2nd South
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* Memory Circus Tournament* Lilith Yagami vs Pedro Maia

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* Memory Circus Tournament* Lilith Yagami vs Pedro Maia

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster em Qui Nov 15, 2018 3:32 am

SEMIFINAL B

Lilith Yagami VS Pedro Maia

Local da Batalha: Clockwork Tower ( Torre dos Relógios)



Descrição do Local: A torre do Relógio é a segunda torre mais alta do castelo. Nele há uma máquina presa no teto por cabos e barras de metal que fazem todos os quatro relógios funcionarem ao mesmo tempo. A área é aberta com passagens para a arena de batalha em seus quatro cantos. O vento frio da tempestade corre livremente com moderada força através do maquinário. Dano colateral esperado e local isolado para a luta.Horário da Luta: 17:00. Drones com câmeras a postos e uma câmera central ao topo do local da batalha pronta para transmitir.

Regra para o Combate:
Real Bout Rules ( 5 rounds + defensivo)

Ordem de iniciativa: Lilith Yagami começa a luta.

Boa sorte e boa luta!
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Re: * Memory Circus Tournament* Lilith Yagami vs Pedro Maia

Mensagem  Lιlιтн Yαgαмι em Qui Nov 22, 2018 11:59 pm




O QUE ACONTECEU APÓS O TÉRMINO DA ÚLTIMA LUTA?


—— Tem que ser dessa forma mesmo?


Lilith falava consigo mesma, após deixar aquele garoto na enfermaria. A Siren ainda agradecia pela sua própria anormalidade, seus dons únicos provindos de uma união que qualquer ser que conhecia sua genitora, diria com toda certeza: “Não brinca?!”. Ali Lilith deixava aquele menino de cabelos loiros aos cuidados da enfermaria. O que aconteceu com ele? A guria não sabia. Nesse momento, ela apenas o viu ser deitado sobre uma cama, ou seja lá qual fosse o nome daquilo e deu as costas. Fez mais do que deveria. Nas mãos dos Primes, os dois seres que viviam rondando a vida de sua mãe, aprendeu que em uma luta tinha que dar o melhor de si, pois era isso que seu oponente esperava. Entretanto, talvez ela tivesse extrapolado uma barreira no encontro anterior. Só que como iria ser diferente? Uri não dava tréguas na hora de ensinar a ela como se defender, tão pouco o outro mais velho entre eles aceitava corpo mole.


A ruiva apesar de ter descendência para cair no soco com qualquer um, não havia herdade muito bem essa paixonite por confusão. Ao menos, não nos ringues. Ela já perguntou para Avurk, o mais velho dos Primes se isso era normal, e ele havia respondido que ninguém era igual a ninguém e que isso deveria ser valorizado. Ela gostava de falar com aquele velho Prime, ouvir as histórias de como é seu mundo, e quantas coisas se passaram desde que ele conhecesse uma pequena e elétrica Dean. Ter contato com alguém que tivesse visto milhares de cenários em mundos diferentes, deixava Lilith animada, pois ela mesma tinha um chamado interior, talvez fosse isso que a tivesse feito descobrir os Vault Hunters. Foi um acidente por assim dizer, a primeira manifestação interdimensional dela, e como não tinha nenhum controle, parou até mesmo onde os deuses duvidavam que fosse possível. E para voltar... Ah isso foi o pior, teve mais drama que novela mexicana, mas aqui estava ela e isso seria história para outro momento. .


A Siren tomava seu rumo de volta para o quarto, se quer viu o anúncio de sua luta. Havia ganho? Havia perdido? Foda-se, pensou a garota, seu foco não era esse, mas tinha que continuar mantendo olhos em si enquanto Yue vasculhava por aí. Talvez os dois tivessem um momento para se sentar e conversar, mas principalmente... Ela tinha que dar uma olhada nele para não saber se o rapaz estava bem ou enlouquecendo. Assim que chegou a porta de seu quarto, a menina ruiva levou a mão a maçaneta, mas não teve vontade alguma de entrar nele. Ao invés disso a soltou e foi ver o que se deu com o mais novo. Só que enquanto andava, seus ombros começavam a ficar cansados.


—— Talvez eu tenha me cansado...? —— Ela não se sentiu assim quando terminou a luta, mas agora por algum motivo ela se sentia cansada. A Siren apoiou-se na parede e seu corpo escorregou aos poucos até o chão, onde ela ficou sentada.


A Yagami ficou quieta, seu corpo estava estranho, sentia comichões pelas costas, tentou as esfregar na parede, mas isso não adiantou muito, parecia ser algo superficial, esquisito. Lilith nunca sentiu isso. Os pés ficaram dormentes e o cenário a sua volta parecia decair como papel queimado, a ruiva foi aflingida por uma forte dor de cabeça vinda de sua nunca até que seu corpo foi jogado para trás enquanto o cenário queimava. Que ISSO?! Ela se questionou ao ver as chamas púrpura e a Oyakän se juntando e indo em sua direção. O que aconteceu dali... Nem ela entendeu.


Lilith se viu em uma sala grande e cheia de espelhos. Havia duas pessoas ali falando, pareciam discutir sobre algo, mas às vozes não alcançavam os ouvidos da Siren. A visão que lhe era pouco nítida, não ajudava muito a ver em maiores detalhes onde estava. O que estava acontecendo? Quis ver, deu alguns passos, mas o estranho da sensação, era que a Yagami não sentia suas pernas, se quer seus braços, só que quando desejou avançar, seja lá o que estivesse acontecendo ia para frente como uma estranha projeção que lhe dava somente a visão.


Estando a alguns metros de distância e com a visão um pouco melhorada, a garota conseguir ver quem era as pessoas presentes no cenário. Havia uma mulher de cabelos avermelhados e um capuz estranho que parecia um lagarto. A imagem meio borrada não a deixava ver melhor a feição dela, mas ao tentar forçar a visão, conseguiu enxergar ao menos essa característica do que seria talvez, uma blusa? A outra mulher não pareceu ser muito estranha para Lilith, durante a tentativa de forçar a visão, a garota notou que quem estava com a menina ruiva, era na verdade Cassandra e está não se encontrava com a sua melhor feição.


Por que tá todo mundo tão irritado? Lilith pensou, dessa vez bem curiosa.  


Mas Cassandra de repente mudou, não era mais a mesma pessoa. Ao invés da cigana com roupas provocantes, ela havia se tornado uma verdadeira aristocrata, com um vestido tão vermelho quanto o sangue, uma pele bem clara, muito diferente do seu aspecto anterior, mas o que chamou atenção da Lilith era a manipulação de sangue. Ela já havia visto isso com Yue, transformar o sangue em adagas, lanças, era como brincar com um balde água em brinquedos de areia. Aquilo foi estranho para ela... A cabeça da Yagami começou a ir a mil. Aquela de vestes exuberantes era Cassandra? A mesma Cassandra responsável em lhe ajudar com as coisas do castelo? Não podia ser, podia? Parecia que ela havia saído das histórias de reais e rainhas, onde todo o ganho ficava com a nobreza enquanto o resto comia brioche.


A situação toda ficou ainda mais esquisita, quando os ataques rápidos da nova Cassandra eram desvencilhados pela ruiva, que tão mais ágil que esta última, fazia-se valer do corpo para se mover com destreza, garantindo algum ponto de salvação e tentava revidar com adagas, que ela tirara de algum ponto de sua vestimenta que a ruivinha não conseguiu ver.


Olha o nível dessa treta. Mulherada só falta agarrar o cabelo. Que besta. Hahaha.


Só que nem tudo é o que parece, e a Siren aprendeu isso enquanto assistia a ruiva “mergulhar” em um dos espelhos atrás dela, se jogando de costas e desabava sobre a Cassandra de cabelos negros e pele pálida. A mestiça rapidamente ergueu a visão e notou que ali encima tinha outro espelho, e sentiu-se incomodada. A sala era um centro de manipulação, se aquele espelho dava saída para outro, então quem pudesse estar ali teria vantagem e das boas. E esta briga não acabou ali, continuou de forma exaustiva, onde Lilith podia jurar que estava ali quase um dia inteiro, mas a cada troca de ações ela prestava atenção na sala, por onde a garota entrava e parecia sair.


A estrutura rochosa do lugar a lembrava as paredes antigas do castelo. Estava sonhando acordada com ele? Podia até ser. Se não fosse isso então a guria estava tendo a maior viagem da vida dela até agora.


Se nada legal vai acontecer, eu quero acordar agora, por favor! —— Clamou a menina já entediada.


A Visão se tornou um borrão, algo pareceu mexer com todo o lugar. Uma figura obscura surgia por entre os espelhos e quanto mais ele andava, pior ficava a sensação da menina. Não havia nada que a ajudasse a identifica-lo. A única coisa de vista nele e que se destacava era de fato os desenhos bordados em prata. Ele moveu as mãos que segurava um cabo reforçado e bateu com gosto entre as mulheres que brigavam, fazendo a lâmina da foice que ele empunhava criar fagulhas com o choque contra o solo.


Puta merda!


—— Vocês duas estão perdendo tempo! —— Ele exclamou com uma voz imponente e apontou na direção de Lilith.


SUJOU! SUJOU! EU QUERO VOLTAR, EU QUERO VOLTAR!


E a ruiva do trio de figuras excêntricas disparou uma adaga na direção que ele apontou, após concordar com o mesmo e encarar por uns dois minutos a Yagami mais nova. No entanto, anda aconteceu. Antes mesmo que a adaga a atingisse, todo o local se desmanchou novamente, dessa vez através de um dourado intenso. Todo o cenário se queimava mais uma vez pelas chamas púrpuras e um enorme olho de água tomou o lugar dele, piscou para a criança e ficou em chamas, forçando Lilith de volta a realidade.


A Yagami tossiu. Seus olhos estavam marejados, o que foi que aconteceu com ela? Teria que perguntar. E por quê seu Berseker surgiu ao fim? Aquela criatura, Phyx! Ele não era de tomar ações sem ela, os dois sempre trabalharam juntos, desde que se conhecia por gente, e dela andar até estar assim grandona, Phyx sempre caminhou com ela, seja no fundo da consciência ou o reflexo de um espelho. Seria como Dean havia sempre dito a eles? Que o Berseker era responsável por proteger até que andassem com os próprios pés? A menina ficou confusa, mas por algum motivo sentiu-se grata por este último.


—— Eu preciso conversar com al... Não, melhor não... Talvez seja apenas uma coisa qualquer.... Sei lá... Phyx, isso é coisa tua?


Mas ele não respondeu, deixou Lilith sozinha naquele corredor e com a sensação de que se não tivesse saído dali, teria ficado em maus lençóis.


O DIA DA LUTA.


A Siren ainda não havia falado com seu irmão mais novo a experiência que ela teve. Não encontrava palavras para descrever a ele o que lhe aconteceu. Poderia chegar perto de Yue e dizer: “Cara, minha alma saiu do corpo e foi dar uma volta pelo castelo e viu uma coisa, muito, mas muito esquisita”. Se falasse isso não adiantaria muita coisa. Primeiro que ele não entenderia, segundo era que ela não tinha como mostrar de novo.


Após a sua grande viagem, Lilith apenas pode ter sonhos estranhos com isso. Algumas vezes ela via algumas faces e outras não. Por isso ela não queria contar nada ao mais novo, podia ser resultado de seu cansaço mental, ou até mesmo o Castelo se aproveitando de aparente fraqueza, querendo assustá-la.


Um dos mordomos do lugar havia anunciado para Lilith logo de manhã, que ela teria uma luta, desde então ela se pôs somente a se descansar para o que viria a seguir. Na hora certa, já estava vestida com sua calça preta, a suas botas que serviam para aguentar o tranco do seu serviço. A ruiva com fios esbranquiçados que realizavam uma mecha em sua cabeleira assim como faziam presença nas pontas de seu cabelo, se questionava sobre o mais novo e o progresso dele. Teria conseguido algo? Teria que voltar de mais uma batalha para saber.


As coisas aconteceram como sempre. Alguém vinha, perguntava se estava pronta, a guiava para o lugar de luta, e a Siren apenas prestava atenção ao seu redor, mapeando mentalmente todo o percurso que já fez com sua memória fotográfica. Só que dessa vez, ela andou bastante até chegar no lugar da batalha.


Foi deixada ali como de costume. Levou as mãos aos bolsos traseiros da calça e balançava a cabeça para cima e para baixo, enquanto ouvia em sua cabecinha um som de Metal que gostava. Tinha que esperar mesmo, quem quer que fosse o seu oponente, a garota teria que o aguardar, e faria isso de uma forma menos estressante. Pelo menos, “curtindo” um som a deixava mais tranquila do que ficar parada em meio de um monte engrenagens que pareceram a ela serem antigas.




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Re: * Memory Circus Tournament* Lilith Yagami vs Pedro Maia

Mensagem  ★|☆ ~ Pedro Maia ~ ☆|★ em Ter Nov 27, 2018 10:43 pm




A grande reviravolta!!

Enfim começam as semifinais!



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O mundo. Utopia. O mundo. Perfeição. O mundo podia ser perfeito, não é? Mas não. Ele não é. Eu sofro. Eu corro. Eu tento esquecer. O mal não me deixa esquecer. Eu não quero ver. Não tenho coragem para ver. Minha mãe está doente. Cada vez mais doente. Não, eu não quero vê-la assim. Minha mamãe. Eu a amo tanto. Por quê? Por que isso? Eu sofro. Eu corro. Eu tento esquecer. Eu luto nas ruas. Eu apanho. Todas as noites eu fujo de casa para lutar. Não há sentido nisso, talvez. Eu luto para esquecer. Eu luto bater naquilo que não há forma física. Eu quero bater nas vozes da minha cabeça. Eu quero bater na doença que habita minha mãe. ELA. Maldita ELA. Esclerose Lateral Amiotrófica. Minha mãe está atrofiada por causa desta maldição. Quero tanto vê-la bem. Meu pai. Ah meu pai. Ele já não está mais conosco. Eu amo tanto meus pais. Queria que os velhos tempos voltassem. Queria ser feliz novamente. Eu luto, Luto todas as noites e com hematomas chego em casa. Minha mãe não vê. Ela está na cama. Não sai da cama. A ELA a faz refém.

É noite. Luto. Volto para casa. Luz. Flecha. Convite. Torneio. Sonho. Nessiah. Há esperança. Finalmente há esperança. Mamãe. Eu poderei curá-la. Livro. O livro me permitirá mudar a história. O livro me permitirá ter uma família feliz novamente. Nessiah alerta dos perigos. Alerta das consequências. Não importa. Quero mamãe bem. Quero ser feliz. Egoísta, eu? E quem não é? Mas há um problema. Um imenso problema. Eu não sei lutar. Não treino. Não sei controlar o chi. Os lutadores são formidáveis, certamente. João me alerta. Não devo entrar. Não devo participar. Morrerei. Não. Mamãe é mais importante. Quero trazer aquela vida de volta. Manhã. Meus tios estão aqui em casa. Eles brigam. Minha tia me xinga. Me acha irresponsável. Meu tio briga comigo. Ele me estapeia. Choro. Ele não quis fazê-lo. Saio correndo. Vou para as ruas de Southtown. Corro sem ver por onde piso. Canso. Percebo que estou na praia.

Ao fundo ocorre uma confusão. É uma luta. Testemunho Joe Higashi lutando na praia. Peço conselhos. Agradeço. Vou para o castelo. Vou para o torneio. Conheço o local. Conheço os outros lutadores. Perco de forma humilhante para Clark Still. Meu desempenho é péssimo. Não consigo segurar nem ao menos 30 segundos de batalha. Sou nocauteado. Treino. Preciso melhorar meu desempenho. João e Maria vão me visitar. Tenho uma nova luta. Laura Matsuda é minha nova adversária. Choco-me ao vê-la transando explicitamente com Duck King um pouco antes de me enfrentar. Lutamos. Tenho dificuldade. Laura é uma ótima adversária. Uso a mesma técnica improvisada que consegui acertar contra o Tenente Clark. Laura se esquiva. A luta parece favorável a ela. Consigo uma reviravolta. Venço. Finalmente ganho minha primeira luta. Me motivo a continuar. A luta contra Laura é importante para meu crescimento como lutador. É uma luta importante e marcante para mim. Vejo que tenho chances. Mamãe, eu conseguirei o livro. Não se preocupe.

Acordo. Tomo banho. Saio do quarto. Parque. Castelo. Brinquedos. Tudo é tão legal aqui.Me divirto. Algumas pessoas me reconhecem. Me parabenizam. Me elogiam. Me dão dicas. Me criticam. Usarei tudo isso para crescer como lutador e pessoa. Nessiah aparece algumas vezes nesse período. Porém sumiu de uns tempos para cá. Entretanto, em dado momento sou levado por uma oriental até o encontro de Nessiah. Os outros competidores também estão lá, mas nem todos. Observo tudo. Entendo pouco. Tudo é novo. Tudo é assustador. Nessiah nos conta histórias sobre o castelo, Drácula, ele próprio. É tudo confuso para mim. É muita informação. Tem monstros aqui. Tenho medo. Mas me motivo a enfrentá-los. Por mamãe farei tudo. Faço tudo. Nessiah disse que a maior arma é o amor.

Volto para o castelo. Luto contra Lilith Yagami. Finalmente sou levado ao limite. Explodo um poder que não conheço. Um poder capaz de me deixar envolto por uma energia tão grande que não consigo conter. Um brilho enorme se faz em mim. A energia é tamanha que desmaio ao final de tudo. Perco a luta. Desculpe mamãe. Eu falhei. Eu não consegui chegar as semifinais. Eu perdi tudo. Perdi a chance de mudar a história da minha família. Perdi a chance de ser feliz novamente. Sad Enquanto luto, porém, acontece uma pequena confusão do lado de fora do castelo. Duas crianças enfrentam os guardas. São Ness e Lucas. Mais guardas surgem. João e Maria se aproveitam do momento. Eles entram no castelo. João e Maria tomam cuidado para não serem vistos.

Em Southtown, meu tio finalmente chega em casa. Ele pensa em tomar banho e arrumar suas coisas para vir até Second e me levar de volta para casa. No hospital, minha tia se aproveita que está sozinha com mamãe para se livrar da mesma. Minha tia retira o travesseiro de mamãe. Titia diz algumas coisas maldosas no ouvido de mamãe que apenas as duas cabem em segredo. Não é essa vida que ela queria para si. Minha tia já está cansada dessa doença. Já está cansada de cuidar da minha mãe. Cansada de brigar com o marido por causa da cunhada. Ela quer dar um basta. Titia tenta sufocar mamãe com o travesseiro. A porta abre. Titia fica aflita. Ela se assusta. Ela mente que estava apenas ajeitando o travesseiro. Aquele que adentra o quarto não é conhecido. Suas vestimentas são de médico. Ele não é o médico de mamãe. Titia não questiona. Ele se aproxima. Ele permanece calado o tempo todo. Titia o observa. Ela não entende o que está acontecendo.

Dias após os ocorridos acima, finalmente alguém bate na porta do meu quarto. É hora de lutar. Penso nas minhas lutas anteriores. Penso nos resultados das demais pelejas. Minha próxima adversária será Painwheel, penso. Me preparo psicologicamente. Sei que posso sair morto dali, mas sairei feliz. Depois do que Nessiah fez por mim, tudo agora está em paz. Eu estou em paz. Aquele foi um dos melhores encontros com Nessiah. Chego ao local da luta. Me surpreendo ao ver Lilith. Sorrio. Cumprimento-a. Essa é minha chance. Minha revanche. Desta vez não perderei como foi da última. Minha motivação agora é outra. Minhas preocupações são outras. Lilith não está mais diante do Pedro que enfrentou há alguns dias atrás. Assim como eu sei que não estou diante da mesma adversária. Não será apenas uma revanche. Será também uma nova luta. Um novo confronto para disputar uma das vagas da grande final deste torneio. O livro de Hermaeus será meu. Eu devo consegui-lo e entregá-lo à Nessiah. Devo isso ao mago. Ele fez muito por mim. Ele realizou aquilo que eu mais queria, Mamãe finalmente está bem.


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Re: * Memory Circus Tournament* Lilith Yagami vs Pedro Maia

Mensagem  Lιlιтн Yαgαмι em Qui Dez 06, 2018 12:06 am




Quando Pedro entrou na sala, Lilith piscou ao sentir uma presença. Ele não emanava poder, ele não trazia consigo um ato de exposição, mas ela sentiu em cada fibra de seu ser que alguém estava ali. Phyx, seus outros “olhos” parecia a alertar de seu devaneio mental que estavam entrando em um assunto sério, e bem ela tinha razão, a luta estava para começar. Assim que o último trecho da canção se extinguiu de sua cabecinha, a ruiva com madeixa branca se virou e os olhos amarelos, bem claros, quase brancos encararam seu oponente e o que ela sentiu foi decepção.


A última luta foi ganha, ela havia derrotado esse inimigo, o deixado na enfermaria para ser tratado e aguardava para um novo oponente ser apresentado. Só que mais uma vez, o menino Maia estava na sua frente. Muito mais velho do que ela, e inconsciente sobre isso, Lilith coçou a cabeça bagunçando a sua longa franja.


Ela não tinha nada contra Pedro, só não entendia o que ele estava fazendo ali de novo.


A Yagami olhou-o, então deu de ombros, as mãos bem erguidas tiveram seus dedos pendidos ao serem suspendidas. Não entendeu o que aconteceu, mas se novamente esse embate tinha que ser repetido, então, que fosse. Ela era um disfarce. E mesmo que neste momento ela fosse apenas isso, a Siren sem dúvida faria seu tempo ali valer a pena. Ô se faria.


A luta se iniciou com Lilith em frente a Pedro Maia, em uma distância que favorecia os dois lutadores a iniciar o ataque e contra-ataque “simultâneo”. A Siren já se conhecia um pouco no mundo das lutas, era violenta, e tinha herdado a selvageria latente dos Éthers que sempre pulsava em seu sangue quando eles sentiam uma forte onda de ecstasy.  Quanto menos animada, empolgada ela ficasse, isso ajudaria também.


—— ... Hmmm...


E resmungando consigo mesma que Lilith iniciou a luta com um soco de esquerda, onde seu braço foi praticamente em linha reta, propenso a dar no meio do nariz dele. A Siren não querendo dar mole, desapareceu da vista dele, entrando em seu já conhecido Phasewalk e indo com o punho esquerdo em direção ao estômago dele, uma vez feita essa ação, Lilith passaria pelo Pedro Maia, um efeito dominado em seu Phasewalk, ela usava o fato de poder se tornar intangível e viver entre diversas dimensões em um único ponto, como um forte aliado em seu dia á dia e luta: ela passava pelo corpo do rapaz, e virou-se com a perna erguida, pronta para acertá-lo na cabeça e derrubar ele de cara ao chão, sendo que o término da ação, é quando acabaria o Phasewalk.



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Re: * Memory Circus Tournament* Lilith Yagami vs Pedro Maia

Mensagem  ★|☆ ~ Pedro Maia ~ ☆|★ em Sab Dez 08, 2018 6:07 pm




Round 1 Movimento 2

O milagre de Nessiah e os mistérios do castelo!!



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Dois dias atrás. Antes dessa luta. Titia estava prestes a cometer uma tragédia. Titia estava pronta para se livrar de uma grande dor de cabeça. Titia estava pronta para assassinar mamãe usando o travesseiro. O inimigo é sujo, como dizem. Para o azar de titia e sorte de mamãe, um médico aparecia naquele quarto. Calada, ela observava o médico se aproximar. Estranho. Aquele doutor era estranho. Pele branca. Cabelos loiros. Trajava roupas de médico, porém usava óculos protetores tão escuros que mal era possível ver seus olhos. O doutor checava os sinais vitais de mamãe. Conferia seus reflexos. Titia o alertava.

~ É inútil, doutor. Minha cunhada não responde a nada... Será que não há algum meio de sacri... O quê? Espere, o quê está fazendo?

Médico. Injeção. Soro. Aquele homem. Ele injetava algo no soro de mamãe, causando desespero em titia. Sim, ela queria matar mamãe há alguns minutos, mas ver alguém assassinar sua cunhada sem mais e nem menos também não era algo que ela esperava ou quisesse. Titia tentava impedi-lo de continuar. Era tarde. Ele já tinha feito. O médico que até então se manteve calado, agora se pronunciava: Não se preocupe, senhora. Está é uma droga experimental de um tratamento muito caro que o jovem Pedro Maia conseguiu pagar por lutar no torneio. Incrédula com a notícia e preocupada com aquilo que foi injetado, titia o questionava:

~ Pe-Pedro? Mas como ele...? Que dinheiro é esse que esse moleque conseguiu?? Mad

O doutor a olhava. Ele não a respondia. Titia não parecia grata. Ele saía da sala. Ela corria para o corredor. Titia via uma enfermeira e a questionava quem era aquele médico. A enfermeira dizia não ter visto médico algum. Titia corria atrás daquele homem. Ele já tinha sumido. Ela voltava aos prantos para o quarto de mamãe. Mamãe já não era mais a mesma. Mamãe estava começando a clarear. Mamãe estava começando a acordar. Titia se assustava. Ela voltava para fora do quarto. Ela pedia para chamarem o médico responsável por mamãe. Não demorou muito para que o mesmo aparecesse. Mamãe estava bem. Mamãe estava curada. Era um milagre. A ELA é uma doença sem cura, mas mamãe estava curada. Ninguém entendia nada. Titia deixava o médico no quarto junto à enfermeiras. Titia saía dali para ligar para meu tio.

~ Oi, Thiago, sou eu... Preciso que você venha urgente para o hospital!!

~ O que aconteceu? Minha irmã piorou?

~ Você precisa vir para cá... Sua irmã, ela acordou... Ela parece bem!!

~ Como é que é? Está doida, mulher? Explica isso direito, por favor.

~ Você precisa vir aqui, Thiago, é urgente!!

~ Está bem, eu irei, só preciso pôr uma roupa, pois acabei de sair do banho... Lembra, eu ia para Second para trazer o Pedro de volta...

~ Pois é, o que houve aqui no hospital também tem relação com o Pedro, Thiago... Agora anda, se veste logo e vem para cá!


Enquanto isso, no castelo, Ness e Lucas enfrentam uma "frota" de guardas, conseguindo derrotar diversos deles. Pessoas filmam a confusão. O episódio vai parar na internet. Todos comentam. Todos compartilham. Durante a confusão era possível observar e gravar um batalhão de guardas portando armaduras azuis e escudos que cobriam a visão de boa parte de seus corpos. Todos foram reduzidos a pedaços que se dissolviam em sombras após mortos. Era assustador. Eles não eram humanos?

Tudo parecia "ir muito bem" quando, de repente, surgiam novos guardas, porém de armadura dourada metalizada. Ness e Lucas se olhavam. Os guardas eram mais fortes que os anteriores. Não era guardas do castelo. Eles eram guardiões. Todos eles armados com espadas tão longas e largas que deveriam ser manuseadas usando as duas mãos e com dificuldades. Esses cavaleiros, porém, manuseavam com apenas uma. Ness concentrava sua energia e atirava uma esfera elétrica em um guardião igual fizera antes contra os guardas, porém o novo inimigo estendia a mão livre, isto é, a mão que não empunhava a espada, e um escudo surgia e o protegia, dissipando o golpe de Ness no ar.

Lucas olha aquilo. Ness não podia acreditar. Eles se olhavam novamente. Perder para aqueles soldados não podia acontecer. PERDER NÃO PODE ACONTECER!! Lucas corria para cima de outro cavaleiro e o atacava com o bastão. O guardião defletia o golpe do pequeno usando a espada e o agarrava pelo antebraço de forma tão rápida que Lucas sequer teve tempo de reagir ou perceber aquele contragolpe. O guardião atirava Lucas contra Ness, fazendo-os caírem e rolarem pelo cenário. As pessoas ao redor se assustavam com a violência contra duas pobres crianças. Tudo parecia cair e viralizar na internet. Ness e Lucas se recompõem e se preparam para continuar a lutar.

E, durante essa confusão, João e Maria já estariam no castelo. O guardião que defendeu a esfera elétrica com um escudo, porém, conseguiu perceber o momento em que os irmãos adentraram escondidos. O cavaleiro fazia sinal com a cabeça para outros dois guardiões, que logo adentravam o castelo para ir atrás de João e Maria. Alguns guardas acompanhavam os guardiões. Enquanto isso, os golpes dos dois meninos pareciam não fazer efeito contra os "Cavaleiros de Ouro". Ness fazia um combo de chutes e soco, no fim bastão de Baseball. O bastão de Ness chegou a fazer algo quando acertou, mas ele não teve força o suficiente. No fim, Ness e Lucas foram aprisionados em algum lugar do castelo.

Dentro do castelo, Maria sentia a presença dos guardas. João a puxava e eles corriam. Os irmãos se escondiam. Eles adentravam em uma sala no subsolo, que mais parecia uma antecâmara para o calabouço. Os guardas e guardiões passavam direto. Eles percebiam que tinham perdido os irmãos de vista. No "calabouço", uma sensação de estarem sendo vigiados. João ficava à frente de Maria. Ele protegia a irmã. Porém sem saber ou sentir, os dois eram controlados como bonecos de corda. Os irmãos eram levados até um poço de sangue.

~ Definitivamente esse castelo não é o que parece, João...

~ Eu sei, Maria, eu sei...

~ Precisamos sair daqui. Temos que encontrar o Pedro e o alertar sobre tudo isso, João!!

~ Certo, a essa hora a luta dele contra Lilith Yagami já deve ter terminado... Vamos sair daqui e ir para o quarto do... Espera!! Olha aquilo ali!!


João interrompia a própria fala. Eles corriam para frente. Eles viam uma arca dourada aberta e vazia, porém a mesma parecia ter sido aberta de dentro para fora. Maria notava que, seja lá o que for que tinha ali, saiu dali de dentro com muita violência, pois havia marcas de garras dentro do interior da arca. Nesse instante, do teto, uma carta caía entre os dois irmãos. Maria a pegava do chão enquanto João olhava para cima e via dois olhos dourados e um sorriso branco, que logo desapareciam em meio as sombras. O garoto gritava, pedia para quem quer que estivesse ali se identificar. Maria o tocava no ombro direito e mostrava a carta. Questionando.

~ Será que devemos abrir? ~ Maria esperaria a resposta de João antes de mais nada.

Atualmente, porém, estou eu aqui. Eu e Lilith. Novamente um de frente para o outro. Minhas motivações não são mais as mesmas da última luta. Meu objetivo no torneio não é mais conseguir o livro para reescrever a história da minha família. Salvar mamãe da ELA. Curar mamãe dessa doença maldita. Não. Não é mais esse o meu objetivo. Não é esse motivo que me prende ao torneio agora. Nessiah salvou mamãe. Ele me disse tudo ontem a noite. Ele foi ao hospital. Ele era o médico misterioso que quase flagrou titia asfixiando mamãe. Nessiah foi o responsável por aplicar a injeção no soro de mamãe. Ele queria me ver em paz. Queria tirar esse peso das minhas costas. Agora eu tenho uma divida com o mago. Eu vou vencer esse torneio. Eu conseguirei o livro para Nessiah. Ele se demonstrou gentil e bondoso desde o começo. Agora curando mamãe eu posso realmente ter certeza de que Nessiah é do bem. PERDER! PERDER!! NÃO VAI ACONTECER!! PERDER NÃO VAI ACONTECER!!

Sorrio ao ver Lilith me encarar. Ela avança. Ela me ataca. Meu brilho no olhar é intenso. Vim preparado para lutar contra Painwheel. Vim preparado para a morte. Lilith já enfrentei. Sei um pouco como luta. Não foi diferente da última luta. Lilith começa com um soco de "linha reta" contra o meu rosto. Meu nariz. UPPER REVERSE. Antes que minha adversária pudesse continuar com seus planos (PHASEWALK), eu a contra-ataco ainda durante a execução do soco de esquerda. Meus reflexos são bons, apesar de eu não ser um lutador profissional. Meu golpe não é especial, não usa chi. É apenas um contragolpe comum, onde eu bloqueio o movimento da ruiva. Além disso, uso a força da própria para a lançar para o outro lado do cenário, isto é, o lado oposto ao golpe de Lilith. Algo similar ao senhor Geese, porém num nível três trilhões abaixo.

O movimento seria o suficiente para quebrar o combo da adversária e a jogar no chão. Afasto-me, caso o contragolpe dê certo. Fico a três metros de distância. Não sei se é muito ou pouco. Não tenho tanta experiência em batalhas. Coloco-me em posição de combate. Olho para Lilith com determinação no meu olhar. PERDER NÃO VAI ACONTECER!! Quero agradecer à Nessiah pelo que ele fez por mim. Quero rever mamãe. Quero ter a certeza de que cheguei até aqui e que não foi em vão. Se eu pude vir para as semi-finais mesmo depois de perder para Lilith, então há algum motivo maior por trás de tudo isso. Se tudo desse certo, eu provocaria a minha oponente:

~ Vamos lá, Lilith!! Você me venceu da última vez, mas agora será diferente!! Levante-se que eu vou lhe meter o couro!!


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Re: * Memory Circus Tournament* Lilith Yagami vs Pedro Maia

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