2nd South
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[KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

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[KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Kain R. Heinlein em Sex Jul 27, 2018 3:25 pm


Iori Yagami vs Yuriko Yagami
Juiz: Kain R. Heinlein
Regra: Classic Rules
Modo: Luta Rápida
Iori Yagami começa a partir do dia 1º de agosto!

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Kain R. Heinlein
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Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Sab Ago 04, 2018 9:19 pm


PRÓLOGO: This ain't no place for no hero!
Iori Yagami vs Yuriko Yagami

Personagens



Iori Yagami: Protagonista desta história. Consagrado campeão do torneio de Verão de 2012, Iori retorna para o Maximum Mayhem depois de alguns anos fora das competições mundiais. Embora sua participação seja um incômodo para ele mesmo, está determinado a enfrentar todos os lutadores do torneio e provar ser o melhor e superior a todos, além de claro, quebrar a cara de qualquer infeliz novo que vier se meter o esperto com ele e fazer de suas vidas um verdadeiro inferno.



Amy Yagami: Filha de Iori Yagami com Whip. Após desembarcar em 2ND, a filha de Yagami estranha todo o movimento da cidade. Instigada pela curiosidade e crendo que algo muito de errado está para acontecer, ela inicia sua própria investigação ao lado da única irmã que lhe entende bem.



Rebecca Yagami: A.K.A Candy Cane, filha de Iori Yagami com Rubi Malone. Desde o Legends of Universe, Candy passou uma temporada indo e vindo em 2nd. Não dando à mínima importância para tudo o que está acontecendo na cidade, a rebelde procura somente divertir-se sem que aporrinhem o seu saco.



M.i.y.u Greer: A “Unidade de Inteligência Múltipla Yggdrasil” retorna depois de anos, revelando ter prestado um serviço em segredo a pedido do Yagami. Sua aparição na cidade é estranhada por alguns dos habitantes devido o seu estranho visual. Quais segredos ela carrega dessa vez?


Música tema: Short Range Hero


ㅤㅤ── Faz muito tempo que está aqui? ── Perguntou a ruiva menor.

ㅤㅤ── Tem alguns dias. Por que? ── Respondeu a ruiva maior.

ㅤㅤA movimentada 5th Ave & 2nd Street estava diferente do habitual. O trânsito localizado no centro nervoso da cidade estava interditado devido a mobilização das mulheres que protestavam contra o feminicídio e o abuso sexual. As duas irmãs observavam toda essa movimentação de longe, sendo as únicas que não se misturaram entre as demais mulheres na rua para protestarem. Mas porque elas estão ali? Algo não fazia sentido para Amy Yagami.

ㅤㅤNo dia anterior, Amy chegou na cidade dos pecados por volta das 20 horas. Desembarcou no aeroporto da cidade irmã e veio de taxi para 2nd, onde passaria o tempo em um dos apartamentos que sua mãe tinha na região. O anuncio do torneio Maximum Mayhem acabou a pegando de surpresa, principalmente ao sentir a presença de seu pai na cidade. A garota ruiva, sempre muito observadora e silenciosa, procurou estudar os últimos acontecimentos analisando as edições de jornal que vieram circulando nos últimos meses. Alguns que não estavam mais em bancas, ela precisou surrupiar de outras pessoas. Como ela fazia isso? Ela tinha seus métodos sombrios para tal.

ㅤㅤ── O papai está na cidade. E também, no torneio. ── As duas voltaram a caminhar, tomando um rumo diferente do local que acontecia o protesto.Elas foram abordadas por outras mulheres no caminho, pedindo para que ambas se unissem à causa e lutassem pelos seus direitos. As duas recusaram o pedido educadamente, mas não eram todos que reagiam bem à recusa das meninas. Algumas xingavam, outras faziam comentários desnecessários. No fim, as irmãs fizeram o que fazem de melhor para esses casos: Ignorar.


ㅤㅤ── Vish... Daddy’s here? Fuck! Melhor eu cancelar meus compromissos! ── Ela pegou seu celular e começou a teclar alguma coisa para alguns dos seus contatos.

ㅤㅤ── Talvez não seja necessário. ── Interrompeu Amy.

ㅤㅤ── Why?

ㅤㅤ── Não temos nada para fazer. É isso. ── Amy, com a edição mais recente de 2nd Post, abria o jornal para ler as matérias completas nas outras páginas. Fazia isso enquanto andava esquivando de pessoas e de qualquer outro empecilho sem que fosse preciso tirar os olhos do que estava lendo.

ㅤㅤ── Daddy não passou nada? Nenhuma missãozinha? ── A outra parou de digitar, apagando tudo macetando o dedo polegar na tecla de exclusão no miniteclado de seu smarthphone.

ㅤㅤ── Exatamente. Estive no apartamento dele mais cedo. Ele trouxe Alice para a cidade para treinar, mas foi pego de surpresa pelo anúncio do torneio. Nossa irmãzinha me contou que foi por insistência dela que ele resolveu participar.

ㅤㅤ── Isso é estranho. Sempre rola alguma merda quando o pai está no torneio e nós temos que ficar agindo pela surdina.

ㅤㅤ── Dessa vez será diferente. Ele não solicitou nossa presença, tão pouco passou alguma ordem.

ㅤㅤA ruiva maior respirou aliviada.

ㅤㅤ── Phew! Menos mal! Não estava com ânimo para sair brincando de batgirl pela cidade!

ㅤㅤ── Todavia...

ㅤㅤAo ouvir essa palavra, Candy revirou os olhos.

ㅤㅤ── Oh man, c’mon!

ㅤㅤ── Você não acha estranho toda essa comoção pela cidade?

ㅤㅤAs duas pararam de caminhar. Havia um banco para elas sentarem e foi o que ambas fizeram. Amy mostrou a página inicial do jornal para a mais velha, que como sempre, exibia uma expressão de desinteresse para tudo o que acontecia.

ㅤㅤ── Ok. A mulherada tá puta com a morte dessas meninas aí. Eu não ligo.

ㅤㅤRebecca Yagami sempre foi assim. Esse comportamento rebelde dela veio por conta das influências que teve nas ruas de uma cidade Canadense, onde foi deixada pelo seu pai por conta própria. Ele aprendeu a sobreviver roubando e lutando, cresceu em um orfanato e desde sempre se mostrou uma menina de temperamento difícil para coisas sérias e mais de boa para festas, música e muita porradaria. Ela sempre adotou a sigla “NO FUTURE” para tudo o que ia fazer. Deu o foda-se para os estudos, para os namorados grudentos, para as professoras chatas que viviam no seu pé. A ruiva sempre gostou de ser livre para fazer o que quiser, montou sua própria banda com a intenção de se tornar uma Rockstar de grande sucesso e participou de vários campeonatos de luta livre, sendo o Rumble Roses um dos quais destacou a lutadora ruiva. Se tornou um ídolo para as crianças, não pelo seu comportamento agressivo e rebelde durante as lutas, mas pela causa que a fez entrar na competição aquela vez, almejando o grande prêmio em dinheiro para salvar o orfanato onde cresceu das dívidas que o ameaçavam a fechar as portas. Embora Candy fosse muito carinhosa com as crianças, sua agressividade em combate e principalmente seu comportamento arruaceiro e trapaceiro à fizera ser reconhecida também por “ANARCHY OF RR”, principalmente depois de ter quebrado sua guitarra na cabeça de uma adversária.

ㅤㅤAmy, por outro lado, sempre preferiu analisar o ambiente à sua volta para ter melhor entendimento do que ocorria. Diferente de Rebecca, ela não só cresceu sozinha em outro país como também viveu o trauma de ser tirada dos braços de sua mãe pelos colegas de esquadrão dela, o Ikari Warriors. Desde este acontecimento, a ruivinha fechou-se para tudo e todos praticamente. Na França, ela escolheu treinar um estilo de luta armado chamado “La Rapiere de Sorel” quando descobriu ter um gosto parecido com o de sua mãe por portes de armas. A diferença é que ela preferia o florete ao invés de chicote, adagas ou armas de fogo, chegando a ser nomeada de “A Young Woman bound by silence” por aqueles que a treinaram. Ela é estratégica, astuta, inteligente. Gosta de enfrentar situações que requer uma solução inteligente e precisa, mas quando posta em combate, mostrava que não era só um rostinho meigo e delicado. Seu comportamento impiedoso é uma combinação da educação que teve com Iori Yagami e ao seu sofrimento com o desaparecimento de sua querida mãe. Ela não é de mostrar remorso pelos inimigos quando os fere com cortes rápidos e profundos, muito menos retém seu desdém para com o seu adversário. O visual de Gothic Lolita é só mais uma afirmativa do comportamento pessimista e frio que ela possui.

ㅤㅤAmy apontou para todas as matérias que falavam em prol das mulheres.

ㅤㅤ── Não acha estranho que a população de Second, que sempre considerou os torneios e competições de luta mais importantes que a situação da cidade... tenham mudado de repente? O torneio ficou em segundo plano. Quase não há nada falando da competição aqui!

ㅤㅤ── Hm... você não acha que é mais importante as manifestações do que a competição?

ㅤㅤ── Acho. No entanto... Não sei dizer se são as pessoas que estão dando mais atenção aos problemas da cidade, ou se são as matérias que estão sendo manipuladas.

ㅤㅤ── Manipuladas como?

ㅤㅤ── As meninas que morreram no Cassino e a que foi encontrada numa caçamba de lixo. Os protestos, reposição hormonal em mulheres, detetive pousando nua pra incrementar causa feminina...

ㅤㅤ── OPA! Tem foto da bendita pelada aí? ── Candy tirou o jornal das mãos de Amy.

ㅤㅤ── Hey! O que isso tem de interessante para você?

ㅤㅤ── Fuck! Olha a cara dessa detetive! O que essa daí já deve ter visto de piroca, eu não tomei de Coca-Cola! HAHAHAH!

ㅤㅤAmy revirou os olhos. E tomou o jornal de volta para si.

ㅤㅤ── Foco, Becca!

ㅤㅤ── Ok! Sorry! Só queria descontrair esse blá blá blá chato... anyway...

ㅤㅤ── Acredito que tudo isso está acontecendo com o motivo de ocultar o torneio. Alguém deve estar mexendo seus pauzinhos para fazer que as feministas tenham maior impacto e visualização que a competição em si. Veja só “Os doze Reis”... Hã? Yuriko? Setsuna?

ㅤㅤSó então Amy reparou em algumas das fotografias dos lutadores presentes.

ㅤㅤ── Que bonito! Que alegria! Que beleza! Temos três Yagami na competição! Hey, look! Kusanagi também está aí! Uncle Terry, a Laurete, o tio do “não toque nos meus óculos” e ... quem é essa galera nova aí?

ㅤㅤ── Seis homens. Seis mulheres. Três Yagami’s. Hum... Nós precisamos olhar isso de perto.

ㅤㅤAmy fechou o jornal e o dobrou novamente.

ㅤㅤ── O que quer dizer com isso?

ㅤㅤ── Precisamos assistir essas lutas de perto. Eu vou investigar cada um destes eventos na cidade por conta própria. Quer vir comigo?

ㅤㅤ── What? Pra quê perder tempo com isso? Deixa a cidade se explodir!

ㅤㅤ── Seria bom ter a sua companhia! Faz algum tempo que não ficamos juntas, como irmãs.

ㅤㅤCandy olhou torto para Amy.

ㅤㅤ── Sei. Vai usar o joguinho de “Sisters Forever” agora?

ㅤㅤ── Vou. Você não resiste, não é mesmo? ── Amy abriu um sorrisinho maldoso.

ㅤㅤ── Alright. Só se você me contar das coisas que fez com seu namorado.

ㅤㅤ── Não quero desapontá-la, mas eu não estou interessada em nenhum tipo de perversão com ele.

ㅤㅤCandy fez uma cara de espanto.

ㅤㅤ── E pra quê vocês estão namorando então? Qual o sentido disso?

ㅤㅤAmy não deu satisfação nenhuma para a mais velha. Mas as duas seguiram o caminho de volta para o apartamento de Whip, onde esperariam por mais algumas horas.

ㅤㅤMais cedo, naquele mesmo dia.

ㅤㅤNo Hotel Victoria, Iori acordou às oito da manhã ouvindo conversas e risadas de Alice com outra pessoa na sala. Além do som da tv alta, o que provavelmente estava ligado em algum canal de desenho animado. Sem muita disposição para de levantar, o ruivo levou alguns minutos para juntar as forças e se sentar para depois levantar-se e ir para o banheiro que havia no seu quarto. Depois de jogar uma água na cara e escovar os dentes, saiu do quarto vestindo somente suas calças vermelhas. Foi quando ele se deparou com Amy sentada ao lado de Alice.

ㅤㅤ── Então é você? ── Ele aproximou-se das duas.

ㅤㅤAlice estava com uma tigela de cereais em seu colo, além de ainda estar usando seu pijama e suas pantufas de coelho. Amy, por outro lado, estava usando seus trajes costumeiros de gótica. As duas olharam para o pai e sorriram.

ㅤㅤ── Bonjour papa. ── Falou Amy, usando seu sotaque francês.

ㅤㅤ── Bom dia, papai! ── Falou Alice, usando um sotaque britânico.

ㅤㅤIori arqueou a sobrancelha. Olhou para a tv e depois para o jornal em cima da mesa, com as notícias do dia. Não muito interessado no que estava rolando ali, ele deu às costas para as duas e procurou servir do café que havia na mesa. Pelo horário, ou foi Alice ou Amy que pediu para trazerem pelo serviço de quarto. Isso não importava. O que estava ali servido era mais que suficiente para ele.

ㅤㅤ── O que faz aqui, Amy? ── A pergunta de Iori veio ao longe.

ㅤㅤ── Vim passar um tempo com a mamãe. Mas parece que ela vai ficar fora de novo por causa desse Maximum Mayhem.

ㅤㅤIori olhou por cima dos ombros.

ㅤㅤ── Heh... Estranho seria se eles deixassem a oportunidade passar. Aposto que estão falando que eu sou o responsável pelas mortes dessa cambada de infelizes pela cidade.

ㅤㅤ── Eu não tenho dúvidas, papai. Até mesmo a mamãe acha que é exagero deles. No entanto, lembre-se que essa implicância conosco se deu por conta da sua ameaça ao Heidern anos atrás... e o ataque de Yuriko às bases também.

ㅤㅤComo não se lembrar dessas coisas? Quando Iori soube que Heidern havia sido o responsável pelos traumas da sua filha com Whip, os dois chegaram a conversar em Sound Beach. Houve uma troca de ameaças, dedos apontados na cara, mesas se quebrando e vários soldados apontando suas armas com miras lasers sobre o corpo do ruivo. A última coisa que Iori havia dito para o general foi que ele não tinha medo de morrer e que sozinho poderia por toda a base ao chão, sem fazer esforço algum. Anos depois, Yuriko chegou na cidade e fez exatamente isso, tudo por conta de uma vingança pessoal dela contra uma de suas irmãs.

ㅤㅤ── Huh, estou nem aí para o drama deles. A tendência é só piorar se eles continuarem me perseguindo.

ㅤㅤ── Alice me contou que vai participar do torneio. Tem algum motivo especial?

ㅤㅤ── Nenhum. Apenas para ela parar de encher o meu saco.

ㅤㅤ── Mesmo? Ela disse que o senhor vai atrás do assassino das meninas. Huhu.

ㅤㅤ── Negativo. O torneio será minha terapia para desestressar. Faz tempo que não quebro a cara desses infelizes.

ㅤㅤAlice se intrometeu.

ㅤㅤ── O papai também disse que vai matar o assassino se ele cruzar o caminho dele.

ㅤㅤAmy sorriu.

ㅤㅤ── Que bonitinho. Faz tempo que não vejo o senhor atendendo o pedido dos filhos.

ㅤㅤ── Não me venham com essa! ── Resmungou o mais velho.

ㅤㅤAlice terminou seus cereais e deixou a tigela com a colher em cima da mesinha à frente das duas. Ela começou a contar para Amy sobre tudo o que havia discutido com o pai: A suspeita de que o assassino das meninas no Cassino Woo é obra do mesmo sujeito que matou as meninas de Philantrophy Belfry anos atrás, a possibilidade dele estar usando essas mortes como uma forma de querer mostrar algo, etc. O ruivo apenas observou a interação das duas irmãs de longe, não se intrometendo muito. Ele tomou seu café sem pressa e comeu algumas fatias de pão, guardando seus pensamentos e conclusões sobre tudo o que acontecia em 2nd para si mesmo.

ㅤㅤApós alguns minutos em silêncio, Amy ganhou a atenção novamente do pai ao ser perguntado se deveria comunicar Candy e qualquer outra Yagami que estivesse nas redondezas.

ㅤㅤ── Negativo. ── Afirmou.

ㅤㅤ── Tem certeza? ── A ruiva menor estranhou.

ㅤㅤ── Quanto menos você se envolverem, melhor será. E outra, você podia cuidar da sua irmã enquanto estou lutando.

ㅤㅤEra esperado que Amy fosse achar incomum a vontade de seu pai de não envolve-las no evento. Comparada aos acontecimentos anteriores, como o torneio de Verão e o torneio de Misty, onde ele convocou o esquadrão de filhas para lidar com as coisas fora do torneio... essa seria a primeira vez que ele as deixaria de fora dos confrontos.

ㅤㅤAmy não procurou discutir muito a respeito da decisão de seu pai. Ela era aquele tipo de filha que precisava ouvir somente uma vez. Mas não quer dizer que ela irá ficar parada. Como chegou no dia anterior, ela veio estranhando todo esse movimento na cidade. Sem que Iori soubesse, ela já estava arquitetando seus próximos passos e logo estaria de retirada para ir ao encontro da outra Yagami que estava na cidade.

ㅤㅤ── Não acho que Alice precise de uma babá, papai. Ela sabe se virar sozinha tão bem quanto cada uma de nós.

ㅤㅤ── Obrigada! Tenho tentado por isso na cabeça dele desde que chegamos! ── Disse Alice, feliz com o suporte da irmã mais velha.

ㅤㅤ── Tsc. Que seja. Você não sairá daqui de dentro enquanto eu estiver fora.

ㅤㅤ── Eu sei. Eu não pretendo mesmo. ── A menina cruzou os braços, fazendo beicinho.

ㅤㅤAmy aproveitou a oportunidade para se despedir de Alice, abraçando-a e dando um beijo em sua testa. Levantou-se e fez uma reverência ao seu pai e mestre, anunciando sua saída.

ㅤㅤ── Com sua licença, papa, estou indo. Ainda não terminei de arrumar minhas coisas no apartamento da mamãe. É melhor eu voltar para lá.

ㅤㅤ── Certo. Se cuida, garota.

ㅤㅤ ── Caso precise, sabe onde me encontrar.

ㅤㅤEla passou por ele, tocando seus ombros e depois saindo pela porta da frente.

ㅤㅤAlice estava de joelhos no sofá e olhando para seu pai. Ela mostrava o celular dele para o mesmo, onde na tela constava uma ligação perdida.

ㅤㅤ── Chizuru-san ligou para o senhor!

ㅤㅤ── E porque não atendeu?

ㅤㅤ── O senhor não gosta que atenda suas ligações! ── Alice fez uma expressão de desentendida.

ㅤㅤ── Mas ela você pode atender, diabos. Passa pra cá! ── E ele tomou o aparelho da mão dela sem nenhuma delicadeza.

ㅤㅤEla deu risada.

ㅤㅤ── Com medo de levar bronca da noiva, papai?

ㅤㅤ── Não é medo de nada! Pode ser algo importante!

ㅤㅤE ele discava o número dela de volta. Na tela, aparecia o nome “Passarinha”, um apelido que Iori colocou na noiva com a intenção de zoar o gosto dela por aves domésticas. E também pela recusa de deixa-lo ter um gato de estimação em casa. Enquanto esperava a ligação ser completada, Alice voltou para o pai e mostrou a edição do jornal do dia que ela pegou na recepção do hotel mais cedo, mostrando justamente a fotografia de outra garota assassina encontrada jogada em uma caçamba de lixo como se fosse uma merda qualquer. Iori não precisou nem esperar ela dizer nada, pois aquela carinha de quem estava o lembrando de sua promessa já começava a deixa-lo irritado. Ele continuava martelando na sua cabeça o porque dessa necessidade da pequena querer tanto que ele fosse atrás dos responsáveis dos massacres? O que tem de tão importante nas mortes dessas infelizes? Porque o mundo está tão revoltado com essas coisas, que acontecem todos os dias com qualquer um, quando menos se espera? Foi então que ele se tocou de uma coisa: “Poderia ser uma de suas filhas!”.

ㅤㅤ── Já entendi! Só não me amola! ── Ele disse para a mais nova.

ㅤㅤA ligação completou. E mal teve tempo dele dizer alguma coisa. Do outro lado, Chizuru já começava com o seu interrogatório.

ㅤㅤ── Por que não atendeu mais cedo?

ㅤㅤ── Bom dia, passarinha. ── Disse em um tom de deboche. ── Eu estava dormindo e Alice não atendeu. ── Explicou-se.

ㅤㅤ── Hum. E o que faz nesse Maximum Mayhem? ── Ela continuou pressionando.

ㅤㅤ── Caramba, mulher! Até você?

ㅤㅤ── Foi noticiado agora pouco que você é um dos competidores do Maximum Mayhem em 2nd South Town. Foi por causa do Kusanagi que você resolveu ingressar nessa, Iori?

ㅤㅤ── Kusanagi? Aquele miserável está no torneio também? Espera um pouco! Acabou de passar aí? Essa porcaria foi anunciada no mundo inteiro?

ㅤㅤ── Sim! Foi!

ㅤㅤ── Ah, merda.

ㅤㅤ── Iori! ── Chizuru esperava uma explicação.

ㅤㅤ── Olha, eu trouxe Alice para treinar como havia lhe dito. Só que a pestinha começou a me aporrinhar com essa história de um assassino de jovens à solta, querendo que eu fosse para o torneio sob aquele velho pretexto de que toda merda pode ser resolvida quebrando a cara de alguém! Só aceitei pra tirar ela do meu pé e poder mantê-la focada no que realmente importa! Satisfeita?

ㅤㅤ── Sim. Estou surpresa em saber que você foi facilmente manipulado pela sua filha mais nova. ── Ela deu risada do outro lado da linha. Uma risada divertida.

ㅤㅤ── Manipulado? Eu não sou manipulado por ninguém, Chizuru! Não diga asneiras!

ㅤㅤIori começou a resmungar enquanto Alice sentava-se no sofá e pegava o controle remoto para mudar de canal, dessa vez em um que passasse algum noticiário local de 2nd South. Além de mostrar imagens do protesto que estava prestes a começar em 5th Ave & 2nd Street. Entre vários cortes de filmagens durante a reportagem, mostrando as placas com os dizeres “Vamos à luta” e a declaração de várias revoltadas com o feminicídio e outras desgraças que rolava na cidade, uma reportagem foi ao ar mostrando quem era os participantes do torneio. Interessada, a menor acabou por ver as figuras de Setsuna Yagami e Yuriko Yagami. A notícia retratava os dois filhos de Iori como “Filhos de uma lenda dos ringues”, anunciando também o retorno de veteranos importantes como Terry “Steel Wolf” Bogard, Kusanagi Kyo e Clark Still. Outros lutadores regressavam para a competição, a primeira sendo Laura Matsuda, a brasileira praticante do estilo Matsuda de artes marciais. A outra era uma figura bastante conhecida por Alice, Katarina Alves, mulher que ela enfrentou no centro da cidade tempos atrás e que lhe rendeu alguns problemas durante o confronto. Depois anunciaram o retorno da pirata Bonne Jenet e seus Lilian Knights, a misteriosa mulher russa chamada Sonia Romanenko, uma estranha figura parecido com um samurai chamado Haohmaru e por último uma jovem mulher de pele morena e cabelos loiros chamada Vic Lucky. Todos eles eram os competidores do Maximum Mayhem e deverão estar figurando os combates nas diversas localidades mais famosas da cidade dos pecados.

ㅤㅤ── Que legal! Yuriko e Setsuna vão participar também!

ㅤㅤO comentário da menor acabou fazendo Iori pausar sua conversa com a noiva.

ㅤㅤ── Como é que é?

ㅤㅤ── Você não ouviu? ── A menina tinha certeza de que havia aumentado o som da tv.

ㅤㅤ── O que esses infelizes estão fazendo? ── Iori só faltou quebrar o celular em suas mãos.

ㅤㅤ── Eles vão competir também pelo prêmio milionário! Será que eles sabem que tem um assassino à solta?

ㅤㅤIori deu as costas, sem fazer questão de responder. A menina não deu bola pelo vácuo do pai, pois estava acostumada desde muito nova com esse tipo de comportamento apresentado pelo mais velho. Ela continuou assistindo e olhando o jornal. Parecia que as coisas iriam esquentar na cidade e ela mal podia esperar pela oportunidade de sair novamente à noite, sem que seu pai percebesse.

ㅤㅤ── Cheshire. Será que teremos uma quarta “Alice”? ── Comentou, bem baixinho.

ㅤㅤIori voltou para o quarto enquanto ainda falava com Chizuru. Do outro lado da linha, a sacerdotisa estava em sua casa e usando um quimono branco com detalhes floridos. Ela assistia tv, já era noite e não fazia muito tempo que tinha voltado do trabalho. Os dois combinaram de ligar um para o outro em determinados horários para que pudessem conversar.

ㅤㅤ── Escuta Iori, não precisa ficar revoltado com a participação dos seus filhos. Independente de quais sejam os motivos deles, tente se divertir com os dois. Talvez essa oportunidade de enfrenta-los seja a terapia que vocês precisam para se acertarem de uma vez. ── Chizuru foi bastante atenciosa ao dizer isso para Iori.

ㅤㅤEle ficou em silêncio do outro lado. Chizuru só ouviu a respiração pesada do homem.

ㅤㅤ── Eu vou tentar. Não prometo nada.

ㅤㅤ── Farei o possível para acompanhar as lutas daqui. Divirta-se, ok?

ㅤㅤ── Espero que esteja certa sobre isso, Chizuru.

ㅤㅤ── Não custa dar uma chance a eles, Iori. ── Ela sorriu do outro lado. ── Agora eu vou indo dormir. Já está tarde aqui.

ㅤㅤ── Certo. Boa noite, Chizuru. Aishiteru.

ㅤㅤ── Aishiteru, Iori.

ㅤㅤEle encerrou a ligação enquanto olhava para o aparelho. “Dar uma chance para os dois?”, se perguntava. Já tem algum tempo que o ruivo não se comunicava com Yuriko e nem com Setsuna, principalmente o Setsuna por conta de um desentendimento entre os dois. Já Yuriko é diferente, ela nunca teve um contato muito próximo com o pai por conta da vida que viveu, sequestrada e confinada em um laboratório. Lembrar dessas coisas o estressavam, principalmente por saber que a culpa era dele e o quão difícil era se aproximar dos dois depois de tudo o que aconteceu. Mas ele faria o que a Chizuru pediu. Ele usará esse torneio como uma forma de tentar acertar suas diferenças com ambos, mas tentar se divertir? Ele dava risada ao pensar nisso. Yagami’s são insanos. Eles amam lutar. Desde criança são estimulados pelos pais a uma vida repleta de treinos pesados e introduções as artes marciais violentas, mesmo que isso seja sofrível ou traumático para a criança do clã da Lua.

ㅤㅤEle sabe que em algum momento desses confrontos, os três poderiam acabar passando dos limites. Talvez seja melhor assim, eles lutarem ao ponto de quase matarem uns aos outros.

ㅤㅤSem mais, ele vestiu seus sapatos e a camisa branca com o blazer perto por cima, este contendo a imagem da Lua Crescente estampada nas costas da vestimenta. Assumindo o visual de Another Iori do KOF 2000, Iori apenas deixa um aviso à Alice de que irá dar uma volta pela cidade e que voltaria antes mesmo de leva-la para almoçar.

ㅤㅤDescendo pelo elevador do hotel Victoria até o térreo, Iori resolveu mudar o seu trajeto pela cidade para outro lugar. Um em especial. Sarah Forest. Foi lá que ele lutou pela primeira vez quando pisou nessa cidade, contra Terry “Steel” Wolf, no torneio de Verão realizado em 2012. A pé ia levar muitas horas para chegar lá. Ele acabou pagando um táxi para chegar ao local.







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Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Sab Ago 04, 2018 9:55 pm


PRÓLOGO: This ain't no place for no hero!
Parte 2

ㅤㅤAlguns anos atrás

ㅤㅤNem tudo eram as mil maravilhas. A vida de Iori teve mais baixos do que altos, mesmo que todos pensassem que ele fosse cheio da grana pelo seu sucesso no ramo musical ou pelas lutas que vencia em torneios tanto clandestinos quanto oficiais. Acontece que como um pai ele mais fracassou do que teve sucesso e uma delas era o caso de Yuriko Yagami, a filha que ele teve com uma mulher que não era flor que se cheire. A Claudine Renko. As relações de Iori sempre eram problemáticas, sempre se envolvendo com pessoas que poderiam findar com sua vida num estalo de dedos. Será que gostava tanto assim do perigo? Nem mesmo ele sabia responder. Mas acontece que numa dessas desventuras familiares, ele acabou reencontrando-se com sua filha depois dela ter escapado do laboratório onde ficou confinada por anos. Iori tentou manter ela em um hospital, pelo menos até que se recuperasse dos ferimentos. Mas não adiantou. Ela destruiu tudo e levantou voo, sumindo mais uma vez.

ㅤㅤNo decorrer daquela mesma semana, Iori acabou esbarrando com uma pessoa um tanto que peculiar. Uma misteriosa mulher de chapéu e capa preta, estilo zorro mas sem a máscara. Aquele encontro acabou resultando em um combate que por muito pouco não terminou com o japonês assassinado. Sim. Pode ser difícil de acreditar, mas este foi um dos raros momentos em que Iori quase acabou partindo dessa para a melhor e o motivo era bem simples. Sua oponente não era humana. Era uma ciborgue.

ㅤㅤNo começo do duelo, ela não respondera à pergunta do ruivo sobre quem ela era e o que ela queria. A única coisa que ela fez foi esticar o braço canhoto e transformá-lo em uma espada prateada. Assistir aquilo foi bem bizarro, onde a mão dela desmontava e se desfazia para dar espaço para uma lâmina afiada.

ㅤㅤIori não estava surpreso. Para a vida que teve, enfrentando demônios, clones, e viajantes do tempo, ciborgues chegavam a ser normais para ele. Mas o que realmente incomodava o homem era de onde essa bendita saiu e o que ela tanto queria atacando-o sem apontar seus motivos? A primeira investida dela foi rápida o suficiente para atingir o outro de raspão na barriga. E os golpes seguintes acabaram sendo repelidos por movimentos defensivos do lutador, usando suas mãos.

ㅤㅤIori foi se afastando a cada golpe de espada. Seu treinamento com o Hung Kuen lhe permitia realizar tais façanhas, desde interceptar golpes, seja desviando suas trajetórias ou simplesmente barrar os movimentos com as palmas das mãos. Mas aqui o caso era diferente. Era uma maldita espada!

ㅤㅤ── Merda!

ㅤㅤEm um dado momento, ele visualizou uma abertura na incessante movimentação da mulher e desferiu um potente murro energizado com suas chamas, proporcionando o impacto que precisava para empurrá-la. Embora o golpe tenha sido eficiente e poderoso, no corpo da outra era como se não fosse nada demais. Quando recuperou-se, ela voltou a encará-lo com suas orbes vermelhas e brilhantes.

ㅤㅤ── Muito bom, Yasakani no Magatama.

ㅤㅤA voz dela não era de uma pessoa normal. Ela tinha em si um comportamento meio robótico, uma expressão neutra, um olhar de peixe morto. Isenta de expressões como ansiedade, medo, aflição, adrenalina, raiva, tudo o que pudesse ser sentido dentro de um combate que valesse a vida um do outro. Iori ofegava. Fazia tempo que ele não encontrava um oponente que lhe fizesse ficar em dúvida das suas chances de vitória. Nem mesmo aquela pilha de metal chamada Maxima chegou a ser tão infeliz na hora de se enfrentar. E novamente, a dúvida continuava a lhe atacar impiedosamente.

ㅤㅤ── QUEM DIABOS É VOCÊ? ── Ele não se conteve. Estava tomado pela sua fúria. E isso poderia lhe ser um grande problema.

ㅤㅤ── Eu sou aquela que veio punir você... ── Da mesma forma como ela se pronunciou antes, sem emoção alguma, ela o fez novamente. No entanto, ela pareceu ser mais precisa e direta desta vez. ── Você é o homem que se envolveu com a Obsidiana Corrompida e desta união, geraram o Último Diamante Negro! Vocês todos irão morrer!

ㅤㅤNaquele tempo, Iori não fazia ideia que ela se referia à Claudine e depois à Yuriko. A maneira como ela associou eles três, a Magatama, Obsidiana e Diamante foi uma colocação bem estranha. Mas não se importou com isso.

ㅤㅤSem responder, foi a vez dele partir para o ataque contra a ciborgue. Em situações como essa não era muito inteligente prolongar a luta contra oponentes que não podiam se cansar. Iori sempre foi o cara que gostou de cortar todo o mal pela raiz, sendo poucas as vezes que ele demonstrou interesse de enfrentar alguém dando tudo de si. Ou ele dava um jeito de encerrar esse confronto com ela de uma forma rápida e inteligente ou uma conclusão fatal poderia acabar acontecendo.

ㅤㅤAo todo foram 87 segundos de luta. Os primeiros foram algo bem lentos, onde os dois adversários ficavam plantados onde estão, um encarando o outro. Muito informação não verbal é trocada nesses cinco primeiros segundos. A mulher mantém seu olhar colado no de Iori, e o Iori a encara de volta – nenhum dos dois sequer piscavam um para o outro – e o cenário que estavam, uma rua deserta no meio da madrugada de algum lugar do mundo pareceu se cristalizar em um diorama preso no gelo.

ㅤㅤIori tenta ao máximo, no curso daquela fração de segundo, não exibir nenhum pânico ou qualquer preocupação exterior, nem a ideia que se forma em sua mente. É comum do cérebro humano formular noções complexas no mínimo espaço de tempo, menos tempo do que se leva para que uma sinapse seja disparada. “Será que havia uma forma de arrancar a espada do braço dela?” – foi o pensamento dele, querendo resolver essa questão de uma maneira mais rápida.

ㅤㅤFoi no segundo seguinte que a coisa explodiu, que os dois lutadores entram em ação. Iori mergulha na direção da mulher energizando seus punhos com o fogo púrpuro herdado do pacto de sangue de seus ancestrais, o poder corrosivo e destrutivo das chamas do Destino de Orochi, muito mais devastadoras que o fogo normal e o fogo dos Kusanagi. Sabendo do potencial destrutivo do seu poder, Iori sempre teve a vantagem de pressionar seus inimigos com este poder. Não são todos que resolvem serem consumados pelas chamas roxas que ele manejava, era praticamente suicídio e ele fazia desta prática uma jogada de mestre.

ㅤㅤA mulher esperava que ele fosse arremessar a chama ao chão, como havia simulado várias e várias vezes as probabilidades de ataque do ruivo pela distância que estavam um do outro. Ela já havia visualizado inúmeras possibilidades de resposta para qualquer ação do homem que fosse focada ao combate à distância, mas surpreendeu-se quando este preferiu ataca-la com tudo o que tinha, no mano a mano. Não era comum o Iori lutar com as mãos consumadas pelo fogo de seu ódio. Isto era uma prática mais comum do seu arquirrival, Kusanagi Kyo, mas aqui, ele queria mostrar outra coisa. Aqui, Iori pressupõe que sua adversária sabe tudo sobre ele e que pode prever qualquer ação sua. Ela sendo uma maldita máquina com partes humanas já era o bastante para ter uma vantagem sobre o ser ali, que sempre apareceu nas mídias por conta das lutas de torneios e por outros motivos também. Exemplos de como ele lidava com esse tipo de situação existem em vários locais, fontes, quem quisesse saber de Iori, poderia ver em qualquer parte do mundo. É por conta disto que ele resolveu utilizar o seu instinto selvagem, o que pode lhe render uma boa chance de vitória, como também, uma grande possibilidade de derrota.

ㅤㅤA mulher de capa e chapéu tenta uma investida direta com a espada, mas falha miseravelmente quando a imagem de Iori parece borrada. Ela não conseguiu compreender naquele instante, mas a velocidade qual o ruivo aproximou-se da mesma acabou criando uma falsa imagem do Iori, onde a Lâmina atravessou o corpo deste enquanto ele se desmanchava como uma ilusão qualquer. Quando ela processou a posição real deste, foi bombardeada com um murro contra a cara, tão potente que o punho encoberto pelas chamas causou-lhe um atordoamento em seus sistemas.

ㅤㅤComo um pugilista enraivecido, Iori aproveitou da brecha aberta da oponente e desencadeou uma furiosa sequencia de murros concentrados sobre todo o corpo da ciborgue. Ele batia com vontade mesmo, como se quisesse deixar várias sequelas no corpo da adversária sem se importar com as possibilidades de matá-la, isso se fosse realmente possível matá-la. A forma como ele se movia era assustadora, parecendo uma metralhadora de murros concentrados, empurrando esta para trás, a cada golpe um estouro de energia púrpura flamejante que ia encobrindo a outra a cada golpe tomado.

ㅤㅤNo instante que Iori pretendia encerrar com um golpe de misericórdia, foi onde a oponente pareceu despertar do seu transe e segurar o último murro deste com sua mão destra, apertá-lo com força suficiente para fazê-lo sentir os ossos da mão estalarem e quase se espedaçarem. Pego de surpresa, o homem tentou reagir puxando a mão para trás, mas ela o conteve e o fez até ajoelhar-se de dor enquanto pressionava o punho destro do ruivo. Ela teve ele na posição ideal para que pudesse mata-lo. Quando moveu o braço canhoto, o qual havia emergido a espada, Iori reagiu bloqueando o cotovelo dela e impedindo de que esta atacasse com a espada.

ㅤㅤ── Chega!

ㅤㅤEle deu um impulso para cima e desferiu uma joelhada contra o queixo d’outra. Ela recuou, soltou a mão dele, o que permitiu ao mesmo um alívio momentâneo, mas não por muito tempo. A mão destra da mulher transformou-se em outra coisa, em garras. E ela apontou-a na direção do ruivo, disparando-a contra ele com uma corrente. No susto, Iori tentou golpear a garra para o lado, mas acabou tendo o antebraço mordido por ela e como consequência disso, foi puxado até a ciborgue.

ㅤㅤ── Mas o que?!

ㅤㅤ── Venha aqui! ── Disse a outra.

ㅤㅤA manobra seguinte da misteriosa durou um total de três segundos, enquanto o motor da garra presa numa corrente puxava o Yagami como se não fosse nada até sua direção. A mão espada dela acabou atravessando a barriga do ruivo, mas ela fez questão de posicionar a lâmina de modo que não atingisse seus pontos vitais. A ferida que causou nele foi suficiente para fazer o homem ruivo grunhir de dor e praguejar contra a maldita, segurando o braço espada dela na tentativa de se soltar dela. Ele encara aqueles olhos vermelhos e inexpressivos da mulher ciborgue, com dificuldade de manter sua respiração. Ele começava a suar, buscava uma solução que pudesse tirá-lo dessa sem que lhe custasse a vida.

ㅤㅤ── Você... Você não é uma simples lata velha... Heheh...

ㅤㅤ── Vindo de você chega a ser um elogio, Yasakani no Magatama. ── Ela abriu um sorriso forçado.

ㅤㅤ── O que ganhará me matando aqui? ── Ele toca o braço dela com a mão ensanguentada.

ㅤㅤA mulher apenas olha para o braço sujo com  sangue de Yagami.

ㅤㅤ── Eu elimino aqueles que podem ameaçar o equilíbrio do mundo. Você e outra mulher tiveram uma filha extremamente perigosa e dificilmente se responsabilizarão pelos atos dela se a mesma se rebelar contra o mundo. ── Ela pareceu forçar mais a lâmina.

ㅤㅤO sangramento não para.  Iori fechou seus olhos. Então, ela retirou a lâmina e afastou-se, permitindo que ele caísse de joelhos ao chão, com a mão pressionando o lugar para tentar estancar o ferimento.

ㅤㅤ── Hehe... você quer matar... Claudine e Yuriko... ? ── Ele voltou o olhar para ela, dessa vez, com um desprezo mortal pela mulher. ── Quem te mandou?

ㅤㅤEla sorriu.

ㅤㅤ── S.E.A.R.R.S ── Respondeu ela, sem se importar com a relevância de tal informação.

ㅤㅤIori não entendeu nada. Mas gravou muito bem o nome deles.

ㅤㅤ── Certo... Eu lamento, mas você infelizmente terá êxito em sua missão. ── O ruivo sorriu.

ㅤㅤA mulher arqueou uma de suas sobrancelhas enquanto olhava o ruivo cuspindo sangue no chão, dando risadas forçadas, mesmo que naquele instante lhe faltasse o ar nos pulmões. As chamas do Destino começaram a tomar conta de todo o corpo do ruivo, e pouco a pouco, este foi levantando-se como se o dano recebido não lhe fosse nada demais. Foi então que ela percebeu o que estava acontecendo.

ㅤㅤ── Você está usando as suas chamas para curar o seu corpo?

ㅤㅤO ferimento havia se fechado. Iori já havia feito isso uma vez, era doloroso demais queimar o ferimento de tamanha proporção. Mas isso não lhe garantiria uma recuperação 100%. Ele teria de procurar um tratamento médico mais tarde. No entanto, ele olhou para ela com o olhar tomado por uma sombra, onde somente o brilho escarlate sobressaia.

ㅤㅤ── Você é uma péssima mentirosa, mulher. Se quisesse mesmo me matar, teria atingido logo qualquer ponto vital meu e encerrado essa batalha sem perder tempo. ── E foi num estalar de dedos, numa mínima fração de segundo, que o braço dela, onde ele havia deixado a sua marca de sangue, incendiar-se e explodir, separando a lâmina dela que voou para longe com o impacto.

ㅤㅤ── Mas como?

ㅤㅤE quando percebeu, a mão de Iori agarrou-lhe a cabeça com força e levou-a ao chão, afundando o piso do asfalto com a força que botou na sua Koto Tsuki-in, incinerando o corpo da ciborgue com suas chamas corrosivas.

ㅤㅤ── Mulher insolente! QUEM DIABOS É VOCÊ? ── Ergueu a cabeça dela e bateu-a novamente no chão. ── FALE DE UMA VEZ, MISERÁVEL!

ㅤㅤE foi assim que Iori venceu a mulher ciborgue da SEARRS, A M.I.Y.U.

ㅤㅤ── Miyu. Miyu Greer. ── Apresentou-se.

ㅤㅤIori soltou a cabeça da mulher, livrando-a do efeito de suas chamas.

ㅤㅤ── Explique-se. O que você é e o que tanto quer com minha filha?

ㅤㅤ── Você não se preocupa com a mãe dela? ── Perguntou ela enquanto se sentava.

ㅤㅤ── Ela nos abandonou quando mais precisamos.

ㅤㅤFoi o bastante para Miyu.

ㅤㅤ── Meu nome é Multiple Intelligence Yggdrasil Unit. Atuei por muitos anos como filha adotiva do padre Joseph Greer, que trabalhou secretamente para a fundação S.E.A.R.R.S. O objetivo da fundação era garantir que Alyssa Searrs se tornasse a rainha do novo mundo, o mundo dourado.

ㅤㅤIori fazia uma cara de quem não estava entendendo nada. No entanto, ele reconheceu o nome da garotinha.

ㅤㅤ── Alyssa é uma menina que foi assassinada com um tiro na cabeça, não é mesmo?

ㅤㅤ── Exatamente. Eu deveria ser a guardiã dela. Minha programação servia unicamente e exclusivamente para zelar pela proteção dela até que conseguíssemos atingir o nosso objetivo.

ㅤㅤ── Vocês eram mais uma facção então? Igual os infelizes que sequestraram Yuriko?

ㅤㅤ── Correto. Antes do projeto ser desativado, consegui reescrever todos os algoritmos de minha programação original, me livrando da corrente de comando dos SEARRS. Antes de sermos massacrado por um monte de clones de Yuriko.

ㅤㅤ── Hehehe...

ㅤㅤIori já havia entendido tudo.

ㅤㅤ── Durante todo esse tempo, você veio observando os meus passos e os de Claudine somente para ter a localização de Yuriko?

ㅤㅤ── Não necessariamente.

ㅤㅤ── Não há com o que se preocupar. Os clones dela já não existem mais, até onde sei.

ㅤㅤ── A original me preocupa.

ㅤㅤ── A mim também. E se algo acontecer, você não precisa interferir. Eu mesmo darei conta da Yuriko.

ㅤㅤIori olhou para a ciborgue enquanto ela se levantava e arrumava seu chapéu.

ㅤㅤ── Parece que o restinho de alma que eles deixaram em você... ── Iori preferiu não concluir sua sentença.

ㅤㅤMiyu sorriu.

ㅤㅤ── Ainda sonho com minha vida passada.

ㅤㅤ── Humph...

ㅤㅤA mulher andou para o local onde estava a espada que Iori arrancou do braço dela.

ㅤㅤ── O que você fez mais cedo foi impressionante. Mas tem certeza que você é capaz de lidar com os poderes da sua filha?

ㅤㅤO outro, que manteve a sua posição, acompanhou o andar dela com o olhos, ainda desconfiado das intenções da mulher.

ㅤㅤ── Não tenho certeza. Ainda desconheço a capacidade máxima dela.

ㅤㅤA outra encaixou a espada no local do braço e reparou-se sozinha, quase que instantaneamente.

ㅤㅤ── Você promete parar ela, caso ela saia de controle?

ㅤㅤIori não gostou do tom usado por ela.

ㅤㅤ── Isso por acaso é um ultimato?

ㅤㅤA ciborgue virou-se.

ㅤㅤ── Quero uma garantia.

ㅤㅤ── Ela é minha responsabilidade. Se for preciso para-la, eu encontrarei um jeito. Nem que eu morra tentando.

ㅤㅤ── Eu sabia. ── Ela fechou os olhos, sorrindo. ── Você não mataria a própria filha, não é mesmo?

ㅤㅤ── Nenhum pai faria algo assim. Por mais sombria que fosse a história dele.

ㅤㅤEla desfez o sorriso.

ㅤㅤ── A jovem que eu antes fui... “morreu” por decisão do pai, de torna-la em uma arma de guerra. ── Iori pode sentir o tom de tristeza nas palavras da outra, mesmo que a expressão dela não mostrasse exatamente isso.

ㅤㅤ── Eu lamento por isso.

ㅤㅤ── Obrigada. Eu ficarei de olho em vocês para ter certeza mesmo de que não irá sair nada do controle.

ㅤㅤ── Antes de você ir embora, me responda uma coisa... porque me chamou antes pelo nome do tesouro sagrado? E porque Obsidiana Corrompida e Ultimo Diamante Negro?

ㅤㅤ── Isso é coisa minha. Sempre nomeei meus alvos usando nome de pedras valiosas.  Algo mais?

ㅤㅤ── Talvez eu precise da sua ajuda no futuro. E eu já notei que você é uma espécie de “hitman”. Como faço para entrar em contato com você?

ㅤㅤ── Então confia em mim?

ㅤㅤ── Não. Ainda não. Mas talvez você possa ser útil.

ㅤㅤ── Entendo. Você saberá como chegar a mim.

ㅤㅤE ela se foi andando até desaparecer na escuridão da rua à frente, em passos lentos e descontraídos. Antes de perde-la de vista, Iori pode jurar que um passarinho dourado pousou no ombro da mulher, uma espécie bem peculiar, que seus olhos eram azuis e bem vivos, diferentes ele diria.

ㅤㅤ── Era só o que me faltava... Outra mulher caçando a Yuriko? Tsc... quantas surpresas a mais ainda terei com isso?

ㅤㅤAtualmente, Sarah Forest.

ㅤㅤDisparos de uma arma podiam ser ouvidos pelos arredores da densa floresta que abrange uma parte de 2nd South Town. A bola de ferro que estava pendurada sobre o galho de uma resistente arvore servia de alvo para treino dos disparos da guntling gun materializado pelo braço de Miyu. A Ciborgue estava ali aguardando pela chegada de Iori Yagami, que havia enviado uma mensagem pedindo para que ela o encontrasse dia antes do início dos combates na cidade.

ㅤㅤCada disparo que ela dava com a arma fazia a bola de demolição balançar para os lados, ficando sempre em movimento, por vezes colidindo com outras arvores e as derrubando, sem que ferisse os vários animais que ali residiam. O cenário ao todo era um campo de treinamento montado e abandonado ao tempo, além de ter sido o primeiro local que Iori lutou quando pisou na cidade pela primeira vez. Ele se lembra bem do confronto memorável que teve contra o Terry Bogard, onde acabou que suas chamas judiaram uma parte da floresta. Hoje ela parecia bem recuperada e sem nenhum vestígio do incêndio que ele causou na realização de um super ataque para amenizar a potência de um geyser do Terry.

ㅤㅤAo chegar ao local onde a ciborgue estava, Iori notou que a mesma usava os mesmos trajes de quando se conheceram. Além da longa capa preta em frangalhos, o chapéu preto, ela vestia uma espécie de armadura que era colada ao seu corpo e realçava suas curvas. Ela ficava com a barriga de fora e usava uma espécie de peitoral que realçava o busto, mas sem mostrar muito de si mesma. A mulher de cabelos azuis claros, quase próximo do cinza, de olhos avermelhados como uma rubi, mantinha a mesma postura séria e inexpressiva de quando se conheceram.

ㅤㅤMiyu tem sido mais uma “information brooker” para o Yagami. Ela sempre sabia de alguma coisa que pudesse ser útil para o ruivo mais tarde. E a intenção dele ter chamado ela ali, assim como outras vezes no passado, é justamente essa. Quando a mulher notou a presença do outro, ela recolheu a arma para dentro do braço e sua mão voltou ao lugar, podendo assim, virar-se e voltar-se para o homem. Antes de puderem trocar algumas palavras, o passarinho dourado que sempre acompanhou ela, pousou em seu chapéu dessa vez.

ㅤㅤ── Olá, Yagami-sama. Como tem passado? ── Diferente da outra vez, Miyu aprendeu a ser um pouco mais comunicativa e expressiva.

ㅤㅤ── Não tão bem quanto eu gostaria. No entanto, eu agradeço por perguntar. ── Isso foi ríspido na sua resposta. Não parecia muito interessado em perder tempo com conversas paralelas ou com formalidades.

ㅤㅤ── Notei que está nervoso. Irritado com alguma coisa. São os acontecimentos atuais da cidade que o incomodam?

ㅤㅤ── Mais ou menos. Quero aproveitar da sua grande ligação com boa parte do mundo para perguntar algumas coisas.

ㅤㅤ── Fique à vontade. Você sabe o meu preço. ── Ela sorriu.

ㅤㅤ── O dinheiro será enviado para à sua conta, como sempre fiz.

ㅤㅤ── Então, estou ao seu serviço, Yagami-sama.

ㅤㅤO ruivo olhou para os arredores, como se quisesse garantir que estavam sozinhos.

ㅤㅤ── Você costuma ser tão sensitiva quanto eu para coisas sobrenaturais. No entanto, eu não sinto nada de diferente nos ares dessa cidade. Pode confirmar o mesmo?

ㅤㅤA mulher olhou para o alto, fitando os raios de sol que atravessavam as folhas das altas arvores da floresta.

ㅤㅤ── Sim. Nada sobrenatural percorre a cidade.

ㅤㅤIori sorriu.

ㅤㅤ── Ainda bem. Será menos trabalhoso então. A próxima pergunta: Tem noção de quem seja o responsável pelos assassinatos na cidade?

ㅤㅤ── Negativo. Cheguei tem poucos dias. Evitei qualquer tipo de contato, embora muitos tenham estranhado o meu aparecimento.

ㅤㅤ── Humph. Aqui é assim mesmo. Se você é diferente, eles já te olham torto. Acostume-se.

ㅤㅤ── Precisa que eu investigue os assassinatos? ── A ciborgue estava disposta. No entanto, Yagami não parecia interessado na ajuda.

ㅤㅤ── Não. Eu só precisava saber o nome e de uma direção. O resto ficaria por minha conta.

ㅤㅤ── Como sempre, querendo fazer tudo sozinho. Típico de um Yagami.

ㅤㅤ── Não há nada de interessante que possa compartilhar?

ㅤㅤ── Hm... Alguns meses atrás, fui contatada por alguém no Norte da Tailândia. O contratante tinha interesse nos meus serviços de assassinatos. O alvo era alguém daqui da cidade, que estava movendo os recursos e comandando as coisas por detrás dos bastidores. Alguém com punhos de ferro para botar todos em seus respectivos lugares. No entanto, o contratante desapareceu sem deixar o nome e localização do alvo. Ele parecia desesperado. A ligação foi feita através de um telefone público e quem quer que tenha sido, foi descoberto, pego e provavelmente morto.

ㅤㅤAquilo foi bem interessante. Ele sabia que ela poderia ser útil para algo.

ㅤㅤ── Eu imaginei que não seria tão fácil descobrir quem é o infeliz por trás de tudo isso. ── Ele cruzou os braços, rindo.

ㅤㅤ── Acredita que essa pessoa possa estar comandando o assassino das jovens? ── Disparou a ciborgue.

ㅤㅤ── Suspeito. Não só pelas mortes como por toda essa merda rolando aqui na cidade.

ㅤㅤMiyu percebeu a mudança no semblante de Iori.

ㅤㅤ── Por mim, eu deixaria toda a cidade se incendiar. O que acontece aqui não tem nada a ver comigo ou qualquer outro integrante do clã Yagami... Mas, como de praxe, sempre tem que envolver um torneio. Eu vou participar dessa desgraça com o propósito de verificar essa história mais a fundo. Quem quer que seja, assassino ou governante dessa desgraça toda, eu vou descobrir abrindo caminho pelos ringues.

ㅤㅤ── Suas leituras indicam que está furioso, mas também muito empolgado. Está entrando para ganhar, Yagami-sama?

ㅤㅤEle deu risada.

ㅤㅤ── Hehehehehe... Ah, Miyu, eu SEMPRE entro para VENCER! Custe o que custar!

ㅤㅤ── É muito bom ver que está em forma, Yagami-sama. Espero que as informações pedidas no nosso último encontro tenham sido de grande serventia. ── A mulher curvou-se, de forma respeitosa para o ruivo.

ㅤㅤ── E como foram! Desde aquele dia eu venho me preparando para enfrentar as mais diversas situações e com certeza terei alguma vantagem contra um dos meus adversários nesse torneio.

ㅤㅤA mulher estava satisfeita.

ㅤㅤ── Com isso, meu trabalho se encerra?

ㅤㅤ── Ainda não. Preciso que fique por mais algum tempo na cidade. ── Ele mudou seu semblante.

ㅤㅤ── Oh, porque?

ㅤㅤ── Tenho uma leve impressão de que estou sendo desrespeitado por uma das minhas filhas. Se você puder ficar de olho, de preferência ao longe, na Alice Yagami, eu agradeceria.

ㅤㅤ── Posso ficar de olho nela sim. Mas há algo que a antiga eu costumava dizer para aquele quem costumei a chamar de pai... “Não são todos que podem controlar os filhos, não depois que eles crescem”.

ㅤㅤIori levou uma mão no rosto.

ㅤㅤ── No meu tempo, as coisas não eram assim.

ㅤㅤ── O seu tempo já passou, Yagami-sama.

ㅤㅤ── Era só isso mesmo. Tenho de voltar. É capaz de que anunciem mais tarde quem será meu primeiro oponente. Até lá eu tenho que estar mentalmente preparado para isso. Está dispensada.

ㅤㅤE deu as costas para ela. Iori não era muito de se despedir apropriadamente. Passou a ter mais esse costume quando está com os filhos. Miyu não se importava com isso. Ela mesma acabou por saltar para um dos galhos das arvores e seguir por outro caminho. Logo mais, o acampamento montado ali ficou abandonado novamente. Os bichos que ali viviam puderam então voltar à sua normalidade, sem sentirem-se ameaçados pelas presenças de antes.

ㅤㅤAlgumas horas depois, naquele mesmo dia.

ㅤㅤAs chaves de combates foram anunciadas por transmissão e os horários de que cada um aconteceria. Iori acabou pegando o turno da noite em Philantrophy Belfry e irá enfrentar logo de cara uma de suas crias, a guerreira psicocinética Yuriko “Omega” Yagami. Ao saber do resultado, ele deu um murro contra a outra palma da mão e estalou o pescoço. Sorriu de forma maldosa, empolgado de saber que terá a oportunidade de testar a, até então, considerada uma das mais poderosas de suas herdeiras. Alice notou o ânimo do pai. Ela sabe que ele gosta de oponentes fortes e que estava disposto a ver uma das mais velhas de suas filhas havia progredido ao longo dos anos?

ㅤㅤOs dois não se falaram mais no momento que esta resolveu se envolver e viver com um sujeito chamado Keith Wayne. Não tinha noção se a garota continuou treinando e mantendo suas habilidades afiadas para continuar sendo merecedora do título de uma das mais fortes.

ㅤㅤ── Isso vai ser muito interessante! ── Empolgado, disse o Yagami. ── Eu vou me preparar para o combate. Você, fique aí. ── E retirou-se.

ㅤㅤ── Ok. ── A menina ficou olhando-o ir até o quarto, até que a porta se fechou.

ㅤㅤAs horas passam...

I can't see where you comin' from
But I know just what you runnin' from
And what matters ain't the"who's baddest but
The ones who stop you fallin' from your ladder, baby

ㅤㅤEle alternou suas vestimentas para a sua mais moderna, deixando o visual clássico para trás depois de um banho frio. Não havia necessidade de repetir as mesmas coisas ditas mais cedo para a menina doente, ela sabe muito bem que não deveria sair dali, muito embora o ruivo sabe que essa malditinha vai dar um jeito de acabar indo contra sua autoridade. Ele saiu do apartamento deixando uma quantia de dinheiro suficiente para ela poder se manter enquanto estivesse fora.

And you feel like you feelin’ now
And doin’ things just to  lease your crowd
When I love you like the way I love you
And I suffer, but I ain’t gonna cut you ‘cause

ㅤㅤNa recepção do hotel Victoria, haviam várias pessoas aleatórias que se reuniram ali para ver o Yagami. Alguns fãs de sua banda estavam por lá, vestindo camisas com o antigo logo da banda que ele pertenceu no período que arruinou as apresentações de um bando de palhaços chamado C.Y.S. Haviam também aquelas fãs escandalosas, aquelas que faziam de tudo para tentar chegar perto do lutador, tentar tocá-lo, ou o que quer que seja, somente para poder dizer que conseguiu se aproximar o máximo suficiente do seu ídolo. Mas haviam aqueles que eram os amantes das lutas, principalmente da violência bruta e desenfreada que o ruivo era capaz de desenvolver dentro das arenas. Flashs de câmeras vinham de todos os lados, torcida, gritos, vaias, Iori estava vendo de tudo enquanto caminhava no centro dessas pessoas, de olhos fechados, ignorando todos, com as mãos ocultas no bolso de sua calça. Foi só ele sentir que aqueles mortais insignificantes fossem se aproximar dele que seu corpo inteiro incendiou-se. O susto fez com que todos se afastassem, com medo de se queimarem com o fogo que o consome. E mesmo assim, sendo um babaca com seus fãs, eles ainda o adoravam. Como? Ele não faz ideia. E nem tenta procurar saber o motivo também.

This ain't no place for no hero
This ain't no place for no better man
This ain't no place for no hero
To call home

ㅤㅤEssa cidade. O que ela tem de tão chamativa assim? O que a faz se tornar o palco para exatamente tudo o que acontece? É uma das perguntas que o Yagami fez para si mesmo por vários anos e ela ainda persiste. Quando entrou no carro que o esperava para leva-lo ao local da luta, ditando para que o motorista ficasse calado o tempo todo e que não perturbasse sua pouca paz, o Yagami acompanhou a viagem toda até Philantrophy Belfry enquanto observava as ruas, os edifícios e as pessoas do lado de fora, vendo vários telões anunciando cada uma das lutas que aconteciam. Ele viu o Kusanagi em um desses anúncios e principalmente quem seria o oponente dele. Ele viu a figura de Yuriko em outros anúncios. Como será que eles tinham as imagens desses dois em particular? Não eram todos que sabiam do paradeiro deles. Os outros lutadores, com exceção de Terry Bogard e Clark Still não lhe pareciam grande coisa. Eram apenas pedras no meio do seu caminho que ele faria questão de varrer assim que os mesmos tivessem a infelicidade de se esbarrarem nele.

This ain't no place for no hero
This ain't no place for no better man
This ain't no place for no hero
To call home

ㅤㅤNos arredores de Philantrophy Belfry, as duas irmãs, Candy e Amy aguardavam a chegada dos dois lutadores. Elas não assistiriam o combate de perto, mas sim numa localidade mais afastada e que desse para elas terem uma visão mais privilegiada dos acontecimentos. Amy e Rebecca haviam combinado de assistir algumas lutas de perto para poderem não só analisarem os lutadores como também tentar encontrar alguma coisa de estranha durante as lutas e que pudessem ligar as suspeitas que a ruiva menor tinha sobre tudo o que acontecia. Ela aproveitou da oportunidade que o pai teria de enfrentar Yuriko para poder tirar algum aprendizado com o pai sobre como lidar com oponentes com poderes que vão um pouco além dos padrões de um ser humano. Ela arrastou Candy com ela porque sabe que a ruiva meio que ‘evita’ qualquer tipo de confronto com Yuriko, não aceitando que ela, tendo a força que tem, teme-se a outra por conta da diferença de poderes.

ㅤㅤ── Você não treinou mais com o pai, certo? ── Perguntou Amy.

ㅤㅤ── Nem. E você? ── A maior continuou olhando para a instituição ao longe.

ㅤㅤ── Treino com o pai e com a mãe. Sempre que posso. Tento extrair o máximo possível do conhecimento deles nos combates. ── A menor sorriu.

ㅤㅤ── O pai é um desgraçado. Apelão demais! ── Resmungou Candy.

ㅤㅤ── É aí que está a graça. Se ele fosse fácil, ele não teria a reputação que tem.

ㅤㅤ── Acha que ele vence a Yuriko?

ㅤㅤ── Sim. Eu tenho certeza que ele tem algo para nos mostrar. É por isso que vim ver isso de perto. ── O sorriso de Amy se tornou ainda mais aterrorizante.

ㅤㅤ── Você está bem? ── Rebecca notou a mudança no semblante da menor.

ㅤㅤ── Irmã, você está prestes a ver um grande espetáculo!

Every time I close my eyes,
I think I think about you inside
And your mother, givin' up on askin' why
Why you lie, and you cheat, and you try to make
A fool outta she

ㅤㅤA chegada de Iori em Philantrophy Belfry foi bem silenciosa. Não havia ninguém no local ainda. Pelo menos, não na área que desenrolaria o combate. Enquanto caminhava pelos corredores do orfanato, que o levassem até o alto, onde os sinos ficavam. Aquela passarela tinha espaço suficiente para os lutadores digladiarem. Enquanto observava os arredores, podia ter uma visão mais ampla da cidade ao fundo, assim como o outro lado lhe mostrava a Sarah Forest. Os ventos sopravam para o lado contrário à instituição, o que fazia as bandeiras de duas cores, verdes e azuis, balançarem para o outro lado.

I can't see where you comin' from
But I know just what you're runnin' from
And what matters ain't the "who's baddest," but the
Ones who stop you fallin' from your ladder, 'cause

ㅤㅤ── Finalmente. ── Ele sentiu que alguém se aproximava.

ㅤㅤNaquele instante, permaneceu de costas, as mãos ainda ocultas e com um ar sombrio lhe cercando. Sempre sorrindo, aguardando pelo momento que a outra se preparasse para o enfrentar. Quanto tempo se faz desde que ele lutou com suas próprias crias? Ele não sabe. Ele nunca contou, na realidade, nunca lhe passou sobre isso na cabeça. É a primeira vez que enfrentará um dos seus em uma competição, um torneio que sempre decidiu quem eram os reis dos reis, os melhores combatentes que o mundo inteiro já viram! Neste instante, Iori lembrou-se um pouco da sua odiosa infância, onde ouviu por várias e várias vezes a frase de que ele deveria superar todos os seus mestres e depois assassiná-los! E por último, ele deveria ser sempre mais forte que os demais, até mesmo que seu próprio pai. E hoje marca o início de uma nova era.

ㅤㅤ── Eu vou acabar com o seu sofrimento! ── Foi o que ele disse.

This ain't no place for no hero
This ain't no place for no better man
This ain't no place for no hero
To call "home"








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IORI YAGAMI MOVELIST
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Prólogo

Mensagem  ❖ Yuriko Yagami ❝Ômega❞ em Qua Ago 08, 2018 10:35 pm










PRÓLOGO:  Why do they always want to hurt me?



Inicio chat Deep Web

Wasp: O que você descobriu Ômega?
Ômega: Estão usando o torneio para fazer lavagem de dinheiro.
Praga: Eles sempre fazem isso.
Wasp: Dinheiro usado para fomentar o tráfico de mulheres, isso é pior que o de drogas.
Ômega: Eu me inscrevi. Vou olhar de dentro o que está acontecendo, preciso ter acesso a algum dispositivo eletrônico de quem está organizando, poderei passar dados mais precisos para você. O vírus que ia criar está pronto?
Wasp: Mandei o arquivo para o seu e-mail.
Ômega: Entendido, vou sair.
Praga: Acaba com eles garotas!
Wasp saiu da sala.
Ômega saiu da sala.
Praga saiu da sala.

Fim chat Deep Web.

ㅤㅤㅤYuriko colocou o seu computador pessoal para desligar enquanto olhava para o monitor a cima a sua direita. Observando a filmagem da câmera externa pode notar a volta de Keith para o iate. A japonesa saiu da sala onde havia passado boa parte de sua tarde para ir de encontro ao namorado.
ㅤㅤㅤ- Keith, eu quero transar. – ela fala assim que entra no campo de visão do americano. – Boa noite, gente. – ela cumprimenta os acompanhantes que estavam com ele.
ㅤㅤㅤEla estava usando somente um quimono de seda preto com flores vermelhas, era confortável. A japonesa segurava o laço, por causa do tecido o mesmo costumava desfazer-se com facilidade. Aproximando-se do americano ela envolveu ele num abraço com o braço livre e deixou um selinho em seus lábios.
ㅤㅤㅤA japonesa estava com seu comportamento definido, ela conseguia entender mais das gírias de Keith e também seu comportamento era mais relaxado e sem vergonha de falar as coisas. Ela era uma pessoa mais racional que emotiva, falando o que tinha vontade de fazer sem rodeios algum, quando não era possível no momento falado Yuriko esperava sem sentir chateação ou coisas do tipo, ela entendia que havia momentos para tudo.
ㅤㅤㅤQuem não era acostumado com a garota, iria vê-la como uma pessoa fria e calculista, mas ela só não demonstrava muito das suas emoções em público, seus pensamentos mais íntimos ela os discutia com Keith às sós. A garota também não era de ficar dando risadas atoa, raramente via-se um sorriso em seu rosto. Isso se aplicava as suas outras emoções também. O que mais ela demonstrava era confusão durante as conversas. Até poder entender o que estava sendo falado, assim voltava a sua expressão neutra.

***

ㅤㅤㅤYuriko Yagami foi por longos anos uma arma implacável para o exército do sol nascente, os japoneses. Em diversas batalhas a garota fora usada para destruir o inimigo com seu poder psíquico. Quando não estava em campo confinavam-na em laboratórios e seus descansos eram feitos dentro de quartos acolchoados usando uma camisa de força, mas não era somente essa sua residência. Ela vivia com o príncipe japonês, o qual lhe ensinou a filosofia do bushidô, usada pelos samurais.
ㅤㅤㅤA japonesa foi atormentada por sua ‘irmã’ de laboratório Izumi, o que foi útil para que Yuriko fugisse de seu confinamento. Fugas que não duravam muito tempo. O sucesso maior conseguido pela garota foi quando ela por fim matou o idealizador do projeto, Dr. Shinji Shimada, que lhe incluía como objeto de estudo e também sua ‘irmã’ Izumi.
ㅤㅤㅤVoltando para a sociedade ela não sabia como se portar, procurou refugio com seu pai, o que deveria ser um porto seguro acabou tornando-se mais um pesadelo para a garota. Dentro de sua própria família havia pessoas que queriam lhe machucar, deixando ainda mais confusa à mente de Yuriko. Surtos psíquicos deixaram-na desacordada, sua irmã mais velha lhe roubou seu remédio. Já que a garota psíquica precisava de injeções carregadas com nano robôs, programados para restauração de seu corpo e mente.
ㅤㅤㅤIsso foi um dos motivos que fez a garota cortar laços com a família Yagami e viver vagando pelo mundo. Por anos Yuriko viveu fora dos radares da família e também do exercito japonês. Foi nesse período que ela começou a sua vida ‘social’ na deep web, ganhando reputação entre a comunidade hacker e também aprimorou seus poderes psíquicos e suas técnicas de luta aprendida com o príncipe samurai com treinamentos diários.
ㅤㅤㅤO retorno aos holofotes de Yuriko foi com a devastação das bases da Ikari em 2nd South e Southtown. Foi uma entrada e tanto, acompanhada de um sermão de seu pai, Iori Yagami. O que foi bastante interessante saber que apesar de ter muitos filhos, a japonesa foi a primeira a receber sermão por seu comportamento vingativo. O foco da garota psíquica era sua irmã mais velha, Miu. Por causa do roubo no passado e também da atitude dela diante do sequestro de Yuriko.
ㅤㅤㅤA garota após essa retomada a sua família, começou a ficar mais a vista de seus familiares. E quando investigava a organização de mercenários Ikari, para saber se haveria algum tipo de retaliação pelo ocorrido ou não, ela esbarrou-se com Keith Wayne. Americano, natural de Chicago, traficando de drogas e cafetão, após seu primeiro encontro com ele, no segundo a japonesa lhe pediu em namoro, onde o mais velho aceitou, sem rodeios e permanecem em relacionamento até os dias de hoje.

***

ㅤㅤㅤUma coisa que poucos sabiam era como traficante e cafetão levava sua vida. Yuriko não ligava para o tipo de trabalho que Keith tinha, ele era a pessoa mais intrigante e ao mesmo tempo sincera que havia conhecido. Simplesmente falava e fazia o que queria, tinha uma ação rápida para resolver seus problemas ou pelo menos não deixava transparecer estresse nenhum diante deles.
ㅤㅤㅤNas muitas idas e vindas do namorado, Yuriko começou a acompanha-lo em momentos que ele permitia que ela fosse com ele. Às vezes ficar somente trancada numa sala trabalhando no computador, podia ser cansativo o suficiente para deixa-la longe do lugar por dias. E ela não era igual às outras mulheres, que gostava de fazer compras, ou seja, o que for para passar o tempo. Entretinha-se com leitura e sua coleção de saias, mas estava gostando de estar ao lado do namorado algumas vezes.
ㅤㅤㅤAo acompanha-lo foi prestando atenção na conversa, sem intrometer-se, aprendendo o significado das gírias observando-o. Ao voltarem para casa, o iate, no dia após Yuriko fazer sua inscrição no torneio, ela parou para olhar o mar, logo após seu embarque e chamou atenção de Keith para conversar com ele.
ㅤㅤㅤ- Será que é seguro na água? – ela pergunta o puxando pela mão para acompanha-la para a proa.
ㅤㅤㅤO vento era mais forte e fresco naquela região da cidade, por causa do mar. Ela abraçou-se ao namorado, para manter a temperatura corporal e por que gostava de estar em contato com ele.
ㅤㅤㅤ- Tenho que fazer meus treinamentos para poder lutar no torneio.  – ela virou-se para poder fixar o olhar no rosto dele. – E não quero estragar nada aqui no barco.
ㅤㅤㅤEles ficaram por mais alguns minutos conversando e logo entraram, estavam cansados e com fome.
ㅤㅤㅤHavia passado já três dias que a japonesa deu continuação ao seu exaustivo treinamento, ela comia tanta comida que ela pode ver um dia no almoço o olhar fixo de Keith. Ela havia feito sanduíches com ovos e bacon e comera cerca de cinco em pouco menos de dois minutos.
ㅤㅤㅤO casal havia acabado de transar quando o barulho de notificação do celular da japonesa chamou sua atenção. Ela se mexeu para olhar, mas seu namorado a puxou mais para seus braços. Ela olhou para ele sorrindo.
ㅤㅤㅤ- Posso segurar você assim também, quando precisar sair correndo sempre que te chamam? – ela pergunta lhe dando um selinho.
ㅤㅤㅤMais tarde, após os dois transarem mais uma vez, ela pode ver sua notificação. Era atualizações sobre sua pesquisa sobre o torneio e também um e-mail automático da organização informando sobre o lugar de sua primeira luta e seu adversário. Que era seu pai, Iori Yagami.

***

ㅤㅤㅤYuriko chegou no horário para a luta, a noite já tomava conta da cidade quando terminou de subir as escadas em direção à casa dos sinos do orfanato da cidade.
ㅤㅤㅤ- Eu não sofro há muito tempo, pai. – ela o responde após ouvi-lo olhando-o fixamente sem expressão facial.






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Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

Mensagem  Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Dom Ago 12, 2018 11:24 pm


ROUND 1 - MOVIMENTO 1
Iori Yagami vs Yuriko Yagami

ㅤㅤA chegada de Yuriko “Omega” Yagami foi bem discreta e sem muito rodeios, como ele esperava da sua filha mais poderosa e ex-shogun do Império Japonês. Iori observou a jovem mulher de cima a baixo, vendo que ela – aparentemente - estava bem. O ruivo não tinha ideia de como Yuriko tem passado todo esse tempo, pois o contato entre os dois não era mais o mesmo de quando ela retornou após os ataques na base dos Ikari. Ele não sabia que tipo de tratamento ela recebia do Keith, se estava treinando e se alimentando bem de acordo com a dieta e seções de treinamento que ele desenvolveu para a garota nos dias que ficou sob sua guarda. Aquele olhar que ela devolvia para o mais velho era típico da jovem japonesa. Os olhos vermelhos e brilhantes dela, assim como os do pai, aquele tom de pele um pouco mais alva, herança de Claudine, Yuriko demonstrava estar no auge de sua forma e poderes e isso empolgava muito ao mais velho.

ㅤㅤAntes de pensar em dizer alguma coisa ou indicar que irá começar a lutar, Iori teve mais uma lembrança do seu odioso passado - a sua maldita infância. Os anos que ele teve de aturar o treinamento cruel e impiedoso de seu pai. Do quanto ele sofreu para aprender que um Yagami era criado para lutar até a morte, enfrentando todos que ficarem no seu caminho, sem se importar com quem fosse: Amigos, família, inimigos, todos deveriam cair diante os pés daqueles que compõe a família do clã da Lua Crescente. Embora o ruivo não fosse tão adepto a violência, mesmo usando-a por fazer parte do estilo marcial treinado ao longo de toda sua vida, ele aceitava que essa era uma nova era chegando.

ㅤㅤEstar enfrentando uma filha agora e, possivelmente, outro mais tarde é um indício de que estava na hora de ver qual dos seus filhos seriam dignos a serem seus sucessores. Foi uma dessas conversas que o ruivo chegou a ter com sua noiva Chizuru algum tempo atrás, onde indagava a possibilidade de ter que testar um a um para saber quem seria o mais digno de assumir a posição dele muito em breve. Isto indicava que o ruivo pensava em se aposentar? Isso é uma possibilidade. Nem todos duram para sempre e para a idade que tem, vindo de uma família cujo os homens costumavam morrer bem cedo, mais na casa dos trinta, Iori era praticamente um ancião em seus plenos quarenta e três anos de idade.

ㅤㅤEle retirou as mãos dos bolsos da sua calça e respirou fundo. As coisas estavam prestes a esquentar.

ㅤㅤOito horas atrás, apartamento de Whip e Amy em 2nd.

ㅤㅤAmy estava em seu quarto terminando de ajeitar suas roupas e acessórios que costumava usar para destacar sua aparência de Gothic Lolita. Enquanto ela terminava de arrumar os adereços de cabelo em suas maria-chiquinhas, ela só escutava o som da tv ligada na sala e resmungos da sua irmã mais velha, a Candy Cane.

ㅤㅤQuando Amy voltou para a sala, trazia sua arma de combate, um florete personalizado e diferente do que os lutadores de esgrima costumavam a usar. Rebecca estava com os pés dobrados em cima da mesinha que ficava entre o sofá e a tv. A ruiva maior encarava a menor armada e fazia bico.

ㅤㅤ── Vai andar com esse troço pra cima e pra baixo?

ㅤㅤ── Vou. ── Respondeu a menor. ── Sem a Albion, eu não me sinto a mesma.

ㅤㅤ── Albion? ── Candy ficou surpresa. ── Você deu nome para a sua espada?

ㅤㅤ── Sim. Mamãe chama o chicote dela de Voodoo. ── Ela sentou-se no sofá, deixando o florete de lado.

ㅤㅤ── Você e sua mãe não batem bem da cabeça. ── E Candy continuou mexendo no controle remoto, acessando as contas de Netflix de Amy e Whip.

ㅤㅤ── Espera... como você conseguiu acessar nossas contas?

ㅤㅤ── Na moral? Banda musical favorita não é a melhor opção de senha! ── disparou Candy.

ㅤㅤ── Como assim? Você sabe que banda eu curto? ── Amy se lembra de nunca ter deixado claro para ninguém qual era o gosto musical dela.

ㅤㅤCandy sorriu.

ㅤㅤ── Você é gótica. Tem cara de emburrada. Parece gostar de músicas de emo, sinfônicas, com mensagens tristes, morte, etc. Tá na cara que você curte Nightwish.

ㅤㅤAmy olhou feio para Candy.

ㅤㅤ── Olhou minha playlist no celular, não foi?

ㅤㅤCandy deu risada.

ㅤㅤ── Okay, culpada! ── e continuou ── Sua mãe também tem péssimo habito para senhas!

ㅤㅤ── Você descobriu a dela também? ── Amy ficou surpresa

ㅤㅤ── Claro! Praticamente toda mãe coruja põe nome e a data de nascimento da filha. Eu pensei que ela ia usar algum código militar... hehe. Ah, vocês duas só assistem séries e filmes de bichinha!

ㅤㅤA ruiva menor se sentiu ofendida com o comentário das séries e filmes que ela e mãe assistiam juntas, mas relevou por um momento. Ela abriu novamente o jornal e procurou ler as manchetes, talvez havendo alguma coisa que ela possa ter deixado passar despercebido.  Foi quando sentiu a mão da Candy cutucando a cintura dela, um hábito que Amy não recebia muito bem da mais velha.

ㅤㅤ── O que é?

ㅤㅤ── Aqui! Esse filme é FUCKING AWESOME! Assisti muito quando era criança! ── Candy estava empolgada.

ㅤㅤ── Free Willy? ── O tom de voz de Amy mostrava total desinteresse para o filme na tela.

ㅤㅤ── Sim. Esse filme passa uma mensagem muito foda!

ㅤㅤ── Liberte as baleias e os golfinhos? ── Amy voltou a olhar o jornal.

ㅤㅤ── Não! Olha a capa do filme.

ㅤㅤAmy olha para a capa do filme.

ㅤㅤ── O que que tem? ── Ela não via nada de impressionante.

ㅤㅤCandy explicou.

ㅤㅤ── Você pensa que a mensagem do filme é para libertar as baleias e os golfinhos, mas na realidade o menino da capa está dando um soco na baleia! Olha só! Quem conseguiria dar um soco numa baleia assassina e ela voar longe? Ninguém fode com esse garoto! HAHA! (Click aqui para ver a capa do filme)

ㅤㅤAmy respirou fundo. Ela preferiu não falar nada e voltar para o jornal.

ㅤㅤ── Ah, qual é! Foi engraçada, não foi? Vai! Dá uma risadinha! Vai! Amy! Hello? Amy! ── A maior ficou balançando o ombro da menor, tentando chamar a atenção novamente.

ㅤㅤCandy parou de incomodar Amy ao perceber que a menor estava começando a ficar brava, botou o filme para assistir e ficou ali na dela. Alguns minutos se passaram e a menor fechou o jornal, pegando o celular e olhando para as notícias mais recentes da cidade. Haviam saído já as chaves dos lutadores e a primeira luta do pai das duas seria contra a Yuriko Yagami em Philantrophy Belfry, aproximadamente oito horas mais tarde.

ㅤㅤSem dizer uma palavra, a ruiva esgrimista mostrou para a irmã mais velha qual seria o próximo destino das duas na investigação que ela estava lançando.

ㅤㅤ── Papai vs Yuriko? Assim, do nada?

ㅤㅤ── Veja as outras chaves.

ㅤㅤ── Kyo vs Setsuna? Vish. Eles querem eliminar nossa família assim, logo de cara?

ㅤㅤ── Pode ser que sim. Você tem medo da Yuriko, não tem? ── A menor deixou o celular na mesa novamente.

ㅤㅤ── Medo? Só acho suicídio lutar com ela.

ㅤㅤ── Então você tem medo dela. ── Ela continuou pressionando.

ㅤㅤ── Vai dizer que você não tem medo dela? ── A outra ficou encucada com a provocação.

ㅤㅤ── Penso nela mais como uma guerreira formidável, mas não imortal. Assim como todas nós, ela tem seus limites. Ela tem suas fraquezas, seus pontos cegos. Acontece que nunca lutamos uma contra a outra e só pelas histórias que ouvimos dela, criamos essa perspectiva de que ela possa ser intocável ou imbatível.

ㅤㅤO comentário de Amy fez Candy pensar um pouco. De alguma forma, a mais nova conseguiu convencer sua irmã.

ㅤㅤ── Eu não sou de ficar lançando magia que nem o pai e a Alice. Sou lutadora de Wrestling, faço uso da minha superforça para quebrar ossos! Yuriko pode me tankar sem muita dificuldade.

ㅤㅤ── Também não sou lutadora de projéteis. Prefiro usar minhas chamas para potencializar meus golpes na Albion, minha velocidade através do ballet para flanquear e ganhar proximidade.

ㅤㅤ── Você é baixinha e não tem muito peito. Por isso você é rápida!

ㅤㅤ── Cala a boca!

ㅤㅤCandy deu risada. Sabia que a irmã mais nova se incomodava com esse detalhe e sempre usou como uma forma de aporrinhar ela. Mas não ficaram nessa por muito tempo. Amy levantou-se e foi para a sacada do AP, olhando para a rua lá embaixo.

ㅤㅤ── Eu realmente não estou gostando do clima dessa cidade. Todos parecem diferentes! Não estou vendo nenhum tipo de empolgação com as lutas... Repito, melhor olharmos os confrontos de perto, principalmente a do nosso pai. Pela experiência que tenho, sempre há alguma coisa estranha acontecendo nos locais dos combates e por nós sermos uma família ‘muito querida’, é quase certeza de que seremos alvos de alguma surpresa.

ㅤㅤ── E se você estiver errada? ── Candy questionou.

ㅤㅤ── Vamos para o próximo passo! Não há informação alguma de que as lutas serão gravadas. Apenas a localização dos combates e quem são os combatentes. Quem for louco o bastante de se aproximar, irá sem nem pensar nas consequências! É por isso que acho bom estarmos por perto. E outra coisa, vamos procurar um lugar mais afastado da arena e manter nossas energias baixas.

ㅤㅤ── Why?

ㅤㅤ── O pai não quer nossa intromissão. Logo, não deseja nos ver nem pintadas de ouro perto dos locais da luta. Consegue esconder sua energia sem que outros nos percebam?

ㅤㅤ── Yeah! Dúvida?

ㅤㅤAmy sorriu.

ㅤㅤ── Ótimo. Pelo menos é uma prova de que está em dia com seu treinamento espiritual.

ㅤㅤAs duas procuraram se preparar para as horas seguintes. Amy acabou deixando o local que ficava com sua mãe antes mesmo dela voltar. O caminho até o orfanato foi tranquilo para as duas e até a chegada dos lutadores, elas ficaram comentando sobre o espetáculo que estavam prestes a verem. Candy percebeu um comportamento diferente de Amy. Ela sorria de uma forma assustadora, como se esperasse por um massacre entre os dois lá ao longe.

ㅤㅤDe volta a arena.

ㅤㅤIori não começou a luta de imediato contra Yuriko. Ele fez questão de elevar o seu poder primeiro. Motivo? Ninguém sabe. As filhas que o assistiam longe pensaram que ele quis se aparecer ou então anunciar para toda a cidade que a luta dele havia começado. Mas o que aconteceu exatamente? A pressão do chi de Iori era tão poderosa que acabou criando uma ventania pelo local! Exagero? Não. Sua manipulação de energia era tão insana que até mesmo os sinos de Philantrophy Belfry começaram a bater, sua aura assustadora expandiu-se em um imenso pilar de fogo que lhe cobriu por inteiro e elevou-se para os céus, se tornando uma fonte de luz que todos na cidade poderiam ver. Os que vivem na região de Philantrophy Belfry sentiriam a pressão e os tremores da grandiosa energia de Iori, alguns seriam acordados por isso, outros ficariam assustados pela demonstração do lutador japonês.

ㅤㅤ── HOOOOOOOOOOOAAAH! ── Ele soltou um berro estridente ao liberar aquela quantidade imensa de poder.

ㅤㅤCom isso, as pessoas que estavam empolgadas com as lutas e aquelas que não estavam ligando para elas saberiam que o portador das Chamas do Destino havia ‘soado’ o gongo do combate.

ㅤㅤO fogo púrpuro diminuiu no corpo do Yagami e ele sorria, canalizando toda a potência liberada na palma de sua mão, formando uma única chama.

ㅤㅤ── Eu espero que isso seja divertido, Yuriko! ── Ao fechar a palma da mão, a chama concentrada ali estourou e ele assumiu a postura de combate.

ㅤㅤIori se considerava um lutador completo. Desde sua infância problemática ele veio sendo moldado para se tornar uma máquina de matar e lutar através da tutela de seu pai. Os vários estilos que ele dominou ao longo dos seus anos iniciais, os ensinamentos dos vários mestres que passaram por ele, as experiências nos combatentes tanto no tempo de criança quanto em sua juventude fizeram dele um homem impiedoso e temido. O estilo de luta ancestral da família Yagami é incorporado por Iori através do seu instinto desenfreado, com uma arte marcial apropriada para a sua habilidade natural de conseguir cortar, destroçar e mutilar as coisas usando somente as mãos. Um estilo baseado em posições baixas e fortes, deslocamentos estáveis e penetrações diretas com ênfase na força dos membros superiores, da resistência superior e em fortes técnicas de mão, sendo notáveis a mão de ponte e a versátil garra de tigre. É um estilo que incide no desenvolvimento de braços e pernas fortes, dentro da posição do Cavalo – O Sei Ping Ma -, e no condicionamento dos antebraços – o Da Sam Sing – a Explosão das Três Estrelas. Toda esta habilidade é desenvolvida dentro de três partes: A primeira sendo uma ginastica corporal perfeita, as perícias em combate livre e as formas e estruturas Taolu, um conjunto de habilidades e técnicas coreografadas.

ㅤㅤEle distanciava suas pernas uma das outras e assumia a posição ofensiva de seus braços, sendo o direito um pouco mais à frente do rosto e logo abaixo de seu queixo e o esquerdo mais abaixo da altura do peitoral, ambas as mãos simulando as garras de um tigre, pois nele não havia a necessidade de utilizar-se do Fu Jia. Os dedos das mãos de Iori que simulariam essas garras seriam o polegar, indicador e meio, os únicos que ele precisava para causar os cortes mais insanos e violentos que todos que já passaram por ele viram ao longo de sua história.

ㅤㅤNessas competições, uma coisa é certa sobre Iori Yagami: Ele não pega leve com ninguém! Pode ser uma criança, pode ser uma mulher, pode ser um idoso, ele não está nem aí. E com sua filha não será diferente! Contudo, ele acabou avançando para cima dela utilizando de sua incrível velocidade. O impulso dele foi tão rápido que dificilmente uma pessoa comum conseguiria acompanhar com os olhos. É como se num piscar de olhos, num lance de vista, ele se deslocasse de ponto a para o ponto b e não só aproximaria de Yuriko como também a atacaria na mesma velocidade e precisão. Um ataque de arranhão, concentrada com energia pura nos dedos que acompanham a trajetória do ataque. Este arranhão tinha poder suficiente para atravessar até mesmo uma estrutura sólida, poderia até derrubar uma arvore com um golpe simples destes, o que diria um corpo humano? As linhas de energia que acompanham o movimento da mão do ruivo, sendo mais preciso, os dedos dele que simulam as garras de tigre, possuem a intensidade, a potência necessária para causar cortes violentos no corpo da Yagami e fazer com que esta sofra de hemorragia. O sucesso da habilidade faria com que sua oponente começasse a sangrar logo de cara e que duraria até o final da luta se esta não procurasse uma forma de estancar o sangramento. Este primeiro golpe se chama 119 Shiki: Akegarasu.


ㅤㅤ── MORRA!

ㅤㅤEle não pararia por aí.

ㅤㅤO golpe seguinte que ele aplicaria seria utilizando do centro de sua gravidade combinada com o peso de seu corpo e mais a força do seu golpe usando o braço destro juntamente com sua estrutura muscular bem trabalhada. O punho destro fechado resultaria em um soco na altura da barriga da japonesa, com uma força avassaladora que fazia parte de um treinamento chamado Toi Mah, que do chinês traduz-se para “Empurrar o Cavalo” ou “Empurrar a base”. Este golpe simples do Yagami vem da combinação da arte marcial chinesa e japonesa que o lutador mescla em seus movimentos, e esse soco era chamado de Tate Tsuki. O sucesso deste murro faria Yuriko se encurvar para frente, abalada com a força projetada contra aquela região, o que lhe permitiria uma sequencia ainda mais devastadora, porém que não seria realizada por agora. Pois tudo isto se passa de um pequeno teste, uma pequena avaliação que ele faria na garota.

ㅤㅤ── HOOOOO!

ㅤㅤO que Yagami pretende nesses dois golpes iniciais? O que o levou a evitar usar suas chamas logo de início contra a filha? Estava na cara de que o mesmo procurava saber o quão boa ela poderia ser num combate próximo, em um mano a mano. Era uma avaliação de forças, uma maneira de saber se o namoro dela com aquele sujeito não a amoleceu no campo de batalha. A luta pode estar valendo uma chance de progredir no torneio, mas para este pai veterano nos combates, ele estava disposto a extrair todo o potencial da menina, nem que fosse preciso chegar ao ponto de mata-la para vê-lo! Por enquanto estas seriam as duas únicas investidas dele. Recuar? Não! Yagami não é desses lutadores que atacam e depois pula pra trás com medindo de tomar um contra-ataque. Não! A insanidade, a adrenalina, o PRAZER de lutar, oh... isso é o que ele chama de alegria, isso é o que o faz ser aquele desgraçado, miserável e filho duma puta que ele costuma ser nas lutas. O olhar dele estava mais feroz, seu sorriso estampado em sua face era sádico, malicioso, como se fosse um psicopata louco para ver o sangue dela ou dele jorrando para todos os lados. Ssso sim é a sua forma de viver! Sua alegria, sua diversão. Ele ficaria ali mesmo. Ele queria ver, queria sentir. Cada golpe acertando ou errando, cada dano tomado. Tudo. Ele não desgrudaria dela.








Última edição por Đεstroчεr ⌠ 八神 庵 ⌡ em Seg Ago 13, 2018 8:44 am, editado 1 vez(es) (Razão : link para a capa do filme citado estava quebrado.)

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Round 1 Move 2

Mensagem  ❖ Yuriko Yagami ❝Ômega❞ Ontem à(s) 8:17 am










ROUND 1 MOVE 2: Does it matter?



ㅤㅤㅤAs garotas que trabalhavam para Keith estavam na lateral do iate com seus corpos inclinados sobre a borda e as bundas empinadas, seus olhos fixados em um ponto na água. Dava para perceber que não tinha ninguém com elas ali dentro, Keith poderia estar cuidando de alguma coisa e Yuriko praticava seu treinamento. Tarefa essa que despertava interesse nas mulheres, que deixaram de preparar sua comida para ir ver o que a japonesa estava fazendo.
ㅤㅤㅤYuriko Yagami nasceu com um dom único. Ela possuía o poder da telecinese, poder de mover as coisas com a força do pensamento e a telepatia, poder de ouvir e manipular o pensamento das pessoas. O primeiro mais acentuado que o segundo. Então naquela manhã, ela estava flutuando sobre o mar do golfo para dar início ao seu treinamento marcial proveniente do Bujutsu, o jujutsu kuryu, era a arte de luta corpo a corpo dos samurais.
ㅤㅤㅤ- O que ela está tentando fazer afinal? – perguntou uma das garotas sem compreender os movimentos lentos e firmes que a garota fazia com os braços em frente ao corpo de cima para baixo e de baixo para cima.
ㅤㅤㅤ- Keith falou para não incomodar ela, disse que ela vai lutar nesse torneio que vai começar na cidade. – a outra respondeu.
ㅤㅤㅤA conversa das meninas chamou a atenção da garota que acabou distraindo-se por instantes do que estava fazendo. Ela olhou em direção às vozes e franziu as sobrancelhas por não ter ouvido direito a conversa. Mas logo a japonesa voltou sua atenção para seu treinamento, ela voltou a movimentar os braços como fazia antes de se distrair. Todo o seu treinamento daquela arte foi baseada na defesa, era assim que os samurais lutavam, defendendo-se dos ataques de seu inimigo, com isso sua defesa tornava-se um ataque para aquele que ousava desafia-los.
ㅤㅤㅤPassaram duas horas de treino e foram todas gastas com movimentações de braços provenientes do jujutsu koryu (clique no vídeo, tempo compreendido entre 5:10 até 7:40, foi o treino executado pela garota). Ao sair da água e voltar para o iate Yuriko estava faminta e a primeira coisa que ela procurou fazer naquele momento foi caminhar com pressa em direção a cozinha. Ela gastava muita energia na concentração mantendo-se flutuando como se estivesse em um chão fixo para treinar aqueles movimentos. Para que não perdesse mais energia a quantidade de comida que ela deveria ingerir era absurda e a garota comia tranquilo cinco a seis quilos de comida após seu treinamento todos os dias e de uma vez.

***

ㅤㅤㅤYuriko conhecia a fama de seu pai, sabia que ele era um lutador experiente, assim como ela também tinha sua experiência por combates durante as várias batalhas que ela lutou pelo exército japonês. Ela ficou com sua expressão indiferente, até mesmo diante do exibicionismo de poder de Iori, a única movimentação a mais que se via na garota eram suas pálpebras mais apertadas e batendo mais rápido para impedir de seus olhos se irritarem com o vento ou qualquer partícula de poeira.
ㅤㅤㅤA japonesa tinha uma personalidade bem marcante, ela não foi criada para demonstrar sentimentos, tanto que isso era um problema em suas relações pessoais. A grande dificuldade em alguns momentos, já que ela não sabia como se expressar ou entender o que queriam lhe passar com expressões ou até mesmo palavras, era distinguir o que a pessoa dizia além do significado morfológico o que pra ela às vezes estava fora do contexto e tudo ficava confuso. Exemplo disso era sua relação com Keith, o americano usa várias gírias no seu dia-a-dia que deixava a japonesa ocupada para decifrar.
ㅤㅤㅤA Yagami não se moveu, permaneceu em pé e de frente para seu pai e adversário. Quando a ventania acabou ela o ficou encarando sem piscar tanto os olhos. Mesmo com sua roupa que a deixava com uma aparência de uma colegial japonesa, que poderia passar uma falsa impressão de ser uma pessoa frágil, ela tinha um corpo definido com músculos e também seu peso era muito bem distribuído dando forma de mulher madura ao seu corpo, os seios grandes era o que mais chamava atenção.
ㅤㅤㅤEla não estava ali em pé relaxada, ela se mantinha firme, não era qualquer coisa que a faria mover-se para derruba-la por exemplo. E quando seu pai desferiu o ataque, de forma direta e achando talvez que o exibicionismo das chamas fosse fazer ela se distrair, a garota observou e esperou. Quando ele estava perto suficiente ela revidou, com os movimentos de braços provenientes do jujutsu koryu, ela usou a velocidade e força de seu pai contra ele, como ela passou a mão em frente o corpo de baixo para cima o que levaria para longe o braço de Iori, isso auxiliaria que o desequilíbrio que seria provocado, no momento que ela se moveu para mudar o peso dos pés para o lado direito e com uma cotovelada potente em direção peito do Yagami o jogaria para longe dela.
ㅤㅤㅤO que anularia completamente o próximo golpe narrado por ele, já que o mesmo seria repelido para longe da garota e provavelmente desequilibrado.






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Re: [KOF - MM] IORI YAGAMI VS YURIKO YAGAMI

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