2nd South
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☆ Natal 2017 ☆ Ocultos de Second

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Re: ☆ Natal 2017 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ 【✤】 em Sex Jan 05, 2018 4:46 pm




Festa de natal!


ㅤㅤㅤ── Eu vi o que comprou. Tenho certeza que seu amigo oculto vai gostar. ── Alice sempre foi boa comigo. Desde que começamos a dividir o mesmo quarto no dojo do papai Iori, vim recebendo todo o suporte dela para amenizar a dor em meu peito.

ㅤㅤㅤApós o desfecho com minha antiga família, as coisas voltaram ao normal. Sem ligações ameaçadoras, sem chantagens emocionais. Posso finalmente ter uma vida normal como sempre quis, acho. Os treinamentos continuam. Às vezes recebo instruções de Yuriko à distância e outras do papai, que ainda insiste que devo aperfeiçoar minhas técnicas não humanas.

ㅤㅤㅤHá dias que fico deitada o dia todo na cama, olhando para o teto, pensando se devo retomar aos meus antigos sonhos antes do Lab Zero se intrometer na minha vida. Tem poucos dias que voltei a estudar. Estou atrasada nos meus estudos e há muita coisa para ser colocada em dia. A escola nova era boa, as pessoas estranhavam um pouco meu corpo ou meu rosto, mas estes olhares não me incomodavam mais. Procuro pensar no que está por vir e não no julgamento dos outros.

ㅤㅤㅤHá aqueles que tentaram se aproximar de mim por acharem ‘maneiro’ meus músculos, outros por me acharem ‘fofa’ e alguns por terem descoberto que sou filha adotiva de Iori Yagami. Evitei todas essas pessoas. Passei a não gostar de gente assim, que só vem pelo interesse de algo. Confesso que sinto falta da escola de Mapplecrest, da Filia, de todos... Bola pra frente.

ㅤㅤㅤDepois que Alice me confortou sobre o presente pro meu amigo oculto, passamos um tempo trocando algumas ideias. Coisas que faríamos quando chegássemos em Second South Town, as roupas que iriamos usar para o show e a festa, teorias sobre quem tirou quem. Aquelas coisas. Ela pegou no sono em algum momento de toda essa conversação. Juro que tentei dormir. Mas não consegui. Peguei uma revista de artigos de moda posta atrás da poltrona na minha frente, comecei a ler. Foi o suficiente para passar o tempo.

ㅤㅤㅤAcho que fui a primeira a perceber que estávamos chegando para o voo de conexão. Tenho medo dessas conexões. Um descuido e você perde o voo. Fico o máximo do tempo possível perto do papai e da Chizuru-san. Pode parecer bobeira, mas quase fiquei para trás em uma cidade que não conhecia no passado. São medos bestas, eu sei. Mas ainda me perseguem...

ㅤㅤㅤNo outro voo, Alice estava mais quieta. Depois que acordou do primeiro sono, ela parecia mudada. Sua expressão ficara mais séria. O olhar dela mudou. Parecia mais focada. Só voltou ao normal quando perguntei a ela se estava tudo bem. Parece que o rosto dela sofreu uma metamorfose. Não sei explicar. O olhar dócil e animado dela voltou, como se fosse outra pessoa. Estranho isso... Preferi não comentar.

ㅤㅤㅤQuando pousamos em Second, tivemos pouco tempo para andar na cidade. Alice sempre gostava de dar uma volta. O lugar que ela mais gostava era o campanário do Belfry. Disse que ali ela desenrolou sua primeira luta contra seu irmão mais velho, o Setsuna. Ela me contou que o desafiou por ter se sentido abandonada por ele, que desde pequenos, foram muito unidos. Ela perdeu o combate para ele naquele dia, mas alega ter sido suficiente para voltar a sorrir. Ela fala sobre uma garota, Hotaru, que fez amizade dias após esse confronto, sob a promessa de me apresentar a ela um dia.

ㅤㅤㅤ── Hotaru Futaba? Certo. Ela parece ser uma menina legal. ── Comentei, depois de ouvir mais ou menos como seria a descrição dessa misteriosa jovem, amiga de Alice.

ㅤㅤㅤNo hotel, tomei meu banho e me vesti com um vestido branco. Estou ruborizada. Embora meu cabelo esteja preso em um coque, ainda sinto vergonha dos meus braços e do meu rosto, que são as partes do corpo que permanecem expostas. As veias roxas e saltadas, as cicatrizes permanentes na face... Alice tenta me animar provando que não estou feia e que essas coisas eram meros detalhes... Para mim não eram apenas detalhes... Acho horrível. Não tenho escolha.

ㅤㅤㅤ── Só torço para não aparecer nenhum engraçadinho fazendo piadas sobre mim. ── Manifesto. E então, saímos juntas para o taxi que nos espera.

ㅤㅤㅤQuando chegamos, paguei o motorista. Alice ficou mais um tempo fora de área. Não a incomodei dessa vez. Saímos do carro e fomos para a entrada, chegando ao salão e sentado em uma mesa. Vi a Yuriko com Keith. Acenei para eles. Pensei em ir falar com os dois, mas prefiro deixá-los em paz. Avistei a moça fantasma também, estava diferente de antes. E mais arrumada também. O que será que houve com ela? A Laura e o namorado dela também estava lá, sempre bem humorados. Candy não estava por perto e papai só viria depois.

ㅤㅤㅤQuando os refrigerantes chegaram, tomei um gole do mesmo para molhar a garganta. Olhei meu presente e novamente, desconfio se a escolha dele foi a correta.

ㅤㅤㅤ── Tomara que esse seja o presente certo. Seria horrível dar algo que a pessoa possa detestar, não acha? ── Comentei, meio que falando comigo mesma.

ㅤㅤㅤPoucos minutos depois, Chizuru-san e o papai chegaram. Será que o show vai começar?









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ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ 【✤】
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Noite feliz(?)

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster em Dom Jan 07, 2018 11:32 am

 Dezembro...

 O general da 3YE havia assumido de maneira total o controle da organização havia poucos meses. Ele ainda estava começando a ter contato com todos aqueles que Krizalid havia empregado. Por causa de sua aparência, alguns o viam como um chefe, "excêntrico" ou "altamente rígido", chegando até ser "convidado" a reuniões de sindicatos ( que geralmente tinha um pra cada área da vasta 3YE). Apenas os comandantes das divisões continentais já sabiam de Gaster. Hoje, a sede de Second estava finalmente começando a aceitá-lo ali de maneira mais confiante... Gaster trabalhava muito na área farmacêutica do QG, desenvolvendo itens para melhorar os kits médicos de seus dez esquadrões paramilitares, que agiam como SWAT em Second caso a polícia não desse conta. Em seu ambiente de trabalho, Gaster usava seu antigo uniforme da época em que conheceu Krizalid: Um uniforme de "médico da peste", que consistia em um sobretudo de tecido pesado de cor branca, que era encerado, uma máscara com aberturas de olhos de vidro e um nariz em forma de cone, como um bico, onde ele colocara um filtro de ar modificado de máscara de gás. Ele estava trabalhando com uma produção de um antídoto de ação rápida para venenos de cobra. Uma vez que a cidade ficava ao lado de uma grande floresta, havia alguns incidentes com cobras nas partes mais ás margens de Second. Alguns dos médicos e farmacêuticos que trabalhavam junto a ele tinham um pouco de medo por causa de seu uniforme, embora apenas poucos houvessem visto o rosto do general. Através das lentes da máscara era só possível ver seus olhos, de aparência humana, com irises heterocromáticas ( cores diferentes.). Em um dado momento, Gaster removia um relógio de bolso de revestimento metálico do bolso, observando a hora.

- Cavalheiros, deixarei que continuem daqui. Façam conforme detalhei no memorando e preparem as amostras para testes para daqui há quatro dias. Aproveitem o feriado. - a voz de Gaster era profunda e rouca, mas muito nítida mesmo sob a máscara.

- Sim,senhor! - diziam os membros do laboratório em quase unísono.  

 Gaster ia para a área de descontaminação, onde removia as luvas de borracha. Ele adentrava na área de chuveiro em que um material desinfectante o cobria por inteiro e em seguida era secado por rajadas de ar para remover a mistura. Assim que ele saía do outro lado, Seu uniforme se modificava para a tonalidade negra, assim como o bico de sua máscara se encurtava, dobrando-se um pouco para baixo. Ele ia para o seu escritório, passando pela sua secretária . Ele sentava-se em sua poltrona em frente ao birô, encontrando um convite para uma festa natalina com um amigo secreto. Krizalid já o falara do tipo de comemoração, e sendo o primeiro de Gaster fora da 3YE,  ele estava um pouco receoso. Ele olhou para o nome da pessoa a qual havia sido sorteada para que ele desse o presente. Ele logo dirigiu-se ao computador da mesa, acessando o arquivo com os dossiês feito por Krizalid sobre cada um dos lutadores acima da média da cidade ( superiores aos "brigões" de rua comuns). Ele pesquisou o que havia de informações e logo em seguida pesquisou na lista de pessoas que deviam "favores" a Krizalid. Ao achar o nome mais adequado, ele pegou o telefone e ligou para a pessoa.

- Alô? - dizia a voz masculina com sotaque londrino.

- Senhor Saul Hudson?- dizia Gaster - O meu nome é Wilhelm Dannecker Gaster, general da 3YE. Encontrei o seu número na agenda do comandante Krizalid.

- Ah...Lembro de ter dado o número por causa daquela ocasião que ele deu aquela festinha para a banda com aquela sósia da Hitomi Tanaka(*). - dizia Saul. - O que deseja?

- Eu preciso de uma coisa...

  A conversa se desenrrolava por uns dez minutos até o final da mesma. Gaster apoiava a mão canhota sobre a mesa e olhava para o nada por um momento. Ele não tinha tanto contato com a sociedade humana desde que fora capturado pelo pessoal da SCP no interior da inglaterra e ficado confinado por quase vinte anos até o dia em que conheceu Krizalid nas instalações. Ele era um dos cientistas e fora encarregado de acompanhar a "prazerosa estadia" de Gaster naquele subterrâneo carregado de "coisas" que a humanidade tem muito medo de enfrentar de maneira mais "mente-aberta". Desde que Krizalid ajudou-o a fugir durante uma falha de segurança enorme causada por outros seres confinados ali, Gaster passou a acompanhar Krizalid, incluindo ajudá-lo a fundar a 3YE. Após pensar nisso e em outras coisas, ele decide ir descansar...

Dia da festa.

  Gaster ia para a festa em uma limosine preta acompanhada de uma van da 3YE. A limo para no estacionamento do bar, assim como a van. Ao descer da limo, Gaster colocava uma cartola e pegava uma bengala de material escuro. Trajava seu uniforme negro e máscara.



  Carregando um grande pacote em suas costas, ele sobe os degrais da entrada enquanto o estacionamento era vigiado por um esquadrão da 3YE e por dois dos andróides do Cerberus Squad, o homem- baleia Duff McWhallen e por Vasn, o guerreiro-bestial. Gaster apresentava o convite e assim adentrava a festa, com o presente sendo carregado como uma mala. Ele sentava-se em uma cadeira em uma parte baixa e menos iluminada do bar, colocando o presente ao seu lado, encostado em uma parede. Ele remove a cartola e apoia a bengala junto ao presente, pondo ambas as mãos sobre a mesa, ficando a observar todos os presentes...

(*) = don't google that.
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Re: ☆ Natal 2017 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  Ralf "IKARI" Jones em Dom Jan 07, 2018 11:16 pm






Confraternização de Natal

ATENÇÃO:

Não sei para os demais participantes, mas até então o evento a seguir não fará parte da história principal dos meus fakes, sendo apenas uma brincadeira fake.

O texto a seguir pode conter ou não o uso constante de palavrões! A leitura deste tipo de material é de sua total responsabilidade!!

O conteúdo referente a qualquer Non-Player Character (NPC) é de minha total responsabilidade e não, estes não serão removidos do texto sob qualquer alegação ou reclamação por parte dos mesmos ou terceiros.

Boa leitura.



Live House - Old Line, Second Southtown, EUA.

24 de dezembro de 2017.

O Coronel Ralf Jones e o Tenente Clark Still recebiam um e-mail com o convite para participar do Amigo Oculto de Second Southtown. Aquele já era, talvez, o terceiro ano do mais velho, porém era a primeira vez que chamavam o de menor patente, causando certo estranhamento por parte da dupla. Seria diferente, quem sabe divertido, e assim os mesmos decidiam que participariam, recebendo um e-mail com uma lista de nomes na qual deveriam sortear logo após confirmarem suas presenças, pois dali sairiam o seu "Amigo Oculto". Ralf Jones sorteava o dele e tentava ver quem Clark tinha tirado, mas falhou miseravelmente. Os dias se passaram e finalmente chegou a data, os mercenários foram ao Old Line e cumprimentaram a todos apenas com acenos e olhares, nada mais, absolutamente nada mais, ficando afastados enquanto o povo ainda chegava. Os Ikari Warriors iam para o bar e pediam Velho Barreiro enquanto aguardavam a troca de presentes.

- Tomara que essa porra não demore muito hehehe

- Acho que não se deve falar "porra" quando se trata de espírito natalino, senhor...

- Ah oh, se foder, Clark!! HAHAHAHAHAHA mas olhando por ai, o seu amigo oculto já chegou?

- Talvez...

- Ah, qual é? Me fala, quem é? Dá uma dica ai... É homem ou mulher?

- ...

- O quê?

- O cara da 3YE, alguns Yagami... É estranho ver tantos inimigos juntos e trocar presentes com eles...

- HAHAHAHAHA Nem me fale, mas você se acostuma, Clark!!




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Re: ☆ Natal 2017 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  Ɽµηηιηɡ☆Ⱳιɭδ☆Steel☆Wölf em Seg Jan 08, 2018 9:31 am



The Legendary
Running Wild
Steel Wölf



ㅤㅤㅤ Setembro de 2017, Casa dos Bogard, Southtown, FL – EUA.

ㅤㅤㅤ Lilith Skyamiko estava estendendo roupas no varal ao lado de fora daquela residência no meio do matagal, quando um sedã preto, de luxo, irrompeu no caminho que havia em meio a tudo aquilo.. A residência ficava numa clareira às margens do rio que desaguava mais ao sul, nas águas do Golfo, o mesmo rio que fazia a principal divisa entre Southtown e 2nd South.
ㅤㅤㅤ Uma casa simples de dois andares e mais um porão, onde no primeiro pavimento havia sala de estar, de jantar e cozinha, enquanto no pavimento superior havia um quarto de casal, outro de solteiro e o único banheiro da residência. Uma escada na sala de estar ligava o primeiro ao segundo andar e outra escada na cozinha levava ao porão.
ㅤㅤㅤ Ela havia comprado essa casa após os desastres acontecidos durante o torneio de sua autoria nas duas cidades. Terry havia perdido seu apartamento no centro da cidade por conta do tsunami. Depois de casados, não restou dúvidas para onde partir.
ㅤㅤㅤ Aquele ano estava tranquilo demais para aqueles dois acostumados à baderna. Salvo a festa dada no aniversário de Terry, começando dois dias antes com o aniversário de Keith, passando pelo de Athena e encerrando no já citado, o casal ainda inventou ideia de fazer uma viagem de dois meses pelo país, onde a ruiva acabou faltando um mês de trabalho. Com a necessidade do museu em suas habilidades e uma desculpa esfarrapada, apresentando documentos e provas fabricadas, a ruiva manteve seu emprego na cidade vizinha.
ㅤㅤㅤ Terry estava parado das porradarias. Salvo algum arrancarrabo arrumado durante a viagem com algum metido a esperto, o louro não havia entrado numa peleja de verdade. As lutas dele eram outras. Lilith estava grávida de três meses na data supracitada.
ㅤㅤㅤ Não só Terry como também todos os próximos se surpreenderam ao saber que aquela mulher que se transformava no capeta alado estava esperando um filho de Terry Bogard. Lilith havia abdicado de sua forma demoníaca, assumindo o fardo da vida mortal numa fase da vida extremamente nova pra ela, porém surpreendente e dolorida. Coisas fáceis e banais para os humanos podia ser um tormento para aquela ruiva gostosa.
ㅤㅤㅤ Terry se divertia quando podia, pois assim que soube da gravidez da mulher, mal era visto nas noites, salvo quando estava fazendo um serviço aqui e acolá. O Lobo vestiu a camisa do herói mais uma vez, porém desta, não para trocar socos e pontapés.
ㅤㅤㅤ Então voltando… a ruiva estava estendendo roupas no varal. Ela havia chegado do trabalho, feito a janta enquanto uma máquina de lavar tocava o terror. O semblante da gostosa mudou, segurando a peça de roupa contra a corda como se esperasse um golpe numa luta.
ㅤㅤㅤ Dois homens trajados de preto, com blazers, calças e apenas a blusa interna branca saíram do carro, subindo o lance de quatro degraus para bater a porta.
ㅤㅤㅤ — Senhor Bogard! — batiam a porta — Senhor Bogard.
ㅤㅤㅤ Ela contornou a casa e os interrogou. Os homens a viram e a princípio temeram. Pediram para chamar por ele, ao que ela protestou, alegando que o marido poderia estar dormindo.
ㅤㅤㅤ — Precisamos falar diretamente com ele e tem que ser agora! — disse um dos homens.
ㅤㅤㅤ Terry apareceu à porta, com o cinto da calça aberto, sem camisa, bocejando e coçando a cabeça.
ㅤㅤㅤ — O que tá acontecendo, Sky?
ㅤㅤㅤ — Esses homens querem falar com você, Lyubov’!
ㅤㅤㅤ O sotaque do leste europeu era a marca do timbre daquela mulher. Ela deu as costas e voltou aos seus afazeres, empinando aquela barriga de três meses, porém numa área em que pudesse visualizar as expressões. Os homens mostraram um papel a Terry, que recuou a mão para acender a luz da varanda logo ao lado da porta, do lado de dentro da casa. Lilith viu o marido menear negativamente a cabeça e os homens darem de ombros…
ㅤㅤㅤ — Get serious! “Cês tão ‘maluco’? Nós não construímos essa casa, nós compramos essa casa.
ㅤㅤㅤ — Por esse motivo o senhor deve comparecer à audiência marcada nesta data no Fórum da cidade. — disse um dos dois.
ㅤㅤㅤ — ‘Cês são tudo ‘doido’, rapá! Tão mexendo com quem tá quieto por quê?
ㅤㅤㅤ — Senhor! Conhecemos a sua fama… Não será com os punhos que resolverá essa situação. A vida não é um Arcade…
ㅤㅤㅤ Eles foram embora enquanto o louro recostou seu cotovelo destro sobre a coluna da varanda. De cabeça baixa, encarava o papel em sua mão esquerda. Tão logo o sedã sumiu, Lilith apareceu com passos apressados para questionar o marido:
ㅤㅤㅤ — O que aconteceu, Lyubov’?
ㅤㅤㅤ — Precisamos conversar, Sky!

ㅤㅤㅤ Sentado no sofá da sala, Terry tinha o semblante contemplativo. Lilith andava de um lado para o outro, falando sem parar. Nervosa, passava a falar tudo em russo, onde obviamente o louro não entendia nada. Quando se tocava, percebia que deveria voltar ao inglês:
ㅤㅤㅤ — Terri! Nós não temos mais nada! Se perdermos a casa, não temos onde morar!
ㅤㅤㅤ — Take it easy, Sky! Tudo vai se resolver…
ㅤㅤㅤ — NÃO, TERRI! NÃO!!! — a voz dela se elevava. — PRA VOCÊ É FÁCIL. ACHA QUE TUDO SE RESOLVE À BASE DE SOCOS E PONTAPÉS! A VIDA NÃO É UM FILME DE HOLLYWOOD OU UM JOGO DE VIDEO GAME! NÃO!
ㅤㅤㅤ — Calma, Sky…
ㅤㅤㅤ — NÃO, TERRI! VOCÊ NÃO TÁ PERCEBENDO? NÓS NÃO TEREMOS ONDE MORAR… COMO VAMOS CRIAR UMA CRIANÇA SEM TER UM LUGAR PRA MORAR? ACORDA, TERRI! EU NÃO TENHO MAIS TODO AQUELE DINHEIRO… E VOCÊ NÃO TEM UM EMPREGO FIXO. NÃO TEMOS COMO COMPRAR UMA CASA DE UMA HORA PARA OUTRA EM OUTRO LUGAR.
ㅤㅤㅤ — …
ㅤㅤㅤ As lágrimas corriam o rosto da ruiva. Terry largou o papel no sofá, ao lado, levou a mão destra aos cabelos naquele movimento costumeiro de lançá-los para trás e se levantou, tomando a esposa nos braços em um abraço. Lilith levava as mãos ao rosto em prantos deixando ser abraçada, mas logo recusava o abraço, partindo em murros desesperados com a borda das mãos contra o peito do marido.
ㅤㅤㅤ — NÓS VAMOS FICAR SEM CASA, TERRI! NÃO VAMOS TER MAIS ONDE MORAR…
ㅤㅤㅤ — Confie na deusa da sorte, Sky!
ㅤㅤㅤ — DEUSA DA SORTE! ISSO NÃO EXISTE, TERRI! ISSO É COISA DA SUA CABEÇA! ISSO É FANTASIA… — a voz trêmula e estridente reverberava pela casa. A ruiva ainda falou um monte de coisa em russo.
ㅤㅤㅤ Terry não reagia, mantinha o semblante impassivo. Ele não tinha uma solução rápida para aquela situação. Não era como num combate ou numa partida de Street Basket, onde sua mente funcionava rápido, movimentos, destreza, agilidade. Não… Aquilo ali era diferente, era o mundo daqueles “adultos grandes” que dominava o dos “adultos pequenos”. O que estaria se passando na cabeça daquele quarentão? A justiça estava no encalço de Terry, e desta vez de forma pesada.
ㅤㅤㅤ Lilith foi se sentar apoiando os cotovelos sobre os joelhos e escondendo o rosto com as mãos. Seus cabelos tombaram-lhe sobre o rosto, ocultando tanto suas mãos quanto parte de seus braços. Ela não parava de chorar. Terry pegou seu maço de cigarros, e foi para a varanda.
ㅤㅤㅤ Os dias subsequentes não foram tão bons naquela casa. Lilith não estava tão receptiva ao marido e toda vez que o encarava ao voltar do trabalho era com o olhar atravessado. Em várias ocasiões, Terry escutava soluços de choro da mulher trancada no quarto.

ㅤㅤㅤ Na noite da véspera da audiência, uma família jantava em sua residência luxuosa na parte mais abastada de Southtown. Algumas brincadeiras dos jovens filhos do casal que encabeçava a mesa emoldurava aquele momento. Apesar da descontração, o respeito se mantinha à mesa. Todavia a campainha soou, interrompendo o sossego daquela família. Apesar de o mordomo ter ido averiguar para evitar o desconforto de seus patrões, quem retornou foi outra pessoa.
ㅤㅤㅤ — Quem é você? — perguntou o chefe da família ao ver o homem que se apresentou na sala de jantar.
ㅤㅤㅤ — Ora… ora… Quem sou eu? — começou o homem — Vejamos bem… Eu sou a terceira parcela da sociedade, aquela que pega atalhos para viver o que a primeira parcela — e ele fez um arco com a mão no ar em direção a toda família à sua frente — tem de melhor. Eu vim daquela parcela que sobrevive para alimentar a outra parcela. Eu sou lado esquerdo da sociedade.
ㅤㅤㅤ O silêncio reinou na mesa, o medo era visível nos rostos de todos.
ㅤㅤㅤ — O que você quer? Dinheiro? — Continuou o patriarca daquela família.
ㅤㅤㅤ — O senhor? Oferecendo-me dinheiro, Meritíssimo? Isso não seria falta de decoro?
ㅤㅤㅤ O invasor estava trajado com blazer, calça, camisa social e sapatos. Todo o traje era branco. Seus cabelos entre o louro e o castanho situavam-se na altura dos ombros, não chegava a tocá-los. Seus olhos azuis traziam pálpebras cansadas de uma sociedade marcada pela necessidade de auto afirmação. Aquele homem tinha uma cicatriz perpendicular na testa, visível a todos que o encaravam. Ele continuou:
ㅤㅤㅤ — Estão espantados com o meu traje branco? Hehehe… Sabem de uma coisa? Minha namorada não gosta de trajes brancos… lembram os mensageiros da morte, homens que como o senhor — e ele gesticulou, apontando para o chefe da família — podem decidir o destino de uma vida com um simples gesto.
ㅤㅤㅤ O invasor percebia o temor que rondava aquela mesa. O que encabeçava a mesa percorria vez ou outra os acessos do cômodo, tentando buscar alguns de seus empregados. O homem estranho voltou a se pronunciar.
ㅤㅤㅤ — Meritíssimo! O senhor ama vossa família? — ele esperou a resposta que não veio, então continuou — Ama ou não ama?
ㅤㅤㅤ — É claro que amo! — respondeu o chefe da família.
ㅤㅤㅤ — E foi por isso que construiu tudo isso, certo? — o invasor fazia um arco para o alto com a mão, indicando que se referia às posses.
ㅤㅤㅤ O silêncio imperou novamente. O invasor se aproximou dos jovens, afagando a cabeça dos mesmos. Percebia-se que eles engoliam em seco. Logo em seguida, tocou a mão da senhora que estava à mesa, se inclinou e deu um beijo no rosto da mesma, lançando mão ao prato dela para roubar um canapé e comer, chupando os próprios dedos indicador e polegar.
ㅤㅤㅤ — Hmmm… Delicioso… A vida é deliciosa quando se pode aproveitar, concordam? Quando se tem condições para isso, certo? — e se voltava para o chefe da família. — Agora, Meritíssimo! Neste mesmo momento, — ele puxou a manga esquerda do blazer, encarando o seu Patek Philippe Reference 1527, um relógio de pulso no valor de US$ 5,7 milhões — a exatos 8:27 pm, um casal do outro lado da cidade deve estar comendo um ensopado de nada. Meritíssimo. A vida é muito fácil, somos nós quem a complicamos, certo? Pois é… — e ele caminhava para perto do chefe da família, dando dois tapinhas no ombro do mesmo e voltando para perto da mulher mais velha da mesa, continuando a falar gesticulando.
ㅤㅤㅤ — Meritíssimo! O casal a que estou me referindo está esperando uma criança. Os senhores aqui presentes não tem absolutamente nada a ver com isso, certo?
ㅤㅤㅤ O chefe da família não entendia o porquê de nenhum de seus empregados aparecer em socorro contra aquele invasor. Este continuava a falar não mais esperando respostas.
ㅤㅤㅤ — Pois é… Mas a nossa sociedade… a nossa justiça… quer privar este casal sem luxos, sem canapés, sem mordomos, sem hiates, sem piscinas e Disney… a nossa justiça quer tirar o único bem material relevante deles… a casa… — e ele se virava para a esposa do chefe da família. — A senhora acha justo que uma família nestas condições tenha de ser privada do direito da moradia?
ㅤㅤㅤ Mas ele não esperou respostas, continuou a falar.
ㅤㅤㅤ — Meritíssimo! O senhor poderá me corrigir, alegando que ao infringir a lei, deve-se pagar por isso… Mas a lei é realmente justa? Um homem que arriscou a própria vida para que milhares nessa cidade pudessem estar fazendo a mesma coisa que vocês neste momento. Uma mulher que se privou de toda a riqueza que tinha para tentar devolver à cidade a normalidade. Duas pessoas que buscaram se isolar para que não fossem mais incomodados… E o que nossa sociedade faz? Caça-os como se estivéssemos no período de caça às bruxas.
ㅤㅤㅤ O invasor retirou o relógio do pulso, deixou na mesa ao lado do prato do chefe da família, beijou o rosto da esposa deste e afagou a cabeça dos jovens. Em seguida tomou rumo pelo mesmo lugar que apareceu, deixando as palavras no ar…
ㅤㅤㅤ — Deixo esse presentinho para que o Meritíssimo lembre dessa conversa amanhã.

ㅤㅤㅤ Lilith não podia mais faltar o serviço por causa de todo aquele mês que ela engambelou por manter a viagem pelos EUA com o marido. Com isso, deixou tudo pronto para Terry se apresentar na audiência no Fórum Central de Southtown. Quando o louro acordou, viu a roupa que ela havia separado para ele ir à audiência, sorriu e desceu para tomar o café.
ㅤㅤㅤ Ela já havia partido para 2nd South começar o seu expediente no museu. Como ia com a moto de Terry, ele não teria outra alternativa do que ir a pé. O vagabundo gente fina abdicou do traje que Lilith havia preparado, era um blazer e calça preta, sapatos de mesma cor e camisa branca. Terry preferiu seus trajes habituais.
ㅤㅤㅤ Antes de sair de casa, com mais uma caneca de café na mão, sentou-se sobre a amurada de madeira da varanda e acendeu um cigarro. O dia estava nublado, daqueles que a qualquer momento poderia apresentar uma chuva fina. Uma brisa geladinha perambulava naquela manhã onde alguns pássaros se recolhiam sobre o forro de madeira da varanda, graças às avarias no frontispício da casa.
ㅤㅤㅤ O louro terminou o café, sorvendo o último gole, deu o último trago no cigarro, petelecando a guimba para o chão de terra batida além dos degraus da varanda. Após guardar a caneca dentro de casa, fechou a mesma e partiu. Já a certa distância, olhou para trás, para aquela casa que a ruiva comprou para ter sossego junto ao marido. Uma casa aconchegante, velhinha, mas que eles davam jeitinhos para que pudessem viver em paz.

ㅤㅤㅤ O auto falante anunciou:
ㅤㅤㅤ — Remoção da Casa dos Bogard no National Park
ㅤㅤㅤ Terry meneou negativamente a cabeça e entrou. Havia outras pessoas em cadeiras dispostas organizadamente naquela sala, um ambiente completamente inédito para Terry Bogard, ali onde socos e pontapés não resolvem problemas.
ㅤㅤㅤ As formalidades verbais foram apresentadas. O juiz perguntou o nome completo de Terry e pediu que o mesmo fizesse um juramento. Concluídos os procedimentos, o juiz começou:
ㅤㅤㅤ — Por que moram numa reserva florestal?
ㅤㅤㅤ — Minha esposa comprou a casa. Ela estava em anúncio.
ㅤㅤㅤ — Sabe que é proibida a construção de residências em reservas florestais?
ㅤㅤㅤ — Sim. Deveriam proibir o antigo dono.
ㅤㅤㅤ Terry estava de pé, olhar fixo no juiz. Este volta e meia lia algo nas folhas à sua frente. Voltou a questionar.
ㅤㅤㅤ — E mesmo sabendo que era proibido, deixou com que sua esposa comprasse a casa?
ㅤㅤㅤ — Seu juiz… — ia começar Terry quando o juiz o cortou.
ㅤㅤㅤ — Meritíssimo, por favor!
ㅤㅤㅤ — Perdão! Meritíssimo… Eu não entendo o porquê desse processo. Moramos isolados da cidade, o terreno é cercado por pântanos e mata fechada, tem animais selvagens para todo lado. Não havia energia elétrica na casa, nem saneamento que não prejudicasse a terra. Minha esposa bancou algumas reformas primordiais com a grana que restou da venda da casa — ele deu uma pausa. Foi a deixa para o juiz.
ㅤㅤㅤ — Por que não compraram uma propriedade em outro lugar?
ㅤㅤㅤ — Seu juiz… — mais uma vez o louro estava sendo cortado pelo juiz, desta vez com um aceno — Perdão! Meritíssimo… Toda a fortuna da minha esposa foi para revitalizar as duas cidades, esta e a vizinha. Nossa casa foi comprada com o que sobrou. Como o senhor sabe, eu não tenho emprego fixo, ela trabalha num museu e está grávida de 3 meses. Acorda antes da manhã ter início e chega à noite. Não temos uma vida luxuosa e nossa casa ainda precisa de muitos reparos para receber uma criança.
ㅤㅤㅤ — Como o senhor vai fazer se tiver que pagar uma multa?
ㅤㅤㅤ — Não sei… Provavelmente seria preso por não ter dinheiro pra pagar…
ㅤㅤㅤ O juiz se empertigou em sua cadeira e fez mais uma pergunta:
ㅤㅤㅤ — Como o senhor fará se tiver que se mudar?
ㅤㅤㅤ — Também não sei…
ㅤㅤㅤ O juiz ficou mexendo os papéis em sua mão e tomou uma decisão.
ㅤㅤㅤ — Senhor Bogard! Eu darei o direito de vocês continuarem a morar naquela propriedade. Entretanto não poderão comercializar produtos naquela região de qualquer espécie. Não poderão degradar a fauna e a flora da região ou alterá-las de qualquer maneira, tudo isso sob pena de multa a ser julgada posteriormente. Caso encerrado! — e bateu o martelo.
— Muito obrigado… Meritíssimo! — respondeu o louro, dando as costas e saindo da sala.
ㅤㅤㅤ O juiz mantinha os olhos naquele réu recém absolvido que saía daquela sala. Assim que o auto falante anunciou o próximo caso, ele puxou a manga do seu traje e observou as horas em seu relógio de pulso, um Patek Philippe Reference 1527. Do lado de fora, Terry ainda recebeu um documento com todos os termos despachados pelo juiz que permitia a fixação de sua residência naquela região do National Park.
ㅤㅤㅤ Mais tarde, quando Lilith chegou do trabalho, encontrou Terry deitado no sofá da sala com os pés apoiados no braço da mobília e o controle da TV. Ao questioná-lo sobre o resultado, ele apontou para o papel que estava em cima da mesa. A ruiva largou sua bolsa no chão e rapidamente foi ler o conteúdo do documento. Lágrimas de felicidade rolaram pelo rosto da senhora Bogard, que se jogou sobre o marido em demasiada alegria.



ㅤㅤㅤ Três meses mais tarde, a barriga da ruiva se mostrava maior. Sua locomoção era cada vez mais difícil, seu tempo de traslado de casa ao trabalho e vice-versa se tornava mais dispendioso. Terry fazia biscates em dois lugares, às vezes chegando em casa de madrugada. O Pao Pao Cafe não tinha a presença do louro havia tempos e quando o viam, era nesta correria habitual de quem sai de um canto para o outro. Era um período ruim em termos de sexo para aquele vagabundo gente fina, pois por vezes chegava em casa e a ruiva já estava dormindo e, quando ele acordava, ela já havia saído para trabalhar. Foi numa noite dessas que ele chegou em casa num madrugada e viu uma carta fechada com o seu nome sobre a mesa.
ㅤㅤㅤ — Se ela não abriu, significa que é algo apenas pra mim…
ㅤㅤㅤ Era aquela já habitual brincadeira de amigo oculto. Destroyer, seu compadre, faria um show com a filha dele que o louro chamava de Becky, no Old Line, local que há tempos não tinha a presença do louro. Uma ponta de nostalgia tocou o peito do vagabundo ao ver o nome da casa de shows. Ele continuou lendo o conteúdo da carta até que viu o nome de quem havia tirado. Deu um tapa na própria testa e disse:
ㅤㅤㅤ — Get serious! — deu de ombros e fechou a carta, guardando consigo para que a ruiva não tivesse curiosidade demas ao acordar para trabalhar.
ㅤㅤㅤ Durante os dias que correram, em suas idas e vindas pela cidade, Terry tentava arquitetar algo para presentear seu amigo oculto. Numa daquelas andanças, observou algo na vitrine de uma das lojas da região de China Town. Não tardou em entrar na mesma e perguntar o preço do produto, sendo o bastante para que o vendedor o infernizasse para levar. Terry estava com o dinheiro certo no bolso para comprar algumas coisas e levar pra casa. Não havia possibilidades de adquirir nada naquele momento. Despediu-se do vendedor, dizendo que voltaria dentro em breve.
ㅤㅤㅤ
ㅤㅤㅤ No dia 24, Lilith não havia ido ao museu, não havia expediente. Terry passou o dia na rua. O louro havia pego um serviço na zona portuária, para descarregar mantimentos de hiates e navios turísticos. Seu presente já estava comprado, porém a sua preocupação era se ele realmente conseguiria chegar na hora da festa. Por sorte, estava com a moto no dia, diminuindo bastante o tempo de percurso para voltar pra casa.
ㅤㅤㅤ A ruiva Skyamiko havia acabado de sair do banho quando escutou Terry chegar. Ela não hesitou em gritar lá de cima.
ㅤㅤㅤ — TEEEEEERRI… NÓS VAMOS NOS ATRASAR POR SUA CAUSA! ACABEI DE TOMAR BANHO E VOCÊ CHEGA AGORA EM CASA?
ㅤㅤㅤ — Shit! — disse Terry quase que pra si mesmo.
ㅤㅤㅤ Quando ele subiu esbaforido para tomar banho, fez questão de abrir a porta do quarto e dizer:
ㅤㅤㅤ — Eu vou terminar de me arrumar primeiro do que você! Quer apostar?
ㅤㅤㅤ Meia hora depois, o louro estava com uma jaqueta de couro cinza grafite, com gola de pelúcia e sem estampas ou padrões, usava uma calça jeans azul bem escura, botas num tom mais escuro do que a jaqueta, uma camiseta branca sem estampas e as inseparáveis luvas meio-dedo. Fumando já o segundo cigarro desde que terminara de se aprontar, sentado sobre a amurada de madeira da varanda, ele gritava lá pra dentro.
ㅤㅤㅤ — VAM’BORA, MOCINHA! FOI VOCÊ QUEM DISSE QUE EU IA ACABAR NOS ATRASANDO…
ㅤㅤㅤ Lá de dentro vinha um audível…
ㅤㅤㅤ — ESPEEEERAAAAAA!!!




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Re: ☆ Natal 2017 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Seg Jan 08, 2018 9:15 pm





Chega o Natal...




ㅤㅤㅤㅤ30 de junho de 2017.

ㅤㅤㅤㅤEstou com fome, acordo e vou direto para a cozinha preparar o café.  O cheiro invade o ambiente, termino de passar manteiga de amendoim em uma banda de pão de forma. Dou uma mordida grande, mastigo com pressa e engulo bebendo o café em seguida. Coloco na boca o resto do pão e engulo com o restante do café que está na caneca.
Estou preparando uma nova fatia de pão quando escuto os passos de Terry descendo as escadas. Encho novamente a caneca com café. O cheiro do café e o gosto do pão que estou mastigando ficam estranhos.
ㅤㅤㅤㅤ-Ugh.. Ugh..
ㅤㅤㅤㅤ- Bom dia, Sky... o que? - percebo que ele para de falar e não me segue.
ㅤㅤㅤㅤO tempo foi preciso, quando chego ao banheiro coloco tudo que estava em seu estômago para fora. Ao terminar fecho a tampa do vazo e encosto-me a parede, os azulejos estão frios, fico sentada no chão e passo as mãos no rosto jogando os cabelos para trás.
ㅤㅤㅤㅤ-Você está bem, diabinha?
ㅤㅤㅤㅤA voz dele me faz olhar para cima, ele está escorado na porta mastigando pão e bebendo café.
ㅤㅤㅤㅤ- Enjoo. E você está comendo no banheiro aonde eu acabei de vomitar? - falo me levantando.
ㅤㅤㅤㅤDou descarga e vou para a pia.
ㅤㅤㅤㅤ- Você sabe que não tenho essas frescuras, Sky!
ㅤㅤㅤㅤ- Sei... – coloco água na boca, cuspo na pia e pego a toalha para passar no rosto. - Mas eu tenho. - falo estendendo a toalha e me virando para ele.
ㅤㅤㅤㅤ- Vou para o trabalho, não posso mais faltar e menos ainda chegar atrasada. - falo me aproximando, dou um selinho nos lábios dele e vou para o quarto trocar de roupa.
ㅤㅤㅤㅤNão demoro em me arrumar e sair de casa, mas antes de ir para o trabalho faço outro caminho. Passo pelo centro, paro em uma farmácia e compro todos os testes de gravides que eles tem, cada um de uma marca diferente. O que é um total de três caixas, pago e coloco-os na bolsa. Subindo novamente na moto, acelero para o museu.
ㅤㅤㅤㅤQuando saio da moto, levo a mão para dentro da bolsa. Busco pelo meu aparelho celular, precisava fazer a ligação para o consultório da minha ginecologista. Enquanto a ligação está completando entro no museu e caminho direto para minha sala.
ㅤㅤㅤㅤ- Oi! É Lilith. Sim, quero marcar uma consulta para hoje na hora do meu almoço. – falo trancando a porta da minha sala e seguindo para o pequeno banheiro que havia nela.
ㅤㅤㅤㅤ- Eu sei que não tem como fazer marcação para o mesmo dia que liga, mas é uma urgência, por favor. Tenho quarenta minutos a partir das doze e trinta. – falo apressada jogando na pia as caixas que tenho nas mãos.
ㅤㅤㅤㅤ- É só uma ultrassonografia, nada mais, por favor. – abro a primeira caixa e coloco o conteúdo na bancada.
ㅤㅤㅤㅤ- Obrigada, estarei aí no horário! – desligo enquanto termino de abrir a segunda caixa.
ㅤㅤㅤㅤColoco o celular no chão e abro a terceira caixa. Pego os três dispositivos para fazer o teste, parecem termômetros, levanto o vestido que estou usando e abaixo a calcinha. Sento no vaso. Seguro entre as pernas os três testes enquanto faço xixi e molho cada um deles.
ㅤㅤㅤㅤQuando termino coloco cada um deles apoiados na bancada da pia, fecho o vaso e dou descarga. Lavo as mãos, enquanto fico esperando os minutos passar visto novamente minha calcinha e ajeito o vestido.
ㅤㅤㅤㅤ- Vamos... – murmuro comigo mesmo olhando para os testes.
ㅤㅤㅤㅤPego o aparelho telefone no chão e olho os minutos, respiro e volto a olhar para os testes. Nada de darem o resultado, foram meses tentando engravidar. Tanta expectativa pra nada, pensando que não conseguiria ter filhos. Aí quando não se preocupa mais, se terá ou não terá, volta toda essa expectativa novamente e a dúvida vem junto, será que ele quer filhos?
ㅤㅤㅤㅤQuando volto a olhar para os testes de novo, fico assustada, pegos nas mãos e me sento no chão do banheiro. Todos os três marcam que estou grávida, mas não consigo acreditar.
Foi o barulho da porta que me fez sobressaltar e me tirou do banheiro.
ㅤㅤㅤㅤ- Lilith você está aí? Porque a porta está fechada? – era a voz da Sra. Mônica.
ㅤㅤㅤㅤ- Estou! Por que estou cagando! O que você quer? – respondo irritada pegando as embalagens e os testes e coloco-os de volta na bolsa da farmácia e em sequencia na minha bolsa.
ㅤㅤㅤㅤ- Chegou uma nova remeça de peças, preciso que você veja se são reais ou imitações, estão pedindo uma fortuna por elas. – a mulher falou por trás da porta.
ㅤㅤㅤㅤ- Está bem! Já vou! – respondo e aperto a descarga novamente para disfarçar.
ㅤㅤㅤㅤAs horas parecem passar mais lentas, ou seja, o fato de eu não parar de olhar o relógio esperando para a hora do almoço chegar. As peças eram interessantes, mas a mais cara e promissora não era autentica. Todos tentam imitar obras de arte, poucos querem imitar artefatos arqueológicos, mas sempre acontece.
ㅤㅤㅤㅤ- Então, essa não é a lança que falaram ser. É uma lança, óbvio, mas não é a Lança do Destino. E os testes de carbono estão aqui. Caso queiram conferir. Acho que pensaram que seriamos estúpidos demais para sabermos que existe esse tipo de teste. E, bem... Eu não precisei fazer o teste, só fiz para vocês poderem devolver ou ter razão para jogar essa porcaria no lixo. Vou ir almoçar. – falo deixando a papelada com a Mônica e vou para a porta apressada.
Paro no meio do caminho, lembrando-me da minha bolsa, volto para pega-la em minha sala e saio apressada. Mesmo sendo algumas quadras de distancia, acabo usando a moto para ir até o consultório.
ㅤㅤㅤㅤQuinze minutos de espera depois estou sentido o liquido gosmento e frio na minha barriga e o monitor virado para mim enquanto a médica começa a passar o aparelho por minha barriga.
ㅤㅤㅤㅤ- Bem. Pela formação do feto e ainda não podermos ouvir os batimentos cardíacos, acho que você está saindo da terceira semana e entrando na quarta, ou seja, você deve ter engravidado entre o dia 10 e 12 de junho. – a médica fala comigo e sorri.
Meus olhos continuam no monitor, vendo aquela pequena coisa crescendo dentro de mim.
ㅤㅤㅤㅤ- Quer que façamos o exame de sangue? – a médica pergunta, mas não consigo entender da primeira vez, por isso ela repete a pergunta chamando pelo meu nome.
ㅤㅤㅤㅤPisco e viro meu rosto para ela, passo a mãos sobre os olhos e sorrio.
ㅤㅤㅤㅤ- Não precisa. Obrigada por me atender hoje. Eu tenho que voltar ao trabalho, não posso me atrasar com os horários por lá. – falo e começo a pegar o papel para me limpar e me levantar.
ㅤㅤㅤㅤ- Mas temos que fazer pré-natal e tudo isso, você sabe não é? – a médica fala.
ㅤㅤㅤㅤ- Sim, sim... Mas não pode ser hoje, marque outro dia, pede para me ligarem, a recepção tem meu número. – falo com pressa e pego minhas roupas tirando o vestido rosa que ela me deu para colocar.
ㅤㅤㅤㅤSaio às pressas de lá, paro no mercado coreano e compro meu almoço, piloto de volta para o museu e paro a moto no mesmo lugar. Volto para minha sala e sento para pensar naquilo tudo. Sei que se fizer um exame de sangue, saberão que não sou humana, mas como vou saber se está tudo bem com o bebê?

ㅤㅤㅤㅤSetembro de 2017.

ㅤㅤㅤㅤEstou começando a preparar o jantar quando Terry chega. Saber que eu estou grávida deve ter mudado algo nele, sempre vem para casa com algo do supermercado e está com dois trabalhos, sempre cansado e os horários diferentes dos meus. Raro os dias que ele chega para jantar, hoje é esse dia.
ㅤㅤㅤㅤ- Boa noite, Lyubov’. – falo quando o escuto fechando a porta.
ㅤㅤㅤㅤ- Boa noite, Sky. Vou tomar banho e já desço. Estou sujo e com fome. – ele fala subindo as escadas.
ㅤㅤㅤㅤSorrio e termino de concluir o jantar. Carne moída com macarrão, ele não reclama nunca do que faço para comer, mas sei que às vezes ele se preocupa, comendo menos que normalmente come. Ele pensa que não percebo, mas é impossível não notar isso. E como tínhamos bastante comida, fiz questão de colocar uma quantia considerável em seu prato quando ele chegou à mesa.
ㅤㅤㅤㅤEu tinha acabado de desligar o fogo e colocar tudo na mesa da sala de jantar.
ㅤㅤㅤㅤ- Preciso falar com você, Terri. – comento entregando o prato para ele.
ㅤㅤㅤㅤ- Diga aí, diabinha. – ele senta e começa a comer.
ㅤㅤㅤㅤ- A médica não para de pedir para fazer o exame de sangue para o pré-natal. Acho que na próxima consulta ela me amarra e faz a coleta de sangue na marra. Estou com medo de ela surtar ao ver que meu sangue não é humano. Preciso de ajuda com isso, sabe com quem posso fazer esses exames sem a pessoa surtar? – falo colocando a comida no prato e antes mesmo da primeira garfada.
ㅤㅤㅤㅤ- Olha... Sky... Issû é complicadû... – ele começa a falar de boca cheia.
ㅤㅤㅤㅤ- Sim. E antes que você se engasgue, fale depois de engolir, Lyubov’. – comento balançando a cabeça negativamente e coloco uma garfada de comida na boca.
ㅤㅤㅤㅤ- Vou falar com o pessoal, talvez alguém saiba de alguém que possa fazer isso. Que dia é sua próxima consulta? – ele comenta e pergunta.
ㅤㅤㅤㅤ- Início de Outubro, falei que não poderia faltar no trabalho muitos dias, então marco sempre na hora do almoço as consultas. – respondo dando de ombros e volto a comer.
ㅤㅤㅤㅤTinha que terminar ali e também por a roupa no varal para secar durante a noite.
ㅤㅤㅤㅤ- All right! Eu terminei, vou fumar e deitar na TV. – ele responde saindo da cozinha.
ㅤㅤㅤㅤEle não havia perguntado o sexo da criança ainda, nem eu perguntei para a médica.
ㅤㅤㅤㅤ- QUAL NOME VOCÊ GOSTA?! – eu grito terminando de tirar a roupa da máquina de lavar.
ㅤㅤㅤㅤMas a resposta não vem, ele pegou no sono. Balanço a cabeça sorrindo e continuo meus afazeres.

ㅤㅤㅤㅤNovembro de 2017

ㅤㅤㅤㅤVocê pensa que já havia suportado tudo, até ficar com cinco meses de gravides, as mulheres humanas são deusas e não sabem.
ㅤㅤㅤㅤ- Chert poberi! (Puta que pariu!) – xingo e deixo a bolsa no chão na entrada da casa.
ㅤㅤㅤㅤMinhas costas doem muito, mesmo com todo treinamento que fiz, parece que meu corpo não estava preparado para todo aquele estrogênio, seios doloridos, cansaço, sono, dor nas costas, pressão na bexiga. E mais uma vez que chego e Terry não está em casa, ele tem trabalhado muito, mas também preciso dele aqui.
ㅤㅤㅤㅤSuspiro e vou para o banheiro, preciso novamente urinar e também me refrescar. Saio do banho, seco meu cabelo com a toalha e deixo-a pendurada no banheiro e deito na cama de lado. A janela está aberta e sinto o vento passar pelo meu corpo, é refrescante. Nem percebo quando pego no sono, só percebo que é a voz do Terry que me acorda e quando abro meus olhos noto que já havia anoitecido completamente.
ㅤㅤㅤㅤ- Sky?! – ele está me chamando pela terceira vez pelo timbre da sua voz.
ㅤㅤㅤㅤ- Aqui! No quarto! – respondo.
ㅤㅤㅤㅤ- Você não fez a janta. – ele fala assim que chega à porta.
ㅤㅤㅤㅤ- Boa noite para você também. Estou cansada. – falo me virando na cama.
ㅤㅤㅤㅤ- Eu vou tomar banho, estou imundo. Pode pensar em algo que não seja cansativo para comermos? – ele fala indo para o banheiro.
ㅤㅤㅤㅤ- Lanche? – falo olhando para ele indo ao banheiro.
ㅤㅤㅤㅤ- Pode ser! – ele responde e escuto-o abrindo a calça e tirando a roupa e jogando no cesto.
ㅤㅤㅤㅤ- Você não quer saber o sexo do bebê? – pergunto após me levantar e me escorando por alguns minutos na porta do banheiro.
ㅤㅤㅤㅤ- Ah Sky, não ligo para isso. E você também não, por que se tivesse perguntado já tinha me falado. – ele responde debaixo do chuveiro.
ㅤㅤㅤㅤSorrio e desço para preparar o lanche para nós dois.

ㅤㅤㅤㅤDezembro 2017.

ㅤㅤㅤㅤEle adora me deixar irritadiça, ele não deveria brincar assim com uma mulher demônio e grávida! Mas ele sempre provoca, sempre. Termino de me vestir e começo a descer as escadas, a médica falou que engordei cinco quilos, mas penso que foram vinte. Não consigo dar um passo sem apoio mais! E ainda estou no sexto mês.
ㅤㅤㅤㅤ- Estou pronta! – falo fechando a porta atrás de mim.
ㅤㅤㅤㅤMeus cabelos estão soltos, passei uma maquiagem leve, lápis nos olhos com delineador, batão vermelho nos lábios e só. Estou com um vestido solto no corpo, ele deveria chegar até meus joelhos, mas não acontece isso por causa da barriga, mas ainda sim é bonito, segura meus peitos firmes e é um azul que combina com meus olhos. E nos pés eu coloco uma sandália de fivela que se prende ao meu pé, sem salto.
ㅤㅤㅤㅤ- Seus peitos estão maiores! – ele fala me olhando e saindo da mureta da varanda e caminhando para a moto.
ㅤㅤㅤㅤReviro os olhos com o comentário óbvio dele e sorrio.
ㅤㅤㅤㅤ- Você vai pilotar devagar essa moto, por favor, Terri. – comento me ajeitando dentro do sidecar da moto.
ㅤㅤㅤㅤE partimos para o Old Line, não lembro mais qual foi a última vez que estive nele, tenho que falar com Terry para voltarmos para a nossa vida, a parte de aproveitar um pouco com diversão.
ㅤㅤㅤㅤFoi com esses pensamentos que percorri todo o caminho até o Old Line, não tinha como conversar, só se fosse aos berros e não queria fazer isso. Fora que era desconfortável viajar ali, quanto mais rápido chegássemos, melhor.
ㅤㅤㅤㅤ- Você tem alguma ideia de como eles vão reagir quando nos vir? – pergunto quando ele me ajuda a sair do sidecar.
ㅤㅤㅤㅤEle dá de ombros e passa o braço envolto da minha cintura, estava um pouco frio, é inverno. Ele havia me dado sua jaqueta para a viagem e não retirei, supus que o abraço era para ele esquentar também.
ㅤㅤㅤㅤ- Com certeza vão parar de me fazerem perguntas se você pode engravidar sempre que me virem. – ele comenta no momento que passamos pela porta e entremos na casa de shows.
ㅤㅤㅤㅤ- Hahahahahaha... – começo a rir, há dias não gargalho daquele jeito.
ㅤㅤㅤㅤQuando estamos chegando perto das mesas percebo que boa parte das pessoas já estava por ali. Não tinha ideia de quem havia recebido convites, mas como também teríamos um show para assistir, imaginei ser bastante gente.
ㅤㅤㅤㅤHavia comprado meu presente no último dia que fui ao trabalho, ou seja, o dia 23 de dezembro. Não tinha um conhecimento profundo da pessoa que apareceu no papel que veio no meu envelope, mas sabia que ela iria gostar do presente, pelo menos é o que penso.
ㅤㅤㅤㅤAlguns olharam para nós com um olhar estranho, mas não liguei muito, sentei na cadeira e pedi para Terry buscar ou pedir bebidas para nós.
ㅤㅤㅤㅤ- Lyubov’, pode pedir algo para eu beber, por favor?
ㅤㅤㅤㅤEle respondeu com um aceno e caminhou em direção ao balcão, com certeza iria falar com os amigos dele também pelo caminho.



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Minha primeira festa de Natal sozinha.

Mensagem  Celestiah Loraqinere em Ter Jan 09, 2018 1:59 pm

" Uma elfa em uma festa de natal parece legítimo" - Barry Loraquinere.

Desde que eu vim para o mundo humano, eu venho me interessando pelos costumes do mesmo. Em minha terra-natal, não temos as comemorações que esse mundo possui. Eu me interessei nessas fetividades como uma fanática por doces em vitrine de confeitaria. Por exemplo, durante as festividades do halloween, o meu empório recebeu visitas de outros seres que não são humanos, mas se disfarçam de um. Dei uma grande festa e foi muito bom, mas...o natal, é como os humanos falam...é mágico. É quase como se o mundo todo parasse com as brigas, pusesse suas indiferenças de lado e comemorassem todos juntos, mesmo sendo inimigos.
Isso me facina muito. Eu já vi comemorações de natal muito belas. ja tentei patinar no gelo com esses sapatos laminados que eles usam.
Barry, meu filho, tentou me ensinar, mas eu demorava muito para me equilibrar. Eu sei que era mais facil usar magia para tentar manter meu equilíbrio, mas eu quis tentar. Eu sorrio ao ver o pequeno vídeo em meu celular que fora filmado por ele enquanto eu tentava me equilibrar balançando os braços como um ganzo desengonçado no lago do Central Park no ano em que fomos lá. caí de mal jeito várias vezes.

Mas a risada de meu filho, mesmo que adotivo, me trouxe felicidade. Eu queria que meu falecido esposo e meu filho legítimo pudessem estar vivos para experimentarem esse sentimento também. Eu guardava meu celular em meu bolso quando atendi um carteiro. Ele me entregara uma carta sobre uma festividade natalina que ia se realizar. Eu li o conteúdo e vi que tinha sido convidada. Haveria também um sorteio de "amigo oculto". Annie, a minha funcionária no empório, me explicava a respeito da brincadeira.

- Então, é como uma troca de presentes, mas não se sabe quem foi lhe sorteou até chegar a hora. É claro que você terá uma pessoa para dar seu presente, madame Celestiah. É como uma corrente, um elo puxa o outro, mas neste caso, uma pessoa entrega um presente a outra.

- Ah...entendi. Mas eu tenho uma dúvida. Eu não conheço essa pessoa. Isso gera problemas?

- Posso ver quem você "tirou" no amigo oculto?

- Pode. Aqui. - eu passava o convite a ela.

- Ah...é uma pessoa bem conhecida na cidade. Vai ser fácil encontrar algo pra ele.

- Pode me ajudar nisso? Eu já tinha visto essa brincadeira, mas agora que eu estou em uma pela primeira vez, eu me sinto meio perdida.

- Claro! - Annie sorria para mim.

 Passei algumas horas conversando junto a ela sobre o que seria mais adequado a dar para essa pessoa. Mas isso não era o que mais me deixava desconfortável. O que me deixava assim era o fato de ter passado tanto tempo nessa cidade e nunca ter ido a nenhum evendo da mesma. Tal pensamento me fez quase gritar me chamando de preguiçosa....

 Na tarde do dia da festa, eu terminei de cobrir o presente. Era um embrulho pequeno, mas eu tinha certeza que a pessoa que o receberá irá considerá-lo um bom presente. Fui me banhar e terminar de me preparar para a festa. No convite falava que teria bebida grátis. Eu pensei por um momento se eu poderia aproveitar isso sem ficar bêbada. Eu fui até meu pequeno laborátório no porão do meu empório e preparei uma pequena pílula de cor amendoada de textura macia. Era quase como estivesse olhando para um pequeno quartzo em minha mão. Levei tempo até demais pra prepará-la, pois estava quase na hora da festa. Eu engulo a pílula, que iria absorver todo o álcool que eu ingerisse por cerca de seis horas e subo as escadas. Annie e Barry estão indo comemorar o natal em uma festa com as crianças do orfanato em que adotei meu filho. Ao fechar o emporio e nossa casa ( que fica no andar de cima), Barry me pergunta:

- Mãe, você não vai chegar atrasada na festa se for para lá a pé?

- Huhuhu...- eu dou uma leve risada convencida. - Eu tenho um método eficaz. - Eu tiro uma pequena chave de prata de minha bolsa e a coloco na fechadura de uma porta da época vitoriana que tinhamos a venda. As frestas na moldura brilhava suavemente em um tom prateado.

- Ah...tudo bem então. Aproveite a festa, mãe.- O rapaz se aproxima de mim e beija minha mão direita.

- Boas festas, madame Celestiah. - Dizia Annie.

- Para vocês também. - Eu respondia sorrindo.

Eu dava as costas a eles e virava a maçaneta. Eu passava pela porta e surgia no local da festa como se tivesse saindo do banheiro feminino. Eu removia a chave de prata da maçaneta, guardava a chave em minha bolsa e fechava a porta para que o portal se fechasse junto, assim nenhuma das convidadas iria acabar parando no meu empório caso quisesse ir ao banheiro. Vou até a entrada para mostrar o meu convite a segurança, para evitar transtorno. Os brutamontes até que ficaram intrigados e mais alertas depois que eu surgi atrás deles sem ser notada. Vou até o balcão onde cumprimento o barman e peço uma dose dupla de abcinto. Sento-me em um dos bancos e fico a ver o movimento ds convidados. Como eu não conhecia ninguem ali, eu quis ficar um pouco mais reservada para não causar estranheza.
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Re: ☆ Natal 2017 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  ♥ ßƚʉҽ ❽ ɱαᴦγ ♫ em Dom Fev 04, 2018 8:30 pm



BLUE
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Amigo Secreto



ㅤㅤㅤEu recebi o comunicado numa manhã em Southtown. Estava malhando na sacada do prédio onde moro, Anton estava deitado na sala. Eu tinha pego a carta mais cedo, no saguão do edifício. Terminei meus exercícios matinais, tomei banho e sentei na sala, com a TV ligada, o jornal do dia sobre a mesa e a correspondência ali.
ㅤㅤㅤCom um copo de Creatina na mão, peguei o comunicado do evento. Nele vinha o endereço e a pessoa que havia tirado no amigo secreto. Dei um sorriso ao ver o escolhido.
ㅤㅤㅤ— Hah! Vai ser fácil.
ㅤㅤㅤPeguei meu notebook e entrei num site de fã qualquer. Logo pude saber os gostos desse meu amigo secreto.
ㅤㅤㅤ— Hoje em dia é muito fácil.
ㅤㅤㅤPedi pela internet mesmo, numa loja virtual. O prazo de entrega estava para poucos dias antes da festa.

ㅤㅤㅤNo dia da festa, estacionei minha moto no estacionamento do Old Line, local do encontro. Subi as escadas e atravessei a sacada, entrando na casa noturna. Eu vestia um suéter branco, jaqueta de couro, calça e botas. Meus cabelos estavam um pouco mais longos do que o habitual. Com o presente debaixo do braço, acenei para alguns conhecidos e fui me sentar num banco de frente para o balcão, pedindo um Blue Mary para a atendente.


Hot Agents



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Re: ☆ Natal 2017 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  Duck King em Seg Fev 05, 2018 8:17 am



The Brutal
Duck King
Break Dancer



ㅤㅤㅤㅤDuck King já estava de saco cheio de ficar viajando o tempo inteiro para resolver picuinhas da sua danceteria em San Diego. Chegou a um ponto de querer vendê-la e abrir um negócio em Southtown, ou até mesmo em 2nd South, mas a máfia rolava tão solta naquelas duas cidades que fatalmente ele teria de brigar no braço para que isso se concretizasse. E Duck já não queria envolver porrada com negócios.
ㅤㅤㅤㅤEle estava conversando com Cheng Sinzan, o gordinho já coroa, ex-colega de treino de Jeff Bogard e Geese Howard na escola Hakkyokuseiken. Cheng tinha um tino pra dinheiro que talvez ninguém no mundo chegasse perto. Parecia conhecer os caminhos de se ganhar uma grana.
ㅤㅤㅤㅤ— Porra, Cheng! Eu deixo minha morena lá do outro lado do país pra vir aqui resolver coisas triviais… Já tô de saco cheio disso aqui.
ㅤㅤㅤㅤ— E por que você não a traz?
ㅤㅤㅤㅤ— Porque ela tem toda uma rotina de treinos! Ela é uma lutadora, esqueceu?
ㅤㅤㅤㅤ— É verdade… — Cheng levou a mão aos óculos, ajeitando-os com um sorriso nos lábios — Você acaba de…
ㅤㅤㅤㅤ— Negativo… Não envolva a Laura em suas ideias. Todas as suas ideias sempre meteram a galera em confusão.
ㅤㅤㅤㅤCheng fez uma cara de tristeza. O telefone celular de Duck tocou, sendo prontamente pego para atender. Era Laura. Percebendo que Duck falava ao telefone, Cheng pegou a carteira de charutos para fumar um, caminhando pela sala da administração daquela danceteria. O natural de Taiwan ficava impressionado em como Duck estava caidinho por aquela brasileira.
ㅤㅤㅤㅤTerminado o telefonema, o dançarino falou para Cheng:
ㅤㅤㅤㅤ— Tenho que voltar. Haverá uma festa em 2nd South… o tal do amigo secreto. E logo depois eu tenho que viajar com a morena para o Brasil.
ㅤㅤㅤㅤ— Hmmm… — resmungou Cheng — Vocês nunca me convidam para estas festas. Já foram amigos melhores, sabia?
ㅤㅤㅤㅤ— Cheng… Você é que tá muito sumido. Precisa aparecer mais…

ㅤㅤㅤㅤNo dia em que Duck chegou em Sound Beach, Southtown, foi recepcionado por Laura como sempre era: calor, paixão, tesão e muito sexo. Apenas depois da calorosa recepção, Laura, arfando ao lado do namorado, disse onde estava o envelope.
ㅤㅤㅤㅤ— Pega lá pra mim! — disse ele…
ㅤㅤㅤㅤ— Pega você, seu nego abusado! — e sorriu…
ㅤㅤㅤㅤDuck fez beiço, dando de ombros e levantando, quando foi surpreendido pela brasileira, onde ela saltou sobre suas costas, enlaçando as pernas em torno da cintura do negão e os braços em torno do pescoço.
ㅤㅤㅤㅤ— Volta aqui, nego!

ㅤㅤㅤㅤDuck achava que nunca tinha visto ou ouvido falar naquele seu amigo secreto. Tampouco imaginava se era mulher ou homem por conta do nome, que realmente não ajudava muito a ele. De qualquer forma, comprou um presente que era indiferente para os sexos.
ㅤㅤㅤㅤNa noite, Duck já havia ajeitado seu blazer e calça preta, camisa azul escura de botões, gravata branca e sapatos pretos. Mas Laura gritou do banheiro.
ㅤㅤㅤㅤ— Nego! Vem tomar banho comigo!
ㅤㅤㅤㅤEle coçou a parte careca da cabeça e se dirigiu ao banheiro.
ㅤㅤㅤㅤ— Morena! Nós vamos acabar nos atrasando, hein?
ㅤㅤㅤㅤ— Tem problema não! Se atrasar, eles nos esperam um pouquinho…
ㅤㅤㅤㅤDuck entrou no box, tomando Laura nos braços, onde baques e gemidos reverberaram no banheiro.

ㅤㅤㅤㅤQuando saltaram do carro no estacionamento do Old Line, Duck com o traje mencionado acima, mais brincos de pérolas nas orelhas feitos de diamantes e seus inseparáveis óculos escuros, Laura tratou de fazer uma piadinha ao pé do ouvido do negão. Ele sorriu e devolveu:
ㅤㅤㅤㅤ— Esse rabão gostoso me deixa doido… Se duvidar, arrumamos um canto em algum lugar por aqui para fazermos o Round 2 da noite…
ㅤㅤㅤㅤLaura estava muito elegante, no naipe das modelos hollywoodianas. Duck sorria para a galera que estava na sacada da casa noturna, que danaram a tirar fotos do casal. O americano trazia a brasileira enlaçada pela cintura. Tratou de entrar no Old Line e cumprimentar a galera por alto com um aceno.


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Re: ☆ Natal 2017 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  Keith Wayne em Qua Fev 07, 2018 9:02 am



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ㅤㅤㅤAlguns meses atrás… Blue Wave Harbour, 2nd South, Fl-EUA.

ㅤㅤㅤ— Pequena! — Keith chamava a atenção de Yuriko, que estava sentada na cama. — Eu vou precisar dar uma saída pra resolver umas coisas… As meninas vão ficar aí para poder te fazer companhia, ok?
ㅤㅤㅤA garota fez uma cara um tanto desagradável., fazendo o cara de Chicago coçar o topo da cabeça.
ㅤㅤㅤ— Pooooo… Pequena! Qual foi? Eu não vou demorar muito. — Ele voltava até a beira da cama e deixava o selinho nos lábios da jovem. Levantava, dava uma piscadela e começava a caminhar.
ㅤㅤㅤMuitas coisas aconteceram desde que o torneio e os eventos que giraram em torno do Legends Of Universe acabaram. A cidade passou por uma reconstrução e os laços entre Keith e a filha de Iori Yagami se estreitaram cada vez mais. No entanto, estava cada vez mais difícil conciliar sua vida de negócios com seu relacionamento.
ㅤㅤㅤ— Vicky! — ele chamou uma negona que transitava por outro cômodo. — Faça companhia à Yuriko. Eu preciso dar uma saída pra resolver umas paradas.
ㅤㅤㅤ— Hey, meu amor! Eu sou paga pra dar a buceta, não pra ser babá!
ㅤㅤㅤ— Foda-se! Eu tô mandando, caralho! — E já estava indo embora quando retornou, coçando a cabeça. — E veja se para de ficar ostentando suas tetas e seu rabo perto da garota, prestou atenção?
ㅤㅤㅤYuriko estava no quarto, trocando olhares entre Vicky e seus próprios peitos, fazendo uma negativa com a cabeça. Keith continuou com sua funcionária.
ㅤㅤㅤ— Ela não fica muito à vontade com vocês balançando essas tetas e esses rabos…
ㅤㅤㅤ— Aaaah… meu querido! Ela que é burra! Dorme com um garanhão cheio de dinheiro e não enche os peitos e a bunda… Posso fazer nada, meu amor!
ㅤㅤㅤ— Vá se foder, Vicky! Ela não é assim! Olhe essa boca…
ㅤㅤㅤ— Vá lá, meu querido! Vá resolver os nossos problemas que eu cuido da sua menina!
ㅤㅤㅤKeith partia. Já saindo daquele cômodo, coçou a cabeça e deu meia volta, abrindo a porta do quarto. Lá estava Vicky empurrando roupas exóticas para a garota.
ㅤㅤㅤ— PUTA QUE PARIU, VICKY!
ㅤㅤㅤ— O QUE FOI, KEITH?! Vai me dizer que a garota vai ter que conviver com essa muda de roupa de colegial japonesa? Pelo amor, né meu amor…
ㅤㅤㅤKeith meneou a cabeça negativamente e partiu trajado com um blazer e calça violeta, uma camisa branca por baixo e sapatos pretos. Sua cicatriz permanecia visível, às vezes parcialmente oculta, graças aos fios do cabelo castanho claro.

ㅤㅤㅤA fumaça de charutos nublava aquela sala. Havia um homem com aparência oriental, cabelo de penico e um blazer branco, assim como o restante do traje. Havia mais dois: um com feições gaulesas, nariz adunco, cabelo curto e grisalho, onde os vincos de seu rosto mostravam os anos naquelas atividades e seu traje, num cinza grafite, trazia uma gravata vermelha; o outro, um americano, careca, blazer cinza claro, sobrancelha avançada e nariz abatatado, mostrava o quão ruim podia ser.
ㅤㅤㅤO assunto já estava beirando a discussão. Keith estava perdendo as estribeiras com o oriental.
ㅤㅤㅤ— Escute aqui seu Xing Ling de merda! Eu meto uma bala na sua cabeça pra você parar de se gabar. — o natural de Chicago sacava sua pistola 9mm.
ㅤㅤㅤ— Isso não vai mudar absolutamente nada, senhor Wayne… O Woo continuará com minha famíila!
ㅤㅤㅤKeith engatilhou a arma, os capangas dos outros se amontoaram, mas todos foram distraídos pelo abrir de portas daquele cômodo. De repente, palmas começaram a soar no ambiente.
ㅤㅤㅤ— Que porra é essa?! — disse Keith olhando pra trás. O olhar dos outros acompanharam o seu.
ㅤㅤㅤEra Kain R. Heinlein que batia palmas. Quando Wayne deu-se por si, uma grande mão abraçava seu punho, apertando. O Rato encarou o sujeito e percebeu que era o braço direito de Kain, Grant.
ㅤㅤㅤ— ‘Me solta, seu filho da puta! — disse Keith.
ㅤㅤㅤ— Está muito esquentado hoje, senhor Wayne! — disse Kain se aproximando a passos lentos.
ㅤㅤㅤ— Esquentado? — começou Wayne. — Onde vocês estavam quando esta cidade virou pó? O direito é meu!
ㅤㅤㅤ— Huhuhu… Senhor Wayne… Senhor Wayne… Nem toda droga do mundo, tampouco suas prostitutas seriam o suficiente para reconstruir todo este circo… O senhor realmente acha que foi apenas com o dinheiro da senhora Bogard que 2nd South foi reconstruída? Acha mesmo? Hehehehehe… — retrucou Kain.
ㅤㅤㅤ— O quê? — indagou o natural de Chicago.
ㅤㅤㅤ— Eu vou te explicar melhor… — Kain fez um aceno na direção do oriental. — A família do senhor Woo foi responsável pela reestruturação de grande parte da zona central de 2nd South. — ele fez outro arco com a mão apontando o americano. — O nosso republicano Mr. Thompson foi responsável por trazer Barbaroi Falls e Sarah Forest ao que era antes. — por fim apontou ao francês. — E o senhor Lawford cuidou para que os investidores não tivessem mais medo de trazer dinheiro à cidade. Como vê, sem eles, nem suas drogas e meretrizes te sustentariam…
ㅤㅤㅤ— E a grana da Skyamiko? — Keith retrucou novamente.
ㅤㅤㅤ— Foi muito bem empregada, senhor Wayne. Ela conseguiu reverter a situação de muitas moradias e estabelecimentos privados. Mas convenhamos que conta bancária não traz reformas concretas, senhor Wayne. As perdas nesta cidade só puderam ser revestidas à base de influência, compreende?
ㅤㅤㅤKeith guardou sua 9mm dentro do blazer depois de ser solto por Grant, levou a mão a têmpora e procurou sua cadeira para se sentar novamente…
ㅤㅤㅤ— E o Trump? — disse Keith ao se sentar.
ㅤㅤㅤ— O que tem ele? — Mr. Thompson falando.
ㅤㅤㅤ— Esse filho da puta tá querendo me foder com esta ideia idiota de impedir a entrada dos chicanos. A maioria das minhas putas são latinas. Vocês quiseram esse filho da puta no poder e agora eu tenho que me virar pra continuar meu trabalho? Vocês acham que as lutas e cassino dão vida a esta cidade? Não se esqueçam que minhas putas e minhas drogas fazem essa cidade brilhar…

ㅤㅤㅤQuando Keith chegou em casa, se sentiu no 2nd South fashion week. Era peça de roupa espalhada para tudo quanto era canto, risadas e mais risadas femininas.
ㅤㅤㅤ— Deixe de ser boba, menina! Ele tem dinheiro… Dê uma enchida nesses peitos pra levantar a autoestima — dizia uma latina enquanto a Vicky escolhia outra peça de roupa.
ㅤㅤㅤ— MAS QUE PORRA É ESSA? VICKY! EVA! O QUE SIGNIFICA TUDO ISSO? — explodiu Keith.
ㅤㅤㅤ— As meninas estavam me mostrando algumas roupas, Keith! — retrucou a japonesa.
ㅤㅤㅤO americano levou a mão ao rosto e meneou a cabeça negativamente, fez um abano com a mão no ar e saiu.
ㅤㅤㅤ— Vou tomar um banho…

ㅤㅤㅤPoucos meses depois, Keith e Yuriko estavam pegando sol, deitados em suas espreguiçadeiras. A jovem enxugava os cabelos, pois havia acabado de sair da piscina, ao passo que Wayne estava lendo jornal, com um óculos de sol sobre os olhos e um cigarro entre os dedos da mão direita. Outras meninas, funcionárias dele, mantinham seus corpos na água.
ㅤㅤㅤ— Tá gostando de morar aqui, pequena? — ele perguntou à japonesinha.
ㅤㅤㅤPorém não deu tempo de ela responder. Alguma notícia que estava no jornal chamou a atenção de Keith de maneira assombrosa. Ele pegou o telefone celular e discou. Atenderam do outro lado da linha.
ㅤㅤㅤ— Negão! Preciso de um favor seu! — Keith falava com um jovem que trabalhava pra ele.
ㅤㅤㅤ— Fala aí, chefe!
ㅤㅤㅤ— Preciso que você compre algo pra mim na SS Watch Store… Fica na Av. Central…
ㅤㅤㅤ— Beleza, chefe! Mas se for muito caro, não tenho como fazer isso.
ㅤㅤㅤ— Eu vou pedir para uma das meninas te encontrar aí no Centro…
ㅤㅤㅤEnquanto Yuriko voltava à piscina, se misturando com as garotas de Keith em brincadeiras, este caminhava pela borda, ditando as ordens ao seu subordinado enquanto olhava aquela cena de brincadeiras entre Yuriko e suas putas. Sua expressão se entristeceu e em sua cabeça uma frase lhe fez acenar positivamente: “Nem todo mundo tem forças para lutar contra o seu próprio destino!”
ㅤㅤㅤEle jogou a guimba do cigarro no chão, pisou e se aproximou da borda da piscina e inclinou o tronco.
ㅤㅤㅤ— Pequena! Hoje à noite eu vou dar uma saída… Tenho que resolver umas coisas.
ㅤㅤㅤVicky prestou atenção na cena, bem como na expressão de Yuriko. Voltou a encarar Keith fazendo um uma careta para indicar como estava a japonesa.
ㅤㅤㅤ— E vai fazer o que agora, Rato? — perguntou a negona.
ㅤㅤㅤ— Agora? Hehehe… — disse o americano, dando três passos para trás, fazendo uma breve corrida e saltando na água.
ㅤㅤㅤTodo mundo entrou na brincadeira.

ㅤㅤㅤVéspera da festa…

ㅤㅤㅤKeith havia saído para comprar o presente do seu amigo oculto. Partiu para o centro da cidade, as lojas de lá despertariam sua imaginação, na certa. Mas o que se sucedeu foram incertezas para todo tipo de objetos que poderiam integrar aquele presente oferecido.
ㅤㅤㅤ— Tá foda! — foi o que ele disse quando parou numa esquina e acendeu um cigarro.
ㅤㅤㅤQuando Wayne ergueu a cabeça, se deparou com uma loja do outro lado. Apertou os olhos e danou a aproveitar o sinal fechado do trânsito para atravessar aquela avenida. Encarou a vitrine e encontrou aquilo que queria.
ㅤㅤㅤ— Como eu não havia pensado nisso antes? Puta que pariu!
ㅤㅤㅤBastou terminar o cigarro para entrar e comprar o presente.

ㅤㅤㅤNo dia seguinte, chegou ao Old Line com um blazer e calça cinza claro, uma camisa branca por baixo com uma gravata azul clara, sapatos brancos, de couro italiano. A japonesinha estava ao lado do Rato, trajada com suas costumeiras roupas de colegial com o penteado encerrado num rabo de cavalo. Ela trazia os presentes numa sacola grande de papel. Keith acenava para os conhecidos e na visão periférica que tinha, percebia que suas meninas já estavam rondando a área.
ㅤㅤㅤEra dia de festa… Mas era dia de fazer dinheiro também!



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Re: ☆ Natal 2017 ☆ Ocultos de Second

Mensagem  Rєbєccα◣Cαиdy Cαиє◥Yαgαмi em Sex Fev 09, 2018 9:35 am






SINGING WITH ME!!!




ㅤㅤㅤㅤCandy Cane observava as meninas de sua banda caminhar para se posicionarem no palco. O show iria começar e ela ainda não tinha visto seu pai, Iori Yagami. Ele prometera uma apresentação junto com ela, passou a música, mas ainda não havia dado as caras.
ㅤㅤㅤㅤA cantora moveu negativamente a cabeça e se preparou para entrar, as garotas já haviam começado a tocar, ela entraria no palco já cantando e foi isso que ela fez. A superstar estava vestida com uma saia curtíssima, sua calcinha sempre ficava visível facilmente dependendo do ângulo que olhavam para ela no palco, ela usava ainda uma meia listrada até os joelhos e uma bota. Sua blusa era branca e amarrada abaixo dos peitos, deixando um grande decote e sua barriga de fora. Seu cabelo estava preso, repartido no meio e um rabo de cada lado da cabeça.
ㅤㅤㅤㅤA voz de Rebecca invadiu o Old Line.

“lets have some fun
and get around
lets go play fast and loud
lets go and scream,lets go and shout
so,babe you wanna have some fun”


ㅤㅤㅤㅤEla não ficava parada no palco, ela entrou caminhando com determinação para o centro do mesmo. Colocou o microfone no suporte e fez uso dele pelo espaço que tinha, carregando com sigo para o lado e para o outro. Ela estava animada, cantar era algo que a permitia ser livre e isso ela sabia ser como ninguém mais.

“Now joey`s good
with me to change so meetings now
four bird just popped off their perch
we need a change in feeling fast”


ㅤㅤㅤㅤCom sua visão periférica ela pode perceber um movimento na lateral do palco, quando virou com o microfone colado à boca e cantando, pode perceber que se tratava de seu pai, finalmente ele estava ali.
ㅤㅤㅤㅤAs meninas começaram o solo instrumental e ela instigou a plateia com seu jeito de provocar e animar as pessoas.
ㅤㅤㅤㅤ- COME’N!! SINGING WITH ME!!

“lets have some fun
and get around
lets do the FUCKED up dance tonight
lets go and scream,lets go and shout
so,babe you wanna have some fun
oh,babe you wanna have,I want to have some fun”


ㅤㅤㅤㅤQuando terminou a letra ela se aproxima da baixista e puxa o instrumento da mão dela, gira e o arremessa contra o chão do palco.
ㅤㅤㅤㅤ- HAAAAAAAAAVVEEE SOOOOMEEE FUNNNN, PEOPLE!!



ㅤㅤㅤㅤEla fala contra o microfone e tudo se apaga. Candy está ofegante, mas tem que comentar sobre a apresentação dela com seu pai.
ㅤㅤㅤㅤ- Night everyone, today my dad... – ela aponta para o canto do palco onde está Iori. – Vai cantar uma música junto comigo e depois nós começamos a brincadeira que todos aqui foram convidados para participar. – IORI YAGAMI, EVERYONE! – ela fala e aponta novamente para o canto e um faixo de luz ilumina o lugar.
ㅤㅤㅤㅤO instrumental começou, era o combinado de Candy iniciar a música, ela teve que se dedicar um pouco mais para aquilo ali, a letra era em japonês e estava totalmente fora de seu estilo que estava acostumada a cantar pelo mundo. Mas ainda sim ela conseguiu fazer um bom arranjo para se apresentar com seu pai, enquanto Iori entrava no palco e se preparava ela deu inicio a música.

“Ore o karitateru hageshisa wa
Kimi no hohoemi ni iyasareta
Terekusakute ienai kedo
Kimi no koto o mamotte itai”


ㅤㅤㅤㅤQuando ela termina de pronunciar a ultima palavra de sua estrofe, ela está olhando para seu pai, ele deveria cantar a próxima. A cantora se espantou um pouco com tudo aquilo que estava acontecendo, era uma surpresa poder ver seu pai cantar, afinal ela nunca havia o visto fazer nada daquilo. Logo chega novamente sua parte e ela dá continuidade caminhando lentamente pelo palco para se aproximar de Iori.

“Sora o somete yuku akane iro
Nazeka yasashisa o kanjiteru
Dare mo ga mina daiji na hito mune ni tomosu
Maru de yuuhi no you ni”


ㅤㅤㅤㅤE já ao lado de seu pai ela canta a última estrofe antes de começar o revezamento de frases entre os dois.

“Yoru ga kite fukai yami ga
Machi ya hito o tsutsunde mo
Sou kese ya shinai
Kokoro no nukumori dake wa”


ㅤㅤㅤㅤE foi olhando para o rosto de seu pai que Candy Cane, junto de Iori Yagami finalizaram a canção, ele falava uma frase, ela completava com outra até a música terminar.

...
“Yoru ga kite”
...
“Fukai yami ga”
...
“Sou”
...
“Kese ya shinai”
...
“Yoru ga kite”
...
“Fukai yami ga”
...
“Machi ya hito o tsutsunde mo”


ㅤㅤㅤㅤE as meninas deram continuidade ao instrumental e ao encerramento da música, a garota ruiva estava sorrindo e cochichando com seu pai.

“Sou kese ya shinai
Sou hitori de ii

Kokoro no nukumori dake wa
Honoo wa tsukiyo no kakera”


ㅤㅤㅤㅤ- Pensei que você não iria aparecer aqui. – a música acabava ao fundo e o palco ficava novamente escuro.
ㅤㅤㅤㅤQuando as luzes se ascendem novamente à garota está virada para todos sorrindo.
ㅤㅤㅤㅤ- Agora que vocês presenciaram esse fenômeno do Iori Yagami vencendo a vergonha e cantando pra vocês! LET’S START THE FUN! E como já estamos aqui no palco e falando, meu pai vai começar a entrega de presentes desse ano! ANNNNDDDD, não se esqueçam mais do meu convite! – ela fala lembrando-se que os eventos passados ela não fora convidada.


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Re: ☆ Natal 2017 ☆ Ocultos de Second

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