2nd South
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ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ 【✤】VS Sєτsuŋα Yαgαмi

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ROUND 4 - Movimento 1

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ em Sex Nov 16, 2018 11:47 am


CARGA DE ÓDIO! O poder avassalador de Painwheel!

ㅤㅤㅤMeu descontrole nos tempos de Nova Meridian me tornou uma das armas mais perigosas daquele ano. Os métodos extremos que o laboratório Zero usou para poder me tornar uma Anti-Skullgirl com duas parasitas sintéticas administradas pelo uso de sangue experimental de uma Skullgirl, me fizeram uma das unidades de combate e infiltração mais poderosas, se não, uma das mais letais já existentes. Tenho recordações do primeiro dia que fui ativada, quando tirada finalmente daquele coma induzido pelas anestesias ministradas pela última sobrevivente do Last Hope, Valentine.

ㅤㅤㅤEla administrou os primeiros testes, os primeiros treinamentos meus como uma unidade de combate dentro das instalações do laboratório. E por mais que eu resistisse a aquilo, sempre me vi tentada a lutar. Não sei se era o controle mental de Brain Drain tirando o melhor de mim naquela época ou se era alguma coisa a mais me impulsionando a fazer isso... bem, eu tive uma resposta ali, naquele mesmo dia do que poderia ser tudo isso. E era a minha dor. Era a minha raiva.

ㅤㅤㅤDor e raiva são os fatores principais dos meus poderes. E eles sabiam administrar isso em mim. Sabiam que o meu corpo deteriorado e esses apetrechos acoplados no meu corpinho iriam me deixar bem furiosa. Ressalto aqui novamente, eu nunca quis ter essa vida. Se houvesse uma oportunidade de voltar atrás e evitar que tudo isso tivesse me acontecido, eu aceitaria de bom grado. Eu viveria para sempre como uma menina normal, que gosta de coisas normais, que faz coisas normais. Mas isso é sonhar alto. Eu tenho de ser realista e por mais que com essa nova família eu tenha recuperado uma parte da minha vida passada, sem deixar de fora o amor que sinto pela Filia, eu ainda tenho que encarar a minha situação como a realidade de agora. E com isso... eu devo mostrar ao meu inimigo que, além da ousadia, ele também não se deve meter a besta com uma Anti-Skullgirl.

ㅤㅤㅤApós minha tentativa de ataca-lo furtivamente foi frustrada pela habilidade flamejante e explosiva dele, Buer me salvou de uma queda feia ao me pendurar numa árvore e me puxar até ela novamente. Depois que me recuperei e saltei para cima dele, minha intenção era ver como ele faria para me evitar a todo custo. Se ele tem uma visão de longo alcance, a única forma de eu poder entender como ela funciona era indo pra cima dele com tudo o que eu tinha para lhe oferecer num combate. E sabendo como sou, destrutiva e impiedosa, era óbvio que meu inimigo iria prezar pelas suas condições físicas. Papai me disse em treinamento uma vez que nem todo mundo gosta de ser cortado e perfurado. Assim como eu não gostava de apanhar. Ninguém gosta! É natural do ser humano querer evitar se machucar. Mas comigo não funciona da mesma maneira. Só de usar a Gae Bolga, meu corpo sofre injurias violentíssimas e que se não fosse pelo sangue da Skullgirl, eu já teria partido dessa para melhor há muito, muito tempo mesmo! O fator de cura aprimorada da entidade denominada Skullgirl é o que garantiu minha sobrevivência acima de tudo, esse sangue maldito que corre pelas minhas veias, essas que brilham em roxo intenso por debaixo da minha carne, é o que me garante esses absurdos. Então... eu estava mesmo propensa a ter que me virar sentindo dor. Seja essa dor infligida por mim mesma... ou pelos meus inimigos.

ㅤㅤㅤO que quero dizer?

ㅤㅤㅤQue vou finalmente por em prática o meu lado berserker dentro desta luta!

ㅤㅤㅤDepois que lancei a minha lâmina de quatro pontas para cima do Setsuna, eu esperava mesmo que ele fosse esquivar dela. E como eu sou ligada aos cabos de ossos e fibras da Buer Driver, eu seria levada até a localização dela como se fosse um ioiô. E da forma que fui ‘puxada’ de volta, aproveitei para socar o chão e tentar abalar a base do meu inimigo, caso ele ficasse com os pés ainda no chão. E foi aí que as coisas mudaram! De alguma forma, o Setsuna previu que eu fosse fazer isso e saltou antes mesmo do meu golpe sequer golpear o piso. E nessa investida dele, eu só pude ver a sombra dele se projetando acima de mim e sentir o golpe dele me atingir a face com toda a força que este havia empregado. Só que havia um porém ali...

ㅤㅤㅤEu golpeei o piso com força e meu corpo estava envolto pela eletricidade no instante que isso aconteceu. E ele mal havia saído desse estado quando Setsuna me desferiu um cruzado de direita. Doeu. Eu senti uma dor de cabeça sofrida naquele porradão nervoso. Mas eu não movi um centímetro da minha posição atual. Foi como se ele socasse uma rocha, sem sucesso algum em rachá-la ou movê-la com sua força. Essa eletricidade que meu corpo emana é uma manifestação dos poderes da Skullgirl. E ela funciona de uma maneira bem simples: Eu posso energizar todos os meus golpes. Como assim? Posso aumentar a potência e a força desses ataques se aproveitando da mutação que Gae Bolga, o parasita que vive dentro de mim, me oferece para tornar meus golpes ainda mais letais. É comum ver meu corpo sofrendo de espasmos ou tendo uma elevação exagerada e surreal na musculatura. Quando isso ocorre, essa eletricidade púrpura emana do meu corpo e me deixa envolta de uma armadura especial. Sim. Eu fico com uma resistência tão elevada que posso aguentar até mesmo o atropelamento de um carro a toda velocidade sem que isso sequer me tire do lugar. E para tornar as coisas ainda mais assustadoras, o dano que eu tomo é absorvido pela eletricidade e pelo meu corpo e devolvido com uma força ainda maior. É como se eu usasse da força do inimigo para fazê-lo sentir na mesma moeda, só que PIOR. E por muitas vezes, esses meus contra-ataques podem causar atordoamento nos adversários. Mas não é o caso aqui.... O que ocorreu mesmo é que o soco do Setsuna, mesmo me acertando e me fazendo sofrer, ele não fez nada mais do que isso.

ㅤㅤㅤE por fim, o maior erro de todos dele, agarrar o Buer Driver.

ㅤㅤㅤA primeira quem cometeu esse erro foi a minha irmã Lilith, pensar que poderia remover ele das minhas costas. Bem, possível é. Mas não seria assim tão fácil. Talvez o meu irmão não saiba, mas aqui, ele não está lutando sozinho. Embora eu tenha uma relação de simbiose muito forte, um elo inabalável com os meus parasitas, eles também tinham vontade própria. Neste caso, eu não estou lutando sozinha. Eu tenho dois aliados extremamente úteis e poderosos ao meu lado, o meu braço esquerdo e o meu braço direito. É injusto? Talvez seja. Mas eu não vivo mais para ser justa, não quando estou brigando ou lutando pela minha vida.

ㅤㅤㅤBuer agiu sozinho. Ser tocado pelo inimigo o fez esticar suas fibras e como uma anaconda, tentou prender o Setsuna pelo corpo inteiro, envolvendo-se nele com a intenção de prendê-lo ali. Com isso, ele apertaria o mocinho com todas as forças, como se tentasse quebrar seus ossos. Não o deixaria escapar, prendendo bem seus braços e pernas, o que faria dele um alvo perfeito para uma grande porção de poder. Se Buer conseguisse prendê-lo, ele retrataria as lâminas de forma que parecessem uma tesoura e as deixariam posicionadas entre a cabeça dele, como se estivessem só esperando pelo comando para poder decapitá-lo. Mas não. Isso não vai acontecer. A cabeça de Buer, ou seja, um crânio com dois olhos vermelhos e brilhantes, estaria cara a cara com Setsuna, encarando-o no fundo de sua alma. E um som, um ruído indecifrável sairia dele. Um som que só eu posso entender.

ㅤㅤㅤ—— Eu disse! —— Meu corpo começou a brilhar. A pressão do ar à minha volta mudou. Uma aura tenebrosa começava a manifestar-se em torno de mim mesma.

ㅤㅤㅤO tom de voz cada vez mais gutural, mais rouco e desumano marcava sua presença. Não mais a delicada mocinha de antes. Ali era o verdadeiro monstro falando.

ㅤㅤㅤ—— VOCÊ NÃO VAI GOSTAR DE MIM QUANDO EU FICAR COM RAIVA!

ㅤㅤㅤMais eletricidade. Toda a musculatura do meu corpo começou a crescer e se definir todinha. Minha energia espiritual elevou-se e engoliu meu corpo todo, e se Setsuna estivesse ali, ainda preso pela Buer, ele também seria engolido por essa onda de poder monstruosa. Ele sentiria na pele a quão malévola é essa presença e porque todos me temem quando a sentem. Essa era uma habilidade minha. Essa é a minha carga de ódio! A minha Hatred Install! O meu super move de nível 2 que eleva meus poderes e minhas capacidades para um nível diferente. Um poder tão avassalador que me faz ficar ainda mais forte, mais rápida, e muda a propriedade de quase todas as minhas técnicas, sem contar, a intensa explosão violenta que ocorre em torno de mim quando ela é liberada.

ㅤㅤㅤCitar todas as alterações que meus golpes sofreriam com essa carga de ódio liberada poderia levar algum tempo. As principais características dela já foram reveladas e por hora era mais que suficiente. Essa habilidade tem costume de durar cerca de alguns minutos. Variava de acordo com a minha raiva. Eu diria que no máximo até uns cinco minutos, o que me era tempo suficiente para acabar com essa luta antes dela se esvair por completo. Enfim, quando eu liberasse toda a minha fúria em cima do Setsuna, eu assumiria uma posição agressiva, uma pose que se assemelha muito ao modo Orochi do nosso pai. Eu gritaria! Soltaria um rugido furioso, tão alto e amedrontador.


ㅤㅤㅤ—— VÁ PRO INFERNO!

ㅤㅤㅤE meu ki se manifestaria de uma forma ainda mais assustadora: Ela assumiria o formato do Skull Heart, o principal componente que transformava uma menina em uma Skullgirl. E por eu ter o sangue de uma das Skullgirls eliminadas há anos atrás, era claro que sua essência ainda estaria viva dentro de mim, mesmo que de uma forma bem controlada. Também ocorrerá uma pequena mudança e estaria nos meus olhos. Quando Setsuna me encarasse, ele veria uma silhueta de crânio entre as írises dos meus olhos. Não, eu não virei uma Skullgirl. Na realidade, eu sou uma pseudo Skullgirl. E enquanto minha Hatred Install estivesse ativada, eles ficariam com essa estranha silhueta.

ㅤㅤㅤPra compensar, a explosão do Hatred Install faria Buer soltar Setsuna para que ele fosse jogado para longe da minha posição. Se o Setsuna evitar o Buer, se soltando ou se esquivando da minha explosão, ainda liberarei o meu poder máximo! E eu lhes garanto que isso não vai ser nada bonito! E depois disso? Nem eu mesma sei o que irei fazer. Mas só sei que irei retribuir a provocação de antes dele. Eu levantarei minha mão e farei o mesmo sinal de quem chama o outro para a luta, mas abrindo um sorriso assustador.

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ROUND 4 - MOVE 2

Mensagem  Yαgαмi Sєτsuŋα em Sab Nov 24, 2018 11:40 pm

Chegou a hora.




Eu tinha que acabar logo com aquela luta ou acabaria morto. Eu não tinha a menor condição de encarar aquele monstrinho só no braço... isso ficou bem claro.
Graças ao Byakugan eu tenho uma pequena vantagem de poder ver de qual lado ela vai atacar, se vai ser por cima, pela direita, pela frente... eu precisava sempre usar isso como arma para evitar ser morto ali, no máximo, acertar um golpezin nela.

Enfim, ela veio com aquela coisa que fica agarrada nas costas dela e obviamente eu desviei mas aproveitei  para tentar um retão naquela máscara dela que acabou funcionando mas eu notei que foi como se ela nem sentisse o golpe. Aquele soco foi nada para ela...
Eu segui com a minha investida ao agarrar o cabo de alguma coisa que prende ela à arma que ela utiliza e acabei me dando mal porque aquela porcaria se enrolou no meu corpo. ▬ nngh... Merdaaa! ▬ O que eu iria fazer? Estava completamente preso e a mercê das maldades daquele monstrinho e minha tentativa de raciocínio foi interrompida quando as lâminas que ela carregava no fim daquele cabo viraram uma espécie de tesoura que se alinhou no que aparecia do meu pescoço. ▬ Agora fudeu! ▬ Ainda tinha uma caveira medonha, toda vermelha, no meio daquela hélice que devia ser a "decoração" dela. Confesso que aquilo dava um pouco de medo ficar olhando para ela por muito tempo.

E agora? Vai me matar? Se for pra fazer isso, anda logo! ▬ Disse para ela que estava mais abaixo de mim, eu suponho. O Byakugan começava a atrapalhar um pouco, eu estava vendo várias coisas ao mesmo tempo então decidi desativá-lo, voltando a ter meu olhinhos verdinhos de noite serena herdados de Iori Yagami antes desse sofrer sua primeira possessão por Orochi à muitas luas atrás. ▬ Eu disse!▬ Foi o que a pestinha pronunciou, chamando minha atenção. Sua voz estava bem gutural, longe do que era no começo do embate. ▬ Disse o quê?! Acho que perdi a memória! ▬ Eu ia morrer mesmo, não tava nem aí pra mais nada.

VOCÊ NÃO VAI GOSTAR DE MIM QUANDO EU FICAR COM RAIVA!

A voz dela já parecia a de um homem de tão grossa que estava. O corpo dela estava com alguns raioszinhos em volta do corpo dela. Logo ela começou a emanar uma energia sinistra que lembrava bastante os efeitos das Chamas do Destino do meu clã: era uma energia vil, obscura. Eu encarei ela por poucos segundo e o que dava para ver naquela máscara era algo parecido com uma caveira até que eu senti uma dor que nenhum corte, nenhum soco ou nenhuma bala jamais me proporcionou. Era algo misturado com dor, agonia, desespero... É difícil de descrever aquela sensação. Tudo parou naquele momento, tudo que eu sentia era somente essa sensação e nada mais. Enfim, senti meu corpo sendo lançado não sei pra onde... só sentia meu corpo flutuando e tudo em câmera lenta até que eu senti o impacto da queda e fiquei estirado no chão por alguns segundos.
Droga... isso tá ficando cada vez pior! Mesmo que eu consiga encaixar um golpe nela mas parece que ela não cansa ou sequer sente dor! Maldição! ▬ Fui me levantando aos poucos, encarando aquela besta em forma de gente e ela ainda teve a audácia de me imitar quando eu a provoquei anteriormente usando o gesto de mão que se usa quando você quer chamar alguém pra porrada. Feito isso eu me levantei, batendo a poeira do corpo. ▬ Bem... vamos acabar logo com isso! ▬ Disse para mim mesmo antes de iniciar uma corrida em direção a ela sabendo que eu poderia me lascar por completo mas fui assim mesmo. Quando eu chegasse bem próximo da minha adversária eu faria um rolamento pela esquerda dela na esperança de evitar um ataque e se ela ainda estivesse de costas para mim eu canalizaria minhas chamas púrpuras para buscar acertar um soco potente nas costelas direitas dela (visto que agora ela está de costas para mim e não de frente. Esse soco era o Burning Hammer.

É AGORA!

Se o golpe encaixasse ou não, eu buscaria agora tirar o chão dela usando uma rasteira com a perna esquerda e se a rasteira funcionasse ou não (eu disse que estava indo feito um suicida), eu tentaria então levar a mão destra com as unhas afiadas e as chamas amaldiçoadas dos Yagami e tentar cravar na máscara da pequena Carol, fazendo com que as chamas consumissem a máscara e o rosto dela por dentro se esse golpe obtivesse êxito e por fim, arrastaria o crânio dela no chão por alguns metros e arremessaria em direção à cabana de madeira no meio do cenário.





Setsuna Yagami


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ROUND 5 – Movimento 1

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ em Qui Nov 29, 2018 10:27 pm


Assistência a suicidas? O rastejar mortal!

ㅤㅤㅤEu já disse que o Hatred Install me proporciona vários atributos, certo? Que minha velocidade, resistência e força seriam aprimoradas no instante que ela fosse liberada naquela intensa e poderosíssima explosão de energia. Isso é o padrão da habilidade, mas acontece que muitas das minhas habilidades, os especiais e os supers também são afetados por essa liberação de raiva. Como ocorrem essas alterações? O que elas mudam no meu modo de lutar? Vem comigo que vou lhes contar!

ㅤㅤㅤTudo aconteceu de acordo com os meus planos. Ou melhor dizendo, da maneira que Buer Driver reagiria assim que alguém tivesse a infeliz ideia de querer tentar separá-lo de mim. Não sei se era essa mesma a intenção do meu adversário, mas Buer era muito, muito precavido quanto a possibilidade de alguém nos separar. Ele era o meu melhor amigo monstro, se é que posso chama-lo assim. Ele me protege, ele se preocupa comigo, ele é uma parte de minha nova identidade. A atitude dele foi semelhante com a de qualquer amigo super protetor, que zela pela segurança daqueles que se sentem responsáveis. Prender o Setsuna foi fácil para ele. E tudo o que ele precisou fazer foi soltar o garoto no instante que meu super ataque de nível 2 explodiu, não dando uma chance sequer doutro escapar ileso.

ㅤㅤㅤNunca é aconselhável ficar perto de mim quando estou com raiva. Só quem fosse badass mesmo para poder me parar e soubesse como lidar com todo o meu descontrole. Mas aqui não era o caso do meu inimigo. Enquanto Setsuna voava para uma distância considerável de mim, eu tive algumas pequenas recordações do que a Alice me contou sobre ele: Em lutas passadas, principalmente contra a menina mais nova, o Setsuna tinha tendências suicidas e executava movimentos muito arriscados, como se contasse com a sorte do momento para ajuda-lo a superar uma determinada situação de risco. Ela me contou que ele se estrepou muitas vezes por conta de ações impensadas contra inimigos nada comuns em níveis de poder.

ㅤㅤㅤQueria eu estar errada sobre isso tudo, mas vejo que Alice tinha razão. Enquanto o inimigo se levantava e percebia a minha provocação, eu já em um estado mais alterado de humor, com a pele ficando vermelha de tanta raiva, envolta por uma aura púrpura que não parava de brilhar em todo o meu corpo, o jovem avançou numa corrida pra cima de mim.

ㅤㅤㅤ—— Grrrr....

ㅤㅤㅤNesse instante eu me agachei. Fiquei de cócoras e coloquei os braços ao gramado da floresta. Buer ficou em alerta nas minhas costas. Eu fiquei olhando-o vir, só esperando. O que será que ele estava pensando naquele momento? Alguma coisa ele tinha tramado, isso era certeza. Mas vir assim, do nada? Será que ele estaria arriscando tudo em um golpe de sorte? Ele já viu do que sou capaz, logo, uma aproximação arriscada dessa não deveria estar fora de cogitação para ele em uma luta?

ㅤㅤㅤEnfim.

ㅤㅤㅤFicamos próximos, mas ele desviou o percurso. Rolou para o lado e rapidamente avançou para me socar na região da costela. Bem, era onde ele acertaria se eu estivesse em pé. Na posição agachada, o máximo que ele teria ali era uma pequena chance de acertar a minha cabeça, correto? Só que não! Buer colocou-se na frente, com suas lâminas paradas. E o soco do Setsuna bateu contra a face dele, ou melhor dizendo, contra o crânio de Buer.

ㅤㅤㅤ—— Tsc!

ㅤㅤㅤBuer Driver servia como uma postura defensiva também. Já disse, ele é o ataque e a defesa perfeita. Os malditos cientistas do laboratório Zero sabiam o que estavam criando. Eles jamais aceitariam que as unidades de combate do Laboratório Rival fossem melhores que suas criações e por isso me fizeram assim, usando métodos nada agradáveis. Não quero dizer que sou grata a eles, muito pelo contrário, detesto e tenho repulsa só de imaginar quantas vidas foram perdidas nas mãos desses terroristas desgraçados! Mas pensando em mim como uma sobrevivente, agora treinada para ser uma lutadora marcial, eu uso e abuso de toda as possibilidades de ataque e defesa que os parasitas proporcionam.

ㅤㅤㅤ—— SAIA DE PERTO DE MIM!

ㅤㅤㅤQuando o soco dele atingiu o rosto do meu parasita, ele instintivamente avançou sobre o Setsuna, numa ação de querer o empurrar para trás. Deitei a testa no gramado da floresta, com as mãos ainda apoiadas, enquanto o cabo ligado na minha coluna esticava com Buer girando suas lâminas com força total, para assustar mesmo. Se desse certo, o empurrão iria desequilibrar o Setsuna. E eu, aproveitarei a deixa para realizar duas ações!

ㅤㅤㅤA primeira será disparar mais ferrões negros dos meus braços, o Gae Bolga Stinger, mas esse será o nível fraco. Como estou com o poder elevado graças ao Hatred Install, concentrar eles nos braços foram em questão de segundos e o disparo foi na linha dos pés do Setsuna. Quando eu atiro os ferrões nos pés, eu consigo prender eles no chão. E se não os prender, as pernas serão perfuradas e a dor seria tão grande ao ponto de incapacita-lo e tornar uma ação rápida e efetiva sem sucesso. Mas porque usar essa ação mais uma vez? Não é um golpe manjado depois de usá-lo várias e várias vezes numa mesma luta? Bem, a intenção é aproveitar justamente o tempo de reação do Buer se ele conseguir empurrar Setsuna. Se ele conseguir, a perda do equilíbrio será o fator chave para este golpe ter sucesso e deixa-lo em maus lençóis. Depois, um impulso.

ㅤㅤㅤOs braços apoiados no chão eram justamente para pegar esse impulso, suportar todo o peso do meu corpo, executar uma ação que me lançasse ao ar em um salto, flexionando os cotovelos e usando minha força sobre-humana para realizar tal feito.


ㅤㅤㅤNo ar, eu me fecho por um breve instante em posição fetal enquanto me preparo para a próxima investida que seria...


ㅤㅤㅤ... fazer os espinhos negros de Gae Bolga emergirem da palma de minhas mãos e do peito dos meus pés. Dois espinhos finos, pontudos e bem resistentes. E isso foi feito no instante que sai da posição fetal, abrindo os braços e pernas, esticando-os para seus respectivos lados. O que isso tudo significava? Talvez vocês já tenham assistido ao clássico filme “O Exorcista”, certo? Se sim, se lembram perfeitamente daquela cena que a menina possessa descia as escadas se arrastando de uma forma bem, mas bem assustadora, de cabeça para baixo, com os braços tortos e as pernas servindo de apoio. Enfim. É isso.

ㅤㅤㅤ—— DEATH CRAWL!

ㅤㅤㅤO “Rastejar da Morte”. O meu super move de nível 1, o Death Crawl! Vou me apoiar com os espinhos no chão e sair correndo daquela forma bem tenebrosa para cima do Setsuna. Nesse momento, meu rosto será coberto por uma escuridão macabra e apenas a cor dos meus olhões brilhantes, ainda com a silhueta de caveira entre eles se destacarão dessa escuridão toda. E o Buer Driver? Ah, ele vai girar bem próximo do chão, como uma serra elétrica mesmo! E tudo que entrar em contato com ele vai ser pulverizado! Os troncos de madeira ao chão serão transformados em poeira! Se o Setsuna for atropelado por esse ataque meu, ele será lançando por baixo de mim e a Buer vai fazer um estrago bem violento nele. Não vou chegar ao ponto de fatiar o menino como se fosse presunto em dia de promoção, mas que ele sairá com uns ralados e arranhões tensos, isso ele vai. Mas somente e SOMENTE SE ele caiu para este movimento.

ㅤㅤㅤDeath Crawl tem um grande alcance. Eu posso correr essa floresta inteira se eu quisesse, dessa maneira, assustando animais, pessoas, o que fosse. A habilidade era assustadora por causa da maneira como me locomovo, a maneira como me comporto também. É horroroso. Assombroso. Assustador. Uma menina que tinha tudo para ser a coisa mais lindinha do mundo fazendo essas coisas que não é de Deus.

ㅤㅤㅤAssim que eu terminasse, iria saltar dali. Dar uma cambalhota no ar, e cair em segurança, em pé.

ㅤㅤㅤ—— Se isso fosse uma luta de vida e morte, você certamente não sobreviveria. O QUE SE PASSA NA SUA CABEÇA? —— Houve uma variação nas minhas vozes. Primeiro, um tom mais feminino, porém mais soturno e rouco. Depois, grave, grossa como o urro de uma besta demoníaca. Não é fácil ser duas identidades ao mesmo tempo. Mas estava dada a minha mensagem.

ㅤㅤㅤEu não quero que o Setsuna faça mais isso.

ㅤㅤㅤSe de algum modo eu o fizer entender que essas ações suicidas são perigosas, posso acabar salvando a vida dele de acidentes futuros. Torço para que minhas intenções sejam claras, mesmo sendo uma moça de tão poucas palavras na hora do combate.

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ROUND 5 - MOVE 2

Mensagem  Yαgαмi Sєτsuŋα em Qui Dez 06, 2018 12:16 am

Dor.




Só essa palavra pode resumir diversas outras. Existem vários tipos de dores por aí mas confesso que eu nunca tinha sentido algo assim antes nem mesmo quando Alice tentou me matar.
Carol aumentou seu poder bastante e aquilo era no mínimo perturbador no que se pode dizer de aparência. Depois que aquela praga que ela carrega nas costas me segurou e me  jogou bem longe e mesmo depois de levantar, ainda sentia um pouco dos efeitos daquele poder dela e pensei que deveria dar um fim logo naquilo porque eu não iria aguentar outro porradão daquele.

Por fim, iniciei meu contra ataque fazendo o quê? Correndo! Corri para cima dela e desviei bem na "hora H", visando acertar um "retão" (Burning Hammer) nas costelas dela mas eu me fudi porque de novo aquela bosta daquela Shuriken entrou na frente e bloqueou meu soco. ▬ QUÊ?! ▬ Nem deu tempo de pensar em mais nada, o treco entrou em ação me empurrando para trás e me fazendo perder o equilíbrio mas pra compensar, fiz um rolamento e fiquei agachado o quanto antes porque cada segundo poderia ser fatal quando se trata daquele capetinha. ▬ SAIA DE PERTO DE MIM! ▬ Gritou ela quando o troço entrou em ação.
Depois disso, ela novamente entrou em ação e atirou mais três espinhos para baixo, em direção ao chão que me fez dar um rolamento para trás dessa vez mas eu estava mais esperto quanto aquele golpe dela e agarrei dois dos três espinhos antes deles colidirem ao chão enquanto o terceiro, mais perto dela, ficou no chão mesmo.

O mesmo golpe não funciona duas vezes contra um-- ▬ Enquanto eu falava isso ela não perdeu tempo e saltou, se fechando todinha e quando abriu seu corpo novamente, saíram finos, pontudos e muito amedrontadores das mãos e pés dela.
Ô PORRA!
A pequena e doce Carol começou a andar naquele estilo da Aranha ou do Exorcista, sei lá. Se você visse aquela cena, com certeza teria se cagado de medo igual a mim e eu é que não fiquei de bobeira: com os espinhos dela em mãos, virei as costas e corri do jeito que dava (já estava prejudicado demais para correr normal) para a primeira árvore que vi na frente esperando que ela me seguisse pra me fatiar feito presunto.

Corre Berg!

Caso ela me seguisse, eu pegaria impulso usando os pés para dar um mortal e no meio deste, virar meu corpo para frente dela e visto que ela está de barriga para cima naquele movimento, eu buscaria cravar os espinhos no tronco e barriga da oponente e se isso desse certo, eu a agarraria pela "canela" da perna esquerda (tomando cuidado para não me espetar naquela porcaria) e arremessaria ela para o mais longe possível de mim.

Sai de perto de mim, capeta!





Setsuna Yagami


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ROUND DEFENSIVO!

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ em Qui Dez 06, 2018 11:12 am


THAT'S A WRAP!

ㅤㅤㅤEu já havia dito: A defesa perfeita de Buer Driver e Gae Bolga eram mais que suficientes para me dar vantagem contra vários inimigos, e que tudo isso foi feito de caso pensado pelos responsáveis pelo odioso Laboratório Zero. Brain Drain, aquele maldito chefe psíquico da instalação secreta dos Anti-Skullgirls Lab jamais aceitou que as outras unidades caçadoras fossem reconhecidas como melhores. Para ele, os seres que habitavam o laboratório Oito, como a Peacock e Big Band, por exemplo, eles possuíam falhas. Brain queria uma unidade poderosa. Que fosse tão devastadora e insana quanto uma Skullgirl, e porquê? Ele tinha raiva! Raiva de que uma cidade inteira tomada pela máfia, por uma realeza corrupta e por um monstro que reencarnava de sete em sete anos, e ninguém, ninguém conseguia fazer nada para impedir isso! Ele tentou por anos e anos mudar as coisas à sua maneira e acabou se estrepando por conta disso. Mas mesmo que ele tenha perdido totalmente sua humanidade, a maior dor para ele foi ver a morte de sua amada Christmas. Aquilo acabou de vez com ele. E o fez se tornar o odioso ser que ele é hoje.

ㅤㅤㅤEle já tentou me manipular várias e várias vezes dizendo que o meu sequestro tinha um único significado: Salvar vidas! Salvar o mundo! Ele queria me fazer sentir importante, que todo o sofrimento que passei para me tornar a Painwheel fosse necessário. “Um grande sacrifício para um bem maior!” Mas eu nunca engoli essa história! Eu nunca aceitei que para tornar o mundo melhor, a vida de uma criança precisasse ser completamente arruinada! E por mais que eu tenha conseguido me soltar das amarras deles, ainda sim, o passado sombrio me persegue. É um karma que eu terei de carregar para toda a minha vida, sempre! Ter Buer nas minhas costas, Gae correndo pelas minhas correntes sanguíneas fundido ao sangue da Skullgirl... eu jamais poderia me esquecer disso.

ㅤㅤㅤQuando liberei toda essa carga de ódio, esses pensamentos vieram à tona. Lembram quando eu disse que sou igual o Hulk dos Vingadores, que vivia o tempo todo com raiva? Liberar meu poder oculto de Anti-Skullgirl fez com que cada uma dessas lembranças se tornasse vividas na minha cabeça, como se fossem o estimulo necessário para eu atacar com mais força e ter mais vontade de matar também. Meu aviso foi bem claro naquele momento: “Você não vai gostar de mim quando eu ficar com raiva!” E o resultado disso tudo foi minhas ações bem-sucedidas contra outra investida impensada pelo meu oponente.

ㅤㅤㅤAlice me alertou que ele era suicida em determinados momentos. Ele se comportava de um modo que não era adequado para uma luta amistosa. Imagine se fossemos inimigos mortais? Com certeza, eu não teria controle nenhum de minhas ações e não mediria esforços para incapacita-lo e deixa-lo fora de combate. Mas aqui, embora com raiva, eu precisava ter controle das minhas duas identidades. A Carol precisava manter a Painwheel na linha, ou acidentes poderiam acontecer!

ㅤㅤㅤVamos lá, eu vou contar para vocês como essa luta acabou.

ㅤㅤㅤBuer me defendeu da investida inimiga e empurrou ele para trás, girando suas lâminas com toda a força e velocidade que tinha, botando uma forte pressão ao esticar as fibras dos cabos de ossos que compunham sua estrutura. Setsuna cambaleou para trás, perdendo seu equilíbrio e isso me deu a oportunidade para investir. Infelizmente, não consegui perfurar as pernas dele e prejudicar sua locomoção, só que não parei por aí. Enquanto ele aprontava alguma, eu saltei, e executei meu Super Poder de nível 1, o Death Crawl!

ㅤㅤㅤEu sabia que ele não ia ficar parado e esperando pelo pior. Mas não imaginei que ele fosse sair correndo como se fosse o Salsicha e o Scooby, fugindo de algum monstro fantasiado que eles viviam caçando. Aposto que se vissem a cena do jeito que eu vi, dariam risada, fariam até mesmo montagens engraçadas com sons divertidos e músicas bem zoadas, imortalizando o momento na história das lutas com desfechos inusitados e engraçados. E apesar dele ter metido o sebo nas canelas, parece que ele usou um pouquinho a cabeça para executar um movimento inteligente. Não sei se foi uma técnica ou se foi uma coisa de momento, mas ele saltou por cima de mim e atravessou dois dos meus ferrões contra o meu corpo, me pegando por cima, onde fico desprotegida! Ele foi esperto. E mesmo tendo uma defesa perfeita, eu não pude fazer nada, tão pouco Buer e Gae, já que eles estavam ocupados exercendo suas funções no Super Ataque.

ㅤㅤㅤ —— Aaaah! —— Eu não pude fazer nada. A dor me fez parar o ataque e com isso, abrir uma brecha para ele me pegar pela perna esquerda e me arremessar para uma distância considerável dele. E fez isso me chamando de capeta! Bobo! Ele nem tinha visto a minha verdadeira face ainda para me chamar de capeta!




ㅤㅤㅤ—— Ooooh! —— Ao ser atirada para  longe, imediatamente fiz com que Buer entrasse em modo de voo e me ajudasse a  não colidir com o solo. E foi por pouco, mas pouco mesmo que não bati a cabeça contra um pedaço de árvore ali jogada ao chão. Aterrissei e fiquei ali, parada. A luz que brilhavam em vermelho pelos buracos de olhos da minha máscara se apagou completamente. E com isso, a aura sinistra da Skullgirl que emanava do meu corpo desapareceu também, indicando que minha habilidade Hatred Install foi completamente desativada.



ㅤㅤㅤ—— ...

ㅤㅤㅤAcho que acabou. Primeiro, me sentei no chão, descansei um pouco e fiquei olhando para a direção que o Setsuna estava. Depois, me levantei de novo. Os ferrões que ele usou para me espetar eram os que eu havia errado no meu último disparo. Eu tenho que tirar o chapéu. Ele foi esperto para superar o meu ataque, usando uma movimentação simples e bem pensada. Acreditei que no momento de desespero dele, ele não fosse ser capaz de preparar alguma coisa para se safar e ainda por cima causar dano, mas estive enganada! Os ferrões ainda estão presos no meu corpo, no meu tórax e na minha barriga. Com cada uma das mãos, eu segurei eles e os puxei para fora, abrindo as feridas que ele havia feito em mim. E por um breve segundo elas se fecharam e cicatrizaram, como se nada tivesse acontecido. Deixei os ferrões caírem no chão e removi minha máscara.

ㅤㅤㅤQuando iniciei a luta, Gae Bolga costurou a máscara no meu rosto aproveitando-se das cicatrizes em forma de X que possuo na face. E quando resolvi tirá-la, ele “desfez” essas amarras e assim, não precisei judiar do meu rostinho mais uma vez.

ㅤㅤㅤ—— Você só pode ser louco! —— Comecei a falar.

ㅤㅤㅤ—— Pensei que você fosse trazer suas armas. Não é comum você estar sempre acompanhado de uma espada e armas de fogo? Não acha que com elas, você teria mais facilidade de me enfrentar, de igual para igual? —— Encarei ele, séria. Minha voz não estava mais tomada pela insanidade de Painwheel. Agora era eu mesma ali no comando. A própria Carol. Fixei meu olhar rubro sobre o jovem Yagami, tão parecido com o papai. Queria entender porque ele se comportou de tal maneira nessa luta. Não quero julgá-lo, até porque não é meu dever fazer isso. Mas ele correu um risco grande e desnecessário não vindo adequadamente preparado para me enfrentar.

ㅤㅤㅤEu não gosto de machucar os outros, assim como não gosto de ser machucada. Sei que agora eu devo lutar, que não devo me deixar levar por esses pensamentos. Um inimigo é um inimigo e a luta só está acabada quando ele é derrotado, ou seja, nunca podendo baixar a guarda! E naquele momento, eu estava querendo passar esse ensinamento para o Setsuna também. Hoje ele teve sorte, mas e amanhã? Será que se ele for enfrentar alguém e não estar devidamente preparado, terá sempre a sorte para contar? Eu acho que não.

ㅤㅤㅤ—— Bem... acho que agora é um pouco tarde demais para isso. Mas por favor... lembre-se que nada disso é uma brincadeira! Se o papai está nos testando, é porque ele espera algum progresso nosso! Ou damos o nosso melhor... ou... —— Eu nem precisei terminar a fala. Ele sabia. Setsuna sabia o que um homem da família Yagami pensa quando o filho não atinge o nível de poder esperado. Não sei se o papai seria igual aquele homem... Mas nunca se sabe, não é mesmo? Eu prefiro não testar a paciência dele e aproveitar cada oportunidade que ele tem a me oferecer com seus treinamentos e conselhos. E isso foi uma dica que a própria Alice me deu.

ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ
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JULGAMENTO

Mensagem  【D.K】 Kєєρlєя Eиdєαvσυr em Dom Dez 16, 2018 2:02 pm




JULGAMENTO



Aos lutadores de Second Southtown, é com honra e orgulho que vamos concluir o embate de Painwheel vs. Setsuna.

Antes de qualquer coisa eu gostaria de agradecer a ambos participantes pelo convite para julgar a luta de vocês. É o meu primeiro em toda minha história fake, mesmo que eu fique analisando e ponderando sobre as coisas sozinho, isso é bem diferente. Novo, empolgante. Então estou um pouco ansioso. Não haverá palavras suficientes para descrever a satisfação que me proporcionaram ao confiar em mim para tal ato.

Espero ser o mais justo possível com os dois, reforço a fala de que não sou o dono da verdade absoluta e nem que as coisas que eu disser aqui são uma sentença de morte. É a minha visão, minha análise, baseado no que me foi apresentado, com base no manual da comunidade e na minha experiência como lutador ao longo do tempo. Estou aqui com o intuito de dar um feedback para que os jogadores possam melhorar onde apresentem falhas ou manter seus aspectos positivos, mas nunca ofender ou ridicularizar nenhuma das partes.
Assim como qualquer pessoa, eu também estou passível cometer equívocos, então se houver qualquer mal-entendido de minha parte, peço desculpas antecipadamente à todos. Entretanto, saibam que fiz todo o possível e busquei recursos para que pudesse ser o mais cirúrgico possível na elaboração dessa avaliação.

Meu julgamento é destinado aos jogadores e exclusivamente à eles. Aplicarei minha metodologia e, a menos que o corpus da moderação como um todo considere ela prejudicial à comunidade e a seu sistema, ela não irá mudar. Se alguém se sentir incomodado com algum posicionamento meu pode vir diretamente a mim.

Acho que já disse o que precisava antes de iniciar o julgamento.

♦ PANORAMA GERAL ♦

Nessa luta há detalhes que precisam ser mencionados acerca dos participantes, pontos que são extremamente cruciais para que compreendam o que foi analisado - Sejam coisas óbvias ou não.

Os dois são players com um histórico de combate no fórum, bem experientes, já participaram tanto das lutas “livres” quanto de eventos e torneios. Isso quer dizer que deslizes que se enquadrem como erros de iniciante não serão relevados.

De um lado temos uma personagem já baseada em um jogo virtual existente, então ela possui uma base sólida a qual a player está não somente usando, mas também atualizando com novas vivências e experiências externas - Isso quer dizer que além do material base para embasar e reforçar informações de sua Move-list e de suas narrações/ações, ela tem um conteúdo autêntico também.

Do outro lado temos um O.C (Original Character), criação feita do zero com inspirações diversas, tem uma história própria e de exclusiva materialização por parte do seu autor. Assim como também se atualiza através das experiências vividas. Informações e quaisquer questões sobre vida, costumes, interações, personalidade e outros elementos mais dependem da narrativa apresentada pelo player durante a luta, tanto para que os outros conheçam seu personagem como para embasar sua move-list e narrações/ações.

Essa é uma luta, em muitos aspectos, delicada de ser julgada, pelas questões externas (bagagem que o personagem trás) e os acontecimentos internos. Além de um paradigma que ficou bem evidente, resultado da atuação dos próprios players.

Irei justificar pontos específicos das ações de cada lutador ao decorrer das postagens, apenas nos quesitos que considero relevante mencionar.

♦ ANÁLISE ♦

SETSUNA

Seu texto apresenta leveza e objetividade. Eu não diria que é “corrido”, mas é dinâmico em relação a reunir as informações que considera importante e apresentá-la de uma forma que não haja muitos rodeios. Usa uma linguagem bem pessoal que, ao meu ver, torna confortável a “humaniza” a personagem e faz a leitura não ser exaustiva. Usar primeira pessoa, para mim, não é um segmento fácil de se utilizar, mas você demonstra familiarização com o tipo.

Nesse primeiro momento eu gostei muito do que foi apresentado. Você trouxe uma situação particular do char sobre estar saindo de algum lugar com suas coisas seguido de uma cena corriqueira num posto de gasolina. Em seguida você abordou um ato no ambiente de trabalho (além de mostrar a ocupação que possui), fazendo uma ponte que interliga esse recorde com questões familiares, que levaram até o ponto da luta. Essas pinceladas que deu, sobre cada instante, montaram o seguinte quadro: Comparado aos outros prólogos que você produziu no fórum, você se desenvolveu muito em um tempo estreito. Vimos como é o Setsuna quando está sozinho, com estranhos, quando está no trabalho e a outra faceta dele quando próximo de uma pessoa íntima. Foi uma ótima apresentação, e nesse quadro temos uma visão do que seu personagem é: Um jovem mercenário que está passando por situações familiares que acabaram refletindo em seu desempenho no trabalho, e que está sendo direcionado para resolver suas pendências. É um personagem, até então, tranquilo e de um comportamento sociável, tem um jeito “atrapalhado” (Sobre questão de horário, se precipitar e até sair de alguma situação inusitada), que busca estar em equilíbrio (Resolver seu problema no trabalho, na sua nova jornada, reatar com sua irmã Alice e mostrar a seu pai seu valor).

Essas questões ficaram em aberto para serem trabalhadas, que cada uma delas pudessem ser respondidas totalmente ou parcialmente dentro do espaço disponibilizado nos rounds. Eu realmente ansiei para que os eventos mencionados fossem desenvolvido ao decorrer em um plano de fundo adicionando mais informações sobre o personagem. Todavia, os rounds seguintes se limitaram estritamente as ações e movimentos de combate.

Quando fui convocado para ser o juíz, eu deixei estritamente claro que eu dou muito mais crédito pelo enredo e pela história mostrada. Ainda que você tenha correspondido no prólogo à apresentação inicial, todo o resto ficou solto e incógnito pra mim: “Porque o Set recebeu essa provação do pai?”; “Como o Setsuna era antes e como está agora?”; “O que ele sente com tudo isso?”; “O que o char precisa para ultrapassar essa barreira e o que o impede”?

O motivo da luta foi exposto, mas não foi amadurecido em momento algum, nem a repercussão ao final do embate (Dentro das postagens julgadas) foi sequer mencionado. Seu personagem é um O.C, ninguém vai saber nada sobre ele a não ser que diga, demonstre e descreva. Se não o faz, ninguém vai adivinhar, tampouco fazer esforço para tal pois é sua obrigação.

É exatamente esse ponto de que nos outros rounds, a falta de mais detalhes sobre o personagem que muitas pontas ficaram soltas, confusas e estranhas.

Contexto Geral: Você é um mercenário de uma empresa (aparentemente renomada), então não é uma pessoa qualquer que entra lá. Ao saber que você vai lutar com alguém da escolha de seu pai (O que não deve ser um oponente medíocre), você aparece no local totalmente despreparado (Sem seu arsenal), o que soa ou arrogância, ou muita confiança, ou inocência (O que não dá pra definir porque não foi trabalhado). E, após ver e perceber que seu oponente é uma máquina de guerra, o personagem dá as costas totalmente umas 2x vezes em combate correndo dela. Nesse detalhe você poderia justificar que estava de Byakugan, mas o ponto cego desse recurso é exatamente as costas e você ofereceu para um oponente capaz de fazer uma carnificina. Eu, Keepler, não acredito que um mercenário, por mais folgado ou desleixado que seja, teria uma atitude de um civil qualquer sem ter alguma carta na manga ou estratégia para virar isso ao seu favor, o que não foi o caso em nenhuma instância

Acrescento ainda a questão alguns comentários (“Corre Berg!”; “Sai de mim Capeta!”; “Olôco!”; “Ô PORRA!”) que seriam engraçados ou bem encaixados para demonstrar o humor do char, se não fosse pelo contexto do embate ser algo sério, sua oponente está lutando com tudo e não se tem definição dita por você sobre o humor do rapaz. Seu personagem pode ser cômico, exagerado, irônico na forma de se expressar… Mas até isso tem uma dosagem certa, ainda fica mais fácil de fazer isso quando existe uma base sólida para ele. O Setsuna apresentado no Prólogo, ao meu ver, é completamente diferente do seu Round 05, e não é de um jeito nada positivo.

Essa estilística sua me pareceu com o Deadpool, se for um personagem que não leva nada a sério, excessivamente excêntrico. Mas até esse personagem dos quadrinhos tem seus momentos de estar concentrado e focado (Se viu o último filme que saiu, quando a mulher dele morreu, ele adotou uma postura de completa fúria, mesmo que por um instante). O Set, como descrito no prólogo, ele está em um momento conturbado em vários sentidos, e ele tinha o combustível necessário para demonstrar ser um oponente perigoso ou por estar puto da vida ou por estar no modo “suicida”, e isso não.


Round 01:
Você manteve sua objetividade, linearidade e a questão de não enrolar e encher linguiça nas descrições, tanto aqui quanto nos outros turnos. Mas da mesma maneira que isso é bom, faz com que você peque em alguns pontos específicos e acabe não descrevendo de maneira mais preocupada um momento que merece mais atenção. A oponente fez uma sequência de ataques, os quais a sua resposta não teria de ser nada trabalhoso a nível super-heroi, mas foram bem calculadas e exigiam mesmo empenho ao responder. A ação dela de te chicotear com a bola de ferro com corrente, e entre esses intervalos atirar dardos em você, deixando a seguinte cena:

Chicotear com a Bola 1  >Atirar dardos 01 > Retrair a Bola 1 & Atirar Dardos 02 > Chicotear com Bola 2 > Retrair a Bola 2 & Atirar Dardos 03> Chicotear com Bola 3 > Retrair a Bola 3 & Atirar Dardos

Lembrando que, ela está mirando em você o tempo inteiro, isso está descrito, então assume-se que mesmo que mude de posição, você terá que fazer algo mais para impedi-la de realizar a ação com sucesso.

Você evadiu da primeira bola, depois evadiu do primeiro disparo dos espinhos, para calcular o tempo de movimento dela para contra-atacar na (algo que também não deixou claro e fiquei em dúvida sobre ser a segunda ou terceira investida dela, e isso prejudicou o entendimento da ação). Seu payback seria na segunda bola, desviando a rota dela, certo? Entretanto, como evadiu do 2º disparo de dardos em seguida do segundo movimento da bola de ferro?

Na minha mente a cena que eu consigo montar: Set pulou para usar o “Nice Hit! Combo!” e desviar a bola de ferro. Ok. Mas ainda estava no ar e Pain disparou a segunda rajada de dardos. Ao meu ver, você foi pego pelos espinhos.

Esse problema cai no quesito de ignorar ação do oponente. Seu contra-ataque não levou em consideração o segundo disparo dela. Não irei parar para retratar essa infração agora, mas posteriormente. Em sequencia outro problema apareceu em seu turno, que pra mim, cai na questão move-list.

No começo do round, seu personagem você citou a ativação de um recurso chamado “Byakugan”. Você mencionou que foi herdado de sua mãe. Esse recurso é uma técnica específica e que tem várias vertentes. Ela não é ataque, mas lhe dá alguma vantagem perante o oponente - seja para se defender ou atacar. Se isso faz você sobressair em relação aos demais, se isso é um atributo raro e não aparece em todas pessoas do mundo deve estar na move-list, mesmo que mencionada como algo a parte aos ataques (Como ao por armas e itens que pode usar). Principalmente no seu caso, por ser um O.C, é obrigatório que tenha informação desse tipo colocada lá. Personagens de Naruto teriam que colocar essa técnica no seu documento, Gennosuke Kouga (Basilisk) também. Esses últimos são personagens com base pronta e sólida, eu acharia mais tranquilo se houvesse uma explicação de seu personagem com a técnica, a vivência dele ou conhecimento dele com ela. Você “jogou” a informação de que possuía essa capacidade, anexou um link que, ao meu ver, só reforça a necessidade dela estar mencionada na move-list.

Essa explanação é diferente das chamas que você herdou de seu pai, você possui movimentos com o uso dela, e eu subentendo que em situações adversas, você pode usá-la de outra forma, porque ela consta em seus movimentos a presença desse recurso.

Round 02:
Sua estratégia de usar o “No Mercy!” para criar pilares de fogo e envolver o cenário, a fim de que a ação de Pain em se ocultar nas árvores para preparar um ataque surpresa fosse não só prejudicado, mas também forçá-la a sair da sua zona de conforto com esse novo empecilho. Eu achei sensacional, foi uma sacada excelente. Apesar de ser uma oponente terrível, ela não é imune e nem intacta, por mais que ela se regenere, você tinha um recurso potencialmente ameaçador: As chamas. Elas eram seu melhor mecanismo para converter vantagem a seu favor. O cenário por inteiro lhe favorecia no uso desse poder (árvores, ar livre, folhas e galhos secos), seu Ás seria ele e suas chamas.  Parabenizo por isso, de verdade. É o tipo de movimento que se espera numa situação assim.

Entretanto, nesse round houve outra falha crucial de sua parte. Nas suas ações defensivas, você utilizou do impacto ou do passar dos dados de Pain contra seu corpo para justificar que foi lançado para longe. Existem inúmeras incoerências aqui e, pior, houve ignorar ações da oponente.

Vamos por parte:
Foi dito que você ainda tentou mudar de rota no ar quando os dardos vieram contra si. Como mudou de rota? Asas? Explosão de fogo? Que movimento você possui que lhe garante mobilidade no ar? Você não descreveu e não explicou como isso foi feito. Essa é uma situação muito complicada, se você não tem um recurso plausível para tal movimento, está a mercê da física, e ela está te jogando diretamente nos dardos. O máximo que poderia ser feito era você mudar a posição do corpo para evitar uma área maior de dano, sua posição? Sim. Sua rota? Não, porque não tem nada para mudar isso.

Por conseguinte, ainda que mudasse o trajeto, não vejo os dardos te jogando longe e sim perfurando e atravessando seu corpo. Como estão indo de encontro ao outro, acho que as forças opostas causaram um efeito ou de diminuir a velocidade do seu avanço, ou fazê-lo cair naquele ponto de colisão, ou te fazer cair um pouco atrás, mas não longe. A ação da Pain, por sua vez, não termina nisso.

Se considerou o  “cair para longe” a defesa ou evasão para os ataques seguintes dela, foi uma justificativa muito medíocre para a sequência que ela executou, incluindo a característica do Buer Driver já vista antes de se esticar e ser veloz, podendo pegá-lo naquela posição.. Sendo atingido ou não, ela ainda narrou que usaria esse recurso para agarrá-lo, ainda no ar, e depois iria trombar com você, ainda no ar também, com as costas cheias de espinhos.  Todo o ataque dela foi articulando com a premissa de que você estaria no ar, e você estava, caindo longe, perto ou se voasse, sua condição naquele momento era exatamente o condicionado para ela prosseguir com a investida e o mínimo que deveria ter feito era uma boa explicação de como sairia ileso ou machucado de cada uma delas. Se teve algum ato capaz de interromper as ações seguintes que ele fosse bem articulado e explanado. Então aqui, eu considero também, ignorar ação: Foi dito apenas que foi atingido por alguns dardos e foi lançado para trás, não  há justificativa alguma sobre nenhuma das outras ações.

Pela repetição do mesmo equívoco, vou ressaltar uma coisa: Quando esse tipo de problema acontece não reflete só na dinâmica da luta e na questão da coerência, isso também atrapalha quem está do outro lado produzindo o texto para os rounds. Isso é imensamente frustrante e desrespeitoso, afeta qualquer player por trás de um personagem. Tira o ânimo, concentração e gosto pelo jogo. E eu particularmente não tolero isso em hipótese alguma. Faz todo o tempo investido parecer fútil. Enquanto jogar com outras pessoas, faça o possível para não cometer isso. Assim como você, eu também não estou isento de errar ou cometer algo do tipo, acontece. Todavia, hoje, eu atuo aqui como juíz, e por isso estou apontando essa falha.

Round 03:
Sua investida aqui foi inteligente também, em uma abertura interessante (apesar do que aconteceu depois), sobre a ação de agarrar o cabo do Buer Driver enquanto a oponente vem em uma postura exposta em sua direção. Foi um turno mais adequado para o tipo de jogador que é.

Nesses últimos turnos, tanto seu quanto dela acontece outra coisa que reforça o motivo de eu dizer, lá atrás, porque o Byakugan deveria estar, pelo menos, mencionado na move-list. Painwheel cita uma habilidade chamada “Flight” o qual ela usa seu armamento nas costas como um tipo de hélice de helicóptero. Esse movimento, bastaria ser uma ação bem explicada no turno, como um uso alternativo de algo que ela tem no próprio corpo, e seria lógica. Mas ele consta na move-list. Ele pode fazê-la mudar a trajetória no ar, dá uma mobilidade diferente a ela e abre um leque de possibilidades de ataque.

Seu Byakugan pode não ser um movimento integro de ataque, mas é um recurso do seu corpo que ajuda a rastrear oponente pelo ki, lhe dá uma visão muito maior que o de uma pessoa normal, o ajudando a se antecipar e, em um caso nessa luta, lhe ajudou a visualizar o ataque oponente, segundo suas próprias palavras, se não fosse por ele não teria visto os raios púrpura no braço dela nesse round.

Round 04:
Foi o round que você sofreu com a ação de agarrar o parasita de sua irmã, um fim cruel e irreversível? Não. Apenas no Round 2 você usou suas chamas de um jeito inteligente, muito inteligente. O que poderia ter feito aqui pra escapar ou até mesmo contra-atacar a Pain? Vejamos… Poderia explodir chamas do destino pelo seu corpo todo para forçar a criatura a te soltar ou até mesmo tentar danificar a ela e machucar Pain? Ao meu ver seria uma alternativa  perfeita. Ao invés disso, o char literalmente mostrou uma postura de desistência.

É estranho, muito estranho que eu, que apenas tenho um O.C com base totalmente diferente da sua, consiga pensar nas coisas que poderiam ser feitas e utilizadas para evadir e pressionar a oponente, enquanto que você, que é o próprio dono, não usa todo o seu leque de possibilidades. Mesmo com inúmeras lutas, a impressão que dá é que você não está usando sua capacidade total ou que não está sabendo o que fazer com um personagem que é criação sua. Não deveria haver ninguém melhor para utilizá-lo como tu. A não ser que essa reação dele tenha sido intencional para você e tenha algum sentido no desenvolvimento do char, ainda que fique contraditório com o sentido da luta que seria: provar ao pai seu valor e também começar a trabalhar seus problemas pessoais para que seu desempenho volte ao normal na IKARI.

05 Round:
Aqui aconteceu a situação que citei lá em cima da possível “descaracterização” do Setsuna mercenário. O homem que foi visto no prólogo é completamente oposto ao que está nesse momento de agora. A comicidade é um ótimo recurso para entreter e divertir quem lê, eu jamais diria que não é algo que não possa ser usado, mas aqui soa destoante ao contexto da luta e aos acontecimentos dele. Como não foi explicado direito sobre as reações e conflitos internos do personagem, nem posso deduzir que isso é uma reação de estado de choque ou algo assim depois da monstruosidade que viu em sua frente. Ao passo que a sacada de investida tenha sido muito boa, sobre utilizar do próprio ataque contra ela, todavia o seu comportamento e suas reações no entorno do ato de atacar e evadir não condizem com a situação. Ao meu ver, sempre soa como se ele não estivesse levando nada daquilo a sério. A sensação que me causou? Irritabilidade. Se eu estivesse como seu oponente, provavelmente eu iria buscar alguma ação para “lhe punir” por isso se fosse possível.   A postura de “trapalhão” que apresentou nessa luta deixou em mim a ideia de que ele nunca poderia ser chamado de um mercenário capaz de matar ou fazer qualquer coisa do gênero.

No combate como um todo, exceto no segundo round, você não criou nenhuma jogada para pressionar a oponente ou criar um desafio para ela. Estava focado em fugir, esquivar, se proteger, dar contra-ataques se houvesse brecha. Seus contra-ataques deveriam ser devastadores devido a que tipo de oponente estava enfrentando. Painwheel é difícil de lutar contra, eu imagino que sim… Mas seu personagem possui capacidade suficiente para ser tão assustador quanto ela, eu enxergo isso, gostaria que enxergasse também e passasse a usar.

♦️

Setsuna, você possui experiência e conhecimento sobre luta. Você sabe escrever de maneira limpa e simples fazendo suas produções serem leves de se ler. O que te atrapalha pode ser falta de atenção, pouco investimento em descrever mais sobre o que está fazendo e em seu entorno e, atrelado a tudo isso, a impressão que passou foi de não viver/conhecer seu próprio personagem. E hoje, nessa luta, esses pontos te prejudicaram muito.

Acredite se quiser, se você em off está mal, seu on vai ficar mal. Se você está animado, seu char vai ficar animado (na maioria das vezes). Todo O.C é uma extensão de seu player, isso é inquestionável. Ele é um pedaço seu, e sem querer ele pode revelar coisas sobre si mesmo ao decorrer da escrita. Eu não sei qual foi o contexto o qual te rodeava enquanto fazia os turnos da luta, mas nota-se que você começou o prólogo muito bem e depois desandou em alguns aspectos.

Esse é um conselho de player para player: Sente e repense sobre seu personagem. Ele precisa de uma forma, uma bem definida. Não apenas para os que interagem com você, mas principalmente para você.


PAINWHEEL

Eu vou começar com o que você precisa se atentar. O primeiro problema que eu captei foi: O tema da luta foi exposto no prólogo. Ok. Todavia, nenhuma das partes, ao decorrer dos turnos, trabalhou os “Porquês” individuais que levaram a ambos a chegarem naquele conflito. No seu caso, porque de tantos filhos o Iori escolheu logo você? Seria uma questão muito boa de ser abordada nos turnos, trazendo mais informação sobre a personagem e dados de sua vida familiar.  Exceto seu Prólogo, início do Round 1 e seu Defensivo, você ficou restrita apenas às ações de luta. Quando eu fui convidado para julgar a luta, eu acho que disse (Não to lembrando direito disso agora) que prezava mais pelo enredo e história que qualquer outra coisa. Certamente em algum lugar do fake existe uma player que use a Pain, se ela lutar vai executar ações de combate também, basta ter atenção nos detalhes e não se torna um bicho de sete cabeças, o diferencial mesmo, além da maestria nesses movimentos, é o que vai ser apresentado, o conteúdo. Eu ainda vou falar melhor sobre isso mais para frente.

Além disso,  no prólogo, quando Carol conversa com seu lado Painwheel e as duas acabam entrando em um acordo. Fiquei curioso para que houvesse algum flashback sobre como era a interação delas num passado onde não havia esse diálogo entre elas. Até uma cena de uma luta qualquer demonstrando esse momento seria bem interessante.

No seu Round 2, você falou sobre a capacidade de ocultar totalmente sua energia espiritual de lutadora. Como? Se faz parte da personagem base, a do jogo Skullgirls. Ok, desconsidere a crítica. Mas se isso é uma experiência adquirida na vida pós-game, numa experiência externa, deixar isso bem explicado ou nítido é essencial. Para mim, Keepler, qualquer coisa que traga vantagem perante o inimigo deve estar bem narrada/descrita no turno ou constar na move-list.

No demais…

Seu prólogo foi muito bem feito. Assim como seu irmão, você usa a primeira pessoa no texto e consegue manter um ritmo interessante na sua narrativa. Você trouxe as informações mais relevantes sobre a base da sua personagem, enquanto história do jogo o qual ela é originada, fazendo com que qualquer leigo pudesse conhecer, mesmo que rapidamente, de onde vem a Pain e porque ela é como é. Trouxe o novo cenário o qual está inserida, a parte onde você deu vida a personagem e a incorporou, totalmente, como sua ao ponto de ser difícil dizer que ela não é uma criação totalmente vinda de ti. Expos os laços afetivos dela, como ela está vivendo agora e o motivo pelo qual você e Set iriam lutar foi bem escolhido e coerente.

A maneira como interage com o leitor é divertida e prende a atenção, e carrega isso por todos os turnos. É fluída e bem clara no que descreve e explica.

Sobre os movimentos de combate, demonstrou maestria com sua personagem. Conhece ela com uma precisão assustadora e sabe utilizar todos os recursos dela como quer. Então, como uma lutadora, sua atuação foi impecável. Tudo explicado ao máximo, objetivamente, ainda potencializado pela disponibilidade de mídias (vídeos e imagens). Você não poupou esforços, usou ao máximo seus movimentos, visando sempre colocar o oponente em maus lençóis, ditou o ritmo da luta o tempo inteiro.

É por esse motivo que sua análise não está dividida turno por turno, porque você manteve seu padrão de jogo, assim como nos outros jogos que teve pelo fórum, permaneceu fiel a sua estética, ao seu “nível” de postagem e de apresentação da personagem. Painwheel foi incorporada e tomada por você.

Mesmo lendo e relendo os turnos, foi difícil encontrar incoerências, falhas graves e coisas do tipo. Exceto as questões de história, background e enredo. Esses pontos, eu quero que tenha uma visão clara: Você domina a dinâmica de luta, não deve se preocupar com isso, mas se quer se destacar e fazer um trabalho perfeito precisa trazer outros conteúdos adicionais/paralelos também, em termos de história. É a vivência de sua personagem, nas interações dela em outros jogos e aventuras que ela fez em suas mãos, que trarão algo novo e interessante para quem lê. Aquela “boneca” do jogo tem uma história que qualquer um pode acessar na internet, mas a menina que você deu a vida aqui, só você pode falar sobre ela. É a sua parte, igual à um O.C.



♦ CONSIDERAÇÕES FINAIS♦

Foi uma luta extremamente difícil de ser julgada por mim, não pelo veredito, mas porque em um determinado momento houve descompasso assustador entre as partes e fazer esse paralelo entre onde um errou e o outro acertou ficou parecendo que havia algum favoritismo. Reforço que não houve, se alguém duvidar disso, poderá vir até mim conversar e apontar onde falhei e onde deveria ter sido mais incisivo. Eu não sou o dono da verdade, assim como players erram enquanto lutadores, estou passível de errar enquanto juíz, mesmo eu buscando ao máximo ser justo e coerente.

Minha análise também não quer dizer que eu sou perfeito quando estou do outro lado da moeda, pelo contrário, eu cometo erros também, mas aqui é como um lutador de Boxe e seu treinador: Às vezes o treinador não teve experiência enquanto ativo, mas possui uma boa visão de jogo e pode ver coisas que o seu atleta pode deixar passar, o boxeador por sua vez, no ringue, está em uma situação específica e de total adrenalina, certamente tentando o seu melhor, que pode sair como o esperado ou não. E eu, dessa vez, estou na posição do treinador e é assim que avalio.

Os jogadores, podem vir até mim em privado se quiserem para falar sobre minha condução do julgo, se gostaram ou não, no que acham que fui bom ou ruim em apontar. Da mesma maneira que, meus colegas juízes, se acharem que devem me advertir sobre algo acerca do meu posicionamento aqui, sintam-se à vontade, estou aberto a críticas - desde que sejam construtivas. Entretanto, o veredito não será mudado.

O intuito do julgamento é dar um feedback aos players para que vejam onde estão indo bem e onde precisam melhorar. Não se limitem ao que foi dito aqui, nem levem isso como uma sentença que determina o que vocês são de maneira imutável. É apenas um ponto de vista, vocês são capazes de muitas coisas e ir além, se quiserem.

Setsuna, Nos pontos os quais eu citei em sua análise: 1º - Ausência do Byakugan no seu move-list, por não aparecer em nenhum movimento seu e nem ser explicado de maneira adequada; 2º - Sobre ignorar ações da oponente, com reincidência dentro do embate, irei puni-lo. Embora, independente dessas infrações, a sua atuação diante da performance da adversária foi fundamental para o veredito.

Painwheel, o julgo foi dado com base em todos os acontecimentos da luta e não exclusivamente pelos atos de infração.


Painwheel é a VENCEDORA. Sua vitória se deu por seu esforço e dedicação em ter nos apresentado uma excelente atuação de sua personagem.  A cartilha está aqui.

OBS: Favor, não fechar o tópico, visto que o Setsuna pediu permissão para a postagem de um Epílogo.

Obrigado a todos!



【D.K】 Kєєρlєя Eиdєαvσυr
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Árbitro
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Encerramento

Mensagem  ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ em Seg Dez 17, 2018 8:02 pm


Epílogo

ㅤㅤㅤAcreditei por um momento que o papai fosse aparecer e dizer o que ele achou do nosso combate, mas não foi bem isso o que ocorreu. Acho que Setsuna percebeu a presença dele também, como se estivesse tão próximo de nós dois, quase que do nosso lado. Ele era sempre assim. Avaliava em silêncio e depois desaparecia, sem falar nada por alguns dias. E tenho certeza que será este método que usará até sabermos o que ele realmente pensou de tudo isso aqui. Você deve estar pensando nesse momento que estou escondendo o jogo, mas acredite... o papai é meio difícil de se ler às vezes. E em treinamentos, ele fazia de tudo para que nós ficássemos aflitos depois que eles terminavam, sem muitos elogios, sem muita conversinha.

ㅤㅤㅤAlice disse que ele era assim mesmo. Que o treinamento no começo ele é todo comunicativo, passa tudo o que precisa ser passado. Mas nas suas avaliações de força, ele se calava e não compartilhava nada! Candy e Amy disseram que só vieram saber do resultado da peleja delas duas meses depois, onde ele apontou os erros e acertos de cada uma, mas ao modo dele. Um Yagami é imprevisível na sua forma de falar. Ele pode estar te elogiando e ao mesmo tempo parecer estar brigando com você... ou o contrário. Enfim...

ㅤㅤㅤAssim que senti a presença do papai desaparecendo ali da floresta, eu percebi que já estava na minha hora de ir embora. Olhei para o Setsuna, que mais uma vez permaneceu quieto. Não deixaria ele na floresta sem antes me despedir. Enquanto Buer Driver começava a rotacionar suas lâminas para eu levantar voo, virei-me para ele e fiz um sinal de paz e amor para o maior, sorrindo delicadamente para ele.

ㅤㅤㅤ—— Aconteça o que acontecer, vê se não some! As lutas ensinam bastante, derrotas principalmente. Se o papai aparecer do nada e te falar alguma grosseria, releve, respire fundo e tenta extrair o que tiver de bom nas palavras dele. O resto... ignore. Mostre para ele que você é capaz de ir longe!

ㅤㅤㅤEu saltei e comecei a tomar altitude, como um pequeno helicóptero.

ㅤㅤㅤ—— Obrigado pela luta! Até mais, Setsuna!

ㅤㅤㅤE fui pra embora.

ㅤㅤㅤNo caminho, numa altitude boa para não atrair atenção de ninguém ali da cidade, eu vou olhando para baixo e pensando nas coisas que ainda poderia fazer. Pelo sol se pondo no horizonte, eu poderia apostar que Filia estava quase saindo do trabalho dela. Ponderei por alguns minutos se valeria a pena dar uma passadinha por lá usando minhas vestimentas e acessórios de combate. Com certeza, vão me xingar nas ruas e pedir para eu deixar a ‘fantasia’ para o Halloween. Quando me decidi, eu pousei no topo de algum edifício e desci as escadas de emergência para não chamar atenção pousando no meio da calçada. Bem... confesso que isso não ajudou muito justamente por ter uma IMENSA SHURIKEN PRESA NAS MINHAS COSTAS! Mas, foi divertido. A cara que Filia fez quando me viu usando as roupas da Painwheel acabou me custando algumas perguntas e respostas e minhas justificativas foram o bastante para deixa-la menos preocupada.

ㅤㅤㅤ—— Como foi a sua luta? —— Ela me perguntou enquanto andávamos de mãos dadas, lado a lado.

ㅤㅤㅤ—— Acho que eu peguei pesado com o meu adversário. As pessoas têm medo de mim quando vou para cima, com tudo, sabe? Elas pensam que eu vou fazê-las em pedacinhos... —— Bom, eu não poderia julgá-las por pensarem nisso.

ㅤㅤㅤ—— Você mesma disse que não gosta de apanhar e sentir dores. Acho que eles também não se sentiriam confortáveis com os seus Fatalities!

ㅤㅤㅤNós demos risadas e faltava poucas quadras para chegamos até a rua que dividiria os caminhos. Um que levaria para o apartamento que Filia estava e o outro para a casa onde eu fico com a mamãe e os meus irmãos.

ㅤㅤㅤ—— Já se decidiu? —— Ela me encarava de volta, sempre sorrindo. Samson estava dormindo naquela hora, por isso ele não ficou enchendo o nosso saco no caminho todo.

ㅤㅤㅤ—— Quer jantar lá em casa hoje? A mamãe ficou um pouco chateada por eu não ter voltado ontem a noite. —— Retribui o olhar e o sorriso da mesma forma.

ㅤㅤㅤ—— Claro! Faz algum tempo que eu venho comido só os lanches do trabalho! E a comida da sua mamãe é divina!

ㅤㅤㅤ—— Hahaha! A mamãe sempre foi assim! Ela sempre faz comida para um batalhão. Sabendo que você vai lá, com certeza ela irá dobrar a quantidade!

ㅤㅤㅤEu não falei isso na maldade. Mas nós, que temos parasitas, sejam elas sintéticas (como o meu caso) ou orgânicas (o caso de Filia), nós precisamos nos alimentar muito! Essas coisas sugam muito do nosso corpo e é por isso que precisamos botar muita comida para dentro. É complicado explicar isso de uma maneira mais simples e prática, mas boa parte da minha magreza se deu pelo fato de Brain Drain e Valentine não se importarem em nada com a minha alimentação... e eu ainda carrego duas parasitas sintéticas no corpo.

ㅤㅤㅤ—— Samson vai acordar assim que sentir o cheiro de comida. Eu estava pensando em passar em casa para tomar um banho e trocar de roupas. Você vem comigo?

ㅤㅤㅤ—— Claro. Nós duas podemos acelerar o passo!

ㅤㅤㅤ—— Como? —— Ela ficou em dúvida.

ㅤㅤㅤ—— Se me permite... —— Fui por trás dela e a envolvi na cintura com um abraço.

ㅤㅤㅤ—— Carol! O que está fazendo? Espera! —— E eu saltei com ela, levantando voo novamente.

ㅤㅤㅤ—— Hahahah! Vamos voar juntas, Filia!

ㅤㅤㅤAcho que eu nem preciso contar que deixei Filia sem fôlego por causa do susto de sair voando numa altitude daquelas. O mais engraçado dessa história toda é que ela podia voar com a ajuda do Theon dela, mas não nas alturas que eu costumo fazer.

ㅤㅤㅤA minha história naquele dia terminou assim. E levou um tempo até eu saber o motivo do papai ter me convocado para esse teste de forças. Oh, vocês querem saber o que se trata? Acho melhor esperarem um pouquinho mais, vai valer a pena! Vocês irão ficar surpresos com muitas revelações que ainda estão por vir!

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Epílogo.

Mensagem  Yαgαмi Sєτsuŋα em Seg Dez 17, 2018 10:07 pm

Thε∙Mєrcєпαrɣ.


O ataque foi um sucesso.




Consegui cravar aquelas estacas no pequeno corpo da minha oponente e depois, consegui me desvencilhar daquele monstro grudento mas ainda mantive a postura, esperando algum ataque dela quando ela simplesmente  sentou no chão e ficou me olhando por algum tempo e eu ali, sem entender nada do que estava acontecendo. Não muito tempo depois ela se ergueu novamente, agora retirando os ferrões que estavam presos em seu corpo no que era uma cena bem... dolorosa, eu diria porém o mais incrível foi que os ferimentos cicatrizaram num passe de mágica (o que me causou um pouco de inveja).

Ufa... ainda bem que terminou! ▬ falei, sentando no chão e levando a mão direita ao cotovelo esquerdo. Ela retirou sua máscara de uma forma tão simples que eu me perguntava com aquilo ficou preso durante todo o combate... será que era preso naquele "X" que ela tem no rosto?
Você só pode ser louco! ▬ Gritou a pequena, agora com sua voz natural.
E por quê?
Pensei que você fosse trazer suas armas. Não é comum você estar sempre acompanhado de uma espada e armas de fogo? Não acha que com elas, você teria mais facilidade de me enfrentar, de igual para igual? ▬ Excelente pergunta que ela fez. Se eu levasse meus equipamentos, a luta teria sido outra.
É que eu esqueci! hehehe ▬ Cocei a nuca, sorrindo em seguida. ▬ Mas olha... não acha que se eu lutasse com você usando armas, eu não teria evoluído tanto assim, não acha? Graças á isso, sei o que preciso pra ficar ainda mais forte!  ▬ Sorri para ela. Nem parecia que momentos atrás nós estávamos quase nos matando.
Bem... acho que agora é um pouco tarde demais para isso. Mas por favor... lembre-se que nada disso é uma brincadeira! Se o papai está nos testando, é porque ele espera algum progresso nosso! Ou damos o nosso melhor... ou...
Ou eu vou morrer? Eu não ligo pra isso. Um dia eu vou morrer mesmo! ▬ Adotei um tom mais pensativo. A verdade é que eu estava imerso nos meus próprios pensamentos. ▬ Sinceramente Carol eu não espero que um dia eu venha a ser útil pro nosso pai. Você e nossas outras irmãs são muito fortes... tanto quanto eu. ▬ Eu me levantei com certa dificuldade. ▬ Agora, minha prioridade é a Ikari, é meu trabalho. Eu preciso ser forte pra defender aqueles que não possuem força pra isso... é esse meu propósito. ▬ Eu estava falando pra caralho, parecia que tinha engolido uma vitrola.

Que bosta...

Eu iria falar mais ainda se não tivesse sentido uma presença forte. Será que era Otousan ou  seria algum inimigo que sentiu o embate de poderes? Esperava que fosse só impressão minha. Meu raciocínio foi cortado quando ouvi o barulho da coisa nas costas dela começar a girar e quando olhei para ela, ela fez um "Peace and Love" pra mim, que respondi com o clássico joinha, sorrindo. Vocês devem me achar louco por criar simpatia com uma pessoa que esteve a ponto de me matar mas é isso.
Aconteça o que acontecer, vê se não some! As lutas ensinam bastante, derrotas principalmente. Se o papai aparecer do nada e te falar alguma grosseria, releve, respire fundo e tenta extrair o que tiver de bom nas palavras dele. O resto... ignore. Mostre para ele que você é capaz de ir longe! ▬ Disse a pequena. Quem diria que eu iria ouvir conselhos de uma pessoa mais nova que eu.

Que faaaaase!

Claro. Sempre que quiser, estarei por aí. ▬ Os Yagami sabem onde me encontrar. Eles sempre sabem.
Obrigado pela luta! Até mais, Setsuna!
Até logo! Se cuida! ▬ Acho que além de Alice, achei alguém que se importe comigo. ♥️
Depois que ela saiu voando (fiquei com inveja de novo), eu voltei cambaleante pro meu carro e depois de bater de cara em pelo menos 5 árvores, cheguei na minha carroça e a última coisa que lembro foi que eu consegui ligar o rastreador que ficava dentro do carro e ficou tudo escuro.

Apaguei.

Acordei na Ikari, no meu quarto, 2 dias depois daquela luta. Meu braço estava 100% curado e minha mente uma bagunça. "Como foi que vim parar aqui? Por quê eu estou usando regata e bermuda camuflada? Quem me trouxe aqui?" Olhei para os lados até que achei um relatório e esse relatório dizia que Ralf (sempre ele) me achou todo zuado no local onde eu estava apagado, me levou para a base Ikari e me colocou numa câmara de regeneração que a Ikari tinha (e eu nem sabia dessa coisa) e que graças a isso, acelerou a recuperação dos meus ferimentos. Mas não havia tempo pra ficar parado, eu não só posso como irei ficar mais forte...

Não importa o preço que eu tiver que pagar.





Continua... (?)


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RANKING

Mensagem  Ƨяα.Bogard♔ĿıſıthƧkɣαmıko em Ter Dez 18, 2018 7:30 am

PONTUAÇÃO DO RANKING

VENCEDOR DO COMBATE - 10 PONTOS.

Carol Yagami - 10 pontos.

PERDEDOR DO COMBATE - 7 PONTOS.

Setsuna Yagami - 7 pontos.

JULGAMENTO ATÉ 12 DIAS - 3 PONTOS.

Keepler - 3 pontos.
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Re: ᘛℭаяoℓ, ᵗʰᵉ ƤƛƖƝƜӇЄЄԼ 【✤】VS Sєτsuŋα Yαgαмi

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