2nd South
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* Memory Circus Tournament* Painwheel VS Clark Still

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* Memory Circus Tournament* Painwheel VS Clark Still

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster em Qui Nov 15, 2018 3:07 am

 SEMIFINAL A

Painwheel VS Clark Still

Local da Batalha: Abandoned Gatekeeper's Quarters (Aposento Abandonado do Vigia do Portão)




Descrição do Local: Como o nome sugere, são os aposentos abandonados do ultimo vigia dos portões do castelo. Localizado em uma das torres próximas ao portão, os aposentos possuem duas entradas, uma pela base e outra pela própria muralha. Alguns pertences do seu último inquilino ainda podem ser encontrados. Não há limites para danos colaterais ao cenário. Com o tempo nublado, a lareira central foi acesa, assim como algumas velas. Luta ocorre ás 15:00. Câmeras posicionadas e prontas para transmissão.

Regra para o Combate: Real Bout Rules ( 5 rounds + defensivo)

Ordem de iniciativa: Painwheel começa a luta.

Boa sorte e boa luta!
General 3YE W.D. Gaster
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Árbitro
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PRÓLOGO

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ em Sab Nov 17, 2018 8:11 pm


AGAIN? A segunda rodada da segunda rodada!

ㅤㅤㅤZhuan não se mexeu desde que eu a coloquei deitada ao chão. Insisti para que ela se deitasse na cama, mas ela recusou. Não queria manchar a minha cama com o sangue dela e muito menos me tirar o conforto de um descanso. Tentei falar para ela que isso era bobagem, mas ela fez com que eu aceitasse que fosse melhor eu dormir bem do que ela, pois era eu quem participava do torneio e não ela. Bom, essa pequena discussão foi só interrompida quando eu ouvi Robô-Fortune começando a se mexer. Me levantei rapidamente e fui até a poltrona onde Buer havia a deixado.

ㅤㅤㅤPainwheel: Ei, já pode falar?

ㅤㅤㅤRobo-Fortune: Beep! Boop! Meow! SIM! ESTOU. CEM. POR. CENTO. OPERACIONAL. MEOW!

ㅤㅤㅤPainwheel: Isso é ótimo! Eu vou precisar que você esteja bem, toda ajuda será bem vinda para derrotar os monstros mais fortes desse castelo!

ㅤㅤㅤRobo-Fortune: BATCAT. CONCORDA. COM. ESTRATÉGIA. DA. MENINA. PRODÍGIO. MEOW!

ㅤㅤㅤPainwheel: Aff... parece que não tem jeito, não é mesmo? Você nunca vai aceitar que eu sou o Batman da história...

ㅤㅤㅤEu definitivamente deveria parar com essas criancices, mas elas de alguma forma ajudavam a tirar o peso de toda a situação à minha volta. Me ajudava a relaxar um pouco e isso é muito bom. Sem esse estresse, eu posso me dedicar melhor aos meus deveres aqui dentro. Acho que já deve ter ficado claro para Brain Drain e Valentine que sou uma desertora. Só me restava agora rezar para que eles dois não fizessem nada de mal aos meus pais biológicos e a minha irmãzinha. Uma hora isso teria de acontecer. Já passei dos meus limites aceitando esse tipo de opressão na minha vida e agora era hora de eu comandar as rédeas da situação!

ㅤㅤㅤVoltei-me para Nessiah quando ele finalmente terminou de analisar o ferimento da Jiang Shi.

ㅤㅤㅤNessiah: Eu não queria isso, mas pelo visto, vou ter que pedir ajuda externa. Por sorte, ela está próxima daqui. Com licença...

ㅤㅤㅤEntão, a miniatura do mago caiu em cima do corpo de Zhuan, precisamente, em cima do seio esquerdo dela, que afofou a queda do mesmo. A zumbi apenas olhou com uma expressão raivosa, contendo-se para não esmagar aquele garotinho e o tirando de cima dela, deixando-o ali do lado. Me certifiquei de tirar ele do chão e botá-lo em cima de uma cômoda, para que ninguém aqui dentro acabasse pisando em cima dele enquanto estivesse apagado. Depois disso... a noite começou a dar o ar da sua graça. Robô-Fortune acabou se voluntariando para buscar comida. Ela disse que haviam hambúrgueres dos bons sendo feito em algumas das lanchonetes em volta do parque de diversões e que iria trazer alguns para nós duas. Zhuan recusou. Ela disse que a única coisa que a alimentava era o sangue de um ser humano... o clima no quarto ficou meio tenso após ela dizer isso. De algum modo, eu pude ver através do olhar dela... o quanto ela parecia faminta, além de fraca e muito debilitada. É melhor eu ficar atenta, ou serei refeição de zumbi essa noite.

ㅤㅤㅤPainwheel: Onde será que ele foi? —— Me referi ao Nessiah.

ㅤㅤㅤZhuan: Eu não sei. —— Ela desviou o olhar de mim, fitando a lua, que estava cheia naquela noite e brilhava bem forte em um céu estrelado e sem nuvens.

ㅤㅤㅤPainwheel: —— Fiquei surpresa ao saber que vocês dois uniram forças. No começo, achei que Nessiah seria uma espécie de Mestre dos Magos. Mas ele mostrou-se bem prestativo nesses últimos dias.

ㅤㅤㅤEu me sentei ao lado dela. Zhuan parecia bastante abatida.

ㅤㅤㅤPainwheel: O que foi? —— Eu me atrevi em perguntar.

ㅤㅤㅤZhuan: Eu estou com medo. —— A resposta dela me deixou surpresa.

ㅤㅤㅤPainwheel: Medo? Medo de que?

ㅤㅤㅤZhuan: Medo de morrer de novo.

ㅤㅤㅤEu não sabia o que falar. Só olhei para o chão do quarto enquanto um silencio incomodo reinava.

ㅤㅤㅤZhuan: Morrer é doloroso. É frio. É escuro. A pior sensação que se tem de saber que sua vida vai esvaindo-se até você sair completamente do seu corpo... eu tenho medo, muito medo mesmo...

ㅤㅤㅤPainwheel: Você estava decidida a morrer, quando nos enfrentamos.

ㅤㅤㅤA Jiang Shi voltou a me olhar.

ㅤㅤㅤZhuan: Sim. Você só faltou fazer picadinho de mim naquela hora... eu sei que se fosse ao contrário, você me daria uma morte limpa e sem sofrimento algum. Quando eu morri... eu fui deixada para sofrer. Agonizar até meu último suspiro... e essa experiência foi aterrorizante... eu chorei, eu supliquei para que viessem me salvar. Eu morri sozinha, abandonada. O rancor da minha morte atrelou minha alma a este mundo e eu renasci como uma Jiang Shi... Mas eu me lembro, tão claro como um dia de sol forte... eu me lembro de cada coisa... cada mínimo detalhe.

ㅤㅤㅤAquela conversa estava me fazendo entrar em um transe. Ela me descrevendo suas emoções finais me fez ter alguns leves vislumbres do meu passado, nas mãos do LabZero, nos momentos que eles começaram a me injetar o sangue experimental de Skullgirl. Tudo o que ela disse, o que alegou ter sentido, batia exatamente como me senti naqueles dias terríveis. Respirei fundo. Fechei meus olhos e tentei o máximo possível afastar as memórias ruins do meu passado. Eles não me ajudariam agora. Só me frustrariam e não posso de forma alguma deixar que isso acontecesse.

ㅤㅤㅤPor fim, Robo-Fortune voltou com as sacolas em mãos. Os lanches foram servidos. Eu me esbaldei com os hambúrgueres que ela trouxe. Não sei porque ela tem tanta preferência por cheese-burguer, mas de alguma forma, serviu para eu repor minhas energias e ficar bem relaxada pelo resto da noite. Mas que disse que nosso dia terminou ali? Nessiah voltou a falar do nada! E nos deu um pequeno susto, pois havíamos nos esquecidos completamente de que ele estava ali esse tempo todo, desmaiado.

ㅤㅤㅤNessiah: Eu chamei ajuda! —— Ele sai se levantando e voltando a voar, como um mosquitinho bem barulhento e irritante. —— Por sorte, ela não havia viajado e estará aqui logo pela manhã... Tem outra coisa também... A barreira ao redor do castelo ficou um pouco mais fraca. O que quer que você tenha feito no aposento que lutou com Luna, quebrou uma das camadas da barreira. Mas por hora, ainda não posso entrar ou rompê-la...

ㅤㅤㅤO interrompi.

ㅤㅤㅤPainwheel: Acredito que foi o canhão laser da Robo-Fortune que causou esse impacto na barreira do castelo. Assim que ela derrubou aquele imenso cadáver preso no teto, eu senti os meus arredores menos... aterrorizantes... por falta de palavra melhor.

ㅤㅤㅤRobo-Fortune: I. FIRED. MY. BAAH! —— A gata me interrompeu. E eu acho que ninguém entendeu esse meme dela.

ㅤㅤㅤNessiah: Certamente. —— Ele olhou para mim. Não posso decifrar o que ele estava pensando ou sentindo, mas eu sabia que ele me encarava naquele momento. —— Descanse um pouco, senhorita Carol. Você está com uma cara de quem está precisando disso...

ㅤㅤㅤE ele estava certo disso. Naquela mesma manhã eu havia me preparado para enfrentar uma lutadora chamada Laura Matsuda, mas ela acabou abandonando o torneio por achar injusta minha participação, pelas condições quais elas foram-me impostas. Foi com o conselho dela que eu resolvi ir contra as ordens de Brain Drain e lidar de uma vez por todas com tudo o que estava acontecendo aqui e lá fora. Como sei que tenho suporte do lado de fora do castelo e também, lá em Nova Meridian, acho que posso ficar sossegada quanto a isso e dedicar um tempo a mim mesma.

ㅤㅤㅤSem a máscara de Painwheel, eu me levantei.

ㅤㅤㅤCarol: Eu vou tomar um banho. Robo, peço para que cuide da Zhuan. Nessiah, peço que se retire enquanto eu estou no banho.

ㅤㅤㅤNessiah: Não é preciso falar, madame. Eu já estou de partida. Quando a pessoa que chamei chegar para ajudar, retornarei ao quarto. As três, desejo uma boa noite!

ㅤㅤㅤZhuan: Se eu sobreviver...

ㅤㅤㅤRobo-Fortune: VOCÊ. NÃO. VAI. MORRER. SUAS. COXAS. NÃO. TE. DECEPCIONARÃO!

ㅤㅤㅤZhuan fez uma cara de quem não entendeu o comentário da gata. Eu nem fiz questão de tentar explicar que essa coisa aí é mais complicada do que a verdade Miss Fortune. Enfim, assim que Nessiah se foi, eu me senti livre para desacoplar Buer Driver das minhas costas e obriga-lo a assumir sua forma humanoide, apenas enquanto estou no quarto. Eu peço para ele não se encrencar com nenhuma das minhas colegas de quarto e que se possível, ajudasse elas a se sentirem bem acomodadas. Logo, Buer se candidatou para arrumar alguns dos móveis que estavam quebrados pelo quarto. Pois, alguns dias atrás, eu havia sido alvo de uma tentativa de controle mental pelos caprichos de Brain Drain e minha eletricidade causou alguns estragos na estrutura do quarto. Como ele vai arrumar isso tudo? Não sei! Mas ele é bom nisso!

ㅤㅤㅤQuando entrei no banho, a água quentinha me ajudou a relaxar um pouco. Eu demorei no banho, precisava de um tempo só para mim. E depois que saí dele, eu capotei na cama vestindo uma roupinha mais leve e nem vi as horas passarem. A única coisa que eu ouvi foi...

ㅤㅤㅤRobo-Fortune: VOCÊ. SABIA. QUE. PAINY. ODEIA. TROCADILHOS. RUINS. COM. O. NOME. DELA?

ㅤㅤㅤZhuan: ... não sabia...

ㅤㅤㅤRobo-Fortune: MEOW! TENTA. CHAMAR. ELA. DE. BLOODY. WHEEL. BEEP!

ㅤㅤㅤNão preciso nem dizer que Zhuan, naquele momento, queria um pouco de sossego. E duvido que ela tenha conseguido pelo resto da madrugada.

ㅤㅤㅤNo amanhecer, eu fui acordada com uma cantoria irritante da Robo-Fortune, sem falar que ela usou o travesseiro dela para bater em mim até eu acordar. E isso acabou comigo arremessando um abajur perto dela. Foi só aí que percebi que poderia acabar machucando Zhuan com essa briga infantil.

ㅤㅤㅤCarol: Nossa! Eu me esqueci completamente! Como você está, Zhuan?

ㅤㅤㅤA zumbi me olhou um pouco desanimada.

ㅤㅤㅤZhuan: Eu queria poder dormir... mas fiquei a noite toda ouvindo essa coisa tagarelando sem parar...

ㅤㅤㅤFiquei com dó dela.

ㅤㅤㅤSaltei da cama e fui ao banheiro. Lavei o rosto e escovei meus dentes. Então, ouço o barulho do telefone do quarto tocando. Sabe... eu nem havia me tocado de que aqui dentro tinha um telefone. Para ser sincera... é meio estranho que esse castelo, embora aparente muito antigo e que tenha aparecido do nada, ele é bem, mas muito bem atualizado com a tecnologia dos dias de hoje. O que será que rola aqui dentro? E quem espécie de dimensão/mundo é esse, que se adapta tão bem aos costumes humanos? Bem.... eu saí do banheiro com a escova ainda na boca e levei o telefone a orelha.

ㅤㅤㅤPessoa aleatória: Você tem uma visita!

ㅤㅤㅤCarol: Quem é? —— Perguntei, mas acho que a pessoa do outro lado não entendeu bem.

ㅤㅤㅤPessoa aleatória: Estou mandando-a subir. É uma tal de Celestiah Loreqinere.

ㅤㅤㅤCarol: Quem? —— Eu não entendi o último nome, mas era uma tal de Celestiah quem subiria até o meu quarto. Aí vem outra pergunta... como as pessoas de fora conseguem entrar no castelo e ganham permissão para isso? E porque meu pai, que tentou me ajudar, não conseguiu nem se aproximar direito do castelo? Tem alguma coisa errada nisso aí...

ㅤㅤㅤNão tardou para que eu ouvisse as batidas na minha porta. As duas me olharam. Buer também. Eu respirei fundo e fui atender pessoalmente a porta, deparando-me com uma mulher alta, de longos cabelos loiros e usando um óculos redondos. A miniatura de Nessiah aparece logo sentada em cima do meu ombro, confirmando que ela é a pessoa quem ele recorreu nas últimas horas.

ㅤㅤㅤCelestiah: Olá! Meu nome é Celestiah. Posso entrar?

ㅤㅤㅤCarol: Claro! Você veio ajudar a Zhuan, não é verdade?

ㅤㅤㅤEla assentiu que sim e então, fomos para onde havíamos deixado a Jiang Shi. Celestiah mudou sua feição assim que viu o estado dela e começou seus preparativos o mais rápido. Robo-Fortune ficou em cima da cama, como um gato, deitado, curiosa, olhando para o que a mulher loira e de orelhas pontudas estava fazendo. Ela deixou a mochila ao chão e a abriu, tirando algumas gazes para poder limpar as bordas do ferimento da morta-viva. Eu fiquei um pouco apreensiva. Zhuan não dizia nada, estava pálida e parecia ficar olhando para todos nós, um pouco que incomodada com a maneira que estávamos a cercando.

ㅤㅤㅤCelestiah: O ferimento é grave, mas dá para deixa-la inteira de novo. —— Celestiah pegava uma agulha grossa feita do que aparentava ser de Jade. —— Por sorte, você chamou alguém que entende de magia oriental, Nessiah, pois pelo que notei aqui, você usou uma agulha de obsidiana nesses outros ferimentos dela. Se tivesse acertado um dos pontos da aura dela, poderia tê-la mandado para o mundo dos espíritos instantaneamente.

ㅤㅤㅤRobo-Fortune: ORELHUDA. POR QUE. ESSA. COISA. NA. SUA. MÃO. FOI. FORJADA. COM. UMA. JÓIA?

ㅤㅤㅤCelestiah: Oh... —— Ela pareceu ter se incomodado com a forma que foi chamada pela gata robô. —— hm... Agulhas de obsidiana foram criadas por magos ocidentais durante a colonização das américas. São melhores para criar mortos-vivos ou golens de carne. Zhuan é diferente. A energia do corpo é mais natural que o normal da necromancia...

ㅤㅤㅤEla falou esse tempo todo olhado para a gata e depois desviou o olhar para Nessiah.

ㅤㅤㅤCelestiah: Deveria ter me chamado antes. —— Ela piscou para ele.

ㅤㅤㅤNão houveram mais perguntas. Eu fiquei apenas observando tudo o que Celestiah fazia para ajudar a morta-viva. Notei que ela usou pele de algum animal morto para cobrir o ferimento dela e costura-lo ali. Com tudo pronto, ela virou-se para mim e me olhou séria, me fazendo um pedido inusitado.

ㅤㅤㅤCelestiah: Ela vai precisar de um pouco de energia vital para servir de gatilho para a sua regeneração. Infelizmente, a magia divina que corre em minhas veias é potente demais para ela. Poderia faze-la entrar em combustão se bebesse mais que algumas gotas.

ㅤㅤㅤEu já estava vendo aonde isso ia me levar.

ㅤㅤㅤCarol: Por que sempre eu?

ㅤㅤㅤCelestiah voltou a explicar.

ㅤㅤㅤCelestiah: Painwheel, poderia doar um pouco da sua energia para Zhuan? Só precisa deixa-la morder a ponta do seu dedo e ela irá absorver um pouco do seu sangue. A recuperação dela será imediata!

ㅤㅤㅤEu precisei negar.

ㅤㅤㅤCarol: Eu lamento, senhorita Celestiah, mas não posso deixar que o meu sangue seja absorvido pela Zhuan. Eu não tenho um sangue comum também e se ela beber isso, eu não sei o que poderia acontecer com ela.

ㅤㅤㅤTalvez Nessiah não tenha informado a amiga dele de que meu sangue é corrompido. É o sangue de uma Skullgirl. E isso poderia causar um efeito desastroso nela. Não sei se iria acabar a matando, mas sei que alguma coisa ruim poderia acontecer e sair do meu controle. Não posso deixar que isso acontecesse, de jeito nenhum. Eu expliquei da melhor maneira possível as consequências do meu sangue e ao fim de tudo, chegamos a seguinte conclusão: Eu, claro, vou ter que ir caçar alguém para servir de bode expiatório para o nosso pequeno projeto de feira de ciências!

ㅤㅤㅤVesti minha máscara de Painwheel e sai pela janela do quarto. Eu tinha duas opções. Alguma pessoa ali fora ou algum dos guardas amardurados que rondavam pelo castelo. Eu acabei indo pela opção mais óbvia, aliás, eu não sou uma vilã. Acabei nocauteando um dos guardas do castelo e carreguei ele, voando com a Buer Driver equipada nas minhas costas, carregando-o para dentro do meu quarto. Acho que não chamei muita atenção fazendo isso, espero. E por fim, Zhuan acabou dando uma bocada violenta no pescoço do homem desmaiado, sugando bastante sangue dele como se fosse um baita de um banquete!

ㅤㅤㅤCarol: Ei, não precisa secar o homem não! —— Foi difícil soltar ela dali. Mas quando o fez, a cor dela voltou a ficar mais forte. E sua disposição também, sentando-se como se o ferimento recém costurado não lhe fosse nada.

ㅤㅤㅤZhuan: Perdão. —— Ela limpou os beiços sujos de sangue, passando a língua entre eles. —— Mas esses soldados daqui... tsc... eles merecem sofrer um pouco mais!

ㅤㅤㅤResolvi não perguntar o motivo da raiva dela, mas sabendo o que se passa aqui dentro, eu entenderia os motivos dela.

ㅤㅤㅤCom tudo resolvido, Celestiah arrumou suas coisas e preparou-se para partir. Ela foi até a porta, abrindo-a, virando-se para nós e acenando em despedida.

ㅤㅤㅤCelestiah: Estarei indo agora. Espero que você tenha sucesso no seu torneio, Painwheel. Boa sorte a todos!

ㅤㅤㅤCarol: Obrigada! Eu darei o meu melhor sim! —— Respondi, bastante entusiasmada.

ㅤㅤㅤA porta se fechou. E Zhuan se levantou, indo direto para a janela do quarto.

ㅤㅤㅤZhuan: Estou indo. Preciso caçar alguma coisa para comer. Eu voltarei mais tarde.... —— Ela ficou olhando para o chão, depois voltou para todos nós. —— Obrigado mesmo por terem se preocupado comigo... —— e então, ela saltou pela janela, sem dizer mais nada.

ㅤㅤㅤRobo-Fortune: MEOW. QUE. PESSOA. MAIS. ESTRANHA! ISSO. SÃO. MODOS. DE. AGRADECER?

ㅤㅤㅤEu dei uma risadinha. E então, o nosso dia foi longo.

ㅤㅤㅤProcurei me informar sobre as outras lutas. Lilith Yagami venceu o competidor de nome Pedro Maia e Clark Still venceu meu irmão Yue Yagami, que acabou desclassificado do torneio. Eu não sei onde eles dois estão hospedados aqui no castelo e mesmo que eu tentasse localizá-los, parece que nossos caminhos são separados por alguma peripécia deste castelo maldito. É difícil esconder nossos pensamentos e principalmente nossas falas quando as paredes têm olhos e ouvidos. Talvez fosse melhor assim, ficarmos separados por algum tempo até nos encontrarmos novamente em combate. Procurei dar mais uma volta pelo parque de diversões, ainda não acreditando no que ouvi de Chizuru-san, de que o tempo aqui dentro corre diferente lá fora. E bem, mais tarde, naquele mesmo dia, eu tive novamente a oportunidade de ver e ouvir o comunicado daqueles quem eram os responsáveis pelo torneio. Valeth! Lezard Valeth estava ali, no palco improvisado, anunciando o começo das semifinais do torneio.

ㅤㅤㅤEle fez um discurso breve. Tentei analisa-lo da melhor maneira possível e tudo o que vi, além de uma semelhança estranha com o Harry Potter, o homem parecia esconder todo o seu verdadeiro potencial. Se ele for mesmo um mago muito poderoso, como Nessiah me falou dias atrás, ele será tão problemático quanto Luna foi. Eu não fiquei até o final daqueles discursos. Procurei voltar para o meu quarto e chamar pelo Nessiah. Acabei me lembrando de algumas coisas e precisava tirá-las a limpo.

ㅤㅤㅤA gata robô foi dar uma volta. Eu me sentei na cama e cruzei as pernas em uma posição de flor de lótus e fiquei concentrada. Quando Nessiah respondeu ao meu chamado, a primeira coisa que eu fiz foi jogar uma pergunta, sem dá-lo boas vindas.

ㅤㅤㅤCarol: Você não sabe mesmo quem é o cara mascarado que apareceu assim que Luna foi derrotada?

ㅤㅤㅤNessiah ficou espantado com o quão direta fui na pergunta. Ele gesticulou um pouco, como se pensasse cuidadosamente em cada palavra que fosse me dizer. Continuei pressionando-o somente com o olhar, mostrando que não iria aceitar um não como resposta.

ㅤㅤㅤNessiah: Bem... estive fazendo uma pesquisa sobre o homem de máscara sim, e... até agora, eu posso confirmar que ele não é humano e que ele possui uma aura muito forte de omnisciência.

ㅤㅤㅤAgora sim, estávamos indo para algum lugar.

ㅤㅤㅤCarol: Por favor, prossiga.

ㅤㅤㅤNessiah: Tenho certeza que graças a isso, ele pode saber o que se passa em todo o castelo, mas eu estranho que ele não tenha falado algo quando nos viu. Ele poderia ter alarmado o castelo, mas nos deixou ir...

ㅤㅤㅤCarol: O nome dele? Você sabe?

ㅤㅤㅤNessiah: Ainda não descobri. Estou fazendo o meu melhor.

ㅤㅤㅤResolvi deixar essa questão de lado, por hora.

ㅤㅤㅤCarol: Sobre a esfera laranja. O que ela era e o que era aquilo que a levou embora?

ㅤㅤㅤNessiah ficou novamente espantado. Acho que seria melhor ele ir se acostumando. Se ele era o meu guia, ele vai exercer esse papel em sua totalidade. Vai me responder todas as perguntas como se eu fosse uma criança pequena e curiosa com cada bobagem que aparecesse na minha frente. Eu vou apontar o dedo para tudo que me for estranho e perguntar, até ficar satisfeita com a resposta dada. Ele pigarreou e voltou a falar.

ㅤㅤㅤNessiah: Acredito que a esfera alaranjada se tratava da alma do Mestre dos Bonecos do castelo. E se minhas suspeitas estiverem certas, foi a Paranóia que prontamente recolheu a esfera. De todos os servos do verdadeiro dono deste castelo, ela é aquela que consegue apagar sua presença até mesmo de alguém que poderia enxergar coisas invisíveis usando o mundo dos espelhos para isso. Provavelmente ela estava oculta no reflexo do vidro que separava as outras bonecas ou uma das telas de computadores da sala...

ㅤㅤㅤQuando ele soltava a voz, eu não o interrompia. Assim era bom. Percebi que Nessiah gostava mesmo de falar e quanto mais ele me informasse sobre as coisas que pergunto, melhor para mim.

ㅤㅤㅤCarol: Tem mais alguma coisa que eu deva me preocupar, além do Valeth?

ㅤㅤㅤTocar no nome desse cara fez Nessiah ficar em silêncio mais uma vez. Depois, ele veio com a resposta apropriada.

ㅤㅤㅤNessiah: Ele é apenas um dos problemas... Aqueles que ele soltou são GRANDES problemas também. Aibell, a mulher que está sempre com ele, como já lhe disse, ela é a rainha das Banshees. Há o Cavaleiro de Ouroboros e Homem Mascarado. Mas esses três e o Valeth nem se comparam com a Serafim, que temo que Valeth tenha soltado... Apesar de que, por enquanto, estarmos com relativa segurança, pois não a vi ainda.

ㅤㅤㅤToda vez que ele falava Ouroboros, só consigo pensar em Resident Evil 5 e o quanto aquelas coisas se pareciam com malditas Jenovas do Final Fantasy 7. Mas o real problema aqui parecia ser essa tal de Serafim, o anjo que deixou Nessiah se borrando todo nas calças. Percebo um leve incomodo nele toda vez que menciona o nome dela. Será que ela era tão assustadora assim? Bem... eu já vi coisas, coisas que não podem ser desvistas, então, estou acostumada com qualquer tipo de bizarrice. Sério... eu vim de uma cidade onde existe dagonianos, povo meio peixe e meio humano... e eles tem o MELHOR SUSHI DA CIDADE! Enfim...

ㅤㅤㅤCarol: Tenho ouvido vozes estranhas na minha cabeça. Ela dizia mensagens que não fazem o menor sentido para mim. Elas diziam: “Anael destruiu a babilônia”, “Paranoia estava observando”, “Jaws se aproxima”. O que isso significa?

ㅤㅤㅤDessa vez ele não perdeu tempo em responder.

ㅤㅤㅤNessiah: “... destruiu a Babilônia.”, provavelmente se refere a Serafim. “Paranoia está observando.” Bem, já temos isso confirmado. Sabemos que ela esteve olhando sua luta contra Luna. Agora... “Jaws se aproxima”. Pode ser uma pista quanto a real identidade do homem de máscara. Logo vou me aprofundar mais nessas pesquisas, tendo em base essa informação. Agora quanto a voz... eu não faço a menor ideia que tipo de pessoa esteve em contato com você, acredite, definitivamente não era eu.

ㅤㅤㅤE ele já tirou o dele da reta. Se bem que eu nem havia pensado na possibilidade de ser o Nessiah. Mas será que eu deveria acreditar nele mesmo? Bom, mais uma pergunta precisava ser feita.

ㅤㅤㅤCarol: Fale a verdade! O que você quer com o livro? Acho que está na hora de você por as cartas na mesa!

ㅤㅤㅤEle ficou alguns segundos em silêncio.

ㅤㅤㅤEu aguardei.

ㅤㅤㅤNessiah: O que irei fazer com o livro? Restaurar o selamento dele! Como vigia do livro, eu não posso prendê-lo em um lugar de maneira permanente. É uma das regras que tenho que seguir. É a primeira vez que ALGO sai do livro pelo LADO DE DENTRO. É uma das coisas que estou investigando ainda. E só há duas possibilidades... ou entraram em contato com o criador do livro, o que é praticamente impossível até mesmo para mim... ou encontraram o “índice” dentro da realidade do livro. O “Indíce” é onde há um guardião dentro do livro que não pode ser morto. Este guardião protege o que seria uma passagem para o mundo de fora. Ele é virtualmente invencível. Provavelmente Valeth juntou uma quantidade enorme de seres vivos do livro para enfrenta-lo. E ainda sim, ele deveria saber o ponto fraco da criatura. Isso NÃO está no livro...

ㅤㅤㅤEra muita informação. Nessiah fala muita coisa mesmo, disparado, de forma que você fique bem confusão se não livrar sua mente de qualquer porcaria e focar apenas naquilo o que ele estava te falando. E eu estou acostumada a fazer essas coisas, Robô-Fortune tem sido um aliada e tanto nesse tipo de treinamento. Respirei fundo. Pensei um pouco se valeria mesmo a pena destruir esse livro. A minha preocupação é o destino das criaturas que estão ali, aprisionadas. Depois que Luna ficou desesperada de voltar para o livro, fiquei pensando quantas mais dessas criaturas estão ali, suplicando para saírem dessa eterna prisão? Novamente, sei que alguns ali são monstros perigosíssimos e que deveriam ficar confinados até o fim dos tempos, mas quem me dá o direito de julgar como será o fim da vida de outros seres? É por isso que ainda estou em dúvida. Se devo mesmo devolver esse livro para o Nessiah e deixar que tudo fique nas mãos dele, ou... destruir isso e garantir que ninguém mais o possua, o que consistiria em... matar todos eles impiedosamente...

ㅤㅤㅤNessiah me chamou a atenção.

ㅤㅤㅤNessiah: ... Painwheel... O livro deve ser libertado. O uso excessivo dele pode gerar tragédias de causas enormes! Os russos tentaram abrir ele completamente e... bem... tentaram energia nuclear para isso. O dia 26 de abril de 1986, o livro liberou tanta energia quando parte do plano de existência dele saiu de dentro que destruiu o reator, causando aquele terrível acidente.

ㅤㅤㅤNessiah falava claramente do incidente nuclear de Chernobyl. Fiquei olhando para ele sem ter muito o que dizer.

ㅤㅤㅤUma decisão precisava ser tomada.

ㅤㅤㅤCarol: Eu vou fazer o máximo possível para vencer esse torneio e tirar o livro das mãos de qualquer pessoa má intencionada. Por hora, estou lhe dando o benefício da dúvida. Não me leve a mal, mas ainda tenho as minhas suspeitas e acho bom ser clara com você aqui. Se eu ver que suas intenções não são boas, eu mesma destruirei o livro, mesmo que me custe a vida de Zhuan... —— Falar aquilo doeu no meu peito. —— eu farei de tudo para proteger o meu mundo!

ㅤㅤㅤNessiah não pareceu ficar incomodado com as minhas suspeitas sobre ele. E não hesitou em dizer que concorda comigo. Pelo visto, ele está mesmo convencido de que suas atitudes são para o bem de todos. Mas eu prefiro me certificar antes de tomar qualquer decisão precipitada. Enquanto nos despedíamos, uma carta foi deixada por baixo da minha porta e eu fui curiosa verificar o que era. Ao abrir o envelope, eu vejo ali um pequeno mapa e a indicação de quem será o meu próximo oponente. Daqui a dois dias.

ㅤㅤㅤCarol: Clark? De novo? —— O homem grande, cheio de músculos, do boné e óculos escuros. Parece que teremos a decisão do nosso combate marcada para acontecer em um local chamado “Aposentos abandonados do Vigia do Portão”. E esse mapa mostrava como eu devo chegar lá.

ㅤㅤㅤCarol: Ué... onde foram parar aquelas pessoas que nos guiavam até os locais da luta? Foram demitidas? Hu...

ㅤㅤㅤO primeiro dia passou. O segundo também. Aproveitei eles para descansar e me preparar para a luta. Aquele homem com certeza deveria estar mais preparado comparado a outra vez que nos enfrentamos. E eu não posso, mas não posso mesmo fraquejar neste momento. Eu preciso vencê-lo dessa vez! Preciso garantir que tudo saia como tenho planejado ou fracassarei com todos. Isso não pode acontecer! Jamais!

ㅤㅤㅤQuando o terceiro dia chegou, eu resolvi chegar um pouco mais cedo ao local de lutar. Sai do quarto e fui olhando o mapa. O mais estranho é que nessas horas... não havia ninguém por perto no castelo. Todos sumiram, como um passe de mágica. Eu me sinto dentro de um filme de terror, onde sei que estou sendo caçada mas ao mesmo tempo não faço ideia disso e tenho que me mover pelo local até chegar ao ponto destinado para saber que estou ferrada. Só que dessa vez, eu não estou lidando com as peripécias do castelo vivo... não... eu estava em enfiando em uma situação um pouquinho mais complicada. Dos corredores que me encontro, em meio as sombras, uma voz veio a me chamar...

ㅤㅤㅤPessoa aleatória: Carol! É você?

ㅤㅤㅤA voz. Essa voz. Não podia ser.

ㅤㅤㅤCarol: Filia? —— Aquilo não estava certo. Eu não posso cair nessa. Só poderia ser uma armadilha do castelo

ㅤㅤㅤPessoa aleatória: Sim! Sou eu mesma! Finalmente consegui te encontrar! —— A voz dela era da Filia. Mas tinha algo estranho... não parecia certa, de alguma forma.

ㅤㅤㅤCarol: Desde quando você está me procurando? —— Eu precisava me certificar do que se tratava.

ㅤㅤㅤPessoa aleatória: Desde sempre! Nós nunca deveríamos ter nos separado, miga! —— Não era ela.

ㅤㅤㅤCarol: Eu conheço muito bem a Filia para saber que não é ela. Mostre-se! Vamos, acabe logo com essa palhaçada!

ㅤㅤㅤCriatura aleatória: Acho que ela não vai cair na sua. —— Uma voz grossa, semelhante com a do Samson, veio do mesmo lugar que a voz feminina. E essa voz também parecia errada.

ㅤㅤㅤPessoa Aleatória: Maldição. Custava você calar essa boca?

ㅤㅤㅤE então, a pessoa saiu das sombras, finalmente revelando quem era.

ㅤㅤㅤE era... Filia? Não. Os cabelos estão esverdeados... Samson não era verde. A cor de pele era negra... Filia é branca. As roupas estão escuras... A saia é verde escura... quem? Quem é essa pessoa?

ㅤㅤㅤEu botei a máscara de Painwheel. E ela costurou-se ao meu rosto.

ㅤㅤㅤPainwheel: QUEM É VOCÊ, IMPOSTORA?

ㅤㅤㅤFukua: Há! Impostora? Não me vem com esse papo furado não, ô magricela! Meu nome é Fukua e sou de verdade! Melhor, não MIL VEZES melhor do que aquela tal de FILIA!

ㅤㅤㅤFukua? Aquilo não estava me cheirando bem...

ㅤㅤㅤPainwheel: O QUE VOCÊ É? DE ONDE VEIO?

ㅤㅤㅤEla deu uma risadinha bem sarcástica.

ㅤㅤㅤFukua: Eu? Hihihihhi. Poxa... achei que fosse sentir pelo cheiro. Eu tenho a mesma essência que você, Painy. Sacou agora ou quer que eu desenhe?

ㅤㅤㅤA mesma essência? Heh. Eu já deveria saber.

ㅤㅤㅤPainwheel: Mais um brinquedo do Brain Drain...

ㅤㅤㅤFukua: Experimento 0-85, Fukua! Um clone perfeito! Não, eu sou uma forma de vida suprema! Eu e Shamone!

ㅤㅤㅤShamone: HELL YEAH, BABE!

ㅤㅤㅤClones. Eu não sabia que Brain Drain fosse capaz de tais feitos. E muito menos esperava que ele fosse conseguiu clonar justamente a Filia. Mas como? Como ele conseguiu? Será que em algum momento da minha ausência, ele teve aproximação da Filia? Isso começava a me deixar extremamente incomodada!

ㅤㅤㅤPainwheel: Como? Como é possível que você exista? Brain Drain nunca se aproximou de Filia! Não enquanto eu estive em Nova Meridian! Eu garanti que nada, mas nada mesmo, fizesse Filia andar diretamente para o laboratório!

ㅤㅤㅤFukua ficou olhado para suas unhas, que estavam pintadas de verde escuro. Ela parecia bem desinteressada com a minha preocupação.

ㅤㅤㅤFukua: Ai ai... Filia ali, Filia aqui, Filia pra lá, Filia pra cá... FODA-SE A FILIA! Será que você só sabe falar dela? O que aquela patricinha infeliz, filinha de papai e mamãe mafiosos tem de MELHOR DO QUE EU?

ㅤㅤㅤE a coisa ficou feia. De repente, para quem parecia tão confiante de si e se achando a última bolacha trakinas do pacote, a verdinha ali estava completamente alterada e irritada.

ㅤㅤㅤShamone: Ei, girl. Acalme-se. Não perca o foco da missão! Heheheh.

ㅤㅤㅤO Theon tratou de alertá-la do descontrole. E então, a postura da outra mudou completamente.

ㅤㅤㅤFukua: Escuta aqui, garotinha... Brain Drain está maluco com as coisas que você está fazendo aqui e eu, bem, fiquei de saco cheio de só assistir esse teatrinho todo aqui e não saber qual é o motivo dele precisar tanto de você.

ㅤㅤㅤShamone: Então nós viemos até aqui, pessoalmente, saber mais a seu respeito.

ㅤㅤㅤFukua: Exatamente. Quero saber o que você tem de tão especial. Ah, e não me interessa se você derrotou a Skullgirl e mostrou ser um grande sucesso nas mãos deles. Não. Eu quero ver sua verdadeira força! Quero saber porque é tão importante para a Filia e para o nosso criador! Hahahahah

ㅤㅤㅤEu fiquei em silêncio esse tempo todo.

ㅤㅤㅤPainwheel: Como você nasceu?

ㅤㅤㅤFukua: Ahn... Como eu fui criada? Você se lembra Shamone?

ㅤㅤㅤPainwheel: Shamone... esse nome parece muito a gíria do “c’mon” usada pelo Michael Jackson... —— Eu não poderia deixar essa curiosidade passar.

ㅤㅤㅤShamone: Sério... de novo isso? Eu não entendo! ——  Era claro que ele não entenderia. —— E sim. Eu me lembro como nós fomos criados, babe.

ㅤㅤㅤFukua sorriu.

ㅤㅤㅤFukua: Então nos conte. É bem divertido!

ㅤㅤㅤShamone: Tudo começou quando essa daí esbarrou com a tal amiguinha dela em Pequena Ins’mouth.

ㅤㅤㅤA primeira vez que eu encontrei a Filia, depois que me tornei Painwheel.

ㅤㅤㅤShamone: Você lutou contra ela, lembra? Nocauteou ela para que ela perdesse o seu rastro e não a seguisse tanto para encontrar o Skull Heart quanto cair nas mãos do laboratório. Mas depois disso, horas depois, você regressou ao laboratório. Você desmaiou. Brain Drain precisava avaliar alguma coisa em você e no seu Buer Driver... ele tinha o DNA de Filia e o DNA de Samson. Acho que ficou bastante claro como as coisas seguiram depois disso.

ㅤㅤㅤEm poucas palavras, eu sou a responsável pela existência desse desastre chamado Fukua. E agora ela estava ali. Mas ainda não fazia sentido. Se todos os outros que invadiram o castelo, não conseguiram ficar muito tempo, como essa daí chegou aqui tão bem e, aparentemente, sem nenhuma sequela?

ㅤㅤㅤPainwheel: Vamos... me conte... como você chegou até aqui?

ㅤㅤㅤEla ficou em silêncio. Olhou para cima, onde estava o Theon. Parece que ela estava se comunicando mentalmente com ele. Ela gesticulava um pouco. No fim, ela sorriu.

ㅤㅤㅤFukua: Como nós vamos te matar aqui, então não terá problema em te contar. Diferente de você e das outras unidades, eu sou uma forma de vida perfeita! E eu posso me aventurar dentro dos sonhos das pessoas!

ㅤㅤㅤQuem ela pensa que era? O Freddy Krueguer?

ㅤㅤㅤShamone: Tudo o que precisamos fazer é dormir e se infiltrar no sonhos dos outros. E dentro dos sonhos, somos capazes de nos mover com precisão. O mundo dos sonhos são ligados uns aos outros como se fosse laços de família. Só precisamos encontrar algum capanga dos Medici para termos ligação direta com os sonhos da sua coleguinha, Filia. E da Filia, foi muito, muito fácil chegar até você!

ㅤㅤㅤFukua: Quando entramos nos seus sonhos felizes e irritantes, tudo o que precisamos fazer foi sair de dentro deles e aqui estamos. Claro que fizemos isso em um momento que aquele pedaço de carne podre e a Robô-Fortune não estavam olhando. No fim, só precisávamos esperar que você ficasse sozinha para chegarmos até você...

ㅤㅤㅤNaquela hora, eu fechei meus punhos. Estou com raiva. Muita raiva. E não acredito que Brain Drain havia mesmo criado um clone da Filia. Ele passou dos limites, mas o pior de tudo é que eu acabei sendo a responsável pela existência dessa coisa aí na minha frente. Eu não teria outra chance a não ser corrigir os meus erros... eu vou ter que derrubar todo aquele lugar até o seu último tijolo, eliminar a existência de qualquer coisa que lembre as ações cruéis e criações doentias desse maníaco com cérebro exposto!

ㅤㅤㅤPainwheel: Buer Driver e Gae Bolga, nossa missão começa agora!

ㅤㅤㅤEu dei a ordem aos meus parasitas. Buer girou, com toda sua velocidade e a eletricidade emanou no meu corpo.

ㅤㅤㅤFukua: Ui. Ela está brava, gente! Hora do show, Shamone! —— Ela socou a palma da mão estalou o pescoço.

ㅤㅤㅤShamone: Oba! Eu estou com fome, muita fome! —— Os tendrils dele começaram a se mover.

ㅤㅤㅤLadies and Gentleman, it’s.... SHOWTIME!

ㅤㅤㅤEra a colisão de duas unidades de combate criadas no laboratório Zero. E dentro dos corredores do castelo. E começou comigo avançando e levantando voo, indo para cima de Fukua que não ficou parada e de seus cabelos, os tendrils de Shamone viraram asas de morcego e garantiram uma mobilidade mais rápida e precisa, ajudando-a a ganhar distância de mim.

ㅤㅤㅤAquele Theon era bem diferente do original. Fukua controlou ele para que o mesmo lançasse na minha direção projéteis. Sim. Ele lançou uma esfera de poder esverdeada, coisa que o Samson não fazia. Pelo menos, não que eu saiba. Eu defendi aquilo. Mas ela não desapareceu. Como uma bola de pingue e pongue, ela voltou quicando para trás e foi engolida novamente pela boca do coiso. Fukua avançou correndo e atacou com seus cabelos em formas de tentáculos. Eu me esquivei para não ser pega no processo. Só que ela não parou. Ela veio atrás ainda. Ela saltou, deu uma cambalhota no ar e ao pisar no chão, ela apontou o dedo para mim.

ㅤㅤㅤFukua: ♪ WE’RE GONNA GET YOU~! ♪  —— Ela cantarolou isso. E alguma coisa estranha aconteceu.

ㅤㅤㅤPainwheel: O que?

ㅤㅤㅤUma sombra esverdeada dela veio deslizando na minha direção, me atravessando e atingindo um golpe que me passou despercebido. Meu corpo paralisou naquele instante e quando eu menos esperei, a verdadeira veio e me golpeou com uma rasteira também, me fazendo cair ao chão.

ㅤㅤㅤEntão... ela era capaz de projetar imagens falsas dela para me atacar? Esse golpe dela era muito parecido com o da Chizuru-san. Eu não perdi tempo. Mesmo com as dores nos pés e com a dor na barriga, do soco que eu tomei sem perceber, rolei no chão e saltei já erguendo voo com a Buer para poder me recuperar com maior segurança. Mas Fukua estava atrás de mim, planando no ar com seus cabelos novamente em formato de asas de morcego.

ㅤㅤㅤFukua: O que foi? Você é mesmo a melhor arma já feita pelo Brain Drain? Isso só pode ser uma piada de mal gosto!

ㅤㅤㅤEu não deixei isso barato, e mudei o curso do meu voo, agarrando a cara da maldita e trazendo-a ao chão. Eu afundei o rosto dela no piso, mas fiz mesmo. Fiz que estilhaços dos chão voassem para todos os lados, como uma maneira de fazê-la engolir tais palavras. E para emendar, soltei-a rapidamente e a chutei, com tanta força, para que ela não se levantasse tão fácil e sofresse um pouco mais.

ㅤㅤㅤPainwheel: Cale essa sua boca! Ahhh!

ㅤㅤㅤEu quero matar ela! Mas... algo não estava certo. Bater nela dessa forma que estou batendo... estava me incomodando. E eu sei o que era.... é o rosto dela. Ela me lembra a Filia e eu... eu não gosto de pensar que estou batendo na Filia...

ㅤㅤㅤNão demorou muito para eu ouvir uma risada sádica vindo da outra. Ainda deitada ao chão, ela ria como se fosse a coisa mais divertida ter a cara afundada no chão e depois tomado um chute tão forte daqueles.

ㅤㅤㅤFukua: Hahahahahahah! Ahahahahahahaha! Oh hahahahaahahahhah! Nossa! Meu deus! Que força! Que violência! Uau! Shamone, eu acho que estou apaixonada! Hahahahahahha!

ㅤㅤㅤEu não entendi mais nada.

ㅤㅤㅤE ela se sentou, com o nariz e um canto dos lábios escorrendo sangue.

ㅤㅤㅤFukua: Nossa! Você não tem noção do quão gostoso foi, Painwheel! Agora entendo porque a Filia deve gostar tanto de você. Você deve tê-la espancado desse jeito, não é? Diz pra mim?

ㅤㅤㅤEu realmente não estou entendendo mais nada.

ㅤㅤㅤShamone: Hey, babe. Você tá deixando sua oponente confusa! —— O outro percebeu pela minha cara e falta de reação.

ㅤㅤㅤFukua: Oh, é verdade. Bem... eu tenho tesão em apanhar. Fico toooooooda molhadinhaaaaaa! HAHAHA!

ㅤㅤㅤChega! Para mim chega!

ㅤㅤㅤPainwheel: AAAAAAH! MORRA!

ㅤㅤㅤEu pulei para cima dela e atropelei Fukua com a minha corrida. Abracei a cintura dela e arrastei ela por todo o corredor, colidindo-a contra a parede. E não. Não paramos aí. A força que eu usei foi tremenda que nós atravessamos a parede. Entramos no quarto de outra pessoa, acho que de um dos empregados, que estava arrumando suas roupas. Ele deu um grito de susto e caiu no chão. E nós continuamos. Eu derrubei outra parede, ainda carregando ela, usando-a como amortecedor para os impactos. Passamos agora por um banheiro, onde uma mulher se banhava dentro de uma banheira cheia de água. Ouvimos o grito genérico de uma mulher espantada por ter sua privacidade invadida, além do susto tomado com as paredes se rompendo.

ㅤㅤㅤForam mais duas, três, quatro, cinco, passamos pelo refeitório do castelo, por um corredor onde um palhaço gordo apertava sua buzina, passamos pela Robo-Fortune que estava com sua vuvuzela fazendo sabe-se lá o que, passamos pela sala de reuniões onde me encontrei pela primeira vez com Valeth e onde todos os outros lutadores estavam, foi uma destruição violenta atrás da outra. E ninguém nos parava.

ㅤㅤㅤEnquanto Fukua ia sendo amassada contra todas essas paredes e móveis que ficavam no nosso caminho, ela ia rindo, cuspindo sangue, mas rindo. Além de gemer também, o que me deixava ainda mais puta da vida!

ㅤㅤㅤFukua: Aaahhhhh! HAHAHAHAH! Oooownnn... meu deus... você é uma namorada e tanto! Já até mudei de ideia, eu vou matar a Filia e roubar você pra mim! HAHAHAHHA!

ㅤㅤㅤPainwheel: AAAAH! CALA ESSA BOCA!

ㅤㅤㅤUma janela. Havia uma janela no fim daquele caminho e eu pulei por ela. Havia uma queda livre ali embaixo e não sei qual era a profundidade exata. Mas assim que atravessamos o vidro, imediatamente soltei a Fukua e desferi um soco potente contra a face dela, fazendo-a cair mais rápido. Grudei na parede a minha frente. Depois saltei para o teto, virando os pés para bater nele e me dando um impulso para ir lá embaixo, como uma bala, a toda velocidade, preparando um soco violento para desferir na Fukua e acabar de vez com a existência dela.

ㅤㅤㅤPainwheel: AAAAAH! MORRA!

ㅤㅤㅤSe eu acertasse aquele golpe, era certeza de que Fukua morreria ali mesmo e uma parte dos meus problemas estaria resolvida. Mas não Shamone acabou salvando ela, esticando seus tendrils e moldando eles para que parecessem com garras, perdendo-a nas paredes e tirando-a do trajeto da minha porrada. Buer fez a mesma coisa. Projetou suas garras para segurar-se na outra parede e no fim, ficamos uma de cada lado, se arrastando nas paredes, em queda livre. Ainda não havia o chão abaixo de nós. Nem sabemos que tipo de abismo era aquele nos metemos.

ㅤㅤㅤFukua: Você é muito, muito forte!

ㅤㅤㅤPainwheel: Chega! Não quero ouvir mais nada de você!

ㅤㅤㅤFukua: Hahah... Então vem pro pau, meu amor!

ㅤㅤㅤPainwheel: Aaaah!

ㅤㅤㅤE nós duas saltamos. Uma colidindo com a outra. Enquanto caímos, íamos trocando socos e chutes no ar, como se fossemos por um momento duas personagens de Dragon ball. Enquanto alguns golpes se colidiam, outros acertavam nós duas. Eu fazia expressões de dor. Já a minha oponente ali, expressões de pura satisfação com tudo isso.


"ARRRRRGH!"


(_͡°_͜ʖ_͡°)

ㅤㅤㅤAté um momento que ela usou os tendrils de Shamone para prenderem meus braços e pernas, começando a me espancar ali mesmo. Cada soco dela me lançava para baixo. Os tendrils me puxavam de volta. E ela batia de novo. Eu virei um ioiô ali.

ㅤㅤㅤFukua: Toma! Toma! Toma! Toma! hAHAHA! Que divertido, Shamone! Você é foda!

ㅤㅤㅤShamone: Thanks, babe!

ㅤㅤㅤMas eu não deixei barato. Gae Bolga fez com que espinhos emergissem de todos os lados do meu corpo e criou várias lâminas cortantes, cortando os tendrils de Shamone.

ㅤㅤㅤPainwheel: AFASTE-SE DE MIM!

ㅤㅤㅤE Buer Driver, libertado também, esticou-se e agarrou Fukua no ar, me impulsionando até ela, onde golpeei-a com uma potente joelhada na barriga. Ela cuspiu saliva e sangue ao mesmo tempo com o impacto. E com isso, eu a segurei pelo pescoço e a soquei com força. Tão forte que doeu a minha própria mão. Então, a abracei e a virei novamente para que ela fosse o amortecedor da minha queda. Nós atravessamos o teto de algum lugar, caindo destroços para todos os lados.

ㅤㅤㅤEu desabei no chão por cima de Fukua, que acabou me lançando para o outro lado. Eu sai rolando no chão. Já ela, ficou ali mesmo.

ㅤㅤㅤNós duas estávamos vivas. Fukua, toda ferida. Ofegante. Eu, com alguns danos, mas mais inteira do que ela.

ㅤㅤㅤFukua: Puta merda... eu nunca tive um orgasmo tão grande desses na vida... hahaha

ㅤㅤㅤPainwheel: Cala a boca! Porque você não morre?

ㅤㅤㅤEu me sentei. E então, uma voz soou dos altos falantes: “A lutadora Painwheel já chegou ao local de sua luta.”

ㅤㅤㅤEu olhei aos meus arredores depois de ouvir isso. Aquilo ali era os Aposentos abandonados do Vigia do Portão?

ㅤㅤㅤFukua: Hah... parece que você chegou aonde queria... bem, eu não quero mais te matar. Vou deixar que aproveite a brincadeira. Mas lembre-se... eu não vou perder na próxima vez.

ㅤㅤㅤE ela me mandou um beijo, enquanto seu corpo sumia, como se fosse um passe de mágica.

ㅤㅤㅤFukua: Até mais, Carolzinha! HAHAHAHAHHA!

ㅤㅤㅤEu me levantei. Olhei para o teto. E cocei a cabeça. Estou toda suja de poeira por causa da destruição que causei em vários locais. Havia até mesmo o sangue de Fukua sujando meu qipao. Rosnei de raiva.

ㅤㅤㅤPainwheel: Filia... me perdoe...

ㅤㅤㅤPor sorte, meu oponente parecia não ter chegado ainda. Vai ser bom para recuperar o fôlego, passar um tempo quieta e sem me mexer.

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Re: * Memory Circus Tournament* Painwheel VS Clark Still

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Sab Nov 24, 2018 7:41 pm



Salão das Memórias (Circus Memory), Second Southtown, Flórida, EUA.
14H32 da tarde.


Clark conseguia, mesmo que com dificuldade, derrubar seu adversário no chão, contudo, Yue não parecia não demonstrar dano algum com aquilo. O garoto ria durante a execução do Mount Tackle - Clark Lift, porém tal risada não parecia incomodar o Ikari que já estava acostumado com o estilo Yagami de se comportar durante uma peleja e enquanto estão sofrendo danos. O filho mais novo de Dean, no entanto, emitia de si uma energia tamanha que fazia o militar cancelar sua técnica, esquivando-se a tempo das garras que surgiam na mão do oponente. O Tenente sentia as consequências da luta, levando sua mão ao peito ferido, mas não perdendo sua postura de luta enquanto o Yagami se colocava novamente de pé. A luta parecia no início, com muito ainda a se desenrolar, contudo, alguém da organização a finalizava ali e dava Still como vencedor.

Duas mulheres se aproximavam do mercenário, uma de cada lado, e o levavam dali sem dizer absolutamente nada. O loiro poderia andar sozinho, mas elas eram fortes e faziam questão que o segurar até chegarem ao que parecia um quarto. Quem são vocês? Por que me trouxeram para este lugar e não para a “enfermaria” do castelo? As mulheres não respondiam a pergunta do Ikari. Uma delas trancava a porta enquanto a outra fechava as cortinas, deixando o local bem escuro. Ambas então se aproximavam do Tenente e começavam a despi-lo mesmo contra vontade dele, colocando-o na cama logo em seguida. As mulheres o olhavam e começavam a “costurar” seus ferimentos, principalmente o do peito, uma vez que a katana de Yue o cortou ali, porém de forma não tão grave. Still tentou reagir, mas não pôde, elas eram fortes e sabiam dominá-lo sem dificuldade. Ao fim de tudo as duas se olhavam maliciosamente e acariciavam o corpo do militar que as questionava sobre quem eram.

As belas mulheres de porte físico escultural se despiam e “abusavam” do militar por uma hora ou um pouco mais. Ao fim de tudo a de pele mais escura beijava os lábios do mercenário e dizia que ambas faziam parte da base Ikari Warriors e se chamavam, respectivamente, Huracan e Yoshino. Aquelas duas já tiveram do lado oposto ao dos militares, mas hoje é diferente e agora integram ao time.


O Tenente as questionava porquê terem “abusado” dele daquela forma e as mesmas respondem em risos maliciosos que fizeram aquilo, pois sentiam um enorme tesão no Ikari e sabiam que não teriam outra oportunidade. Yoshino tomava a palavra para si enquanto brincava com o membro do loiro, movendo-o para direita e para a esquerda. Você é bem gostoso, Tenente... Bem como nós havíamos imaginado... Porém é bem burrinho também... Já está há dias neste local e não descobriu quase nada... - Acariciando o peitoral recém-operado do Ikari, Harucan o mordiscava no pescoço enquanto falava baixinho para ele alguma das coisas que sabia, causando uma leve dor (pelo local) e desejo (pela sensualidade):

- Nós estamos infiltradas aqui neste castelo já há algum tempo, acho que um pouco antes até mesmo dos competidores virem para cá, porém teremos que evacuar. Outra soldado acabou estragando tudo e todos são suspeitos. O castelo parece saber quem é quem aqui dentro, como se no fim das contas eles (os organizadores) sempre soubessem de nós... No que podemos ajudá-lo até aqui é que houve uma luta agora pouco na Sala do Mestre dos Bonecos e a sua última adversária estava envolvida...

Como aquelas duas sabiam disso? Elas estavam infiltradas assim como outros mercenários desde o início e foram capazes, por coincidência, de ver quando Pain entrou em tal sala e uma batalha ali começou. As mulheres relatavam ao Ikari de maior patente tudo o que sabiam sobre a peleja. Yoshino parava brevemente de degustar mais uma vez do membro do Ikari para o alertar: Tome cuidado redobrado, Tenente. Você está bastante ferido depois de lutar contra Painwheel e agora Yue Yagami. Nós não estaremos mais aqui para lhe costurar hahahaha... Deixaremos algumas cápsulas A,B,B,A para o senhor. Use-as apenas quando necessário!! Lembre-se, as semifinais começarão em breve e provavelmente as coisas ficarão ainda mais complicadas. Precisamos ainda encontrar o livro e descobrir quem é o real organizador deste torneio...

Huracan descia para saborear também o membro do mercenário, deixando sua parte intima voltada para o rosto do mesmo. A bela morena o acalmava dizendo que apesar dos infiltrados recuarem, Setsuna estava no castelo também, porém elas não sabiam onde exatamente o garoto se encontrava, pois apenas o viram de relance por duas vezes e em pontos diferentes. A brincadeira entre o trio começava novamente por mais algum tempo, porém em meio a brincadeira Clark já não estava consciente devido a exaustão, ferimentos, sangramento, etc.

Durante o tempo em que esteve desacordado após transar com as duas soldados, ainda que ferido, Clark acabou mergulhando no que parecia ser um sonho. O Tenente podia ver ao longe Cassandra conversando com uma mulher ruiva na qual o mercenário não se recordava de tê-la visto antes. O cenário era conhecido, eles pareciam estar no castelo, mas por que o militar estava tendo essa visão? Cassandra parecia se irritar com algo dito pela ruiva de colete verde, transformando-se em uma figura de pele pálida, cabelos negros como a noite, lábios vermelhos como sangue e vestimentas de épocas passadas, uma verdadeira Lady de filme de terror trash.

O Tenente observava que ambas começavam a lutar e Cassandra era capaz de manipular sangue em arma assim como Yue. A ruiva, no entanto, era rápida o suficiente para escapar dos golpes daquela que parecia ser Cassandra e, no alge da batalha, a ruiva conseguia adentrar um espelho ao se lançar no mesmo, surgindo por cima da adversária para golpeá-la. O mercenário observava e entendia como ambas se movimentavam e lutavam para que, caso fosse enfrentá-las em algum momento, já tivesse em mente o que fazer. Aquela peleja, apesar de estrategicamente limitada, parecia ocorrer por horas até que uma terceira figura sombria surgia no local e, com seu poder, parava a batalha usando uma foice.

- E agora? Quem será esse?

O Tenente pensava consigo, observando que aquela terceira figura usava um manto negro com bordas em detalhe prata. A figura possuía uma das mãos feita apenas de osso, o que poderia indicar que todo o corpo daquele ser fosse esquelético, quem sabe um necronance? Still notava que a figura apontava para ele, levando as duas mulheres a olharem para Clark. O Tenente não conseguia se mover apesar de parecer tudo um sonho e ao mesmo tempo algo real. Clark via a ruiva lançar uma adaga em sua direção e quando esta parecia próxima de acertá-lo, o militar abria os olhos e percebia estar nu, deitado não mais na cama de outrara, mas sim na sua própria cama. O Tenente foi levado para o quarto na qual estava hospedado, porém o mesmo não se recordava como, quando ou em que momento.

Sozinho naquele lugar, o militar notava que as cápsulas de A, B, B, A estavam todas ali no criado mudo junto a novos óculos pretos. O loiro não sabia quanto tempo havia passado, mas tentou se levantar e sentiu um pouco de dificuldade, porém nada que o impedisse. Clark foi ao banheiro urinar, lavou as mãos e o rosto. O militar respirava fundo, sentia um pouco de dor no peito, mas nada grave, ele apenas continuava tentando entender o que estava acontecendo até ali. Preciso encontrar com Cassandra o quanto antes... Preciso entender o quê está acontecendo... Talvez ir à Sala do Mestre dos Bonecos me ajude em algo... - Still pensava enquanto caminhava até o vaso e se sentava ali para cagar, limpando-se e tomando um banho logo em seguida.

O mercenário voltava para o quarto enquanto secava o tronco e, nu, ia para a janela ver a movimentação do castelo para tentar enxergar algo diferente. O militar se secava por completo e descia, indo para o parque onde estavam as demais pessoas. O loiro procurava um mapa para tentar achar ali a localização da sala dita pelas meninas, mas parece que o local não era fácil de se encontrar. O loiro levaria algum tempo procurando. E em meio a tal procura, Still também aproveitaria para encontrar ou tentar encontrar Cassandra par tentar entender melhor o que estava acontecendo.

Abandoned Gatekeeper's Quarters (Circus Memory), Second Southtown, Flórida, EUA.
15H00 da tarde.


Clark abria a porta de seu quarto assim que alguém batia para levá-lo ao local da luta. Do outro lado estava uma mulher que dizia se chamar Amon e ela seria responsável por guiar o mercenário. No caminho, no entanto, a mesma parecia querer puxar algum assunto com o loiro, dizendo-lhe que assistiu as lutas de Lilith e Yue Yagami e que o nível de competição estava realmente alto. O Ikari era indiferente a menor, mas não a ignorava, apenas ouvia o que a mesma mencionava sobre os confrontos que parecia ter ficado impressionada. O local era um pouco distante e parecia abandonado, nada incomum diante dos últimos cenários, porém não era tão distante e difícil de localizar como fora para o Tenente dias atrás quando o mesmo adentrou e investigou os acontecimentos dentro da Sala do Mestre dos Bonecas.e afins. Still não sabia até ali quem seria o seu próximo adversário, contudo tinha em mente que deveria ser aquele competidor que até o momento não enfrentou dentro do torneio, mas ao adentrar de fato o local e observar quem estava do outro lado, o mercenário não entendeu o que estava acontecendo de primeira. Amon olhou para o loiro e acariciou seu braço direito, deixando-o a sós com Painwheel, dando assim inicio a luta.

Base Ikari, Second Southtown, Flórida, EUA.
Horário desconhecido.


Durante o intervalo da luta de Clark contra Yue e a nova peleja contra Carol, Setsuna conseguiu voltar a base acompanhado de uma mulher na qual o mesmo salvou de dentro do castelo. Ela tinha cabelos azuis e era bastante bonita. A julgar pelas roupas que esta usava, supostamente, deveria ser de algum convento. O Yagami levava aquela mulher até Leona, Marco Rossi, Tarma Roving, Eri Kazamoto, Fio e Heidern um pouco antes de fazê-la se trocar e pôr novas roupas. E, ao encontrarem com os mencionados, um interrogatório começava e, dentre os esclarecimentos, foi dito por ela que a mesma perdera as suas roupas quando aprisionada e por tal estava com roupas concedidas pelo Ikari.


A mulher se identifica como Ranael, e imediatamente Marco procurava por registros de identificação da mesma para confirmar sua história, não sendo algo difícil para o Major que rapidamente conseguia pegar no banco de dados de habitantes de Second todas as informações daquela mulher, desde ano de nascimento e profissão, porém estava tudo muito redondo e o loiro desconfiava de algo. Durante as perguntas, Ranael manteve as mãos sobre a mesa e não apresentava sinais de violência, tanto na voz como em corpo. Ela deu informações sobre a operação de Valeth em pequena quantidade, mas falou algo fundamental: Quantos são aqueles na operação de Valeth e sobre “O LIVRO”.

FIM.

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ROUND 1 - MOVIMENTO 1

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ em Sab Dez 01, 2018 3:32 am


Ganhando tempo!

Aqui vamos nós!

Depois que Fukua foi embora, me sentei no chão, em meio aos destroços do teto, por onde caímos e fiquei respirando lentamente. Sinto algumas pontadas de dores da trocação de murros e pontapés que desenrolou agora pouco entre nós duas. Isso não é brincadeira. Duas unidades de combate criadas em laboratórios Anti-Skullgirls não era pouca coisa. Sempre acabava com alguma devastação por onde passávamos... e bem, foi isso mesmo o que ocorreu ali e em outras partes do castelo.

Os poucos minutos que se passaram foram suficiente para em recuperar totalmente. O sangue de Skullgirl tem uma propriedade regenerativa muito boa e por sorte, eu estou de volta aos meus 100%. E veio a calhar justamente quando o meu oponente chegou.

Numa primeira observação, Clark não estava sozinho. Eles enviaram alguém para levar ele até o local da luta. Porque será que não mandaram ninguém para me escoltar? Será que isso também foi obra da Fukua? Será que a pessoa que viria ao meu encontro, acabou sendo interceptada por ela? Não... eu acho que não. Eu recebi um mapa junto com a carta e mais o nome do meu inimigo. Mas por que? Bom, isso são perguntas para serem feitas em outro momento.

A mesma voz que anunciou a minha chegada acabou de fazer a mesma coisa com o Clark. E com isso, as mini-câmeras instaladas nas extremidades superiores ficaram com as pequenas luzes acima de suas lentes acesas, indicando que a transmissão estava começando. A mulher que acompanha o militar deixou-o a própria sorte. E então, cada um tomou sua posição. Bom, pelo menos foi o que eu fiz.

Painwheel: Bem... não sou de procurar por revanches... mas ao que me parece, vamos tentar decidir novamente quem de nós irá para as finais!

Eu já estava com a máscara no meu rosto quando nos encontramos. É natural que eu a coloque toda vez que fosse lutar. Mas como eu já havia saído de um combate, não tinha porque ter toda essa formalidade. Fiz o que sempre faço quando vou iniciar uma luta. Libero todo o meu poder, toda a minha raiva e rancor que transforma o meu corpo no de Painwheel. Esguia, mas forte, com músculos definidos em todas as partes do meu corpinho. E quando faço isso, fico em uma posição de combate parecida com a de Orochi Iori, com os braços soltos, moles, e toda curvada para frente. Buer ficava em alerta nas minhas costas.

Painwheel: MUST... KILL! —— Bem, era hora de começar!

Flight! Foi assim que eu comecei. As lâminas Buer Driver começaram a girar tão forte e rapidamente que lancei voo, saltando para cima e tomando uma boa altitude. Dessa vez, eu não vou levar o combate ao solo. Usarei minha maior vantagem contra ele logo de começo. Motivo? Eu precisava ganhar um pouco de tempo. Segundo. Eu precisava pensar numa forma de poder me soltar dos agarrões dele, mas sem precisar apelar para métodos extremamente dolorosos. Eu não sou uma assassina. Não quero que haja fatalidades. Por sorte, a máscara esconde minha expressão de preocupação. Não estou com medo, mesmo que meu inimigo seja um homem com anos de experiência dentro do ringue. O que me incomodava mesmo é que perder aqui poderia colocar tudo a perder para a minha família...

Bati o olho para tudo o que estava a minha volta. Essa antiga casa de guardas era bem bagunçada. Havia tanta coisa que podia ser usada aqui, mas não tinha nada no teto para me dar uma vantagem melhor. Bem, não teve jeito. Como um mini-helicóptero-raivoso, eu sai voando pelo cenário, dando a volta pela fogueira central que havia ali, sem tirar os olhos do meu oponente. Eu preciso de uma distração, mas o que usar? Um ataque direto enquanto voo seria pedir para cair na graça de seus agarrões e não quero isso. Preciso ser esperta. Preciso me mover constantemente enquanto estou voando.

Um pouco mais atrás, ao fundo do cenário (nossa, como eu odeio esses cenários cheio de detalhes que o senhor Gaster escolhe! HAAA!) tem uma espécie de armário de madeira. (Eu acho que é! Não sei e se não for, que seja!) Vou fazer uma coisa bem Injustice God Among Us aqui. Recuei o voo e fui até lá. Segurei esse armário como se não fosse nada demais e lancei ele. Sim. Sabe quando o Solomon Grundy pega as coisas pesadas e ataca nos outros? Foi justamente isso o que eu fiz! Peguei ele e não dei a mínima para o que estivesse ali dentro. Taquei ele pra cima do meu oponente, mesmo conhecendo a força e resistência dele. Claro, também sei que ele não vai ser atingido por isso. Estava na cara. Mas uma distração, uma oportunidade, era tudo o que eu precisava!

Painwheel: HOOOOOOAH!

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Re: * Memory Circus Tournament* Painwheel VS Clark Still

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Seg Dez 03, 2018 2:00 am



Circus Memory, Second Southtown, Flórida, EUA.
Alguns dias antes da luta contra Pain.


Clark conseguia um mapa do Circus Memory, porém percebia que alguns locais não estavam exatamente ditos ali, talvez para impedir o acesso indevido do público, contudo aquilo já seria o suficiente para o ajudar em suas andanças. O militar recebia elogios e pedidos de fotografia/autografo, algo um tanto quanto inusitado. O Ikari ficava sabendo por aquelas pessoas que no dia anterior, isto é, no dia que ocorreram as lutas da terceira fase, uma grande confusão ocorreu em frente ao portão do castelo. Os relatos diziam que duas crianças desafiaram os guardas fortemente armados com espadas gigantes, machados e outras armas brancas. contudo, foram derrotados pela dupla de pirralhos como se não houvesse ninguém dentro das armaduras, no entanto a confusão foi aparentemente "controlada" pouco tempo depois do surgimento de novos guardas mais poderosos.

Aqueles relatos significavam muito para o mercenário que seguia pelo parque pensando no que lhe fora dito. O militar se lembrava do trio que interrompera sua batalha contra Painwheel e podia associar aqueles relatos ao cavaleiro que parecia ser controlado por uma garotinha, sendo esta a mesma que, segundo Huracan e Yoshino, lutou e foi morta por Carol Yagami, então o que será que aconteceu com aquele cavaleiro fantoche? O Tenente caminhava por fora do castelo, indo com o maior cuidado possível, sempre averiguando se estava ou não sendo seguido. Clark chegava até o local onde Laura Matsuda enfrentou Yue Yagami durante a primeira fase do torneio, observando se em algum canto daquele cenário havia alguma prova útil nem que fosse dentro d'água, porém nada aparentemente era dito ali. O mercenário apenas caminhava para outro ponto do castelo.

Algum tempo depois, o Tenente chegava ao que parecia ser um corredor vazio que mais a frente cruzava com outros corredores, tendo uma espécie de porta ali. O Ikari reparava mais uma vez se havia segurança ou câmeras de vigilância no local, tentando sempre ser furtivo o tempo todo. Clark adentrava aquela porta e finalmente chegava no local onde fora a peleja entre Painwheel e Luna, analisando cada centímetro daquele lugar de modo a conseguir basicamente visualizar a luta mediante os estragos daquela sala e dos relatos das duas mercenárias que conseguiram testemunhar o momento em que Pain adentrou a sala somados aos sons que ouviram e, através deles, concluíram o que houve. A diferença delas para Clark é que agora o loiro pôde visualizar o cenário e somar àquilo que foi dito, uma vez que as meninas não puderam ver a luta, pois uma "porta" fechou o local antes que as mesmas o adentrasse.

Still recolhia aquilo que julgava como provas ou importantes para sua investigação. O loiro tentava entender como aquela porta poderia ter fechado sozinha, que tipo de poder estava ali, o que era aquilo que existia no teto, tudo. Clark ficara durante um longo tempo dentro daquela sala, saindo da mesma para continuar suas investigações dentro do castelo, indo agora para um local onde pensou que poderia encontrar respostas e, quem sabe, Cassandra. O militar ia até a biblioteca do castelo, local onde o mesmo enfrentou o jovem Pedro Maia há alguns dias e teve uma breve luta contra um dos monstros presos dentro do castelo. Todavia, Clark não sabia se conseguiria de fato entrar lá, pois a mesma poderia estar fechada, protegida, qualquer coisa... Ele teria que contar com algo que não costuma... Clark teria que contar com a sorte...

Abandoned Gatekeeper's Quarters (Circus Memory), Second Southtown, Flórida, EUA.
15H00 da tarde.


Clark olhava para Painwheel bem a sua frente e não entendia o porquê desta ser a sua adversária, tudo por que na verdade o mercenário não viu a carta que lhe fora deixada avisando sobre as chaves daquela semifinal. Tudo isso por que o encarregado de entregar a chave de lutas nas mãos do loiro na verdade não o encontrou no quarto, e após bater insistentemente na porta, o portador concluiu que o militar não se encontrava no quarto, optando por jogar a "carta" por debaixo da porta, porém a mesma deslizava pelo chão e ia parar embaixo de um dos móveis, por tal fazendo com que o mercenário não soubesse quem era a sua adversária até então. Onde Clark estava afinal? Aguarde...

- Bem... não sou de procurar por revanches... mas ao que me parece, vamos tentar decidir novamente quem de nós irá para as finais! - disse Pain, obtendo apenas a indiferença e silêncio por parte do oponente.

A garota se transformava, aumentando sua massa corporal como da última vez, contudo agora isso não surpreendia o militar que parecia já estar acostumado ou adaptado ao estilo de luta da adversária. MUST... KILL! —— Bem, era hora de começar! - ela dizia antes de atacar. Em posição de luta, o militar a observava tomar voo. Carol parecia procurar vantagem estando no alto, entretanto isso não a ajudaria tanto quanto a mesma pudesse estar pensando. O Tenente a observava detalhadamente, analisando-a e chegando a conclusões próprias sobre o comportamento da adversária naquele instante. Talvez a menina estivesse procurando algo no cenário para a ajudar em sua investida e futuras ações, algo normal dentro de uma luta, e Clark também o fez.

- HOOOOOOAH! - ela gritava ao segurar, levantar e lançar um armário contra o Tenente.

Talvez ela pensasse que o miliciano fosse se esquivar de um objeto tão pesado vindo em sua direção para assim ganhar certo tempo para agir com outra ação, isto é, ganhar tempo para pôr seu verdadeiro plano em ação. Contudo não fora o que ele fizera. O Tenente não se esquivou para cima, para os lados ou se abaixou, ele não se esquivou e ponto. Clark correu na direção do móvel e quando o mesmo parecia que iria atingi-lo o loiro saltou e pisou na porta daquele armário para ganhar um pouco mais de altura e impulso para cair em frente a Painwheel.


Caso desse certo, Clark correria pelo móvel, saltaria e cairia em frente a adversária, porém no mesmo passo que ele tocasse o chão com os dois pés, o Ikari já tomaria impulso para avançar contra Painwheel e tentaria lhe aplicar seu Mount Tackle - Rolling Cradle, onde o miliciano tentaria segurar a oponente pela cintura e bater as costas da mesma contra a pilastra atrás da menina (a mesma pilastra onde está/estava próxima ao armário, no cenário original). Caso desse certo, o Tenente não derrubaria sua adversária no chão como consequência do ataque especial citado, mas a bateria ali na pilastra para obter o mesmo êxito, visto que Still - além de avançar - também saltaria na direção de Carol após o impulso.


A intenção de bater a adversária ali era danificar sua arma presa as costas, ainda que minimamente. Caso a primeira parte desse certo, o militar apoiaria as pernas na pilastra e se jogaria para trás, caindo e rolando com Pain pelo chão, batendo as costas e a nuca da oponente seis vezes contra o solo (x6), finalizando com um lançamento da pequena Anti-Skull em direção a fogueira central para queimar Carol ali após a mesma, supostamente, receber o ataque especial. Caso desse certo, o Tenente se levantaria e ficaria em posição de combate, não demonstrando se importar com o bem estar da adversária, permanecendo sério, calado e frio o tempo todo. O Tenente esperaria atento pela reação da oponente caso a mesma recebesse o Mount Tackle - Rolling Cradle e caísse dentro da fogueira.


Base Ikari, Second Southtown, Flórida, EUA.
Horário desconhecido.


Ainda sob interrogatório, Ranael confirmava a existência do livro e seus poderes. A bela mulher de aparência angelical dizia que o livro contém uma quantidade de conhecimento que ultrapassa de longe tudo o que se sabe atualmente sobre as “ciências ocultas”. Quando questionada sobre como chegar até ao livro e onde o mesmo se encontra, Ranael de pronto dizia que o livro sempre está sob vigilância de Valeth e os membros de alto-escalão do castelo, portanto é praticamente impossível fazê-lo, mas não totalmente. Quanto ao castelo, a mulher afirma que o mesmo é uma réplica do castelo do Conde Drácula que fora destruído durante a Segunda Grande Guerra, algo interessante, mas não tão relevante aos olhos de alguns daquela sala.

- Diga-nos, quais são as intenções de Valeth com o Livro de Hermaeus? E por que ainda não o fez?- questionava Heidern.

- Valeth tem a intenção de usar o poder do livro para ativar algo chamado de “Morning Stars"...

- O que seria este "Morning Stars"? - questiona Leona.

- Eu não sei, pois antes de ser presa naquele lugar, eu estava andando curiosa pelo castelo quando encontrei uma sala com um enorme ovo de prata que tinha quase o tamanho de um carro. Quando estava prestes a tocá-lo, algo me acertou na cabeça e me fez ficar inconsciente...

- E como soube de tudo isso? - questionava Heidern.

- Todas as informações que possuo eu soube através daqueles que a mantiveram cativa...

A história daquela mulher não era convincente o suficiente para os Ikari Warriors e Heidern mandava prendê-la, colocando-a em uma sela, causando surpresa na mesma e em Setsuna. Ranael era levada temporariamente para uma cela na base, ficando sobre vigilância até lembrar-se de mais alguma coisa e ser mais bem investigada. No dia seguinte, um grupo de soldados recebe ordens para tirar uma amostra de sangue de Ranael e, ao receber tal notícia, a mulher de cabelos azuis por um momento fez um rosto de horror quando ouviu o que seria feito e depois um rosto de fúria tomou forma.

Nas câmeras era visto que Ranael fez um movimento rápido com o braço direito e algo saiu voando para o teto... Era o braço do soldado mais próximo a ela. Ranael o cortou por garras afiadas de um braço de armadura negra que havia surgido nela. MAS COMO? Quem era Ranael? Antes que o outro soldado percebesse o que acabara de acontecer, o braço esquerdo de Ranael se transformava em algo como uma "planta carnívora" com presas afiadas e rompia cruelmente o torso das pernas do soldado, cujo sangue acerta a câmera, diminuindo o seu campo de visão. O terceiro, que estava mais afastado, tenta pegar a arma e atirar algumas vezes contra aquele monstro que surgira do nada. Ranael cambaleava, mas logo se recuperava dos ferimentos a bala. O soldado então começava a correr para fora da cela, gritando.

A câmara logo ficava escura e a do corredor mostrava enormes cobras saindo da cela de Ranael e pegando o soldado, arrastando-o para dentro de onde fugira. Toda a ação não demorou mais de 25 segundos. Logo em seguida um barulho e um leve tremor eram ouvidos. Na cela, Ranael saíra através de um buraco no solo. O que ela usou parecia ser forte para cortar as barras de aço que reforçavam o chão para evitar justamente sua fuga. Por outro lado nem tudo estava perdido, pois após o ocorrido um agente conseguia - com dificuldade - recuperar parte do DNA daquela mulher através das balas, assim como pedaços de escama das cobras que haviam saído. O soldado que teve o braço amputado mostrava um corte totalmente liso, graças a isso, os médicos da Ikari conseguiram costurar o braço do homem no lugar e teria chance de continuar com o membro no lugar.

 A análise de sangue revelava que além de excessos de plaquetas, mas quanto ao DNA, Ranael definitivamente não era humana, apesar de a constituição de seu sangue ser MUITO parecida com a do ser humano. Quanto às cobras, pelo o que se foi analisado pelas escamas, a espécie já estava extinta há quase cinquenta mil anos... Heidern imediatamente convocava Setsuna até sua sala. O soldado teria que dar mais explicações do que viu, ouviu e fez dentro do castelo e o porquê ele libertou aquela mulher. A mesma deveria estar presa por alguma razão e eles precisavam descobrir qual, afinal existe mais um problema agora. O surgimento inesperado do castelo, os desaparecimentos, a energia que é absorvida pelo castelo através dos danos, o palhaço que faz o tempo "voar", e Ranael a solta por Second Southtown.

Circus Memory, Second Southtown, Flórida, EUA.
Horário desconhecido.


Enquanto isso, o Coronel Ralf Jones finalmente chegava a Second Southtown junto com os outros dois soldados. O trio questionava as pessoas sobre o parque, sobre o que estavam achando, sobre o horário, o dia em questão e ninguém parecia perceber a passagem de tempo. Talvez tivesse que existir um gatilho para que tal passagem ocorresse e até aquele momento o moreno colossal não sabia do relatório de Setsuna quanto ao palhaço gordo. Os soldados verificavam seus celulares e relógios, tudo normal. A única garota da equipe abraçava o braço esquerdo do seu novo companheiro com certa força, causando confusão tanto no rapaz quanto em Ralf. A mesma dizia ter medo de palhaço, apontando para a direção de Euro, o palhaço que fez Alice e Setsuna "viajarem" quatro dias no tempo.

Quanto aos cavaleiros, eles pareciam humanos também. todos falavam normalmente com a voz abafada pelo elmo. Seus olhos podiam ser vistos como olhos humanos normais, mas sempre bastante obscurecidos pelos elmos. Embora algumas armaduras estivessem vazias e imóveis, servindo como decoração. Ralf olhava para os soldados e se preparava para falar algo quando, de repente, uma confusão se iniciou ali. Duas crianças começaram uma confusão com os cavaleiros, criando uma distração perfeita para os Ikari adentrarem o castelo. Já lá dentro, em certo salão, havia uma coleção de armaduras de vários períodos e lugares com um destaque para uma de quase quatro metros de altura, que estava montada em um enorme trono de pedra, encarando a entrada/saída principal do salão. Havia uma placa de latão a frente de seus pés escrito “Aqui jaz Talos, o Guardião”.

A armadura enorme era feita em aço damasco, que recebeu um tratamento especial para ficar com o tom azulado. Havia alguns funcionários passando material de polimento em algumas das armaduras montadas, para dar brilho e deixa-las limpas. Apesar de tudo isso, a sensação de estar sendo vigiado nesse salão era predominante, mas provavelmente seria devido às armaduras montadas para exposição.  Andando pelo castelo, o trio percebia que a sala onde antes os infiltrados da Ikari haviam tido uma leve visão do Livro, ainda na primeira fase do torneio, agora jazia vazia, como se nunca houvesse um laboratório na sala. Não havia marcas de arranhões no piso característicos de onde outrora ficavam os móveis do mesmo.

Ao vasculharem, Ralf e os outros dois Ikaris veem uma mulher ruiva, usando um colete esverdeado com um capuz decorado para parecer um lagarto com chifres indo para uma parte do castelo, um tipo de terraço que ficava entre as torres do castelo. Neste terraço havia um chafariz feito em pedra cinzenta. Na base circular, acima da água, havia duas estatuas de dois homens, sentados. Acima deles mais quatro  estátuas, desta vez de anjos alinhados na direção norte, oeste, leste e sul. E no topo desse chafariz, uma estátua que parecia ser de bronze com a aparência de um anjo usando uma coroa e segurando um cetro, encarava uma ponte de pedra na qual neste momento, a ruiva começava a passar, adentrando a uma escadaria que se inclinava para baixo. Se chegassem próximos da entrada, poderiam ouvir lamúrias de sofrimento e gemidos como se pessoas estivessem sendo torturadas... Eles entrariam ali ainda que fosse uma armadilha, pois não havia outra oportunidade senão aquela.

FIM.

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ROUND 2 - MOVIMENTO 1

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ em Dom Dez 09, 2018 3:19 am


SPIDERWHEEL!


Maplecrest – Reino de Canopy



Há alguns dias atrás, minhas irmãs executaram um plano para poder interceptar o Laboratório Zero e por um fim nos seus esquemas, garantindo principalmente a segurança dos meus pais biológicos e de minha irmãzinha de cinco anos. Filia, minha melhor amiga, soube da minha participação do torneio pelas propagandas de tv que eram vinculadas não só dentro de 2nd, como no mundo inteiro. O motivo eu desconheço. Mas ela não poderia deixar isso de lado, afinal, nós duas temos um passado, uma história juntas. Filia foi ao encontro de Candy e de Amy – essa acompanhada do namorado. O trio acabou aceitando a ajuda de Filia pela história dela ser convincente, principalmente por ela ter apresentado fotografias dos nossos bons momentos no passado, antes de tudo isso. Como ela as conseguiu? Bom... eu não sei exatamente... mas Samson, o Theon parasita que se instalou na cabeça dela, ele é meio suspeito sabe? Sei que ele tem muitos contatos pelo mundo... vocês ficariam de cabelos em pé só de saber o quão influente esse coiso ruim era.

Elas haviam combinado de se dividirem. Noctis, o namorado de Amy, teria o trabalho de invadir minha antiga casa e remover todas as câmeras de vigilância que foram implantadas lá pelo Laboratório Zero. Candy e Filia aproveitariam para abordar meus pais e distrai-los para que o rapaz tivesse tempo de fazer todo o trabalho sem levantar nenhuma suspeita. E por último, Amy ficaria para interceptar qualquer investida de Valentine, a única sobrevivente do Esquadrão da Última Esperança.

Lembro que contei tudo isso para vocês. E que o combate de Amy contra Valentine estava apenas para começar. Bom, já adianto que não terminou bem para Amy.

Por mais habilidosa que a filha de Iori com a senhorita Whip fosse, ela ainda não era parea para alguém como a Valentine. Aquela enfermeira era traiçoeira. E ela conseguiu sobrepujar a velocidade e maestria de Amy na esgrima e atordoa-la com um golpe elétrico proveniente de um desfibrilador carregado em sua potência máxima.

Amy: AAAAAH!

A menina ruiva e gótica foi arremessada para longe e não se moveu mais por conta do choque.

Valentine: Huff... Poor little girl.

A mulher sorriu. Aproximou-se de Amy em um caminhar lento e sedutor. Apoiando somente uma mão na cintura, encarava a minha irmã caída com o único olho que lhe restou. Ela tinha uma expressão sádica, talvez pensassem em algum experimento que Amy poderia servir. Mas ela não fez nada. Ela pode perceber a chegada das outras duas, Candy e Filia.

Filia: Lá estão elas!

As duas haviam cumprindo com a parte de seus planos e correram imediatamente para onde Amy estava. Candy, por ser mais preocupada com o bem-estar de Amy, foi logo para socorre-la. Já Filia e Samson, eles tentaram atacar Valentine, mas sem sucesso.

A mulher, enfermeira e ninja evitou o golpe de Filia, que usou Samson para transformar seus tendrills em uma espécie de serra elétrica, simulando até mesmo o barulho de uma de verdade. Valentine, embora tenha vencido Amy, ainda apresentava alguns ferimentos pelo seu corpo. Se não fosse sua vasta experiência em campos de batalha, talvez ela não tivesse vencido a menina Yagami, tão pouco conseguido evitar um ataque de uma jovem unida com um parasita ainda vivo.

Valentine: Se não é a esquecidinha e seu cabelo falante! Bato palmas para todas as três! Conseguiram ficarem despercebidas até agora! Isso mostra que são boas, muito boas!

Candy Cane: O que você fez com ela, peituda caolha?

Valentine voltou o olhar para Candy, com uma expressão bem perversa.

Valentine: Apenas botei sua irmãzinha em seu devido lugar! Mas não se preocupe. O choque irá passar dentro de uma hora. É um procedimento especial meu para imobilizar Anti-Skullgirls problemáticas.

Filia: Você... você usou isso na Carol, não foi?

Samson: Hey Kid! É melhor controlar seus impulsos.

Filia: Porque Samson? Nessas horas você costuma me incentivar a brigar!

Samson: Essa mulher não é flor que se cheire, garota! Ela com certeza sabe lidar com Theons! O cheiro de sangue que exala dela não me engana!

Valentine riu do comentário do parasita.

Valentine: Se eu fosse vocês, daria a meia volta e fingissem que nunca vieram para cá, nunca me viram e nunca tivemos essa conversa. —— Agora ela usou um tom menos agressivo. —— Brain Drain já deve saber da interferência de vocês. E planejará algo para silenciá-las.

Candy Cane: Você está nos deixando ir? —— A ruiva pareceu confusa com a mudança de atitude da enfermeira ninja.

Valentine: Considerem isso um “presente de natal” adiantado, meninas.

Ela deu as costas. E saltou. Candy e Filia tentaram acompanhar o movimento da Ninja para poderem segui-la, mas não deu certo. Ela era rápida demais e em questão de segundos, estaria completamente fora do alcance delas.

Filia: Droga! Será mesmo que não devemos ir atrás dela?

Candy Cane: Com Amy nesse estado... é melhor recuarmos. Vamos voltar até voltar ao normal!

Filia: Certo! E Samson... —— O Theon apenas fez um “hum?” para ela. —— Agradeço por ter me segurado.

Samson: Não se deve lutar todas as batalhas, menina. Não as que podem comprometer sua vida! —— Filia não entendeu o motivo dele ter a contido. Mas eu já cheguei a ouvir que a antiga hospedeira dele faleceu por causa dele mesmo... por tê-la colocado em situações que ela não soube lidar.

As três saíram dali o mais rápido possível. Candy carregou Amy o caminho todo. Filia tratou de acalmar o Noctis, que apareceu muito preocupado com a sua namorada ao vê-la completamente imobilizada.

O que aconteceu depois? Isso era história para outro momento.



O Castelo Memory Circus
Abandoned Gatekeeper’s Quarters



Voltando o foco para mim e a luta...

... eu realmente não estava contando com aquela reação do lutador militar. Não quero de forma alguma usar meus espinhos para machucá-lo, principalmente por ele ser um combatente que usa a proximidade a seu favor. As possibilidades de meus ataques serem fatais são muito altas e eu não sou uma assassina. Talvez eu estivesse sendo coração mole naquele momento, tendo pena de alguém que parecia nem se comportar como um ser humano, parecia mais uma máquina lutando e se movendo. (Até que ele me lembra o Exterminador do Futuro, por alguma razão).

Quando atirei o armário, Clark veio para cima dele, saltou nele – usou-o para dar mais um impulso e pulou na minha direção, caindo na minha frente. Eu poderia ter usado o meu contra-ataque antiaéreo naquele momento do salto dele. Mas não aconteceu e lhes digo o motivo: Não deu tempo! Foi rápido demais. Não deu tempo de sequer calcular a distância, tão pouco improvisar alguma ação que pudesse nos colocar numa distância mais segura. Minha imprudência para reagir acabou resultando numa punição deveras violenta, o que despertou um pouco do lado monstruoso que eu tento manter escondido dentro de mim.

Ele me agarrou e me atirou contra a pilastra que havia atrás de mim. Bati minhas costas juntamente de Buer Driver. Os olhos do crânio que seguravam as lâminas da enorme Shuriken brilharam e emitiram um som. Eu entendi o que ele me disse. Era um só que somente eu posso identificar, compreender. Ele me disse: “Este homem quer me desativar! O que faremos?”. Eu fiquei calma. Ouvi o Gae Bolga, o parasita que vive dentro do meu corpo falando também: “Essa é a oportunidade perfeita para matar ele. Deixe-me fazê-lo!”.  Não respondi os dois. Não ainda.

Painwheel: GAAAAAH! —— A dor da colisão me deixou atordoada, logo, sentindo o homem continuar sua devastadora sequencia de ataques.

Ele apoiou-se com os pés na pilastra e jogou-se para trás, me carregando junto, batendo minhas costas e minha cabeça no chão com uma tremenda força. Ele tinha muita força, sabiam? Pois com Buer Driver e Gae Bolga, eu peso uns 170kg! Parou por aí? Negativo! Clark estava só começando. Ele rolou comigo, me fazendo bater o corpinho todo várias vezes no chão. Aí que as coisas resolveram acontecer!

Buer esticou-se seu cabo de ossos compostos por fibras de um Theon morto e prendeu suas garras contra a parede daquela mesma pilastra onde fui lançada na primeira vez. Assumindo uma forma de garra de quatro pontas, o parasita acabou mantendo preparado a sua investida ao longo do golpe do militar, que não parecia parar em momento algum de rolar comigo no chão. Eu estava sentindo dores. Dores por todo o meu corpo.... mas lembrem-se... é ela o catalizador dos meus poderes. É ela que me torna ainda mais forte do que já sou!

Buer ficou pendurado ali. O que ele faria? A partir do momento que eu fosse solta, as garras do meu parasita irão arrancar um pedaço daquela parede e voltar como um ioiô para a minha localização, mas a intenção dele não será desviar do Clark. Ele pretende colidir-se nas costas do militar, em grande velocidade e, se possível, golpear e desmanchar aquele pedaço de concreto arrancado nas costas deste, como uma maneira de revidar a dor causada anteriormente. E caso ele esquivasse disso, Buer soltaria aquele pedregulho enorme e voltaria a assumir a forma de Shuriken nas minhas costas.

Ok. Isso é o que está programado para acontecer. Mas o que aconteceu comigo depois que Clark me soltou? Acreditam que ele tentou me atirar para dentro da fogueira? Quem ele pensa que eu sou? Joanna D’arc? Se eu não fosse equipada com esses parasitas, talvez, não tivesse chance alguma de se livrar dessa queimada... mas consegui!

Painwheel: NÃO DESSA VEZ!

Ou seja, ele teve sucesso nas duas partes de sua investida, mas não na última. E o que fiz para sair ilesa dali? Usei o Gae Bolga, no momento que ele me atirou para aquele destino! Das palmas de minhas mãos, fiz um grande espinho de estrutura mais grossa para fincar-me no chão e ao mesmo tempo aumentei seu comprimento para que me elevasse até o teto, onde bati meus pés e ali me grudei, como o Homem-aranha. Como fiz para ficar ali em cima? A mesma coisa nos meus pés! Moldei espinhos que servissem com o propósito de me manter com os pés presos no teto.

Painwheel: GRRRRRROOOOOAH!

Quebrei pela metade os espinhos das minhas mãos, deixando outra ali embaixo que acabou se desmanchando numa espécie de metal líquido enegrecido, uma habilidade do Gae Bolga quando ele se separa de uma parte sua. Mandei ele fazer isso para que Clark não pensasse em momento algum usar o espinho que sobrasse fincado no solo para me atacar. A outra metade, ainda fazia parte do meu corpo e elas retraíram de volta, fazendo respingos do meu sangue caírem sobre o piso do local. Nessa mesma hora, Buer já deveria ter cumprido com a sua parte do plano e, colidindo uma parte arrancada da parede no Clark ou não, ele estaria ali de volta na sua posição inicial.

Essa era a minha defesa perfeita. Clark não estava lutando apenas contra uma pessoa só, mas sim três! E se eu não conseguisse lidar com algumas coisas, eles agiriam por conta própria para me defenderem. Era assim que funcionava uma Anti-Skullgirl equipada com parasitas sintéticas. Elas formam uma espécie de simbiose com suas hospedeiras, passam a compreender ela, saberem de suas necessidades, até mesmo alertá-las de perigos iminentes e lhe oferecerem grandes poderes. Quando fui raptada para ser transformada em Painwheel, os meus malditos criadores queriam que eu fosse a melhor e mais devastadora arma de combate, uma que estivesse apta para lidar com quaisquer tipos de inimigos, com a mesma força de destruição de uma Skullgirl original.

Mas ainda não acabei com a minha investida! Ainda me restam alguns pontinhos sobrando! (Como eu odeio isso!)

Dali de cima, eu encerro minha jogada preparando um dos meus braços, o destro para ser mais exata, para carregar e disparar contra o militar vários ferrões negros em sua direção. O Gae Bolga Stinger, versão fraca. No chão, essa versão teria a finalidade de fincar os ferrões nos pés do soldado e fazê-lo ficar impossibilitado de se mover. Mas como estou ali de cima, onde quer que os ferrões o atinjam, já estava valendo para mim. Concentrar eles no meu corpo é um processo um tanto que doloroso. Não cheguei a fazer isso na luta anterior com ele, então, as cenas de grotescas de músculos e ossos se deformando juntamente de muito sangue coagulado e horror seriam novidades para o homem, ou não. Vai saber...

Painwheel: SINTA A MINHA DOR!

Os ferrões passam por dentro das minhas veias roxas e brilhantes, essas que ficam bem destacadas na minha pele branquinha e judiada. A musculatura do meu braço expande de uma forma completamente anormal, como se um monstro estivesse saindo da jaula, mas não para treinar o trapézio descendente e muito menos para arrancar todas as arvores do parque Ibirapuera. Os ferrões se acumulavam aos montes que para sair dali eles passavam por entre os meus dedos e explodiam, saindo por debaixo das minhas unhas com sangue a jorrar para todos os lados. São vários ferrões que são disparados, quase que um tiro de escopeta a queima roupa, mas com a diferença de serem vários deles e com um alcance excelente!

Eu torço para que essa distância entre nós dois me dê uma vantagem. Minha intenção é acertar golpes que incapacitem o oponente. Não vou ser suicida como da primeira vez e dar o luxo de ser pega sempre nas sequências dele. Por mais que eu possa ser uma Berserker, não sou imortal. O outro é experiente, capaz de até mesmo já ter elaborado uma estratégia para me tirar daqui, o que reforça ainda mais a minha atenção nele e aos meus arredores. Todo cuidado é necessário! Eu não vou perder!

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Re: * Memory Circus Tournament* Painwheel VS Clark Still

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Sab Dez 15, 2018 5:26 pm



Circus Memory, Second Southtown, Flórida, EUA.
Alguns dias antes da luta contra Pain.


O Tenente Clark Still passava por dois guardas que o cumprimentavam e o questionavam por este não estar nos aposentos até o dia da luta. O militar olhava para os mesmos e tentava ver o fundo de olho de cada um, bem como sentir suas presenças. Independente do resultado, o mercenário não faria nada, apenas diria que está conhecendo um pouco mais do castelo e que precisa arejar a mente. Os guardas sugerem acompanhá-lo, mas o loiro se recusa e caminha para o lado oposto, como se fosse voltar para o próprio quarto, despistando inicialmente aquela dupla. Still adentrava em um corredor que logo caía próximo a biblioteca, indo até a mesma logo em seguida. Clark tentava e conseguia abrir a porta, porém estava completamente escuro lá dentro.

O loiro retirava uma pequena lanterna de dentro da jaqueta azul e começava a procurar algum livro ou alguma coisa que pudesse falar um pouco mais sobre aqueles que acompanham Valeth, bem como o próprio organizador, Cassandra, os monstros e quem quer que fosse. Still pegava alguns livros e se sentava em uma das mesas da biblioteca, passando as páginas enquanto lia por alto e via as fotos. E era em um dos livros que o loiro via o retrato de uma mulher idêntica àquilo que Cassandra havia se transformado no "sonho" do mercenário na noite anterior, deixando-o intrigado quanto aquilo. O Tenente parava para ler aquela página, ficando reticente com o que descobria sobre a "Condessa Vlad". O loiro resolvia por fim tentar fazer com que Cassandra aparecesse para ele tal qual fora dias atrás naquele mesmo local, assim esclarecendo as dúvidas dele.

- Cassandra... Cassandra, você está ai? Preciso falar com você... - dizia o militar em um tom baixo, porém audível para quem estivesse próximo. Preciso de respostas... Novas coordenadas...

Um silêncio profundo se dava naquela sala. O mercenário pensava que talvez a maga não estivesse de fato por perto, contudo, uma comoção podia ser ouvida por Still, deixando-o em alerta. O som vinha do mesmo local de onde Cassandra saíra na última vez, no entanto quem surgia ali desta vez era outra pessoa, alguém um tanto quanto familiar e ao mesmo tempo desconhecida para Clark. Para poder ver quem estava a sua frente, o militar apontava sua lanterna na direção da mesma. A figura que assumia frente ao mercenário era dona de cabelos vermelhos e olhos dourados, trajando um casaco verde, em formato de lagarto. Aquela mulher era a mesma do "sonho" do militar, mas como isso era possível? A ruiva saía do buraco onde estava andando como um lagarto de fato, indo do teto da biblioteca até o chão, caindo como uma ginasta artística, onde parava de frente para Clark e brevemente reclamava daquela luz em sua cara, levando as mãos ao rosto como forma de proteção.

O loiro a encarava com certa surpresa ou espanto em sua afeição, algo raro quando o assunto é o Tenente Clark Still. A ruiva cruzava os braços frente aos seios, ressaltando-os apesar de não serem tão grandes, para logo se pronunciar: Desculpeee, mas a Cassandra não pode falar agora rs. Um sorriso de dentes brancos se formava no rosto daquela "jovem" de modo que fossem visíveis os belos dentes, que mais lembravam uma armadilha de urso de tão bizarros. Quem é você? - questionava o loiro. Ele reconhecia aquela garota como sendo a mesma de seu "sonho", não havia dúvida agora, mas mantendo um certo "espanto" por a mesma realmente existir e não ser apenas parte de um "sonho" ou "visão".

- O quê fez com a Cassandra? Onde ela está? - ele questionava. Apesar das perguntas e preocupação (de certo modo), o mercenário permanecia falando baixo ou tentando, pois ainda estavam na biblioteca e ele queria evitar que os guardas aparecessem por lá. Eu sou Paranoia. - ela respondia. A ruiva colocava um dos braços flexionados a frente do corpo enquanto fazia uma reverência. Em meio a tal ato, Still podia notar que surgia logo atrás dela uma pseudo-imagem de um ser com o dobro do tamanho da ruiva, trajando uma roupa de bufão vermelha que cobria todo o corpo, usando uma máscara do que parecia ser porcelana branca com um "nariz de tucano", ao menos era o que lembrava o bico da ave. A imagem daquele novo ser sumia assim que Paranoia ficava novamente ereta.

- "Cassandra"? Ah, sim. Essa foi a identidade que a Condessa escolheu para tentar manipulá-lo? Ela deve estar no momento atrás de pegar a essência de outros guardiões do castelo, já que ela quer tanto ressuscitar o Conde... - Paranoia contava à Clark.

Apesar de não ser praticamente visível, o mercenário ficava espantado com a notícia. O militar tentava ligar alguns pontos das informações que ele tinha em mãos, ao menos até ali. O Ikari olhava nos olhos da ruiva e a questionava: O quê está dizendo? Então a mulher deste livro é Cassandra? - Clark mostra a página do livro na qual ele havia visto uma fotografia idêntica a mulher que apareceu em seu "sonho" lutando contra Paranoia. Nesta sala eu lutei contra uma criatura de outro mundo e Cassandra, ou melhor, a Condessa o aprisionou após eu derrotá-lo. Está me dizendo que na verdade a "maga" pode ter absorvido a energia daquele monstro em prol de libertar o Conde... Drácula? - questionava o loiro. Clark parecia não acreditar ou levar muito a sério tudo aquilo, mas mantinha a pergunta. O Tenente não sabia quem era aquela figura a sua frente e nem quais suas rais intenções, estando apenas preparado para enfrentá-la caso fosse necessário.

Base Ikari, Second Southtown, Flórida, EUA.
Horário desconhecido.


Setsuna adentrava a sala de Heidern enquanto duas equipes iam atrás do paradeiro de Ranael, sendo uma delas liderada por Leona. O Capitão era questionado quanto àquela mulher e tudo o que a mesma havia lhe dito. O ruivo, por sua vez então, contava:

- O que eu sei foi-me mostrado assim que toquei na mão dela... Vi um homem em uma espécie de passagem de um lugar pro outro, nas paredes tinham vários livros. Esse homem parecia estar dando um rolê até que chegou em um laboratório onde continha em um pedestal um livro negro envolto por correntes flutuando dentro de uma esfera que parecia proteger aquele livro. Por fim, a outra visão foi uma espécie de altar onde fluía uma energia sinistra em direção a um ovo gigante... parece que eu tinha usado drogas, não entendi foi nada.

- E tudo isso foi possível ser visto apenas ao tocar a mão de Ranael?

- Isso...

- E o quê ela disse a respeito do ovo?

- Ela chamou o ovo de "Destruidor da Babilônia" e que Valeth planeja absorver os poderes de alguma criatura lá. Mas ele não pode fazer isso enquanto o ovo estiver em incubação, o que faz com que ele precise da energia do castelo.

- Entendo... Foi apenas isso que ela disse?

- Não, Ranael disse que no ritmo em que as coisas estavam antes de ela ser presa, o ovo levaria um mês para eclodir... Ou Valeth reunir energia, não sei, não entendi direito essa parte. O que ela disse além disso foi que ela ficou presa no espelho por dois dias... - dizia o ruivo.

- Julgando o que Ranael fez na cela contra três dos nossos homens, Capitão, você acha que ela foi a responsável por deixar a criatura que estava prestes a acordar da maneira como ela realmente estava?

- Toda fodida? Opa, foi mal... Daquele jeito lá? Não sei, mas talvez, aquela mulher é maluca!!

Duas batidas eram ouvidas e interrompiam a conversa entre os militares.

- Entre... - Dizia o General.


Eri Kasamoto adentrava a sala, prestava continência aos companheiros de farda e informava ao General que as equipes de busca à Ranael foram redirecionadas, isso por que os mercenários descobriram que um homem foi encontrado no parque do Circus Memory com os mesmos cortes que os soldados, isto é, Ranael pode ter feito e/ou pode fazer outras vitimas dentro do castelo e, quem sabe, por isso deveria ter ficado aprisionada e não ter sido libertada como Setsuna havia feito. Mas afinal, quem seria de fato Ranael? Qual a sua verdadeira identidade? Por que ela estava atacando as pessoas assim? O que ela busca? Quais suas motivações? Heidern olhava para Setsuna nesse instante e ordenava que o militar voltasse ao castelo para obter essas respostas.

Circus Memory, Second Southtown, Flórida, EUA.
Horário desconhecido.


Enquanto isso, no castelo, Ralf e os soldados decidiam seguir aquela ruiva misteriosa e adentrar o "buraco das lamentações", quem sabe a Murta que geme não estaria por lá também, não é? A ruiva - que usava um colete com capuz de lagarto com chifres - continuava sendo seguida pela equipe em um caminho que cada vez mais parecia apresentar inclinação para baixo, ficando mais e mais escuro. Conforme desciam, era possível ver que o lugar era um ossuário, com prateleiras dentro das paredes com ossos humanos de aparência bem antiga. Ralf exigia atenção total da sua equipe, estando Jones disposto a protegê-los de quaisquer perigos que pudessem surgir.

Os Ikari podiam ver que, pelas teias de aranha e camada de poeira, deveriam ter pelo menos dois séculos tudo aquilo ali, talvez só Clark para precisar e datar direitinho aquilo. A soldado questionava o Coronel sobre aquilo ser uma armadilha e ele pedia silêncio, pois não havia outra opção senão acompanhar a ruiva. No caminho, no entanto, não era difícil de notar o padrão em espiral daquela descida infinita. Parecia que o trio estava sendo levado para um cenário de filme de terror de baixo orçamento e aquela caminhada toda até o local era só para encher linguiça e criar um suspense, uma expectativa para algo que no fim não atende o que o público esperava ver. De todo modo, eles desciam mais um pouco até encontrar uma porta, cujo som de gemidos de dor e lamúrias podiam ser ouvidos.


Ao chegarem mais perto da porta, o trio percebia que a mesma era feita de pedra e metal. Sinal de rádio era quase impossível por causa da interferência, o que poderia ser um problema no futuro, mas o Coronel arriscaria. Ralf conseguia abrir a porta sem dificuldades, o que causava estranheza na equipe. O moreno notava que atrás da porta existia um corredor que levava para esquerda e para a direita, no entanto, após entrarem a porta se fechava atrás deles, fazendo a soldado gritar de susto e abraçar seu companheiro. O rapaz a olhava sem a enxergar, pois toda e qualquer forma de luz se tornava nula. O mercenário aproveitava para acariciar o rosto da menor e aproximar seus rostos, porém Ralf logo fazia questão de ligar a lanterna e jogar a luz na cara dos dois soldados, que rapidamente ficavam vermelhos de vergonha.

- Que porra é essa!? Concentrem-se na missão, soldados... Caralho... Tô fodido...

Dentro do corredor era bastante escuro e para enxergar era preciso usar a lanterna. O piso era coberto por um líquido de aroma ferroso bastante avermelhado, que cobria os pés, com restos que pareciam ser de móveis de madeira e outros materiais, como ferro retorcido, pedras e pedaços de árvores. Conforme iam andando, os soldados apontavam suas lanternas para todos os lados, sendo possível ver que o material das paredes parecia ser feito de carne, deixando aquele cenário bem macabro. A ruiva na qual seguiam havia sumido em meio a escuridão, deixando Ralf levemente puto por acreditar que realmente caiu em uma armadilha conforme a soldado tinha suposto e tentou alertar o Coronel.

- Esse lugar é horrível, Coronel - dizia a garota com certo medo e nojo, abraçando o braço do outro soldado.

Nesse momento, indo mais para o fundo, o trio podia ver uma luz ao longe se aproximando. Eles se preparavam para atacar o "inimigo", contudo, Ralf rapidamente percebeu de quem se tratava. Era um cavaleiro usando uma armadura acinzentada, carregando consigo uma tocha feita do que parecia ser um osso com um tecido grosso amarrado para combustível da chama. Esse cavaleiro era Grey Knight, um dos membros do CerberusSquad da 3YE. Os dois recrutas sacavam seus revolveres .40 e se preparavam para atirar, porém Ralf os impedia e explicava que aquele à frente não era o inimigo, ao menos não naquele dia. Jones se aproximava do robô e um breve diálogo se iniciava entre os dois.

- Ora essa... Como vocês chegaram aqui? - questionava Grey.

- Com as pernas, mas e você... Como você chegou aqui?

- Eu entrei no castelo com o comandante para investigar. Mas acabamos separados e eu vim parar aqui enquanto o procurava...

- Comandante? - questiona o Ikari, ficando um pouco confuso - Krizalid? Você se refere ao Comandante Krizalid? Então ele está realmente vivo, hum!? - questionava Ralf. Tudo até então que os Ikari Warriors sabiam era que Krizalid havia desaparecido há algum tempo e tal desaparecimento ocorrera próximo a Sarah Forest, mesmo lugar onde algumas pessoas desapareceram antes do surgimento misterioso do castelo e início do torneio. Então seria ali o paradeiro do vilão de 1999? Será que Krizalid estaria junto aos reféns do castelo?

- Hey!! - o soldado chamava a atenção de todos, mas em especial a de Grey. Essa porta... Ela não abre? Não consegui achar nada que a abrisse... - proativo, o soldado andava pelo cenário para tentar achar uma forma de saírem dali.

- Eu passei as primeiras setenta e duas horas aqui dentro tentando abri-la. Até mesmo a minha lança quebrou no processo de maneira que eu não poderia reparar. Por sorte, mantenho a peça que gera a eletricidade da lança que consegui salvar. - respondia o cavaleiro.

- QUÊ!?!? - a garota se assustava ao ouvir o tanto de supostas horas que Grey está preso ali.

- Certo, para alguém que está há tanto tempo aqui dentro, o que você já descobriu sobre esse local?- questiona Ralf.

- Eu venho andado por este lugar, parando um pouco para descansar. E vi muita coisa. Aqui tem fragmentos de peças romanas e romenas.  Os arquivos que tenho não reconheciam na época.

Aquelas informações eram inúteis para o moreno colossal que de pronto o questionava sobre ter ou não pedido ajuda para sair dali. Já tentei...Aqui não tem sinal algum e até mesmo meu GPS está apresentando interferência, pois indica que eu não estou mais no castelo, acredita? Bingo! Aquela sim era uma informação interessante. Se eles não estavam mais no castelo, onde eles estavam? Ralf questionaria Grey e, obtendo resposta ou não, o Coronel ia até uma parede aleatória, colocando a luz da lanterna ali. O militar pensava que tudo ali poderia ser, por que não, uma mera ilusão (estilo Shaka em CDZ - Hades, a saga do santuário). O quê está fazendo, Ralf? O que pretende? - questiona Knight. Pretendo fazer aquilo que a sua lâmina não foi capaz de fazer... Nos tirar daqui!! - responde o Ikari.


Ralf então parava e se concentrava, aplicando um poderoso Galactica Phantom contra a parede. O poder daquele soco galático era tamanho que nem mesmo Orochi em seu especial divino era capaz de superar (fan service mesmo, clique aqui). Ao atingir a parede, uma imensa cortina de fumaça surgia no impacto e um tremor se fazia presente. O que será que resultou daquele golpe? Ralf e os demais não sabiam, porém estavam dispostos a lutar contra quem quer que aparecesse por lá.

Abandoned Gatekeeper's Quarters (Circus Memory), Second Southtown, Flórida, EUA.
15H00 da tarde.


Enquanto isso, no dia luta, Clark conseguia com êxito subir e usufruir do armário para iniciar seu contragolpe, caindo de frente à Painwheel. O militar era rápido, executava e acertava seu Mount Tackle - Rolling Cradle contra a adversária, notando durante o ato, porém, que a parte traseira (shuriken) de Carol emitia um som ao atingir a pilastra - GAAAAAH! - Pain também gemia. O Ikari colocava as pernas na pilastra para se impulsionar e se jogar para trás, dando prosseguimento desta forma ao movimento especial, levando a oponente consigo. Contudo a "shuriken" se prendia na "parede" durante a execução do golpe. Por fim, Clark pretendia concluir seu Mount Tackle - Rolling Cradle jogando Pain contra a fogueira, mas as coisas não saíram como o loiro queria, foi erro dele agir sem pensar. Buer Driver se soltava da pilastra e arrancava consigo um pedaço do concreto, atingindo o mercenário em cheio pelas costas.


Clark caía de cara no chão, virando uma fina folha de papel igual aos cartoons antigos. Definitivamente, Pain mandou bem nessa, levando a torcida - que acompanhava a luta pela transmissão ao vivo - à loucura. "Todos" vibravam e diziam coisas como Bem na sua cara!! Se fo***, iaaaaa!!! Chupa, otário!!. Clark permanecia caído enquanto a adversária pronunciava ou resmungava algumas coisas como: NÃO DESSA VEZ! e GRRRRRROOOOOAH! A garota era esperta, ela se safava da última parte do movimento especial do loiro cravando seus espinhos no chão, assim evitando ser lançada na fogueira e já contra-atacando o golpe do mercenário com parte da pilastra. Ou seja, Pain conseguiu parar o movimento especial do militar ao mesmo tempo em que o contra-golpeou, duas cajadadas em uma, como se diz por ai, ou, duas ações distintas em cima da investida do Ikari, o que fazia as pessoas ficarem ainda mais vidradas com aquela peleja que já se demonstrava melhor do que a primeira.

Pain usava seus espinhos cravados no chão para ir até o teto e manter, aparentemente, a luta no alto, assim evitando que Still utilize seus ataques, uma vez que o militar é um combatente de corpo-a-corpo e solo. A estratégia é boa, mas não tão eficaz. Clark saía debaixo dos "destroços" da pilastra após algum tempo, estando levemente atordoado por causa do impacto, mas não o suficiente que o impedisse de ver a adversária no teto, se prendendo ali estilo Spiderman. O loiro arrumava seus óculos escuros ao mesmo tempo em que a adversária "quebrava" seus espinhos ligados as mãos. Clark não tinha muito tempo, era preciso agir, ainda que não estivesse totalmente recuperado do último golpe. O Ikari usava seu Clark Dash para se aproximar (deslizando) daqueles espinhos antes que os mesmos se desintegrassem como já demonstravam fazer. O comando não tinha intenção de ataque ou defesa, apenas serviria para aproximação.

Clark passaria direto pelo que restava de Gae Bolga com o auxílio daquele dash e esperaria o final exato do impulso da própria técnica para saltar contra a pilastra onde havia o fogo, pisando-a e, em seguida, pisar rapidamente no que ainda restaria do espinho (Gae) e, por fim, pisar novamente na pilastra para se jogar para cima com tudo. O ziguezague permitiria ao loiro, se tudo desse certo, chegar até Painwheel marombada e a trazer para baixo. SINTA A MINHA DOR! - a garota gritava. No entanto os planos do Ikari eram prejudicados pelo Gae Bolga Stinger da adversária. Uma "chuva" de espinhos ia em direção ao militar que era atingido na perna e coxa direita apenas após esta deixar de tocar a pilastra onde estava o fogo. O braço esquerdo, no entanto, era atingido de raspão. Os danos certamente só não forma piores muito por conta da movimentação rápida do Ikari para se aproximar (e esquivar não intencionalmente daquele golpe) com auxílio do ziguezague.


Independente de como fosse, o Tenente ainda tentaria, no ar, segurar a adversária pela cintura e rodar com a mesma em pleno ar, jogando-a e batendo-a com violência contra uma espécie de bacia de tomar banho ao aplicar-lhe - se bem sucedido - seu Throw Move Death Lake Drive. Caso o golpe funcionasse, a bacia (na imagem do cenário próxima ao armário) poderia se quebrar no momento do impacto, podendo fazer a garota colidir-se também com o solo. Caso Pain caísse e batesse as costas novamente, o loiro tentaria cair de pé no chão próximo a oponente (sentindo a dor dos espinhos na perna e ardência no braço) e, dali, rapidamente tentaria englobar seu golpe aéreo com um pequeno combo move de dois hits, onde o Tenente tentaria retirar a adversária do chão para lhe aplicar um suplex, que consistiria em bater o crânio da oponente contra o solo para deixá-la atordoada (1 hit).

Se conseguisse, ele finalizaria o pequeno combo segurando a oponente novamente e girando-a no ar para lançá-la contra a janela de fundo (2 hit), onde Pain poderia, quem sabe, até mesmo atravessá-la (vide imagem do cenário). Assim o loiro finalizaria suas ações, tendo que se virar com as consequências do Gae Bolga Stinger. Os telespectadores ficavam animados e apostavam alto naquela batalha, esperando o mesmo ou melhor no que seria a semifinal B, que ocorreria dentre algumas horas, assim montando a chave dos finalistas e potencial campeão do torneio. Caso tudo desse certo, o Tenente levaria sua mão destra a perna e canhota a coxa em uma tentativa de retirar aqueles espinhos, voltando rapidamente (após tirar os espinhos) para posição de combate até que alguém da organização desse a luta como encerrada e o anunciasse vencedor daquela peleja. No fundo, ainda que Pain caísse pela janela, o Ikari imaginava que a menina não perderia por Ring Out.

FIM.

Clark
Clark "IKARI" Still
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ROUND 3 - MOVIMENTO 1

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ em Sab Dez 22, 2018 2:18 am


CONTRA-GOLPE DO CONTRA-CONTRA-GOLPE!

Lembram que lhes contei aquela história das minhas irmãs e da minha melhor amiga, Filia, tentando frustrar os planos de Brain Drain e do Laboratório Zero? Acho que está na hora de contar o que fiquei sabendo a partir delas, o lado dos vilões da minha trama. Vamos dar uma passadinha rápida no lugar mais aterrorizante de toda a minha vida!

LABORATÓRIO ZERO


Quando Valentine chegou nas instalações secretas do Laboratório Zero, primeiro ela certificou-se se não havia sido seguida. Depois, ela adentrou o complexo e caminhou pelos corredores escuros da instalação até ouvir sons de ferramentas sendo movidas. Mais alguns passos, pensativa, a mulher olhava a sua mesa e via que todos os monitores que haviam sido montados para verificar minha família biológica estavam em ruído branco. Não havia mais sinal das câmeras de vigilância que foram instaladas lá, significando o sucesso das minhas irmãs e amiga ao tentarem sabotar os planos de Brain Drain.

Os sons metálicos continuavam vindo, mas agora, da sala privada do chefe psíquico daquele lugar. A enfermeira procurou saber se alguma outra unidade de combate do laboratório estava presente e foi só então que ela deu falta da mais problemática de todas: O experimento 0-85, codinome: Fukua! O clone de Filia não estava em canto algum das instalações, e que certamente, deveria ter desencadeado alguma espécie de fúria no homem que comandava tudo aquilo ali.

Depois de respirar fundo, organizar seus pensamentos, Valentine resolveu confrontar o seu chefe e adentrou a sala dele. Ela acabou tendo uma surpresa ao ver, em sua mesa, a fotografia da agente Christmas, com uma pequena caixinha quadrada e bem bonita ao lado, com um anel de aliança que nunca chegou a ser oferecido para ela. O homem, havia removido o seu capacete por um instante e encontrava-se sentado em sua cadeira giratória, virado para os seus rascunhos de vários projetos, armas, androides, etc.

Seu rosto desfigurado era o motivo dele esconder o que restou de si depois do incidente que acabou arruinando a instalação do laboratório sete. Ele parecia concentrado, parafusando alguma coisa em cima da sua mesa e depois testando o objeto que mais se parecia com uma coleira.

Valentine: O que é isso?

A voz dela fez o homem parar com o que estava fazendo.

Brain Drain: Isso aqui irá garantir a obediência total de Painwheel.

Ele disse, em um tom sombrio. Quase se emoção alguma.

Valentine: O que exatamente isso faz?

Valentine não estava gostando de nada daquilo. Uma coleira para por no pescoço da Painwheel e que garantiria a obediência e submissão dela? Não poderia ser coisa boa!

E ela estava certa sobre isso!

Brain Drain: Esse dispositivo irá fazer com que Painwheel perca 95% de suas condições motoras. E ao mesmo tempo, eu terei o controle do corpo todo dela, como se fosse uma marionete minha. Igual fizemos na primeira vez, quando utilizei apenas do chip de controle mental para mantê-la na linha.

Valentine: Eu não entendi... você pretende tirar quase toda a condição motora da unidade para mantê-la sob controle? Você praticamente irá fritar o cérebro dela, é isso?

O homem olhou para a mulher de soslaio.

Brain Drain: Não exatamente. Para que o processo seja efetivo, eu preciso ter a garota contida e fazer a sincronização da coleira para com a mente dela. E usarei os meus poderes para que isso ocorra. Se falharmos, ela simplesmente morre.

E sua explicação foi ainda mais sombria, não havendo mais nenhuma compaixão por mim e pela minha vida.

Valentine, mesmo tendo aceitado participar de vários esquemas doentios dos ASG-LABS, não aceitava de forma alguma usar desse plano que poderia acarretar na minha morte. Ela ficou em silêncio, perdendo mais uma oportunidade de poder ficar contra as vontades daquele homem louco. Brain Drain já havia perdido toda a razão e sanidade. A loucura subiu sua cabeça, ou melhor dizendo, tomou-lhe o cérebro e o que mais havia restado do seu corpo humano. Ele não pensava mais nas consequências de nenhum dos seus atos. Ele simplesmente inventava as coisas que poderiam dar ou não certo, mesmo que prejudicassem totalmente a unidade.

Ele pode ter obtido sucesso ao me criar, transferindo o sangue da Skullgirl na minha corrente sanguínea e depois implantar um parasita sintético dentro do meu corpo e ligar outro diretamente na minha coluna vertebral. Teve sucesso também ao clonar a Filia, mesmo que com uma personalidade totalmente deturpada, e por fim, uma unidade androide de combate baseada nos sketches fofos e infantis da Valentine sobre a gatuna gata imortal, Miss Fortune. Mas agora, em meio a tantas falhas, de tantas desobediências e traições... ele estava completamente fora de si!

Brain Drain: Você não matou as filhas do Yagami. Porque?

Valentine: Preferi deixar nossas atenções voltadas somente para Painwheel.

Ela foi direta na sua resposta. Mas o homem continuou insistindo.

Brain Drain: Eles já estão perto demais de descobrirem nossa localização. Que diferença faria aniquilá-los agora?

Ela tentou responder de maneira coerente. Tentar botar na cabeça dele de que matar qualquer filho do papai, só pioraria a situação dele e do que restou do Lab.Zero.

Valentine: Assassinar qualquer uma das meninas do Yagami... seria o mesmo que convidá-lo para um banquete de sangue. Ele viria com fúria para cima de todos nós.

Brain Drain: Ele é poderoso. Mas ainda é apenas um homem. Pode ser abatido de diversas maneiras. Armadilhas e preparo para isso, nós temos.

Valentine: Você se esqueceu do batalhão de filhos que esse cara tem? Não preciso recordá-lo das antigas gravações deles agindo juntos em Second South Town, preciso?

Ela se referia as antigas gravações do papai, quando um misterioso culto apareceu em seu nome e vangloriando ele como uma espécie de deus todo poderoso. Pode uma coisa dessas? E teve também aquela vez que um grupo das organizações Howard raptaram uma das namoradas do papai e ele acabou fazendo um arrastão pela cidade com as minhas irmãs. Eu ouvi todas essas histórias, de perspectivas diferentes, quando fui adotada pela mamãe e pelo papai. Sei de vários acontecimentos, sejam eles fatídicos ou não, sobre cada uma dessas intensas missões e batalhas protagonizadas pelos membros da família do luar. A minha atual família.

Brain Drain: Você parece incomodada com...

Um ruído alto acabou interrompendo a fala de Brain Drain e a pessoa responsável por isso era Fukua. Ela voltou, ferida, toda machucada do combate que tivemos. Mas não era apenas isso. Ao que tudo indicava, ela estava com mais ferimentos dos que eu deixei, indicando que ela havia entrado em combate com outras pessoas. Quem poderia ter entrado em confronto com o clone da Filia? É, eu acho que vai demorar um pouquinho mais para contar essa parte. Como diz o Jack, o Estripador, é melhor sempre irmos por partes! (E ainda tem muito chão pela frente!)

A clone chegou derrubando algumas coisas que estavam no caminho dela. Primeiro, ela estava frustrada! Se amaldiçoando por ter perdido as lutas que desenrolou nessa sua ausência. Segundo, ela estava incomodada. Sair dos sonhos das pessoas que estavam ligadas aos meus sonhos, como ela mesma disse ter feito quando veio ao meu encontro, foi doloroso para ela. Pois todos os que me conheciam sabiam da existência da Filia. E ter a Filia e Fukua por perto é a mesma coisa que botar o papai e o rival dele para trabalharem em equipe. Sempre dá problema! E por último, ela estava com fome. Mas muita fome mesmo! Deslocar-se entre os dois mundos consumia muita energia dela e pra compensar a perda, ainda tinha o Theon clonado cravado na sua cabeça. O Shamone. Ele era igual o Samson, até mesmo na fome! As três coisas combinadas faziam com que Fukua quebrasse qualquer coisa que estivesse no alcance dela.

Fukua: MALDIÇÃO! AAAAAH!

Valentine: Devo?

A enfermeira olhou para o outro, notando que ele já havia vestido seu capacete, evidenciando apenas o cérebro exposto numa cúpula de vidro e os brilhantes olhos vermelhos.

Brain Drain: Não será necessário.

Apenas com o levantar de sua mão, Brain Drain acalmou Fukua. Ele usava seus poderes psíquicos para manter a jovem parada e depois, com um estalar de dedos, foi como se ele golpeasse a nuca dela com força. Ela desmaiava ali mesmo,  sem oferecer nenhuma resistência perante ele.

Brain Drain: Leve-a para a ala de recuperação, alimente-a depois a tranque no dormitório. Vou tratar essa desobediência dela depois, assim que resolvermos outros assuntos primeiro.

Ele caminhou passando pela jovem desmaiada ao chão e foi para a outra sala, onde haviam maiores telões. O computador central deles tinham acesso de várias informações que rolavam do torneio e da cidade em questão, 2nd South Town. Brain Drain acabou descobrindo que uma misteriosa mulher estava à solta nas ruas da cidade e ela parecia ter chamado muita atenção depois de escapar dabase militar dos Ikari Warriors. Eu não sei vocês, mas posso dizer com toda certeza que, debaixo daquela mascara de ferro que lembra um pouco o Shredder das Tartarugas Ninjas, eu diria que ele estava sorrindo.

Brain Drain: Eu vou ouvi-la só mais esta vez, Valentine.

O homem virou-se para ela.

Brain Drain: Painwheel com certeza não sabe que as irmãs estão aqui. Logo, não faz ideia de que a família dela esteja temporariamente segura. Isso ainda nos dá margem para continuar pressionando-a de longe. Fora do meu controle mental e aliada com aquela traidora da Robô-Fortune, ainda há uma chance de mantê-la na linha e obedecer às nossas ordens.

Valentine: Chantagem emocional.

Brain Drain: Exatamente. E você é a melhor pessoa para fazer isso.

A enfermeira Ninja desviou o olhar para o chão.

Brain Drain: Embora a garota me odeie e deseje minha morte, ela parece detestar você ainda mais! E é isso que eu vou usar a favor do laboratório.

Valentine: Pretende me mandar para a cidade?

Brain Drain: Ainda não! Enquanto tivermos essas pestinhas do Yagami pelos arredores, é melhor garantir sua estadia ao lado de Fukua. Mas depois, podemos dar um jeito de confundir a cabecinha da nossa unidade 0-84... talvez, usando alguma charada emocional para deixa-la atordoada!

É, as coisas estavam começando a ficarem tensas em Nova Meridian. E naquele momento, eu não sabia de nada disso que estou te contando. Sabe como é, né? Eu estava no torneio, no castelo, enfrentando vários oponentes. Por enquanto vamos deixar essa história para mais tarde e voltarmos para a luta!

ABANDONED GATEKEEPER’S QUARTERS


Vocês estão lembrados de que a dor e a raiva são os principais catalisadores para os meus poderes? Quanto mais eu sofrer, quanto mais eu apanhar, mais fortes serão meus golpes? Acho que a única pessoa que eu não contei isso foi o meu inimigo, querendo evitar que ele descubra como eu fico mais forte ao ponto de parecer uma mini-berserker com jeito de helicóptero-monstro. Mas antes de dizer o que houve depois do meu ataque, é melhor eu contar como presenciei a tentativa de contra-ataque do meu inimigo!

Não sei se é necessário repetir mais uma vez que Buer agiu de uma forma para atacar enquanto estava sendo arrastada pelo chão dentro de várias cambalhotas, certo? As lâminas da minha Shuriken se moldaram para uma espécie de garra e arrancou um pedaço de concreto enorme, voltando com tudo para golpeá-lo nas costas no exato momento que ele me soltasse. Um toma lá, da cá, sabem? E foi exatamente isso que aconteceu! Eu acredito que o Clark deve ter pensando: “De onde veio isso?” Foi muito na hora a colisão dos dois, o que levou ele ao chão, me dando um tempinho a mais para poder reagir e fazer o que tinha de ser feito.

Não, não me venham dizer que estive assistindo demais aos trailers do Homem Aranha no Aranhaverso, mesmo quando eles apareciam quase que o tempo todo nos meus feeds de facebook e instagram. Não! Eu não sou parecida com a Peni Parker só por causa da minha roupinha de colegial ser um pouquinho semelhante com ela. Mas... eu confesso que no momento que resolvi grudar meus pezinhos no teto usando espinhos moldados de uma maneira que me garantissem isso, eu pensei sim no Homem Aranha! Para chegar ali em cima, eu tive que parar o esporte do Clark de arremesso de Painwheels à distância, criando dois espinhos resistentes o bastante para me prender no solo e estendê-lo ao ponto de me levar para cima. Quebrar eles me pareceram algo lógico e me daria mais tempo de reação após isso, preparando um ataque. Feito isso, era esperado que o espinho negro derretesse e virasse uma matéria líquida preta no chão inútil, sem serventia alguma. Mas eu estava enganada...

Eu não sei quem esse Clark pensa que é. Sério! Ele saiu de algum vídeo-game? Ele é mesmo o Exterminador do Futuro? Com aquele tamanho todo, aqueles músculos gigantes, ele conseguiu correr, saltar na pilastra, impulsionar-se da pilastra para um dos meus espinhos, depois pisar no espinho para pular de volta na pilastra e então saltar na minha direção. Eu acompanhei isso tudo sem acreditar no que ele fazia, mas ao mesmo tempo que preparava o meu disparo a queima roupa! Sim, eu não tinha a intenção de que meu golpe fosse um disparo a queima-roupa, mas... ele veio para cima de mim enquanto estou carregando meu Gae Bolga Stinger. E... bem, foi o que aconteceu! Eu disparei ali e, de alguma forma que não sei explicar, talvez por não ser muito expert em física, eu acertei alguns nas pernas dele e outros passaram longe, sendo apenas um de raspão. Juro pra vocês que eu fiz uma cara engraçada naquele momento. Mas como estou de máscara, era capaz de que Ralf não tenha percebido. Oh well...

Ele estava vindo na minha direção, como um tanque de guerra, querendo me atropelar. E antes que eu pudesse armar alguma outra ofensiva, ele me pegou, me tirou do teto e me arremessou como se estivesse fazendo uma sexta de dois pontos no basquete. Me arremessou dali com uma brutalidade sem igual, me fazendo quebrar com as costas uma baciazinha que havia ali, batendo as costas no objeto e chão, com a Buer Driver caindo ao lado do meu corpo e não por baixo dele.

Painwheel: Ugh! Ouch!

Aquilo doeu de verdade! Só que eu me levantei, rapidamente. E como isso foi possível? As dores estavam se acumulando e me tornando mais forte, e isso me dava uma espécie de adrenalina. Então, eu me levantar como se não fosse nada demais era bastante bizarro para os meus oponentes... mas havia um porém. Está doendo muito lá no fundo, só que, depois de tudo o que eu passei e de tantos machucados que sofri, principalmente os que eu possa induzir em mim mesma por conta dos meus ataques... a dor perde seu verdadeiro significado. Não, não pense de jeito algum que eu sou imortal por conta disso, ou indestrutível. DÓI! MACHUCA! ME IRRITA! E eu, assim como todo mundo, não gosto de sentir nada disso.

E quem estava na minha frente? Clark! Sim! Ele não parou! Ele aterrissou na minha frente e eu pude sentir o momento que ele veio com aqueles braços fortes querendo me agarrar. Só que... não!

Eu sou baixinha! Eu me orgulho disso! E fiz uso disso para escapar da pegada dele. Como? Simplesmente me agachei, ficando sobre de cócoras e com as mãos apoiadas ao chão. Agachando assim e saindo do alcance dos braços dele, só havia uma coisa que eu poderia fazer para garantir uns bons danos nele: USAR O BUER DRIVER PRA PRENDÊ-LO!

Rapidamente, Buer agiu e moveu-se, esticando seu cabo de ossos no exato instante que Clark me perdesse em seu agarrão. O parasita daria uma volta completa no corpo do homem, enlaçando-o pelo tronco e dando uma volta pelo pescoço, para tentar sufoca-lo um pouco e tirá-lo do chão com a sua grandiosa força. É. Eu não vou esganar ele até a morte, na verdade, isso nem fazia parte dos meus planos. O que eu quero é manter ele preso ali, por alguns segundinhos, enquanto eu preparo um combinho marcial de três hits, só pra dar aquele gostinho de trocação, sabe?

Dessa vez eu to inspirada na minha irmã Candy Cane. Eu sei que ela tem mania de ir em algumas lutas usando um soco inglês para causar alguns danos bem violentos nos adversários dela. Eu? Não tenho um soco inglês. Mas, os nós dos dedos... eu criei pequenos espinho negros sobre os nós dos meus dedos/punhos. Era mais que suficiente para simular um soco inglês! E o que vou fazer com ele se ele for pego pela investida do Buer Driver, ficando com os pés fora do piso e com uma tentativa de estrangulamento? Eu vou socar aquela barriga dele!

Carol: HORA DA PUNIÇÃO!

Um de esquerda! A pancada, se atingida, tinha grandes chances de atravessar o colete dele e perfurar sua carne. Eu sei que a dor não será nada bonita, pois... é uma perfuração acontecendo no mesmo momento que um punho golpeava o corpo dele, entende? Acho que ninguém espera por isso, o que tornava a situação mais agoniante ainda.

Pow! Uma de direita! Agora, a outra mão, atingindo o outro lado, com a mesma força! Se atingisse, ia rasgar mais dele, tirar mais sangue, causar uma hemorragia chatinha e que poderia obriga-lo a carregar isso até o final do combate.

E Pimba! O terceiro e último, de esquerda, mas dessa vez, saltando e tentando encaixar essa sequência no rosto dele. Um porradão nervoso, com bastante força, suficiente para soltá-lo de Buer e fazê-lo se afastar de mim. E tentei mirar esse soco na altura da bochecha, não querendo causar danos nos óculos de sol dele. Pois, da outra vez, ele ficou bem bravo quando os óculos acabaram saindo de seu rosto.

Se tudo desse certinho, eu recuaria para trás e usaria minha habilidade Flight novamente, mas não com intenções de ataques. Estou apenas salvando uma distância dele e garantindo minha posição aérea naquele momento. Buer ia começar a girar e logo, eu levitaria e voaria igual um helicóptero enquanto olho para o grandão ali. Acho que é válido ressaltar que, enquanto no ar, eu posso me locomover ainda mais rápido e ter uma boa vantagem em cancelamentos de ataques. Talvez eu aplique isso numa futura investida? Só o tempo dirá.

De uma coisa eu sei: Eu não vou perder! Eu NÃO POSSO PERDER!

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Re: * Memory Circus Tournament* Painwheel VS Clark Still

Mensagem  Clark "IKARI" Still em Ter Fev 12, 2019 8:22 pm

Sem mais questões ou perguntas (off/zap), eu desisto desta luta. Agradeço ao organizador pela oportunidade e à minha adversária. Peço-lhes, inclusive, desculpas pela demora em tomar tal decisão.

Att.

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Re: * Memory Circus Tournament* Painwheel VS Clark Still

Mensagem  General 3YE W.D. Gaster em Qua Fev 13, 2019 12:27 am

Luta encerrada por desistência por Clark Still. Painwheel vencedora da luta.
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Re: * Memory Circus Tournament* Painwheel VS Clark Still

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