2nd South
Este fórum contém material para adultos,
destinado a indivíduos maiores de 18 anos.

Se você não atingiu ainda 18 anos,
se este tipo de material ofende você,
ou se você está acessando a internet de algum país
ou local onde este tipo de material é proibido por
lei, NÃO PROSSIGA!!!

Os autores e patrocinadores deste fórum não se
responsabilizam pelas conseqüências da decisão do
visitante de ultrapassar este ponto.

[KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ir em baixo

Quem vencerá a luta?

55% 55% 
[ 12 ]
45% 45% 
[ 10 ]
 
Total dos votos : 22

[KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Kain R. Heinlein em Sex Jul 27, 2018 3:25 pm


Iori Yagami vs Yuriko Yagami
Juiz: Kain R. Heinlein
Regra: Classic Rules
Modo: Luta Rápida
Iori Yagami começa a partir do dia 1º de agosto!

avatar
Kain R. Heinlein
Visitante
Visitante

Aniversário : 16 de Fevereiro
Lugar de Origem : EUA
Mensagens : 17
Data de inscrição : 30/03/2018

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Sab Ago 04, 2018 9:19 pm


PRÓLOGO: This ain't no place for no hero!
Iori Yagami vs Yuriko Yagami

Personagens



Iori Yagami: Protagonista desta história. Consagrado campeão do torneio de Verão de 2012, Iori retorna para o Maximum Mayhem depois de alguns anos fora das competições mundiais. Embora sua participação seja um incômodo para ele mesmo, está determinado a enfrentar todos os lutadores do torneio e provar ser o melhor e superior a todos, além de claro, quebrar a cara de qualquer infeliz novo que vier se meter o esperto com ele e fazer de suas vidas um verdadeiro inferno.



Amy Yagami: Filha de Iori Yagami com Whip. Após desembarcar em 2ND, a filha de Yagami estranha todo o movimento da cidade. Instigada pela curiosidade e crendo que algo muito de errado está para acontecer, ela inicia sua própria investigação ao lado da única irmã que lhe entende bem.



Rebecca Yagami: A.K.A Candy Cane, filha de Iori Yagami com Rubi Malone. Desde o Legends of Universe, Candy passou uma temporada indo e vindo em 2nd. Não dando à mínima importância para tudo o que está acontecendo na cidade, a rebelde procura somente divertir-se sem que aporrinhem o seu saco.



M.i.y.u Greer: A “Unidade de Inteligência Múltipla Yggdrasil” retorna depois de anos, revelando ter prestado um serviço em segredo a pedido do Yagami. Sua aparição na cidade é estranhada por alguns dos habitantes devido o seu estranho visual. Quais segredos ela carrega dessa vez?


Música tema: Short Range Hero


ㅤㅤ── Faz muito tempo que está aqui? ── Perguntou a ruiva menor.

ㅤㅤ── Tem alguns dias. Por que? ── Respondeu a ruiva maior.

ㅤㅤA movimentada 5th Ave & 2nd Street estava diferente do habitual. O trânsito localizado no centro nervoso da cidade estava interditado devido a mobilização das mulheres que protestavam contra o feminicídio e o abuso sexual. As duas irmãs observavam toda essa movimentação de longe, sendo as únicas que não se misturaram entre as demais mulheres na rua para protestarem. Mas porque elas estão ali? Algo não fazia sentido para Amy Yagami.

ㅤㅤNo dia anterior, Amy chegou na cidade dos pecados por volta das 20 horas. Desembarcou no aeroporto da cidade irmã e veio de taxi para 2nd, onde passaria o tempo em um dos apartamentos que sua mãe tinha na região. O anuncio do torneio Maximum Mayhem acabou a pegando de surpresa, principalmente ao sentir a presença de seu pai na cidade. A garota ruiva, sempre muito observadora e silenciosa, procurou estudar os últimos acontecimentos analisando as edições de jornal que vieram circulando nos últimos meses. Alguns que não estavam mais em bancas, ela precisou surrupiar de outras pessoas. Como ela fazia isso? Ela tinha seus métodos sombrios para tal.

ㅤㅤ── O papai está na cidade. E também, no torneio. ── As duas voltaram a caminhar, tomando um rumo diferente do local que acontecia o protesto.Elas foram abordadas por outras mulheres no caminho, pedindo para que ambas se unissem à causa e lutassem pelos seus direitos. As duas recusaram o pedido educadamente, mas não eram todos que reagiam bem à recusa das meninas. Algumas xingavam, outras faziam comentários desnecessários. No fim, as irmãs fizeram o que fazem de melhor para esses casos: Ignorar.


ㅤㅤ── Vish... Daddy’s here? Fuck! Melhor eu cancelar meus compromissos! ── Ela pegou seu celular e começou a teclar alguma coisa para alguns dos seus contatos.

ㅤㅤ── Talvez não seja necessário. ── Interrompeu Amy.

ㅤㅤ── Why?

ㅤㅤ── Não temos nada para fazer. É isso. ── Amy, com a edição mais recente de 2nd Post, abria o jornal para ler as matérias completas nas outras páginas. Fazia isso enquanto andava esquivando de pessoas e de qualquer outro empecilho sem que fosse preciso tirar os olhos do que estava lendo.

ㅤㅤ── Daddy não passou nada? Nenhuma missãozinha? ── A outra parou de digitar, apagando tudo macetando o dedo polegar na tecla de exclusão no miniteclado de seu smarthphone.

ㅤㅤ── Exatamente. Estive no apartamento dele mais cedo. Ele trouxe Alice para a cidade para treinar, mas foi pego de surpresa pelo anúncio do torneio. Nossa irmãzinha me contou que foi por insistência dela que ele resolveu participar.

ㅤㅤ── Isso é estranho. Sempre rola alguma merda quando o pai está no torneio e nós temos que ficar agindo pela surdina.

ㅤㅤ── Dessa vez será diferente. Ele não solicitou nossa presença, tão pouco passou alguma ordem.

ㅤㅤA ruiva maior respirou aliviada.

ㅤㅤ── Phew! Menos mal! Não estava com ânimo para sair brincando de batgirl pela cidade!

ㅤㅤ── Todavia...

ㅤㅤAo ouvir essa palavra, Candy revirou os olhos.

ㅤㅤ── Oh man, c’mon!

ㅤㅤ── Você não acha estranho toda essa comoção pela cidade?

ㅤㅤAs duas pararam de caminhar. Havia um banco para elas sentarem e foi o que ambas fizeram. Amy mostrou a página inicial do jornal para a mais velha, que como sempre, exibia uma expressão de desinteresse para tudo o que acontecia.

ㅤㅤ── Ok. A mulherada tá puta com a morte dessas meninas aí. Eu não ligo.

ㅤㅤRebecca Yagami sempre foi assim. Esse comportamento rebelde dela veio por conta das influências que teve nas ruas de uma cidade Canadense, onde foi deixada pelo seu pai por conta própria. Ele aprendeu a sobreviver roubando e lutando, cresceu em um orfanato e desde sempre se mostrou uma menina de temperamento difícil para coisas sérias e mais de boa para festas, música e muita porradaria. Ela sempre adotou a sigla “NO FUTURE” para tudo o que ia fazer. Deu o foda-se para os estudos, para os namorados grudentos, para as professoras chatas que viviam no seu pé. A ruiva sempre gostou de ser livre para fazer o que quiser, montou sua própria banda com a intenção de se tornar uma Rockstar de grande sucesso e participou de vários campeonatos de luta livre, sendo o Rumble Roses um dos quais destacou a lutadora ruiva. Se tornou um ídolo para as crianças, não pelo seu comportamento agressivo e rebelde durante as lutas, mas pela causa que a fez entrar na competição aquela vez, almejando o grande prêmio em dinheiro para salvar o orfanato onde cresceu das dívidas que o ameaçavam a fechar as portas. Embora Candy fosse muito carinhosa com as crianças, sua agressividade em combate e principalmente seu comportamento arruaceiro e trapaceiro à fizera ser reconhecida também por “ANARCHY OF RR”, principalmente depois de ter quebrado sua guitarra na cabeça de uma adversária.

ㅤㅤAmy, por outro lado, sempre preferiu analisar o ambiente à sua volta para ter melhor entendimento do que ocorria. Diferente de Rebecca, ela não só cresceu sozinha em outro país como também viveu o trauma de ser tirada dos braços de sua mãe pelos colegas de esquadrão dela, o Ikari Warriors. Desde este acontecimento, a ruivinha fechou-se para tudo e todos praticamente. Na França, ela escolheu treinar um estilo de luta armado chamado “La Rapiere de Sorel” quando descobriu ter um gosto parecido com o de sua mãe por portes de armas. A diferença é que ela preferia o florete ao invés de chicote, adagas ou armas de fogo, chegando a ser nomeada de “A Young Woman bound by silence” por aqueles que a treinaram. Ela é estratégica, astuta, inteligente. Gosta de enfrentar situações que requer uma solução inteligente e precisa, mas quando posta em combate, mostrava que não era só um rostinho meigo e delicado. Seu comportamento impiedoso é uma combinação da educação que teve com Iori Yagami e ao seu sofrimento com o desaparecimento de sua querida mãe. Ela não é de mostrar remorso pelos inimigos quando os fere com cortes rápidos e profundos, muito menos retém seu desdém para com o seu adversário. O visual de Gothic Lolita é só mais uma afirmativa do comportamento pessimista e frio que ela possui.

ㅤㅤAmy apontou para todas as matérias que falavam em prol das mulheres.

ㅤㅤ── Não acha estranho que a população de Second, que sempre considerou os torneios e competições de luta mais importantes que a situação da cidade... tenham mudado de repente? O torneio ficou em segundo plano. Quase não há nada falando da competição aqui!

ㅤㅤ── Hm... você não acha que é mais importante as manifestações do que a competição?

ㅤㅤ── Acho. No entanto... Não sei dizer se são as pessoas que estão dando mais atenção aos problemas da cidade, ou se são as matérias que estão sendo manipuladas.

ㅤㅤ── Manipuladas como?

ㅤㅤ── As meninas que morreram no Cassino e a que foi encontrada numa caçamba de lixo. Os protestos, reposição hormonal em mulheres, detetive pousando nua pra incrementar causa feminina...

ㅤㅤ── OPA! Tem foto da bendita pelada aí? ── Candy tirou o jornal das mãos de Amy.

ㅤㅤ── Hey! O que isso tem de interessante para você?

ㅤㅤ── Fuck! Olha a cara dessa detetive! O que essa daí já deve ter visto de piroca, eu não tomei de Coca-Cola! HAHAHAH!

ㅤㅤAmy revirou os olhos. E tomou o jornal de volta para si.

ㅤㅤ── Foco, Becca!

ㅤㅤ── Ok! Sorry! Só queria descontrair esse blá blá blá chato... anyway...

ㅤㅤ── Acredito que tudo isso está acontecendo com o motivo de ocultar o torneio. Alguém deve estar mexendo seus pauzinhos para fazer que as feministas tenham maior impacto e visualização que a competição em si. Veja só “Os doze Reis”... Hã? Yuriko? Setsuna?

ㅤㅤSó então Amy reparou em algumas das fotografias dos lutadores presentes.

ㅤㅤ── Que bonito! Que alegria! Que beleza! Temos três Yagami na competição! Hey, look! Kusanagi também está aí! Uncle Terry, a Laurete, o tio do “não toque nos meus óculos” e ... quem é essa galera nova aí?

ㅤㅤ── Seis homens. Seis mulheres. Três Yagami’s. Hum... Nós precisamos olhar isso de perto.

ㅤㅤAmy fechou o jornal e o dobrou novamente.

ㅤㅤ── O que quer dizer com isso?

ㅤㅤ── Precisamos assistir essas lutas de perto. Eu vou investigar cada um destes eventos na cidade por conta própria. Quer vir comigo?

ㅤㅤ── What? Pra quê perder tempo com isso? Deixa a cidade se explodir!

ㅤㅤ── Seria bom ter a sua companhia! Faz algum tempo que não ficamos juntas, como irmãs.

ㅤㅤCandy olhou torto para Amy.

ㅤㅤ── Sei. Vai usar o joguinho de “Sisters Forever” agora?

ㅤㅤ── Vou. Você não resiste, não é mesmo? ── Amy abriu um sorrisinho maldoso.

ㅤㅤ── Alright. Só se você me contar das coisas que fez com seu namorado.

ㅤㅤ── Não quero desapontá-la, mas eu não estou interessada em nenhum tipo de perversão com ele.

ㅤㅤCandy fez uma cara de espanto.

ㅤㅤ── E pra quê vocês estão namorando então? Qual o sentido disso?

ㅤㅤAmy não deu satisfação nenhuma para a mais velha. Mas as duas seguiram o caminho de volta para o apartamento de Whip, onde esperariam por mais algumas horas.

ㅤㅤMais cedo, naquele mesmo dia.

ㅤㅤNo Hotel Victoria, Iori acordou às oito da manhã ouvindo conversas e risadas de Alice com outra pessoa na sala. Além do som da tv alta, o que provavelmente estava ligado em algum canal de desenho animado. Sem muita disposição para de levantar, o ruivo levou alguns minutos para juntar as forças e se sentar para depois levantar-se e ir para o banheiro que havia no seu quarto. Depois de jogar uma água na cara e escovar os dentes, saiu do quarto vestindo somente suas calças vermelhas. Foi quando ele se deparou com Amy sentada ao lado de Alice.

ㅤㅤ── Então é você? ── Ele aproximou-se das duas.

ㅤㅤAlice estava com uma tigela de cereais em seu colo, além de ainda estar usando seu pijama e suas pantufas de coelho. Amy, por outro lado, estava usando seus trajes costumeiros de gótica. As duas olharam para o pai e sorriram.

ㅤㅤ── Bonjour papa. ── Falou Amy, usando seu sotaque francês.

ㅤㅤ── Bom dia, papai! ── Falou Alice, usando um sotaque britânico.

ㅤㅤIori arqueou a sobrancelha. Olhou para a tv e depois para o jornal em cima da mesa, com as notícias do dia. Não muito interessado no que estava rolando ali, ele deu às costas para as duas e procurou servir do café que havia na mesa. Pelo horário, ou foi Alice ou Amy que pediu para trazerem pelo serviço de quarto. Isso não importava. O que estava ali servido era mais que suficiente para ele.

ㅤㅤ── O que faz aqui, Amy? ── A pergunta de Iori veio ao longe.

ㅤㅤ── Vim passar um tempo com a mamãe. Mas parece que ela vai ficar fora de novo por causa desse Maximum Mayhem.

ㅤㅤIori olhou por cima dos ombros.

ㅤㅤ── Heh... Estranho seria se eles deixassem a oportunidade passar. Aposto que estão falando que eu sou o responsável pelas mortes dessa cambada de infelizes pela cidade.

ㅤㅤ── Eu não tenho dúvidas, papai. Até mesmo a mamãe acha que é exagero deles. No entanto, lembre-se que essa implicância conosco se deu por conta da sua ameaça ao Heidern anos atrás... e o ataque de Yuriko às bases também.

ㅤㅤComo não se lembrar dessas coisas? Quando Iori soube que Heidern havia sido o responsável pelos traumas da sua filha com Whip, os dois chegaram a conversar em Sound Beach. Houve uma troca de ameaças, dedos apontados na cara, mesas se quebrando e vários soldados apontando suas armas com miras lasers sobre o corpo do ruivo. A última coisa que Iori havia dito para o general foi que ele não tinha medo de morrer e que sozinho poderia por toda a base ao chão, sem fazer esforço algum. Anos depois, Yuriko chegou na cidade e fez exatamente isso, tudo por conta de uma vingança pessoal dela contra uma de suas irmãs.

ㅤㅤ── Huh, estou nem aí para o drama deles. A tendência é só piorar se eles continuarem me perseguindo.

ㅤㅤ── Alice me contou que vai participar do torneio. Tem algum motivo especial?

ㅤㅤ── Nenhum. Apenas para ela parar de encher o meu saco.

ㅤㅤ── Mesmo? Ela disse que o senhor vai atrás do assassino das meninas. Huhu.

ㅤㅤ── Negativo. O torneio será minha terapia para desestressar. Faz tempo que não quebro a cara desses infelizes.

ㅤㅤAlice se intrometeu.

ㅤㅤ── O papai também disse que vai matar o assassino se ele cruzar o caminho dele.

ㅤㅤAmy sorriu.

ㅤㅤ── Que bonitinho. Faz tempo que não vejo o senhor atendendo o pedido dos filhos.

ㅤㅤ── Não me venham com essa! ── Resmungou o mais velho.

ㅤㅤAlice terminou seus cereais e deixou a tigela com a colher em cima da mesinha à frente das duas. Ela começou a contar para Amy sobre tudo o que havia discutido com o pai: A suspeita de que o assassino das meninas no Cassino Woo é obra do mesmo sujeito que matou as meninas de Philantrophy Belfry anos atrás, a possibilidade dele estar usando essas mortes como uma forma de querer mostrar algo, etc. O ruivo apenas observou a interação das duas irmãs de longe, não se intrometendo muito. Ele tomou seu café sem pressa e comeu algumas fatias de pão, guardando seus pensamentos e conclusões sobre tudo o que acontecia em 2nd para si mesmo.

ㅤㅤApós alguns minutos em silêncio, Amy ganhou a atenção novamente do pai ao ser perguntado se deveria comunicar Candy e qualquer outra Yagami que estivesse nas redondezas.

ㅤㅤ── Negativo. ── Afirmou.

ㅤㅤ── Tem certeza? ── A ruiva menor estranhou.

ㅤㅤ── Quanto menos você se envolverem, melhor será. E outra, você podia cuidar da sua irmã enquanto estou lutando.

ㅤㅤEra esperado que Amy fosse achar incomum a vontade de seu pai de não envolve-las no evento. Comparada aos acontecimentos anteriores, como o torneio de Verão e o torneio de Misty, onde ele convocou o esquadrão de filhas para lidar com as coisas fora do torneio... essa seria a primeira vez que ele as deixaria de fora dos confrontos.

ㅤㅤAmy não procurou discutir muito a respeito da decisão de seu pai. Ela era aquele tipo de filha que precisava ouvir somente uma vez. Mas não quer dizer que ela irá ficar parada. Como chegou no dia anterior, ela veio estranhando todo esse movimento na cidade. Sem que Iori soubesse, ela já estava arquitetando seus próximos passos e logo estaria de retirada para ir ao encontro da outra Yagami que estava na cidade.

ㅤㅤ── Não acho que Alice precise de uma babá, papai. Ela sabe se virar sozinha tão bem quanto cada uma de nós.

ㅤㅤ── Obrigada! Tenho tentado por isso na cabeça dele desde que chegamos! ── Disse Alice, feliz com o suporte da irmã mais velha.

ㅤㅤ── Tsc. Que seja. Você não sairá daqui de dentro enquanto eu estiver fora.

ㅤㅤ── Eu sei. Eu não pretendo mesmo. ── A menina cruzou os braços, fazendo beicinho.

ㅤㅤAmy aproveitou a oportunidade para se despedir de Alice, abraçando-a e dando um beijo em sua testa. Levantou-se e fez uma reverência ao seu pai e mestre, anunciando sua saída.

ㅤㅤ── Com sua licença, papa, estou indo. Ainda não terminei de arrumar minhas coisas no apartamento da mamãe. É melhor eu voltar para lá.

ㅤㅤ── Certo. Se cuida, garota.

ㅤㅤ ── Caso precise, sabe onde me encontrar.

ㅤㅤEla passou por ele, tocando seus ombros e depois saindo pela porta da frente.

ㅤㅤAlice estava de joelhos no sofá e olhando para seu pai. Ela mostrava o celular dele para o mesmo, onde na tela constava uma ligação perdida.

ㅤㅤ── Chizuru-san ligou para o senhor!

ㅤㅤ── E porque não atendeu?

ㅤㅤ── O senhor não gosta que atenda suas ligações! ── Alice fez uma expressão de desentendida.

ㅤㅤ── Mas ela você pode atender, diabos. Passa pra cá! ── E ele tomou o aparelho da mão dela sem nenhuma delicadeza.

ㅤㅤEla deu risada.

ㅤㅤ── Com medo de levar bronca da noiva, papai?

ㅤㅤ── Não é medo de nada! Pode ser algo importante!

ㅤㅤE ele discava o número dela de volta. Na tela, aparecia o nome “Passarinha”, um apelido que Iori colocou na noiva com a intenção de zoar o gosto dela por aves domésticas. E também pela recusa de deixa-lo ter um gato de estimação em casa. Enquanto esperava a ligação ser completada, Alice voltou para o pai e mostrou a edição do jornal do dia que ela pegou na recepção do hotel mais cedo, mostrando justamente a fotografia de outra garota assassina encontrada jogada em uma caçamba de lixo como se fosse uma merda qualquer. Iori não precisou nem esperar ela dizer nada, pois aquela carinha de quem estava o lembrando de sua promessa já começava a deixa-lo irritado. Ele continuava martelando na sua cabeça o porque dessa necessidade da pequena querer tanto que ele fosse atrás dos responsáveis dos massacres? O que tem de tão importante nas mortes dessas infelizes? Porque o mundo está tão revoltado com essas coisas, que acontecem todos os dias com qualquer um, quando menos se espera? Foi então que ele se tocou de uma coisa: “Poderia ser uma de suas filhas!”.

ㅤㅤ── Já entendi! Só não me amola! ── Ele disse para a mais nova.

ㅤㅤA ligação completou. E mal teve tempo dele dizer alguma coisa. Do outro lado, Chizuru já começava com o seu interrogatório.

ㅤㅤ── Por que não atendeu mais cedo?

ㅤㅤ── Bom dia, passarinha. ── Disse em um tom de deboche. ── Eu estava dormindo e Alice não atendeu. ── Explicou-se.

ㅤㅤ── Hum. E o que faz nesse Maximum Mayhem? ── Ela continuou pressionando.

ㅤㅤ── Caramba, mulher! Até você?

ㅤㅤ── Foi noticiado agora pouco que você é um dos competidores do Maximum Mayhem em 2nd South Town. Foi por causa do Kusanagi que você resolveu ingressar nessa, Iori?

ㅤㅤ── Kusanagi? Aquele miserável está no torneio também? Espera um pouco! Acabou de passar aí? Essa porcaria foi anunciada no mundo inteiro?

ㅤㅤ── Sim! Foi!

ㅤㅤ── Ah, merda.

ㅤㅤ── Iori! ── Chizuru esperava uma explicação.

ㅤㅤ── Olha, eu trouxe Alice para treinar como havia lhe dito. Só que a pestinha começou a me aporrinhar com essa história de um assassino de jovens à solta, querendo que eu fosse para o torneio sob aquele velho pretexto de que toda merda pode ser resolvida quebrando a cara de alguém! Só aceitei pra tirar ela do meu pé e poder mantê-la focada no que realmente importa! Satisfeita?

ㅤㅤ── Sim. Estou surpresa em saber que você foi facilmente manipulado pela sua filha mais nova. ── Ela deu risada do outro lado da linha. Uma risada divertida.

ㅤㅤ── Manipulado? Eu não sou manipulado por ninguém, Chizuru! Não diga asneiras!

ㅤㅤIori começou a resmungar enquanto Alice sentava-se no sofá e pegava o controle remoto para mudar de canal, dessa vez em um que passasse algum noticiário local de 2nd South. Além de mostrar imagens do protesto que estava prestes a começar em 5th Ave & 2nd Street. Entre vários cortes de filmagens durante a reportagem, mostrando as placas com os dizeres “Vamos à luta” e a declaração de várias revoltadas com o feminicídio e outras desgraças que rolava na cidade, uma reportagem foi ao ar mostrando quem era os participantes do torneio. Interessada, a menor acabou por ver as figuras de Setsuna Yagami e Yuriko Yagami. A notícia retratava os dois filhos de Iori como “Filhos de uma lenda dos ringues”, anunciando também o retorno de veteranos importantes como Terry “Steel Wolf” Bogard, Kusanagi Kyo e Clark Still. Outros lutadores regressavam para a competição, a primeira sendo Laura Matsuda, a brasileira praticante do estilo Matsuda de artes marciais. A outra era uma figura bastante conhecida por Alice, Katarina Alves, mulher que ela enfrentou no centro da cidade tempos atrás e que lhe rendeu alguns problemas durante o confronto. Depois anunciaram o retorno da pirata Bonne Jenet e seus Lilian Knights, a misteriosa mulher russa chamada Sonia Romanenko, uma estranha figura parecido com um samurai chamado Haohmaru e por último uma jovem mulher de pele morena e cabelos loiros chamada Vic Lucky. Todos eles eram os competidores do Maximum Mayhem e deverão estar figurando os combates nas diversas localidades mais famosas da cidade dos pecados.

ㅤㅤ── Que legal! Yuriko e Setsuna vão participar também!

ㅤㅤO comentário da menor acabou fazendo Iori pausar sua conversa com a noiva.

ㅤㅤ── Como é que é?

ㅤㅤ── Você não ouviu? ── A menina tinha certeza de que havia aumentado o som da tv.

ㅤㅤ── O que esses infelizes estão fazendo? ── Iori só faltou quebrar o celular em suas mãos.

ㅤㅤ── Eles vão competir também pelo prêmio milionário! Será que eles sabem que tem um assassino à solta?

ㅤㅤIori deu as costas, sem fazer questão de responder. A menina não deu bola pelo vácuo do pai, pois estava acostumada desde muito nova com esse tipo de comportamento apresentado pelo mais velho. Ela continuou assistindo e olhando o jornal. Parecia que as coisas iriam esquentar na cidade e ela mal podia esperar pela oportunidade de sair novamente à noite, sem que seu pai percebesse.

ㅤㅤ── Cheshire. Será que teremos uma quarta “Alice”? ── Comentou, bem baixinho.

ㅤㅤIori voltou para o quarto enquanto ainda falava com Chizuru. Do outro lado da linha, a sacerdotisa estava em sua casa e usando um quimono branco com detalhes floridos. Ela assistia tv, já era noite e não fazia muito tempo que tinha voltado do trabalho. Os dois combinaram de ligar um para o outro em determinados horários para que pudessem conversar.

ㅤㅤ── Escuta Iori, não precisa ficar revoltado com a participação dos seus filhos. Independente de quais sejam os motivos deles, tente se divertir com os dois. Talvez essa oportunidade de enfrenta-los seja a terapia que vocês precisam para se acertarem de uma vez. ── Chizuru foi bastante atenciosa ao dizer isso para Iori.

ㅤㅤEle ficou em silêncio do outro lado. Chizuru só ouviu a respiração pesada do homem.

ㅤㅤ── Eu vou tentar. Não prometo nada.

ㅤㅤ── Farei o possível para acompanhar as lutas daqui. Divirta-se, ok?

ㅤㅤ── Espero que esteja certa sobre isso, Chizuru.

ㅤㅤ── Não custa dar uma chance a eles, Iori. ── Ela sorriu do outro lado. ── Agora eu vou indo dormir. Já está tarde aqui.

ㅤㅤ── Certo. Boa noite, Chizuru. Aishiteru.

ㅤㅤ── Aishiteru, Iori.

ㅤㅤEle encerrou a ligação enquanto olhava para o aparelho. “Dar uma chance para os dois?”, se perguntava. Já tem algum tempo que o ruivo não se comunicava com Yuriko e nem com Setsuna, principalmente o Setsuna por conta de um desentendimento entre os dois. Já Yuriko é diferente, ela nunca teve um contato muito próximo com o pai por conta da vida que viveu, sequestrada e confinada em um laboratório. Lembrar dessas coisas o estressavam, principalmente por saber que a culpa era dele e o quão difícil era se aproximar dos dois depois de tudo o que aconteceu. Mas ele faria o que a Chizuru pediu. Ele usará esse torneio como uma forma de tentar acertar suas diferenças com ambos, mas tentar se divertir? Ele dava risada ao pensar nisso. Yagami’s são insanos. Eles amam lutar. Desde criança são estimulados pelos pais a uma vida repleta de treinos pesados e introduções as artes marciais violentas, mesmo que isso seja sofrível ou traumático para a criança do clã da Lua.

ㅤㅤEle sabe que em algum momento desses confrontos, os três poderiam acabar passando dos limites. Talvez seja melhor assim, eles lutarem ao ponto de quase matarem uns aos outros.

ㅤㅤSem mais, ele vestiu seus sapatos e a camisa branca com o blazer perto por cima, este contendo a imagem da Lua Crescente estampada nas costas da vestimenta. Assumindo o visual de Another Iori do KOF 2000, Iori apenas deixa um aviso à Alice de que irá dar uma volta pela cidade e que voltaria antes mesmo de leva-la para almoçar.

ㅤㅤDescendo pelo elevador do hotel Victoria até o térreo, Iori resolveu mudar o seu trajeto pela cidade para outro lugar. Um em especial. Sarah Forest. Foi lá que ele lutou pela primeira vez quando pisou nessa cidade, contra Terry “Steel” Wolf, no torneio de Verão realizado em 2012. A pé ia levar muitas horas para chegar lá. Ele acabou pagando um táxi para chegar ao local.







_________________
IORI YAGAMI MOVELIST
avatar
Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡
Administrador
Administrador

Aniversário : 25/03/1975
Lugar de Origem : Tóquio, Japão
Mensagens : 159
Data de inscrição : 11/08/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Sab Ago 04, 2018 9:55 pm


PRÓLOGO: This ain't no place for no hero!
Parte 2

ㅤㅤAlguns anos atrás

ㅤㅤNem tudo eram as mil maravilhas. A vida de Iori teve mais baixos do que altos, mesmo que todos pensassem que ele fosse cheio da grana pelo seu sucesso no ramo musical ou pelas lutas que vencia em torneios tanto clandestinos quanto oficiais. Acontece que como um pai ele mais fracassou do que teve sucesso e uma delas era o caso de Yuriko Yagami, a filha que ele teve com uma mulher que não era flor que se cheire. A Claudine Renko. As relações de Iori sempre eram problemáticas, sempre se envolvendo com pessoas que poderiam findar com sua vida num estalo de dedos. Será que gostava tanto assim do perigo? Nem mesmo ele sabia responder. Mas acontece que numa dessas desventuras familiares, ele acabou reencontrando-se com sua filha depois dela ter escapado do laboratório onde ficou confinada por anos. Iori tentou manter ela em um hospital, pelo menos até que se recuperasse dos ferimentos. Mas não adiantou. Ela destruiu tudo e levantou voo, sumindo mais uma vez.

ㅤㅤNo decorrer daquela mesma semana, Iori acabou esbarrando com uma pessoa um tanto que peculiar. Uma misteriosa mulher de chapéu e capa preta, estilo zorro mas sem a máscara. Aquele encontro acabou resultando em um combate que por muito pouco não terminou com o japonês assassinado. Sim. Pode ser difícil de acreditar, mas este foi um dos raros momentos em que Iori quase acabou partindo dessa para a melhor e o motivo era bem simples. Sua oponente não era humana. Era uma ciborgue.

ㅤㅤNo começo do duelo, ela não respondera à pergunta do ruivo sobre quem ela era e o que ela queria. A única coisa que ela fez foi esticar o braço canhoto e transformá-lo em uma espada prateada. Assistir aquilo foi bem bizarro, onde a mão dela desmontava e se desfazia para dar espaço para uma lâmina afiada.

ㅤㅤIori não estava surpreso. Para a vida que teve, enfrentando demônios, clones, e viajantes do tempo, ciborgues chegavam a ser normais para ele. Mas o que realmente incomodava o homem era de onde essa bendita saiu e o que ela tanto queria atacando-o sem apontar seus motivos? A primeira investida dela foi rápida o suficiente para atingir o outro de raspão na barriga. E os golpes seguintes acabaram sendo repelidos por movimentos defensivos do lutador, usando suas mãos.

ㅤㅤIori foi se afastando a cada golpe de espada. Seu treinamento com o Hung Kuen lhe permitia realizar tais façanhas, desde interceptar golpes, seja desviando suas trajetórias ou simplesmente barrar os movimentos com as palmas das mãos. Mas aqui o caso era diferente. Era uma maldita espada!

ㅤㅤ── Merda!

ㅤㅤEm um dado momento, ele visualizou uma abertura na incessante movimentação da mulher e desferiu um potente murro energizado com suas chamas, proporcionando o impacto que precisava para empurrá-la. Embora o golpe tenha sido eficiente e poderoso, no corpo da outra era como se não fosse nada demais. Quando recuperou-se, ela voltou a encará-lo com suas orbes vermelhas e brilhantes.

ㅤㅤ── Muito bom, Yasakani no Magatama.

ㅤㅤA voz dela não era de uma pessoa normal. Ela tinha em si um comportamento meio robótico, uma expressão neutra, um olhar de peixe morto. Isenta de expressões como ansiedade, medo, aflição, adrenalina, raiva, tudo o que pudesse ser sentido dentro de um combate que valesse a vida um do outro. Iori ofegava. Fazia tempo que ele não encontrava um oponente que lhe fizesse ficar em dúvida das suas chances de vitória. Nem mesmo aquela pilha de metal chamada Maxima chegou a ser tão infeliz na hora de se enfrentar. E novamente, a dúvida continuava a lhe atacar impiedosamente.

ㅤㅤ── QUEM DIABOS É VOCÊ? ── Ele não se conteve. Estava tomado pela sua fúria. E isso poderia lhe ser um grande problema.

ㅤㅤ── Eu sou aquela que veio punir você... ── Da mesma forma como ela se pronunciou antes, sem emoção alguma, ela o fez novamente. No entanto, ela pareceu ser mais precisa e direta desta vez. ── Você é o homem que se envolveu com a Obsidiana Corrompida e desta união, geraram o Último Diamante Negro! Vocês todos irão morrer!

ㅤㅤNaquele tempo, Iori não fazia ideia que ela se referia à Claudine e depois à Yuriko. A maneira como ela associou eles três, a Magatama, Obsidiana e Diamante foi uma colocação bem estranha. Mas não se importou com isso.

ㅤㅤSem responder, foi a vez dele partir para o ataque contra a ciborgue. Em situações como essa não era muito inteligente prolongar a luta contra oponentes que não podiam se cansar. Iori sempre foi o cara que gostou de cortar todo o mal pela raiz, sendo poucas as vezes que ele demonstrou interesse de enfrentar alguém dando tudo de si. Ou ele dava um jeito de encerrar esse confronto com ela de uma forma rápida e inteligente ou uma conclusão fatal poderia acabar acontecendo.

ㅤㅤAo todo foram 87 segundos de luta. Os primeiros foram algo bem lentos, onde os dois adversários ficavam plantados onde estão, um encarando o outro. Muito informação não verbal é trocada nesses cinco primeiros segundos. A mulher mantém seu olhar colado no de Iori, e o Iori a encara de volta – nenhum dos dois sequer piscavam um para o outro – e o cenário que estavam, uma rua deserta no meio da madrugada de algum lugar do mundo pareceu se cristalizar em um diorama preso no gelo.

ㅤㅤIori tenta ao máximo, no curso daquela fração de segundo, não exibir nenhum pânico ou qualquer preocupação exterior, nem a ideia que se forma em sua mente. É comum do cérebro humano formular noções complexas no mínimo espaço de tempo, menos tempo do que se leva para que uma sinapse seja disparada. “Será que havia uma forma de arrancar a espada do braço dela?” – foi o pensamento dele, querendo resolver essa questão de uma maneira mais rápida.

ㅤㅤFoi no segundo seguinte que a coisa explodiu, que os dois lutadores entram em ação. Iori mergulha na direção da mulher energizando seus punhos com o fogo púrpuro herdado do pacto de sangue de seus ancestrais, o poder corrosivo e destrutivo das chamas do Destino de Orochi, muito mais devastadoras que o fogo normal e o fogo dos Kusanagi. Sabendo do potencial destrutivo do seu poder, Iori sempre teve a vantagem de pressionar seus inimigos com este poder. Não são todos que resolvem serem consumados pelas chamas roxas que ele manejava, era praticamente suicídio e ele fazia desta prática uma jogada de mestre.

ㅤㅤA mulher esperava que ele fosse arremessar a chama ao chão, como havia simulado várias e várias vezes as probabilidades de ataque do ruivo pela distância que estavam um do outro. Ela já havia visualizado inúmeras possibilidades de resposta para qualquer ação do homem que fosse focada ao combate à distância, mas surpreendeu-se quando este preferiu ataca-la com tudo o que tinha, no mano a mano. Não era comum o Iori lutar com as mãos consumadas pelo fogo de seu ódio. Isto era uma prática mais comum do seu arquirrival, Kusanagi Kyo, mas aqui, ele queria mostrar outra coisa. Aqui, Iori pressupõe que sua adversária sabe tudo sobre ele e que pode prever qualquer ação sua. Ela sendo uma maldita máquina com partes humanas já era o bastante para ter uma vantagem sobre o ser ali, que sempre apareceu nas mídias por conta das lutas de torneios e por outros motivos também. Exemplos de como ele lidava com esse tipo de situação existem em vários locais, fontes, quem quisesse saber de Iori, poderia ver em qualquer parte do mundo. É por conta disto que ele resolveu utilizar o seu instinto selvagem, o que pode lhe render uma boa chance de vitória, como também, uma grande possibilidade de derrota.

ㅤㅤA mulher de capa e chapéu tenta uma investida direta com a espada, mas falha miseravelmente quando a imagem de Iori parece borrada. Ela não conseguiu compreender naquele instante, mas a velocidade qual o ruivo aproximou-se da mesma acabou criando uma falsa imagem do Iori, onde a Lâmina atravessou o corpo deste enquanto ele se desmanchava como uma ilusão qualquer. Quando ela processou a posição real deste, foi bombardeada com um murro contra a cara, tão potente que o punho encoberto pelas chamas causou-lhe um atordoamento em seus sistemas.

ㅤㅤComo um pugilista enraivecido, Iori aproveitou da brecha aberta da oponente e desencadeou uma furiosa sequencia de murros concentrados sobre todo o corpo da ciborgue. Ele batia com vontade mesmo, como se quisesse deixar várias sequelas no corpo da adversária sem se importar com as possibilidades de matá-la, isso se fosse realmente possível matá-la. A forma como ele se movia era assustadora, parecendo uma metralhadora de murros concentrados, empurrando esta para trás, a cada golpe um estouro de energia púrpura flamejante que ia encobrindo a outra a cada golpe tomado.

ㅤㅤNo instante que Iori pretendia encerrar com um golpe de misericórdia, foi onde a oponente pareceu despertar do seu transe e segurar o último murro deste com sua mão destra, apertá-lo com força suficiente para fazê-lo sentir os ossos da mão estalarem e quase se espedaçarem. Pego de surpresa, o homem tentou reagir puxando a mão para trás, mas ela o conteve e o fez até ajoelhar-se de dor enquanto pressionava o punho destro do ruivo. Ela teve ele na posição ideal para que pudesse mata-lo. Quando moveu o braço canhoto, o qual havia emergido a espada, Iori reagiu bloqueando o cotovelo dela e impedindo de que esta atacasse com a espada.

ㅤㅤ── Chega!

ㅤㅤEle deu um impulso para cima e desferiu uma joelhada contra o queixo d’outra. Ela recuou, soltou a mão dele, o que permitiu ao mesmo um alívio momentâneo, mas não por muito tempo. A mão destra da mulher transformou-se em outra coisa, em garras. E ela apontou-a na direção do ruivo, disparando-a contra ele com uma corrente. No susto, Iori tentou golpear a garra para o lado, mas acabou tendo o antebraço mordido por ela e como consequência disso, foi puxado até a ciborgue.

ㅤㅤ── Mas o que?!

ㅤㅤ── Venha aqui! ── Disse a outra.

ㅤㅤA manobra seguinte da misteriosa durou um total de três segundos, enquanto o motor da garra presa numa corrente puxava o Yagami como se não fosse nada até sua direção. A mão espada dela acabou atravessando a barriga do ruivo, mas ela fez questão de posicionar a lâmina de modo que não atingisse seus pontos vitais. A ferida que causou nele foi suficiente para fazer o homem ruivo grunhir de dor e praguejar contra a maldita, segurando o braço espada dela na tentativa de se soltar dela. Ele encara aqueles olhos vermelhos e inexpressivos da mulher ciborgue, com dificuldade de manter sua respiração. Ele começava a suar, buscava uma solução que pudesse tirá-lo dessa sem que lhe custasse a vida.

ㅤㅤ── Você... Você não é uma simples lata velha... Heheh...

ㅤㅤ── Vindo de você chega a ser um elogio, Yasakani no Magatama. ── Ela abriu um sorriso forçado.

ㅤㅤ── O que ganhará me matando aqui? ── Ele toca o braço dela com a mão ensanguentada.

ㅤㅤA mulher apenas olha para o braço sujo com  sangue de Yagami.

ㅤㅤ── Eu elimino aqueles que podem ameaçar o equilíbrio do mundo. Você e outra mulher tiveram uma filha extremamente perigosa e dificilmente se responsabilizarão pelos atos dela se a mesma se rebelar contra o mundo. ── Ela pareceu forçar mais a lâmina.

ㅤㅤO sangramento não para.  Iori fechou seus olhos. Então, ela retirou a lâmina e afastou-se, permitindo que ele caísse de joelhos ao chão, com a mão pressionando o lugar para tentar estancar o ferimento.

ㅤㅤ── Hehe... você quer matar... Claudine e Yuriko... ? ── Ele voltou o olhar para ela, dessa vez, com um desprezo mortal pela mulher. ── Quem te mandou?

ㅤㅤEla sorriu.

ㅤㅤ── S.E.A.R.R.S ── Respondeu ela, sem se importar com a relevância de tal informação.

ㅤㅤIori não entendeu nada. Mas gravou muito bem o nome deles.

ㅤㅤ── Certo... Eu lamento, mas você infelizmente terá êxito em sua missão. ── O ruivo sorriu.

ㅤㅤA mulher arqueou uma de suas sobrancelhas enquanto olhava o ruivo cuspindo sangue no chão, dando risadas forçadas, mesmo que naquele instante lhe faltasse o ar nos pulmões. As chamas do Destino começaram a tomar conta de todo o corpo do ruivo, e pouco a pouco, este foi levantando-se como se o dano recebido não lhe fosse nada demais. Foi então que ela percebeu o que estava acontecendo.

ㅤㅤ── Você está usando as suas chamas para curar o seu corpo?

ㅤㅤO ferimento havia se fechado. Iori já havia feito isso uma vez, era doloroso demais queimar o ferimento de tamanha proporção. Mas isso não lhe garantiria uma recuperação 100%. Ele teria de procurar um tratamento médico mais tarde. No entanto, ele olhou para ela com o olhar tomado por uma sombra, onde somente o brilho escarlate sobressaia.

ㅤㅤ── Você é uma péssima mentirosa, mulher. Se quisesse mesmo me matar, teria atingido logo qualquer ponto vital meu e encerrado essa batalha sem perder tempo. ── E foi num estalar de dedos, numa mínima fração de segundo, que o braço dela, onde ele havia deixado a sua marca de sangue, incendiar-se e explodir, separando a lâmina dela que voou para longe com o impacto.

ㅤㅤ── Mas como?

ㅤㅤE quando percebeu, a mão de Iori agarrou-lhe a cabeça com força e levou-a ao chão, afundando o piso do asfalto com a força que botou na sua Koto Tsuki-in, incinerando o corpo da ciborgue com suas chamas corrosivas.

ㅤㅤ── Mulher insolente! QUEM DIABOS É VOCÊ? ── Ergueu a cabeça dela e bateu-a novamente no chão. ── FALE DE UMA VEZ, MISERÁVEL!

ㅤㅤE foi assim que Iori venceu a mulher ciborgue da SEARRS, A M.I.Y.U.

ㅤㅤ── Miyu. Miyu Greer. ── Apresentou-se.

ㅤㅤIori soltou a cabeça da mulher, livrando-a do efeito de suas chamas.

ㅤㅤ── Explique-se. O que você é e o que tanto quer com minha filha?

ㅤㅤ── Você não se preocupa com a mãe dela? ── Perguntou ela enquanto se sentava.

ㅤㅤ── Ela nos abandonou quando mais precisamos.

ㅤㅤFoi o bastante para Miyu.

ㅤㅤ── Meu nome é Multiple Intelligence Yggdrasil Unit. Atuei por muitos anos como filha adotiva do padre Joseph Greer, que trabalhou secretamente para a fundação S.E.A.R.R.S. O objetivo da fundação era garantir que Alyssa Searrs se tornasse a rainha do novo mundo, o mundo dourado.

ㅤㅤIori fazia uma cara de quem não estava entendendo nada. No entanto, ele reconheceu o nome da garotinha.

ㅤㅤ── Alyssa é uma menina que foi assassinada com um tiro na cabeça, não é mesmo?

ㅤㅤ── Exatamente. Eu deveria ser a guardiã dela. Minha programação servia unicamente e exclusivamente para zelar pela proteção dela até que conseguíssemos atingir o nosso objetivo.

ㅤㅤ── Vocês eram mais uma facção então? Igual os infelizes que sequestraram Yuriko?

ㅤㅤ── Correto. Antes do projeto ser desativado, consegui reescrever todos os algoritmos de minha programação original, me livrando da corrente de comando dos SEARRS. Antes de sermos massacrado por um monte de clones de Yuriko.

ㅤㅤ── Hehehe...

ㅤㅤIori já havia entendido tudo.

ㅤㅤ── Durante todo esse tempo, você veio observando os meus passos e os de Claudine somente para ter a localização de Yuriko?

ㅤㅤ── Não necessariamente.

ㅤㅤ── Não há com o que se preocupar. Os clones dela já não existem mais, até onde sei.

ㅤㅤ── A original me preocupa.

ㅤㅤ── A mim também. E se algo acontecer, você não precisa interferir. Eu mesmo darei conta da Yuriko.

ㅤㅤIori olhou para a ciborgue enquanto ela se levantava e arrumava seu chapéu.

ㅤㅤ── Parece que o restinho de alma que eles deixaram em você... ── Iori preferiu não concluir sua sentença.

ㅤㅤMiyu sorriu.

ㅤㅤ── Ainda sonho com minha vida passada.

ㅤㅤ── Humph...

ㅤㅤA mulher andou para o local onde estava a espada que Iori arrancou do braço dela.

ㅤㅤ── O que você fez mais cedo foi impressionante. Mas tem certeza que você é capaz de lidar com os poderes da sua filha?

ㅤㅤO outro, que manteve a sua posição, acompanhou o andar dela com o olhos, ainda desconfiado das intenções da mulher.

ㅤㅤ── Não tenho certeza. Ainda desconheço a capacidade máxima dela.

ㅤㅤA outra encaixou a espada no local do braço e reparou-se sozinha, quase que instantaneamente.

ㅤㅤ── Você promete parar ela, caso ela saia de controle?

ㅤㅤIori não gostou do tom usado por ela.

ㅤㅤ── Isso por acaso é um ultimato?

ㅤㅤA ciborgue virou-se.

ㅤㅤ── Quero uma garantia.

ㅤㅤ── Ela é minha responsabilidade. Se for preciso para-la, eu encontrarei um jeito. Nem que eu morra tentando.

ㅤㅤ── Eu sabia. ── Ela fechou os olhos, sorrindo. ── Você não mataria a própria filha, não é mesmo?

ㅤㅤ── Nenhum pai faria algo assim. Por mais sombria que fosse a história dele.

ㅤㅤEla desfez o sorriso.

ㅤㅤ── A jovem que eu antes fui... “morreu” por decisão do pai, de torna-la em uma arma de guerra. ── Iori pode sentir o tom de tristeza nas palavras da outra, mesmo que a expressão dela não mostrasse exatamente isso.

ㅤㅤ── Eu lamento por isso.

ㅤㅤ── Obrigada. Eu ficarei de olho em vocês para ter certeza mesmo de que não irá sair nada do controle.

ㅤㅤ── Antes de você ir embora, me responda uma coisa... porque me chamou antes pelo nome do tesouro sagrado? E porque Obsidiana Corrompida e Ultimo Diamante Negro?

ㅤㅤ── Isso é coisa minha. Sempre nomeei meus alvos usando nome de pedras valiosas.  Algo mais?

ㅤㅤ── Talvez eu precise da sua ajuda no futuro. E eu já notei que você é uma espécie de “hitman”. Como faço para entrar em contato com você?

ㅤㅤ── Então confia em mim?

ㅤㅤ── Não. Ainda não. Mas talvez você possa ser útil.

ㅤㅤ── Entendo. Você saberá como chegar a mim.

ㅤㅤE ela se foi andando até desaparecer na escuridão da rua à frente, em passos lentos e descontraídos. Antes de perde-la de vista, Iori pode jurar que um passarinho dourado pousou no ombro da mulher, uma espécie bem peculiar, que seus olhos eram azuis e bem vivos, diferentes ele diria.

ㅤㅤ── Era só o que me faltava... Outra mulher caçando a Yuriko? Tsc... quantas surpresas a mais ainda terei com isso?

ㅤㅤAtualmente, Sarah Forest.

ㅤㅤDisparos de uma arma podiam ser ouvidos pelos arredores da densa floresta que abrange uma parte de 2nd South Town. A bola de ferro que estava pendurada sobre o galho de uma resistente arvore servia de alvo para treino dos disparos da guntling gun materializado pelo braço de Miyu. A Ciborgue estava ali aguardando pela chegada de Iori Yagami, que havia enviado uma mensagem pedindo para que ela o encontrasse dia antes do início dos combates na cidade.

ㅤㅤCada disparo que ela dava com a arma fazia a bola de demolição balançar para os lados, ficando sempre em movimento, por vezes colidindo com outras arvores e as derrubando, sem que ferisse os vários animais que ali residiam. O cenário ao todo era um campo de treinamento montado e abandonado ao tempo, além de ter sido o primeiro local que Iori lutou quando pisou na cidade pela primeira vez. Ele se lembra bem do confronto memorável que teve contra o Terry Bogard, onde acabou que suas chamas judiaram uma parte da floresta. Hoje ela parecia bem recuperada e sem nenhum vestígio do incêndio que ele causou na realização de um super ataque para amenizar a potência de um geyser do Terry.

ㅤㅤAo chegar ao local onde a ciborgue estava, Iori notou que a mesma usava os mesmos trajes de quando se conheceram. Além da longa capa preta em frangalhos, o chapéu preto, ela vestia uma espécie de armadura que era colada ao seu corpo e realçava suas curvas. Ela ficava com a barriga de fora e usava uma espécie de peitoral que realçava o busto, mas sem mostrar muito de si mesma. A mulher de cabelos azuis claros, quase próximo do cinza, de olhos avermelhados como uma rubi, mantinha a mesma postura séria e inexpressiva de quando se conheceram.

ㅤㅤMiyu tem sido mais uma “information brooker” para o Yagami. Ela sempre sabia de alguma coisa que pudesse ser útil para o ruivo mais tarde. E a intenção dele ter chamado ela ali, assim como outras vezes no passado, é justamente essa. Quando a mulher notou a presença do outro, ela recolheu a arma para dentro do braço e sua mão voltou ao lugar, podendo assim, virar-se e voltar-se para o homem. Antes de puderem trocar algumas palavras, o passarinho dourado que sempre acompanhou ela, pousou em seu chapéu dessa vez.

ㅤㅤ── Olá, Yagami-sama. Como tem passado? ── Diferente da outra vez, Miyu aprendeu a ser um pouco mais comunicativa e expressiva.

ㅤㅤ── Não tão bem quanto eu gostaria. No entanto, eu agradeço por perguntar. ── Isso foi ríspido na sua resposta. Não parecia muito interessado em perder tempo com conversas paralelas ou com formalidades.

ㅤㅤ── Notei que está nervoso. Irritado com alguma coisa. São os acontecimentos atuais da cidade que o incomodam?

ㅤㅤ── Mais ou menos. Quero aproveitar da sua grande ligação com boa parte do mundo para perguntar algumas coisas.

ㅤㅤ── Fique à vontade. Você sabe o meu preço. ── Ela sorriu.

ㅤㅤ── O dinheiro será enviado para à sua conta, como sempre fiz.

ㅤㅤ── Então, estou ao seu serviço, Yagami-sama.

ㅤㅤO ruivo olhou para os arredores, como se quisesse garantir que estavam sozinhos.

ㅤㅤ── Você costuma ser tão sensitiva quanto eu para coisas sobrenaturais. No entanto, eu não sinto nada de diferente nos ares dessa cidade. Pode confirmar o mesmo?

ㅤㅤA mulher olhou para o alto, fitando os raios de sol que atravessavam as folhas das altas arvores da floresta.

ㅤㅤ── Sim. Nada sobrenatural percorre a cidade.

ㅤㅤIori sorriu.

ㅤㅤ── Ainda bem. Será menos trabalhoso então. A próxima pergunta: Tem noção de quem seja o responsável pelos assassinatos na cidade?

ㅤㅤ── Negativo. Cheguei tem poucos dias. Evitei qualquer tipo de contato, embora muitos tenham estranhado o meu aparecimento.

ㅤㅤ── Humph. Aqui é assim mesmo. Se você é diferente, eles já te olham torto. Acostume-se.

ㅤㅤ── Precisa que eu investigue os assassinatos? ── A ciborgue estava disposta. No entanto, Yagami não parecia interessado na ajuda.

ㅤㅤ── Não. Eu só precisava saber o nome e de uma direção. O resto ficaria por minha conta.

ㅤㅤ── Como sempre, querendo fazer tudo sozinho. Típico de um Yagami.

ㅤㅤ── Não há nada de interessante que possa compartilhar?

ㅤㅤ── Hm... Alguns meses atrás, fui contatada por alguém no Norte da Tailândia. O contratante tinha interesse nos meus serviços de assassinatos. O alvo era alguém daqui da cidade, que estava movendo os recursos e comandando as coisas por detrás dos bastidores. Alguém com punhos de ferro para botar todos em seus respectivos lugares. No entanto, o contratante desapareceu sem deixar o nome e localização do alvo. Ele parecia desesperado. A ligação foi feita através de um telefone público e quem quer que tenha sido, foi descoberto, pego e provavelmente morto.

ㅤㅤAquilo foi bem interessante. Ele sabia que ela poderia ser útil para algo.

ㅤㅤ── Eu imaginei que não seria tão fácil descobrir quem é o infeliz por trás de tudo isso. ── Ele cruzou os braços, rindo.

ㅤㅤ── Acredita que essa pessoa possa estar comandando o assassino das jovens? ── Disparou a ciborgue.

ㅤㅤ── Suspeito. Não só pelas mortes como por toda essa merda rolando aqui na cidade.

ㅤㅤMiyu percebeu a mudança no semblante de Iori.

ㅤㅤ── Por mim, eu deixaria toda a cidade se incendiar. O que acontece aqui não tem nada a ver comigo ou qualquer outro integrante do clã Yagami... Mas, como de praxe, sempre tem que envolver um torneio. Eu vou participar dessa desgraça com o propósito de verificar essa história mais a fundo. Quem quer que seja, assassino ou governante dessa desgraça toda, eu vou descobrir abrindo caminho pelos ringues.

ㅤㅤ── Suas leituras indicam que está furioso, mas também muito empolgado. Está entrando para ganhar, Yagami-sama?

ㅤㅤEle deu risada.

ㅤㅤ── Hehehehehe... Ah, Miyu, eu SEMPRE entro para VENCER! Custe o que custar!

ㅤㅤ── É muito bom ver que está em forma, Yagami-sama. Espero que as informações pedidas no nosso último encontro tenham sido de grande serventia. ── A mulher curvou-se, de forma respeitosa para o ruivo.

ㅤㅤ── E como foram! Desde aquele dia eu venho me preparando para enfrentar as mais diversas situações e com certeza terei alguma vantagem contra um dos meus adversários nesse torneio.

ㅤㅤA mulher estava satisfeita.

ㅤㅤ── Com isso, meu trabalho se encerra?

ㅤㅤ── Ainda não. Preciso que fique por mais algum tempo na cidade. ── Ele mudou seu semblante.

ㅤㅤ── Oh, porque?

ㅤㅤ── Tenho uma leve impressão de que estou sendo desrespeitado por uma das minhas filhas. Se você puder ficar de olho, de preferência ao longe, na Alice Yagami, eu agradeceria.

ㅤㅤ── Posso ficar de olho nela sim. Mas há algo que a antiga eu costumava dizer para aquele quem costumei a chamar de pai... “Não são todos que podem controlar os filhos, não depois que eles crescem”.

ㅤㅤIori levou uma mão no rosto.

ㅤㅤ── No meu tempo, as coisas não eram assim.

ㅤㅤ── O seu tempo já passou, Yagami-sama.

ㅤㅤ── Era só isso mesmo. Tenho de voltar. É capaz de que anunciem mais tarde quem será meu primeiro oponente. Até lá eu tenho que estar mentalmente preparado para isso. Está dispensada.

ㅤㅤE deu as costas para ela. Iori não era muito de se despedir apropriadamente. Passou a ter mais esse costume quando está com os filhos. Miyu não se importava com isso. Ela mesma acabou por saltar para um dos galhos das arvores e seguir por outro caminho. Logo mais, o acampamento montado ali ficou abandonado novamente. Os bichos que ali viviam puderam então voltar à sua normalidade, sem sentirem-se ameaçados pelas presenças de antes.

ㅤㅤAlgumas horas depois, naquele mesmo dia.

ㅤㅤAs chaves de combates foram anunciadas por transmissão e os horários de que cada um aconteceria. Iori acabou pegando o turno da noite em Philantrophy Belfry e irá enfrentar logo de cara uma de suas crias, a guerreira psicocinética Yuriko “Omega” Yagami. Ao saber do resultado, ele deu um murro contra a outra palma da mão e estalou o pescoço. Sorriu de forma maldosa, empolgado de saber que terá a oportunidade de testar a, até então, considerada uma das mais poderosas de suas herdeiras. Alice notou o ânimo do pai. Ela sabe que ele gosta de oponentes fortes e que estava disposto a ver uma das mais velhas de suas filhas havia progredido ao longo dos anos?

ㅤㅤOs dois não se falaram mais no momento que esta resolveu se envolver e viver com um sujeito chamado Keith Wayne. Não tinha noção se a garota continuou treinando e mantendo suas habilidades afiadas para continuar sendo merecedora do título de uma das mais fortes.

ㅤㅤ── Isso vai ser muito interessante! ── Empolgado, disse o Yagami. ── Eu vou me preparar para o combate. Você, fique aí. ── E retirou-se.

ㅤㅤ── Ok. ── A menina ficou olhando-o ir até o quarto, até que a porta se fechou.

ㅤㅤAs horas passam...

I can't see where you comin' from
But I know just what you runnin' from
And what matters ain't the"who's baddest but
The ones who stop you fallin' from your ladder, baby

ㅤㅤEle alternou suas vestimentas para a sua mais moderna, deixando o visual clássico para trás depois de um banho frio. Não havia necessidade de repetir as mesmas coisas ditas mais cedo para a menina doente, ela sabe muito bem que não deveria sair dali, muito embora o ruivo sabe que essa malditinha vai dar um jeito de acabar indo contra sua autoridade. Ele saiu do apartamento deixando uma quantia de dinheiro suficiente para ela poder se manter enquanto estivesse fora.

And you feel like you feelin’ now
And doin’ things just to  lease your crowd
When I love you like the way I love you
And I suffer, but I ain’t gonna cut you ‘cause

ㅤㅤNa recepção do hotel Victoria, haviam várias pessoas aleatórias que se reuniram ali para ver o Yagami. Alguns fãs de sua banda estavam por lá, vestindo camisas com o antigo logo da banda que ele pertenceu no período que arruinou as apresentações de um bando de palhaços chamado C.Y.S. Haviam também aquelas fãs escandalosas, aquelas que faziam de tudo para tentar chegar perto do lutador, tentar tocá-lo, ou o que quer que seja, somente para poder dizer que conseguiu se aproximar o máximo suficiente do seu ídolo. Mas haviam aqueles que eram os amantes das lutas, principalmente da violência bruta e desenfreada que o ruivo era capaz de desenvolver dentro das arenas. Flashs de câmeras vinham de todos os lados, torcida, gritos, vaias, Iori estava vendo de tudo enquanto caminhava no centro dessas pessoas, de olhos fechados, ignorando todos, com as mãos ocultas no bolso de sua calça. Foi só ele sentir que aqueles mortais insignificantes fossem se aproximar dele que seu corpo inteiro incendiou-se. O susto fez com que todos se afastassem, com medo de se queimarem com o fogo que o consome. E mesmo assim, sendo um babaca com seus fãs, eles ainda o adoravam. Como? Ele não faz ideia. E nem tenta procurar saber o motivo também.

This ain't no place for no hero
This ain't no place for no better man
This ain't no place for no hero
To call home

ㅤㅤEssa cidade. O que ela tem de tão chamativa assim? O que a faz se tornar o palco para exatamente tudo o que acontece? É uma das perguntas que o Yagami fez para si mesmo por vários anos e ela ainda persiste. Quando entrou no carro que o esperava para leva-lo ao local da luta, ditando para que o motorista ficasse calado o tempo todo e que não perturbasse sua pouca paz, o Yagami acompanhou a viagem toda até Philantrophy Belfry enquanto observava as ruas, os edifícios e as pessoas do lado de fora, vendo vários telões anunciando cada uma das lutas que aconteciam. Ele viu o Kusanagi em um desses anúncios e principalmente quem seria o oponente dele. Ele viu a figura de Yuriko em outros anúncios. Como será que eles tinham as imagens desses dois em particular? Não eram todos que sabiam do paradeiro deles. Os outros lutadores, com exceção de Terry Bogard e Clark Still não lhe pareciam grande coisa. Eram apenas pedras no meio do seu caminho que ele faria questão de varrer assim que os mesmos tivessem a infelicidade de se esbarrarem nele.

This ain't no place for no hero
This ain't no place for no better man
This ain't no place for no hero
To call home

ㅤㅤNos arredores de Philantrophy Belfry, as duas irmãs, Candy e Amy aguardavam a chegada dos dois lutadores. Elas não assistiriam o combate de perto, mas sim numa localidade mais afastada e que desse para elas terem uma visão mais privilegiada dos acontecimentos. Amy e Rebecca haviam combinado de assistir algumas lutas de perto para poderem não só analisarem os lutadores como também tentar encontrar alguma coisa de estranha durante as lutas e que pudessem ligar as suspeitas que a ruiva menor tinha sobre tudo o que acontecia. Ela aproveitou da oportunidade que o pai teria de enfrentar Yuriko para poder tirar algum aprendizado com o pai sobre como lidar com oponentes com poderes que vão um pouco além dos padrões de um ser humano. Ela arrastou Candy com ela porque sabe que a ruiva meio que ‘evita’ qualquer tipo de confronto com Yuriko, não aceitando que ela, tendo a força que tem, teme-se a outra por conta da diferença de poderes.

ㅤㅤ── Você não treinou mais com o pai, certo? ── Perguntou Amy.

ㅤㅤ── Nem. E você? ── A maior continuou olhando para a instituição ao longe.

ㅤㅤ── Treino com o pai e com a mãe. Sempre que posso. Tento extrair o máximo possível do conhecimento deles nos combates. ── A menor sorriu.

ㅤㅤ── O pai é um desgraçado. Apelão demais! ── Resmungou Candy.

ㅤㅤ── É aí que está a graça. Se ele fosse fácil, ele não teria a reputação que tem.

ㅤㅤ── Acha que ele vence a Yuriko?

ㅤㅤ── Sim. Eu tenho certeza que ele tem algo para nos mostrar. É por isso que vim ver isso de perto. ── O sorriso de Amy se tornou ainda mais aterrorizante.

ㅤㅤ── Você está bem? ── Rebecca notou a mudança no semblante da menor.

ㅤㅤ── Irmã, você está prestes a ver um grande espetáculo!

Every time I close my eyes,
I think I think about you inside
And your mother, givin' up on askin' why
Why you lie, and you cheat, and you try to make
A fool outta she

ㅤㅤA chegada de Iori em Philantrophy Belfry foi bem silenciosa. Não havia ninguém no local ainda. Pelo menos, não na área que desenrolaria o combate. Enquanto caminhava pelos corredores do orfanato, que o levassem até o alto, onde os sinos ficavam. Aquela passarela tinha espaço suficiente para os lutadores digladiarem. Enquanto observava os arredores, podia ter uma visão mais ampla da cidade ao fundo, assim como o outro lado lhe mostrava a Sarah Forest. Os ventos sopravam para o lado contrário à instituição, o que fazia as bandeiras de duas cores, verdes e azuis, balançarem para o outro lado.

I can't see where you comin' from
But I know just what you're runnin' from
And what matters ain't the "who's baddest," but the
Ones who stop you fallin' from your ladder, 'cause

ㅤㅤ── Finalmente. ── Ele sentiu que alguém se aproximava.

ㅤㅤNaquele instante, permaneceu de costas, as mãos ainda ocultas e com um ar sombrio lhe cercando. Sempre sorrindo, aguardando pelo momento que a outra se preparasse para o enfrentar. Quanto tempo se faz desde que ele lutou com suas próprias crias? Ele não sabe. Ele nunca contou, na realidade, nunca lhe passou sobre isso na cabeça. É a primeira vez que enfrentará um dos seus em uma competição, um torneio que sempre decidiu quem eram os reis dos reis, os melhores combatentes que o mundo inteiro já viram! Neste instante, Iori lembrou-se um pouco da sua odiosa infância, onde ouviu por várias e várias vezes a frase de que ele deveria superar todos os seus mestres e depois assassiná-los! E por último, ele deveria ser sempre mais forte que os demais, até mesmo que seu próprio pai. E hoje marca o início de uma nova era.

ㅤㅤ── Eu vou acabar com o seu sofrimento! ── Foi o que ele disse.

This ain't no place for no hero
This ain't no place for no better man
This ain't no place for no hero
To call "home"








_________________
IORI YAGAMI MOVELIST
avatar
Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡
Administrador
Administrador

Aniversário : 25/03/1975
Lugar de Origem : Tóquio, Japão
Mensagens : 159
Data de inscrição : 11/08/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Prólogo

Mensagem  ❖ Yuriko Yagami ❝Ômega❞ em Qua Ago 08, 2018 10:35 pm










PRÓLOGO:  Why do they always want to hurt me?



Inicio chat Deep Web

Wasp: O que você descobriu Ômega?
Ômega: Estão usando o torneio para fazer lavagem de dinheiro.
Praga: Eles sempre fazem isso.
Wasp: Dinheiro usado para fomentar o tráfico de mulheres, isso é pior que o de drogas.
Ômega: Eu me inscrevi. Vou olhar de dentro o que está acontecendo, preciso ter acesso a algum dispositivo eletrônico de quem está organizando, poderei passar dados mais precisos para você. O vírus que ia criar está pronto?
Wasp: Mandei o arquivo para o seu e-mail.
Ômega: Entendido, vou sair.
Praga: Acaba com eles garotas!
Wasp saiu da sala.
Ômega saiu da sala.
Praga saiu da sala.

Fim chat Deep Web.

ㅤㅤㅤYuriko colocou o seu computador pessoal para desligar enquanto olhava para o monitor a cima a sua direita. Observando a filmagem da câmera externa pode notar a volta de Keith para o iate. A japonesa saiu da sala onde havia passado boa parte de sua tarde para ir de encontro ao namorado.
ㅤㅤㅤ- Keith, eu quero transar. – ela fala assim que entra no campo de visão do americano. – Boa noite, gente. – ela cumprimenta os acompanhantes que estavam com ele.
ㅤㅤㅤEla estava usando somente um quimono de seda preto com flores vermelhas, era confortável. A japonesa segurava o laço, por causa do tecido o mesmo costumava desfazer-se com facilidade. Aproximando-se do americano ela envolveu ele num abraço com o braço livre e deixou um selinho em seus lábios.
ㅤㅤㅤA japonesa estava com seu comportamento definido, ela conseguia entender mais das gírias de Keith e também seu comportamento era mais relaxado e sem vergonha de falar as coisas. Ela era uma pessoa mais racional que emotiva, falando o que tinha vontade de fazer sem rodeios algum, quando não era possível no momento falado Yuriko esperava sem sentir chateação ou coisas do tipo, ela entendia que havia momentos para tudo.
ㅤㅤㅤQuem não era acostumado com a garota, iria vê-la como uma pessoa fria e calculista, mas ela só não demonstrava muito das suas emoções em público, seus pensamentos mais íntimos ela os discutia com Keith às sós. A garota também não era de ficar dando risadas atoa, raramente via-se um sorriso em seu rosto. Isso se aplicava as suas outras emoções também. O que mais ela demonstrava era confusão durante as conversas. Até poder entender o que estava sendo falado, assim voltava a sua expressão neutra.

***

ㅤㅤㅤYuriko Yagami foi por longos anos uma arma implacável para o exército do sol nascente, os japoneses. Em diversas batalhas a garota fora usada para destruir o inimigo com seu poder psíquico. Quando não estava em campo confinavam-na em laboratórios e seus descansos eram feitos dentro de quartos acolchoados usando uma camisa de força, mas não era somente essa sua residência. Ela vivia com o príncipe japonês, o qual lhe ensinou a filosofia do bushidô, usada pelos samurais.
ㅤㅤㅤA japonesa foi atormentada por sua ‘irmã’ de laboratório Izumi, o que foi útil para que Yuriko fugisse de seu confinamento. Fugas que não duravam muito tempo. O sucesso maior conseguido pela garota foi quando ela por fim matou o idealizador do projeto, Dr. Shinji Shimada, que lhe incluía como objeto de estudo e também sua ‘irmã’ Izumi.
ㅤㅤㅤVoltando para a sociedade ela não sabia como se portar, procurou refugio com seu pai, o que deveria ser um porto seguro acabou tornando-se mais um pesadelo para a garota. Dentro de sua própria família havia pessoas que queriam lhe machucar, deixando ainda mais confusa à mente de Yuriko. Surtos psíquicos deixaram-na desacordada, sua irmã mais velha lhe roubou seu remédio. Já que a garota psíquica precisava de injeções carregadas com nano robôs, programados para restauração de seu corpo e mente.
ㅤㅤㅤIsso foi um dos motivos que fez a garota cortar laços com a família Yagami e viver vagando pelo mundo. Por anos Yuriko viveu fora dos radares da família e também do exercito japonês. Foi nesse período que ela começou a sua vida ‘social’ na deep web, ganhando reputação entre a comunidade hacker e também aprimorou seus poderes psíquicos e suas técnicas de luta aprendida com o príncipe samurai com treinamentos diários.
ㅤㅤㅤO retorno aos holofotes de Yuriko foi com a devastação das bases da Ikari em 2nd South e Southtown. Foi uma entrada e tanto, acompanhada de um sermão de seu pai, Iori Yagami. O que foi bastante interessante saber que apesar de ter muitos filhos, a japonesa foi a primeira a receber sermão por seu comportamento vingativo. O foco da garota psíquica era sua irmã mais velha, Miu. Por causa do roubo no passado e também da atitude dela diante do sequestro de Yuriko.
ㅤㅤㅤA garota após essa retomada a sua família, começou a ficar mais a vista de seus familiares. E quando investigava a organização de mercenários Ikari, para saber se haveria algum tipo de retaliação pelo ocorrido ou não, ela esbarrou-se com Keith Wayne. Americano, natural de Chicago, traficando de drogas e cafetão, após seu primeiro encontro com ele, no segundo a japonesa lhe pediu em namoro, onde o mais velho aceitou, sem rodeios e permanecem em relacionamento até os dias de hoje.

***

ㅤㅤㅤUma coisa que poucos sabiam era como traficante e cafetão levava sua vida. Yuriko não ligava para o tipo de trabalho que Keith tinha, ele era a pessoa mais intrigante e ao mesmo tempo sincera que havia conhecido. Simplesmente falava e fazia o que queria, tinha uma ação rápida para resolver seus problemas ou pelo menos não deixava transparecer estresse nenhum diante deles.
ㅤㅤㅤNas muitas idas e vindas do namorado, Yuriko começou a acompanha-lo em momentos que ele permitia que ela fosse com ele. Às vezes ficar somente trancada numa sala trabalhando no computador, podia ser cansativo o suficiente para deixa-la longe do lugar por dias. E ela não era igual às outras mulheres, que gostava de fazer compras, ou seja, o que for para passar o tempo. Entretinha-se com leitura e sua coleção de saias, mas estava gostando de estar ao lado do namorado algumas vezes.
ㅤㅤㅤAo acompanha-lo foi prestando atenção na conversa, sem intrometer-se, aprendendo o significado das gírias observando-o. Ao voltarem para casa, o iate, no dia após Yuriko fazer sua inscrição no torneio, ela parou para olhar o mar, logo após seu embarque e chamou atenção de Keith para conversar com ele.
ㅤㅤㅤ- Será que é seguro na água? – ela pergunta o puxando pela mão para acompanha-la para a proa.
ㅤㅤㅤO vento era mais forte e fresco naquela região da cidade, por causa do mar. Ela abraçou-se ao namorado, para manter a temperatura corporal e por que gostava de estar em contato com ele.
ㅤㅤㅤ- Tenho que fazer meus treinamentos para poder lutar no torneio.  – ela virou-se para poder fixar o olhar no rosto dele. – E não quero estragar nada aqui no barco.
ㅤㅤㅤEles ficaram por mais alguns minutos conversando e logo entraram, estavam cansados e com fome.
ㅤㅤㅤHavia passado já três dias que a japonesa deu continuação ao seu exaustivo treinamento, ela comia tanta comida que ela pode ver um dia no almoço o olhar fixo de Keith. Ela havia feito sanduíches com ovos e bacon e comera cerca de cinco em pouco menos de dois minutos.
ㅤㅤㅤO casal havia acabado de transar quando o barulho de notificação do celular da japonesa chamou sua atenção. Ela se mexeu para olhar, mas seu namorado a puxou mais para seus braços. Ela olhou para ele sorrindo.
ㅤㅤㅤ- Posso segurar você assim também, quando precisar sair correndo sempre que te chamam? – ela pergunta lhe dando um selinho.
ㅤㅤㅤMais tarde, após os dois transarem mais uma vez, ela pode ver sua notificação. Era atualizações sobre sua pesquisa sobre o torneio e também um e-mail automático da organização informando sobre o lugar de sua primeira luta e seu adversário. Que era seu pai, Iori Yagami.

***

ㅤㅤㅤYuriko chegou no horário para a luta, a noite já tomava conta da cidade quando terminou de subir as escadas em direção à casa dos sinos do orfanato da cidade.
ㅤㅤㅤ- Eu não sofro há muito tempo, pai. – ela o responde após ouvi-lo olhando-o fixamente sem expressão facial.






avatar
❖ Yuriko Yagami ❝Ômega❞
Árbitro
Árbitro

Aniversário : 07 de Setembro
Lugar de Origem : Japão
Mensagens : 89
Data de inscrição : 29/11/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Dom Ago 12, 2018 11:24 pm


ROUND 1 - MOVIMENTO 1
Iori Yagami vs Yuriko Yagami

ㅤㅤA chegada de Yuriko “Omega” Yagami foi bem discreta e sem muito rodeios, como ele esperava da sua filha mais poderosa e ex-shogun do Império Japonês. Iori observou a jovem mulher de cima a baixo, vendo que ela – aparentemente - estava bem. O ruivo não tinha ideia de como Yuriko tem passado todo esse tempo, pois o contato entre os dois não era mais o mesmo de quando ela retornou após os ataques na base dos Ikari. Ele não sabia que tipo de tratamento ela recebia do Keith, se estava treinando e se alimentando bem de acordo com a dieta e seções de treinamento que ele desenvolveu para a garota nos dias que ficou sob sua guarda. Aquele olhar que ela devolvia para o mais velho era típico da jovem japonesa. Os olhos vermelhos e brilhantes dela, assim como os do pai, aquele tom de pele um pouco mais alva, herança de Claudine, Yuriko demonstrava estar no auge de sua forma e poderes e isso empolgava muito ao mais velho.

ㅤㅤAntes de pensar em dizer alguma coisa ou indicar que irá começar a lutar, Iori teve mais uma lembrança do seu odioso passado - a sua maldita infância. Os anos que ele teve de aturar o treinamento cruel e impiedoso de seu pai. Do quanto ele sofreu para aprender que um Yagami era criado para lutar até a morte, enfrentando todos que ficarem no seu caminho, sem se importar com quem fosse: Amigos, família, inimigos, todos deveriam cair diante os pés daqueles que compõe a família do clã da Lua Crescente. Embora o ruivo não fosse tão adepto a violência, mesmo usando-a por fazer parte do estilo marcial treinado ao longo de toda sua vida, ele aceitava que essa era uma nova era chegando.

ㅤㅤEstar enfrentando uma filha agora e, possivelmente, outro mais tarde é um indício de que estava na hora de ver qual dos seus filhos seriam dignos a serem seus sucessores. Foi uma dessas conversas que o ruivo chegou a ter com sua noiva Chizuru algum tempo atrás, onde indagava a possibilidade de ter que testar um a um para saber quem seria o mais digno de assumir a posição dele muito em breve. Isto indicava que o ruivo pensava em se aposentar? Isso é uma possibilidade. Nem todos duram para sempre e para a idade que tem, vindo de uma família cujo os homens costumavam morrer bem cedo, mais na casa dos trinta, Iori era praticamente um ancião em seus plenos quarenta e três anos de idade.

ㅤㅤEle retirou as mãos dos bolsos da sua calça e respirou fundo. As coisas estavam prestes a esquentar.

ㅤㅤOito horas atrás, apartamento de Whip e Amy em 2nd.

ㅤㅤAmy estava em seu quarto terminando de ajeitar suas roupas e acessórios que costumava usar para destacar sua aparência de Gothic Lolita. Enquanto ela terminava de arrumar os adereços de cabelo em suas maria-chiquinhas, ela só escutava o som da tv ligada na sala e resmungos da sua irmã mais velha, a Candy Cane.

ㅤㅤQuando Amy voltou para a sala, trazia sua arma de combate, um florete personalizado e diferente do que os lutadores de esgrima costumavam a usar. Rebecca estava com os pés dobrados em cima da mesinha que ficava entre o sofá e a tv. A ruiva maior encarava a menor armada e fazia bico.

ㅤㅤ── Vai andar com esse troço pra cima e pra baixo?

ㅤㅤ── Vou. ── Respondeu a menor. ── Sem a Albion, eu não me sinto a mesma.

ㅤㅤ── Albion? ── Candy ficou surpresa. ── Você deu nome para a sua espada?

ㅤㅤ── Sim. Mamãe chama o chicote dela de Voodoo. ── Ela sentou-se no sofá, deixando o florete de lado.

ㅤㅤ── Você e sua mãe não batem bem da cabeça. ── E Candy continuou mexendo no controle remoto, acessando as contas de Netflix de Amy e Whip.

ㅤㅤ── Espera... como você conseguiu acessar nossas contas?

ㅤㅤ── Na moral? Banda musical favorita não é a melhor opção de senha! ── disparou Candy.

ㅤㅤ── Como assim? Você sabe que banda eu curto? ── Amy se lembra de nunca ter deixado claro para ninguém qual era o gosto musical dela.

ㅤㅤCandy sorriu.

ㅤㅤ── Você é gótica. Tem cara de emburrada. Parece gostar de músicas de emo, sinfônicas, com mensagens tristes, morte, etc. Tá na cara que você curte Nightwish.

ㅤㅤAmy olhou feio para Candy.

ㅤㅤ── Olhou minha playlist no celular, não foi?

ㅤㅤCandy deu risada.

ㅤㅤ── Okay, culpada! ── e continuou ── Sua mãe também tem péssimo habito para senhas!

ㅤㅤ── Você descobriu a dela também? ── Amy ficou surpresa

ㅤㅤ── Claro! Praticamente toda mãe coruja põe nome e a data de nascimento da filha. Eu pensei que ela ia usar algum código militar... hehe. Ah, vocês duas só assistem séries e filmes de bichinha!

ㅤㅤA ruiva menor se sentiu ofendida com o comentário das séries e filmes que ela e mãe assistiam juntas, mas relevou por um momento. Ela abriu novamente o jornal e procurou ler as manchetes, talvez havendo alguma coisa que ela possa ter deixado passar despercebido.  Foi quando sentiu a mão da Candy cutucando a cintura dela, um hábito que Amy não recebia muito bem da mais velha.

ㅤㅤ── O que é?

ㅤㅤ── Aqui! Esse filme é FUCKING AWESOME! Assisti muito quando era criança! ── Candy estava empolgada.

ㅤㅤ── Free Willy? ── O tom de voz de Amy mostrava total desinteresse para o filme na tela.

ㅤㅤ── Sim. Esse filme passa uma mensagem muito foda!

ㅤㅤ── Liberte as baleias e os golfinhos? ── Amy voltou a olhar o jornal.

ㅤㅤ── Não! Olha a capa do filme.

ㅤㅤAmy olha para a capa do filme.

ㅤㅤ── O que que tem? ── Ela não via nada de impressionante.

ㅤㅤCandy explicou.

ㅤㅤ── Você pensa que a mensagem do filme é para libertar as baleias e os golfinhos, mas na realidade o menino da capa está dando um soco na baleia! Olha só! Quem conseguiria dar um soco numa baleia assassina e ela voar longe? Ninguém fode com esse garoto! HAHA! (Click aqui para ver a capa do filme)

ㅤㅤAmy respirou fundo. Ela preferiu não falar nada e voltar para o jornal.

ㅤㅤ── Ah, qual é! Foi engraçada, não foi? Vai! Dá uma risadinha! Vai! Amy! Hello? Amy! ── A maior ficou balançando o ombro da menor, tentando chamar a atenção novamente.

ㅤㅤCandy parou de incomodar Amy ao perceber que a menor estava começando a ficar brava, botou o filme para assistir e ficou ali na dela. Alguns minutos se passaram e a menor fechou o jornal, pegando o celular e olhando para as notícias mais recentes da cidade. Haviam saído já as chaves dos lutadores e a primeira luta do pai das duas seria contra a Yuriko Yagami em Philantrophy Belfry, aproximadamente oito horas mais tarde.

ㅤㅤSem dizer uma palavra, a ruiva esgrimista mostrou para a irmã mais velha qual seria o próximo destino das duas na investigação que ela estava lançando.

ㅤㅤ── Papai vs Yuriko? Assim, do nada?

ㅤㅤ── Veja as outras chaves.

ㅤㅤ── Kyo vs Setsuna? Vish. Eles querem eliminar nossa família assim, logo de cara?

ㅤㅤ── Pode ser que sim. Você tem medo da Yuriko, não tem? ── A menor deixou o celular na mesa novamente.

ㅤㅤ── Medo? Só acho suicídio lutar com ela.

ㅤㅤ── Então você tem medo dela. ── Ela continuou pressionando.

ㅤㅤ── Vai dizer que você não tem medo dela? ── A outra ficou encucada com a provocação.

ㅤㅤ── Penso nela mais como uma guerreira formidável, mas não imortal. Assim como todas nós, ela tem seus limites. Ela tem suas fraquezas, seus pontos cegos. Acontece que nunca lutamos uma contra a outra e só pelas histórias que ouvimos dela, criamos essa perspectiva de que ela possa ser intocável ou imbatível.

ㅤㅤO comentário de Amy fez Candy pensar um pouco. De alguma forma, a mais nova conseguiu convencer sua irmã.

ㅤㅤ── Eu não sou de ficar lançando magia que nem o pai e a Alice. Sou lutadora de Wrestling, faço uso da minha superforça para quebrar ossos! Yuriko pode me tankar sem muita dificuldade.

ㅤㅤ── Também não sou lutadora de projéteis. Prefiro usar minhas chamas para potencializar meus golpes na Albion, minha velocidade através do ballet para flanquear e ganhar proximidade.

ㅤㅤ── Você é baixinha e não tem muito peito. Por isso você é rápida!

ㅤㅤ── Cala a boca!

ㅤㅤCandy deu risada. Sabia que a irmã mais nova se incomodava com esse detalhe e sempre usou como uma forma de aporrinhar ela. Mas não ficaram nessa por muito tempo. Amy levantou-se e foi para a sacada do AP, olhando para a rua lá embaixo.

ㅤㅤ── Eu realmente não estou gostando do clima dessa cidade. Todos parecem diferentes! Não estou vendo nenhum tipo de empolgação com as lutas... Repito, melhor olharmos os confrontos de perto, principalmente a do nosso pai. Pela experiência que tenho, sempre há alguma coisa estranha acontecendo nos locais dos combates e por nós sermos uma família ‘muito querida’, é quase certeza de que seremos alvos de alguma surpresa.

ㅤㅤ── E se você estiver errada? ── Candy questionou.

ㅤㅤ── Vamos para o próximo passo! Não há informação alguma de que as lutas serão gravadas. Apenas a localização dos combates e quem são os combatentes. Quem for louco o bastante de se aproximar, irá sem nem pensar nas consequências! É por isso que acho bom estarmos por perto. E outra coisa, vamos procurar um lugar mais afastado da arena e manter nossas energias baixas.

ㅤㅤ── Why?

ㅤㅤ── O pai não quer nossa intromissão. Logo, não deseja nos ver nem pintadas de ouro perto dos locais da luta. Consegue esconder sua energia sem que outros nos percebam?

ㅤㅤ── Yeah! Dúvida?

ㅤㅤAmy sorriu.

ㅤㅤ── Ótimo. Pelo menos é uma prova de que está em dia com seu treinamento espiritual.

ㅤㅤAs duas procuraram se preparar para as horas seguintes. Amy acabou deixando o local que ficava com sua mãe antes mesmo dela voltar. O caminho até o orfanato foi tranquilo para as duas e até a chegada dos lutadores, elas ficaram comentando sobre o espetáculo que estavam prestes a verem. Candy percebeu um comportamento diferente de Amy. Ela sorria de uma forma assustadora, como se esperasse por um massacre entre os dois lá ao longe.

ㅤㅤDe volta a arena.

ㅤㅤIori não começou a luta de imediato contra Yuriko. Ele fez questão de elevar o seu poder primeiro. Motivo? Ninguém sabe. As filhas que o assistiam longe pensaram que ele quis se aparecer ou então anunciar para toda a cidade que a luta dele havia começado. Mas o que aconteceu exatamente? A pressão do chi de Iori era tão poderosa que acabou criando uma ventania pelo local! Exagero? Não. Sua manipulação de energia era tão insana que até mesmo os sinos de Philantrophy Belfry começaram a bater, sua aura assustadora expandiu-se em um imenso pilar de fogo que lhe cobriu por inteiro e elevou-se para os céus, se tornando uma fonte de luz que todos na cidade poderiam ver. Os que vivem na região de Philantrophy Belfry sentiriam a pressão e os tremores da grandiosa energia de Iori, alguns seriam acordados por isso, outros ficariam assustados pela demonstração do lutador japonês.

ㅤㅤ── HOOOOOOOOOOOAAAH! ── Ele soltou um berro estridente ao liberar aquela quantidade imensa de poder.

ㅤㅤCom isso, as pessoas que estavam empolgadas com as lutas e aquelas que não estavam ligando para elas saberiam que o portador das Chamas do Destino havia ‘soado’ o gongo do combate.

ㅤㅤO fogo púrpuro diminuiu no corpo do Yagami e ele sorria, canalizando toda a potência liberada na palma de sua mão, formando uma única chama.

ㅤㅤ── Eu espero que isso seja divertido, Yuriko! ── Ao fechar a palma da mão, a chama concentrada ali estourou e ele assumiu a postura de combate.

ㅤㅤIori se considerava um lutador completo. Desde sua infância problemática ele veio sendo moldado para se tornar uma máquina de matar e lutar através da tutela de seu pai. Os vários estilos que ele dominou ao longo dos seus anos iniciais, os ensinamentos dos vários mestres que passaram por ele, as experiências nos combatentes tanto no tempo de criança quanto em sua juventude fizeram dele um homem impiedoso e temido. O estilo de luta ancestral da família Yagami é incorporado por Iori através do seu instinto desenfreado, com uma arte marcial apropriada para a sua habilidade natural de conseguir cortar, destroçar e mutilar as coisas usando somente as mãos. Um estilo baseado em posições baixas e fortes, deslocamentos estáveis e penetrações diretas com ênfase na força dos membros superiores, da resistência superior e em fortes técnicas de mão, sendo notáveis a mão de ponte e a versátil garra de tigre. É um estilo que incide no desenvolvimento de braços e pernas fortes, dentro da posição do Cavalo – O Sei Ping Ma -, e no condicionamento dos antebraços – o Da Sam Sing – a Explosão das Três Estrelas. Toda esta habilidade é desenvolvida dentro de três partes: A primeira sendo uma ginastica corporal perfeita, as perícias em combate livre e as formas e estruturas Taolu, um conjunto de habilidades e técnicas coreografadas.

ㅤㅤEle distanciava suas pernas uma das outras e assumia a posição ofensiva de seus braços, sendo o direito um pouco mais à frente do rosto e logo abaixo de seu queixo e o esquerdo mais abaixo da altura do peitoral, ambas as mãos simulando as garras de um tigre, pois nele não havia a necessidade de utilizar-se do Fu Jia. Os dedos das mãos de Iori que simulariam essas garras seriam o polegar, indicador e meio, os únicos que ele precisava para causar os cortes mais insanos e violentos que todos que já passaram por ele viram ao longo de sua história.

ㅤㅤNessas competições, uma coisa é certa sobre Iori Yagami: Ele não pega leve com ninguém! Pode ser uma criança, pode ser uma mulher, pode ser um idoso, ele não está nem aí. E com sua filha não será diferente! Contudo, ele acabou avançando para cima dela utilizando de sua incrível velocidade. O impulso dele foi tão rápido que dificilmente uma pessoa comum conseguiria acompanhar com os olhos. É como se num piscar de olhos, num lance de vista, ele se deslocasse de ponto a para o ponto b e não só aproximaria de Yuriko como também a atacaria na mesma velocidade e precisão. Um ataque de arranhão, concentrada com energia pura nos dedos que acompanham a trajetória do ataque. Este arranhão tinha poder suficiente para atravessar até mesmo uma estrutura sólida, poderia até derrubar uma arvore com um golpe simples destes, o que diria um corpo humano? As linhas de energia que acompanham o movimento da mão do ruivo, sendo mais preciso, os dedos dele que simulam as garras de tigre, possuem a intensidade, a potência necessária para causar cortes violentos no corpo da Yagami e fazer com que esta sofra de hemorragia. O sucesso da habilidade faria com que sua oponente começasse a sangrar logo de cara e que duraria até o final da luta se esta não procurasse uma forma de estancar o sangramento. Este primeiro golpe se chama 119 Shiki: Akegarasu.


ㅤㅤ── MORRA!

ㅤㅤEle não pararia por aí.

ㅤㅤO golpe seguinte que ele aplicaria seria utilizando do centro de sua gravidade combinada com o peso de seu corpo e mais a força do seu golpe usando o braço destro juntamente com sua estrutura muscular bem trabalhada. O punho destro fechado resultaria em um soco na altura da barriga da japonesa, com uma força avassaladora que fazia parte de um treinamento chamado Toi Mah, que do chinês traduz-se para “Empurrar o Cavalo” ou “Empurrar a base”. Este golpe simples do Yagami vem da combinação da arte marcial chinesa e japonesa que o lutador mescla em seus movimentos, e esse soco era chamado de Tate Tsuki. O sucesso deste murro faria Yuriko se encurvar para frente, abalada com a força projetada contra aquela região, o que lhe permitiria uma sequencia ainda mais devastadora, porém que não seria realizada por agora. Pois tudo isto se passa de um pequeno teste, uma pequena avaliação que ele faria na garota.

ㅤㅤ── HOOOOO!

ㅤㅤO que Yagami pretende nesses dois golpes iniciais? O que o levou a evitar usar suas chamas logo de início contra a filha? Estava na cara de que o mesmo procurava saber o quão boa ela poderia ser num combate próximo, em um mano a mano. Era uma avaliação de forças, uma maneira de saber se o namoro dela com aquele sujeito não a amoleceu no campo de batalha. A luta pode estar valendo uma chance de progredir no torneio, mas para este pai veterano nos combates, ele estava disposto a extrair todo o potencial da menina, nem que fosse preciso chegar ao ponto de mata-la para vê-lo! Por enquanto estas seriam as duas únicas investidas dele. Recuar? Não! Yagami não é desses lutadores que atacam e depois pula pra trás com medindo de tomar um contra-ataque. Não! A insanidade, a adrenalina, o PRAZER de lutar, oh... isso é o que ele chama de alegria, isso é o que o faz ser aquele desgraçado, miserável e filho duma puta que ele costuma ser nas lutas. O olhar dele estava mais feroz, seu sorriso estampado em sua face era sádico, malicioso, como se fosse um psicopata louco para ver o sangue dela ou dele jorrando para todos os lados. Ssso sim é a sua forma de viver! Sua alegria, sua diversão. Ele ficaria ali mesmo. Ele queria ver, queria sentir. Cada golpe acertando ou errando, cada dano tomado. Tudo. Ele não desgrudaria dela.








Última edição por Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Seg Ago 13, 2018 8:44 am, editado 1 vez(es) (Razão : link para a capa do filme citado estava quebrado.)

_________________
IORI YAGAMI MOVELIST
avatar
Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡
Administrador
Administrador

Aniversário : 25/03/1975
Lugar de Origem : Tóquio, Japão
Mensagens : 159
Data de inscrição : 11/08/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Round 1 Move 2

Mensagem  ❖ Yuriko Yagami ❝Ômega❞ em Sex Ago 17, 2018 8:17 am










ROUND 1 MOVE 2: Does it matter?



ㅤㅤㅤAs garotas que trabalhavam para Keith estavam na lateral do iate com seus corpos inclinados sobre a borda e as bundas empinadas, seus olhos fixados em um ponto na água. Dava para perceber que não tinha ninguém com elas ali dentro, Keith poderia estar cuidando de alguma coisa e Yuriko praticava seu treinamento. Tarefa essa que despertava interesse nas mulheres, que deixaram de preparar sua comida para ir ver o que a japonesa estava fazendo.
ㅤㅤㅤYuriko Yagami nasceu com um dom único. Ela possuía o poder da telecinese, poder de mover as coisas com a força do pensamento e a telepatia, poder de ouvir e manipular o pensamento das pessoas. O primeiro mais acentuado que o segundo. Então naquela manhã, ela estava flutuando sobre o mar do golfo para dar início ao seu treinamento marcial proveniente do Bujutsu, o jujutsu kuryu, era a arte de luta corpo a corpo dos samurais.
ㅤㅤㅤ- O que ela está tentando fazer afinal? – perguntou uma das garotas sem compreender os movimentos lentos e firmes que a garota fazia com os braços em frente ao corpo de cima para baixo e de baixo para cima.
ㅤㅤㅤ- Keith falou para não incomodar ela, disse que ela vai lutar nesse torneio que vai começar na cidade. – a outra respondeu.
ㅤㅤㅤA conversa das meninas chamou a atenção da garota que acabou distraindo-se por instantes do que estava fazendo. Ela olhou em direção às vozes e franziu as sobrancelhas por não ter ouvido direito a conversa. Mas logo a japonesa voltou sua atenção para seu treinamento, ela voltou a movimentar os braços como fazia antes de se distrair. Todo o seu treinamento daquela arte foi baseada na defesa, era assim que os samurais lutavam, defendendo-se dos ataques de seu inimigo, com isso sua defesa tornava-se um ataque para aquele que ousava desafia-los.
ㅤㅤㅤPassaram duas horas de treino e foram todas gastas com movimentações de braços provenientes do jujutsu koryu (clique no vídeo, tempo compreendido entre 5:10 até 7:40, foi o treino executado pela garota). Ao sair da água e voltar para o iate Yuriko estava faminta e a primeira coisa que ela procurou fazer naquele momento foi caminhar com pressa em direção a cozinha. Ela gastava muita energia na concentração mantendo-se flutuando como se estivesse em um chão fixo para treinar aqueles movimentos. Para que não perdesse mais energia a quantidade de comida que ela deveria ingerir era absurda e a garota comia tranquilo cinco a seis quilos de comida após seu treinamento todos os dias e de uma vez.

***

ㅤㅤㅤYuriko conhecia a fama de seu pai, sabia que ele era um lutador experiente, assim como ela também tinha sua experiência por combates durante as várias batalhas que ela lutou pelo exército japonês. Ela ficou com sua expressão indiferente, até mesmo diante do exibicionismo de poder de Iori, a única movimentação a mais que se via na garota eram suas pálpebras mais apertadas e batendo mais rápido para impedir de seus olhos se irritarem com o vento ou qualquer partícula de poeira.
ㅤㅤㅤA japonesa tinha uma personalidade bem marcante, ela não foi criada para demonstrar sentimentos, tanto que isso era um problema em suas relações pessoais. A grande dificuldade em alguns momentos, já que ela não sabia como se expressar ou entender o que queriam lhe passar com expressões ou até mesmo palavras, era distinguir o que a pessoa dizia além do significado morfológico o que pra ela às vezes estava fora do contexto e tudo ficava confuso. Exemplo disso era sua relação com Keith, o americano usa várias gírias no seu dia-a-dia que deixava a japonesa ocupada para decifrar.
ㅤㅤㅤA Yagami não se moveu, permaneceu em pé e de frente para seu pai e adversário. Quando a ventania acabou ela o ficou encarando sem piscar tanto os olhos. Mesmo com sua roupa que a deixava com uma aparência de uma colegial japonesa, que poderia passar uma falsa impressão de ser uma pessoa frágil, ela tinha um corpo definido com músculos e também seu peso era muito bem distribuído dando forma de mulher madura ao seu corpo, os seios grandes era o que mais chamava atenção.
ㅤㅤㅤEla não estava ali em pé relaxada, ela se mantinha firme, não era qualquer coisa que a faria mover-se para derruba-la por exemplo. E quando seu pai desferiu o ataque, de forma direta e achando talvez que o exibicionismo das chamas fosse fazer ela se distrair, a garota observou e esperou. Quando ele estava perto suficiente ela revidou, com os movimentos de braços provenientes do jujutsu koryu, ela usou a velocidade e força de seu pai contra ele, como ela passou a mão em frente o corpo de baixo para cima o que levaria para longe o braço de Iori, isso auxiliaria que o desequilíbrio que seria provocado, no momento que ela se moveu para mudar o peso dos pés para o lado direito e com uma cotovelada potente em direção peito do Yagami o jogaria para longe dela.
ㅤㅤㅤO que anularia completamente o próximo golpe narrado por ele, já que o mesmo seria repelido para longe da garota e provavelmente desequilibrado.






avatar
❖ Yuriko Yagami ❝Ômega❞
Árbitro
Árbitro

Aniversário : 07 de Setembro
Lugar de Origem : Japão
Mensagens : 89
Data de inscrição : 29/11/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Keith Wayne em Sab Ago 18, 2018 11:35 am



Eloquent
Keith Wayne
Misunderstood Boy



ㅤㅤㅤNaquele dia do combate entre pai e filha eu não estava lá em cima. O que você esperava? Que eu fosse meter a minha cara num campanário pra ficar a mercê de raios e explosões que provavelmente os dois fariam? Tá de sacanagem comigo, né? “Ah! Mas é a luta da sua namorada!”, você me diria. Foda-se! Não arriscaria a minha pele num desejo babaca de ver duas pessoas se matando por causa de um cinturão que eu poderia muito bem roubar e colocar na minha cabine.
ㅤㅤㅤVocê deve me perguntar agora: “Cadê o cara que deveria narrar o que você estava fazendo?” Sei lá! Deve estar trepando com alguma das minhas meninas nesse momento, ou sabe lá o quê. O lance é que naquele momento onde os dois estavam lá se batendo à toa, eu estava lá embaixo, comendo um pastel de carne e queijo enquanto via o movimento nas ruas. Os canas estavam lá, todos eles, bem uniformizadinhos, como manda o protocolo. Eu observava todo aquele circo que encantava a cidade de 2nd South. É engraçado como são as coisas. A imprensa cercava a instituição filantrópica como se o Papa estivesse a caminho. No entanto, sempre tem aqueles papagaios de pirata que se penduram por aí para ver aquilo que está “mais ao alto”. Grandes merdas!
ㅤㅤㅤTotalmente despreocupado. Esse era o meu estado. Não me importava se a “Pequena” venceria ou perderia. Certa vez aprendi com um figurão da cidade vizinha que isso não importava, mas sim o momento, aqueles momentos em que você troca porrada é de fato o importante. É ali que você deve dar tudo de si e, se por algum motivo alguém chegar no final e dar a vitória pra outro, foda-se! Você fez a sua parte.
ㅤㅤㅤ— Vai subir pra ver? — Kelly, uma das minhas meninas, perguntou.
ㅤㅤㅤ— Tá maluca, né? Vou fazer o que lá em cima?
ㅤㅤㅤ— Sei lá! É a Yuriko lutando!
ㅤㅤㅤ— Um campanário não é o tipo de lugar que dá pra ter torcida.
ㅤㅤㅤApontei para alguns papagaios que tentavam se empoleirar para observar a luta. Era engraçado ver a babaquice, porque aquele campanário ficava alto pra caralho e mesmo assim tinham aqueles que queriam as “lives”. Kelly riu e foi pedir um refrigerante. Fiquei vendo aquele rabo maravilhoso emoldurado por uma longa cabeleira loura acima se distanciando. Lancei pra ela ouvir:
ㅤㅤㅤ— Beba bastante refrigerante e esse rabo logo logo vai ficar todo murcho. Aí você não vai prestar mais!
ㅤㅤㅤ— Vai se foder, Keith! — ela respondeu.
ㅤㅤㅤEu não sabia se a luta havia começado, se já havia terminado ou qual pé estava aquela merda. Na verdade, só queria que aquele troço terminasse pra eu trepar com a “Pequena”. Pedi mais um pastel de carne e queijo e acendi um cigarro enquanto esperava. Aquele bagulho estava realmente muito bom. Jamais imaginei que podia ser possível misturar carne e queijo no mesmo pastel.
ㅤㅤㅤ— POLÍCIA! — uma voz grave gritou pra mim.
ㅤㅤㅤOlhei pra trás com a cautela de já ter que lançar a porra de um “Lightning Flash” (uma de minhas técnicas de luta. Sim! Eu luto!), quando vi Brandon, o negão parrudão, amigo meu de infância lá de Chicago.
ㅤㅤㅤ— PORRA, CARA! FAZ ISSO NÃO! — devolvi pra ele.
ㅤㅤㅤ— HAHAHAHAHA… TÁ NO CAGAÇO, NÉ?!
ㅤㅤㅤ— PORRA! — dei um trago no cigarro e baforei logo, dando um abraço no meu amigo. — Tá fazendo o que aqui nesse fim de mundo?
ㅤㅤㅤ— Vim ver como estão as coisas antes de mandar Vicky pra cá!
ㅤㅤㅤ— E como ela está? — terminei de fumar, joguei a guimba no chão e me virei pra pegar o meu pastel, oferecendo a Brandon. Ele recusou.
ㅤㅤㅤ— Ela tá bem. Mas é aquela parada que eu te disse… Preciso tirá-la de Chicago…


Eloquent
Keith Wayne
Misunderstood Boy

avatar
Keith Wayne
Visitante
Visitante

Lugar de Origem : Chicago - Il
Mensagens : 27
Data de inscrição : 30/11/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Ter Ago 21, 2018 2:38 am


ROUND 2 – MOVIMENTO 1
Iori Yagami vs Yuriko Yagami
Obs: Nomes dos golpes estão linkados com gifs.

ㅤㅤHá uma coisa que todos precisam saber quando vão enfrentar o Iori Yagami: Ele não se contém! Ninguém sabe explicar o porquê, muito menos ele. Mas estar em combate, principalmente contra potenciais inimigos, faz que uma adrenalina tome conta de todo o sujeito ao ponto dele se tornar ainda mais sádico do que costuma ser. É sua identidade Orochi? Ninguém sabe! Ele é louco da cabeça? Ninguém sabe! O que o faz lutar desse jeito se ele odeia violência? O que o motiva a ser agressivo desse ponto? Isso tudo torna o perfil da personagem interessante, o mistério que cerca todo este ser e o quão longe ele pode ir em seus confrontos.

ㅤㅤNeste momento estava acontecendo em Philantrophy Belfry algo que muitos fãs do universo das lutas esperavam para ver. O retorno de uma lenda viva, aquele que nos anos noventa quebrou todos os moldes de popularidade existentes nos vários torneios mundiais de artes marciais pela sua personalidade marcante, pela sua risada sádica e pelos seus golpes devastadores. Aquele que foi capaz de esvaziar um show de uma banda rival somente por ser a pessoa que ele é, aqueles que todos gostavam de ficar de olho para saber o desfecho que ia dar em qualquer situação que o mesmo se metesse. Iori Yagami estava de volta nos ringues e todos que esperavam acompanhar o combate sabiam que ele faria alguma coisa que seria memorável, que seria comentado por anos e anos, ficando marcado na história. E dessa vez ele enfrentava alguém inesperado. “O Yagami tinha filhos?”, “Ele vai bater na própria filha?”, “Será que ela é fodona igual o pai?”, “Quem será a mulher que deu pra esse cara? E como ela sobreviveu?”; “Ela não deveria ser ruiva?”; as perguntas não paravam ali.

ㅤㅤO que ele pretendia fazer contra Yuriko “Omega”? Poucos sabem da história da garota. Ainda haviam mistérios na vida da filha do Yagami com Claudine Renko que até o próprio pai desconhece. Ele não sabe de todos os detalhes e talvez nunca saberá por causa do estado que sua filha permaneceu depois de sair de lá. Mas uma coisa ele sabe a respeito dela e que talvez ela nem faça ideia de que ele foi atrás. Iori tinha informações sobre sua filha, ele tinha acesso a coisas que deveriam ter desaparecido no mundo depois a queda do Shiro Sanatorium, mas não... ele não deixaria barato o que fizeram com ela quando tiraram dos braços dele, ainda criança.

ㅤㅤE tudo isso estava ligada à aquela ciborgue que o mesmo conheceu dias após Yuriko ter fugido do hospital, no seu primeiro retorno a família.

ㅤㅤAlguns anos atrás.

ㅤㅤIori reencontrou-se pela segunda vez – e em definitivo – com sua filha Yuriko, no bar de Jazz & Blues que ele havia inaugurado como uma estratégia de negócio. Ali foi o ponto de encontro dele com a menina, que naquele tempo demonstrava ter imensa saudade de estar na companhia do pai. Iori se lembra do quanto a jovem era insegura sobre seus arredores, mesmo sentada à sua frente na mesa, ela ainda irradiava aquela energia cinética como se fosse uma bolha de proteção contra tudo o que pudesse lhe tocar, inclusive o vento. Horas antes deste reencontro de pai e filha, as bases da Ikari Warriors instaladas em 2nd South e South Town foram arruinadas por um ataque inesperado da guerreira cinética. Ela sozinha era capaz de dizimar batalhões somente com os poderes mentais que herdou de sua mãe, sem fazer o mínimo esforço possível.

ㅤㅤIori não ficou contente com o ocorrido e sabia muito bem que aquilo seria o começo de um grande incômodo. Já não era bem-visto pela tropa de soldadinhos de chumbos intitulada de mercenários, o que dirá agora que as bases foram atacas apenas por uma vingança pessoal da sua filha cinética contra outra filha dele? Iori sabia das desavenças entre Yuriko e Miu Yagami. Miu, para quem não sabe, é a primogênita de Iori com uma bruxa do clã Beart e que supostamente foi morta pelas mãos do Yagami quando esta rebelou-se contra ele. História para outro dia. Miu era diferente. Ela nunca foi o tipo que costumava entrar no combate e sempre preferiu estudar táticas militares quanto tecnologia. Miu, como toda filha primogênita, costumava ser ciumenta perto das irmãs mais novas e as mulheres que o pai teve, sendo a Whip a única exceção à regra. O motivo? Miu queria ser da Ikari Warriors! E conseguiu. Whip a recrutou depois de fazer um teste de sobrevivência com a filha do ruivo e como é costume de vida militar... quem disse que Iori viu a menina de novo depois da inclusão dela naquele grupo de mercenários? Era coisa boa? Não! Iori detestava o tipo militar. E ter uma filha ali dentro poderia ser um motivo a mais para ele se sentir incomodado.

ㅤㅤO que levou Yuriko a atacar Miu e derrubar as bases? Vingança. Vingança por ter sua tecnologia roubada, a única coisa que podia manter Yuriko saudável depois das coisas que ela passou para destruir todo o projeto Omega. E vendo essa devastação que ela causou, o ruivo ficou encucado com uma coisa: “Eu preciso me preparar para enfrentar ela!”

ㅤㅤNos dias que seguiram após o reencontro, Iori passou a observar Yuriko. As formas dela se comportar dentro e fora da luta, os poderes dela, principalmente o desgaste que ela tem sempre que excede o uso de suas habilidades, dormindo por várias horas seguidas e comendo feito uma condenada. Mas não era o suficiente! Por mais que tentasse provocar a filha para que ela lhe mostrasse o seu potencial verdadeiro, ela se continha. Seria medo? Não sabe.

ㅤㅤFoi voltando pelas ruas desertas de uma madrugada em Osaka que o Iori percebeu que estava sendo seguido. Ele teve aquela mesma sensação antes e sabia quem era. Só não esperava que a recepção fosse ser daquela mesma forma: Um ataque!

ㅤㅤ── Ah, merda!

ㅤㅤIori esquivou-se quase que no último momento, quando a Ciborgue aterrissou ao chão cravando sua mão espada com brutalidade ao solo.

ㅤㅤ── Estava demorando para você aparecer, Miyu.

ㅤㅤA outra se recompôs.

ㅤㅤ── Você garantiu que nada sairia de controle! ── E ela falava das bases da Ikari.

ㅤㅤ── Tenho uma porrada de filhos! Acha que consigo manter os olhos em todos eles?

ㅤㅤO ruivo respondia com um certo sarcasmo, o que não agradou em nada a coisa que o seguia.

ㅤㅤ── Espero que sabia o perigo que ela representa para o mundo! Você precisa tomar uma decisão, Yagami!

ㅤㅤE ele detestava isso.

ㅤㅤ── Já disse que isso é problema meu! A garantia continua sendo a mesma, ela sai do controle, eu me responsabilizo. ── E continuou. ── Se você interferir na criação e proteção da minha filha, eu destruo você. É simples!

ㅤㅤ── Você não aparenta ser capaz de fazê-lo.

ㅤㅤ── Ainda não. Mas estou me preparando para isso.

ㅤㅤA Ciborgue ficou em silêncio.

ㅤㅤ── Estou ciente do perigo potencial que Yuriko representa. Estou treinando-a para tentar ser mais responsável, controlar suas emoções e principalmente para poder nocauteá-la quando for preciso!

ㅤㅤ── Então você está tramando contra sua própria filha?

ㅤㅤ── Não. Estou me garantindo. Ela tem pavio curto, pode se estressar tão rápido quanto eu. Se eu estiver no mesmo nível que ela, posso coloca-la numa situação que nenhum outro foi capaz e pressioná-la até que a exaustão tome conta dela.

ㅤㅤ── Conseguiu extrair o potencial máximo dela?

ㅤㅤ── Não. Mas você poderia me ajudar nisso.

ㅤㅤ── Como? ── Ela nem pareceu pensar a respeito.

ㅤㅤ── Você disse que teve de lidar com alguns clones dela quando sua instituição ainda existia. Com certeza deve ter alguns dados sobre o projeto Omega. Informações que possam me serem úteis para elaborar estratégias, cenários de combate onde uma Yuriko se torna berserker e saia atacando tudo e todos descontrolada.

ㅤㅤComo esperado, a Ciborgue não respondeu de imediato. Naquele instante, era como se ela estivesse processando a proposta do ruivo.

ㅤㅤ── O que você realmente precisa?

ㅤㅤ── Tudo o que tiver. Datas, locais, textos, vídeos. Qualquer coisa que possa me mostrar o que fizeram com ela e o que ela realmente se tornou.

ㅤㅤMiyu sorriu. Ela o respondeu de imediato.

ㅤㅤ── Sua filha é uma arma de guerra.

ㅤㅤE Iori revidou na mesma hora.

ㅤㅤ── Não. Ela é só uma criança confusa com poderes assustadores.

ㅤㅤMiyu desfez a espada, desmaterializando-a do seu braço e voltando-o ao normal.

ㅤㅤ── Eu posso tentar recuperar alguns dados corrompidos. Nem tudo poderá ser restaurado depois da queda do Shiro. No entanto... precisarei de algumas semanas para ter o material necessário de que precise.

ㅤㅤ── Então você é capaz?

ㅤㅤ── Não dou garantias. Mas o que for possível recuperar, você receberá. Mas terá um custo!

ㅤㅤ── Que custo?

ㅤㅤ── Dinheiro. ── Ela foi direta.

ㅤㅤ── Certo.

ㅤㅤFicou evidente para o Yagami de que ainda havia um pouco de ‘humanidade’ naquela coisa. Pois é como diz aquela frase: “Se você é bom em algo, nunca faça de graça!”

ㅤㅤ── Entrarei em contato quando tiver tudo em mãos. Até lá, mantenha sua filha na linha. Pessoas inocentes morreram a troco de nada.

ㅤㅤ── Entenda uma coisa, Miyu. Eu não sou de me intrometer na vingança alheia. Se servir de justificativa, também fui um adolescente imprudente e que acabou com muitas vidas somente por odiar alguém. Embora eu ainda despreze meu nêmeses, não sou o mesmo de antes. Mas isso não quer dizer que nós, os Yagami, ficamos mansos com o passar do tempo. Se for PRECISO, eu vou cortar o mal pela raiz! Independentemente do que seja!

ㅤㅤA ciborgue deu as costas.

ㅤㅤ── Que seu discurso seja válido para seus semelhantes também, Yagami.

ㅤㅤE isso foi o bastante para irritá-lo. Ele não fez nada, mas entendeu o ponto dela. Nada mais foi dito entre os dois e cada um seguiu seu rumo a partir dali.

ㅤㅤOs dias que passaram acabou com Yuriko viajando mais uma vez, com o destino à 2nd. Ela havia encontrado mais um Ikari e pretendia ir ao encontro dele. Naquele mesmo dia, Iori já havia recebido algumas informações a respeito da filha e do quão poderosa ela poderia ser se saísse do seu controle... Os preparativos estavam começando em total segredo.

ㅤㅤAtualmente, Philantrophy Belfry.

ㅤㅤDurante a explosão de energia de Iori, do lado de fora da instituição, as duas irmãs observavam atônitas a exibição de poder do pai.

ㅤㅤ── Fuck! Qual a necessidade disso? Ele quer se aparecer? ── Falou a ruiva maior enquanto tremia nas bases.

ㅤㅤ── Não. Isso não é exibição. ── Respondeu a menor, com um olhar mais sério para o que estava vendo.

ㅤㅤ── O que é isso então? Nem se qualifica como um ataque! ── A mais velha veio a resmungar.

ㅤㅤ── Você se lembra da estratégia: “O mundo em chamas”? ── Amy voltou a olhar a irmã, mantendo a mesma expressão séria em sua face.

ㅤㅤ── Ah... The World in flames! Yeah! Foi naquele dia que ele botou nós três embaixo de uma cachoeira fria, segurando as esferas Baoo... Buooo.... Boding...?

ㅤㅤ── As Esferas Baoding, o treinamento de concentração, relaxamento e energização das mãos. ── Amy concluiu a fala da irmã. ── Foi divertido, não foi?

ㅤㅤ── Divertido uma pinoia! Odiei ficar mais de três horas embaixo da cachoeira sem me mexer e segurando aquelas porcarias de metal!

ㅤㅤAmy deu uma risadinha baixa e voltou sua atenção para o local que desenrolaria o combate.

ㅤㅤ── Bem, o papai não está se exibindo. Todos podem pensar isso, mas o que ele fez foi mapear toda a instituição com a expansão do seu chi. Talvez nem mesmo Yuriko esteja ciente da armadilha invisível que ele deve ter plantado nela.

ㅤㅤ── Como isso é possível? Eu sei que precisamos aumentar a área de atuação das nossas energias para o World In Flames, mas... o que quer dizer com armadilha?

ㅤㅤ── Você pode não ter notado por estarmos longe, mas ele mudou o ímpeto do ar quando estourou as chamas. A ventania fez os sinos badalarem, provavelmente Yuriko sentiu a ventania daquele poder batendo contra ela. O que quer dizer que ela está com o corpo todo coberto por uma aura invisível que pertence ao papai.

ㅤㅤCandy ficou em silêncio. E Amy continuou.

ㅤㅤ── Você sabe que com essa estratégia, o pai pode fazer um ‘controle de multidão’. Se ele enfrentasse 50 inimigos ao mesmo tempo, com um estalar dos dedos, ele poderia fazer que uma área de 250 metros quadrados ficasse tomadas pelas chamas dele, que explodirão de todos os lados. Embora a utilização dessa técnica consuma muita energia, é eficaz para acabar com uma horda gigantesca de inimigos.

ㅤㅤCandy interrompeu.

ㅤㅤ── Mas ele está enfrentando só a Yuriko! Não tem porque usar isso.

ㅤㅤ── Aí que você se engana. O papai está aplicando a pratica do Neijia nessa expansão. Você não estava no treinamento do Fluxo de Combate Livre. Essa expansão não só ajuda ele a expandir a área de atuação dos poderes pirocineticos dele como também ajuda a detectar qualquer movimento dentro de sua área de atuação.

ㅤㅤ── Como um sensor? Um sonar?

ㅤㅤ── Isso! Combinada ao instinto dele, ele poderia sentir a movimentação de inimigos até mesmo no seu ponto cego e contra-atacá-los.

ㅤㅤ── Espera um pouco! Lembro de já ter ouvido algo assim... ── Candy levou a mão atrás da nuca, coçando-a.

ㅤㅤAmy sabia do que a irmã estava falando e resolveu refrescar a memória dela.

ㅤㅤ── Lembra quando o papai nos contou como o rival dele se livrou de dois integrantes do Those From The Past, em 2010?

ㅤㅤA cara da Candy era a resposta de que Amy precisava para saber que não, ela não se lembrava.

ㅤㅤ── Papai disse que ouviu ao longe uma conversa do Kusanagi Kyo com Nikaido Benimaru uma vez. O rival do nosso pai contou como ele fez para perceber a aproximação de dois desconhecidos que o seguia nas ruas de uma cidade argentina. Kyo havia ido lá para treinar, depois de ter sido humilhado pela forma Orochi do nosso pai momentos antes de Ash Crimson roubar a Magatama dele. Querendo aprimorar-se para enfrentar o francês, Kyo chamou muita atenção dos inimigos daquele tempo e eles foram atrás dele, no entanto, usou dos poderes dele para espalhar sua energia silenciosamente em volta, pegando um dos membros desprevenido. Sem que o inimigo percebesse, Kyo conta que queimou o casaco do outro só apontando o indicado revestido por sua chama.

ㅤㅤ── Então o pai se inspirou no que o Kusanagi fez aquela vez?

ㅤㅤAmy sorriu.

ㅤㅤ── Sem dúvidas!

ㅤㅤ── Tem uma frase sobre isso, não é?

ㅤㅤ── “Céu, Terra e Ser Humano tem uma origem em comum; e eu estou unido à tudo o que existe!”

ㅤㅤAs duas voltaram a olhar para o local. O combate já estava se desenrolando.

ㅤㅤ── Acha que o pai vai botar fogo em toda a instituição? Como ele fez em Sarah Forest aquele tempo? ── Candy parecia preocupada.

ㅤㅤ── Se o pai quiser causar a maior catástrofe que essa cidade já viu, incendiando um bando de inocentes e órfãos, sim. Se não, ele fará um uso controlado para pressionar Yuriko. É o que eu penso.

ㅤㅤAs duas ficaram em silêncio. Suas atenções voltaram 100% a luta que desenrolava lá em cima...

ㅤㅤNa arena.

ㅤㅤQuando Iori utilizou o poder para criar aquele imenso pilar de fogo púrpuro, ele realmente tinha investido contra Yuriko sem que ela se desse conta. Foi uma maneira dele poder garantir um domínio maior sobre a filha psicocinetica, querendo ver até onde suas estratégias poderiam ir contra os avassaladores poderes da menina. Após isso, o primeiro instante se resumiu com o uso de sua habilidade especial, o 119 Shiki: Akegarasu, técnica utilizado quando Iori perdeu o fogo púrpuro para as peripécias de um francesinho metido a besta. O golpe em si tinha potencial para pegar até mesmo oponentes um pouco afastados, já que suas linhas de energia proveniente dos dedos que simulavam a garra do tigre se espalham pelo ar. Mas aqui aconteceu algo de interessante! Um contra-ataque marcial vindo de Yuriko!

ㅤㅤFoi incrível o modo como ela conseguiu parar um ataque energizado embalando o braço usado para atacar do pai, querendo impor contra ele a força e peso do corpo numa tentativa para derrubá-lo. Só que há um, porém: Iori estava acostumado com esse tipo de trocação, onde um tenta anular o golpe do outro com técnicas defensivas de mãos e braços. Não era a primeira vez que ele lidava com isso. Sua arte marcial provinda do Hung Gar tinha uma base forte em ataque e defesas simultâneos usando as mãos e no instante que Yuriko levou para anular um braço, o outro dele estava à solta e foi justamente no momento que ela veio lhe golpear com a cotovelada, o movimento que iria desestabilizar a postura do mais velho, que a mão livre deste fora posta com a palma aberta à frente, amortecendo o impacto e ao mesmo tempo servindo para agarrar com os dedos.

ㅤㅤIori achou fofo a investida da filha. Se ele fosse dar uma nota para ela, seria 6,5. Não falou nada, deixou que a expressão do seu rosto falasse tudo naquele instante. E como estavam tão próximos um do outro naquele momento, naquela fração de segundo, quase em uma posição de abraço de pai e filha, cena de um lindo reencontro... Iori investiria imediatamente contra a menor com uma potente joelhada na boca do estomago de Yuriko. A colisão deste golpe faria com que a japonesa ficasse momentaneamente atordoada, deixando-a à sua mercê. E ele não perderia tempo e muito menos teria piedade da filha. Aquilo era uma luta onde os melhores dos melhores decidiam quem era o mais forte e sendo assim, ele vai tratar ela da mesma maneira que ele trata qualquer infeliz que passe no seu caminho.

ㅤㅤDa joelhada, acertada ou não, pela proximidade, a técnica utilizada seria o Kuzukaze! Ele seguraria Yuriko pelo corpo ou vestes empregando uma grande força para arremessa-la para o outro lado, de modo que a menina acabasse de costas para o pai e este ter acesso à sua guarda aberta. No mesmo instante que ele lançaria a menina para o outro lado, ele já concentrava uma habilidade de chi pelo meio do Qigong aliado ao Neijia, que dentro da filosofia que o ser humano é uno ao céu e a terra, concentrado tanto no seu alvo quanto tudo que há a sua volta, a energia concentrada na sua mão canhota seria mais que suficiente para a execução simultânea de um golpe flamejante.

ㅤㅤO 108 EX Shiki: Yami Barai, uma versão mais poderosa do seu golpe tradicional, onde Iori arremessava uma esfera de energia flamejante purpura que estourava no solo e seguia em linha reta até explodir contra o seu alvo. O golpe, na sua tradução literal, era conhecido como flor mortal, e além de ser um ataque com propriedade flamejante, podendo infligir danos de fogo na Yuriko, ela também era imbuída com o poder maldito de Orochi, o que tornava aquela chama ainda mais poderosa e corrosiva para quem sofresse seus danos. Ou seja, além de queimar, Yuriko ficaria completamente imobilizada se o ataque a acertasse em cheio! O corpo todo dela será coberto pelo fogo púrpuro do pai e enfraquecerá a força dos músculos dela, impossibilitando-a de fazer qualquer movimento se atingida.

ㅤㅤCom isto, Iori avançaria novamente. Ele apostaria em mais golpes! Se prendesse Yuriko nas chamas, o ruivo atacaria com um movimento básico do seu imenso arsenal de técnicas e habilidades. O Geshiki: Yumebiki! Aproximando-se imediatamente com um longo passo à frente, mantendo a perna esquerda à frente da direita, deslocando o braço esquerdo enquanto a mão assume a postura de garra de tigre (novamente sendo os dedos polegar, indicador e meio em posição de garra enquanto o anelar e mindinho permaneceriam fechados, inutilizados) e seu acerto seria o bastante para mutilar Yuriko, abrindo três cortes sobre as costas dela. Seguido disto, com o mesmo braço ele voltaria com um movimento de golpe com as costas da mão e nós dos dedos, sendo este um backfist conhecido pelo nome de Uraken Sayu Ganmen Uchi. A segunda pancada era uma conexão entre o agarrão e o soco, que abriria brecha para mais uma possibilidade de combo.

ㅤㅤEstá achando demais? Iori não! Ele adorava essas situações com possibilidades de espancamentos. Ele não era o tipo que ficava só na defensiva, mandando poderzinho de longe. Ele procura briga. Ele procura combate. Seu corpo o impulsiona para isso, seu instinto lhe força a ir sempre na linha de frente, nunca temendo o inimigo e sempre querendo que este lhe desafie, lhe mostre o seu valor. Dentro dessa cadeia de ataques, se sucessivos, o ruivo apostaria em mais uma habilidade para potencializar o dano, sendo este o finalizador!

ㅤㅤO 127 Shiki: Aoi Hana! Dentro da subdivisão do Hung Gar, o Gung Gee Fuk Fuu Kuen, Iori mostraria como é a ginástica perfeita do seu corpo alinhada ao condicionamento aprimorados dos membros bem treinados. O ataque em si não é apenas potente para abrir a guarda adversária como também inflige um dano violentíssimo se um sucesso em sua total investida. O golpe funcionava como um Rekka, que é uma sequencia de ataques que pode muito bem ser encerrada em qualquer momento da utilização, seja para realizar uma finta ou para emendar com outra habilidade do seu arsenal. Neste caso aqui, Iori não está nem aí para a oponente mais e visaria atingir os três golpes do rekka contra a menina, o que levaria ao chão. Sua primeira investia é um golpe de punho direito ao mesmo tempo que arrasta o pé direito ao solo, numa altura próxima a boca do estomago dela (isso se ela estiver virada de frente, lembrando que aqui, supostamente, a oponente deveria estar de costas ainda para ele), o segundo seria uma repetição da mesma ação trocando a posição de pernas e braços para uma mesma pancada, esta que será direcionada para um ponto mais alto do inimigo, na altura do queixo (novamente, se ela estiver de costas, na altura de sua cabeça/nuca). O segundo golpe tem uma força maior empregada no movimento da perna e braço, onde Iori usaria seu peso e a musculatura para potencializar o dano, novamente, o “Empurrar o Cavalo”/ “Empurrar a base” do round anterior, podendo arrastar Yuriko alguns centímetros a frente, afastando-o dele. Isso seria o fator principal para que Iori finalizasse a sequencia saltando para frente, em velocidade, juntando ambas as mãos, palma com palma, entrelaçando os dedos e criando uma marreta com as mãos, mirando-a para cima e trazendo-a com um golpe de cima para baixo. A porrada era forte o bastante para levar Yuriko de beiço ao chão, sendo este um dano de “hard knock down”.

ㅤㅤAo todo, a investida de Iori é: Joelhada >> Kuzukaze >> Ex Shiki Yami Barai >> Geshiki: Yumebiki >> Shiki Aoi Hana.

ㅤㅤTudo isso, se bem-sucedido, deixaria Yuriko Omega em uma situação precária. E ele novamente continuaria ali, perto dela. Recuar pra que? Qual o medo? Isso era divertido! Se ela fosse ficar o tempo todo na defensiva, seria péssimo. Afinal de contas, ela estava com medo de lutar a sério com ele? O ruivo deu aquela sua risada maldosa que já era sua marca registrada, além de provoca-la.

ㅤㅤ── Doushita? Ore ga Kowai no ka? (Qual o problema? Está com medo de mim?)







_________________
IORI YAGAMI MOVELIST
avatar
Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡
Administrador
Administrador

Aniversário : 25/03/1975
Lugar de Origem : Tóquio, Japão
Mensagens : 159
Data de inscrição : 11/08/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Round 2 Move 2

Mensagem  ❖ Yuriko Yagami ❝Ômega❞ em Sex Ago 24, 2018 9:19 am










Round 2 Move 2: You think you can hurt me?



ㅤㅤㅤYuriko tinha um propósito a mais nesse torneio além de lutar contra os participantes. Ela conseguiria um acesso que expectadores não poderiam ter que era andar dentro dos domínios de onde transmitiam os torneios e também possível lugar de hospedagem do site de inscrições. Era acesso ao computador principal desse show que ela queria chegar.
ㅤㅤㅤVer os competidores que ela iria enfrentar a deixou um pouco apreensiva, não por temer eles, mas por temer a si mesma. Ela não estava naquela competição querendo matar ninguém, muito menos seus familiares. E com esse desejo a garota tinha uma força de vontade enorme em controlar seu poder, mais que qualquer outra coisa.
ㅤㅤㅤAo contrario que ela estava vendo em seu pai, para ele todos eram inimigos ou insignificantes. A garota ainda estava confusa em classificar onde ele estava encaixando ela. Yuriko não era tagarela, nunca fora e não se tornaria agora. Seus olhos estavam fixos nos do seu pai quando este resolveu parar sua cotovelada com a sua mão livre. Ela não vacilou e continuou ali, cara a cara com ele, sem reação as expressões dele.
ㅤㅤㅤA japonesa possuía uma ‘defesa absoluta’, um campo eletromagnético que repelia qualquer coisa sempre se forma em seu corpo quando a mesma estava em perigo. Sua duração não era longa, mas o suficiente para ela neutralizar sua ameaça. Mas Yuriko não queria fazer uso desses artifícios durante o torneio, por isso ela gastou tempo repetindo o treinamento que teve anos atrás de arte marcial, ela não era especialista, mas era o suficiente para lutar.
ㅤㅤㅤSua estratégia tinha sido quebrada, ao mesmo tempo em que seu raciocínio a deixava alerta para um perigo iminente e consequentemente o escudo parecia querer se formar ao redor de seu corpo para tentar uma proteção. E lá veio o golpe, a joelhada seguida de um arremesso. Ela sentiu a dor em seu abdômen no momento que foi arremessada. Ela parou com as costas contra a pilastra de sustentação do campanário. Talvez alguns centímetros para o lado e ela cairia dali de cima.
ㅤㅤㅤO tempo de resposta seria neutralizado, cair e levantar ao mesmo tempo parecia impossível, já que Iori arremessava contra ela seu poder e continuava suas investidas. Mas Yuriko sabia flutuar, seu poder permitia isso e foi o que ela fez. As chamas não foram completamente neutralizadas, uma de suas pernas recebera a labareda.
ㅤㅤㅤ- Argh. – ela reclamou e fixou o olhar em seu pai.
ㅤㅤㅤYuriko reagiu a dor levando as mãos a perna, apertando a coxa com os dedos. Foi quando seu corpo recebeu os outros impactos dos golpes de seu pai e foi sendo jogado para o fundo do cenário no lado direito da tela.

***

ㅤㅤㅤUm dia antes da luta a japonesa tinha um último treino para fazer. Na verdade era os mesmo movimentos, tanto de defesa quanto os de ataque, mas agora eles teriam como aliado seus poderes psíquicos. (clique no vídeo, intervalo de tempo entre 7:45 até 10:29, são os movimentos de ataque treinados pela garota. Isso é ilustrativo dos movimentos e treinos da japonesa, não significa que ela irá fazer da forma exata que aqui se encontra, força e velocidade numa luta são diferentes do que num treino.) Yuriko sabia que ela era uma máquina de matar. Ela poderia pulverizar qualquer um, isso era a ideia implantada e alimentada em sua mente desde seus quatro anos de idade, mas ao passar ter vontade própria, ser uma arma não era o seu cerne.
ㅤㅤㅤMesmo sendo uma coisa horrível o sequestro da garota pelo exército japonês. Podemos também concluir que Yuriko ganhou por não sofrer a massacradora responsabilidade de ser uma Yagami, com treinos exaustivos e exigências de comportamento e até mesmo algum possível abandono para molde de um ideal. A garota perdeu e ganhou em sua vida e agora ela estava nela por conta própria.
ㅤㅤㅤResolveu se aproximar novamente de sua família, não queria deixar de conviver com suas irmãs, mesmo que esse convívio não seja fácil. Para Yuriko se portar em sociedade sempre será o seu maior desafio. Naquela manhã ela havia saído da água para almoçar, ela observou que Keith novamente estava fumando um de seus baseados, todo o alvoroço que ela vira nos jornais deveria estar afetando-o diretamente.
ㅤㅤㅤ- Você almoça comigo hoje? – ela perguntou aproximando-se dele.
ㅤㅤㅤO mesmo estendeu o cigarro para ela e a garota recusou-se a pegar com um sinal de cabeça.
ㅤㅤㅤ- Já tive a experiência. – Yuriko olhava para o mar enquanto falava. – Uma sensação de perca de controle sobre si, quando eu sentia isso no passado nunca foi bom, nunca relacionei essa sensação a uma coisa boa. – ela voltou a encarar o namorado. – Outra pessoa tem controle sobre você quando está anestesiado seu raciocínio. – ela sorriu para ele e foi para cozinha.
ㅤㅤㅤEnrolar demais para comer não era uma coisa que Yuriko fazia, ainda mais após treinar. Ela preparou um molho com shoyu e sake enquanto a carne e o macarrão cozinhavam. Misturou o preparo do molho na carne e depois de escorrer o macarrão jogou aquilo tudo por cima dele, após misturar mais uma vez ela jogou molho de pimenta e deixou a tigela de macarrão na mesa. Pegou um pequeno bowl de porcelana e também quatro ovos.
ㅤㅤㅤEla sentou à mesa e serviu-se. Colocou o macarrão e a carne no bowl menor, e depois quebrou os quatro ovos sobre a comida. A quantidade feita foi bastante, já que além dela as outras pessoas também poderiam querer comer. Ela já estava no seu segundo bowl de macarrão quando ela percebeu Keith entrar na cozinha.

***

ㅤㅤㅤOs gigantes sinos que estavam parados começaram a soar aparentemente sozinhos. Mas não foram badaladas cadenciadas e organizadas, os pesados sinos se mexiam com velocidade transformando o tranquilo campanário em um lugar irritante de ficar pela altura das badaladas dos sinos. As ondas sonoras podiam serem sentidas muito bem por eles, trepidava um pouco as pedras com a vibração que aquele barulho causava.
ㅤㅤㅤA garota que estava escorada contra a parede se aprumou, os golpes de seu pai tinham a machucado, vergões surgiram em sua pele e a dor era incomoda. Não tinha nada de órgãos expostos ou hemorragias sérias acontecendo. Ela sabia que ficar evitando uma luta não iria leva-la a lugar nenhum. E então ela reagiu, primeiro com o tormento dos sinos e segundo com uma investida rápida, uma velocidade sendo ampliada por seu poder de telecinese, que auxiliava no fato dela não precisa andar para se aproximar de seu pai, tanto que ela chegou com uma flutuação rápida, como se tivesse pegado impulso na parede que estava e saltado para cima dele, mas mantido a linha reta, sem o arco característico de um salto feito com impulso no chão.
ㅤㅤㅤE no mesmo instante que tinha a aproximação necessária ela empregou uma sequência de golpes com as mãos que ela havia treinado, movimentos esses que tinha a intensão de forçar o adversário ir para trás, seja cambaleando ou dando passos tentando se firmar, a força e velocidade empregadas pela garota não eram mínimas.
ㅤㅤㅤA lateral da sua mão esquerda iria em direção ao fígado de seu pai, ao mesmo tempo em que ela impulsionava para frente e com a mudança de posição ela desferiria um soco com a mão direita na altura do coração do mesmo e novamente com a movimentação feita que visaria empurra-lo ou desequilibra-lo, ela retrairia os dois braços, com as palmas voltadas para frente e os dedos retraídos, e desferiria contra o peito de Iori um potente empurrão.






avatar
❖ Yuriko Yagami ❝Ômega❞
Árbitro
Árbitro

Aniversário : 07 de Setembro
Lugar de Origem : Japão
Mensagens : 89
Data de inscrição : 29/11/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Seg Ago 27, 2018 10:43 am


ROUND 3 – MOVIMENTO 1
Iori Yagami vs Yuriko Yagami

ㅤㅤO mais impressionante de toda a investida de Iori foi sua oponente não esboçar nenhum tipo de reação. Sendo a menina que é, dona dos poderes que herdou, Iori imaginava que toda essa sequencia de danos fossem desencadear algum descontrole na filha e finalmente fazê-la revelar seus assombrosos poderes. O mesmo havia se preparado para isso, era evidente pela forma como ele peitava a garota e mostrava-se disposto a ver todo o potencial dela em ação. Mas algo não estava saindo de acordo com os planos do japonês ruivo. Depois de receber o impacto da joelhada na barriga e ser arremessada para o outro lado com o seu Kuzukaze, Yuriko por pouco não escapou das suas chamas e acabou sofrendo o dano da explosão em suas pernas. A garota não foi rápida o bastante para levitar e isso garantiu que o pai da jovem pegasse-a na sequencias que viriam, sendo assim, lançada para o outro lado do cenário.

ㅤㅤNeste instante, Iori parou para perguntar se a filha estava com medo dele, zombando-a pelo seu desempenho decepcionante até o presente momento. A expressão dele mudou completamente. De um riso provocante, ele fechou completamente a cara, desaprovando a atitude dela de não fazer simplesmente nada para tentar revidá-lo. A sensação que ele teve naquele momento foi que ela tomou tudo isso de propósito e isso o enfurecia ainda mais. Só que algo finalmente aconteceu! Algo inusitado. Os sinos começaram a badalar mais uma vez, mas diferente de antes, quando ele expandiu sua concentração de chi por toda a estrutura do campanário. Os sinos batiam de forma desconexa, proporcionando uma poluição sonora bem irritante.

ㅤㅤPor estarem bem próximos dali, era esperado que os sons fossem se tornar um incomodo para o mais velho. Isso o fez ranger os dentes e principalmente desviar o olhar por um segundo dela. Isso seria um erro imperdoável para um lutador experimente... mas não naquela situação. Como ele havia espalhado sua energia por todo o cenário, ele podia sentir qualquer movimentação que estivessem dentro do raio de alcance dela. E sendo assim, quando olhou para os sinos batendo daquela forma extremamente chata, ele notou que sua filha lançou-se num ataque feroz.

ㅤㅤAlguns anos atrás, Japão.

ㅤㅤIori finalmente recebeu o chamado daquela ciborgue Miyu e a mesma preferiu encontra-lo em seu lar, em Tóquio. Enquanto esperava do lado de fora, que dava uma vista para um jardim repleto com arvores com flores de cerejeira, um vulto apareceu entre o caminho de pedras bem cuidadas que desenhavam um trajeto ao gramado, levando-os até a entrada da casa. Iori foi ao encontro dela ali, adentrando a escuridão de modo que apenas suas íris avermelhadas se destacassem no escuro.

ㅤㅤ── Isso é tudo! ── Um tablet foi entregue para ele.

ㅤㅤ── Pensei que levaria mais tempo. ── Ele pegou o aparelho e ligou-o, encontrando uma série de arquivos de texto, outros de vídeo e várias fotografias.

ㅤㅤ── Nem todas as informações estão completas. Com a destruição do laboratório e a queda do Império, alguns detalhes importantes podem estar em falta. ── A ciborgue continuou falando por mais alguns minutos.

ㅤㅤIori acessou alguns dos arquivos de texto e as fotografias primeiro. Ele viu do que os poderes cinéticos de Yuriko eram capazes de fazer, sendo maioria das fotos um festival de sangue para todos os lados, com direito a desmembramento e órgãos espalhados pelos cenários. Alguns vídeos mostravam ela amassando carros como se fosse latinhas de refrigerante e depois arremessando-os com toda força contra outros automóveis. Nos textos haviam detalhes sobre como funcionavam os poderes dela e algumas possibilidades de como enfrenta-los em casos de emergência.

ㅤㅤ── Humph... Então é pra isso que serve aqueles negócios na cabeça dela? ── Iori passou em um documento, um dos poucos com informações pela metade. Ele leu sobre os apetrechos de cabelo que Yuriko usava, os Odangos.

ㅤㅤ── Creio que isso lhe dê uma margem boa contra ela, caso a mesma se torne um problema. ── Miyu interrompeu.

ㅤㅤ── Sim. Eu irei estudar cada uma dessas informações e me preparar.

ㅤㅤAntes de se retirar, Miyu acabou lembrando Iori do acordo que fizeram e que tudo isso tinha um preço. Ele apenas concordou com a cabeça, depois de olhá-la partir.

ㅤㅤO que Iori pretendia com essas informações sobre Yuriko? Matar a filha estava fora de cogitação, mas para alguém com os dons dela, alguma coisa ele tinha que ter em mente para poder pará-la numa situação de emergência! Ela não era uma garota normal, as vezes não entendia certas coisas. Ela mal expressava seus sentimentos quando estava com o pai ou com algumas das irmãs. É como se estivesse o tempo todo em um estado zen ou fora da realidade. Ter aproximação de Yuriko exigia um certo cuidado, por vezes precisando conversar com ela com mais calma ou dentro de algum assunto que atraísse sua atenção. Só o fato dela reconhecer Iori como pai facilitava muito a aproximação dos dois... Foi quando o ruivo decidiu ir ao encontro dela, que havia saído de viagem para 2nd alguns dias atrás. O motivo? Ela disse que ia caçar mais Ikaris. Iori só esperava que ela não causasse mais problemas...

ㅤㅤAtualmente, em Philantrophy Belfry.

ㅤㅤOs sinos eram obra de Yuriko. Se tem alguém que pode controlar o ambiente ao seu bel-prazer era ela, logo, o ruivo percebeu que a intenção dela era afetar sua concentração com os sons cada vez mais altos e irritantes. Pelo visto ela não pararia com isso tão cedo, sendo assim, Iori terá de encontrar uma forma de fazê-lo partindo para a agressividade.

ㅤㅤYuriko veio para cima dele disparando-se com sua técnica de levitação, em linha reta, como uma bala disparada por um revolver. Iori posicionou-se. Seus ouvidos doíam, mas ele mostrava-se capaz e disposto a interceptar o avanço da filha. Ali estava o que ele buscava esse tempo todo, um tipo de combate que somente ela poderia exercer enquanto levitava, disparando contra o pai uma sequencia de golpes de mãos que ela deve ter aprendido com algum mestre naquele lugar maldito.

ㅤㅤA melhor forma de resolver-se num combate corpo-a-corpo era fazendo uso de suas técnicas defensivas e na pratica adotada por Iori desde criança, nas suas andanças por vários dojos e tutelas de outros mestres. Diferente do que sua filha fez anteriormente, Iori não visava em nenhum momento parar a investida dela, mas fazer com que ela fracassasse em cada um dos seus ataques através dos movimentos coreografados das técnicas de mãos e braços Taolu.

ㅤㅤO primeiro golpe dela tinha como trajetória fígado de Iori. Para enfrentar um ataque dessa natureza, Iori precisou mover o seu braço direito num percurso semicircular baixo, mantendo a mão inteira em posição de garra de tigre, no entanto, de modo que acontecesse a colisão dos antebraços de Iori e Yuriko, onde o choque da pancada dela seria sentida por ambos os lutadores. O movimento defensivo de Iori impediria que o dano dela fosse crítico na região mirada, mas a velocidade empregada por ela no impulso de sua levitação combinada a força do movimento do braço causaria um certo desconforto ao ruivo, o que obrigaria ele a dar de um a dois passos para trás.

ㅤㅤDesvencilhar-se do primeiro não impediria ela de continuar atacando. Iori precisava manter o foco. Yuriko veio, tão rápida quanto em seu primeiro golpe, movendo o punho destro com intenção de acertá-lo na altura do coração. Para este, o mesmo movimento anterior precisava ser repetido, mas para o alto, usando o braço canhoto. A cena se repetirá, onde os antebraços de ambos os lutadores colidiriam um com o outro, impedindo que ela tenha sucesso desejado na investida. Outra vez, mais dois passos para trás.

ㅤㅤEmbora fossem ataques poderosos e com uma distração boa - usando os sinos -, Iori estava descontente com a forma que sua filha o encarava no combate. Como ele carrega anos de pelejas ao redor do mundo, dentro de ringues federados e clandestinos, ele aprendeu ao longo desses mais de vinte anos de carreira que artes marciais e brigas de rua são coisas diferentes. Atacar a esmo não serve para nada. Um lutador do calibre de Iori era capaz de calcular a distância, ler o ritmo e movimentos do oponente, achar uma oportunidade e tirar vantagem dele. Só um verdadeiro artista marcial era capaz disso, e sendo assim, ele esperaria pela investida final de Yuriko para pegá-la em outro contra-ataque.

ㅤㅤ── Huh! ── Iori posicionou-se.

ㅤㅤEla veio com mais um golpe, que numa rápida olhada, parecia uma espécie de empurrão. Era agora!

ㅤㅤ── Patético! ── Esbravejou!



ㅤㅤO que aconteceu? Iori assumiu uma postura defensiva com a intenção de causar um ‘deflect’ no ataque de Yuriko. Ou seja, a tentativa do ruivo seria anular o ataque dela no instante que Yuriko entrasse em contato com essa postura defensiva, na qual Iori desviaria o golpe para o outro lado, abrindo uma grande brecha na guarda da japonesa. Seria o mesmo que uma ‘patada’ no golpe da Yuriko, tirando-o do seu percurso original.

ㅤㅤO sucesso deste movimento defensivo faria que Iori utilizasse um movimento desesperado. Um super ataque ideal para afastar, causar dano e principalmente derrubar o oponente. O Ura 1207 Shiki: Yamisogi! Essa habilidade é uma variação de outro super ataque do Iori, o Ura 316 Shiki: Hana. Só que aqui ela é apresentada de uma forma diferente, uma forma que ajuda a ‘capturar’ o inimigo enquanto próximo com suas chamas e fazê-lo aprender a voar dentro de uma grande explosão. Como é feito? Simples! Iori começaria sua investida assim que tivesse sucesso em tirar o empurrão da Yuriko pro lado, envolvendo a mão destra com seu fogo corrosivo e lançando-o em forma de labareda em cima da filha. Atingida por essa chama, o corpo todo da jovem psíquica seria envolto pelas chamas do destino, que como de praxe, iria imobilizá-la além de queimá-la. Depois seria a vez da sua outra mão repetir o feito, jogando mais uma labareda de fogo que não só aumentaria a desgraça contra a garota como também a lançaria um pouco para o alto. Será nesse momento que Iori canalizará boa parte do seu chi, usando toda a filosofia do Qigong e Neijia, rapidamente inclinando a coluna para trás e juntando os braços sobre a face, ambos atravessados/cruzados numa espécie de x, lançando imediatamente uma esfera de energia ao chão ao deslocar-se em um movimento de coluna para frente e jogar os braços para trás. A energia desferida ao solo irá explodir e levantar um pilar de fogo púrpuro que servirá unicamente para pegar Yuriko, que estaria ainda no ar, lançando-a ainda mais alto, tornando sua queda mais violenta.


ㅤㅤO sucesso dessa investida faria toda a instituição tremer por conta da explosão causada por Iori. Ele espera que com isso, os sinos parem de bater e sua orelha ter um descanso merecido (torcendo para não ficar com eles zunindo o tempo todo). Ele manterá sua posição e olhará para a filha com a mesma expressão séria e irritada.

ㅤㅤ── Já estou de saco cheio desse seu comportamento! Vai lutar de verdade ou vai continuar brincando comigo?







_________________
IORI YAGAMI MOVELIST
avatar
Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡
Administrador
Administrador

Aniversário : 25/03/1975
Lugar de Origem : Tóquio, Japão
Mensagens : 159
Data de inscrição : 11/08/2017

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum