém para tomar uma paulada sua sem ela refrear nada.

Assim que o rapaz ficou de frente para si, deixando-os separados pela distancia permitida, os dois olharam de relance, de forma quase imperceptível para os que trouxeram eles ali.

O seu também parece um morto? — Ela perguntou mentalmente para ele.

Pior que esse tá quase.

Terminando aqui... Vamos atrás deles!

Os dois concordaram e então começou a luta.

A Firehawk colocou-se em seu posicionamento inciial para essas ocasiões, ela afastou suas pernas, deixando a direita a frente e a esquerda para trás, levemente estendida, seus dois braços subiram, dobrando-se no meio do caminho, estes também afastados de seu corpo, uma distancia de poucos centímetros que permitia que cada cotovelo batesse na altura de seus seios, e seus punhos fixados á altura de seus globos oculares. No primeiro instante, assim que um pequeno som ressonasse avisando que a luta começou, ela partiu para cima dele. A poeira foi o primeiro indicio de sua movimentação, seu corpo saiu daquele pequeno “quadrado” em um disparo.

Ela virou o corpo todo a direita, próximo a Yue, manteve o sustento inteiro dele na sua perna esquerda, Lilith tentaria dar um chute com a sua direita no irmão, com a intenção de acertá-lo abaixo do peitoral, caso acerta-se o rapaz seria lançado para trás em uma distância considerável com a pancada que receberia, fazendo-o se arrastar pelo roseiral.

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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith "The Firehawk" vs Yue "The Scion"

Mensagem  Yue Yagami, Scion em Qua Jan 10, 2018 3:00 pm


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O DIA DA LUTA - ROUND 1

Terminando aqui... Nós vamos atrás deles!

Seu corpo se curvou um pouco para frente, as pernas se afastaram para sustentar esta postura que ele adotou quando concordaram em começar. A mão esquerda subiu até as costas, parando centímetros perto do punho da Katana. O braço direito se estendia em frente ao corpo até ser dobrado por ele, que mantinha a palma da mão virada para si. Sua posição inicial era perfeita para tirar a katana de sua bainha e iniciar um ataque ou até mesmo uma defesa contra o seu oponente.

Lilith deu seu arranque, sumiu por um breve instante e quando apareceu em seu campo de visão, o Scion cruzou os braços em frente ao rosto, recebendo o impacto sobre o antebraço. O chute apesar de não ter pego onde a Siren queria, era forte para arrastar o rapaz alto a um metro e meio para trás. A carne doía e os ossos pareciam ter se fixado naquela posição. A maior região dolorida era o seu lado esquerdo que recebeu, praticamente, quase todo o impacto.

O Scion afastou os braços e os moveu devagar, sentindo o ardor da região aumentar, assim como o calor nela à medida que os danos iam sido restaurados, um pouco mais de força e rapidez e talvez, seus ossos teriam se quebrado. Era o que sempre acontecia quando ficavam juntos, iriam se pegar da melhor ou pior forma possível.

Quando seu corpo parou de vez de deslizar e seus braços se afastaram, foi a vez dele e ir para cima. Conhecia Lilith o suficiente para saber que ela iria para cima, mas foi se aproximando dela, que ele decidiu jogar o corpo para trás, dobrar as pernas no processo e deslizando pelo lado dela. O Scion viraria o corpo no chão, durante o deslize e tiraria sua Katana, tentando passar pelas costas da irmã, se desse certo, ele acabaria por acertar a nádega esquerda de Lilith, cortando sua calça e expondo sua calcinha. Algo que deixaria e muito, a ruiva irritada.

O SEGUNDO DIA DE DESCANSO - PARTE 1

Como ele havia dito anteriormente, o dia seguinte ficaria nas mãos de Yue, enquanto Lilith tiraria o dia para repousar e veria se havia algum lugar onde ela poderia treinar um pouco, mas primeiro, antes de sair vasculhando por aí, Yue decidiu pedir informação sobre uma possível ala para cuidados físicos, onde ele deixou Lilith para descansar, se a colocasse no quarto, ela possivelmente quebraria o acordo deles e não repousaria o necessário.

Yue deixou-a nas mãos de uma mocinha, alguém que lhe pareceu ainda estar viva. O moreno então, antes de sair perguntou a irmã como achar o lugar onde ela e a garota que havia sido adotada pela sua família lutaram. O Scion ao pegar as informações, andou devagar entre as pessoas do Castelo. Tentava prestar o máximo de atenção possível ao seu redor, como não era muito bom em detalhes, ao menos nesses assuntos, Yue pediu ajudar a seus amigos. Não, não era Suichi, nem Sakura ou Kasumi, nem mesmo as pessoas da 3YE com quem fez amizade, ou o pessoal que morava perto de sua residência de escape em Second Southtown. Estamos falando de criaturas que andavam na escuridão, que caminhavam nas Trevas e que o seguiam onde quer que ele fosse, alguns inconscientemente moldados por ele, e outros, já muito antigos que esperaram e muito por ele.

O garoto se encontrou com alguns deles onde Lilith havia lutado com e menorzinha, as criaturas não saiam de lugar algum, apenas passavam suas informações através de cochichos, sussurros que mais pareciam pequenos grunhidos e gritos abafados. O rapaz franziu o cenho enquanto andava pelo lugar que foi sitiado alguns dias atrás. As duas meninas fizeram um estrago desnecessário, mas imaginando como sua irmã mais velha reagia, Yue decidiu não dar muita atenção.

O rapaz procurou pelo cenário aparentemente abandonado por alguma abertura, ou uma brecha no meio daquela confusão que estava com a restauração quase terminada. O Scion se abaixou, as mãos se afundaram na água do local e então, engatinhando ele foi seguindo o rastro que lhe foi apontado pelo Rasheshi, um dos seus Minions cuja aparência parecia uma enguia feita de ossos e uma luz verde florescente que saia dos buracos que um dia foram os seus olhos.

Ela nadava com uma velocidade um tanto absurda na água, sempre vagueando na parte mais sombria, mas na direção que andava, um rastro prateado era deixado, onde o rapaz o seguia de onde estava na luz, procurando uma brecha que eles haviam sussurrado para si, e foi em um período de sete minutos vasculhando, que Yue achou a tal brecha.

O Yagami franziu o cenho, levemente desconfiado de que aquilo o levaria para algum lugar que ele não deveria ir, o rapaz cerrou o punho direito, levou-o para trás, focou de sua energia nele, levando este a ser envolvido por traços energizados de uma tonalidade avermelhada, com diversos traços de um azul cálido, o misto de cores era hipnotizante e Yue bateu com força no chão, utilizando dos dois para fazer com que a tal brecha se expandisse e por vez, fizesse um buraco no chão por conta do peso do rapaz encima da área fragilizada.

Seu corpo caiu, o chão frágil abaixo de si despencou. O moreno escorregou por um espaço estranho, suas mãos batiam em terra e pedra, e quando nada sentiu mais, Yue teve certeza que estava em queda livre. Um arrepio passou pelo seu corpo, seus olhos se arregalaram durante a queda. O som de água chegava aos seus ouvidos e o jovem Yagami torceu para que abaixo de si tivesse apenas água. Para a sorte deste, sim, mas para o seu próprio azar, juntamente da água fria, havia algo muito mole que se chocou contra o seu corpo. O Scion franziu o cenho em desconfiança, quando decidiu se aventurar em olhar, algo bateu-lhe com força e o atirou para fora da água, fazendo-o cair bruscamente de barriga em um chão úmido e fétido.

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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith "The Firehawk" vs Yue "The Scion"

Mensagem  Lilith Yagami, Firehawk em Dom Jan 14, 2018 12:52 am





O SEGUNDO DIA DE DESCANSO

—  Você tem um irmão  bem legal. — Uma garota de aspecto jovial disse a ruiva sentada sobre um divã  de estofado azul. Ela olhou para Lilith com seus olhos cinzas e sorriu  tranquila, e Lilith por mais que tentasse sorrir de volta, não conseguiu fazer  o mesmo. — É a mais nova?

A mais velha.

— Oh... Pensei que fosse a mais nova.

A altura engana, não é?

— Sim, engana um pouco.

A jovem que vestia um uniforme diferente dos outros, deu uma  olhada em Lilith como se procurasse algo nela. A Firehawk franziu o cenho  enquanto a olhava pelo canto dos olhos, Lilith como sempre desconfiada,  relutava em deixar que a garota, que parecia ser bem mais jovial que ela em aparência,  desse uma olhada mais profunda em seu corpo.

Haviam outros na sala grande e bem equipada, todos eles  vestiam roupas de coloração meio azul-esverdeada, uma tonalidade bem clara  existente na paleta de cores. A Siren se deitou quando a jovenzinha de cabelos  louros e cacheados lhe convenceu, por meio de gestos doces a repousar ali  mesmo.

— Não se preocupe, nada vai acontecer. Pode ficar tranquila.

Era para acontecer alguma coisa?

— Não, senhorita!

Aconteceu alguma coisa por aqui?

— Não. — Um homem que estava beirando aos seus trinta anos,  olhou a loura com certa irritação. Seus olhos verdes pousaram de uma a outra, então  saiu da mesa em que ele estava organizando alguns apetrechos para cuidar dos  possíveis pacientes, caso algum aparecesse. — Nós apenas ouvimos alguns  comentários a respeito das lutas que ocorreram, apenas isso.

Ah tá. Isso é comum... Eu acho.

— Sim, agora, melhor aproveitar que está aqui, antes que te  chamem para outra luta.

Está bem.

A Firehawk fechou os olhos, relaxou sobre o divã e tentou  dormir, mas Lilith não repousou apropriadamente, o sono não lhe veio como  gostaria que viesse. A jovem pensou seriamente em se levantar, mas continuou  deitada e de olhos fechados quando os dois empregados, pensando que ela ainda  dormia, começaram a discutir em um tom baixo.

— Se você quiser viver ainda, fique de boca fechada.

— Mas eu não disse nada de especial. — Ela comentou tristonha.

— Você talvez não tenha falado nada, mas se um deles ouvir,  qualquer comentário, mesmo que trivial, vão levar você como os outros, e será  mais um boneco!

— Eu não quero!

— Então trate todos que entrarem aqui como pacientes,  continue jogando o jogo.

— Você acha que algo de ruim... Aconteceu com a minha mamãe...?

— Depois que ela tentou sair... Eu não sei garota, como eu  disse, jogue esse maldito jogo!                                                          

A Siren se virou no divã, fazendo os dois pularem. O homem  mais velho, se aproximou da ruiva para checar se ela dormia. Não desconfiando  de nada, este se voltou para a menor.

— Amélia, preste atenção. Eu ouvi gente falando que este Castelo  tem invasores. Se isso for verdade, quem vai pagar o pato somos nós. Então se  não quer ficar como os outros, evite o máximo que puder em ter contato com qualquer  outra criatura aqui dentro.

— Tá bom, Solomon.    


OS ROUNDS - PARTE 2    

Quando seus pés tocaram o chão, Lilith não teve certeza se havia machucado ou não o irmão mais novo, mas jurava ter ouvido um estalo vindo dele. A Siren observou-o atentamente, os dois já haviam trocado socos e chutes várias vezes, e na maioria delas, se quer foi em treino. Se brigavam, as coisas podiam ficar feias. Por conta disso, Lilith tinha uma ideia do que a aguardava com aquilo, entretanto, a Siren era confiante, pois suas habilidades próprias a ajudavam escapar do mais novo se fosse o caso.

Lilith desconfiava se tinha alguma possibilidade de se sair bem nessa luta, Yue dava o melhor que ele podia em seus treinos, até mesmo nas habilidades mentais. Todos os dias, ele iria para a tutela de Kenshin e dos outros, durante as noites, Dean sentaria com um deles, ensinando-os a usar o que herdaram dela, seja a Oyakän ou a Hemokinesis, ou os próprios, que os distinguiam dos pais.

A Siren não era lutadora, não tinha uma paixão intensa, mas se virava bem, não tão bem como ficaria se estivesse com uma arma, situação que ela poderia virar a qualquer momento se quisesse. Lilith tinha tantos segredos, cada um bem guardado que só serviam para ela ver a face de quem ia contra si.    

Ao mesmo tempo que o rapaz foi para cima de si, a Siren decidiu ir contra com a intenção de se atracar com ele, só que apesar de ser grande, Yue era ágil, sua altura e comportamento e pose preguiçosa enganavam os outros, ele era flexível e rápido. Lilith só teve tendo de tentar virar o corpo para acompanhar a passagem dele. A lâmina da katana do rapaz passou direto pela parte da frente de sua calça marrom, estragando o zíper e o botão. Lilith ficou imóvel por alguns segundos, abaixou a cabeça para ver o que ele havia feito, e lá estava sua calcinha rosa a disposição das câmeras.

É sério? ISSO É SÉRIO YUE? QUALÉ! — Esbravejou a Siren furiosa. — SEU FILHO DUMA! — Ela não xingou, já que a mãe era a mesma. — AH, VÁ SE FERRAR! — Berrou a ruiva, erguendo o dedo médio de ambas as mãos para o mais novo que se pôs a rir dela.

Ela não tinha muita opção além de continuar daquele jeito, apesar de ser ridículo. Só que a Siren já para lá com vontade de agarrar o mais alto com as duas mãos e bater a cara dele em um dos lados daquele domo até ele sangrar, decidiu tirar as botas assim como as meias. Lentamente ela desceu as calças escuras, revelando suas pernas e todo o seu contorno. A jaqueta amarela foi para o chão, a deixando somente com o tomara que caia vermelho. Já que a roupa cairia a qualquer momento, ia seminua mesmo.

— Ô menina, o que tu tá fazendo?! — O mais morto dos empregados disse, parecendo ter voltado a vida a poucos segundos.

Cala a boca, velhote. — Ordenou a Yagami que o olhou pelo canto dos olhos. — Ressuscitou é?

Yue se acabava de rir do outro lado, ele levava a mão a barriga, dando praticamente um “foda-se” a tudo. Ele não tinha ideia se aquilo constrangia ou não ela, mas não pensou que ela iria ir tão longe.

— Coloca essa roupa de novo, menina!

Eu vou é colocar a minha mão na tua cara, e quando eu terminar essa luta, é bom tu me arranjar outra roupa!    

Uma Lilith Yagami furiosa foi para cima do rapaz que  arregalou os olhos e deu um passo para trás, sem saber o que iria vir. Rapidamente  ela desceria o corpo ao se aproximar dele, onde ela tentaria atacá-lo.  A Siren aprofundaria a mão no abdômen do rapaz, simulando uma lança, utilizando  as unhas para aprofundar na carne e machucá-lo o quando pudesse, em seguida a  ruiva viraria o corpo a partir da sua esquerda, onde subiria sua perna,  acertando o queixo de Yue e o tirando do chão. Lilith não completaria o círculo,  ao invés disso, traria a perna de volta, acertando a cintura do rapaz com  força, lançando seu corpo ao chão, fazendo-o se arrastar pelo roseiral.

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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith "The Firehawk" vs Yue "The Scion"

Mensagem  Yue Yagami, Scion em Qua Jan 17, 2018 11:19 pm




O DIA DA LUTA - PARTE 2

Yue não sabia se o que fez daria certo e mesmo assim, ele tentou, só que ele realmente não pensou que daria certo, estava mais para uma aposta cega e travessa, todavia, se desse realmente certo, Lilith ia como um cão raivoso para cima dele. O Yagami se surpreendeu em ver que havia estragado a calça da irmã, o problema era que aquela região não foi a escolhida. Enquanto ela olhava para o que ele havia feito, o moreno se levantou com os olhos arregalados, não acreditando na proeza e também na lerdeza da Siren. Por ela ser menor que ele, deveria ser um pouco mais ágil. Não, não. Ela não tem que ser mais ágil que ele, mas o rapaz não tem essa noção consigo.

Com a boca aberta, ele apontava para ela incrédulo. Siwäng ria como se não tivesse outro dia para viver. Olha só a cor da menina! Então ela não é tão durona assim! — O Scion riu, não do comentário, mas quando ela começou a xingá-lo. Assistiu toda a cena dela ficar seminua (algo que pesou na alma, pois estava sendo gravado e ele não tinha ideia se a mãe estava assistindo em casa, torcia para que não, se estava, que Setsuna estivesse com ela).

Coloca essa roupa de novo menina!

Lá vem ela!

Ele levou as mãos para baixo, fechando a direita sobre a esquerda, ambas as palmas abertas e bateu contra a dela, ao dar um leve salto para trás, porém, ao se defender daquilo, Yue acabou sendo acertado pelo chute da Siren. Quando estava “puta da vida”, Lilith era rápida. Seu corpo subiu e ele sentiu uma dor forte no maxilar quando os dentes bateram um contra o outro e não demorou para acabar tendo o corpo quase arrastado pelo roseiral, assim que ele bateu no chão e “deslizou” pelo chão, Yue fincou as mãos na terra. O Scion, assim que teve equilíbrio, voltou a luta. Ele não se deixou incomodar tanto com a dor, tudo bem que parecia ser quase lancinante, e talvez uma outra pessoa parasse ali mesmo, só que como dizia o Ōtani Yoshitsugu, a vida continua.

Levantando por pura birra a fim de vingar-se de todos os dias que foi saco de pancada da mais velha, uma chama intensa queimava nos olhos do rapaz, enquanto ele brutalmente, se punha em uma postura muito mais agressiva. Yue deu um salto mortal para frente, com o intuito de acertar os braços ou até mesmo outra região da Siren, ao se chocar com o solo, ele bruscamente viraria o corpo a partir de sua direita, cerrando o punho e focando uma parcela de sua força, trazendo-o estendido da metade do círculo até a ruiva, para fechar o círculo. Se acertasse, Lilith viraria sobre o próprio corpo, e o rapaz aproveitaria que ela estaria atordoada e seguraria seus braços, levando o pé esquerdo até as costas dela, puxando-a pelos membros superiores até que eles estivessem no limite, onde ele a soltaria e lhe daria um belo de um pontapé na bunda.


O SEGUNDO DIA DE DESCANSO – PARTE 2

Acorda garoto, ou aquilo lá pode bater em você aqui.

Quando abriu os olhos, ele se quer acreditou que estava em uma ala firme. O rapaz se levantou, ainda sentindo a paulada que recebeu. O garoto franziu o cenho, seu corpo inteiro estalava à medida que se levantava. Ele ao ficar em pé, estendeu a perna esquerda, pressionando com força o chão, estava verificando se aquilo não iria se desmantelar com ele, mas parou assim que viu o quão idiota isso soava.

Sem pestanejar muito, o jovem Yagami virou o corpo para onde ouviu um som, naquela escuridão Yue até que enxergava bem, era mais noturno do que qualquer outra coisa, de certa forma, essa foi a única vez que o rapaz parou para pensar sobre isso, enxergava no escuro como se estivesse andando de dia, mas as perguntas referentes a essa facilidade ficariam para a próxima (ou quando ele se lembrar de questionar isso novamente).

Atento a sua volta, Yue deu passos largos, até que em meio a sua andança, ele identificou uma abertura, onde havia tochas de chamas azuladas iluminando o caminho. O rapaz passou as mãos no cabelo, pousando bem na nuca. Iz se moveu de seu lugar em sua katana, ele mal havia aberto a boca para nada, mas assim como Yue, o pequeno autônomo tinha ideia de como tudo isso era cada vez mais estranho, no entanto, fazia parte do trabalho do rapaz e se tinha algo que o Yagami mais novo confiava, era na sua intuição, e se ela lhe dizia que aquele caminho só ia dar em problemas, é por que estava no caminho certo. Indo contra tudo que o transformava em uma criatura sensata, diferente do seu outro eu, o rapaz foi se aventurar naquele canto. Sem muita coisa para fazer, ele apenas rezava para ter algo no fim daquele túnel.

O Yagami chegou em uma área pouco convencional, muretas feitas de pedras, água pingava do teto, havia algumas poças d’aguas pequenas, o cheiro de algo que nunca viu o sol na vida chegou as suas narinas, fazendo-as arder por um breve segundo. Yue decidiu subir a mureta e ver o que tinha do outro lado, descobrindo enquanto virava o corpo sobre ela, que dava para ir mais a baixo. O Scion foi descendo, tomando cuidado por onde se segurava. O garoto se lembrava de quando saiu com a mãe uma vez, naqueles lugares especiais. Dean teve alguns de seus raros momentos onde desejava companhia em seu trabalho mais ativo, estava tão bem que não se importou em ensiná-lo por diversas vezes, se bem que, pela altura em que estavam, ela tinha que ensinar de qualquer jeito, ou o garoto cairia metro abaixo e ninguém saberia se ele ia sobreviver ou não, mas a experiência foi boa, tanto, que Yue descia aquele paredão usando só as mãos.

O moreno franziu o cenho enquanto pensava se aquela descida teria fim. Scion olhou desconfiado para trás de si, mantendo o lado do lado direito do corpo, ficando assim pendurado. Um pouco mais abaixo, tinha uma pequena plataforma, não parecia ser uma das melhores, havia pedaços faltando e talvez estivesse sendo sustentada por apenas um toco abaixo de si. Yue se balançou para frente e voltava, por três vezes ele o fez até saltar da li, se agarrando a borda da plataforma que tremia com o peso do rapaz. Ele se ergueu o mais rápido que pode, e saiu dali com o chão se desmanchando abaixo de seus pés.

Yue só parou de correr, quando chegou perto de algumas pilastras antigas, seu coração palpitava, sua confiança não era muito forte, ele não era Siwäng ou Lilith, certas coisas lhe passavam longe. Vivia sendo sempre escoltado pelo outro, que achava um absurdo o medo que o rapaz tinha, a relutância frequente dele de se auto explorar. — Se fizesse isso agora, seria muito, mas muito fácil garoto, ou terá que passar tudo isso na marra. — A criatura frequentemente o avisava, mas Yue sabia o que tinha, ele só não queria acreditar em nada do que via.

Eu me pergunto... — Ele olhou para o alto pensativo, então abaixou a cabeça cabisbaixo. — Hmmm... Esqueça...

O que?

Nada... Ia ser só uma coisa boba a ser dita...

— Ei você aí!

O garoto congelou.

Yue virou o rosto lentamente para a sua esquerda, ele não havia percebido que quando parou de correr, estava em uma encruzilhada, a sua frente tinha uma entrada com as pilastras, a sua esquerda um corredor. O garoto não viu que nas outras direções tinham portões de barras selando sua passagem.

— Essa área é proibida!

Hmmm... Err... — Ele olhou para frente, pensando em alguma desculpa, mas como não conseguiu pensar em nada que o ajudasse, Yue levou as mãos a nuca, voltando-se para os dois cavaleiros que o abordara. — Eu tô meio perdido..

— Você veio parar muito longe para quem está perdido. — Comentou o de armadura preta.

Se eu estivesse perto do meu quarto, eu não estaria perdido...

— Temos cara de plateia para piadista amador? — Disse o de armadura azulada.

Eu não sei... Não consigo ver a sua cara...

Um dos cavaleiros que guardavam o portão do seu lado esquerdo foi em direção ao rapaz. O de armadura preta era um pouco mais baixo que o mais novo dos Yagami, este ergueu um pouco a cabeça, fazendo seu elmo que cobria seu rosto despertasse uma curiosidade no garoto, Yue não havia enxergado olhos... O que era estranho... Talvez ele usasse alguma máscara por baixo, ou algum tecido, o que seria bizarro, porém, isso podia ser apenas impressão do rapaz que se sentia nervoso.

Criatura, está com medo do que? Desce o pau nesses caras, saco de pancada só se for dos teus irmãos. ANDA GAROTO!

Ele não quis seguir o “conselho” de Siwäng.

— Eu vou pedir para que me acompanhe, vou lhe escoltar até sua ala.

Este cavaleiro, que era mais educado que o de armadura azul, que parecia o mais esquentado, pediu para o garoto o seguir. O Yagami concordou e estava com toda a disposição de seguir o cavaleiro, só que seu corpo não o respondeu mais. Yue parou no meio do caminho e quase caiu para trás, como se não tivesse equilíbrio, os olhos que estavam perdendo o vermelho intenso se tornaram quase alaranjados, de repente o garoto que via tudo estava se sentindo leve, englobado com aquelas esquisitices.

E aí chefinho! — Um dos bichos que parecia um cão chupando manga (leia-se “ao avesso”) lhe chamou assim, e Baal que era ao mais próximo do garoto, se aproximou, arrastando o resto de seu corpo deixado por cima daquelas rodas, cujo o metal era pregado e havia umas partes prensadas em seu tronco, ou o que tinha dele.

O que aconteceu?

Ele quer fazer algo.

Ah! Não... Isso vai dar merda.

Dito e feito. Sem muita perda de tempo, Siwäng levou as mãos ao elmo do cavaleiro, que no menor sinal, sacou sua cimitarra e atravessou o estomago do garoto que não se moveu. Os olhos frios de Yue olhava a face coberta por um manto negro, ele não quis ver o que tinha ali, apenas decidiu se livrar dele. Enquanto o segundo cavaleiro vinha para ajudar o primeiro, as unhas límpidas do Yagami se tornavam negras e cresciam como garras, sem alterar nada em suas mãos além disso. A frágil aparência de um aspecto tão delicado, sumiu a partir do momento que ele arrancou metade daquele pescoço com elas. O sangue jorrava e o corpo caia a sua frente. Siwäng enojado com o cheiro que o corpo dele exalava, o jogou para o lado, recusando-se a encostar nele.

— Seu maldito! O que você fez?!

O azulado cortou o tronco do rapaz, a lâmina passou perfeitamente no traje dele, rasgando sua pele, descendo até o lado direito de sua cintura, o sangue caiu, e foi com isso que aquele que trajava a armadura azul percebeu que tinha cometido um equívoco. A cimitarra presa no estomago dele foi para o chão, a lâmina corroída pelo sangue do rapaz revelava a o “nobre” cavaleiro, que ele estava na maior enrascada de sua vida, só que este não queria desistir, atacou mais uma vez, e desta vez, Siwäng dobrou os dedos e deixou que a lâmina batesse nela, causando um ruído que dava calafrios a quem escutasse. Olhando da nova cimitarra para o esquentadinho da dupla, o olhar sem vida, se fixou nele.

— Não serei eu, que irei sentir essa dor. — Ele raspou as unhas na lâmina, e sem aviso algum ele fechou os dedos por aquela lâmina, e desceu a palma, rasgando a própria pele.

O cavaleiro puxou-a tentando tira-la do garoto, mas foi uma coisa que não aconteceu, a cimitarra derretia, e o punho livre dele foi fechado em seu elmo, afundando o metal que o guardava. Ele arrancou a espada do azulado que estava momentaneamente combalido, e a enterrou centímetros abaixo de seu peitoral, com as duas mãos no cabo, Siwäng o ergueu. O corpo que escorregava, logo se chocava pela região que ele havia passava o seu próprio, o metal que derretia aos poucos ajudava no sofrimento ao se misturar na ferida, trazendo consigo gotículas que iria causar pequenos buracos até achar o seu caminho para fora daquele corpo.

— Você sangra?  — Ele perguntou baixinho, sem curiosidade, apenas continuou o erguendo. — Não estou vendo, mas os gritos compensam — Ele não sorriu, nem mesmo quando ouviu os berros dele que vieram quando o empalou até este último segundo. — Não gosto quando morrem cedo, não tem graça — Soltou-o e foi atrás do azulado, segurando sua perna esquerda. — Mas tenho que fazer isso logo — Segurou a perna direita do cavaleiro que tentou chutar o rapaz, e logo era puxado lentamente para trás. A risada que Siwäng dava, era baixa, rouca, divertida à medida que a agonia da criatura que segurava aumentava. — Todo mundo sofre! Até uma alma sem corpo SOFRE! — Ele cantarolou, enquanto via ele ser repartido parcialmente ao meio com certa alegria, ele assim como o cavaleiro de vestimenta negra, cheiravam a carne podre. Ele viu com um pouco de animação, órgãos caírem ao chão, mas o que ele viu, o fez rir de montão.

Matando o seu último obstáculo, este seguiu pelo único caminho livre que tinha.

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Enquanto isso...

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster Ontem à(s) 10:39 pm

===== Halloween Gardens =====

 Enquanto a luta entre irmãos seguia para o seu derradeiro final, uma das funcionárias do castelo supervisionava a luta. Ela uma mulher de média estatura, com longos cabelos negros, trajando vestes de empregada vitoriana. Mas com alguns detalhes no mínimo, "fora dos padrões". Em sua mão esquerda, havia um corvo com penas negras bem opacas, como se o animal tivesse sido acertado por uma nuvem espessa de poeira. Na cabeça da mulher, em suas têmporas, se mostravam extremamente visíveis chifres curvos, devido a sua tiara, parecia como se fosse um adorno extra a roupa. Na parte de trás do uniforme, podiam se ver pequenas e proporcionais asas de corvo presas a cintura da mulher. Ela observava a luta da pequena ponto que levava ao jardim aonde os irmãos lutavam. Ela vez ou outra levava o pulso esquerdo para perto dos lábios, falando alguma coisa para algo que estava no dorso de sua mão.



===== Lado de fora do "Halloween Dome" =====

  Cassandra assistia a luta dos irmãos através de um dos telões colocados nos jardins circentes do castelo, escondida por um arbusto por trás de uma placa de orientação. Ela ficava um pouco abismada pela luta, pois ela sentira que nenhum dos dois podiam ser humanos com aquelas capacidades ofensivas. Ela ficaria imaginando se poderia confiar também no garoto com quem Lilith lutava. Por muitas vezes ela observou outros lutadores do torneio, mas deixar todos eles sabendo dela poderia deixar ela exposta á aqueles que respondem a Valeth. Ela abaixava a cabeça em meio as folhagens e tentava se manter mais oculta.

=================================

Fora de Sarah Forest, em um armazém abandonado...

- Pronto. Agora você está inteira novamente. Não foi fácil nesses tempos arranjar os materiais e prepará-los. Mas deu tudo certo no final. - Dizia Nessiah, olhando a Jhiangshi sentar-se na cama velha em que passara o dia deitada.

 Ela se levantava, movimentava os braços e fazia um alongamento para testar os movimentos do braço e da perna que foram mais danificados. Ao ver que estava bem, por um momento ela olha com certa raiva para Nessiah e tenta socá-lo de surpresa. O pequeno mago esquiva-se empurrando o banco com rodinhas em que estava sentado com o pé. Antes que a morta viva pudesse fazer algo, uma tira de papel é arremessada por Nessiah, batendo contra a testa dela e a paralizando na posição em que estava.

- Maldito Nessiah!

- Ei,ei...Eu fiz a minha parte,ok? Você tem que agradecer pela garota Carol por deixar você o suficientemente inteira para que eu pudesse tratar o seu corpo. Agora, você vai para Nova Meridian, como a garota pediu.

- Atualmente...Eu quero ficar e servir de alguma avalia.

- Como assim?

- Eu vou voltar ao castelo.

- Há! Queres me tomar como estúpido? Acha mesmo que vou deixar você voltar para lá sabendo que estou querendo pegar o Livro de volta?

- Você vai ter que confiar em mim.

- Hum...- O pequeno mago fazia o banquinho com rodas girar em 3600 graus de maneira rápida. Ele parava pondo os pés no chão, causando um certo barulho. - Esta bém. Mas antes...

 Ele põe-se a planar perto da mulher morta-viva, aproximando-se dela com um sorriso um tanto sádico no rosto coberto parcialmente pela sua máscara....
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Re: *Memory Circus Tournament* Lilith "The Firehawk" vs Yue "The Scion"

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