2nd South
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*Memory Circus Tournament* Painwheel vs Clark "Ikari" Still

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*Memory Circus Tournament* Painwheel vs Clark "Ikari" Still

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster em Qua Dez 20, 2017 1:08 pm

1ª luta - 2ª fase

Painwheel X Clark Still

Local da batalha: Alchemy Chapel ( Capela Alquímica)



Descrição do local: Uma enorme capela no interior do castelo na ala oeste do mesmo. Um enorme vitral permite que a luz do sol do final da tarde entre e ilumine o local. Há enormes contâiners de vidro com formas desconhecidas dormentes dentro, iluminadas em tons diferentes devido ao líquido conservativo e luz na base. Há vestigios de que outra luta houvera no local. Local da luta fica em área restrita a visitação. Horário da luta : 17:00. Transmissão ativada via drones e câmeras fixas no local.

Regras para o Combate: Real Bout Rules ( 3 rounds + defensivo)

Ordem de iniciativa sorteada: Painwheel começa a luta.



Última edição por Sra.Bogard,LilithSkyamiko em Sex Dez 29, 2017 9:58 am, editado 2 vez(es) (Razão : Inclusão dos links de perfils dos lutadores)
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Re: *Memory Circus Tournament* Painwheel vs Clark "Ikari" Still

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ 【✤】 em Sab Dez 23, 2017 9:21 am




Prólogo: A Capéla Alquímica!


ㅤㅤㅤDuas da manhã. Os ponteiros do relógio marcavam este horário no momento que encerrei meu combate contra aquela morta-viva. Minhas duas últimas investidas foram um sucesso ao contra-atacá-la, mutilando-a de diversas maneiras, inclusive amputando um de seus braços. O sangue esmeralda e frio daquela criatura respingava pelo meu corpo e sujava minhas lâminas que faziam todo o trabalho sujo. Enquanto estávamos suspensas no ar, senti a mão ainda intacta de minha adversária segurar minha máscara e puxá-la com o que lhe restava de forças.

ㅤㅤㅤAterrissamos. Meu rosto foi revelado no último instante, entre risadas e afirmações de que sou jovem e parecida com ela. Não gosto de ser comparada. Ela não sabe nada sobre mim, sobre meu passado, mesmo que seja evidente todo o sofrimento que passei pelas marcas e cicatrizes espalhadas pelo corpo. No estado que a deixei, seria burrice da parte do monstro querer continuar lutando. Ela estava um trapo, havia judiado demais do corpo dela. Admito que passei dos limites, que deixei meus nervos subirem à flor da pele. Foi um erro.

ㅤㅤㅤ── Eu não vou te matar. ── Manifestei minha vontade.

ㅤㅤㅤNessiah, o mago guia dos meus sonhos – agora em tamanho de uma mosquinha varejeira -, pousou no meu ombro e me deu uma série de instruções do que poderia fazer. Segundo ele, assassiná-la seria suspeito demais e aprisionaria a alma dela de volta ao livro de Hermaeus, que jurei a mim mesma que será destruído. Observando a criatura moribunda, acabo percebendo que não pensei como esses seres se sentiam confinados dentro daquele livro. Foi o que me levou a questionar meu guia outra vez.

ㅤㅤㅤ── Como posso salvá-la? Está na cara que essa mulher procura pelo descanso eterno. O espirito dela deveria estar em outro lugar, não? ── Olhei por cima dos ombros, onde ele encontrava-se sentado.

ㅤㅤㅤ── Talvez, tirando-a do castelo. E esperar que algum guia do outro mundo perceba-a e venha resgatá-la. ── A resposta dele foi bem clara dessa vez.

ㅤㅤㅤ── Restaure-a. Cure os ferimentos dela. ── Foi minha decisão.

ㅤㅤㅤ── Por quê? ── Olhei para a JiangShi no instante que ela direcionou suas palavras a mim. Vi a dúvida em seus olhos. Ela parecia um pouco incomodada com minha piedade. Talvez, seu espirito de guerreiro esteja se sentindo humilhado por ter sido poupada em uma batalha de vida e morte por aquela que deveria ser sua algoz.

ㅤㅤㅤRetruquei de volta.

ㅤㅤㅤ── Eu não sou uma assassina. Podem me chamarem de monstro o quanto quiserem, mas não darei o gostinho da vitória para aqueles que me puseram nessas condições.

ㅤㅤㅤNessiah saiu de cima do meu ombro e flutuou por volta da Jiang Shi. Naquele instante, dei minhas costas para os dois e segui para o caminho por onde vim. Estava tarde e meu corpo estava todo dolorido. O gasto de energia com os poderes da Skullgirl dentro de mim levou meu corpo ao seu limite e precisava urgente de um descanso.

ㅤㅤㅤ── Zhuan Yaling... Quando Nessiah te libertar das amarras do castelo, vá para Nova Meridian. Procure pelo tumulo de Sienna “Squigly” Contiello e espere por lá. A perturbação que causar deve trazer alguém do além para te levar. Aproveite essa oportunidade e encontre-se com seus amigos e famílias no outro mundo. É o melhor conselho que posso te dar. ── O Buer Driver esticou-se até direção a criatura morta e sua boca mordeu a máscara que estava nas mãos dela, retrocedendo depois. Juntos, partimos de volta para os aposentos do castelo e ficamos por ali.

ㅤㅤㅤDuas e quarenta e cinco da manhã. Foi quando cheguei no meu quarto. Ninguém no castelo me pegou durante as rondas dos guardas. Consegui fazer uma missão de retorno com sucesso, sem ser percebida por ninguém, embora os pesos de meus equipamentos atrapalhassem muito minha locomoção. A primeira coisa que fiz foi me livrar dos meus apetrechos. Os pregos na nuca, ombros, coxas e cintura, aliviando o estresse da Gae Bolga dentro de mim. Por último foi a Buer Driver, transformando-o em humanoide e ordenando-o para que ficasse de guarda a noite toda.

ㅤㅤㅤDeitei-me na cama. Era aconchegante. Os travesseiros eram gostosos e macios, dando uma sensação única de tranquilidade e conforto. Estava com a cabeça doendo, o corpo cansado e os olhos pesados. Não tardou para que o cansaço finalmente me vencesse e me render ao sono. Embora houvesse a preocupação com minha família, o medo de poder perder eles mais uma vez para as garras do ASG Labs... Até mesmo essa preocupação não fora o bastante para manter-me acordada.

ㅤㅤㅤAcho que tive um bom descanso. Quando abri os olhos já era de manhã e os sons das pessoas do lado de fora do castelo, chegando ao parque e se maravilhando com as coisas que os cercavam chamava minha atenção para a janela. Levantei e sentei na cama, bocejando e coçando os olhos. Buer não saiu do meu lado o tempo todo. Estava sentado no chão com os joelhos abraçados pelos braços, em posição fetal. Sua face esquelética e de grandes olhos vermelhos acompanhavam todo o meu movimento sem fazer um ruído sequer. Ele me protegia o tempo todo. Sabe que dependo dele mais do que qualquer outra coisa. O outro que está dentro de mim, Gae Bolga, era mais rebelde. A melhor forma que encontrei de mantê-lo controlado era sem os pregos que uso no corpo fora dos combates. Mas não duvido que em algum momento ele venha querer rebelar-se novamente como fez algum tempo atrás.

ㅤㅤㅤNo banheiro, fiz tudo o que era esperado. Escovei os dentes, lavei o rosto, fiz xixi e tomei um banho demorado. Sai enrolada em uma toalha e busquei pelas minhas roupas de combate. O relógio marcava exatas nove e meia da manhã. Foi quando escutei três batidas na porta do quarto.

ㅤㅤㅤBuer levantou-se, já assumindo uma postura agressiva. Mantive minha posição. Parada, com o olhar fixo na porta. Minhas bochechas coraram ao perceber que ainda estou nua. Mas estou preparada para qualquer coisa.

ㅤㅤㅤ── A segunda fase começará as 17 horas. Você será levada para a Capela Alquímica. ── Uma voz feminina veio do outro lado da porta.

ㅤㅤㅤ── Contra quem vou lutar? ── Perguntei.

ㅤㅤㅤ── Não cabe a mim responder. ── Respondeu-me.

ㅤㅤㅤ── Droga. ── Olhei para o chão.

ㅤㅤㅤBuer me encarou de volta. Ele emitiu um ruído agudo. Posso entende-lo perfeitamente.

ㅤㅤㅤ── Eles deveriam avisar quem serão nossos oponentes. Preciso estar um passo à frente de todos meus adversários para vencer o torneio. Enfrentar minha irmã Lilith ontem foi inesperado. Ela não é humana e podia ter me matado se quisesse. Acho que fui sortuda ao vencê-la.

ㅤㅤㅤOutro ruído veio de Buer.

ㅤㅤㅤ── Ainda tenho minhas dúvidas. O último golpe dela iria corroer Gae e ele está dentro de mim. Não penso que sobreviveria aquilo com facilidade.

ㅤㅤㅤTerminei de me vestir. Dessa vez, não coloquei a máscara. Com os grilhões nos pulsos e calcanhares, os pregos posicionados de volta em seus devidos lugares, vou até Buer e o faço assumir a forma de garras, prendendo-o ao suporte que há nas minhas costas. Vou até a janela do quarto e olho para o lado de fora.

ㅤㅤㅤ── Acho que temos tempo para analisar melhor o castelo por fora. O que acham de uma missão de reconhecimento? ── Perguntei aos meus parasitas. Apenas Buer me respondeu, como esperado.

ㅤㅤㅤSaltei pela janela. As lâminas começam a girar graças ao motor do Buer Driver, me possibilitando a habilidade de voo. Tomei a altura que fosse necessária para avistar todos os locais que rondam o castelo.

ㅤㅤㅤ── Preciso ficar fora do alcance dos drones deles. ── Notei que haviam câmeras instaladas nessas coisas. ── Acredito que não haverá problemas se eles me verem explorando os locais do castelo, mas prefiro levantar menos suspeitas enquanto estiver livre.

ㅤㅤㅤDo outro lado.

ㅤㅤㅤNuma barraquinha de lanches, um androide de gato robô segurava firmemente seu cheese burguer nas mãos. Embora soubesse que não possuísse sistema digestivo instalado em seu corpo, a programação deturpada dela fazia com que a mesma comprasse e tentasse comer do alimento mesmo sabendo não ser possível. As orelhas da gata robô tremem ao ouvir o chamado de seu líder, Brain Drain. Automaticamente ela parava o que estava fazendo e atendia a ‘ligação’.

ㅤㅤㅤ── Meow?

ㅤㅤㅤ── Relatório. Agora! ── A voz robótica falava do outro lado.

ㅤㅤㅤ── Painy está se movendo pelo castelo. Beep. Ela enfrentou um monstro catalogado dentro do livro na madrugada de ontem para hoje. Boop. ── A gata girou seu corpo no banco vermelho, dando as costas para a atendente da barraca. A mulher não entendia diabos do que estava acontecendo ali e preferia ignorar.

ㅤㅤㅤ── E quanto aos outros lutadores? ── A voz insistia.

ㅤㅤㅤ── Uma luta está começando. Uma lutadora brasileira contra um garoto de origem desconhecida. Painy deve estar se dirigindo para essa batalha agora. Meow.

ㅤㅤㅤ── Excelente. Isso nos dá uma brecha para por outros planos em prática. Continue fazendo o que faz de melhor, Robô-Fortune. Entro em contato em breve.

ㅤㅤㅤA voz de Brain Drain não era mais ouvida pelos autofalantes da gata.

ㅤㅤㅤ── Nyaah. Ele pediu para eu comer mais hambúrgueres! Beep. Boop. Meow!

ㅤㅤㅤEnquanto isso, no laboratório Zero...

ㅤㅤㅤO telão central continuava exibindo imagens de vários ângulos da antiga casa de Carol. Uma das câmeras focava na mãe da jovem que estava sentada em uma das cadeiras da mesa de cozinha. O pai estava na sala, com a televisão ligada e com o controle em mãos. A criança mais nova, a pequena Carol, estava no quarto dos pais, sentada na cama e com um álbum de fotografias que ela nunca tinha visto antes.

ㅤㅤㅤEnquanto passava as páginas e olhava curiosa as fotos, a menina reparou em uma jovem um pouco mais velha e que esteve com seu papai e mamãe por muito, muito tempo. Curiosa, ela tirou uma das fotos da página e foi andando até a cozinha, onde mostrou para a mãe a fotografia em questão.

ㅤㅤㅤ── Mamãe! Quem é essa menina? ── A criança perguntava curiosa, sem saber do que aquilo se tratava.

ㅤㅤㅤ── Onde você achou isso? ── A mãe, por outro lado, não foi capaz de compreender o ato de curiosidade da menor e tomou a foto da mão dela com certa violência, assustando a menina.

ㅤㅤㅤOs olhos da criança lacrimejaram de leve. Ela sentiu que a mãe ficou brava e incomodada, mas não sabe a razão. Ela se segurava para não chorar, talvez, não querendo tomar uma outra bronca.

ㅤㅤㅤ── Isso é coisa do seu pai! Ele não guarda nada direito! Vou já falar com ele. Vá brincar em outro lugar, agora! ── Furiosa, a mãe saiu da cozinha e foi para a sala.

ㅤㅤㅤA menina ficou parada na cozinha por mais alguns segundos e depois saiu correndo para o quarto, ficando entre seus ursinhos e suas bonecas. Ela não disse um pio por longos minutos.

ㅤㅤㅤJá na sala, uma discussão acontecia. De um lado, uma mãe furiosa pelo seu marido ter tirado as fotos antigas do fundo do armário do quarto e deixado em um local de fácil acesso para a menina. Do outro lado, o marido se defendia e acreditava que não havia nada demais em contar para a menor que ela já teve uma irmã mais velha e que hoje ela não estava mais entre eles. O pai, por um lado, passava um ar de tristeza ainda maior, pelo fato de não aceitar ainda que sua filha mais velha havia desaparecido ao ponto de não deixar rastros. A dor da perda fragilizou demais aquele homem, que não tinha culpa em sentir saudades da sua primeira filha. Embora ambos tenham sido abençoados com uma nova criança, os dois ainda sofriam com o terrível desfecho do sequestro de sua primeira filha.

ㅤㅤㅤValentine percebia que o estrago que fez na vida daquelas pessoas era irreparável. Uma pontada de remorso batia em seu peito, fazendo-a desviar o único olho do monitor para as teclas abaixo de suas mãos. Em silêncio ela ponderava sobre o projeto Anti-Painwheel que Brain Drain desenvolvia secretamente. O cientista tinha a intenção de eliminar Painwheel assim que ela concluísse com o torneio, acreditando não haver mais utilidade para ela e que era um risco deixá-la solta por aí sob os cuidados de outras famílias.

ㅤㅤㅤOs dados que foram copiados para um drive particular mostravam que a nova filha da família era capaz de suportar ainda melhor as parasitas Buer Driver e Gae Bolga, que foram aprimoradas desde a destruição de Bloody Marie em 2012. Nos dados havia afirmação de que a cobaia precisaria atingir uma certa idade para melhor estabilização das parasitas, mas que ele estaria disposto a pegar a criança de cinco anos mesmo para o teste, SE NECESSÁRIO.

ㅤㅤㅤA última integrante do Last Hope sabia o quão grotesco era esse experimento. Mas Brain Drain não ligava a mínima para o sentimento das pessoas, tão pouco de suas vítimas. Para ele, o que importava era o sucesso de suas criações. Se elas fossem viver em sofrimento ou não, nada disso lhe interessava. Era um homem cruel e cínico, além de muito inteligente e perverso. Valentine levantou-se da cadeira e pegou seu bloco de anotações. Enquanto caminhava de volta para seus aposentos no laboratório, a voz de Brain Drain fizera ela sair do seu transe.

ㅤㅤㅤ── Espero que não esteja agindo pelas minhas costas, Valentine.

ㅤㅤㅤA mulher parou.

ㅤㅤㅤ── Estou apenas fazendo o meu trabalho. ── Garantiu-lhe.

ㅤㅤㅤ── Fukua não retornou desde que fora mandada para instalar as câmeras. Ela não responde minhas chamadas. ── Da escuridão, o homem que havia se desfeito do seu corpo humano para um corpo imortal e cibernético, preservando somente seu cérebro em uma cúpula de vidro instalada na sua cabeça, manifestou-se com as mãos cruzadas para trás.

ㅤㅤㅤ── Fukua é uma das suas criações defeituosas. O que ela faz ou deixa de fazer não é da minha conta.

ㅤㅤㅤ── Mas deveria ser. Ela age assim por não aceitar ser um clone. Enquanto aquela Filia estiver viva, ela continuará nos desobedecendo.

ㅤㅤㅤ── Meu único interesse está no projeto 0-84. Manter a família dela sob vigilância e sob ameaça de ataque nos garante a lealdade de Painwheel. Se deseja que a unidade de infiltração Fukua retorne, envie outro de seus capangas.

ㅤㅤㅤEla retomou sua caminhada. Mas ouviu o que seu líder tinha a dizer antes de desaparecer de sua vista.

ㅤㅤㅤ── Você se lembra da agente Christmas, não? A morte dela pesou bastante na minha vida. A única razão de você continuar viva foi devido suas habilidades e perícia em combate. Fora isto, deveria ter sido você o projeto 0-84.

ㅤㅤㅤEntão era verdade. As conversas que ouviu, os rumores que corriam dentro do laboratório. Valentine descobriu finalmente o que já era óbvio. Sua pessoa para aquele homem também não tinha significância alguma. Ela respirou fundo, evitando responde-lo. Estava mais claro que a qualquer momento ele poderia voltar-se contra a vida dela. Algo precisava ser feito. Mas o que? E quando?

ㅤㅤㅤDe volta à trama principal...

ㅤㅤㅤSobrevoando o castelo, acabei localizando um aqueduto mais ao norte do mesmo. Não sei ao certo quantos metros de altura tinham aquelas quedas de água, mas aterrissei em cima delas, em uma das formações de rochas que não eram atingidas pelas águas. Agachada, observei mais adiante o que estava acontecendo ali e encontrei duas pessoas duelando. O primeiro era um garoto alto e esguio, com feições bastante familiares. Levou algum tempo para eu notar que ele era o Yue, o irmão mais novo de Lilith Yagami e também, meu irmão. Saber que ele estava aqui não foi uma novidade. Imaginei que Lilith não viria sozinha para esse evento, os dois são praticamente inseparáveis. Aproveitei da oportunidade para observar os poderes e técnicas dele, pois nunca havia o visto usar suas habilidades para valer. Que achado!

ㅤㅤㅤA outra competidora não me era estranha também. Já havia a visto naquela comemoração do ano passado, o amigo oculto. Não me recordo o nome dela, mas ela estava acompanhada de um homem baixinho de cabelo moicano colorido... que por sinal... estava ali, dentro do lago. Epa... roupas espalhadas pelo chão... Espera... ele está nu dentro do lago? Oh meu deus.... Que horrível! Espero que ele não saia dali de dentro enquanto a luta continuar. Será que ele e a mulher estavam... Não! Melhor não perder o foco com pensamentos impróprios!

ㅤㅤㅤVoltei minha atenção para luta. Seria bom saber como essa mulher lutava. Ela não parecia ser o tipo que levava desaforo para casa. Seu estilo marcial era único e exclusivo. Os golpes dela eram precisos e bastante poderosos também. Ao todo, o combate parecia ser mais técnico do que uma verdadeira demonstração de forças e poderes. Uma pena não poder ver o potencial máximo deles logo de cara.... Era como se ALGUMA COISA impedisse os lutadores de ficarem mais à vontade. Humph...

ㅤㅤㅤ── O que você acha? Podemos vencê-los? ── Perguntei ao Buer. E ele emitiu um som. ── Mesmo? São ideias interessantes. Acho que pode funcionar contra qualquer um dos dois.

ㅤㅤㅤAtravés do que observamos da luta dos dois, Buer me deu algumas dicas de como poderíamos encurralar eles. Seria interessante colocar isso em pratica como parte de nossas estratégias. Observei mais a fundo e localizei alguns dos drones com câmeras sobrevoando os arredores da arena e capturando imagens dos dois. As lutas estavam mesmo sendo televisionadas.

ㅤㅤㅤ── Já vi o bastante. Vamos procurar por mais! ── E saltei para trás, longe do campo de visão dos lutadores. Não quero que saibam que estive os espionando.

ㅤㅤㅤVoei para outras áreas do castelo, observando as pessoas, as barracas, e os possíveis locais que poderiam servir de arenas para lutas futuras. Não encontrei nenhuma outra luta acontecendo naquele dia. Será que era um combate por vez que eles estavam realizando? Só havia uma maneira de descobrir...

ㅤㅤㅤVoltei para a janela do castelo que dava acesso direto para o meu quarto.

ㅤㅤㅤAtravessando-a sem fazer um barulho sequer, acabo encontrando outro pacote fechado em cima da minha estante com mais uma cartinha posicionada logo abaixo. Pelo garrancho deixado na carta, era fácil decifrar o autor da mesma.

ㅤㅤㅤ── Tsc... Onde diabos essa gata se meteu?

ㅤㅤㅤOlhei o conteúdo da carta. Era uma mensagem. Recebi elogios de Valentine e Brain Drain pela minha vitória na luta passada. E novas instruções que eram matar ou derrotar ou incapacitar os futuros alvos, sejam eles participantes do torneio ou não. Havia uma observação sobre minha família, reforçando as ameaças que já haviam sido feitas antes, caso eles percebam atitudes suspeitas vindas de mim. Malditos sejam!

ㅤㅤㅤ── Droga... Acho que não poderei fazer nada contra essa Robô-Fortune, ou eles suspeitarão de mim. Se houvesse alguém aqui que pudesse me ajudar a atrasar essa robô... ── Posicionei uma das mãos ao queixo enquanto fico pensativa. Ando de um lado para o outro, pensando numa forma de distrair a robô... não consigo pensar em nada por hora.

ㅤㅤㅤVoltei minha atenção para o pacote que esteve sobre a carta. Abri ele com cuidado e encontrei outro cheese burguer ali dentro, com uma lembrancinha do lado. Um chaveirinho de palhacinho. “ Por quê um chaveiro? ” Foi a pergunta que fiz naquele momento. Seria apenas um presente? Ou teria algum outro significado? Pelo menos, o Cheese Burguer era para repor minhas energias, pois já era quase hora do almoço!

ㅤㅤㅤDurante a refeição, consegui localizar o celular que havia trazido comigo escondido no único bolso de minha vestimenta de combate. Ele era minúsculo e não muito chamativo. Digitei uma mensagem e enviei diretamente para o papai e Chizuru-san, avisando-os que estou bem e progredindo para a próxima fase do torneio. Pedi para eles me desejarem sorte. Nessa hora, no Japão, eles já deveriam estar dormindo.

ㅤㅤㅤNão havia muito o que fazer nesse pouco tempo. Aproveitei para descansar um pouco mais. Deitei na cama e observei cada objeto que compunha meu quarto. A porta de madeira maciça, os quadros estranhos que haviam ali como parte da decoração. As lâmpadas, os móveis... Tudo que pudesse arrancar uma observação mais detalhada sobre esse castelo... A conclusão que tive era que muitas das coisas ali eram antigas demais, se duvidar, até suspeitas. E que no momento, não me ajudariam em nada...

ㅤㅤㅤAs horas passam.

ㅤㅤㅤQuando escuto as batidas na porta do quarto, já estou preparada pada o combate. Abro e saio por ela. É a mesma pessoa do dia anterior, que me acompanhou até a caverna onde enfrentei Lilith e a Jiang Shi. Ele não disse nada além de um ‘me acompanhe’. Eu, muito menos, fiz questão de responder.

ㅤㅤㅤColoquei a máscara no rosto para ocultar minhas feições. Durante o caminho, passamos por vários corredores e salões diferentes. Não tive muito o que observar dessas outras áreas do castelo. Somente nas armaduras de cavaleiros que, por algum motivo, pareciam estarem me encarando.

ㅤㅤㅤComo ocorrido na primeira vez, aquele ser parou. Olhou para mim por cima de seus ombros largos e esboçou um sorriso nada amistoso.

ㅤㅤㅤ── Siga em frente. Está por sua conta e risco agora. ── Disse ele.

ㅤㅤㅤ── Ótimo. ── Retruquei. ── Você é muito suspeito. Prefiro ficar longe de pessoas como você. ── Não tive motivos para esconder isso dele. Apenas falei uma verdade.

ㅤㅤㅤ── Hehehe. Espero vê-la na próxima fase, garotinha. Você não tem ideia do que espera pra você. ── Então, deu a volta por mim e saiu andando.

ㅤㅤㅤOlhei para trás igual da vez anterior e esperei que ele fosse embora por completo antes de prosseguir.

ㅤㅤㅤ── Vocês também... não fazem ideia do que sou capaz de fazer. ── Franzi o cenho. Certeza tenho de que não me ouviu. Mas o recado estava dado.

ㅤㅤㅤSegui adiante. Descia as escadas e acabou que cheguei no local destinado para minha próxima batalha. Meu oponente ainda não havia chegado e os ponteiros do relógio marcavam as 17 horas como fora prometido. Aquela era a Capela Alquímica que a voz feminina mencionou horas atrás. A curiosidade acabou me fazendo aproximar daquelas coisas de vidro que continham criaturas estranhas presas dentro. Coloquei a mão sobre o container vermelho e percebi a coisa de dentro se mexendo, de leve. Ela respirava. O que será que estava acontecendo ali? Estava sendo encubada? Bom, não terei tempo para pensar nisso. Ouço passos e isso indicava que meu adversário estava quase chegando.

ㅤㅤㅤ── Buer Driver e Gae Bolga... Nossa missão começa agora! ── Foquei minha atenção para o local de onde viria o inimigo. Já assumo a posição de combate e aguardo pela chegada do mesmo.

ㅤㅤㅤQue comece os jogos!







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Re: *Memory Circus Tournament* Painwheel vs Clark "Ikari" Still

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Seg Dez 25, 2017 6:57 pm







HELLO DARKNESS, MY OLD FRIEND!!



A luta contra Pedro Maia é finalizada, Clark é dado como campeão daquela primeira batalha. Contudo, a verdadeira peleja não havia começado. Surpreendido, a mulher que aparecera outrora nos sonhos de Still agora caminhava pela sala deixando ecoar o som de seus saltos a cada novo passo. O Ikari tinha uma nova missão, voltar ao anoitecer para a biblioteca e achar um selo escondido. O horário determinado era por volta de 21h. O Tenente assim fazia e, após encontrá-lo, o mercenário libertava – sem saber – um ser maligno. Um guardião demoníaco, de porte grande e frio. A batalha se iniciava enquanto a bela mulher um novo selo criava. Clark novamente se saía vencedor e tudo, aparentemente, voltava ao normal. A mulher ao Tenente agradecia e logo sumia. Cassandra precisava se manter em segredo e o loiro, obviamente, não poderia contar a ninguém o que acontecera ali.

Clark ficava pensativo e ia para seu quarto. O militar tentava não levantar suspeitas ou ser visto, até mesmo pelas câmeras. Ele não dormia, abria o laptop e começava a escrever sobre os ocorridos até ali, no entanto, sua escrita era de tal maneira que apenas outro Ikari conseguiria descobrir os códigos escondidos cujos para um leigo não fariam o menor sentido, parecendo apenas letras ou palavras aleatórias e soltas. Após finalizar seu relatório, o militar assistia a luta já finalizada de Painwheel VS Lilith Yagami, ao acabar de assistir pela quinta vez o loiro desligava a máquina, tomava um banho e dormia por volta de três da manhã. No dia seguinte a sua luta, pela manhã, por volta de 8h00, o militar observava da janela do quarto o parque como um todo até que alguém batia em sua porta anunciando “serviço de quarto”.

O Ikari deixava que entrasse, surgindo de trás da porta uma bela loira de olhos esmeralda, pele alva, seios de Shermie e bunda de Whip. Qualquer um ficaria louco por aquela mulher, principalmente por esta estar usando roupas de camareira bem justas e curtas para seu corpo escultural. A "profissional" tentava se insinuar de todas as formas para o mercenário que, aparentemente, a ignorava como se a mesma sequer estivesse realmente ali. Contudo, a atenção do Ikari estava voltada para cada movimento da camareira caracterizada como suspeita desde sua batida na porta.

- Parabéns por sua luta contra o garoto Maia, senhor Clark... O senhor é bem... Forte...

- ...

- O dia está lindo lá fora, o senhor não pensa em sair um pouco e conhecer o parque?

- Quem sabe...

- Quem sabe? Hum... Então existe a possibilidade do senhor ficar o dia todo no quarto, é? Essa também não é uma má ideia... Principalmente se estiver acompanhado rsrs

- Não pensamos da mesma maneira, senhorita...

- Bem... Bem... Então, é Halloween, certamente se o senhor for lá fora será abordado pela clássica pergunta... – a mulher se aproxima de Clark e alisa seu peitoral – Doçuras ou travessuras?

- Apenas quero que saia...

As exatas 9h00 da manhã começava o combate da brasileira contra o Scion, deixando o mercenário curioso pelo resultado. Clark via a lutadora Laura Matsuda nua na televisão pouco antes de sua luta contra Yue Yagami, o irmão mais novo de Setsuna, começar. A luta da morena brasileira era interessante e exatamente da maneira que Clark pensava que seria, pois o Ikari já havia visto outras lutas de Matsuda e de Yue, prevendo alguns de seus movimentos. O loiro assistia aquela peleja e, ao acabar, ele saía do quarto em missão de reconhecimento da área do parque, tentando descobrir alguma coisa suspeita dentro do mesmo. O Ikari suspeitou sim de alguns funcionários, principalmente no circo e ambulantes (alguns pareciam conhecidos, mas Clark não sabia de onde por justamente serem soldados disfarçados), contudo, apesar de tudo isso.

O Tenente manteve-se quieto. o mercenário voltava para o quarto e, ao retirar seu colete azul, alguém batia na porta, Clark deixava que entrassem. Era uma mercenária infiltrada entre os funcionários do castelo, entretanto o Tenente não sabia que esta era sua parceira de equipe justamente para não levantar suspeitas. A mulher de porte físico similar ao de She-Hulk, cor de Vixen e personalidade tola, se vestia como uma Gothic Lolita e portava uma "mala" de maquiagem em sua mão direita. A mesma sorria para Clark e dizia estar ali para o produzir para a próxima batalha, causando estranheza no superior.

- O senhor já tomou banho, certo?

- Como é?

- Para a sua luta, senhor Clark hahaha... Ou não está sabendo que a sua luta será as 17h?? OMD!!!!

- Não, eu não sabia... Ninguém veio aqui informar...

- AFF... Esses estagiários... Bem, agora o senhor sabe e nós temos que nos apressar, então, já tomou banho?

- Ainda não...

- WHAT!? Então vamos lá, o seu próximo adversário não pode esperar tanto tempo assim, senhor Clark, que coisa feia deixar os outros esperando... Não é nem a noiva para chegar atrasado, então não há desculpas, hum!!

- Como é?

- Nada, nada... Vamos para o banho!! – a jovem começava a empurrar Clark para o banheiro, retirando a blusa do Ikari logo em seguida.

- Ei, guria, eu não preciso que me ajude nisso...

- Oooookay!! Mas não demore, não temos muuuuito tempo!!!

Clark coçava a nuca, estava confuso. O militar apenas tirava a roupa e entrava no banho, saindo dali uns cinco minutos depois. O mercenário se enrolava na toalha e saía pelado do banheiro, observando aquela mulher sentada de pernas cruzadas em sua cama. O loiro ia até sua mochila que estava em cima de uma cadeira e puxava uma camisa azul para vestir, sendo reprovado de imediato.

- WHAT? Azul? Você quer mesmo vestir azul? Você é o quê? O player 2 de algum jogo de soldado de chumbo para vestir azul?

- Na verdade eu...

- Não, não vestirá isso, venha cá!!

A mulher saía da cama e puxava Clark pela toalha, deixando-o totalmente nu. Um suspiro seguido de “UAU” fugia dos lábios da mulher que logo ria dizendo não esperar por aquilo, não daquela forma. A bela morena jogava seus cabelos para trás e então abria sua “mala” de maquiagem, colocando o Tenente sentado ali na cama. A mesma se posicionava entre as pernas do loiro, começando a pintar seu rosto e pescoço. Todo o processo durava quase duas horas e já era quase no horário do combate em si. Até mesmo as vestes para aquela peleja não era originalmente do militar, mas sim “fornecidas pela organização do torneio”. O visual do Ikari era uma mistura de Justiceiro 2 – Zona de Guerra (uniforme) com Call of Duty – GHOSTS (maquiagem do rosto e pescoço).

- Pra quê isso, moça?

- Para entrar no clima... Sua adversária já estará no clima... Na verdade ela sempre está...

- Então você sabe contra quem eu lutarei... Certo?

- Eu? Eu não hahaha... Pare de bobeira, senhor Clark, estamos atrasados... Logo aparecerá alguém para levá-lo para seu local de combate... Eu tenho que ir!

- Tudo bem... Mas espere um minuto, qual é o seu nome?

- Não posso lhe dizer tal informação, tolinho hahaha... Mas se quiser eu posso voltar a noite e ai, na calada, quem sabe eu não lhe diga no ouvidinho qual é o meu nome hahahahaha

A mulher abria a porta para sair do quarto, contudo, ao fazê-lo uma misteriosa figura surgia. Um homem magro, de altura 1,94m, pesando por volta de 50kg, sendo extremamente magro e seco. De pele pálida como a morte, o mesmo vestia um terno preto, uma blusa social vinho e gravata preta. Aquele homem estranhava a presença da Gothic Lolita naquele quarto, deixando-a sair sem questionar absolutamente nada. A figura agora olhava para o Tenente e se espantava com o que via, mas logo voltava a si, dizendo-lhe para segui-lo até o local de combate. Clark pegava tudo o que fora necessário e saía do quarto.

O mercenário colocava seus óculos escuros e boné preto, apesar da maquiagem. A figurava parava pouco antes de entrarem de fato no cenário, deixando que Clark seguisse sozinho a partir dali. O militar andava e parava logo em seguida. O loiro observava uma garota no andar inferior, onde a mesma parecia ter contato com estranhas criaturas vivas dentro de cápsulas coloridas. O Tenente precisava investigar isso mais a fundo, contudo, não seria agora. Clark voltava a andar, chamando a atenção da adversária que logo se colocava em posição de combate enquanto o mercenário finalmente parava a cerca de dois metros e meio da criança mascarada.

FIM.




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Clark "IKARI" Still
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Re: *Memory Circus Tournament* Painwheel vs Clark "Ikari" Still

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ 【✤】 em Qua Dez 27, 2017 6:15 pm




ROUND 1 MOVE 1 – A determinação de Carol! As traiçoeiras habilidades da Anti-Skullgirl!


ㅤㅤㅤ── Beep Boop, Meow! ── No segundo piso da Capela Alquímica, Robô-Fortune se escondia atrás das pilastras e entre as várias estantes de livros organizados na biblioteca acima. Com olhos dourados e brilhantes, a androide gato digitalizava todo o cenário escolhido para a segunda batalha de Painwheel. A vasta quantidade de informações que eram passadas para Brain Drain deixavam o cientista enlouquecido e maravilhado na chuva de detalhes que apareciam na tela.

ㅤㅤㅤO homem estava sentado mais uma vez em sua poltrona. Seu corpo metálico não se movia, mas seus olhos escarlates e brilhantes analisavam cada detalhe recebido no telão tecnológico do laboratório. Desta vez ele não contava com a presença de Valentine, sua assistente. Por algum motivo, a mulher preferiu não acompanhar a segunda batalha de sua criação, mas ele não se importava. Obter o livro de Hermaeus era o único objetivo do LAB Zero. E se não fosse com Painwheel, seria com sua unidade de infiltração.

ㅤㅤㅤ── Excelente, Robô-Fortune. Analise de perto cada movimento de Painwheel também. Precisamos de mais dados para estudar a rápida evolução dela em tão pouco tempo. ── A voz ecoava por uma das orelhas dela.

ㅤㅤㅤA robô gato passava sua mão ou pata (como preferirem) dianteira sobre um dos olhos, como se tentasse limpá-los.

ㅤㅤㅤ── Meow. Ok. Beep. Painy parece muito interessada nas coisas presas naqueles vidros.

ㅤㅤㅤ── Claro que está interessada. ── Disse a voz masculina. ── Parte dela, Gae Bolga, foi gerado dentro de uma incubadora como aquela. Os sentimentos das parasitas estão tornando-se um só com os da garota.

ㅤㅤㅤ── Isso é bom? Boop.

ㅤㅤㅤ── Não. Não é nada bom. Painwheel está ganhando controle total de seus monstros e isso nos trará problemas gravíssimos. Suponho que o aparato de controle mental já não sirva para mais nada. ── Do outro lado, Brain Drain esticava seu braço e pegava um pote com bastante pipoca. Como ele conseguia comer aquilo se havia se livrado do corpo humano por um robótico? “ SCIENCE BITCH! ”

ㅤㅤㅤ── Nyaaah. Painy vai lutar agora. Vou preparar minha vuvuzela. E torcer para ela acabar com o ERRO 404. Inimigo Not Found! ── Ela ficou imóvel. Seu banco de dados havia falhado ao procurar pelo próximo oponente dela.

ㅤㅤㅤSaber disso fez Brain Drain levar uma das mãos a face.

ㅤㅤㅤ── Você esqueceu de analisar a primeira luta do torneio, não foi? O que diabos ficou fazendo quando a luta começou? ── Furioso, Brain questionou sua criação mais problemática. Às vezes, esses tipos de falhas faziam o homem pensar bastante nos pontos que ele pode ter errado durante a criação de suas subordinadas.

ㅤㅤㅤ── Prefiro não comentar... Meow. ── A gata, por si só, sabia que não seria muito sábio da parte dela revelar que ficou maravilhada assistindo palhaços fazerem cãezinhos de balão para as crianças do parque.

ㅤㅤㅤDe volta à trama principal...

ㅤㅤㅤ── Buer Driver e Gae Bolga... Nossa missão começa agora! ── Minha atenção voltou-se para meu inimigo que chegava pela outra entrada da capela. Era um homem alto, forte e cheio de músculos. Mas além da roupa de militar, ele estava com uma maquiagem um tanto que estranha, pelo menos para mim.

ㅤㅤㅤNão levei muito tempo para reparar que ele estava entrando no clima de Halloween, que por um leve descuido meu, deixei passar despercebido enquanto vasculhava todo o ambiente do castelo mais cedo. Mas não tem problema. Já ouvi diversas vezes na rua, no começo dos meus dias como Painwheel, pessoas me avisando de que não estávamos em época de halloween para andar vestida daquele jeito... Quantas vezes quis bater nelas por confundirem minha atual situação como uma mera brincadeira? Tsc...

ㅤㅤㅤObservo o meu inimigo. Não sei qual é a dele. Nem o que ele pretende nesse torneio, mas tenho certeza que as motivações dele não se comparariam com as minhas. Não importa quem seja e qual sua importância nisso tudo, a única coisa que me interessava era vencer essa luta e continuar com minha busca pelo livro. Só assim salvarei minha antiga família das mãos do Lab Zero.

ㅤㅤㅤ── Espero que tenha aproveitado sua última vitória. ── Comentei, momentos antes de preparar meu ataque. ── O resultado já foi decidido. ── Finalizei.

ㅤㅤㅤEletricidade emana de meu corpo. Meus bracinhos finos ganham músculos. Minhas pernas também. Meu corpo cresce um pouco e as veias púrpuras e saltadas brilham com bastante intensidade. Ele não poderia ver, mas meus olhos ficam envoltos por uma escuridão intensa e minhas pupilas brilham em vermelho com bastante intensidade, fazendo os vãos da minha máscara brilharem da mesma forma também. A voz de garotinha mudou para uma voz mais grossa e gutural.

ㅤㅤㅤ── VOCÊ SENTIRÁ A MINHA DOR!

ㅤㅤㅤGae Bolga e Buer Driver estavam conscientes de seus papéis nessa luta. Embora houvesse permissão para matar, estou evitando causar danos que levem meus oponentes a esse trágico destino. Tenho potencial de sobra para acabar com essa luta com um golpe só, se bem-sucedido, claro. No entanto, não sou uma assassina e nem quero tirar vidas para alcançar meus objetivos com mais facilidade. Só me restava causar muita dor a ele, espancando-o sem parar.

ㅤㅤㅤPara começar, preciso saber como ele se comportaria com um ataque da minha Buer Driver. Como seria sua forma de me atacar sabendo que posso lutar de perto, longe e no ar ao mesmo tempo? O melhor ataque que escolhi para esta ocasião foi a minha “ rasteira ” mais poderosa, se é que posso chama-la assim. Malice Clover era o nome deste Normal Move meu. Um movimento onde inclino todo o meu corpo para trás. O modo como formo uma bola com o corpo poderia fazer qualquer um perguntar se tenho ossos ou não, pois a deformidade do meu corpo é tenebrosa. E tudo isso era culpa do sangue amaldiçoado que corre em minhas veias. Porém, isso não é tudo, obviamente. A Buer Driver, minha lâmina cata-vento esticaria seu cabo de ossos, passando por entre minhas pernas e indo em direção ao meu oponente, girando as lâminas igual uma motosserra com intenção de amputar as pernas dele, caso o movimento seja bem-sucedido.


ㅤㅤㅤSei que não vai acontecer. Meu oponente não seria estúpido o suficiente para permitir isso. A ideia desse golpe é justamente estudar o comportamento dele, igual fiz com Lilith na outra batalha. Cada inimigo tem um jeito diferente de pensar e de lutar, papai me ensinou isso nos treinamentos que tivemos juntos com a Yuriko no dojo dos Yagami. Ele me falou que devo tratar todo adversário como um inimigo em potencial, pois até mesmo os mais tolos têm chances de nos surpreender com alguma técnica ou habilidade, seja por anos de treinamento ou por pura sorte. Devo estar atenta a essas coisas se quiser vencer, e claro, usar mais daquele ambiente que – por mais que bonito que seja –, me dava uma sensação ruim de déjà vu.

ㅤㅤㅤ── PREPARE-SE PARA SOFRER!







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Re: *Memory Circus Tournament* Painwheel vs Clark "Ikari" Still

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Qui Dez 28, 2017 11:25 am







HELLO DARKNESS, MY OLD FRIEND!!

ROUND 1 MOVIMENTO 2



Um pouco antes do Ikari entrar no local de combate, a funcionária que o maquiou caminhava pelos corredores do Castelo a fim de sair do mesmo, contudo, era interceptada por dois homens de porte físico Zangief. Ambos vestiam terno (uniforme padrão de segurança) e solicitavam que a jovem os acompanhasse até uma determinada sala. Assustada e com medo de ser descoberta, a mulher se via indecisa... Fugir, reagir, lutar contra os seguranças e entregar seu disfarce ou seguir com eles para um local desconhecido?




Não havia tempo para pensar, a bela "She-Hulk" engolia a seco e fingia não entender o que estava acontecendo, brincando com os grandalhões sobre os mesmos quererem a levar para uma sala para "brincar", mas que aquilo não rolaria. Os seguranças não a respondiam, apenas a encurralavam mais, deixando-a sem alternativas.


- Hey!! Vão com calma ai, tigrões!! Vamos fazer assim, eu topo, mas cada um na sua vez, all right!? E então, quem será o primeiro?


Vendo que não teria outra escolha, a mulher de porte físico igualmente grande caminhava com os homens pelo corredor e, quando ficou em um ponto cego das câmeras, aproveitou para entrar em luta corporal contra os mesmos, nocauteando-os. A agente infiltrada dos Ikari Warriors saía correndo com sua "mala" de maquiagem até finalmente sair do castelo, esbarrando-se contra a bela loira que passara no quarto do Tenente horas antes da morena. A de pele alva ia para trás enquanto a outra sumia entre o público do parque, no entanto, sem notar que a bela loira colocara um bilhete em sua roupa. Bilhete este que carregava um recado à Heidern. Para todos os fins, o mercenário estava cumprindo o seu papel, não se envolvendo com nenhuma funcionária do Castelo, evitando qualquer tipo de brecha para sabotá-lo ou deixar informações escaparem.


A espiã de pele morena quebrava o vidro de um carro aleatório estacionado no estacionamento do Castelo e o roubava sem que ninguém percebesse, fugindo dali. Contudo, os seguranças derrubados logo se levantavam e alertavam a organização do torneio sobre a presença de espiões dentro do castelo, tornando, quem sabe, todos os funcionários suspeitos. Todavia, tal informação não deveria se tornar um alarde para justamente não deixar os "suspeitos" de sobreaviso, ficando, inicialmente, a informação restrita a organização e àqueles seguranças.


Já na luta, após chegar no local de combate e manter-se a uma determinada distância de sua adversária, o Tenente observava a mesma, de certo modo, se transformar, fazendo seu corpo assumir uma espécie de forma halterofilista monstruosa, e nada, NADA sexy. Clark observava sua oponente abaixar-se e contorcer-se de modo que seu corpo toque o solo e suas pernas passem por cima das suas costas, formando uma espécie de "bola". A arma encontrada atrás das costas de Carol é voltada para frente em rotação contínua similar a hélice de uma aeronave com o objetivo de acertar as pernas do mercenário especializado em armas e lutas corporais.


Diante do golpe inimigo, o Tenente se viu obrigado a pensar rápido caso contrário suas pernas poderiam ser amputadas. Dentre os pensamentos do militar era inevitável pensar em chutar a adversário para longe afinal a mesma assumira uma forma de "bola" e dar uma bicuda estilo Oliver Tsubasa seria realizador, entretanto não seria do perfil do mercenário realmente fazer isso, ficando apenas no imaginário.




Vendo o objeto cortante vir em sua direção, o Ikari Warriors se impulsionava e saltava por cima de Carol com o objetivo de segurá-la pelas pernas e, caso desse certo, o Tenente a jogaria contra a cápsula de cor vermelha/rosa de modo a quebrá-la e a arma giratória de Painwheel perfurar inúmeras vezes aquela criatura viva ali dentro (considerando que estamos na parte da frente do cenário e não ao fundo, próximo aos demais objetos decorativos). Caso este movimento de contragolpe desse certo, o militar correria na direção da adversária assim que a soltasse para tentaria agarrá-la novamente antes que esta e a criatura, supostamente, é claro, caíssem para o outro lado.




Se tudo desse certo, Clark tentaria agarrar a adversária pela cintura e puxar-a-ia de dentro da cápsula junto com o monstro para assim tentar correr três passos largos e saltar com Carol, jogando-a com a criatura, quem sabe, em direção a outra cápsula de modo que esta também se quebrasse e Painwheel ficasse com um ou os dois monstros por cima de seu corpo. Se tudo saísse bem, o Tenente ficaria a três metros de distância apenas observando atentamente toda e qualquer ação da oponente, não deixando de lado o fato de ter pensado ouvir a voz de alguém naquele cenário um pouco antes da luta começar, mas não saber de quem era a voz, de onde veio ou se era só coisa da sua cabeça.

FIM.




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Re: *Memory Circus Tournament* Painwheel vs Clark "Ikari" Still

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ 【✤】 em Qui Dez 28, 2017 3:40 pm




ROUND 2 MOVE 1 – A fúria de Gae Bolga e Buer Driver! Os Espinhos Negros emergem de Carol!


ㅤㅤㅤAinda na Capela Alquímica, escondida no segundo piso e frente as estantes de livros empoeirados da biblioteca, Robô-Fortune observava escondida por trás de uma das pilastras que sustentam o teto da arena. Com seus olhos dourados e brilhantes captando cada momento da luta, uma interferência acaba interrompendo o seu trabalho e isso acaba enfurecendo o homem que, do outro lado da linha, assistia tudo com bastante entusiasmo e empolgação.

ㅤㅤㅤ── Porcaria! O que aconteceu, Fortune? ── A voz dele ecoava pelos auto falantes das orelhas dela.

ㅤㅤㅤA gata não sabia como responder isso. Seu rosto passou a simular preocupação enquanto escolhia as melhores respostas possíveis para não enfurecer seu mestre. No entanto, ela sabia que qualquer tentativa seria inútil e que ouvirá berros e xingamentos do outro lado... a não ser que ela deixe a ‘ligação’ no mudo.

ㅤㅤㅤ── Esqueci de desativar as atualizações automáticas do Windows 10. Todos os sistemas de transmissão primários foram desligados. Beep Boop Meow. ── Não era sacanagem.

ㅤㅤㅤ── Windows 10? Não instalei um sistema operacional secundário em você, gata miserável! Pare de me enrolar!

ㅤㅤㅤ── Eu mesma quem instalei. Beep.

ㅤㅤㅤ── Por quê? Você não precisa do Windows pra funcionar. Qual a finalidade disso, sua inútil?

ㅤㅤㅤ── Queria sincronizar os dados da minha conta do Xbox Live em mim mesma e não em um computador. Será mais fácil acompanhar as promoções de fim de ano e black Friday. Beep Boop Meow.

ㅤㅤㅤ── Aaaaah... Pela ciência... Estou cercado de idiotas. ── Nessas horas, Brain Drain acertava um face palm com bastante força em sua cara. Ele estava muito irritado com as coisas que ouvia da sua unidade de infiltração. Afinal, que vilão não ficaria irritado com coisas como essa?

ㅤㅤㅤEle voltou o olhar para a tela e falou.

ㅤㅤㅤ── Você possui tecnologia suficiente para executar quantas tarefas forem necessárias. Ative de uma vez por todas os sistemas principais e ME MOSTRE A BENDITA LUTA, MISERÁVEL! ── A orelha da gata tremia com as vibrações da voz de Brain Drain.

ㅤㅤㅤMas Robô-Fortune tinha uma programação zoada. Um algoritimo que a obriga fazer piadas nas horas erradas! E foi o que ela fez. Aproveitou da situação para sacanear um pouco seu chefe, como um modo de se divertir por conta própria enquanto esperava as operações terminarem de atualizar.

ㅤㅤㅤ── É cansativo demais executar várias tarefas ao mesmo tempo. Prefiro conservar minha memória RAM para outras atividades. Beep Boop Meow.

ㅤㅤㅤ── ... Poderia ao menos me dizer o que está acontecendo na luta? ── Já desistindo de argumentar com sua criação, o cientista tentou outra espécie de abordagem com ela. A curiosidade sobre como Painwheel estava se saindo incomodava o mesmo.

ㅤㅤㅤRobô-Fortune olhou para a luta e sorriu. Então, ela começou a narrar para seu chefe, na perspectiva dela como tudo aconteceu. Não esperem coisa boa.

ㅤㅤㅤ── Tudo bem. Se prepare. Essas são cenas de violência pura e muito sangue coagulado! Não recomendada para menores de 18 anos! Beep Boop Meow!

ㅤㅤㅤEntão, ela passou a narrar... De um modo que ninguém esperava... Ao som de “Mamute Pequenino”, versão Clark e Painwheel.

ㅤㅤㅤ“ O Clark Pequenino queria lutar! Tentava e tentava, mas não podia lutar!

ㅤㅤㅤ“ Painwheel, sua inimiga, tentou ajudar! E com sua motosserra, as pernas dele tentou amputar!

ㅤㅤㅤ“ Hihihihih! O que aconteceu?

ㅤㅤㅤ“ MERDA! SÓ PODIA DAR EM MERDA!

ㅤㅤㅤ“ MERDA! SÓ PODIA DAR EM MERDA!

ㅤㅤㅤ“ O Clark Pequenino queria agarrar. Saltou a motosserra para as pernas não perder.

ㅤㅤㅤ“ Painwheel, sua inimiga, tentou se recuperar, mas o Clark muito esperto, a pegou pelo ar.

ㅤㅤㅤ“ Hihihihihi. O que aconteceu?

ㅤㅤㅤ“ RAIVA! A PAINWHEEL FICOU COM RAIVA!

ㅤㅤㅤ“ RAIVA! A PAINWHEEL FICOU COM RAIVA!

ㅤㅤㅤ── CHEGA! ── Berrou Brain Drain. ── AAAAAAAH! CARALHO! ESSA GATA AINDA VAI SER A CAUSA DA MINHA MORTE! ── Seria um spoiler? Esperamos que sim!

ㅤㅤㅤDo outro lado, Robô-Fortune posicionava sua patinha em frente a boca e dava uma risadinha baixa enquanto olhava para o resultado da segunda rodada de Painwheel. Será mesmo que Painwheel sofreu as consequências?

ㅤㅤㅤDe volta à trama principal...

ㅤㅤㅤNão estou impressionada com a reação do meu adversário. Como esperado, ele me atacaria por cima assim que as lâminas da Buer Driver tentassem cerrá-las. Por mais rápida que fosse, não haveria tempo suficiente para recompor minha postura defensiva e tentar alguma técnica defensiva. O militar me segurou pelas pernas e sem demonstrar alguma piedade, atirou-me com tremenda força para cima da Capsula de vidro vermelha. A colisão do meu corpo com o vidro o fez rachar e se rompeu e toda aquela água vermelha e asquerosa caiu sobre mim, deixando-me ensopada. Para melhorar minha situação, as lâminas da Buer Driver acabaram mutilando a criatura que ali dentro estava sendo gerada e sangue jorrou para todos os lados.

ㅤㅤㅤ── Argh! Maldição! ── Protestei. Pequenos estilhaços de cacos de vidro perfuram minha pele, mas não por muito tempo. O fator de cura que a parasita dentro de mim proporcionava acabou expulsando os cacos e fechando as feridas abertas num instante. Mas a dor que senti no momento da colisão e com a força usada por ele fez ativar o que há de pior em mim.

ㅤㅤㅤTive uma breve recordação do meu primeiro dia de testes no laboratório Zero. Quando me ativaram pela primeira vez e, com o corpo todo dolorido, me fizeram levantar e andar e depois lutar. Recordo-me que reclamei das dores, que naquele dia eram insuportáveis. Hoje, elas são toleráveis. Mas aquela mulher... Valentine, ela me disse o seguinte: “Você tem que ir além da dor. Use-a para elevar sua fúria! Viu? A dor é o catalisador principal dos seus poderes.” E no meio do meu flashback, antes que pudesse me dar conta do que estava acontecendo, puxada fui mais uma vez por ele, pela cintura, me segurando com força e correndo para o outro lado. Pois é.... Aqui não é Naruto, onde os inimigos esperam você terminar seus flashbacks ou discursos motivacionais. Aqui a coisa é séria!

ㅤㅤㅤAgi por impulso. Já que ele me segurava com força para não me soltar, acabei fazendo o mesmo também. Envolvi meus braços e pernas ao corpo dele, prendendo-me a ele e antes que este pudesse dar seu terceiro passo para me colidir com o vidro da capsula azul, Gae Bolga, a parasita interna reagiu e fez lâminas cortantes de metal saíssem de várias partes do meu corpo e criassem uma barreira protetora ao meu redor. As lâminas tinham como finalidade de expulsar meu inimigo de perto de mim, aproveitando-se de danos cortantes que mutilariam o mesmo de quatro a cinco vezes seguidas, ou até mesmo mais se ele fosse teimoso demais para me soltar. Esse movimento defensivo se trata de uma reação automática que não é ativada por mim e sim pelo Gae Bolga, toda vez que me encontro em risco de sofrer danos gravíssimos. Como disse anteriormente, Gae Bolga e Buer Driver estão cientes de seus papeis e meu inimigo talvez não faça ideia de que está enfrentando três pessoas ao mesmo tempo.



ㅤㅤㅤ── ME SOLTA! ── Gritei!

ㅤㅤㅤSe desse certo, causaria danos cortantes em Clark e me libertaria de sua investida. Enquanto ele estivesse tentando se recuperar do atordoamento causado pelos cortes, se é que ele chegaria a esse ponto, aterrisso ao chão e energizo meu punho destro invocando novamente aquela eletricidade púrpura por todo meu corpo (que por sinal é causada pelos pregos que estão espalhados em minha nuca, ombros e cintura, como se eu fosse uma mini Frankenstein), alavancando um crescimento exagerado do braço e dos músculos. Então, soco o chão com uma força tremenda graças aos poderes da Skullgirl e seu resultado seria o seguinte. Esse murro era semelhante ao meu golpe Animosity Barbs, sua única diferença era que canalizo a força do golpe para tremer o piso e não crio garras entre os vãos dos dedos para empalar o oponente no chão ou quicá-lo no ar.

ㅤㅤㅤ── GRRRRR! HOAAAAAH! ── Rosnados e berros ao concentrar a força da Skullgirl, em seguida, golpeando o chão.

ㅤㅤㅤO soco atinge o chão. O piso de toda a capela treme. O tremor, se atingi-lo, comprometeria sua postura defensiva ou ofensiva (em casos dele ter escapado dos cortes ou se recuperado com mais rapidez). A essa altura, ele estaria abaixo das correntes presas ao teto com um enorme cadeado dourado (que não sei por que diabos está ali, afinal, o que estava sendo acorrentado e fechado com cadeado ali em cima? Mistéééééério). Nesse instante, posiciono-me de quatro ao chão (favor, não pensarem em besteira) e Buer Driver age por vontade própria, elevando seu cabo de ossos para uma altura considerável, girando o motor das lâminas e cerrando com extrema facilidade as correntes, fazendo-as despencarem em cima do militar maquiado.



ㅤㅤㅤ── CORTAR! CORTAR! GRRR. ── Preciso mesmo dizer que essas falas e rosnados são resultados da raiva crescente dentro de mim? Não? Ok.

ㅤㅤㅤSe tudo saísse como o esperado, ele provavelmente tomaria uma pancada forte na cabeça por conta do cadeado e a corrente terminaria de derrubá-lo ao chão. Enquanto a mim, mantive minha posição a mesma de antes. Mas dessa vez, começo a rosnar e ranger os dentes, mostrando-os para meu adversário o quão incomodada estou, molhada e suja de sangue de algo que nem faço ideia do que seja.

ㅤㅤㅤ ── EU NÃO VOU PERDER PRA VOCÊ! EU NÃO POSSO PERDER PRA VOCÊ! NUNCA! ── Era comum pensar no pior quando as coisas complicam um pouco. Tenho que manter o foco nas batalhas e na missão, ou eles irão sofrer...








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Re: *Memory Circus Tournament* Painwheel vs Clark "Ikari" Still

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Sex Dez 29, 2017 8:10 pm







HELLO DARKNESS, MY OLD FRIEND!!

ROUND 2 MOVIMENTO 2



A movimentação de Clark era bem sucedida, o militar conseguia com êxito segurar a adversária pelas pernas e a lançar contra a cápsula vermelha, perfurando-a e atingindo o monstro que lá havia. Ao destruir o vidro e mutilar a criatura, os estilhaços atingiam a garota e aquele líquido se misturava ao sangue do ser desconhecido que habitava até então aquele "cilindro", sujando a jovem em diversas partes de seu corpo. O militar corria na direção da adversária, não notando naquele momento o processo de recuperação da mesma. O Tenente se apressava e segurava a oponente pela cintura para tentar correr e lançá-la na outra cápsula. Contudo, durante a corrida do mercenário, Carol conseguia contra-atacar fazendo lâminas saírem de seu corpo. De imediato e sem deixar que estas o cortassem ainda mais, o militar soltava a adversária, ficando ferido em seus braços e parte do abdômen, porém nenhum corte era profunda.


Após soltar a oponente, o Tenente caminhava para trás (em direção ao primeiro plano do cenário), onde, sem perceber, acabava ficando a poucos metros das correntes e do cadeado existentes no cenário. Sua oponente aproveitava para atacar o militar enquanto este ainda se recuperava e, para isso, Carol aumentava o volume de seu braço e socava brutalmente o chão, criando um terremoto que fez com que o Ikari fosse cambaleando para trás até cair, ficando exatamente abaixo das correntes e do cadeado. A Skullgirl sabiamente esticava a arma existente em suas costas para cortar as correntes de modo que as mesmas, junto ao cadeado, caíssem no local onde Clark se encontrava.


Claro, após ser vítima do terremoto, O mercenário se desestabilizava e caía, conseguindo ver e calcular a distância das correntes para o chão (4 metros), além do suposto peso das mesmas e do cadeado, assim como a velocidade e o tempo com que cairiam sobre ele. Não havia outra opção, Clark fez dois rolamentos e meio para a direita (de quem olha o monitor) e escapou do último golpe de Carol. O peso dos objetos foi o suficiente para rachar o chão de vidro, mas não o quebrar, revelando o estrago que seria caso o mercenário fosse atingido. O peso daquelas correntes não era tão grande quando visto unitariamente, porém quando estavam uma sobre a outra como se fossem uma grande corrente o peso era consideravelmente alto.


Bem, continuando, após se esquivar, Clark se levantava parcialmente, ficando agachado. O mercenário sentia o sangue escorrer de seus antebraços e parte do abdômen, porém não seria algo tão sério, visto que o loiro soltou Carol logo de cara para evitar maiores danos, pois também não sabia se aquelas lâminas continuam algum tipo de veneno ou se eram realmente apenas cortantes. O Tenente observava a adversária e todo o contexto do cenário atrás dela, automaticamente calculando as distâncias e dimensões de tudo. O mercenário então agia de forma rápida, pois seus pensamentos e análises não duravam nem mesmo dois segundos, ele não precisava de tanto tempo assim para agir já que era especialista neste tipo de cálculo e estratégia de combate.


O Ikari esticava suas mãos em direção às correntes caídas e pegava uma delas, jogando-a em direção ao rosto de Painwheel para a distrair e causar algum possível dano. A Corrente de Andrômeda, não, espera... A corrente que estava no chão ia em direção a Carol em uma movimentação de baixo para cima, visando acertar o queixo da menina e fazê-la olhar para o alto, impedindo-a, quem sabe, de conseguir ver qualquer outra ação do loiro. Seria cômico se de tal ação a máscara da adotada caísse, pois lembraria o lutador saltitante, Vega, de Street Fighters.


O militar imaginava que a oponente pudesse fazer inúmeras ações mediante a corrente que seguiria em sua direção, pois o mesmo sabia que não estava lutando contra uma amadora e pelo novo estado (modo de agir) a mesma poderia ser capaz até de matar, quem sabe!? O mercenário tinha que ser rápido e para isso arriscou correr junto a corrente na direção da oponente, e, durante sua corrida, ele continuava calculando e analisando as próprias intenções e ações. Clark sabia pela luta anterior de Painwheel mais ou menos do que a garotinha era capaz e aprendeu na prática que a mesma era uma lutadora que poderia combater inimigos de curta e longa distância sem problemas. O mercenário precisaria ser mais ágil e totalmente estratégico e focado nas suas ações, pois usar movimentos de agarrão não seriam uma boa opção para o mesmo, não se isso fosse usado de maneira errada.


- Cinco metros e vinte... Essa é a nossa distância... Cinco passos largos ou sete passos médios, porém rápidos são o suficiente para me aproximar... Agora!! - Ele pensava.


O militar usava passadas rápidas, pois assim poderia se esquivar caso a adversária conseguisse livrar-se da corrente antes de ser atingida e o contra-atacasse logo em seguida. De todo modo, a intenção do Tenente era se aproximar da oponente e a golpear com uma forte ombrada destra na altura dos (inexistentes) seios e a alavancar para o alto, tirando-a do chão. Seria como um atropelamento, porém, caso desse certo, antes de Carol tocar o chão novamente, Clark tentaria se impulsionar e saltar para pegá-la ainda no ar, segurando-a (caso desse certo) agora com a mão destra entre os seios da pequena e a canhota ficaria posicionada na coxa direita da menina, onde o militar tentaria girar rapidamente em pleno ar com a garota (em 360º) para a lançar brutalmente contra as mesas do lado esquerdo (de quem olha o monitor), localizadas no fundo do cenário, finalizando assim suas ações.


Enquanto isso, a bela morena que fugira a pouco do castelo acionava a base Ikari, identificando-se como agente Helena Pirez, da Colômbia. A mercenária pedia desculpa pelo ocorrido, pois sabia que ouviria um monte ao chegar na base. MAS QUE... Você ai, diga-me quem recrutou esta imbecil para fazer parte da missão!? – Dizia em fúria o Comandante Heidern exigindo explicações de um soldado aleatório que estava na central de comando. O mesmo respondia ao superior, porém de forma gaguejada, voz tremula e com certo medo de realmente falar a verdade, contudo a dizia. O QUÊ!? O Coronel Ralf Jones foi quem recrutou essa e TODAS as outras mulheres que estão nesta missão??? Onde Jones estava com a cabeça quando colocou essa incompetente para campo?? Ela sozinha conseguiu estragar toda a nossa missão, a essa altura eles já devem saber que têm infiltrados no castelo!! – Em fúria, Heidern socava a primeira bancada que via pela frente. Os soldados se assustavam, mas por dentro riam, pois tinham a resposta pronta para aquela terceira e última pergunta. Heidern olhava para outro soldado e o questionava sobre a localização do Coronel e a resposta quase não saiu da boca do rapaz tamanho o medo. O soldado engolia a seco e dizia, fazendo Heidern ficar ainda mais puto. O QUÊ!? RALF ESTÁ NESTE MOMENTO RECRUTANDO MAIS MULHERES PARA ENTRAR NA IKARI?? LEONAAAAA!!! LEONAAAA!!! Heidern saía da sala e ia atrás de Leona, pois a partir de agora ela seria a responsável por recrutar as novas soldados para a base.


Em uma outra sala, sem ouvir os chamados de seu pai, Leona e Miu Yagami tentavam descobrir dentre as informações passadas pelos infiltrados o que havia acontecido com todas aquelas pessoas que misteriosamente desapareceram de Second Southtown após tentarem andar por Sarah Forest antes do aparecimento oficial do Castelo Memory na região. As agentes mercenárias suspeitavam que os funcionários do torneio eram, na verdade, os curiosos e trabalhadores que, de algum modo, foram a floresta e acabaram sendo “abduzidos” e transformados em funcionários do castelo, talvez por lavagem cerebral ou algo do tipo. Mil hipóteses poderiam ser levantadas, mas nenhuma se teorizava, mesmo que ambas estivessem perto da verdade, os infiltrados não tinham dado informações suficientes para fechar o quebra-cabeça. Miu olhava para Leona e a questionava sobre os gritos que vinham do outro lado da sala, deixando a mais velha agora atenta aos chamados que vinham acompanhados de seu nome. Droga... Parece que o General está procurando por mim. – Ela sussurrava, porém a filha de Destroyer ouvia perfeitamente e a respondia: É, ele está... Melhor preparar os ouvidos, ele parece putinho hahahaha – Leona ignorava a insolência da menor e saía da sala, encontrando-se com seu pai no corredor.


FIM.




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Clark "IKARI" Still
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( ... )

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster em Sex Dez 29, 2017 10:01 pm



(Post de enredo)


A luta havia começado. As pessoas estavam assistindo a ela. O local estava fechado para torcida por ser uma área isolada ao público, mas isso não impediu que três membros do Memory Circus fossem ver a luta no local. No balcão oposto ao que possuia uma incubadora com líquido esmeralda, os três membros surgiam: a pequena titereira sentada em um dos ombros do cavaleiro e a cantora loira.
Todos os três podiam ser reconhecidos por terem aparecido no desfile inaugural. O cavaleiro pôs a mão direita sobre corrimão enquanto a garotinha, segurando um cachorinho de pelúcia se arrumava sentada sobre seu ombro. A mulher loira, tranjando um vestido branco longo,
exibia sua beleza adornada com peças de joalheria feitas de opala e platina. Todos os três observavam a luta sem falar uma palavra sequer,
mas as câmeras os exibiam enquanto mostravam a luta.





============================================================================

Em outro ponto do local, escondida das câmeras e através de uma pequena grade na parte mais baixa de uma das paredes, Cassandra observava a luta, tomando o extremo cuidado para não revelar a sua presença. Ela parecia muito interessada na luta, murmurando para si mesma sobre os lutadores em questão, como por exemplo o "cheiro" do sangue da menina Painwheel. "Como o sangue dela podia carregar um aroma tão nefasto e terrivelmente familiar?", ela pensava. Por um momento, ela teve que recuar, pois o líquido rubro do recipiente quebrado correu em sua direção e quase escorreu sobre ela.


============================================================================

 Em um porão de um armazem abandonado nos limites da cidade, Zhuan Yaling estava deitada em uma cama velha, enquanto o mago Nessiah trabalhava em uma agulha feita de obsidiana, encantando o objeto para que esteja pronto para fazer a recuperação do corpo da morta-viva. Zhuan assistia por uma televisão, que o mago havia posto para funcionar usando um artefato em forma de ampulheta, que corria um pó que emanava uma corrente elétrica contida dentro do vidro. Ela assistia a garota que a vencera e a poupara.
Logo, Nessiah voltava-se para ela começando a "remendar" os pedaços no corpo da jhiangshi com muito cuidado, usando um fio negro,
trançado usando a fibra das penas de corvos e refinado por magia. Ele começava a costura pelos ossos dos membros decepados. A agulha se movia pelo tecido ósseo como se fosse feito de algodão e vez ou outra, ele observava a luta, parando para prestar atenção aos detalhes.
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Re: *Memory Circus Tournament* Painwheel vs Clark "Ikari" Still

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ 【✤】 em Dom Dez 31, 2017 1:03 am




ROUND 3 MOVE 1 – É HORA DE ACABAR COM ISSO! A INVESTIDA FINAL DE PAINWHEEL!


ㅤㅤㅤFui salva! Gae Bolga me libertou do agarrão do soldado maquiado antes que ele tivesse chances de me quebrar a outra incubadora de vidro me usando de amortecedor. Felizmente, meu oponente não saiu com danos gravíssimos. A resposta de Gae foi muito agressiva e havia chances dele acabar matando o homem sem necessidades. É algo que preciso trabalhar depois com um pouco mais de treinamento e auto-controle. Com conversa também, sei muito bem que ele me escuta quando falo com ele.

ㅤㅤㅤDepois de libertada, consegui atrapalhá-lo com o terremoto causado pelo meu soco, mas não o consegui pegar a tempo com as correntes e o cadeado. O mesmo acabou rolando para o outro lado algumas vezes e escapando de um dano devastador e que poderia nocauteá-lo de uma vez por todas. Franzi o cenho ao ver que ele era bem sistemático. Como? Era fácil de perceber que ele, por ser calado demais, é por estar pensando em várias possibilidades de me pegar desprevenida e causar algum dano considerável.

ㅤㅤㅤEstes são os momentos que você precisa ler seu oponente. Não conheço nada a respeito dele. Não me enviaram informação alguma do laboratório sobre quem iria participar e quais eram suas formas de combate, seus trejeitos, etc. Se não fosse minha curiosidade de procurar assistir a luta de Yue com a mulher brasileira, não saberia que eles dois poderiam ser possíveis inimigos para a próxima fase. Ou seja.... Fui mandada às cegas ao campo de batalha por aqueles que ameaçam minha família e pensam estarem com toda a situação em suas mãos. Não! Isso acaba hoje! Igual o dia anterior, vou sair dessa arena vitoriosa. Jurei a mim mesma que seria o anjo da guarda daqueles que me rejeitaram!

ㅤㅤㅤPercebi a corrente sendo puxada. A forma como ele a segurava só indicava uma coisa. Distração! Lembrei do que o papai me disse: “ Certas ocasiões você deve tentar evitar danos. Outras não."

ㅤㅤㅤSei que pode parecer loucura apanhar de graça, mas o modo como ele me disse aquilo fez sentido para o poder monstruoso que há dentro de mim. A eletricidade que emano sempre que concentro toda a dor e o sofrimento dentro do meu peito desencadeia uma força bruta e que poderia ir além da compreensão humana em alguns casos, se combinada com uma de minhas super habilidades. Mas, não era necessário ir tão longe. (Até por que não apanhei o suficiente para ter duas barras de poder, de acordo com as regras. Q)

ㅤㅤㅤ── “ Isso vai doer.... Mas eu preciso... ” ── Pensei.

ㅤㅤㅤEle lançou a corrente na minha direção e parte dela acertou minha cara como se fosse um tapa. Virei o rosto abruptamente para o lado com a pancada dela me atingindo a maçã esquerda do rosto e cambaleei três passos para trás. Senti o inchaço começando a se formar no rosto. A ardência incômoda seguida da dor insuportável, com direito de fazer os olhos lacrimejarem e a cabeça doer. Mas meu corpo reagiu de outra forma à dor. Valentine sempre me lembra disso: A dor é o catalisador principal do seu poder! Será essa dor que me fará vencer!

ㅤㅤㅤO homem veio correndo. Buer tremeu. Comunicou-se comigo, querendo me proteger. Gae também estava pronto para soltar espinhos negros para todos os lados. “ Não! ” Exclamei mentalmente para as duas parasitas. Elas não deveriam interferir. Aquele era meu momento de brilhar, a chance de conseguir vencer o oponente com algo que possa ser considerado suicídio. Pode falhar, eu sei. Não havia garantia de que fosse dar certo, mas preciso tentar! Preciso acabar com essa luta o mais rápido possível e encontrar aquele livro!

ㅤㅤㅤOs dois primeiros passos dela já indicam uma velocidade perigosa. Estiquei meus braços para trás. No terceiro passo dele, respirei fundo. No quarto, emanei a eletricidade por todo o meu corpo, concentrando o sangue da Skullgirl e a Gae Bolga. Nos últimos passos dele (não sei se foi cinco passos rápidos ou sete passos médios), fechei os olhos. E senti como é ser atropelada por um trem.

ㅤㅤㅤ── AAAAAAAAH! ── Minha voz ecoou por todo o salão. Foi uma pancada forte demais. Tão intensa que poderia ter me matado se ainda fosse uma garota normal. A dor daquela ombrada violenta me arrastou para trás, mas meu corpo, em seu estado berserker, permaneceu ao chão. O dano dele passou por todo meu corpo, que tremeu em sua base, mas me permitiu devolver um contra ataque de mesma, senão, maior intensidade.

ㅤㅤㅤ── HOAAAAAAAAAAHH! ── Joguei os braços para frente, atravessando um por cima do outro em forma de X. Os músculos de meu braço cresceram com a manifestação do meu poder combinada à dor e o murro potente que desferiria como um contra-ataque em Clark seria suficiente para me garantir um acerto violento sobre ele, devido a proximidade e mais a velocidade que terei de reação. Se atingir ele, não só desestabilizarei toda a postura ofensiva dele, como irei deixa-lo atordoado por alguns segundos (normalmente, se diz stunado, onde o personagem no jogo perde a reação por menos de um segundo). Mas não seria um simples murro. Além do impacto da porrada, meus braços musculosos e cheio de veias roxas saltadas e brilhantes ficaram cheios de espinhos negros que emergirão da pele branca e judiada do meu corpo, rasgando ela pelo comprimento dos braços, pulsos, palmas, entre os vãos dos dedos e retribuirão todo o sofrimento causado em mim por aquela ombrada violenta de volta a ele, com cortes, arranhões algumas perfurações também. Este era meu normal move Fury Sledge.



ㅤㅤㅤ── ISSO É PELA MINHA FAMÍLIA! ── Lágrimas vertiam dos olhos da máscara. Meu corpo treme com a dor insana que senti.

ㅤㅤㅤSe ele fosse pego pelo dano, eu aproveitaria a oportunidade para atacar ele.

ㅤㅤㅤ── NÃO PELA ASG LABS! ── Continuei...

ㅤㅤㅤAvançando um pouco, desfiro um chute chamado Fracture. Um normal move de um chute lançador, com a finalidade de atingir o queixo do Clark com a sola de meu pé e manda-lo para o alto causando uma dolorosa e intensa fratura exposta na minha perna, juntando as duas mãos sobre os calcanhares e puxando-a para minha direção, dobrando o osso da minha perna de um modo tão assustador e anormal, permitindo que da minha coxa saia um espinho negro imenso e golpeie o oponente com uma tremenda força (sim, é o espinho que mandará ele pra cima). Se isso o acertasse, Clark iria para o alto e a minha perna voltaria ao normal rapidamente. Não sei explicar como... talvez, um fator de cura igual dos X-men? Não faço ideia.



ㅤㅤㅤ── NEM PELA VALENTINE! OU PELO BRAIN DRAIN! ── Continuei meu ataque histérico durante cada sequência dos meus golpes.Somente com o sucesso da minha segunda investida que concluirei o meu combo marcial no oponente, saltando um pouco depois que ele e tentando pegá-lo numa investida aérea. Antes que ele venha a cair ao chão, segurarei o rosto dele, a Buer Driver ligará seus motores e me dará um impulso maior, trazendo o soldado contra o chão. Baterei a cabeça dele com força, não ao ponto de matar ele, ESPERO. Mas de modo que ele desmaie de vez e a luta seja dada por encerrada. Este é o meu agarrão aéreo, o Rail Spike.



ㅤㅤㅤ── NINGUÉM MAIS IRÁ ME CONTROLAR! ISSO ACABA AGORA! ── Será este o momento que o soltarei...

ㅤㅤㅤSe tudo desse certo, recuarei alguns passos para trás. O corpo treme. A pancada dele me deixou um pouco tonta. Fecho meus olhos e ponho as mãos sobre os joelhos, tentando recuperar um pouco de energia.

ㅤㅤㅤ── Maldição...

ㅤㅤㅤDo outro lado....

ㅤㅤㅤNão percebi que pessoas estranhas apareceram na arena. Suas energias só começaram a serem sentidas por mim momentos após o resultado de meus ataques, se serão ou não bem sucedidos. Eram três na parte mais funda... São rostos familiares... Os mesmos do panfleto do torneio.

ㅤㅤㅤNotei também que Robô-Fortune estava ali, no andar de cima. Aquelas orelhas pontudas não me enganavam, por mais que ela pensasse estar escondida atrás dos obstáculos que impedem a visão completa do ambiente ali de cima. Espero que ela tenha ouvido toda a minha gritaria. Que essa mensagem tenha chegado diretamente aos ouvidos de Brain Drain. Que ele sentisse que não estou mais com medo dele, entretanto, estou preocupada com o que pode acontecer com minha família. Não tenho mais volta. Hei de arcar com as consequências. Mas torço para que o melhor aconteça para mim e não para eles. A hora deles vai chegar. Vou derrubar aquele lugar todo até o último tijolo, nem que seja a última coisa que faça em minha vida. NINGUÉM MERECE PASSAR PELO O QUE PASSEI!

ㅤㅤㅤ── Eu juro... salvarei todos eles! Papai Iori... Chizuru-san... me deem forças para vencer este torneio! Ugh...

ㅤㅤㅤNo alto, da biblioteca, Robô-Fortune ficou quieta com tudo o que ouviu. Ela já havia parado de zoar seu criador e mostrado para ele toda a sequencia de movimentos do experimento 0-84. Todo aquele discurso emotivo de que está fazendo isso pela família deixa implícito que a garota está sendo um problema sim para os planos e que Valentine era a culpada por ter deixado um resquício de alma humana naquela jovem quando a trouxe para o laboratório. Essa humanidade estava crescendo cada vez mais na jovem ao ponto dela conquistar até mesmo a confiança e obediência de suas parasitas.

ㅤㅤㅤ── A situação saiu do controle. Robô-Fortune, quando a batalha acabar, saia do alcance de Painwheel. Vou usar o controle mental nela ao seu máximo e acabar essa palhaçada!

ㅤㅤㅤA voz de Brain Drain soou em um tom sombrio. A gata apenas brilhou seus olhos como uma afirmação a ordem recebida.

ㅤㅤㅤ── Painy vai deixar de ser humana... Painy será uma marionete para toda à vida!

ㅤㅤㅤ── Não. ──  A voz ouviu a robô. E continuou. ── Vou usá-la e descarta-la. Estou de saco cheio dessa criatura. A hora de exterminá-la está chegando. Melhor recarregar suas energias. Será você que botará um fim nela!

ㅤㅤㅤ── E-eu? Matar minha sista do Lab? ── Robôs às vezes ponderavam sobre obedecer alguns comandos. Não foi a primeira vez de Robô-Fortune duvidar das intenções de seu criador.

ㅤㅤㅤ── Exato. Se não for você, será Fukua ou Valentine. ── Ele encerrou a transmissão. Não disse nada a ela. Mas ela permaneceu ali, olhando, inquieta.

ㅤㅤㅤ── Nyaaaah.... Beep Boop Meow!

ㅤㅤㅤO que acontecerá com Robô-Fortune? Não sei.

ㅤㅤㅤO que acontecerá comigo? Também não sei.

ㅤㅤㅤMas de uma coisa sei. Os dias da ASG Labs estão contados!








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Re: *Memory Circus Tournament* Painwheel vs Clark "Ikari" Still

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Seg Jan 01, 2018 10:52 pm







HELLO DARKNESS, MY OLD FRIEND!!

ROUND 3 MOVIMENTO 2



O Tenente Clark Still conseguia esquivar com sucesso das correntes e do cadeado que caíam em sua direção após Carol os cortar. Rapidamente o norte-americano segurou uma das correntes e a lançou em direção à pequena adversária que fora atingida com sucesso em seu rosto, ainda que não fosse exatamente da maneira como o mercenário planejou. Ao soltar a corrente, o Ikari corria ao mesmo junto com esta em passos rápidos e, ao ver sua adversária já recuperada da última ação do mercenário, o mesmo apressou seus passos (optando por cinco passadas longas) para que assim conseguisse atingir adversária antes que esta agisse, pois Painwheel havia levado seus braços para trás, respirado fundo, fazendo emanar a mesma energia elétrica de outrora, porém agora percorrendo novamente todo o corpo feminino da adotada, dando indícios de que estava preparando algum movimento de ataque, supostamente.


A ombrada de Clark acertava Carol, no entanto, apenas a arrastava para trás, não a alavancava do chão surpreendendo Still. De percepção rápido, o mercenário conseguia entender o que estava para acontecer. A oponente absorvera todo o dano para si e agora chegará a hora de contra-atacar. Não havia como fugir, esquivar ou defender aquele contragolpe que viria, isso por que a distância mínima e a intensidade com que Painwheel colocava era grande, assim o jeito seria esperar uma brecha nas ações da menina monstro para poder reagir. O Tenente podia ver e sentir os braços da adversária voltarem em sua direção e o acertarem em cheio ao mesmo tempo em que espinhos saíam daquele golpe. De fato, por causa da força do impacto o mercenário acabava ficando levemente atordoado e vulnerável para Carol agir e foi exatamente isso o que ela fez, agiu.


- ISSO É PELA MINHA FAMÍLIA!

Ela gritava em meio ao início de sua investida insana contra o Ikari, como se o mesmo tivesse alguma culpa por tudo o que Carol está passando. Os espinhos da primeira investida conseguiam perfurar as vestimentas de Still e o cortar gravemente no peitoral e barriga, fazendo-o sangrar, além do normal.


- NÃO PELA ASG LABS! - ela dizia.


O mercenário caminha dois passos para trás, contudo, sua adversária não o deixa se afastar e avança para o golpear, dessa vez com um chute no queixo que fez o militar olhar para o teto e, quase ao mesmo tempo, um forte espinho gigante atingia o loiro, fazendo-o ir para o "céu". NEM PELA VALENTINE! OU PELO BRAIN DRAIN! - Gritava a garota durante/após o chute. Nesse momento, durante seu "voo", os óculos escuros de Clark iam parar longe, deixando-o, pela primeira vez, puto. Ainda com os olhos voltados para cima, o militar conseguia avistar três figuras conhecidas, visto que o Tenente os encontrou quando estes foram a rua e a mulher de branco cantou, fazendo quase todos chorarem, inclusive o céu. O único que não veio as lágrimas naquele dia fora o próprio militar, pois é sentimentalmente frio e, assim, não se viu abalado ou tocado por aquela canção. Contudo, não fora apenas em tal ocasião que Clark os avistou, os mesmos também se encontravam no dia em que o mercenário e os demais participantes do torneio chegaram no castelo e foram recepcionados pelo suposto anfitrião. A atenção momentânea do Ikari naquele trio o impediu de perceber Carol vir em sua direção novamente, mas agora com a intenção de segurar sua cabeça e afundá-la no chão.


- NINGUÉM MAIS IRÁ ME CONTROLAR! ISSO ACABA AGORA!


Fora então neste momento que Clark voltou a si. Rapidamente o militar calculou a altura para qual foi lançado, a velocidade da queda, o a força aplicada, o impacto e dano que aquele movimento causaria e o tempo para se chocar contra o chão. Pode parecer muita coisa, entretanto o Ikari é totalmente calculista em cada ação e não perdia tempo, pelo contrário, já estava acostumado a pensar assim. E, justamente para não perder mais tempo, o militar tentava segurar com o punho esquerdo o braço que Carol estava usando em seu ataque, levando o direito ao antebraço e à cintura da menina para cancelar qualquer movimentação do membro e, se bem sucedido, o loiro usaria suas pernas para envolver as coxas da menor pelo lado externo, deixando seus pés (os de Clark) envolverem a parte de trás (das coxas) e, parcialmente, as panturrilhas da menina monstro.


Caso desse certo, ao forçar e lançar suas pernas para agarrar a oponente, automaticamente, o militar giraria o corpo dos dois em pleno ar e, faltando um pouco menos de um metro e meio para atingir o chão, Still evitaria o dano daquele agarrão aéreo, colocando Painwheel para recebê-lo... A não ser que a adversária se solte e cancele o próprio movimento na hora H, vai saber... Bem, considerando apenas a reação de Clark de não levar o dano, temos que se o contra-ataque do contra-ataque desse realmente certo, quem receberia todo o impacto da Lotus Primária, não, espera, confundi... Quem receberia o dano daquele último golpe de Painwheel seria a própria Painwheel, que também serviria como "amortecedor" para Clark tocar o chão. Vale ressaltar, todavia, que durante a queda, Clark supostamente estaria de frente para a oponente e na hora de lançá-la o mercenário a jogaria de tal modo que essa batesse suas costas (e arma) no chão, podendo rachá-lo ou quebrá-lo, quem sabe, e, dessa maneira, o militar poderia a pisar e sair ileso.


Caso a movimentação desse certo, o Ikari ficaria a pelo menos dois metros da adversária e, ao tocar o chão, uma forte tosse o pegaria de jeito, fazendo-o cuspir sangue e levar a mão destra a barriga para conter a hemorragia e dor. Pela segunda vez dentro daquele torneio, Clark estava sem seus óculos, deixando seus olhos azuis visíveis. O soldado mercenário respirava fundo e avaliava suas condições de continuar aquela peleja, sabendo que por hora ele precisava se manter de pé e vencer aquela batalha, caso contrário o mistério sobre os desaparecidos, o castelo e o livro, tudo isso seria perdido e quem sabe esquecido. Não só Cassandra contava com o loiro, mas todas as outras vidas envolvidas que estavam em jogo. O motivo de Carol estar no torneio era desconhecido dos Ikari Warriors, no entanto não seria ele (o motivo de Carol) que faria Clark dar, por vontade própria, a vitória a menina.


O mercenário respirava fundo novamente, sentindo dor no abdômen, peitoral e barriga, ou seja, todo o tronco. Ele sabia que teria que agir rápido, se, é claro, todos os acontecimentos ocorressem como narrado até aqui. O loiro se impulsionava usando seu Slide Dash para se aproximar mais rapidamente da oponente enquanto esta ainda estivesse, supostamente, se levantando e não já de pé, uma vez que o militar não queria perder tempo mesmo que isso o prejudicasse fisicamente. Clark estava disposto a dar tudo de si para concluir sua missão e deveria arcar com todas as consequências. Caso desse certo, o mercenário tentaria agarrar Carol pela cintura mais uma vez enquanto esta estiver se levantando e, se conseguisse, o loiro tentaria aplicar um Double Northern Lights Suplex na adversária, isto é, o Ikari a jogaria para trás sem a soltar, fazendo Painwheel bater seus costas e nuca violentamente contra o chão de vidro, onde, após derrubar a adotada, o Ikari passaria suas pernas por cima da adversária para ficar por cima da mesma e a levantar do chão e a jogar mais uma vez contra o solo.


Apesar de estar quase exausto, o loiro não acabaria seu combo de wrestling ali, modalidade de combate na qual Still é especialista, sim, toda esta movimentação na verdade faria parte de um todo, formando assim um só golpe após o suposto sucesso do contra-ataque aéreo do militar. Caso o Double Northern Lights Suplex desse certo, o Tenente tentaria passar suas pernas mais uma vez por cima da oponente como se fosse aplicar um terceiro suplex, contudo, Clark queria apenas puxar a adversária novamente do chão e a levantar. Se conseguisse deixá-la de pé (segurando como se realmente fosse aplicar outro suplex), o Tenente finalmente revelaria sua real intenção. Clark tentaria segurar na coxa canhota de Painwheel e a girar, deixando-a de cabeça para baixo. Caso conseguisse, o militar então saltaria dois metros e cairia violentamente com a menina no chão aplicando e finalizando seu combo com um Vertical Suplex Piledriver, o que faria, talvez, Carol bater o rosto contra o solo e, quem sabe, desmaiar. Se o golpe fosse bem sucedido, Clark se afastaria se arrastando três vezes pelo chão, deixando rastros de seu sangue no local enquanto segue em direção à seus óculos escuros. Ao final, o loiro tossiria mais uma vez, soltando mais sangue pela boca. Sua atenção seria focada na adversária, porém o trio lá em cima não fora esquecido, tal qual a suposta presença de Cassandra que Clark também conseguia sentir.


Enquanto isso a agente Helena continuava a caminho da base mercenária Ikari Warriors sabendo que iria ouvir um monte por ter estragado tudo, porém, para sua sorte ou não, a mesma conseguiu instalar pequenas câmeras em determinadas partes do castelo, pegando sempre o ponto cego as câmeras colocadas pelos organizadores para que assim a jovem não fosse flagrada instalando as próprias câmeras, que estariam espalhadas pelos quadros dos corredores, algumas portas e no quarto de Clark (estas foram postas enquanto o militar tomava banho). Já na base, Heidern e Leona iam até a sala de recrutamento e não encontravam nem Ralf, nem as meninas que estavam na seleção, o que deixava o General ainda mais puto com o Coronel. Leona apenas fechava os olhos e movia o rosto negativamente, não dizendo absolutamente nada.





FIM.

P.S.: Em caso de dúvidas, recomendo procurar no YouTube sobre Double Northern Lights Suplex e Vertical Suplex Piledriver.




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