2nd South
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Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

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Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Sab Dez 15, 2018 6:52 pm



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Cenário


Juiz: Łauraணatsuda❝єlєтяicGiяl❞
Regra de combate: Classic Rules, Turbo.
5 Rounds + Defensivo.
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Lilith inicia o combate!

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Prólogo

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Sab Dez 22, 2018 10:59 pm


Prólogo




ㅤㅤㅤㅤLilith vagava na Umbra, um dos nomes dados para o paralelo que separava o mundo sobrenatural do mundo real, ela o conhecia por este em específico. O conflito com seus irmãos tivera um fim, não como a demônio havia imaginado, mas tinha acabado a destruição das cidades que ela havia escolhido para viver. O motivo dela estar naquele paralelo e não em Second real, era por consequência do uso em larga escala do seu poder. Primeiro batalhando com as hordas de outros reinos que invadia o seu. Segundo usando da transmutação em outro ser, deixando Etzel com a aparência de seu “irmão”, Hades. Terceiro para abrir um portal diretamente do Reino Hades, no Inferno para a 2nd South na Terra. O portal fechou-se antes dela completar a travessia, a deixando ali, entre os dois ‘mundos’. Mas isso é onde ela está e pode-se dizer que também o porquê, porém as coisas até chegar nesse momento é uma longa história.
ㅤㅤㅤㅤA russa é uma alma renascida no Inferno e que após séculos vivendo como manda o figurino ela rebelou-se, primeiro que durante sua evolução como demônio lhe foi apresentado um vasto material para obtenção de conhecimento, ela não deixou isso de lado como a maioria fazia, a busca de noventa e nove por cento da sociedade infernal era por poder e nada mais. A luxuriosa foi aprofundando cada vez mais seus estudos e aprendizados de suas habilidades, ela foi tão sucedida na sua jornada que na hierarquia infernal ela tava pau a pau com os Grandes Lordes, feito que sempre era tido como impossível de se realizar e foi aí que nasceu seu segundo motivo para rebelar-se.
ㅤㅤㅤㅤHades, o Grande Lorde do Reino Hades, o inferno da luxuria e tormento, vinha há tempos manipulando a mente de Lilith, suas memórias como humana somem no momento de seu renascimento, mas ainda sim o demônio sabe que era humano e renascia no inferno e tinha que seguir como mandava a sociedade. Mas o Grande Lorde maquinou para que a Skyamiko acredita-se ser sua irmã gêmea que deveria cumprir suas ordens para o bom andamento do Reino. Durante um de seus treinamentos de violação, onde deve-se invadir a mente para ter controle do ser humano na possessão ou de qualquer outro ser, a ruiva conseguiu, por poucos minutos, sucesso em violar a mente de Hades. Provavelmente por grande confiança, dela não conseguir, ele não fizera tanto esforço para bloqueá-lo. Foi nesse momento que Lilith viu quem era ele e também quem era ela. Quando ela sincronizou com ele um pensamento dela, Hades percebeu o sucesso da investida dela e a expulsou de sua mente.
ㅤㅤㅤㅤA succubus não agiu de imediato e confrontou o outro. Ela continuou agindo como sempre. Obedecendo as ordens dadas, seus estudos e treinos de habilidades, idas e vindas entre o Inferno e a Terra, batalhas que lhe rendeu uma foice e uma espada dentro do Inferno e até mesmo fora dele, lugares como: panteão grego, purgatório e claro na Terra.
ㅤㅤㅤㅤLilith ficava cada vez mais decidida em o que deveria fazer em definitivo ao aprender nas suas jornadas, foi quando começou a prolongar mais suas estadias na Terra, que tomou a decisão de rebelar-se contra todo o sistema infernal. Mas não foi algo que ela anunciou sobre, só começou agir discretamente para que seus planos dessem certo.
ㅤㅤㅤㅤNa Terra ela conheceu um integrante da família Skyamiko, ela não compreendeu o toda a história, mas o propósito dela ficou claro e logo veio o convite para que a demônio fizesse também parte dessa família, foi assim que ela adotou seu nome Skyamiko. Falar sobre um nome e uma família pode mostrar algo sem importância, mas não eram humanos comuns que compunham o quadro familiar. Mas alguns seres sobrenaturais que nem deveriam viver na mesma sociedade, mas acabaram indo mais além, travavam batalhas em conjunto contra inimigos que tinham em comum. Yukito Skyamiko tornou-se irmão de Lilith, assim como todos os outros que faziam parte da família.
ㅤㅤㅤㅤ— Mas eu não vou destruir o inferno, só quero sacudir aquele sistema de sociedade e modificar o que se deve. - ela conversava com o irmão no primeiro encontro dos dois.
ㅤㅤㅤㅤ— Podemos ter objetivos diferentes, mas quem sabe um leva ao outro, sermos aliados é tão importante quanto o que queremos. Já vai contra as regras nos aliarmos. - ele concluí a fala e coloca machimelos na boca.
ㅤㅤㅤㅤA demônio não discutiria, as palavras do irmão tinha algum sentido e também no objetivo que a família tinha. Mas o percurso de Lilith teve momentos diversos e os que mais marcaram a Skyamiko foram as tragédias, ela parecia ser esculpida com aqueles fardos, achando que tudo que ela tocava estava destinado a fracassar.
ㅤㅤㅤㅤTrês casamentos que foram fracassados, mesmo que algumas coisas não foram provocadas pela Succubus, ela já estava ficando conformada com aquele quadro trágico que virava seus feitos na Terra. Seu objetivo ainda era a mudança da sociedade infernal, mas algo mais foi surgindo, coisas que poderia acontecer após seu feito ou além dele. Tanto que em seu último casamento ela teve uma filha. Alexandra teve só seis anos de vida e foi morta pela mãe, vários fatores levaram há isso e não foi uma decisão fácil de ser tomada e isso deu a Lilith mais um aliado, o Arcanjo Miguel.
ㅤㅤㅤㅤApós passar por um longo exílio por ter matado sua filha, a Succubus voltou a Terra e foi nesse momento que ela encontrou 2nd Southtown e seu atual marido, Terry Bogard. E também nesse período foi quando Lilith lutou com Hades e o aprisionou em sua foice, arma que possuí uma dimensão prisão. E deu início ao seu grande plano, mas nem tudo saiu como planejado e tragédias aconteceram. Contudo, não podemos deixar de falar que nesse período foi onde coisas boas fizeram parte da vida de Lilith, conhecer seu marido, participar de um torneio que a levou conhecer técnicas de luta humana que ela jamais imaginara que teria contato, onde ela aprendeu o kickboxing e também incorporou suas habilidades demonicas em movimentos dessa arte de um jeito que os movimentos ficaram únicos e como sendo dela e claro, tais proezas tiveram o toque do americano que pediu a ruiva em casamento.
ㅤㅤㅤㅤA pior tragédia que ela não esperava e lhe custou bastante foi a mais atual devastação de Southtown e 2nd South. Tinha chegado ao fim daquilo, invasão demonica nas cidades, morte de pessoas em massa por causa de um furacão provocado e por hordas infernais. Batalhas em vários pontos das duas cidades foram travadas e até mesmo Lilith entrara em uma, mas foi arremessada por seu irmão por um portal para dentro do Inferno. O que desencadeou sua batalha nos campos de seu Reino, a transformação de Etzel e sua passagem para a Terra novamente. A demônio estava na área do Dark Palace, um lugar que a mesma já havia usado no passado para abrir portais e que possuía uma energia significativa que servia muito bem para passagens entre mundos, mas Lilith estava vagando na Umbra por seu portal ter fechado antes dela concluir a travessia.
ㅤㅤㅤㅤ— Eu não sinto fraqueza, era para ter sido concluída a passagem… - ela murmurava sozinha andando pelo grande salão do lugar.
ㅤㅤㅤㅤEla estacou os passos ao sentir uma presença que a deixou intrigada e dentro de si uma mágoa antiga começou a trazer lembranças dolorosas.
ㅤㅤㅤㅤ— Onde você está escondido? - ela falou olhando ao seu redor em busca do intruso. - Foi você que fez meu portal fechar antes do tempo, não foi? - ela falava entre dentes, seus punhos estavam cerrados.
ㅤㅤㅤㅤLilith sentia a presença de um sensitivo, ela não podia ter certeza que estava sendo ouvida pelo mesmo, estava com dificuldade de mensurar a distância entre ela e a outra pessoa, mesmo assim a demônio não parou de procurar e falar.
ㅤㅤㅤㅤ— Um ser da sua laia foi um dos principais motivos de eu matar a minha filha e agora você impede a mim de concluir minha travessia. PARE DE SE ESCONDER! - ela vai elevando o tom de voz e acaba por gritar sua última frase.






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Re: Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

Mensagem  Andore S. em Sab Dez 29, 2018 10:15 pm

Prólogo

Adormerço.

. . .

Mãos leves me pegam. O toque suave afaga meus cabelos me fazendo reviver momentos de infância, um calor irradia meu ser. Um sentimento de proteção surge espontâneamente dentro de mim.

 - Acalme-se... Não precisa temer essa experiência. - A voz aveludada afirmou com tal calmaria que despertei sem ao menos perceber.

Seu rosto é ofuscado por uma aura branca, porém meus olhos não doem ao mirá-la. Ainda que não consiga vê-la conpletamente, ela está rindo, e seu sorriso esquentaria qualquer coração.

 - O que está acontecendo? Quem é você?

 - Você sabe quem eu sou... O que está acontecendo é algo que vai mudar sua vida, te trazer verdades que você já esqueceu.

 - Esqueci?

 - Sim... Abra seus olhos, filho. Abra seus olhos.

O cenário transmuda. As paredes se desfazem em fumaças densas e cinzentas, atravesso o chão inesperadamente em uma queda livre. Tudo parece se perder em uma gravidade alternativa e extremamente pesada, mas ao mesmo tempo muito leve e flutuativa.

As cores se misturam numa intensidade que não se pode definir ser é um pôr do sol ou o azul aroxeado da madrugada. A portadora da voz tira de suas longas mangas alvas uma espada de lâmina branca, asas se geram instânteneamente, elas abrem e parecem alcançar todo o entorno que nos circula. A ponta de sua arma toca o céu, abrindo um longo corte no horizonte, nessa abertura consigo ver toda a minha vida com se estivesse em um filme, sinto um fio de dor e nostalgia em meu peito, e uma enorme vontade de pular para dentro dessa dimensão.

 - Escute a voz da sua vida, filho. Ela lhe dirá da história que precisa recordar... Mas lembre-se, você não pode se perder dentro da sua própria alma.

Um grande estrondo ocorre. O barulho se torna tão alto que preciso tampar os ouvidos e fechar os olhos, e nesse instante, o som some e apenas uma voz ecoa em minha cabeça.


" Vós és... O terceiro de três filhos da quinta geração de médiuns, aqueles com quem os guias e guardiões se entrelaçam.

Vós conheceste um de vossos patronos superiores em seu vigésimo primeiro luar, conheceste seus guias um a um ao seu vigésimo segundo luar.

Vós tomastes as rédeas de vosso destino e vossa vida após se entregar a sua verdadeira missão. Vós soube e aceitou ajudar e guiar aqueles que chegassem a ti, que necessitassem de vossa apoio e de vossos guias.

Vós progrediu na vida mundana, ainda que a vida mundana tenha contaminado vossa mente e parte de vosso coração.

Vós progrediu, mas regrediu.
Vós caminhou entre luz e trevas, e quase se perdeu
Vós confia mas sem confiar verdadeiramente.
E agora... Quem vós sois?

Quem vós se sóis?

Eu sou Andore...

Não, se tornaste este, mas não es este. Quem  vós sóis?

Eu sou Andore S...

Não! Tire sua máscara.

...

Quem vós sóis?"

Desperto. Minha mente regressa de forma ligeira e anormal, estou ofegante, cada um dos pulmões parece encher a ponto de estourar. O turbilhão de pensamentos e lembranças ecoa na cabeça e revivo violentamente cada parte desse estranho sonho.

Mas espere... O que sonhei? O que foi isso? Para que foi isso? Será um sinal ou algo assim? O que diabos aconteceu comigo?

Ao abrir os olhos eu... Eu não consigo abrir meus olhos. Sinto como se estivessem selados. Os meus dedos... Também não consigo movê-los, não sinto nem mesmo os braços ou pernas. Meu corpo... Não sinto mais nada, mais nada, mas estou acordado, estou pensando... O que é isso? O que CARALHOS é isso?!

"... Você está pronto?"

Pronto? Pronto para quê? Por quê? Pelo quê? Quem está aí? Quem é você?

Tudo para...

...
...
...

Algo segura meus pés. Uma coisa gelada arranha minhas pernas, o simples deslize se torna uma fina pressão. Sinto uma grande agulha penetrar minha canela, o frio que percorre por toda  extensão de meu corpo gera choques que avançam pela corrente sanguinea de minhas veias. Sou invadido por um formigamento que me deixa o mais próximo possível da sensação de está cercado por aranhas vivas.

Que desgraça é essa?!

Sou puxado! Sem esperar ou ser avisado sou puxado com tamanha força que me sinto ser arrastado pela cama. A dor irradia em minha carne, cada fibra de meus músculos é desfiada sem cerimônias, os ossos parecem ser retirados com tamanha brutalidade que penso está morto ou perto da morte.

E de repente... Tudo passa. Finalmente minha visão retornou, um fio prateado se destaca no borrão que tenho nas vistas. O seguro com cuidado até ele perder cada vez mais nitidez, forço os olhos para focalizar no objeto, mas a medida que recupero esse sentido a corda cinzenta vai sumindo, até que por fim desaparece.

Que desgraça...

Paraliso. A minha frente se encontra um homem deitado, seu cabelo castanho está trançado até o ombro, a pele negra encobre um corpo delgado e de estatura mediana, suas roupas brancas estampam manchas de suor na região do tórax e pernas. As mãos se destacam por unhas medianas e um anel no indicador direito.

... Sou eu. Mas eu estou aqui... Estou morto?

Um pequeno brilho aparece do outro lado. Curioso, me direciono para fora, há uma chuva fina e correntes de vento que comandam a direção dos pingos. É noite, e no céu não consigo ver nenhum risco da lua, um cheiro de cigarro e uísque invade o ambiente.

Em outros tempos, esse seria o anuncio de meu principal guardião... Já não o sinto desde o ocorrido no acampamento, tenho medo que ele esteja com raiva.

Caminho alguns metros pra frente, as tendas e cabanas estão fechadas e ainda abrigam os feridos. A dor que eles sentem refletem em mim como se fosse meus próprio ferimentos e angustias. O ponto luminoso finalmente aparece, ele é vermelho e pequeno; quando me aproximo dele, se afasta em alta velocidade, mas estranhamente ele me atrai para perto de si, como se uma força nos unisse.

Decido acompanhá-lo. Mesmo sabendo dos perigos nortunos em uma cidade desconhecida e praticamente destruída, algo me diz que eessa coisa não me traz perigo ou situação de risco, assim como um desejo forte em seguí-lo surge repentinamente.

"... Vá, siga-o."

.
.
.

As ruas da cidade se encontram cheias de sujeira. Caminho por elas chorando, lágrimas que rolam sem motivo algum. As poucas pessoas que vi pelo caminho possuem algo em cima delas. São como esferas gelatinosas e sombrias em várias partes de seu corpo, há também algumas que estão envoltas de uma núvem negra, e outras que são completamente escuras, tanto de corpo quando de roupas.

Essas são deprimidas, curvadas e estão atadas a uma espécie de correntes que terminam em eferas pessadas. Um grupo dessa gente passou perto de mim, eles estão acompanhados de homens mariores e feios, levemente deformados, mas nada fora do comum.

A bolota brilhosa cessou. Estamos de frente para um grande prédio que abre suas portas misteriosamente. Minha vontade como fotografo é registrar todos os espaços em entro, assim como a própria esfera e as pessoas escuras, mas a câmera já não está em minhas mãos.

 - Mesmo com um desastre daqueles e esse prédio ficou inteiro... Que sorte.

Chegamos em uma sala escura, o ponto vermelho me guia até uma caixa dourada, ao abrí-la vejo minhas garras metálicas e as duas adagas prateadas e consagradas, junto a alguns cigarros, de inicio, estranho isso, mas posteriormente as coloco na mão direita, e guardo as facas na cintura. O guia carmesin me leva a outro espaço, mas a partir do momento que atravesso a porta, ela desaparece.

 Ué... Pensei que tivesse perdido as garras no desmoronamento do hotel, ao menos isso me poupará dinheiro e tempo.

A desconfiança começa a aumentar, mas o temor em voltar todo o caminho é maior. Por um momento permaneço imóvel, pensando se devo prosseguir, logo após volto a caminhar para dentro do salão. Ouço gritos ecoando do local e decido me esgueirar pelas sombras.

O medo de me aproximar é máximo, mas preciso sair daqui antes que as coisas piore, e eu sinto profundamente que as coisas vão piorar.

- Moça... Por acaso saberia me dizer como voltar para o acampamento do aeroporto? - Pergunto engolindo o receio, saio das sombras aos poucos, tentando não assustar a mulher a minha frente.
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Round 1 Move 1

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Sab Jan 05, 2019 11:42 am


Round 1 Move 1




ㅤㅤㅤㅤFinal de 2016.

ㅤㅤㅤㅤLilith não estava com paciência para aquele tipo de encenação, ainda mais daquele tipo de pessoa. Sensitivos, o tipo de humano que provocava ódio na demônio.

ㅤㅤㅤㅤHá sete anos.

ㅤㅤㅤㅤO inverno da Rússia judiava de qualquer ser vivo que se aventurava noite a dentro pelas ruas, ventos soprando incessante contra o rosto, a neve caindo e cobrindo tudo de branco. A única casa daquela área rural tinha fumaça saindo pela chaminé da lareira e um cômodo da casa estava iluminado. E de dentro vinha um barulho ritmado e característico, um culto acontecia ali. Um grupo de médium reunidos em volta de uma criança com longos cabelos rosados. Parte do teto da casa foi partido e um rombo na madeira mostrou a chegada de um demônio alado.
ㅤㅤㅤㅤ— SEUS VERMES! LARGUEM A MINHA FILHA! - a voz era gutural, parecia reverberar mil vozes ao mesmo tempo da garganta daquele ser.
ㅤㅤㅤㅤLilith caiu sobre a menina fazendo que todos as pessoas abrissem a roda, suas asas eram grandes, com ossos e ferro, acabou acertando alguns que acabaram com cortes e contusões. Alexandra estava inconsciente não notava nada ao seu redor, nem mesmo quando bruscamente sua mãe lhe puxou do chão para seus braços a garota despertou, continuou desfalecida.
ㅤㅤㅤㅤA filha de uma demônio com um humano, o prêmio que muitos supersticiosos queriam para fazer seus cultos e rituais. Nero, o pai da criança e ex-marido da Skyamiko, parecia não dar importância as advertências que a mulher havia lhe dado e se deixou ser enganado enquanto estava no parque com a filha.
ㅤㅤㅤㅤA ruiva escultural que deixava os homens babando transformou-se num monstro que espantou todo e qualquer ser que estava a metros de distância dela. O rastro que as pessoas deixaram para trás foi o suficiente para ela rastrear o paradeiro da sua filha, a presença e o cheiro foram suficientes.
ㅤㅤㅤㅤOs olhos vermelhos da demônio brilhava encarando o grupo. Labaredas que saiam das pontas de seus cabelos começaram a espalhar-se pela mobilia da casa, ela bateu as asas alimentando o fogo com o vento e se erguendo para sair dali, mas todos os outros não sairiam, a mulher ficou pairando sobre o rombo que fizera no teto, manipulando o fogo com sua vontade e cercando todos ali dentro, vários gritos começaram a ecoar por ali, para fora da parede da casa indo de encontro com o nada, os sensitivos queimaram e Lilith salvou sua filha, a menina morreria na noite seguinte pelas mãos da própria mãe.

ㅤㅤㅤㅤFinal de 2016, dia da luta.

ㅤㅤㅤㅤ— Você fecha o meu portal antes de eu terminar de passar para o mundo terrestre e vem com essa carinha de gatinho pidão? - Lilith murmura entre os dentes encarando o homem a sua frente.
ㅤㅤㅤㅤSeu corpo não estava transformado, era sua forma humana, somente seus olhos estavam mudados a parte branca havia ficado preta e a íris azuis tinha sido substituído por um vermelho vivido. E sem aguardar respostas de seu adversário ela avançou, em sua mente ela podia ver a roda que antes estava em volta de sua filha queimando, do mesmo modo que via o sensitivo ali em sua frente agora.
ㅤㅤㅤㅤEla precisou de rapidez para terminar de encurtar o espaço que separava os dois e ao mesmo tempo tentar pegar desprevenido pela aproximação rápida seu oponente. Usando o Revolution Hero, Lilith fez um avanço linear e veloz, girou e desferiu um chute frontal flamejante com intenção de atingir o peitoral do homem a sua frente. Podia ser visto do ponto de partida até onde estava a ruiva um rastro de chamas que havia sido deixado para trás.
ㅤㅤㅤㅤLilith possui a habilidade de manipular fogo negro e fogo infernal, o fogo negro é espiritual, ele não consome nenhum corpo físico, mais sim a essência do que ele toca. E o fogo infernal consome rapidamente tudo que é físico ao tocar, vai arder até virar cinzas, ambos não podem ser apagados como o fogo normal.
ㅤㅤㅤㅤ— Desfaça o bloqueio que você fez! - ela grita em direção ao homem mais uma vez após atacá-lo.



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Re: Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

Mensagem  Andore S. em Sab Jan 12, 2019 12:33 pm



Round 1

Seus gritos incomodam. Observo o chão para não precisar encará-la; no peito, sinto cada colisão forte que as batidas acereladas provocam, o ar some e meus pulmões incham desesperadamente para recuperar o fôlego desaparecido, as pernas tremilicam, e cada um dos meus membros amolecem de repente - a pressão indica o inicio do trauma que ficou marcado em meu corpo. Mas meu semblante... Meu semblante não mostra isso.

Travo. Meu corpo não age e nem reage, tudo que consigo  ver são seus lábios se movendo e sua aparente raiva. A tensão entre nós provoca uma amarra em meus músculos que não me permite sair daqui, ainda que saíba que essa seja a ação mais correta - e óbvia -, não a faço. Em uma única escapatória cruzo os antebraços em frente ao rosto, mas a colisão que sinto é no peito.

Vôo. Cada osso das minhas costas recebe o impacto do encontro com a parede. O abalo vibra e ressoa por toda a extensão da minha carne, sua força se exterioriza com o fluído que é jogado pela minha boca. Estou no chão, e nem mesmo o frio do solo consegue me incomodar agora.

Eu detesto brigas... Detesto...

.  .  .

Brasil, aproximadamente oito anos atrás.

Paro... As vozes desesperadas se misturam em um clamor atormentador. As pessoas que estão ali perdem um pouco da nitidez, um pouco de sentido, um pouco de suas almas. Seus movimentos se mesclam com a luz e a sombra da garagem, e de repente, tudo se transforma outra vez naquilo que já não suporto.

As mãos violentas machucam o corpo da vitima. Ele emana a raiva e ódio em cada gota de sangue que corre em suas veias grandes e grossas; ela, por outro lado, usa a pouca força que resta ao tentar bater nos braços do agressor. Mãe e filho conectados por uma briga em familia... E uma tentativa de matricídio.

Meus outros primos tentam medir forças com a besta fera que um dia chamaram de irmão - suplicam pela vida da madriaca. Vizinhos e amigos puxam seus braços que parecem amarrados no pescoço da mulher alva, mas sem notarem, o que acontecia ali não era apenas uma briga... Era a própria personificação do desejo de matar.

 - Ela é sua mãe! SUA MÃE! VOCÊ VAI MATAR ELA!
 
Meus olhos não deixa de observá-los. Ainda que eu tente, ainda que eu queira, ainda que eu insista, meus olhos não para de focá-los. Os músculos das minhas pernas fraquejam, um tremor sobe sobre elas e avança até o último fio de cabelo de minha cabeça, meu coração palpita tanto que a única coisa que denuncia sua existencia é a dor que sinto em cada batimento.

Por que vocês fazem isso? Por que não podem festejar em paz? Por que nasci no meio de pessoas que se matam como animais? Por quê? Por quê? POR QUÊ?

Mas algo muda. Uma nova personagem entra no meio desse grupo de pessoas. Sua estatura baixa e silhueta comum escondem a força e o potêncial que essa mulher traz consigo.

Sem esperar a resposta alheia, ela invade o circulo de violência, com a cabeça erguida e uma expressão séria. Seus dedos demoram pouco tempo para arrancar o homem branco de cima da própria mãe, a força moral é suficiente para fazê-lo calar a boca e abaixar a cabeça. Os outros socorrem a velhota que tosse fortemente contra o chão, uma reação comum e esperada do corpo que acabava de ser sufocado.

 - Ela é a sua mãe, cara! SUA MÃE! - Gritava em tom autoritário. - Você vai desgraçar sua vida e a dela por besteira? Vira homem!

No mesmo momento em que uma tragédia poderia acontecer, tudo estava sendo salvo novamente por ela, novamente por aquela mulher, novamente por aquela guardiã.

 - Você tá bem? - Seu tom preocupado existe ao mesmo tempo que sua expressão demonstra insatisfação com o ocorrido.

 - Tô... Meu corpo tá meio mole, mas estou bem.

 - É claro. Você não pode passar nervoso, eles não respeitam ninguém, nem mesmo as crianças.

 - Estou bem... Mãe...

Não, na verdade não estou bem, mãe. Meu corpo já faz isso a muito tempo, sempre que vocês brigam fico assim... "Mole". Mas do que vai adiantar eu falar e te incomodar com isso? Eles nunca param...

 - ... A senhora sabe que daqui a alguns dias eles voltam a se falar e na próxima festa vão brigar de novo, por que ainda se mete?

 - Porque não posso deixar eles se matarem. Mesmo que eles fazendo isso novamente, ainda não poderei deixar eles se matarem... São minha familia, mesmo não gostando da gente e não agradecendo, ainda são minha familia.

... Familia.

. . .

Second South, 2016, dia da luta.

.... Detesto brigas. Detesto porque desde a infância tive que ver aquela escória brigando entre em si, e isso se enraizou no meu corpo. Detesto porque desde a infância fico sem ação, meu corpo amolece, meu coração acelera, meu ar falta... Detesto porque ela me faz lembrar que sou fraco e covarde...

Levanto. O fogo que crepita ao lado consome uma estatua próxima da parede, sua coloração negra me fascina. Mesmo perto dele, não sou atingido pelas chamas, sinto seu "calor", mas não a dor que ele pode trazer através de queimaduras. Estranho.

 - Eu não desfiz portal  nenhum! Olhe bem para mim, realmente acha que tenho poder para fazer isso?

... Use a adaga.

Os dedos alcançam as adagas, com pulso firme, seguro-as pelos seus devidos cabos, o metal cinzento ganha um ardor que nunca senti antes. Em posição de guarda, com a faca direita em frente ao peito e esquerda perto da cintura, analiso minha atual situação, tento buscar a resposta para tudo aquilo e não a encontro.

 - Você não parece ser burra, com certeza sabe mais do que eu... Ou alguém armou para você, ou estamos sendo usados, ou foi você que me trouxe aqui...

A pergunta certa nesse caso seria: quem nos trouxe ou está nos usando?

Avanço. O passo acelerado provoca barulhos ligeiros no chão, ao cruzar os braços, "abraço" a mim mesmo e me preparo para o ataque. No momento em que estou mais próximo da mulher, decido recuar com um pequeno pulo para trás, as mãos se movem rápido suficiente para lançar as duas lâminas prateadas em sua direção na tentativa de alveja-lá com o Acerte.

... Tenha cuidado.

Com medo? Estou, assumo para mim mesmo. Mas vi minha mãe avança mesmo com medo, e de um modo ou de outro, terei apenas duas opções: ou apanho e tento bater, ou apanho e morro.

Seja o que for, vou descobrir que caralho todo é esse, mesmo que tenha que ir ao inferno.
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Re: Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

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