2nd South
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Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

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Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Sab Dez 15, 2018 6:52 pm



Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

Cenário


Juiz: Łauraணatsuda❝єlєтяicGiяl❞
Regra de combate: Classic Rules, Turbo.
5 Rounds + Defensivo.
Prazo de Postagem: 7 dias.

Lilith inicia o combate!

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Prólogo

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Sab Dez 22, 2018 10:59 pm


Prólogo




ㅤㅤㅤㅤLilith vagava na Umbra, um dos nomes dados para o paralelo que separava o mundo sobrenatural do mundo real, ela o conhecia por este em específico. O conflito com seus irmãos tivera um fim, não como a demônio havia imaginado, mas tinha acabado a destruição das cidades que ela havia escolhido para viver. O motivo dela estar naquele paralelo e não em Second real, era por consequência do uso em larga escala do seu poder. Primeiro batalhando com as hordas de outros reinos que invadia o seu. Segundo usando da transmutação em outro ser, deixando Etzel com a aparência de seu “irmão”, Hades. Terceiro para abrir um portal diretamente do Reino Hades, no Inferno para a 2nd South na Terra. O portal fechou-se antes dela completar a travessia, a deixando ali, entre os dois ‘mundos’. Mas isso é onde ela está e pode-se dizer que também o porquê, porém as coisas até chegar nesse momento é uma longa história.
ㅤㅤㅤㅤA russa é uma alma renascida no Inferno e que após séculos vivendo como manda o figurino ela rebelou-se, primeiro que durante sua evolução como demônio lhe foi apresentado um vasto material para obtenção de conhecimento, ela não deixou isso de lado como a maioria fazia, a busca de noventa e nove por cento da sociedade infernal era por poder e nada mais. A luxuriosa foi aprofundando cada vez mais seus estudos e aprendizados de suas habilidades, ela foi tão sucedida na sua jornada que na hierarquia infernal ela tava pau a pau com os Grandes Lordes, feito que sempre era tido como impossível de se realizar e foi aí que nasceu seu segundo motivo para rebelar-se.
ㅤㅤㅤㅤHades, o Grande Lorde do Reino Hades, o inferno da luxuria e tormento, vinha há tempos manipulando a mente de Lilith, suas memórias como humana somem no momento de seu renascimento, mas ainda sim o demônio sabe que era humano e renascia no inferno e tinha que seguir como mandava a sociedade. Mas o Grande Lorde maquinou para que a Skyamiko acredita-se ser sua irmã gêmea que deveria cumprir suas ordens para o bom andamento do Reino. Durante um de seus treinamentos de violação, onde deve-se invadir a mente para ter controle do ser humano na possessão ou de qualquer outro ser, a ruiva conseguiu, por poucos minutos, sucesso em violar a mente de Hades. Provavelmente por grande confiança, dela não conseguir, ele não fizera tanto esforço para bloqueá-lo. Foi nesse momento que Lilith viu quem era ele e também quem era ela. Quando ela sincronizou com ele um pensamento dela, Hades percebeu o sucesso da investida dela e a expulsou de sua mente.
ㅤㅤㅤㅤA succubus não agiu de imediato e confrontou o outro. Ela continuou agindo como sempre. Obedecendo as ordens dadas, seus estudos e treinos de habilidades, idas e vindas entre o Inferno e a Terra, batalhas que lhe rendeu uma foice e uma espada dentro do Inferno e até mesmo fora dele, lugares como: panteão grego, purgatório e claro na Terra.
ㅤㅤㅤㅤLilith ficava cada vez mais decidida em o que deveria fazer em definitivo ao aprender nas suas jornadas, foi quando começou a prolongar mais suas estadias na Terra, que tomou a decisão de rebelar-se contra todo o sistema infernal. Mas não foi algo que ela anunciou sobre, só começou agir discretamente para que seus planos dessem certo.
ㅤㅤㅤㅤNa Terra ela conheceu um integrante da família Skyamiko, ela não compreendeu o toda a história, mas o propósito dela ficou claro e logo veio o convite para que a demônio fizesse também parte dessa família, foi assim que ela adotou seu nome Skyamiko. Falar sobre um nome e uma família pode mostrar algo sem importância, mas não eram humanos comuns que compunham o quadro familiar. Mas alguns seres sobrenaturais que nem deveriam viver na mesma sociedade, mas acabaram indo mais além, travavam batalhas em conjunto contra inimigos que tinham em comum. Yukito Skyamiko tornou-se irmão de Lilith, assim como todos os outros que faziam parte da família.
ㅤㅤㅤㅤ— Mas eu não vou destruir o inferno, só quero sacudir aquele sistema de sociedade e modificar o que se deve. - ela conversava com o irmão no primeiro encontro dos dois.
ㅤㅤㅤㅤ— Podemos ter objetivos diferentes, mas quem sabe um leva ao outro, sermos aliados é tão importante quanto o que queremos. Já vai contra as regras nos aliarmos. - ele concluí a fala e coloca machimelos na boca.
ㅤㅤㅤㅤA demônio não discutiria, as palavras do irmão tinha algum sentido e também no objetivo que a família tinha. Mas o percurso de Lilith teve momentos diversos e os que mais marcaram a Skyamiko foram as tragédias, ela parecia ser esculpida com aqueles fardos, achando que tudo que ela tocava estava destinado a fracassar.
ㅤㅤㅤㅤTrês casamentos que foram fracassados, mesmo que algumas coisas não foram provocadas pela Succubus, ela já estava ficando conformada com aquele quadro trágico que virava seus feitos na Terra. Seu objetivo ainda era a mudança da sociedade infernal, mas algo mais foi surgindo, coisas que poderia acontecer após seu feito ou além dele. Tanto que em seu último casamento ela teve uma filha. Alexandra teve só seis anos de vida e foi morta pela mãe, vários fatores levaram há isso e não foi uma decisão fácil de ser tomada e isso deu a Lilith mais um aliado, o Arcanjo Miguel.
ㅤㅤㅤㅤApós passar por um longo exílio por ter matado sua filha, a Succubus voltou a Terra e foi nesse momento que ela encontrou 2nd Southtown e seu atual marido, Terry Bogard. E também nesse período foi quando Lilith lutou com Hades e o aprisionou em sua foice, arma que possuí uma dimensão prisão. E deu início ao seu grande plano, mas nem tudo saiu como planejado e tragédias aconteceram. Contudo, não podemos deixar de falar que nesse período foi onde coisas boas fizeram parte da vida de Lilith, conhecer seu marido, participar de um torneio que a levou conhecer técnicas de luta humana que ela jamais imaginara que teria contato, onde ela aprendeu o kickboxing e também incorporou suas habilidades demonicas em movimentos dessa arte de um jeito que os movimentos ficaram únicos e como sendo dela e claro, tais proezas tiveram o toque do americano que pediu a ruiva em casamento.
ㅤㅤㅤㅤA pior tragédia que ela não esperava e lhe custou bastante foi a mais atual devastação de Southtown e 2nd South. Tinha chegado ao fim daquilo, invasão demonica nas cidades, morte de pessoas em massa por causa de um furacão provocado e por hordas infernais. Batalhas em vários pontos das duas cidades foram travadas e até mesmo Lilith entrara em uma, mas foi arremessada por seu irmão por um portal para dentro do Inferno. O que desencadeou sua batalha nos campos de seu Reino, a transformação de Etzel e sua passagem para a Terra novamente. A demônio estava na área do Dark Palace, um lugar que a mesma já havia usado no passado para abrir portais e que possuía uma energia significativa que servia muito bem para passagens entre mundos, mas Lilith estava vagando na Umbra por seu portal ter fechado antes dela concluir a travessia.
ㅤㅤㅤㅤ— Eu não sinto fraqueza, era para ter sido concluída a passagem… - ela murmurava sozinha andando pelo grande salão do lugar.
ㅤㅤㅤㅤEla estacou os passos ao sentir uma presença que a deixou intrigada e dentro de si uma mágoa antiga começou a trazer lembranças dolorosas.
ㅤㅤㅤㅤ— Onde você está escondido? - ela falou olhando ao seu redor em busca do intruso. - Foi você que fez meu portal fechar antes do tempo, não foi? - ela falava entre dentes, seus punhos estavam cerrados.
ㅤㅤㅤㅤLilith sentia a presença de um sensitivo, ela não podia ter certeza que estava sendo ouvida pelo mesmo, estava com dificuldade de mensurar a distância entre ela e a outra pessoa, mesmo assim a demônio não parou de procurar e falar.
ㅤㅤㅤㅤ— Um ser da sua laia foi um dos principais motivos de eu matar a minha filha e agora você impede a mim de concluir minha travessia. PARE DE SE ESCONDER! - ela vai elevando o tom de voz e acaba por gritar sua última frase.






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Re: Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

Mensagem  Andore S. em Sab Dez 29, 2018 10:15 pm

Prólogo

Adormerço.

. . .

Mãos leves me pegam. O toque suave afaga meus cabelos me fazendo reviver momentos de infância, um calor irradia meu ser. Um sentimento de proteção surge espontâneamente dentro de mim.

 - Acalme-se... Não precisa temer essa experiência. - A voz aveludada afirmou com tal calmaria que despertei sem ao menos perceber.

Seu rosto é ofuscado por uma aura branca, porém meus olhos não doem ao mirá-la. Ainda que não consiga vê-la conpletamente, ela está rindo, e seu sorriso esquentaria qualquer coração.

 - O que está acontecendo? Quem é você?

 - Você sabe quem eu sou... O que está acontecendo é algo que vai mudar sua vida, te trazer verdades que você já esqueceu.

 - Esqueci?

 - Sim... Abra seus olhos, filho. Abra seus olhos.

O cenário transmuda. As paredes se desfazem em fumaças densas e cinzentas, atravesso o chão inesperadamente em uma queda livre. Tudo parece se perder em uma gravidade alternativa e extremamente pesada, mas ao mesmo tempo muito leve e flutuativa.

As cores se misturam numa intensidade que não se pode definir ser é um pôr do sol ou o azul aroxeado da madrugada. A portadora da voz tira de suas longas mangas alvas uma espada de lâmina branca, asas se geram instânteneamente, elas abrem e parecem alcançar todo o entorno que nos circula. A ponta de sua arma toca o céu, abrindo um longo corte no horizonte, nessa abertura consigo ver toda a minha vida com se estivesse em um filme, sinto um fio de dor e nostalgia em meu peito, e uma enorme vontade de pular para dentro dessa dimensão.

 - Escute a voz da sua vida, filho. Ela lhe dirá da história que precisa recordar... Mas lembre-se, você não pode se perder dentro da sua própria alma.

Um grande estrondo ocorre. O barulho se torna tão alto que preciso tampar os ouvidos e fechar os olhos, e nesse instante, o som some e apenas uma voz ecoa em minha cabeça.


" Vós és... O terceiro de três filhos da quinta geração de médiuns, aqueles com quem os guias e guardiões se entrelaçam.

Vós conheceste um de vossos patronos superiores em seu vigésimo primeiro luar, conheceste seus guias um a um ao seu vigésimo segundo luar.

Vós tomastes as rédeas de vosso destino e vossa vida após se entregar a sua verdadeira missão. Vós soube e aceitou ajudar e guiar aqueles que chegassem a ti, que necessitassem de vossa apoio e de vossos guias.

Vós progrediu na vida mundana, ainda que a vida mundana tenha contaminado vossa mente e parte de vosso coração.

Vós progrediu, mas regrediu.
Vós caminhou entre luz e trevas, e quase se perdeu
Vós confia mas sem confiar verdadeiramente.
E agora... Quem vós sois?

Quem vós se sóis?

Eu sou Andore...

Não, se tornaste este, mas não es este. Quem  vós sóis?

Eu sou Andore S...

Não! Tire sua máscara.

...

Quem vós sóis?"

Desperto. Minha mente regressa de forma ligeira e anormal, estou ofegante, cada um dos pulmões parece encher a ponto de estourar. O turbilhão de pensamentos e lembranças ecoa na cabeça e revivo violentamente cada parte desse estranho sonho.

Mas espere... O que sonhei? O que foi isso? Para que foi isso? Será um sinal ou algo assim? O que diabos aconteceu comigo?

Ao abrir os olhos eu... Eu não consigo abrir meus olhos. Sinto como se estivessem selados. Os meus dedos... Também não consigo movê-los, não sinto nem mesmo os braços ou pernas. Meu corpo... Não sinto mais nada, mais nada, mas estou acordado, estou pensando... O que é isso? O que CARALHOS é isso?!

"... Você está pronto?"

Pronto? Pronto para quê? Por quê? Pelo quê? Quem está aí? Quem é você?

Tudo para...

...
...
...

Algo segura meus pés. Uma coisa gelada arranha minhas pernas, o simples deslize se torna uma fina pressão. Sinto uma grande agulha penetrar minha canela, o frio que percorre por toda  extensão de meu corpo gera choques que avançam pela corrente sanguinea de minhas veias. Sou invadido por um formigamento que me deixa o mais próximo possível da sensação de está cercado por aranhas vivas.

Que desgraça é essa?!

Sou puxado! Sem esperar ou ser avisado sou puxado com tamanha força que me sinto ser arrastado pela cama. A dor irradia em minha carne, cada fibra de meus músculos é desfiada sem cerimônias, os ossos parecem ser retirados com tamanha brutalidade que penso está morto ou perto da morte.

E de repente... Tudo passa. Finalmente minha visão retornou, um fio prateado se destaca no borrão que tenho nas vistas. O seguro com cuidado até ele perder cada vez mais nitidez, forço os olhos para focalizar no objeto, mas a medida que recupero esse sentido a corda cinzenta vai sumindo, até que por fim desaparece.

Que desgraça...

Paraliso. A minha frente se encontra um homem deitado, seu cabelo castanho está trançado até o ombro, a pele negra encobre um corpo delgado e de estatura mediana, suas roupas brancas estampam manchas de suor na região do tórax e pernas. As mãos se destacam por unhas medianas e um anel no indicador direito.

... Sou eu. Mas eu estou aqui... Estou morto?

Um pequeno brilho aparece do outro lado. Curioso, me direciono para fora, há uma chuva fina e correntes de vento que comandam a direção dos pingos. É noite, e no céu não consigo ver nenhum risco da lua, um cheiro de cigarro e uísque invade o ambiente.

Em outros tempos, esse seria o anuncio de meu principal guardião... Já não o sinto desde o ocorrido no acampamento, tenho medo que ele esteja com raiva.

Caminho alguns metros pra frente, as tendas e cabanas estão fechadas e ainda abrigam os feridos. A dor que eles sentem refletem em mim como se fosse meus próprio ferimentos e angustias. O ponto luminoso finalmente aparece, ele é vermelho e pequeno; quando me aproximo dele, se afasta em alta velocidade, mas estranhamente ele me atrai para perto de si, como se uma força nos unisse.

Decido acompanhá-lo. Mesmo sabendo dos perigos nortunos em uma cidade desconhecida e praticamente destruída, algo me diz que eessa coisa não me traz perigo ou situação de risco, assim como um desejo forte em seguí-lo surge repentinamente.

"... Vá, siga-o."

.
.
.

As ruas da cidade se encontram cheias de sujeira. Caminho por elas chorando, lágrimas que rolam sem motivo algum. As poucas pessoas que vi pelo caminho possuem algo em cima delas. São como esferas gelatinosas e sombrias em várias partes de seu corpo, há também algumas que estão envoltas de uma núvem negra, e outras que são completamente escuras, tanto de corpo quando de roupas.

Essas são deprimidas, curvadas e estão atadas a uma espécie de correntes que terminam em eferas pessadas. Um grupo dessa gente passou perto de mim, eles estão acompanhados de homens mariores e feios, levemente deformados, mas nada fora do comum.

A bolota brilhosa cessou. Estamos de frente para um grande prédio que abre suas portas misteriosamente. Minha vontade como fotografo é registrar todos os espaços em entro, assim como a própria esfera e as pessoas escuras, mas a câmera já não está em minhas mãos.

 - Mesmo com um desastre daqueles e esse prédio ficou inteiro... Que sorte.

Chegamos em uma sala escura, o ponto vermelho me guia até uma caixa dourada, ao abrí-la vejo minhas garras metálicas e as duas adagas prateadas e consagradas, junto a alguns cigarros, de inicio, estranho isso, mas posteriormente as coloco na mão direita, e guardo as facas na cintura. O guia carmesin me leva a outro espaço, mas a partir do momento que atravesso a porta, ela desaparece.

 Ué... Pensei que tivesse perdido as garras no desmoronamento do hotel, ao menos isso me poupará dinheiro e tempo.

A desconfiança começa a aumentar, mas o temor em voltar todo o caminho é maior. Por um momento permaneço imóvel, pensando se devo prosseguir, logo após volto a caminhar para dentro do salão. Ouço gritos ecoando do local e decido me esgueirar pelas sombras.

O medo de me aproximar é máximo, mas preciso sair daqui antes que as coisas piore, e eu sinto profundamente que as coisas vão piorar.

- Moça... Por acaso saberia me dizer como voltar para o acampamento do aeroporto? - Pergunto engolindo o receio, saio das sombras aos poucos, tentando não assustar a mulher a minha frente.
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Round 1 Move 1

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Sab Jan 05, 2019 11:42 am


Round 1 Move 1




ㅤㅤㅤㅤFinal de 2016.

ㅤㅤㅤㅤLilith não estava com paciência para aquele tipo de encenação, ainda mais daquele tipo de pessoa. Sensitivos, o tipo de humano que provocava ódio na demônio.

ㅤㅤㅤㅤHá sete anos.

ㅤㅤㅤㅤO inverno da Rússia judiava de qualquer ser vivo que se aventurava noite a dentro pelas ruas, ventos soprando incessante contra o rosto, a neve caindo e cobrindo tudo de branco. A única casa daquela área rural tinha fumaça saindo pela chaminé da lareira e um cômodo da casa estava iluminado. E de dentro vinha um barulho ritmado e característico, um culto acontecia ali. Um grupo de médium reunidos em volta de uma criança com longos cabelos rosados. Parte do teto da casa foi partido e um rombo na madeira mostrou a chegada de um demônio alado.
ㅤㅤㅤㅤ— SEUS VERMES! LARGUEM A MINHA FILHA! - a voz era gutural, parecia reverberar mil vozes ao mesmo tempo da garganta daquele ser.
ㅤㅤㅤㅤLilith caiu sobre a menina fazendo que todos as pessoas abrissem a roda, suas asas eram grandes, com ossos e ferro, acabou acertando alguns que acabaram com cortes e contusões. Alexandra estava inconsciente não notava nada ao seu redor, nem mesmo quando bruscamente sua mãe lhe puxou do chão para seus braços a garota despertou, continuou desfalecida.
ㅤㅤㅤㅤA filha de uma demônio com um humano, o prêmio que muitos supersticiosos queriam para fazer seus cultos e rituais. Nero, o pai da criança e ex-marido da Skyamiko, parecia não dar importância as advertências que a mulher havia lhe dado e se deixou ser enganado enquanto estava no parque com a filha.
ㅤㅤㅤㅤA ruiva escultural que deixava os homens babando transformou-se num monstro que espantou todo e qualquer ser que estava a metros de distância dela. O rastro que as pessoas deixaram para trás foi o suficiente para ela rastrear o paradeiro da sua filha, a presença e o cheiro foram suficientes.
ㅤㅤㅤㅤOs olhos vermelhos da demônio brilhava encarando o grupo. Labaredas que saiam das pontas de seus cabelos começaram a espalhar-se pela mobilia da casa, ela bateu as asas alimentando o fogo com o vento e se erguendo para sair dali, mas todos os outros não sairiam, a mulher ficou pairando sobre o rombo que fizera no teto, manipulando o fogo com sua vontade e cercando todos ali dentro, vários gritos começaram a ecoar por ali, para fora da parede da casa indo de encontro com o nada, os sensitivos queimaram e Lilith salvou sua filha, a menina morreria na noite seguinte pelas mãos da própria mãe.

ㅤㅤㅤㅤFinal de 2016, dia da luta.

ㅤㅤㅤㅤ— Você fecha o meu portal antes de eu terminar de passar para o mundo terrestre e vem com essa carinha de gatinho pidão? - Lilith murmura entre os dentes encarando o homem a sua frente.
ㅤㅤㅤㅤSeu corpo não estava transformado, era sua forma humana, somente seus olhos estavam mudados a parte branca havia ficado preta e a íris azuis tinha sido substituído por um vermelho vivido. E sem aguardar respostas de seu adversário ela avançou, em sua mente ela podia ver a roda que antes estava em volta de sua filha queimando, do mesmo modo que via o sensitivo ali em sua frente agora.
ㅤㅤㅤㅤEla precisou de rapidez para terminar de encurtar o espaço que separava os dois e ao mesmo tempo tentar pegar desprevenido pela aproximação rápida seu oponente. Usando o Revolution Hero, Lilith fez um avanço linear e veloz, girou e desferiu um chute frontal flamejante com intenção de atingir o peitoral do homem a sua frente. Podia ser visto do ponto de partida até onde estava a ruiva um rastro de chamas que havia sido deixado para trás.
ㅤㅤㅤㅤLilith possui a habilidade de manipular fogo negro e fogo infernal, o fogo negro é espiritual, ele não consome nenhum corpo físico, mais sim a essência do que ele toca. E o fogo infernal consome rapidamente tudo que é físico ao tocar, vai arder até virar cinzas, ambos não podem ser apagados como o fogo normal.
ㅤㅤㅤㅤ— Desfaça o bloqueio que você fez! - ela grita em direção ao homem mais uma vez após atacá-lo.



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Re: Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

Mensagem  Andore S. em Sab Jan 12, 2019 12:33 pm



Round 1

Seus gritos incomodam. Observo o chão para não precisar encará-la; no peito, sinto cada colisão forte que as batidas acereladas provocam, o ar some e meus pulmões incham desesperadamente para recuperar o fôlego desaparecido, as pernas tremilicam, e cada um dos meus membros amolecem de repente - a pressão indica o inicio do trauma que ficou marcado em meu corpo. Mas meu semblante... Meu semblante não mostra isso.

Travo. Meu corpo não age e nem reage, tudo que consigo  ver são seus lábios se movendo e sua aparente raiva. A tensão entre nós provoca uma amarra em meus músculos que não me permite sair daqui, ainda que saíba que essa seja a ação mais correta - e óbvia -, não a faço. Em uma única escapatória cruzo os antebraços em frente ao rosto, mas a colisão que sinto é no peito.

Vôo. Cada osso das minhas costas recebe o impacto do encontro com a parede. O abalo vibra e ressoa por toda a extensão da minha carne, sua força se exterioriza com o fluído que é jogado pela minha boca. Estou no chão, e nem mesmo o frio do solo consegue me incomodar agora.

Eu detesto brigas... Detesto...

.  .  .

Brasil, aproximadamente oito anos atrás.

Paro... As vozes desesperadas se misturam em um clamor atormentador. As pessoas que estão ali perdem um pouco da nitidez, um pouco de sentido, um pouco de suas almas. Seus movimentos se mesclam com a luz e a sombra da garagem, e de repente, tudo se transforma outra vez naquilo que já não suporto.

As mãos violentas machucam o corpo da vitima. Ele emana a raiva e ódio em cada gota de sangue que corre em suas veias grandes e grossas; ela, por outro lado, usa a pouca força que resta ao tentar bater nos braços do agressor. Mãe e filho conectados por uma briga em familia... E uma tentativa de matricídio.

Meus outros primos tentam medir forças com a besta fera que um dia chamaram de irmão - suplicam pela vida da madriaca. Vizinhos e amigos puxam seus braços que parecem amarrados no pescoço da mulher alva, mas sem notarem, o que acontecia ali não era apenas uma briga... Era a própria personificação do desejo de matar.

 - Ela é sua mãe! SUA MÃE! VOCÊ VAI MATAR ELA!
 
Meus olhos não deixa de observá-los. Ainda que eu tente, ainda que eu queira, ainda que eu insista, meus olhos não para de focá-los. Os músculos das minhas pernas fraquejam, um tremor sobe sobre elas e avança até o último fio de cabelo de minha cabeça, meu coração palpita tanto que a única coisa que denuncia sua existencia é a dor que sinto em cada batimento.

Por que vocês fazem isso? Por que não podem festejar em paz? Por que nasci no meio de pessoas que se matam como animais? Por quê? Por quê? POR QUÊ?

Mas algo muda. Uma nova personagem entra no meio desse grupo de pessoas. Sua estatura baixa e silhueta comum escondem a força e o potêncial que essa mulher traz consigo.

Sem esperar a resposta alheia, ela invade o circulo de violência, com a cabeça erguida e uma expressão séria. Seus dedos demoram pouco tempo para arrancar o homem branco de cima da própria mãe, a força moral é suficiente para fazê-lo calar a boca e abaixar a cabeça. Os outros socorrem a velhota que tosse fortemente contra o chão, uma reação comum e esperada do corpo que acabava de ser sufocado.

 - Ela é a sua mãe, cara! SUA MÃE! - Gritava em tom autoritário. - Você vai desgraçar sua vida e a dela por besteira? Vira homem!

No mesmo momento em que uma tragédia poderia acontecer, tudo estava sendo salvo novamente por ela, novamente por aquela mulher, novamente por aquela guardiã.

 - Você tá bem? - Seu tom preocupado existe ao mesmo tempo que sua expressão demonstra insatisfação com o ocorrido.

 - Tô... Meu corpo tá meio mole, mas estou bem.

 - É claro. Você não pode passar nervoso, eles não respeitam ninguém, nem mesmo as crianças.

 - Estou bem... Mãe...

Não, na verdade não estou bem, mãe. Meu corpo já faz isso a muito tempo, sempre que vocês brigam fico assim... "Mole". Mas do que vai adiantar eu falar e te incomodar com isso? Eles nunca param...

 - ... A senhora sabe que daqui a alguns dias eles voltam a se falar e na próxima festa vão brigar de novo, por que ainda se mete?

 - Porque não posso deixar eles se matarem. Mesmo que eles fazendo isso novamente, ainda não poderei deixar eles se matarem... São minha familia, mesmo não gostando da gente e não agradecendo, ainda são minha familia.

... Familia.

. . .

Second South, 2016, dia da luta.

.... Detesto brigas. Detesto porque desde a infância tive que ver aquela escória brigando entre em si, e isso se enraizou no meu corpo. Detesto porque desde a infância fico sem ação, meu corpo amolece, meu coração acelera, meu ar falta... Detesto porque ela me faz lembrar que sou fraco e covarde...

Levanto. O fogo que crepita ao lado consome uma estatua próxima da parede, sua coloração negra me fascina. Mesmo perto dele, não sou atingido pelas chamas, sinto seu "calor", mas não a dor que ele pode trazer através de queimaduras. Estranho.

 - Eu não desfiz portal  nenhum! Olhe bem para mim, realmente acha que tenho poder para fazer isso?

... Use a adaga.

Os dedos alcançam as adagas, com pulso firme, seguro-as pelos seus devidos cabos, o metal cinzento ganha um ardor que nunca senti antes. Em posição de guarda, com a faca direita em frente ao peito e esquerda perto da cintura, analiso minha atual situação, tento buscar a resposta para tudo aquilo e não a encontro.

 - Você não parece ser burra, com certeza sabe mais do que eu... Ou alguém armou para você, ou estamos sendo usados, ou foi você que me trouxe aqui...

A pergunta certa nesse caso seria: quem nos trouxe ou está nos usando?

Avanço. O passo acelerado provoca barulhos ligeiros no chão, ao cruzar os braços, "abraço" a mim mesmo e me preparo para o ataque. No momento em que estou mais próximo da mulher, decido recuar com um pequeno pulo para trás, as mãos se movem rápido suficiente para lançar as duas lâminas prateadas em sua direção na tentativa de alveja-lá com o Acerte.

... Tenha cuidado.

Com medo? Estou, assumo para mim mesmo. Mas vi minha mãe avança mesmo com medo, e de um modo ou de outro, terei apenas duas opções: ou apanho e tento bater, ou apanho e morro.

Seja o que for, vou descobrir que caralho todo é esse, mesmo que tenha que ir ao inferno.
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Round 2 Move 1

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Sab Jan 19, 2019 9:52 pm


Round 2 Move 1




ㅤㅤㅤㅤDark Palace, dia da luta.

ㅤㅤㅤㅤLilith não estava com brincadeiras, ela sabia da capacidade de um sensitivo. Mesmo vendo a verdadeira confusão nos olhos do homem a sua frente. Ela esclareceu um pouco as coisas mais detalhadamente. Afinal ele parecia estar desnorteado pelos golpes que recebera.
ㅤㅤㅤㅤ— Você estava fazendo rituais na cidade? - ela não queria resposta, só iniciou a conversa. - Então, ele me afetou. Por que eu estava voltando para a cidade quando o portal fechou!
ㅤㅤㅤㅤQuando ela terminou de falar, percebeu o recuo do cara a sua frente, mas só notou que lâminas vinham em sua direção quando estas já estavam próximas, já que o brilho da luz contra o metal a fez perceber. A russa desviou de uma, mas a outra cravou em seu ombro direito.
ㅤㅤㅤㅤA russa tinha resistência a qualquer tipo de venenos, mas pelo uso constante de seus poderes, após um caos entre o inferno e as cidades. Ela não estava nos seus melhores dias, ela sentiu a parte superior do seu lado direito começar a paralisar.

ㅤㅤㅤㅤ7 anos antes.

ㅤㅤㅤㅤAlexandra dormia tranquila em seu quarto, sua mãe estava no telefone no quintal da casa.
ㅤㅤㅤㅤ— Não vou te devolver ela, Nero! - ela tentava evitar ao máximo gritar. - Você é irresponsável, pensa que tudo é brincadeira e não é! Não é por que você tem um braço de demônio que vai intimidar qualquer um não! - ela andava de um lado a outro enquanto falava. - Eu sou a porra de uma demônio completa e eles não se importaram de pegar MINHA FILHA!
ㅤㅤㅤㅤA russa desligou a ligação e caminhou para dentro de casa, ela tinha que controlar suas emoções, ou se não qualquer ser poderia lhe achar.
ㅤㅤㅤㅤ— Você sabe qual é a solução, Lilith. - a voz angelical e ao mesmo tempo gutural assustou a mulher.
ㅤㅤㅤㅤ— Miguel! - ela virava o encarando assustada.
ㅤㅤㅤㅤ— Sua filha só terá paz após deixar de ser sua filha. - ele falou calmamente olhando dentro dos olhos da ruiva.
ㅤㅤㅤㅤ— M-mas… ela terá que morrer. - ela gaguejou pela primeira vez em anos.

ㅤㅤㅤㅤDia da Luta.

ㅤㅤㅤㅤNotando que precisava agir com rapidez, a demônio arrancou a lâmina do ombro, girou o corpo deixando a mesma cair pelo chão e sumiu da frente de Andore num piscar de olhos.
ㅤㅤㅤㅤLilith usava sua técnica de teleporte, No Good, para tentar distrair o inimigo e deixá-lo confuso de onde ela surgiria em seguida. Ato rápido de sumir e reaparecer já aplicando golpes com intenção de acertá-lo.
ㅤㅤㅤㅤA mulher surgiu não atrás, o que é sempre esperado nesses casos, mas na lateral esquerda do homem. Realizando seu movimento com as pernas.
ㅤㅤㅤㅤ— The Secret… - ela falava concentrando a energia no pé durante um giro e intencionando assim desferir uma canelada flamejante contra o corpo de seu adversário. - … é nunca ficar no caminho de uma demônio quando está determinada.
ㅤㅤㅤㅤAs palavras saiam da boca de Lilith mais com a intenção de provocar, mas ela não sabia o que ele queria insinuar com pessoas usando-os, aquilo poderia ser verdade, mas a ruiva também perceberia tal insinuação e atrevimento.


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Re: Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

Mensagem  Andore S. em Sab Jan 26, 2019 8:34 pm

Round 2

- Portal... - O pé atinge o chão. Automaticamente corrijo minha postura e penso sobre o que acabei de ouvir. - Você está falando sobre o ritual que fiz para afastar aqueles demônios? O que esperava que eu fizesse? Ficasse de braços cruzados enquando eles invadiam o acampamento e ferissem as vitímas?! Por acaso queria que aquela merda fosse pior...

Ela some. Um arrepio sobe pela minha coluna e procuro a mulher que estava a minha frente.

Onde ela es...

De repente uma sensação estranha me aflinge, uma presença surge do meu lado, de forma completamente inesperada. Ao virar o rosto, consigo visualizar a mulher de cabelos vermelhos. Seus lábios se movem, mas de sua boca não escuto som nenhum - um possível efeito causado pela  surpresa.

Seu movimento é veloz, em um momento a vejo dançar entre as chamas e no outro estou recebendo o impacto. Não consigo distinguir o tempo entre o período que voei e o que estou caído no chão. Não consigo nem mesmo vê-la direito. Apenas uma nuvem de poeira se mostra a minha frente... Será que fiquei louco depois de bater a cabeça na parede?

Mas não sinto dor. Na verdade não sinto nada. Uma fraqueza acomete meu corpo, a energia que ainda mantinha antes parece se esvaziar do meu ser. A ruiva divide minha visão com uma súbida escuridão do local, o cenário aos poucos perde nitidez e as formas se mesclam como uma pintura abstrata - me obrigando a fechar os olhos.

Estou zonzo... Será que vou morrer aqui? Puxa... Que merda, morrer aqui seria lamentável... Eu deveria estar mais assustado não? Quando foi que perdi esse "senso do perigo"?

.  .  .

1 1 anos atrás, Brasil.

A porta se chocou contra o batente, seu estrondo calou o barulho dos berros e xingamentos que surgiam no meio da briga. Meu corpo desliza pela porta até alcançar o chão e abraçar minhas pernas.

Aconteceu novamente...

Os ruídos se misturam ás vozes, o som dos vidros quebrando se repetem tantas vezes que já perdi a conta. Aqui, no quarto com pouca luz, o volume intenso da pancadaria familiar não chega por completo. Já não sinto mais vontade de chorar, mas o organismo continua a demonstrar sintomas do pânico enraizado desde os sete anos.

Com certa dificuldade, caminho até a cozinha, o barulho continua a diminuir e a mente consegue se livrar por alguns minutos do alarde causado pelos parentes. Os joelhos caem sob o piso, com as costas curvadas, direciono minha testa contra o azulejo e fecho fortemente as pálpebras.

 - E... - Suspiro. - Espiritos. Peço a quem puder, que me ajude... Eu sei que essas brigas não vão acabar, talvez nunca acabem, mas por favor, que eles não se machuquem... Eu peço também, que se possível, retirem meus sentimentos, para que eu não possa sentir essa angustia, esse medo, e todo esse tormento que sinto em cada uma das brigas. Não posso mudá-los, e também não posso passar tanta raiva... Então... Por favor... Me ajudem.

.  .  .

Dark Palace, 2016

Ah... Recordei, foi no momento em que pedi para tirarem meus sentimentos. Pelos deuses, que criança ignorante eu era, onde já se viu pedir algo assim, pior ainda é esperar que acontecesse de fato. Você é muito burro, Andore.

Consigo ver o solo, pisco. Com pessar, arrasto a mão próximo ao rosto, forço a musculatura do braço para erguer o tronco superior. Sem esperar, o corpo tomba para trás e sinto as costas tocarem a parede.

Inferno maldito... Maldito.

A cabeça cai para frente. Por um momento abro os olhos e observo o chão voltar lentamente ao normal... Pisco.

Se eu ao menos fosse mais forte... Se eu ao menos pudesse lutar sem medo de me machucar, de sangrar, de ferir... Se meu corpo ao menos fosse resistente ao estresse e nervosismo, se ele ao menos parasse de tremer como um liquidificador toda vez que eu recebesse uma dose alta de estresse ou tensão forte.

Se eu... ao menos...

Tateio a lateral da face até alcançar a testa, com calma, massageio as temporas na tentativa de acalmar a visão turvada. Mil coisas surgem em minha mente e a vontade de ficar aqui, imóvel, é muito maior do que a de me erguer novamente. Com a destra fechada e o auxilio da perna direita forço um movimento para frente, as mãos se apoiam no piso para interromper um novo tombo, o ponta do pé esquerdo se fixa no solo, e aos poucos vou regressando para trás, permanecendo de cócoras. Com a ajuda da parede, as palmas e os pés trabalham juntos se apoiando na mesma e por fim consigo me levantar. Minha cabeça roda e sinto uma leve vontade de vomitar.

Se eu ao menos tivesse força... A força que finjo verdadeiramente ter... Desgraça.

Pisco. Num simples movimento de cabeça consigo ver rápidamente o chão, as paredes e o teto; tudo começa a ganhar mais nitidez, porém as coisas ainda continuam girando... Pisco. Ainda balanço um pouco na instabilidade do corpo, mas já posso ficar em pé sem me apoiar na parede... Pisco. Finalmente a visão voltou ao normal, e a minha frente está ela... Minha carrasco.

Mulher do inferno... Você é como a maioria das pessoas que precisei enfrentar ou que precisei me esconder para manter minha intergridade fisíca - cães do diabo. Eu só queria ter a força e o poder suficiente para abaixar suas cabeças e mostrar que suas superioridades de merda só são construídas sobe a base firme dos miseráveis e minorias medrosas que apenas querem viver em paz... Desgraçados malditos.

... Nós estamos com você.

Corijo minha postura. A pressão que me rodeia parece mais leve, ao puxar o ar sinto uma força estranha invadir meu ser, cada parte do meu corpo se revigora e explode em energia, braços invisíveis me abraçam e ao mesmo tempo me seguram, empurrando-me como se tentassem me manter aqui, firme e forte, sem desistir ou recuar. O suspiro liberado se transforma em um sopro longo, jogando para fora qualquer indisposição que antes me impedia mostrar as garras.

Sinto uma coisa no ar. Uma força se faz presente e irradia sobre mim, sua presença germina uma vontade louca de avançar contra a ruiva na minha frente. O medo ainda existe, ainda chacoalha meu fisíco, porém esse desejo de lutar se expande e começa a dividir o lugar com ele em minha alma.

Quero atacá-la, mesmo sabendo que posso me ferrar, ainda assim quero atacá-la... Que merda toda é essa?

... Não se esconda mais.

Focalizo a mulher. No meio do cenário procuro as adagas que lancei - preciso delas. As pernas se posicionam e as garras se abrem sutilmente, o peito ressoa, cada batalada cardiaca anuncia o momento do ataque. Penso...

Por que é que você me dá tanta raiva, mas ao mesmo tempo não emana ser totalmente ruim? Quem diabos é você?

Penso. Algo se gera na minha mente, calculo nossa distância e o momento mais oportuno - ainda reflito sobre as adagas. Os olhos da mulher me causam uma sensação estranha. Aspiro, expiro, espero...

...

... Agora!

Lanço meu corpo sobre ela. Cada passo pesado ecoa pelo meu corpo, o calor provocado libera sentimentos que nunca haviam sido tão vívidos em minha existência. Nossa distância cada vez mais se encurta, de relance, olho para os lados focando nas facas, mas minha atenção primordial está nela.

O brilho da garra reflete a luz e denuncia sua intenção. Poucos passos nos separam, a ansiedade do momento me consome intensamente. Posiciono o cotovelo a frente do corpo, assim como boa parte do lado esquerdo, a destra se levanta velozmente e a palma se abre ganhando o formato da pata felina.

O braço desce cortante, a neko-te se direciona em busca do tórax da mulher, o corte vertical do Diagonal finalmente é usado e tudo que posso fazer é esperar pelo acerto que tanto anseio.
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Round 3 Move 1

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Sab Fev 02, 2019 10:54 pm


Round 3 Move 1




ㅤㅤㅤㅤHá 7 anos.

ㅤㅤㅤㅤExistia uma ‘competição’ entre o inferno e o paraíso para saber quem conseguiria ficar com a alma da filha de Lilith. Mas a demônio não desconfiava nem um pouco de que isso poderia acontecer. A ruiva só pensava que eram somente humanos estúpidos e suas crenças. Mas os grupos de sensitivos que estavam perseguindo Alexandra eram influenciados pelo inferno ou pelo paraíso.
ㅤㅤㅤㅤO grupo que ela acabara de recuperar sua filha eram influenciados por um dos Grandes Lordes Infernais. E o aparecimento de Miguel em sua casa surpreendeu tanto a ruiva que ela não conectou nada disso em sua mente, afinal a fé verdadeira do Arcanjo arrebatava qualquer influência dos poderes de Lilith. Do mesmo modo que a maldição da luxuriosa afetava o Arcanjo.
ㅤㅤㅤㅤ— Não posso matar minha filha, Miguel. - ela argumentava com as mãos na cabeça e sentando no sofá de sua casa.
ㅤㅤㅤㅤA tempestade de neve continuava ali em Moscou, ao olhar para a porta de vidro do lugar, a Skyamiko via os grossos flocos caindo do céu.
ㅤㅤㅤㅤ— Então ela será levada. - Miguel disse chegando perto demais da mulher.
ㅤㅤㅤㅤ— Eu mato qualquer um que tentar isso. - ela falou entre os dentes.
ㅤㅤㅤㅤ— Lilith, sua filha não terá uma vida, você não pode protege-la para sempre. E como vai proteger ela dela mesma? - a voz do arcanjo era calma e suave.
ㅤㅤㅤㅤO ser quase encostava o rosto no da mulher. A russa o encarou com um olhar cheio de dor.
ㅤㅤㅤㅤ— Sugerir isso é cruel demais, até para mim, como podê? - ela fala sentindo as lágrimas escorrendo por seu rosto.
ㅤㅤㅤㅤ— É a verdade. - o arcanjo fala inflexível e sustentando o olhar da demônio. - Você tem que matá-la e eu guardarei a alma dela protegida na cidade prateada. - ele concluí.
ㅤㅤㅤㅤA ruiva piscou e desviou os olhos para o chão.
ㅤㅤㅤㅤ— Vai embora daqui, você não deveria levar paz no lugar de tormento? - ela falou com a voz cheia de raiva.
ㅤㅤㅤㅤO arcanjo foi embora, Miguel sabia que havia plantado o que precisava na cabeça da demônio. Aquela alma seria mais forte que qualquer outra que um dia chegou aos céus, poderia tornar-se até mesmo uma arcanja, o que raramente ocorria.
ㅤㅤㅤㅤLilith se encolheu no sofá e ficou ali, mas tudo que estava em sua mente era as cenas do momento em que resgatou Alexandra do ritual dos sensitivos. O que foi fazendo crescer dentro de si o rancor e o peso da culpa do ato que deveria fazer em cima daquele tipo de humano.

ㅤㅤㅤㅤDark Palace, na luta.

ㅤㅤㅤㅤLilith sentia a paralisia em todo seu braço direito e aquilo estava sendo um inconveniente, ela não sabia quanto tempo demoraria para aquela toxina se dissipar de seu sangue, ela tentou deixou escorrer do corte o máximo possível para não ter todo o veneno dentro de si.
ㅤㅤㅤㅤA ruiva foi dar atenção em cauterizar o corte, fazendo surgir em sua mão esquerda chamas e levando estas até o corte em seu ombro direito. O homem sensitivo estava no chão, apesar de estar atenta, a dor da execução de sua ação deixou ela despercebida para aquela aproximação. Ao voltar abrir os olhos o homem estava já perto de si, sua mão parecia a pata de algum animal com garras afiadas.
ㅤㅤㅤㅤ— De novo não. - ela falava se referindo ao item cortante e executa seu movimento de contra-ataque.
ㅤㅤㅤㅤExecutando (Kingdom of Slaves) um salto-mortal para trás, desferiria chutes para levar seu adversário consigo para cima, o fazendo ser arremessado para cima. Caso não tivesse acerto em seus chutes, essa movimentação de Lilith também produzia chamas para evitar golpes aéreos. Na evidencia de acerto ou não, a ruiva continuaria tentando acertar Andore, ainda trabalhando com as pernas.
ㅤㅤㅤㅤ— ALL I WANT – ela gritava com raiva ao lembrar-se de sua promessa ao cravar no peito de sua filha um punhal.
ㅤㅤㅤㅤNesse movimento executado e gritado pela russa, os chutes desferidos por ela contra o ar, produziram perigosas lâminas de chamas negras que se dirigiam em direção ao sensitivo que estava ali dentro do Dark Palace com ela.


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Re: Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

Mensagem  Andore S. em Sab Fev 09, 2019 11:49 pm

Round 3

... Consegui!

N-NÃO!

O maxilar estrala. Cada golpe recebido parece uma pequena bola em alta velocidade. O calor acomete meu corpo com uma proximidade espantosa, não vejo, mas sei que há fogo. Uma coceira cresce e se espalha pela região do queixo e tórax, ela fica cada vez mais aguda até se transformar em uma pressão forte e dolorosa. Sinto pontos aleatórios passarem do nível de um simples latejar intenso para chegarem em uma sensação de perfuração profunda; isso irradia por todo o tronco.

Espere. Estou sentindo... dor?

A velocidade com que subo não me permite contemplar o céu. Nesse rápido instante, meu campo de visão só mostra velozmente uma perna feminina, a escuridão da noite e fagulhas brilhantes que dançam pelo ar. Estou voando outra vez.

Um cheiro de enxofre se mistura ao ar do local. A temperatura aumenta e as pontas dos meus dedos ardem. O som das chamas crepitantes rasgam o ligeiro momento de silêncio, de repente, aquilo que eram simples fagulhas ganham uma coloração escura e se agarram ao meu corpo.

Queima, arde, mata. O calor cresce e desabrocha em meus braços, todo o odor de carne queimada invade minhas narinas. A pele antes negra, agora se mistura ás chamas de ébano numa incandescência que faz borbulhar boa parte do meu corpo.

DESGRAÇADA! MIL VEZES DESGRAÇADA! MEU CORPO, MEU CORPO!

Me vejo cair sobre o chão em plena combustão, como um meteoro que cruza a atmosfera do planeta. A cremação não cessa, a vontade de morrer não consegue ultrapassar a sensação horrível de ser marcado com ferro quente em cada latejar que a carne sofre - dói... fere... mata.

A loucura atinge meu cérebro. No meio do incendio vivo, vejo um ponto vermelho pousar em minha mão, ele irradia e ganha a aparência de uma pequena flama carmesin que se mistura ao meu devorador negro.

... Mais um fogo? Me mata logo, caralho.

Pisco. As imagens balançam e perdem parte da forma por culpa do fogo, se antes eu tinha a energia que surgiu inesperadamente, agora eu só tenho a dor das queimaduras. Não grito, nem mesmo forças tenho para tal ato. Estranho o fato de ainda não ter perdido a consciência por culpa da dor, estranho o fato de não morrer logo e ser obrigado a surportar esse fogo, estranho o fato de...

...

Um arrepio percorre minha espinha e me faz despertar do desmaio tardio. O frio nasce em minha destra, avança pelo meu braço e segue para os quatro cantos do corpo; sinto como se estivesse em uma tempestade de granizo em um dia de extremo frio. O fogo acalma, a dor diminui, o calor insuportável agora não passa de uma sensação gélida e sútil.

O que houve?

... Ninguém pode comigo...

Pisco. As flamas se afastaram de mim, o algoz sombrio já não me atinge mais, abaixo dele há um pequeno rastro de chamas que mesclam o azul, o dourado e um vermelho intenso - já não sou mais seu alvo.

... Eu posso com todos...

Elas crescem. Dançam, acumulam, giram. Desenvolvem e expandem, suas labaredas ganham uma forma convexa, se transforma numa cúpula grande e me serve como casa e proteção.

... Lá na encruzilhada...

Pisco. A presença que senti anterioremente volta com força total, minhas costas são pressionadas contra o solo. O pouco fôlego que tenho é roubado dos meus pulmões e o pavor me aflinge novamente.

Mas que for... Que força é essa?!

 - Como você foi tonto... - Um timbre grave ecoo pelo domo flamejante. - ... Usou da sua raiva para mascarar sua covardia e falsa coragem?

Engoli o seco ao cerrar as pálpebras. Culpa, ressentimento, raiva, solidão e nojo se misturaram em um turbilhão sentimental que me atingiu com força total. Lágrimas correm pelo rosto até acertarem o piso - essa presença parece despertar coisas que a muito tempo tenho enterrado.

 - Tolo. Não espere que eu vá te ajudar a levantar, se quiser erguer seu corpo, faça sozinho... Ou morra tentando.

... Idiota, como ousa falar esse tipo de coisa? Pois se eu quiser eu fico aqui, inferno. Quem você pensa que...

 - "Quem eu sou?" Você realmente não sabe? - Não se esforçou para segurar a gargalhada gritante ao final da pergunta. - Vou te falar uma coisa... Isso não é um sonho, mas você já sabe disso, certo? Você está em sua forma astral, ou melhor, "espiritual". Ataques fisicos não te afetam, mas os espirituais podem literalmente de matar. E ela tem o poder necessário para isso, então se não quiser morrer, levanta. Você sabe como fazer.

Forma astral... O que move o mundo espiritual é praticamente a força mental e o controle sob seus sentimentos e emoções... Então é isso.

Acalmo. Respiro... Uma, duas, três vezes. Os braços tremilicam pelas queimaduras recentes, elas latejam quase que instantaneamente quando forço os músculos. A mente se esvazia e uso do sentimento de vontade e revolta para conseguir me levantar. Difícil, todos os membros balançam e ardem ao máximo, empurro o peso das costas em meio a uma dura ofegação. Lentamente vou me erguendo, a minha frente, pouco atrás das chamas, a silhueta enegrecida vai ganhando nitidez.

Envolta por uma aura escura, a figura magra observa a parede de fogo a sua frente, sua cartola média alongava ainda mais a estatura que já era grande, o pouco que vejo de sua roupa está constituído de calça social e uma camisa de manga longa, todos na mesma cor preta. Um fino rastro de névoa cinzenta escapava pela sua direita, o cheiro de enxofre foi consumido por um odor de cigarro e uma forte essência alcoólica.

 - Muito bem, você ainda aprende rápido... Ou na verdade você já sabia de tudo isso. - Sua canhota desceu ligeiramente em direção a lateral e entre os dedos se encontra o charuto marrom. - Vou falar somente uma vez. A mulher que você está enfrentando é um demônio, isso significa que há uma grande possbilidade de seu corpo fisíco e espiritual serem o mesmo, isso também significa que se ela quiser te matar, ela mata... Você está aqui, e é por um motivo.

Ele é malicioso, emana isso, grita isso. Desde que ele apareceu minha força tem voltado aos poucos, mas ao mesmo tempo também sinto uma pressão muito forte, uma energia pessada e violenta quase similar a da mulher a minha que enfrento.

 - É melhor você se recuperar logo, eu não tenho a menor vontade de lutar por você. - A fumaça foi lançada de sua boca, de seu rosto, apenas os olhos são visíveis para mim, mas sei que uma sorriso cínico habita em seus lábios. - Não tem mais fogo te queimando, mas se continuar parado não vai sobrar nem corpo para ser queimado.

Levou o charuto de volta a boca, sua destra se abriu e fechou lentamente, de forma veloz ele simulou um movimento com corda. A fumaça do tabaco sinistramente seguiu sua mão e inesperamente atraiu as chamas negras, que assumiram o formado de um chicote longo e bronzeado. Uma invocação completa de objeto.

Com a arma em mãos, ele girou a parte maleável e quando a ponta tocou no chão um estrondoso estalo foi ouvido. Sem esperar, ele rompeu a frente da cúpula com um golpe rápido, e em seguida lançou o chicote contra a mulher. A arma levantou-se e desceu desesperadamente em busca do alvo demoniaco, parecia que sua haste cada vez mais se alongava como uma serpente que se jogava para o bote.

Touro! Esse é o golpe Touro que um dos meus guias usa? Espera... Então ele é...
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Re: Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Sab Fev 16, 2019 9:21 pm


Round 4 Move 1




ㅤㅤㅤㅤHá 7 anos.

ㅤㅤㅤㅤLilith levou a menina até o local indicado por Miguel, ela colocou a criança que estava adormecida deitada no chão. Tinha um lençol branco estendido sobre a neve. Em sua mão esquerda tinha um punhal e a poucos metros ela pode sentir a presença do Arcanjo, que mais parecia ser o anjo da morte naquele momento.
ㅤㅤㅤㅤA mulher cochichava baixo na orelha da menina, pelo menos isso ela podia fazer sem ter interferências.
ㅤㅤㅤㅤ— Se algum dia tiver sua memória de volta e eu estiver nela, saiba que essa escolha é muito dolorosa e que eu também posso estar errada, mas que não é por culpa sua. É toda minha a culpa, filha.
ㅤㅤㅤㅤA voz da demônio estava presa na garganta. Seus dedos apertaram o punhal com mais força, sua maior vontade era matar a si mesma que a menina. Ela olhava para o rosto de Alexandra que dormia tranquila.
ㅤㅤㅤㅤ— Está na hora Lilith. - a voz de Miguel a chacoalhou.
ㅤㅤㅤㅤ— AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH! - ela gritou e ergueu a mão e envolveu a mão direita também ao punhal.
ㅤㅤㅤㅤA russa fechou os olhos e abaixou com força e fogo o punham em direção ao peito da sua filha. Ao mesmo tempo que um bando de médium surgiram no local, ela não estava vendo, mas nos lábios de Miguel tinha um grande sorriso.

ㅤㅤㅤㅤNa luta.

ㅤㅤㅤㅤAquele veneno de paralisia era muito forte, aquele homem negro a sua frente era bem mais forte que demonstrava ser. E aquilo começou a deixar a demônio precavida, ela tinha que terminar aquilo ou ficaria exausta antes de poder se livrar daquele maldito sensitivo.
ㅤㅤㅤㅤO grande problema era a paralisia que não passava, seu braço estava sem movimento algum, apesar de não espalhar-se para o resto do corpo, ainda incomodava ficando só ali naquela região, movimentação limitada era ruim para qualquer luta. Lilith cometeu o deslise de não perceber o cenário que estava e menos ainda que estava próxima demais do primeiro degrau da escada que levava até o grande rosto que existia retratado ali.
ㅤㅤㅤㅤSua atenção foi chamada para o ser que aparecia, aquilo sim deixou a dúvida da Skyamiko para trás e trouxe a certeza que aquele sensitivo só estava se fazendo de fraco ou ele tinha algo muito errado com ele.
ㅤㅤㅤㅤLilith apertava o braço e ao mesmo tempo que tentou desviar do chicote seu pé bateu contra o degrau e está se desequilibrou, seu corpo foi envolvido pela arma e arremessado.
ㅤㅤㅤㅤ— AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH! - o fogo negro era um fogo que queimava a essência de todo e qualquer ser, aquilo era doloroso até mesmo para demônios.
ㅤㅤㅤㅤA russa caiu do outro lado contra a mureta de cimento abaixo de uma grande bandeira vermelha. Seu corpo ardia, mas ela fez questão de extinguir as chamas negras de todo o ambiente.
ㅤㅤㅤㅤA ruiva levantou-se. Seu corpo ainda estava dolorido, uma dor forte e irritante, e seu braço ainda estava pesado, inútil. A Skyamiko correu, sim ela começou a correr em direção ao seu adversário como se ele tivesse a muitos metros de distância. E no momento que ela faltava dois passos para chocar-se contra ela, ela novamente sumiu.
ㅤㅤㅤㅤ— NO GOOD! - a voz veio e foi rapidamente, como se um vento tivesse batido e levado para outro caminho.
ㅤㅤㅤㅤLilith apareceria novamente a frente de Andore, não tinha truques dessa vez, não estava em pontos diferentes. Mas exatamente ali, em frente dele. Pegaria o impulso que faria ela desferir uma joelhada ascendente que levaria consigo o adversário caso atingido para o ar, emendando uma cotovela que deveria atingir sua nuca o levando com brutalidade para o chão.
ㅤㅤㅤㅤ— WHEN I RISE! - a voz da Skyamiko ecoava pelo ambiente durante toda sua movimentação.
ㅤㅤㅤㅤA russa estava chegando ao seu limite, ela podia sentir, ela só estava limitada ao uso das pernas e o braço esquerdo. Fora todo o inferno que havia passado antes, ela não teria muito como continuar aquilo. Ela estava ainda querendo entender de onde saiu um sensitivo tão poderoso como aquele. E o ódio em seu coração queimava junto com a culpa de ter matado sua filha que a esmagava cada vez que olhava para aquele homem que estava ali e sentia sua presença.


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Re: Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko X Andore S.

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