2nd South
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Os mares, a Ámerica e novos encontros.

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Os mares, a Ámerica e novos encontros.

Mensagem  一 JINNI! Zara Maarids. em Qua Jan 09, 2019 8:30 pm









Evento


Participantes: Zara e Coroline.
Período: Máximo dois meses.
Enredo: Durante uma fuga Zara chega em uma região nova, sair do mar é seu principal objetivo, o que ela irá encontrar em terra? Abrigo ou barreiras? Encontros irão acontecer.
Observação: Evento aberto para observadores, esssas pessoas não irão interferir em nada no que as duas participantes estão realizando, mas sim irá observar o que elas fazem. Isso se estiverem em lugares públicos, caso não estejam é também proíbido ter observadores em locais privados.



Zara
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Re: Os mares, a Ámerica e novos encontros.

Mensagem  一 JINNI! Zara Maarids. em Dom Jan 13, 2019 9:35 pm









Início


Até que momento do seu passado você lembra? Não lembranças contadas, mas as vividas. Que seus olhos viram ou suas mãos tocaram ou quais palavras saíram da sua boca. Será que é possível ter lembrança do momento que se está nascendo?
Zara olhava sobre um telhado por uma janela empoeirada uma criança nascer, ela sorria e desaparecia no vento. Era mais um desejo sendo realizado, após anos de tentativa uma mãe estava dando a luz a uma criança tão desejada.
Ela estava novamente na água do mar vermelho, no esconderijo do seu receptáculo, ao alcançá-lo uma armadilha foi acionada, novamente aquilo, humanos tentando capturá-la. A jinn ingeriu seu receptáculo e virou uma bola de ferro pesada o suficiente para não ser arrastada pela rede que tinha lhe cercado.
As pessoas ali estavam paramentadas com o equipamento suficiente para tirar qualquer coisa de dentro da água, Zara estava em alto-mar dentro de uma embarcação que ela não sabia o que podia ser. Dentro do seu ser aumentava ainda mais seu ódio pelo ser humano. Mas seus olhos visualizaram um servente daqueles que mandavam limpando o chão de madeira próximo. Os olhares se cruzaram e a jinni percebeu o que a pessoa era, nada de pensamentos nojentos e ambicioso, somente voltar para casa para ficar mais tempo com os filhos era seu único desejo.
Zara saiu de onde estava virando fumaça e uma de suas mãos como uma faca ela retirou seu receptáculo da rede. Engolindo novamente o receptáculo ela pulou dentro do mar, não tinha ideia o quanto tinha viajado e nem qual era sua localização. Ao tocar a água era virou uma criatura marinha e ao perceber que estava no Golfo do México ela foi em direção a ilha mais próxima.
O homem estava desorientado ao se ver em frente da porta de casa e acabou entrando, ainda com o esfregão que usava na embarcação em mãos.
- PAPAI! - o grito da criança era alegre.
Zara piscou os olhos e sorriu consigo mesmo enquanto caminhava pela areia da praia em direção a cidade, seu cabelo estava molhado, os véus colados em seu corpo e o tilintar característico de suas correntes e pircings trazia paz momentânea para seu corpo. Novamente ela tinha que ir embora de sua terra por causa da ambição.

Zara
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Introdução.

Mensagem  Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ em Ter Jan 15, 2019 10:07 pm




O cheiro perfumado das rosas invadia as narinas de uma mulher de pele muito branca e olhos dourados, havia quem dizia que era amarelo, puxado a um tom mais vívido, mais intenso e atrativo para as esferas cheias de pontilhados. Quando encarados de frente, se bem analisados, podia-se ver esses pontos se movendo como diversas estrelas vagando em um “infido” espaço. Você diria se a  visse: “isso é impossível, não tem possibilidades de isso ser verdade!”, mas acredite quando lhes digo, que os olhos de um Éther, são como olhar para um espaço, cheio de estrelas vívidas! Quando não estão mais nestes corpos que caminhavam, a imagem era ainda mais bonita.


Esta figura que levava as mãos a uma das rosas de sua roseiro no jardim de sua moradia, envolvia os botões com sua pele macia, passando o polegar com carinho nas pétalas manhosas. Seu nome é Dean, Coroline Dean Hawkins para dizer a verdade, por mais que não fosse o seu de nascença, ela adorava o nome dado pelos humanos que a acolheram a quase cinquenta anos atrás, em anos de escuridão repleta de memórias nubladas.


Mais uma vez, Dean se encontrava em um momento singelo de paz, havia terminado mais um trabalho em seu escritório, revendo minuciosamente as suas últimas negociações sobre a sua empresa, a Lifestream, que era focada em medicina e tecnologia, dois ramos que nos últimos anos Dean vinha crescendo e chamando atenção de figuras importantes no mercado com o passar deles, mas a sua vocação, ah, essa ela não teve mais nenhuma busca, estava parado a alguns meses.


De vez em quando alguém a procurava para encontrar alguma relíquia perdida, artefatos esquecidos pela maioria por conta de que suas histórias nunca mais terem sido contadas. A Hawkins sentia saudades dos desafios, o encontro com seres míticos, se chocar com civilizações supostamente aniquiladas. Sim. Dean sentia falta do perigo. Ela gostava da sensação da caça, da busca daquilo que nunca foi explorado. Quanto mais perigoso fosse, mais feliz ela ficava e isso a tirava dias de casa, às vezes até uma semana inteira ou mais. Sua última busca a levou as terras frias que existiam nesse planeta, a fazendo atravessar uma muralha onde o homem não sobreviveria, apenas para ver o que tinha escondido ali.


O que trouxe para aqueles que buscaram seus serviços, foi apenas uma história, o relato dos caminhos, e que nada havia sido encontrado. A verdade por trás disso? Ela guardou para si mesma, trazendo apenas um artefato dos portões que havia atravessado. Esse ela esconderia como todos os outros troféus de suas jornadas, em um lugar onde ela caminhava e não se incomodava com a falta de ar. Em carne e osso ela precisava encher seus pulmões como a sua base humanoide necessitava, mas como um Éther que já havia chego a o limite de suas capacitações e atingido o pico da forma como os seus ancestrais, carne e osso, era só uma forma de dizer que ela via o próprio corpo como um simples Avatar, logo, de ar mesmo, ela não necessitava.


Eu não havia contado antes? Coroline não é humana, é um Éther. Pertencia a uma espécie de seres Cósmicos com livre arbítrio. Ela havia despencado de uma realidade muito distante, bem mais antiga, e parou nesse pequeno planeta, há muito, mas muito tempo atrás mesmo.


Como seu físico podia ser descartado, remontado, Dean não se preocupava em chegar em sua sala cheio de adornos e coisas tentadoras. Um dos tesouros eram cópias de algumas páginas do Necronomicon que ela arrancou de Mako, que trabalhava para uma Organização que às vezes solicitava o seu conhecimento e capricho no trabalho. Depois de ver o caos que simples palavras podiam trazer, Coroline achou melhor os retirar das mãos humanas, e quando pudesse, faria com o original também.


Era o tipo de artefato que não precisava de curiosidade rondando-o, necessitava de cuidados que curiosos não dariam, pois, todo ser movido a ela, não pensava muito bem nas consequências de seus atos até que saciassem as linhas de pensamentos e do imaginário que existiam em si.


Tranquilamente, Dean sentou-se em uma das cadeiras brancas mais próximas de seu ser e passou a admirar as suas rosas. Era uma bela manhã, tinha aquele sol típico da cidade durante essa época do ano, mas ela estava protegida pelas suas plantas e abaixo de uma cúpula, entornada por galhos e folhas. Se perguntar para a Dean como é a visão de paraíso dela, pode-se dizer que ela irá lhe descrever esse mesmo cenário.


A criatura ficou ali sentada, pensativa. Para a Hawkins era muito estranho uma manhã sem gritarias, algazarra, bagunças. Geralmente sempre começava com Lilith fazendo alguma coisa para o seu irmão mais novo, Yue, e lá ia ela e seu marido, Iori Yagami colocar ordem nas crianças “adultas”. Os únicos que não faziam muito barulho, era o trio de gatos: Snow, Haru e Carrasco, o mais novo integrante dos felinos, e os dois cachorros, o pequenino Kata, e o enorme Boo, que servia mais como um objeto a ser mandado pelos felinos, que abusavam demais dele quando bem entendiam.


Era uma manhã de fato agradável.


Ela passou uma boa parte ali, apenas aproveitando cada segundo que tinha reservado para si mesma, não ouviu um “mamãe!”, nem ninguém a chamando, ao invés disso, ela viu Iori se aproximando, com uma pequena cesta que ela usava para trazer coisas para os dois quando eles aproveitavam um momento a sós. Esse ato pequeno empolgou Dean que sorriu para ele, movendo os lábios carnudos e rosados para um belo sorriso, ela se ajeitou na cadeira, fazendo os cabelos castanhos e ondulados se remexerem sobre seu corpo. O que ele havia trazido? Ah, ela descobriria rápido, iria acabar fuçando naquela cesta toda.


—— Iorin! O que é que tem aí? —— Ela riu gostosamente o vendo se sentar em frente a ela, depositando a cesta sobre a mesa.


—— Olha aí.


E Coroline o fez, abrindo-a e vendo um pequeno jarrinho de suco de manga, maçãs e peras, com torradas com mel. Dean tomou um copo que havia ali dentro e se serviu animada, o recinto ficava mais confortável enquanto ela se refrescava.


—— Você trouxe pouca coisa! Não vai comer não?


—— Eu já tomei café, você pode aproveitar a cesta.


—— Se é assim, muito obrigada! —— Dizendo isto, a Hawkins pôs a se alimentar, sentindo o olhar do ruivo encima de si. Dean já havia se acostumado, seu esposo era muito observador com os arredores e seus familiares.


A manhã dela foi assim, com um café simples, da forma que ela gostava e na companhia da pessoa que mais lhe importava.





Após seu momento de paz com seu marido, bem antes do almoço, Dean decidiu dar uma volta pela vizinhança. A região que eles moravam, não era muito longe das escolas. Parecia estranho ela permanecer mais um ano ali, mas fizera isso para não atrapalhar a vida dos filhos. Podia se adaptar a quase todo lugar desde que tivesse uma área apenas sua para relaxar e ninguém a incomodar.


Dean, no entanto, ainda estava se habituando a região. Ela tinha um apartamento antigo por ali, mais perto de Campanário Filantrópico se comparado com o novo lar e que estava alugado para a namorada de sua filha Carol, algo feito de muito contragosto pela Éther. Este local era mais tranquilo, fechado, seguro e reservado para ela, o que era muito melhor do que viver no topo de um prédio. Tinha seu luxo? Sim, mas aí que estava uma controvérsia das grandes, pois para alguém que gostava de dormir de baixo de árvores e no meio do mato, uma cama para ela, era só um apetrecho que podia ser facilmente visto como desnecessário.


O conforto era mais para os outros, do que para si própria, no entanto, este não era o caso desse momento. A experiência tinha sido um pouco boa para seu relacionamento passado, mas eventualmente acabaria pondo seus pés no chão novamente. Quando quisesse sentir-se mais livre, poderia alcançar os céus de outras formas.


A Hawkins procurava uma garagem que havia se tornado uma vendinha. Ali a morena acastanhada havia encontrado o melhor sorvete que havia experimentado em vida. Nada de bolas cheias e melequentas, apenas o bom e velho picolé. Infelizmente, Dean não havia guardado muito bem o caminho que tinha de seguir, e acabou acontecendo o seguinte: Ela errou a direção e foi parar em outro quarteirão. Demorou um pouco para ela voltar para o caminho certo. Coisas novas a distraiam e Dean nunca teve tempo para olhar bem as casas do bairro.


—— Hmmm....


Já no caminho certo, ela se pôs para procurar o lugar certo.


A morena acastanhada finalmente a encontrou, em uma casa esverdeada, um tom de verde que não a agrada, parecia musgo. Dean como sempre, andava sem fazer barulho, se esgueirando um pouco para não chamar a atenção da jovem que arrumava os seus baleiros. Sasha era o seu nome e até onde a criatura sabia, está jovenzinha de cabelos bagunçados e loiros era a produtora do seu sorvete favorito. Na surdina Dean adentrou o ressinto, e então bateu com gosto no balcão, resultando em um baleiro de plástico voando e várias balas de café indo para o chão.


—— HAHAHAHAHA.   —— A Éther deu outra gargalhada gostosa, dando um sorriso largo a "criança" a sua frente.. —— Eu finalmente consegui!


Era claro que Sasha não a olhou muito feliz, mas o riso de Dean que soava como uma criança em seu leito de pura inocência parecia ter tirado a atenção da humana de sua aparente raiva. Bom, não tinha como ficar com raiva. Era como ver uma criança em um corpo de adulto pronta para fazer mais alguma travessura. Por mais que dentro de si a voz da razão dizia para ficar esperta, eram esses aspectos de um Éther que o tornava inofensivo em frente de qualquer ser. Combinado com a aparência de certa forma delicada, não havia muitas pessoas que apostariam que Dean fosse capaz de fazer alguma coisa contra alguém.


Se tivesse como avisar alguém, poderia se dizer para esta pessoa desconfiar da Éther com toda a força de seu ser, poderia até jurar por todos os ossos de seu corpo que sua visão, sua fala, está certa para ter alguma credibilidade contra ao que era visto. No entanto, Sasha não tinha ideia sobre isso, para ela, a única coisa que tinha a sua frente, era uma mulher de aparência jovem e bem desligada da vida.


—— Haha, muito engraçado, agora me deu preju. —— Resmungou a mais nova.


—— Dei nada, todas as balas continuam a sua frente, bom espalhadas.


—— Pelo menos você voltou como havia dito.


—— Pois é, eu tentei outros sorvetes, mas gosto demais dos daqui.


—— Hum. O mesmo de sempre?


—— Aham.


Dean a assistiu entrar por uma porta branca, toda cheia de vidros que impediam sua visão para mais além. Ali ela sabia que tinha o sorvete, provavelmente dentro de algum freezer, ela tinha ideia disso, o cheiro de seu gelado estava gostoso, no mínimo era “safra” nova. A morena sorriu para a jovem que veio com seu picolé de céu azul, prontinho para manchar sua língua com sua cor preferida. Pagou o que ela lhe entregou e resumiu a sua caminhada.


A mulher gostava de ir lá. Era um negócio simples e que muito lembrava a sua vida nos anos iniciais em que havia começado a sua convivência com a humanidade, ela vivia em Bourton-on-the-Water, um vilarejo na Inglaterra com seus pais, o casal que havia a acolhido, lhe dado um teto e o início de uma vida na época em que ela não recobrava nem de onde vinha. Os tempos eram ruins para ela e a mãe que se encontravam sem o patriarca, para ganhar a vida, vendiam alimentos que produziam, isso quando conseguiam uma clientela ou alguém interessado na culinária da mãe que usava o dom para a sua sobrevivência. Às vezes se dava a sorte de negociar algo com o padeiro, mas nem sempre isso acontecia, mas nunca impediu de Dean sair por todo o lugar com sua bicicleta velha que já pedia arrego do tanto que ela brincava em barrancos durante a sua volta para casa.


A mulher parou na calçada esperando sua vez para atravessar. Ficou divagando sobre memórias antigas e recentes, até que se deu conta de algo.


Sempre que colocava os pés para fora de casa e os pousava em algum lugar de Second, alguma coisa acontecia. Pode soar com estranheza, mas todas as confusões que Dean se envolvia na cidade foram frutos de confusões e mal-entendidos que tiravam sua paciência. Com exceção de Keepler, seu irmão de consideração, o resto poderia se dizer que era um problema comum na vida da mulher. Toda vez que Dean cismava em andar por aí, alguma coisa acontecia. Bastava ela pensar em esticar as pernas por longas horas para observar a cidade que alguma bizarrice estava pronta para lhe atracar. Foi assim em todas as suas lutas, ela quieta e alguém vindo a atracar.


O resultado era sempre o esperado.


Até hoje ela não havia feito nenhuma luta de bom grado. Sempre algo acontecia.


Lembrando-se desse fato, a mesma tirou o picolé da boca, movendo os lábios para a direita, os curvando em um bico digno de alguém pensativo. Não havia acontecido nada até aquele momento, nem uma brincadeira, nenhum problema, se quer uma surpresa, então... Tinha alguma coisa errada para o seu lado. Disso ela tinha toda a certeza!


A Hawkins atravessou assim que o sinal lhe indicou direito de passagem. Por mais que tivesse que retornar para um almoço ao qual ela não ficou responsável nesse dia, a morena decidiu andar um pouco mais. Como não tinha pretensão nenhum de voltar tão cedo de seu passeio, decidiu que seus pés a levariam para onde quer que desejassem. O que poderia acontecer a partir desse momento é difícil de se prever.


Apenas saiba que com Coroline Dean Hakwins, qualquer coisa é possível de se acontecer.




Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ
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Re: Os mares, a Ámerica e novos encontros.

Mensagem  一 JINNI! Zara Maarids. em Qua Jan 23, 2019 2:31 pm








Cheiros. Sensações. Toques. O que são? É para ser? Sentindo, ao fechar os olhos tudo intensifica. Zara olha para os lados da praia que procurou abrigo, ninguém a vista. Ela levou sua atenção para fazer uma busca, queria encontrar um lugar para guardar seu receptáculo. Mas estava em dúvidas em deixar ele sozinho numa terra estrangeira.
Sua fraqueza a fez perceber que não tinha outra opção, precisava de um tempo em seu mundo. Ela caminhou para o lado do penhasco, já que começava uma elevação, ela podia ver no alto um castelo? Ela não sabia nem que sim e nem que não. A jinni não precisava ligar para gravidade ou que plano estava. Ela simplesmente se adaptava conforme sua necessidade, tornando seu corpo algo que lhe permitisse andar normalmente por um penhasco sem fazer escaladas no mesmo.
Ela achou um lugar apropriado para o momento e também não demoraria a voltar de seu mundo, iria para ele só o suficiente para poder reestabelecer-se e poder retornar para buscar um lugar mais apropriado para seu receptáculo. Encaixando no fundo de uma fenda seu receptáculo, a jinni desapareceu também dentro do esconderijo encontrado.
Você já viu um mundo diferente do seu? O que é um mundo diferente? Os jinn tinha seu próprio lugar, longe dos olhos humanos. Sua localização? Incerta, lendas falam ser entre o caminho da Terra até o Paraíso, onde as almas boas podiam ver na sua travessia. Mas nem os próprios jinn tinham certeza para afirmar tal fato. E nem buscavam por ela, só acreditavam no que desejavam acreditar.
Em seu mundo, o receptáculo de Zara da terra, era uma casa. Foi onde ela apareceu após sair do mundo humano. A jinni morava em um pequeno apartamento num bairro tumultuado da Arábia Saudita dos jinn. O tumulto ocorre por ser um lugar de uma beleza incrível, atraindo sempre mais jinn para a região, ficando até lugares do país desabitado.
Ali não havia a degradação vista no lado humano, a natureza parecia ser até parte da casa de cada um, haviam animais em meio a jinn pelos becos-ruas. Único problema era quando os Ifrit, jinn diabólicos, decidiam querer tomar alguma cidade para eles. Era como se fosse uma guerra, mas eles tinham território suficiente para sempre desistir, deixar toda a bagunça e caos que faziam para trás e voltarem para suas bandas.
A jinni possuía muitos conhecidos por sua cidade, na verdade ela tinha o dever de manter a ala leste da cidade protegida e cuidada, sempre apareciam animais machucados para cuidar ou algum tipo de praga começava a se propagar com mais rapidez que o normal e tinha que ser investigado.
Sim, o mundo dos jinn é “mágico”, a vontade de todos prevalecia e tinha um equilíbrio, para que a balança não desequilibrasse, fazendo assim os Ifrit conseguir o tão desejado domínio de tudo. Ali nada era de ninguém, não tinha um governo, não tinha nem mesmo uma pessoa para mandar. Tinha um grupo que organizava, fazia reuniões e a grande maioria já sabia seus afazeres que o desenrolar das grandes confraternizações parecia mais uma festa que nomeação de tarefas.
A jinn de cabelos negros chegou ao seu setor de guarda e pode notar um dos elefantes com dificuldade para sair de um buraco que havia caído, havia uma manada envolta tentando auxiliar o filhote. A mente do animal era simples, Zara se aproximou e parecia que o pequeno desejo do animal estar livre daquele buraco o impulsionou para fora, mas na verdade por baixo de seus pés, a jinn fez se elevar a terra para que o buraco não mais existisse.
Depois de vinte minutos a jinni concluiu sua ronda e também estava se sentindo recuperada de sua aventura no mundo humano. Ela precisava voltar e a passagem desse tempo era o total de duas horas passadas na terra dos seres humanos.
Enquanto estava em seus afazeres ela pensou bastante sobre como resolver seu problema, decidiu que parariam de esconderem-se em lugares remotos, eles sempre eram os primeiros a atrair a atenção de curiosos. Zara saiu da fenda pulando para dentro da água segurando seu receptáculo em uma das mãos. Por manipular o ar, parecia uma fumaça saindo do lugar e indo para dentro da água, mas ao tocar no mar o corpo físico surgia. A mulher saiu novamente na praia e caminhou em direção à cidade, ao pisar no asfalto seus véus foram substituídos por uma roupa americana. Calça jeans, botas de salto altas e uma regata branca. Seus piercing permaneceram, assim como suas tatuagens, seu cabelo também não mudou permaneceu longo, preto e trançado. Seus olhos também eram avermelhados só suavizou o brilho intenso que emanava, para uma íris normal humana.
O dia amanhecia e seria um bom horário para achar uma residência e poder assim ter um lugar seguro para seu receptáculo e também um pouco menos perceptivo e atrativo para ser furtado por gananciosos.



Zara
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Re: Os mares, a Ámerica e novos encontros.

Mensagem  Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ em Sex Fev 01, 2019 12:19 am




O bocejo era alto, os passos que dava eram preguiçosos, na mão direita havia uma garrafinha de água e na esquerda, outra garrafinha vazia. Dean sentia o celular vibrar no bolso direito de seu macaquinho feminino de tonalidade azul, mas um pouco mais escuro que um Azul Royal. A mesma calçava um tênis preto, e se recusava a atender o telefone. A morena acastanhada localizou uma lata de lixo próxima à avenida e despejou a garrafinha ali.


As pálpebras branquinhas se fechavam minuciosamente, até formar uma linha enquanto analisava o local que rondava. Deveria ser um dos poucos que não era tão movimentado, talvez por ainda estar nas proximidades de bairros mais calmos e zona escolar? Nham. Era só a hora mesmo. Nem Dean caia no conto do vigário que em todo lugar nessa cidade não saia uma encrenca. Havia os lugares específicos, os que mais tinha atração e possibilidade de virar uma arena de luta, estes tinham telespectadores natos já, a Éther inclusive acabou fazendo amizades e via de vez ou outra um conhecido.


Tirou a tampa da garrafinha e começou a bebericar, até dar as últimas goladas para encerrar o líquido gelado, jogou está fora e viu pelo relógio de seu pulso esquerdo que ela havia perdido o horário do almoço, não tinha por quê voltar cedo então. Coroline levou a mão direita a face e coçou com o dedo mindinho a sobrancelha. Onde ela iria agora? Sua resposta veio de forma pouco convencional: um ônibus!  De imediato levou as mãos aos bolsos, tirou o que havia neles que eram nada mais que um smartphone e sua carteira. Dean estava vivendo um momento milagroso, onde a mesma não esqueceu nenhum dos objetos de valia.


Ela então sinalizou para o veículo e o adentrou, pronta para ver até onde ele iria. Após se sentar em um banco surrado e se acomodar neste ela decidiu olhar quem tanto a ligava. Duas chamadas de casa, e uma do celular do seu marido. Coroline pendeu a sobrancelha direita enquanto abaixava a esquerda, não fazia tanto tempo que havia saído de casa, fazia? Ah sim, tinha um bom tempo, mas isso era irrelevante para um Éther. A noção de tempo deles era um pouco diferente, o que poderia ser apenas alguns minutos poderiam ser horas em meio as distrações deles.


Coroline bocejou, recostou-se no assento e fechou os olhos, mas antes que fizesse isso, ela enviou uma mensagem para o ruivo: um gatinho sorrindo e uma luazinha ao lado. Era a forma dela dizer que queria passar um tempinho sozinha, refrescar a cabeça e que depois voltaria para casa e permaneceria com ele. Esses momentos não andavam acontecendo com frequência, mas Dean tinha seus próprios tormentos, memórias que costumavam a pisotear a sua mente. Lembranças que aturdiam a sua cabeça, transformando-a num embaraço de linhas de um novelo de lã e demoravam muito para serem arrumadas.


Quando Dean despertou, ela já havia dado uma bela de uma volta pela cidade, acordou até mesmo em um terminal. A Éther bocejou e quanto se levantou deu um jeito de esticar as duas pernas. Em meio a tantos dons e habilidades, podia se dizer que além da voz da mulher, a capacidade de dormir em qualquer lugar e a qualquer momento era a sua verdadeira vocação, o seu verdadeiro “poder”. Soneca deveria ser seu apelido, ou seu verdadeiro nome, talvez preguiça se encaixasse melhor na criatura que esfregava o rosto com as costas da mão esquerda toda manhosa.


A Hawkins deu uma volta pelo terminal, ficou olhando as linhas, por onde elas passavam e ficou contente em descobrir que desse ponto ela poderia achar várias formas melhores de sair divagando por 2nd. Como não era mais solteira, e nem mãe de apenas dois filhos já crescidos, Dean não podia bater perna pelo mundo. Os mestiços que tinham seu metabolismo diferente e continuamente cresciam sem uma extensão exata de onde parariam ainda, precisam e muito de sua atenção.


Já houve no passado mestiços entre Éthers e outras espécies, mas nunca, em nenhum momento, ocorreu a união com um mortal, nem mesmo poderia se imaginar que isso ocorreria com um humano. Existia uma incompatibilidade pela maioria deles, o que tornava o nascimento de cada um diferente, único e sem a possibilidade de medir o quanto de tempo eles continuariam a viver, sendo que no montante que nascia, a maioria deles, uma média de noventa e sete por cento falecia, imagina a tentativa com mortais? A chance de nascimento era pior ainda, e quando acontecia, se assemelhavam-se com os Éthers em um ponto bem específico: um nunca é parecido com o outro. Não importava se fossem gêmeos.


Dean levou as mãos á nuca, passou os dedos por ali o tamborilando, então foi descendo devagar até iniciar uma massagem. A mulher ficou pensando em qual seria seu próximo destino. Ia para os cantos mais remotos da cidade? Daria um pulinho no Cassino? Quem sabe não passava pela avenida a qual já saiu no braço uma ou duas vezes? (brigou uma vez, mas Dean não se lembrava exatamente). Desses eventos, ela apenas recordava que havia feito uma amizade com algumas pessoas, uma pequena torcida. Estranhamente, ela já os viu em outros cantos e nunca entendia como essas pessoas conseguiam estar presentes em tantos eventos. Seriam “maníacos” por tretas? Lilith uma vez disse a ela que havia pessoas que gostavam das lutas que ocorriam em 2nd. Vai ver, esses aí faziam parte do grupo.


Decidiu-se por fim que iria passar seu tempo por ali. Não estava tão longe assim do seu segundo lugar marcante. Sua primeira luta foi em Barbaroi Falls contra um garoto que estava tão perdido quanto ela que procurava um pedaço de um artefato importante na época. Ambos pareciam perdidos e ali se iniciou a sua primeira “trocação” na cidade. A segunda vez? Foi ali na avenida ao qual ela se dirigia. O local que mais batia recorde de acidente.


Mas enquanto se dirigia a ela, Dean sentiu uma alteração no ar. Não era o suficiente para parar as suas andanças, mas era o bastante para chamar a sua atenção. Ela sentiu, quase que de imediato o ar mudar assim como o fluxo do Aether, essência que existia em todos os seres, o elemento que moldava o universo em conjunto ao Nether, o “ar” que os Deuses respiravam. Como uma Hellysiän, a última de uma raça específica entre os Éthers, a criatura tinha um senso incomum. Mesmo que seus olhos estivessem cobertos para não ver além do físico, havia sensos que Dean não conseguia adormecer em si. Como alguém que tinha uma manipulação tão antiga, certos hábitos eram difíceis de se perder, assim como mantê-los dormentes.


Ela já tentou várias vezes para assim tirar um proveito mais comum, ter uma vivência mais natural, mas lembrando que um Hellysiän era a ponte de sua espécie e a fonte bruta que batia de frente a outros como uma ordem natural de consenso, uma força que ponderava e encontrava um ponto de harmonia, e se necessário, quando necessário a sua presença, agia de forma promíscua, acabando com tudo de um jeito nem um pouco agradável. Coroline tinha uma natureza irrefreável, tão forte quanto a de muitos de seus conterrâneos.  


A Hawkins então girou sobre os seus calcanhares e começou a seguir a mudança de seu ar. Como já conhecido, um Éther podia ser uma criança em um corpo de adulto em muitos cenários, como este por exemplo, onde apesar de sentir uma mudança brusca, como a presença inapropriada de alguém, ela estava se deixando ser guiada puramente pela curiosidade primária de saber o quê, ou quem era este ser.


Não era todos os dias que ela capitava algo que chamasse sua atenção ao ponto de seu corpo se mover sozinho e ela deixar para lado uma reação lógica. Dean seguia aquela mudança como um radar. Parecia que dela ondas emitiam e acertavam o alvo, retornando para ela uma visão ampla do cenário! É estranho, eu sei, mas Éthers são criaturas tão imprevisíveis que duvidar ia além disso.


Assim que seu “sinal” foi se intensificando, ela parou. Estava metros dessa pessoa. Ficou olhando-a ali de longe. Não parecia ser muito diferente de qualquer outra pessoa, e isso atiçou ainda mais a sua curiosidade. Dean estreitou os olhos, queria ter uma visão mais ampla dela, porém acabou desistindo. Pensou em se misturar na multidão e foi o que fez, sem um ar muito interessado ela passeava no meio de toda essa gente, com as mãos no bolso e uma vez ou outro olhando as lojas, evitava ficar olhando diretamente para esta pessoa.


Inspirou um pouco para identificar um cheio diferente, algo que saíssem do padrão de perfume, cheiro de suor, maquiagem pesada que exalava aquele odor de fábrica, e eis que no meio de tantos odores comuns, perfumes caros e baratos, foi que ela notou algo diferente: cheiro de peixe. O cheiro do mar. Era inconfundível para as suas narinas.


Era como andar em um lugar quente, ou permanecer em um lugar frio por muito tempo. Toda a essência de um corpo acabava absorvendo um pouco do ambiente, a água era um caso indiscutível, pois trazia uma gama de odores que quando estavam juntos, formava uma única. O que mais estranhou Dean foi que essa pessoa não exalava um mesmo odor que humanos costumavam ter e que era o fator principal para Dean saber se valeria a pena ou não considerar uma possível presa específica para ela em momentos em que tinha que se forçar a mostrar que ingenuidade e tapadice ela só tinha na cara.


Essa pessoa era a única em um aglomerado de pontinhos que não tinha essa corrente se espalhando pelo ar, isso deixou a Éther terrivelmente curiosa. Cheia de vida, como se todo o seu desanimo tivesse ido para a casa do brejo, a Éther continuou suas passadas inofensivas e supostamente distraídas. Às vezes ela ficava contente demais quando alguma coisa diferente brotava do nada em sua “pacata” viva. Dean já viu muitas coisas, já sentiu e entrou em contato com muitos seres de Gaia, mas essa... Ela nunca viu.


Talvez fosse tolice, um engano, mas custava ir dar uma bisbilhotada?


Nem um pouco.




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Re: Os mares, a Ámerica e novos encontros.

Mensagem  一 JINNI! Zara Maarids. em Sab Fev 16, 2019 6:11 pm








Zara andava com o receptáculo em sua mão e ao notar o lapso a jinni tratou logo de ocultar o mesmo, o transformando em uma peça pequena que virou o adorno para sua aparência, o pingente de um colar.
Ela colocou o mesmo por sobre a cabeça e ao terminar de passar o colar e erguer-se para olhar para frente seu corpo esbarrou em outra pessoa, ela não percebera ou ouvira passos, mas também não ficou muito abalada pelo esbarram.
- Desculpa, eu me distraí. - ela falou com a voz carregada de sotaque. - Eu gostaria de ir em um lugar onde alugam imóveis, você conhece algum?
Ela questionou e ficou olhando para o rosto da mulher, não sabia o que ela passava. Poderia estar irritada pela falta de jeito da árabe, a jinni se sentiu um pouco atraia pelos olhos dourados da mulher, ela já havia visto olhos daquela cor antes na sua terra, não eram iguais, mas a semelhança era grande.
Zara não sabia se continuava seu caminho ou se aguardava por uma resposta, estar numa cidade nova requeria cautela por vários motivos e sua aparência sempre era julgada antes de sua índole.




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Re: Os mares, a Ámerica e novos encontros.

Mensagem  Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ em Sex Fev 22, 2019 10:12 pm




Coroline observava a criatura, queria muito continuar a fazer isso com esta, mas ela sabia que tudo uma hora chegava ao fim. Não havia o que fazer sobre isso. A morena acastanhada (tonalidade de seu cabelo), manteve-se ainda misturada a aquele emaranhado de pessoas. Dean deu mais uma olhada na desconhecida que a atraiu e os olhos dourados da Éther encontraram algo interessante nessa mulher, ela carregava consigo um objeto que de início, não aparentava ser muito estranho. Parecia aquelas lâmpadas mágicas dos contos infantis  e até mesmo histórias antigas passadas de gerações por gerações sobre seres que podiam realizar pedidos mágicos, só que muito mais bela em aparência e nem um pouco cartoonesca.


No princípio, Dean não deu muita credibilidade a sua memória de uma das histórias que ela mais ouvia ser contada por aí: Aladdin. Era difícil de se encontrar alguém que nunca tivesse ouvido a história do lalau, só que isso mudou um pouco de figura quando ela viu a mulher transformar aquele simples objeto em outro que foi colocada sobre sua cabeça. A Éther engoliu a seco, os olhos se arregalaram minimamente.


A mulher já andou em vários lugares de Gaia, já viu a realidade que a humanidade conhecia, passou pelo véu que a própria Terra usava para dividir os homens dos dito hoje como contos de folclores, mitos, e ainda por cima, encontrou vestígios velhos de civilizações antigas e já entrou em contato com outras que deveriam estar extintas! Isso tudo fez com que Dean não minimizasse as histórias que eram passadas. Por mais infantis que pudessem ser, por mais fofos que alguns mitos poderiam soar, sempre havia um pouco de verdade em algum lugar.


Eis que nesse momento, ela não foi só pega de surpresa, como não percebeu que acabou andando rápido demais na direção de jovem moça, acabando por  esbarrar nesta de cara! Era um impulso que Dean não conseguia controlar muito bem. Éthers como ela, viviam a base do sentimento, não conseguiam fingir algo e como consequência, algumas ações acabavam por ser instintivas demais para o próprio gosto dela, era possível refrear tal coisa, mas para Coroline era um pouco mais difícil de se fazer isso quando estava fixada com alguma coisa, e ela estava tão perto!


—— Não! Eu é que lhe peço desculpas! Eu deveria ter sido mais cuidadosa. —— A acastanhada sorriu para a mulher de aparência exótica. Só de olhar para ela, a Hawkins sabia que quem estava na sua frente, não era dali, se bem que, se olhar a cena de outro ângulo, era muito fácil para a mulher não pensar o mesmo, pois Dean tinha aspectos físicos incomuns, e isso já estava sendo dado como fato pela forma que a outra a olhava.


Os olhos dourados da mulher sempre causavam um certo interesse a chegavam a criar um fascínio muito grande quando bem vistos de perto, se tivesse algum foco no mar dourado, poderia se ver um aglomerado de estrelas que dançavam por toda a sua orbe de entonação viva e forte, era como assistir um céu estrelado, a visão do próprio espaço em andamento contínuo. Por mais estranho que fosse, tal visão não causava arrepio a quem a olhasse, ao contrário, ela causava um estranho conforto.


—— Eu conheço sim! Deseja me seguir? Eu te levo para lá rapidinho!


A Éther esperaria com toda a paciência do mundo para que a mulher a respondesse, se recebesse uma resposta positiva, Dean se colocaria ao lado dela e pediria para a mesma lhe acompanhar.


Como estava com praticamente quase toda a família consigo, morar em um prédio não era a melhor coisa a se fazer, já fazia mais de um ano que ela procurava um lugar mais cômodo em 2nd para se viver e seu interesse ficou em um casarão na região que habitava o Campanário Filantrópico, o problema foi que Dean teve que esperar quase um ano inteiro para os antigos moradores saírem, mas até onde se lembrava, havia vários imóveis para serem alugados onde ela fez o negócio, e não era tão longe assim.


—— Me chamo Coroline Hawkins, qual o seu nome?


Ela mantinha passos tranquilos, nada apressados em relação a esta, enquanto caminhavam, Dean prestaria um pouco mais de atenção na mulher ao seu lado, sempre de modo discreto, nada que fizesse ela se incomodar ou querer se afastar de si, evitava até mesmo de olhar para a nova forma que o objeto da criatura havia tomado. Dean levou os braços até as costas e os cruzou ali, enquanto fazia perguntas bobinhas para matar o tempo até a chegada ao Blue Arrow, a imobiliária que ela havia feito negócio com a Cobertura em que morava com seus filhos e ex-namorado e seu atual lar.


—— Desculpa a pergunta, mas você é daqui? Acho que nunca te vi antes. Perdão se eu estiver sendo invasiva, faces novas são sempre bem-vindas.




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Re: Os mares, a Ámerica e novos encontros.

Mensagem  一 JINNI! Zara Maarids. em Dom Mar 03, 2019 8:03 am








A jinni sorriu ao receber uma resposta positiva de ajuda para poder conseguir um lugar para residir. Ela só não sabia o quanto poderia ficar isso, ela não tinha dólares americanos consigo e a quantidade que podia arrumar não era muito grande também.
Mas ainda sim seguiu caminho em companhia daquela mulher, ela estava mais interessada em olhar as ruas que passavam, assim poderia conhecer um pouco mais da cidade. A jinni não possuía um sobrenome, isso era uma tradição humana, em seu mundo era um nome e sua espécie. Ao ser questionada sobre isso, ela sorriu para a moça linda ao seu lado e sorriu para responder.
- Chamam-me de Zara.
Claro que ela não falou nada relacionado a sua espécie, não estava ali para isso e ainda por cima para uma pessoa, mesmo que educada, ela não conhecia o suficiente para revelar-se como quem realmente era.
Ela sabia que sua aparência com tatuagens e pircings chamam atenção das pessoas humanas, apesar de alguns deles possuírem tal cultura e também ter o corpo enfeitado. Mas a jinni preferiu não ficar incomodada com olhares, isso só geraria dores de cabeças desnecessárias.
- Eu sou de Medina. - ela respondeu voltando a olhar os nomes das ruas que aparecia vez ou outra. - Eu acabei de chegar, então acabei me perdendo na cidade. - ela completou, já que ela saíra do mar e não tinha como justificar isso caso fosse questionada o lugar que estava quando esbarrou na mulher.
Zara queria muito ver um imóvel, que estava olhando para estes de acordo que caminhava. Única coisa que norteava a jinni era a sensação de andar ao lado de alguém.
- Essa cidade tem ares interessante e acolhedor, não pensei que seria desse modo nesse lado do mundo. - ela comentou distraída com uma placa de alugasse que aparecia em uma pequena janela de um prédio que elas passavam em frente.




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Re: Os mares, a Ámerica e novos encontros.

Mensagem  Cσяσlιиε Ð. Hαωкιиѕ em Qua Mar 06, 2019 8:26 pm




—— Que nome diferente! —— Dean fez a voz soar como um tilintar de sinos tocados por uma criança feliz, juntou as mãos em frente ao rosto em uma expressão dócil e tranquila.


Coroline era assim, ela levava as coisas da melhor forma possível até onde conseguia. A Maarids não representava nenhum perigo para ela, mas seria ingenuidade dizer que a Éther já havia se esquecido do objeto que ela tão simplesmente deu outra forma.


—— Ah sim, é verdade. 2nd é meio confusa de início, mas depois encontrará com facilidade o seu caminho.


Dean parou finalmente em frente a uma porta dupla de vidro, dali Zara poderia ver sem nenhum problema o balcão com uma jovem moça em vestimenta branca e azul, móveis pretos e confortáveis bem ao canto, como uma salinha de espera, tendo até mesmo uma mesinha com um vaso florido sobre ela.


—— Fica aqui, só falar com aquela mocinha loira ali,  ela pode te ajudar.


A Hawkins encostou a mão na porta, estendeu-a para frente, empurrando-a para a moça passar, quando a Zara passasse por ela, por um breve momento, podia-se ver as orbes douradas, as íris cheias de vida mudarem para um branco, da mesma forma que uma luminária se ascendia e depois se apagava, retornando ao seu dourado.


Dean não tinha intenção alguma de causar alguma cena, ou de fazer algum barulho desnecessário, isso era algo que ela não podia evitar, no fundo, por mais que fosse sociável, ainda existia aquele instinto de sua espécie de que estava próximo a um opositor, um inimigo. Ela sabia que a mulher não era, Zara não tinha a postura de uma encrenqueira e isso já podia-se notar desde a forma de andar, a forma de falar.


Tranquilamente a morena acastanhada fecharia a porta depois da passagem dela, e acenaria do lado de fora, lhe dando um tchauzinho, antes de ir, Dean levou o dedo indicador da mão esquerda em frente à boca, indicando “segredo”. Se a mulher compreendesse, tudo bem, se não, menos mal ainda.


Com isso, Coroline retomou os passos em diante, levando as mãos as costas, cruzando os braços ali e sorrindo para si mesma. Dean não se aguentava em silêncio nessas horas! Mas, saber que havia outra criatura distinta nessa cidade estranha, deixou as coisas com um ar até empolgante para Dean, finalmente, ela podia sair de casa pensando no que de diferente ela poderia começar a ver por aí.


Enquanto andava a mesma deu um salto assustada, tirou seu aparelho do bolso e fez um bico, olhando de quem era a mensagem. A morena acastanhada riu em ver um “se você se atrasar para a janta hoje, vai ficar sem tudo”, a Éther deu de ombros enquanto ria, já sabendo o que significava aquilo, mas ainda assim não estava á fim de voltar para casa, ela talvez fosse dar mais umas voltinhas por aí.




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